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                  <text>Eixo II - Pesquisa e Extensão
GESTÃO DE DADOS DE PESQUISA: UM NOVO DESAFIO DAS BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS
RESEARCH DATA MANAGEMENT: A NEW CHALLENGE OF UNIVERSITY LIBRARIES

Resumo: Analisa as competências requeridas aos bibliotecários na gestão de dados de
pesquisa e no desenvolvimento de metodologias que permitam a verificação, reutilização e a
valorização de construção de conjuntos de dados, assim como o desenvolvimento de novas
formas de pesquisa utilizando dados já produzidos. Considera que os dados de pesquisa
apresentam um papel central dentro do cenário científico mundial e que a gestão e a
disponibilização desses dados para o reúso são preocupações cada vez mais significativas para
pesquisadores, bibliotecários, instituições de pesquisa, agências de fomento e revistas
científicas. Para tanto, foi realizado um estudo exploratório com o objetivo de construir um
referencial teórico a partir da literatura recuperada em bases de dados especializadas, bem
como apontar as responsabilidades requeridas para as bibliotecas universitárias e de pesquisa
começarem a trabalhar com o gerenciamento desses dados. O estudo concluiu que uma gestão
eficiente dos dados é fundamental para o desenvolvimento de pesquisas de alta qualidade e
excelência.
Palavras-chave: Gerenciamento de dados. Bibliotecário de dados. Biblioteca universitária.
Dados de pesquisa.
Abstract: It analyzes the skills required for librarians in the management of research data and
in the development of methodologies that allow the verification, reuse and valorization of data
set construction, as well as the development of new ways of research using data already
produced. It considers that research data has a central role within the world scientific scenario
and that the management and availability of such data for reuse are increasingly significant
for researchers, librarians, research institutions, development agencies and scientific journals.
In order to do so, an exploratory study was carried out, with the objective of constructing a
theoretical reference from the literature retrieved in specialized databases, as well as pointing
out the responsibilities required for university and research libraries to begin to work with the
management of research data. The study concludes that efficient data management is critical
to the development of high-quality and excellent research.
Keywords: Data management. Data librarian. University library. Research data.

�INTRODUÇÃO
Em um momento em que a abertura dos dados de pesquisa vem sendo reconhecida
como uma importante ação da atividade científica, esta comunicação traz um relato sobre as
habilidades e competências necessárias para enfrentar essa realidade.
Apresenta diversos recursos e ferramentas de apoio à gestão de dados de pesquisa
associadas às práticas que visam à verificação, construção e reutilização dos dados, dando
uma visão geral da complexidade desse tema, ao mesmo tempo em que chama atenção para as
novas responsabilidades que estão tendo que ser assumidas pelos bibliotecários de
universidades e instituições de pesquisa, como atores corresponsáveis na construção da
ciência.
A gestão dos dados de pesquisa não é mais uma tendência internacional como muitos
imaginam. Essa é uma prática recorrente no âmbito da pesquisa internacional, que se fortalece
a partir do momento em que as agências de fomento à pesquisa passam a exigir um plano de
gestão de dados aos seus beneficiários. A Comissão Europeia, por exemplo, divulgou
oficialmente, em janeiro de 2017, essa exigência ao noticiar que só libera recursos financeiros
com a entrega de um plano de gestão de dados anexado às propostas dos projetos. Além disso,
ressalta que até 2020 todos os dados produzidos, assim como os resultados das pesquisas por
ela financiadas, deverão estar disponíveis em acesso aberto em repositórios digitais
apropriados.5
No Brasil, essa iniciativa começa a se delinear a partir do Manifesto de Acesso Aberto
a Dados da Pesquisa Brasileira para Ciência Cidadã, lançado pelo Instituto Brasileiro de
Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), com o objetivo de
[...] estimular e apoiar movimentos e iniciativas para Ciência Aberta no
Brasil, traduzidos pelo amplo e irrestrito acesso a fontes primárias de
pesquisa utilizadas por pesquisadores e outros segmentos sociais,
possibilitando o compartilhamento, reprodutibilidade, verificação, avaliação,
reutilização e redistribuição em novos contextos e em pesquisas colaborativas
e interdisciplinares. (INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM
CIÊNCIA E TECNOLOGIA, 2017).

