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                  <text>Políticas para a Análise Documentária de
Imagens Fotográficas Digitalizadas

Deise Maria Antonio
Unesp – Campus Experimental de Tupã – Bibliotecária
Mestranda em Ciência da Informação
Av. Domingos da Costa Lopes, 780
17602-496 – Tupã – SP – Brasil
E-mail: deise@tupa.unesp.br

�RESUMO

A verificação dos elementos e fatores que devem ser considerados na análise
documentária de Imagens Fotográficas é pertinente para o estabelecimento dos
procedimentos padrão. O procedimento define detalhadamente as diretrizes que
implementam a política. A política estabelece-se por meio de um plano contínuo
onde as diretrizes específicas de cada processo para tomada de decisão estão
expressas e colaboram para decisão prévia de questões, evitando repetição de
análises, delegando autoridade sem perder o controle, viabilizando a criação de
outros planos unificando as estruturas. O artigo promove a discussão da
importância de diretrizes para a construção de políticas que implementem
procedimentos estratégicos para análise documentária de imagens fotográficas do
Memorial Fotográfico da FFC, Unesp, Marília.

�Introdução

A origem do nosso estudo está no projeto “A memória acadêmica em imagens
fotográficas: análise de conteúdo e digitalização de fotografias” elaborado pelo
Departamento de Ciência da Informação da FFC, Unesp, em parceria com a
Coordenadoria Geral de Bibliotecas, CGB, “órgão que viabiliza o funcionamento
sistêmico da Rede de Bibliotecas da Unesp, constituída por 30 Bibliotecas,
localizadas em 23 cidades do Estado de São Paulo, para a elaboração e
supervisão das etapas da representação descritiva e digitalização das imagens
fotográficas”. (FUJITA et al, 2004). A proposta do projeto é o resgate da memória
acadêmica da Faculdade de Filosofia e Ciências de Marília por meio das imagens
fotográficas registradas no período de 1959 a 1999, que relatam sua trajetória, a
instalação dos primeiros cursos no prédio, das primeiras defesas públicas de
mestrado e doutorado, e outros eventos de natureza importante e significativa
para a Universidade.
Para tanto, algumas etapas de trabalho já foram realizadas e outras estão em
processo, como: separação das fotografias por assunto dos eventos realizados;
tratamento descritivo; preservação e armazenagem; listagem em ordem alfabética
e assunto; escolha das classes temáticas; escolha das ferramentas para a
representação descritiva; padronização e inserção dos registros bibliográficos em
meio magnético (informação verbal)1.
Entretanto, o projeto do Memorial não conta com um estudo de plano contínuo
onde as diretrizes específicas de cada processo para as tomadas de decisão se
encontra estabelecida. Essas diretrizes, também conhecidas como políticas, são
importantes, pois “colaboram para se decidirem questões previamente, evitando
repetição de análises, e ajudam a dar uma estrutura unificada a outros tipos de

1

Informação obtida por meio de entrevista com a Bibliotecária Dilnei Fátima Fogolin, da
Coordenadoria Geral de Bibliotecas, CGB – Marília, e membro do projeto.

�planos e a delegar autoridade sem perder o controle” (KOONTZ

2

et. al., 1987,

apud ALMEIDA, 2000, p. 6-7).
Sendo assim, a proposição deste artigo é discutir sobre os elementos e fatores
que devemos considerar na análise documentária de imagens fotográficas, no
momento do estabelecimento dos procedimentos padrão. Os procedimentos
padrão, ou “método padrão”, “proporcionam um conjunto detalhado de instruções
para realizar uma seqüência de ações que ocorram com freqüência ou com
regularidade” (STONER; FREEMAN, 1999, p. 168). Esse procedimento define de
forma detalhada as diretrizes para a implementação da política.