Mais recentemente, a Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo

(FAPESP), divulgou, em outubro de 2017, a notícia que considera importante a gestão de
dados como parte fundamental das boas práticas do processo de elaboração da pesquisa, além
da cobrança do devido gerenciamento dos dados gerados, decorrentes dos projetos por ela
financiados. Ressalta, ainda, que um plano de gestão de dados deve responder a duas
5
EUROPEAN COMMISSION. Directorate-General for Research &amp; Innovation. H2020 programme guidelines on fair
data management in horizon 2020. 2016. Disponível em:
&lt;http://ec.europa.eu/research/participants/data/ref/h2020/grants_manual/hi/oa_pilot/h2020-hi-oa-data-mgt_en.pdf&gt;. Acesso
em: 26 dez. 2018

�preservados e
(FUNDAÇÃO DE AMPARO À PESQUISA, 2017).
Diante desse cenário que começa a se configurar no Brasil, houve a preocupação de
tentar apresentar a complexidade em que o tema gestão de dados de pesquisa está inserido,
além de dar destaque ao importante papel das bibliotecas universitárias diante dessa realidade.
Utilizou-se como metodologia um estudo exploratório e descritivo por meio de um
levantamento bibliográfico em bases de dados especializadas, tais como BRAPCI, Lisa,
Emerald, Repositórios Institucionais de Universidades e euroCRIS (Current Research
Information Systems) para buscar o referencial teórico e as experiências de sucesso. Como
resultado desse trabalho são apresentadas as habilidades e práticas que os bibliotecários
dessas instituições terão que dominar para apoiar os pesquisadores nesse processo conjunto de
construção da ciência.
DADOS DE PESQUISA, GESTÃO DE DADOS E INFRAESTRUTURA
O entendimento sobre o conceito de dados ainda é um pouco confuso, pois nos remete
a diferentes realidades pouco conhecidas. O mundo de hoje respira dados e tudo que fazemos
por intermédio de tecnologias pode gerar dados. Desde as mensagens do Twitter, WhatsApp,
Facebook, e-mails, cadastros contendo dados pessoais que preenchemos a todo momento, até
aqueles que estão dentro de bases de dados estatísticas, numéricas. Isto sem falar dos Big
Datas que se apresentam em sua forma bruta e são passíveis de serem processados, analisados
e interpretados. Esses são os grandes bancos de dados que podem ser públicos ou privados,
estruturados ou não, passíveis de análise, de agregação de valor e monitoramento.
Conforme Sayão e Sales (2016, p. 67), os registros contidos nos bancos de Big Datas
comportamento, negócios, formas de governar, de ensinar, inaugurando padrões inéditos de
No entanto, os dados a que nos referimos nesse trabalho não estão relacionados à sua
procedência e sim à sua utilização. Nos referimos aos dados de pesquisa que podem ser
provenientes de diferentes origens.
A produção de conhecimento em grande escala vem, nas últimas décadas, apontando
para a diversificação do modus operandi das atividades científicas, onde sua criação,
desenvolvimento e disseminação não se expressam apenas por intermédio das publicações em
revistas, mas também via captura, análise e processamento de dados.

�Para Dudziak (2016)
Dados de pesquisa são os materiais comumente registrados e aceitos na comunidade
científica como necessários para validar os resultados de pesquisa e incluem: fatos e
estatísticas recolhidas para posterior referência ou análise, documentos (texto,
Word), planilhas (Excel, etc), cadernos de laboratório, cadernos de campo, diários,
questionários, transcrições, fitas de áudio, fitas de vídeo, fotografias, filmes,
sequências de proteínas ou genéticos, respostas de teste, slides, artefatos, amostras,
coleção de objetos digitais adquiridos e gerados durante o processo de pesquisa,
conteúdos de banco de dados (vídeo, áudio, texto, imagens), modelos, algoritmos,
scripts, arquivos de log, software de simulação, metodologias e fluxos de trabalho,
procedimentos operacionais, padrões e protocolos.

Sayão e Sales (2013, p. 6) já apresentam uma outra abordagem, caracterizando-os de
várias formas
[...] de acordo com sua natureza (números, imagens, vídeos, áudio, software, etc.);
origem, que podem ser observacionais (são dados obtidos por meio de observações
diretas), computacionais (são resultados da execução de modelos computacionais ou
de simulações) e experimentais (são provenientes de situações controladas em
bancadas de laboratórios) ou de acordo com seu status no fluxo de trabalho da
pesquisa, que podem ser brutos, crus ou preliminares (são dados que vêm
diretamente dos instrumentos científicos), derivados (são resultados do
processamento ou combinação de dados brutos ou de outros dados) e canônicos ou
referenciais (são coleções de dados consolidados e arquivados geralmente em
grandes centros de dados).

E, segundo os princípios e diretrizes da Organização para a Cooperação e
Desenvolvimento Econômico, dados de pesquisa são:

[...] registros factuais (escores numéricos, registros textuais, imagens e sons)
utilizados como fontes primárias para pesquisas científicas, e que são comumente
aceitos na comunidade científica como necessários para validar resultados de
pesquisa. (OECD, 2017, p. 13).

Reconhecemos que dados são elementos complexos e embora representem a base do
conhecimento científico, nem sempre são estruturados, descritos, mantidos e disponibilizados
de forma adequada. Seus propósitos e métodos pelos quais são produzidos variam de acordo
com o campo científico ou com a área ou disciplina em que estão inseridos.
Por outro lado, é possível afirmar que essa realidade de uma ciência orientada aos
dados de pesquisa está em processo de solidificação. As agências de fomento, instituições de

pesquisa e universidades norteiam a submissão dos projetos de pesquisa à apreciação de
financiamentos, desenvolvimento de políticas, diretrizes, modelos e infraestrutura tecnológica
que já estão estruturando-se para apoiar essa nova realidade. (ALBAGLI; ALBAGLI;
MACIEL, 2014).
Nesse sentido, uma boa gestão dos dados se faz necessária demandando novos
conhecimentos e técnicas, cobrindo todas as fases do acesso aos dados, desde a fase de
planejamento, coleta e geração até a visualização e, nesse sentido, ganha importância a
participação de todas as áreas do conhecimento como, por exemplo, a elaboração da gestão e
manutenção de recursos tecnológicos pela ciência da computação, a busca por

�aprimoramentos da análise pela matemática e o know-how da biblioteconomia e
documentação nas fases seguintes de produção de informação: coleta, armazenamento,
recuperação e descarte, além dos fatores que estão presentes em cada uma dessas fases, tais
como privacidade, integração, qualidade, direitos autorais, disseminação e preservação.
A recente valorização desses dados vem levantando uma cadeia de questionamentos a
respeito da criação de políticas de tratamento, organização e disponibilização desses itens e
divulgação dos mesmos. O plano de gestão de dados deve ser tratado como uma carta de
intenções que considere o que realmente é necessário para a preservação, compartilhamento e
reúso dos dados, e além do mais, deve auxiliar os pesquisadores a considerar, ainda na fase de
concepção e planejamento do seu projeto de pesquisa, como os dados serão geridos no
decorrer da pesquisa e como serão posteriormente preservados e compartilhados com a
comunidade científica.
Sayão e Sales (2015, p. 17) esclarecem esta preocupação ao afirmarem que:
A pesquisa científica produz e coleta dados que são muito variados e
heterogêneos e que têm natureza, formatos diferentes e são coletados em
volumes variados e passam por diferentes processos que dependem de cada
disciplina e dos objetivos da pesquisa, portanto é necessário descrever, com
algum grau de detalhe, as principais características desses dados, incluindo a
natureza e origem, escopo e a escala dos dados que serão produzidos. Isto vai
ajudar os revisores e outros pesquisadores a compreenderem os dados, sua
relação com os dados existentes e os possíveis riscos de disseminá-los.