A Análise Documentária e a Análise Documentária de Imagens
Como a proposta é a análise documentária de imagens, os elementos e fatores
que influenciam o estabelecimento da política, faremos uma definição rápida de
Análise para melhor compreensão.
A análise documentária pode ser definida como um “conjunto de procedimentos
utilizados para exprimir o conteúdo dos documentos científicos sob forma
destinadas a facilitar a sua localização ou consulta” (GARDIN apud KOBASHI,
1994, p. 15). Para Kobashi (1994) o tratamento documentário é dividido em dois
aspectos: a representação descritiva e a análise documentária. Temos como
produto da representação descritiva as referências bibliográficas, e como produto
da análise documentária o resumo, representando o documento original em forma
textual condensada, e o índice, representando o texto por meio de uma
Linguagem Documentária.
Encontramos, também, algumas definições de análise documentária reunidas no
Glossário de Análise Documentária (2004, p.9-10):
2

KOONTZ, H.; O’DONNELL, C.; WEIHRICH, H. Administração: organização, planejamento e
controle. 14.ed. São Paulo: Pioneira, 1987. 2 v.

�“Operação que consiste em representar o conteúdo de um documento de forma
condensada” (ACCART, RÉTHY, 1990 apud MENEZES, CUNHA, HEEMANN,
2004, p. 9)
“Atividade orientada para a identificação e descrição do conteúdo dos
documentos, de forma distinta do original, com o propósito de facilitar seu
armazenamento, difusão e recuperação da informação em conformidade com as
necessidades dos usuários” (ÂNGULO MARCIAL, 1996 apud MENEZES,
CUNHA, HEEMANN, 2004, p. 9).
No caso em estudo os documentos que consideramos para o processo de análise
documentária são as imagens fotográficas da FFC que resgatam a memória
acadêmica no período de 1959 a 1999. Os documentos textuais possuem uma
vasta literatura que cobrem a análise documentária, tanto no que diz respeito a
resumos quanto à indexação. Mas a descrição das imagens em palavras também
é muito importante, principalmente nesse momento onde a “capacidade de
armazenar, em formato digital, em base de dados, qualquer tipo de imagem, e
especialmente

de

poder

acessar

milhões

delas

na

Rede,

causou

impressionamente ressurgimento do interesse por imagens em geral e, em
particular, por modos de indexá-las” (LANCASTER, 2004, p. 214).
Jörgensen (2001, p. 906) apud Lancaster (2004, p.214) diz que
Encontramo-nos, ao que parece, no ponto crítico de importante
movimento histórico de retorno ao que se poderia chamar o
primado da imagem. Ao longo dos últimos séculos, as palavras
foram à forma privilegiada de comunicação e o meio preferido de
educação. Uma mudança, porém, se verificou nas últimas
décadas, e as imagens vêm reafirmando sua primazia como
mensageiros instantâneos e poderosos.

Vários trabalhos de Conclusão de Curso desenvolvidos por alunos do curso de
Biblioteconomia já foram realizados na implantação do Memorial da FFC.
Alguns autores que se destacam na análise documentária de imagens, como:
Shatford (1984, 1986); Smit (1989); Leung, Hibler, Mwara (1992) e Shatford Layne
(1994). Bem como os estudos do grupo Imatec, dirigido por Pinto Molina (2005),

�sobre análise de imagem e as estratégias digitais estabelecidas para a LC –
Library of Congress (2001).

A Análise da Imagem

Segundo Smit (1989, p. 105) “analisar uma imagem significa, quer queiramos ou
não, ‘traduzir’ certos elementos desta imagem de um código icônico para um
código

verbal”.

Essa

tradução

é

chamada

de

transcodificação,

pois

transformamos um código em outro. Nessa tradução problemas de perda de
precisão, seleção de informação, possibilidade de erro ocorrem, e como lembra
Smit (1989, p. 105) essa transcodificação “leva a discussões bastante
interessantes e riquíssimas do ponto de vista semiológico”.
A análise da imagem fotográfica difere da análise documentária de livros e outros
matérias bibliográficos, pois a imagem possui informações técnicas que precisam
ser consideradas no processo de análise. O documento fotográfico demanda um
tratamento documentário diferente já que possui condições de análise
específicas.
A interpretação do documento fotográfico também difere da interpretação do
documento bibliográfico. Neste realiza-se a análise por meio de termos abstratos,
naquele a análise por termos abstratos limita o seu significado.
Outra questão que deve ser considerada é que a imagem é polissêmica, ou seja,
uma imagem pode ter vários significados e interpretações. Essas interpretações
dependem da perspectiva de quem pondera, analisa a imagem, em muitas
situações são de julgamento de valor que não são justificados pela própria foto.
Smit (1989, p. 108) diz que
a grande dificuldade na análise da imagem consiste nesta
separação entre a denotação (o que a imagem mostra) e a
conotação (o que a sociedade – e o bibliotecário – vêm, ou

�querem ver, na imagem), sabendo ainda que muitas vezes a
legenda ou o contexto já nos desviam, subrepticiamente, para a
conotação.