Esses mesmos autores declaram ainda que um plano de gestão de dados deve ser
elaborado e listar os dados que o projeto irá produzir, caracterizando-os em termos de
natureza, origem e processamento; a quantidade de dados que será gerada pela pesquisa; e
deve-se especificar também de que forma os dados serão adquiridos e como eles serão
especificados e processados. Os formatos de arquivo dos dados a serem usados devem ser
declarados e sua escolha deve ser justificada. É importante descrever também a convenção
adotada para dar nomes a seus conjuntos de dados, arquivos e pastas, além de identificar que
medidas se planeja adotar para garantir e controlar a qualidade dos dados. (SAYÃO; SALES,
2015).
Os pesquisadores podem salvar seus dados de pesquisa em nuvens de computação
devido ao acesso pessoal a terabytes de armazenamento ou em repositórios de dados
institucionais ou públicos. Dessa forma, será possível visualizar uma gama de redes informais
de potenciais novas pesquisas e inúmeros compartilhamentos entre aqueles que criam
conhecimento e os que irão reusá-lo.

�Imersos nessa realidade, onde uma enorme quantidade de dados compõe um tsunami
de informação, a complexidade crescente nas pesquisas e a necessidade de gerenciamento dos
processos de gestão desses dados proporcionam o surgimento de infraestruturas tecnológicas
que garantam o seu tratamento e recuperação. Os dados de pesquisa podem permitir uma
melhor compreensão científica como descobertas de novas drogas, melhor compreensão do
clima da Terra, melhor capacidade de examinar a história e a cultura. Contudo, para que os
dados gerados por essas situações possam estar disponíveis aos pesquisadores e a futuros
pesquisadores, é importante investir em infraestruturas capazes de armazená-los e
compartilhá-los. Conforme salientam Sayão e Sales (2014, p. 86):
[...] essas infraestruturas permitem a contextualização das atividades científicas,
otimizam os fluxos de trabalho, tornando a produção mais transparente, além de
padronizá-las e permitir sua avaliação e reavaliação para o bom andamento das
pesquisas, bem como para o reúso de dados e para a viabilização de novas
descobertas.

Para atender a tais demandas existem várias possibilidades de repositórios de dados
públicos disponíveis na Internet que, segundo Corrêa

qualquer pesquisador

pode usar, independentemente da sua filiação institucional, para preservar qualquer tipo de
produção acadêmica. Os exemplos mais conhecidos são os repositórios de uso geral Figshare6
7

Figshare é uma plataforma criada pela Digital Science para compartilhar e exibir os
resultados de pesquisas multidisciplinares e é destinada a pesquisadores, cientistas,
projetos e instituições. Zenodo é uma iniciativa do portal OpenAIRE que dispõe de
infraestrutura adequada para acomodar conjuntos de dados e outros resultados de
investigação de projetos europeus. (CORRÊA, 2016. p. 399).

Ainda podemos destacar o diretório de repositórios denominado Registry of Research
Data Repositories - re3data,8 criado desde 2012, e financiado pela German Research
Foundation (DFG).
Um exemplo de infraestrutura voltada para atender às necessidades dos pesquisadores
é o Current Research Information
descreve um conjunto de objetos de interesse para as atividades de pesquisa e uma série de
ferramentas que possibilitam ao usuário (pesquisador, gestor etc.) a gestão de seus dados de

6

FIGSHARE: data management for institutions. Disponível em: &lt; https://figshare.com&gt;. Acesso em: 26 dez.
2017.
7
ZENODO: research data repositor. Disponível em: &lt;https://zenodo.org&gt;. Acesso em: 26 dez. 2017.
8
RE3DATA: registry of research data repositories. Disponível em: &lt;http://www.re3data.org&gt;. Acesso em: 26
dez. 2017.