Uma regra básica é proposta por Smit (1989, p. 109), que a análise de imagens
não precise chegar a uma especificidade grande, mas que mantenha uma
amplitude suficiente para que a qualquer questão a seleção de 30 (trinta) imagens
responda a mesma. Seria entregue ao usuário um grupo de 30 (trinta) imagens, e
este faria a escolha à imagem “boa” por comparação.
O “dilema” para o profissional é encontrar o equilíbrio entre: a análise dos
detalhes importantes de uma imagem (o que descrever) e o descarte dos detalhes
insignificantes (quando parar a descrição). A omissão e o excesso são dois
fatores imprescindíveis para a análise de imagens.
G. Bléry citado por Smit (1989, p. 110) descreve algumas categorias para a
análise de imagens que contribuem para a questão a omissão, pois responde as
questões Quem (seres vivos), Onde (ambiente), Quando (tempo), Onde (espaço),
O Que (ação) e Como (técnica):
•

Questão da técnica da produção da imagem;

•

Localização da imagem no espaço;

•

Localização da imagem no tempo;

•

Quando a imagem focaliza seres vivos;

•

As ações desses seres vivos não podem ser esquecidas mas descritas em
função daquilo que a imagem mostra e não em relação ao ato global no
qual a imagem se insere;

•

Descrição do ambiente no qual o ser vivo se encontra.

Para a questão do excesso o critério que é proposto é do primeiro plano e do
segundo plano. “Descreve-se o 1º plano, citando-se o 2º plano somente quando
este modifica integralmente a leitura do 1º plano.” (SMIT, 1989, p. 112)

�Pinto Molina (2006) sugere uma metodologia para análise de imagem fixa
composta por quatro operações interrelacionadas: visualização/leitura, análise
denotativa, análise conotativa e representação do conteúdo documental.
Mapa de metodologia de análise proposta por Pinto Molina:

FONTE: PINTO MOLINA, M. Imatec: recurso e-learning para el análisis, tratamiento y
representación de documentos imagen, 2006

A visualização ou leitura implica no conhecimento das ações específicas da i)
linguagem icônica, ii) da determinação do conteúdo – particularidades de gênero,
uso, para cada tipo de documento e descrição documental; supõe o conhecimento
dos diferentes gêneros icônicos e suas respectivas práticas - , iii) da
documentação exógena: fase de apoio de buscas documentais sobre o objeto de
análise, interpretando e contextualizando documentalmente quanto ao formato,
composição, enquadramento (ângulo dos planos), personagens, cenografia,
expressão corporal e gestual, iluminação, ações e cor, que refere-se também ao
formato.

�A análise denotativa é embasada pela leitura do que se vê, ou seja, pelas
evidências. Essa leitura é realizada por meio da descrição dos objetos, pessoas,
decoração, paisagens. Tem valores formais que são elementos visuais,
conceituais, relações e procedimentos. Permite reconhecer a estrutura
representativa da imagem transpondo a realidade espaço-temporal representada.
Equivale a um resumo.
A análise conotativa é a relação estabelecida entre um conceito e outro, mas não
são chaves para sua definição. Baseia-se na leitura subjetiva da descrição global
da imagem, na leitura que está sendo interpretada, incorporando o analista suas
próprias apreciações e valores. Possui valores expressivos, comunicativos,
emocionais e estéticos. Na fotografia os elementos de criação de sentido são:
ângulo de visão, distância focal, relação enquadramento/objeto, profundidade de
campo, ponto de vista do apreciador, nitidez, iluminação. Nesta operação a
análise nos remete a estrutura profunda e abstrata do documento, não havendo
análise conotativa para imagens científicas.
Para o conteúdo temático, Pinto Molina (2006) sintetiza explicando que a
metodologia proposta por Lasswell (1978), conhecida por suas perguntas 5 W –
who, why, what, where, when – dão conta de indetificar os principais conteúdos
temáticos do documento imagem.
A operação de representação do conteúdo documental é realizada através da
síntese textual da informação transmitida pela imagem para representar a
mensagem global que suporta e a elaboração dos diferentes produtos
documentais: resumos e índices.
A organização temática das fotos do “Memorial Fotográfico da Faculdade de
Filosofia e Ciências” foi realizada no processo de pré-classificação das fotografias
com o levantamento e a seleção do conteúdo temático permitindo que as
fotografias fossem organizadas por assuntos específicos para otimizar o acesso e
recuperação (FUJITA, 2004, p. 7). Para a análise foram utilizados na elaboração
da grade descritiva de forma e conteúdo das fotos do Memorial elementos
propostos por Smit (1989) e por Pinto Molina (2006).
Inicialmente, 25 classes temáticas foram consideradas, com possibilidade de
alteração do tema, devido a avaliação periódica de todo o processo. O acervo

�possui 2220 fotografias distribuídas em 40 séries, onde são organizadas seguindo
os títulos das classes temáticas, recebendo numeração.
Políticas: Diretrizes Gerais para a Tomada de Decisão
Delineado os elementos e fatores que compõem a análise documentária de
imagens teremos condições de estabelecer um plano contínuo de diretrizes gerais
para a tomada de decisão. Diretrizes, ou políticas, “são orientações para a
tomada de decisão, [...] reflete um objetivo e orienta os gerentes e funcionários
em direção a esses objetivos em situações que requeiram critérios e julgamento”
(HAMPTON, 1992, p. 204).
Para Maximiano (2000, p. 191)
as políticas ou diretrizes têm por finalidade orientar o
comportamento dos indivíduos e grupos a longo prazo,
especialmente em situações repetitivas ou permanentes. As
políticas são decisões prévias e padronizadas, que
delimitam a faixa de ação para o comportamento, dizendo o
que se deve fazer em casos particulares.

Transferindo isso para a realidade os Serviços de Informação, “encontramos
políticas gerais e políticas específicas, relacionadas à suas diversas áreas de
atuação: políticas de formação e desenvolvimento de coleções, políticas de
conservação de acervo [...]” (ALMEIDA, 200, p. 7). Dentro do Serviço de
Informação, que é o nosso caso, as políticas não são criadas como um
instrumento que visa burocratizar ou limitar as ações, mas sim como ferramenta
para implementar estratégias.
As políticas fazem parte do plano operacional do sistema que “dão os detalhes
necessários à incorporação dos planos estratégicos nas operações do dia-a-dia
da organização” (STONER; FREEMAN, 1999, p. 166). Os planos operacionais
pertencem a duas classes gerais: os planos que são programados para serem
dissolvidos após terem alcançado os objetivos específicos e não recorrentes; e os

�planos permanentes que são abordagens padronizadas para resolver situações
que são recorrentes e previsíveis, ou seja, para atividades repetitivas.
OBJETIVOS

Para
atividades que
não se
repetem

Planos
Estratégicos

Planos Operacionais

Planos de Uso
Único
Programa
s

Para
atividades
repetitivas

Planos Permanentes

Políticas
Orçamentos

Projetos

Procedimentos
E Métodos
Padrão
Regras

Fonte: Adaptado de STONER; FREEMAN, 1999, p. 166. Hierarquia dos Planos Organizacionais

Para políticas de análise documentárias de imagens fotográficas o plano
operacional pertencente à classe de planos permanentes é o adequado, pois se
classifica dentre das atividades de caráter repetitivo, que necessitam de
procedimentos de análise e de método padrão que produzirão regras, manuais,
para o profissional dar tratamento adequado ao material.
O tratamento temático e descritivo de fotografias constitui-se de atividade de
análise que apresenta situações recorrentes e previsíveis, portanto um conjunto
de decisões pode guiá-la com eficácia. Os planos permanentes quando

�estabelecidos permitem aos profissionais da área da informação, principalmente
dos profissionais bibliotecários economizarem tempo, pois situações semelhantes
são enfrentadas de modo pré-determinado e coerente. Apresentam-se de duas
formas: os procedimentos e as regras.
A política é a diretriz geral para tomada de decisão que estabelecerá fronteiras
em torno delas, dizendo aos bibliotecários quais decisões devem ser tomadas e
quais não podem, canalizando desse modo, o pensamento dos profissionais da
organização para que sejam coerentes com os objetivos organizacionais
(STONER; FREEMAN, 1999, p. 167).
A implementação das políticas ocorre por meio de diretrizes mais detalhadas que
Stoner e Freeman (1999, p. 168) chamam de “procedimento padrão”, ou “método
padrão” que proporciona um conjunto detalhado de instruções para realizar uma
seqüência de ações que aparecem com freqüência ou com regularidade. Essas
instruções que asseguram uma abordagem uniforme em qualquer situação.
As regras dizem respeito a uma atitude específica que o profissional necessita
tomar ou não em determinada situação e estão expressas nos planos
permanentes mais explícitos, mas não são guias de tomada de decisão ou de
pensamento, mas podem substituí-las. A única escolha deixada por uma regra
para um profissional tomar é a de aplicá-la ou não a um conjunto específico de
circunstâncias.
A análise documentária das fotografias do Memorial possui procedimentos
específicos realizados pelos profissionais responsáveis por sua organização:
1. Processo de Seleção das fotos pertinentes ao acervo;
2. Distribuição das fotos nas classes temáticas pré-estabelecidas;
3. Digitalização das fotos;
4. Elaboração da Grade Descritiva de Forma e Conteúdo;
5. Uso de material de apoio para identificação de pessoas: recortes de jornais
da época;
6. Representação

documentária

recuperação da informação;

por

linguagem

documentária

para

�7. Tratamento descritivo automatizado em planilha específica para fotos;
8. Inserção das fotografias na Biblioteca Digital da UNESP na base Retrat@.
O detalhamento de cada procedimento adotado no Memorial Fotográfico da FFC
permitirá o estabelecimento de políticas para a análise documentária, sendo um
guia de raciocínio que oriente a tomada de decisão e a ação.

Considerações Finais
O projeto “A Memória Acadêmica em imagens fotográficas: análise de conteúdo e
digitalização de fotografias” para a organização do Memorial fotográfico da FFC
ofereceu aos profissionais bibliotecários que estão envolvidos no tratamento do
material a possibilidade da análise temática e descritiva de um documento com
características bem específicas, singulares.
O conjunto de procedimentos padrões adotados pelos profissionais para a análise
documentária de imagens fotográficas do Memorial Fotográfico da FFC, Unesp,
Marília, mostra-se adequado para o tratamento temático e descritivo do material,
porém vemos a necessidade de cada procedimento ser estudado detalhadamente
para a criação de instruções para a realização seqüencial das ações.
Isso possibilitará a implementação de uma política para o tratamento
documentário das fotografias do Memorial que se constituirá em ferramenta
poderosa para a implementação de estratégias para a análise.

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�STONER, J. A. F.; FREEMAN, R. E. Administração. Rio de Janeiro: LTC, 1999.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>A verificação dos elementos e fatores que devem ser considerados na análise documentária de Imagens Fotográficas é pertinente para o estabelecimento dos procedimentos padrão. O procedimento define detalhadamente as diretrizes que implementam a política. A política estabelece-se por meio de um plano contínuo onde as diretrizes específicas de cada processo para tomada de decisão estão expressas e colaboram para decisão prévia de questões, evitando repetição de análises, delegando autoridade sem perder o controle, viabilizando a criação de outros planos unificando as estruturas. O artigo promove a discussão da importância de diretrizes para a construção de políticas que implementem procedimentos estratégicos para análise documentária de imagens fotográficas do Memorial Fotográfico da FFC, Unesp, Marília.</text>
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