�Como desdobramento do CRIS, foi criado o European CRIS com a missão de
promover a cooperação e compartilhar conhecimentos entre a comunidade de informações de
pesquisa e a interoperabilidade da informação de pesquisas. As áreas de interesse também
abrangem bancos de dados de pesquisa, dados relacionados ao CRIS, como conjuntos de
dados científicos, repositórios institucionais (acesso aberto), bem como mecanismos de acesso
e intercâmbio de dados, padrões e diretrizes e melhores práticas para CRIS.
Considerando a grande quantidade de dados de pesquisa, e ainda que esses dados
devem ser preservados e compartilhados para novos usos e reúsos, o grande desafio é o
estabelecimento de uma política nacional criada pelas agências de fomento que possa receber
o apoio das instituições de pesquisa. A valorização de dados de pesquisa está pondo em
evidência a fragilidade da infraestrutura que o bibliotecário terá que tratar, organizar e
disponibilizar.
Assim, pode se dizer que a biblioteconomia contribui para que este cenário de acesso e
uso intenso de dados se desenvolva da melhor maneira possível, buscando identificar e
estudar fatores/características que propiciem ampliação do equilíbrio entre: os atores
envolvidos no processo de produção de dados
infraestrutura para mantê-los.
RESPONSABILIDADE DAS UNIVERSIDADES E DOS BIBLIOTECÁRIOS
Tendo em vista o cenário que se configura, ressaltamos que a responsabilidade desses
profissionais, especialmente daqueles que atuam em universidades e instituições de pesquisa,
se intensifica, não apenas com o encargo de gestor de dados e de informação, mas também
auxiliando os pesquisadores em um nível mais amplo do processo de pesquisa, em vez de se
concentrar unicamente em
388).
Para atender a tal demanda o Quadro 1 apresenta um resumo de um documento criado
pelo grupo de trabalho em E-Science/Research Data Management da Ligue des Bibliothèques
Européennes de Recherche (LIBRE), contendo as dez recomendações sugeridas por essa
associação para as bibliotecas começarem a trabalhar com o gerenciamento de dados de
pesquisa.

�QUADRO 1

RECOMENDAÇÕES DA LIBRE9

(1) Oferecer suporte de gerenciamento de dados de pesquisa, incluindo planos de gestão de dados para
aplicações de concessão, direitos de propriedade intelectual e materiais de informação. Apoiar as
universidades nos planos de gestão de dados e a integração desse gerenciamento com o currículo.
(2) Engajar no desenvolvimento de metadados e padrões de dados e fornecer serviços de metadados
para dados de pesquisa.
bibliotecário de dados.
(4) Participar ativamente no desenvolvimento de políticas de dados institucionais de pesquisa,
incluindo planos de recursos. Incentivar a adoção de políticas de dados abertas apropriadas para o
ciclo de vida dos dados da pesquisa.
(5) Estabelecer contatos e parcerias com pesquisadores, grupos de pesquisa, arquivos de dados e
centros de dados para promover uma infraestrutura interoperável para o acesso, descoberta e
compartilhamento de dados.
(6) Apoiar o ciclo de vida dos dados de pesquisa fornecendo serviços de armazenamento, descoberta e
acesso permanente.
(7) Promover a citação de dados de pesquisa aplicando identificadores persistentes para esses dados.
(8) Produzir um catálogo de dados institucional ou um repositório de dados, dependendo da
disponibilidade de infraestrutura.
(9) Ficar envolvido com a prática específica de gerenciamento de dados.
(10) Oferecer ou mediar o armazenamento seguro para dados de pesquisa dinâmicos e estáticos em
cooperação com as unidades de TI e/ou busca e exploração de serviços da nuvem apropriados.

Fonte: Versão em português adaptada do documento original da E-Science/Research Data Management da Ligue
des Bibliothèques Européennes de Recherche (LIBRE)

Outro documento que também mereceu destaque foi apresentado pelo grupo de
trabalho da Research Data Aliance (RDA) no congresso anual da Federação Internacional de
Associações de Bibliotecas (IFLA), em agosto de 2015. Este dá uma visão geral dos recursos
úteis e das ferramentas on-line livres que podem servir para integrar a gestão de dados
científicos no trabalho prático dos bibliotecários. O Quadro 2 apresenta de forma resumida
esse documento denominado 23 coisas: Bibliotecas e Dados Científicos.10
QUADRO 2 - 23 COISAS: BIBLIOTECAS E DADOS CIENTÍFICOS
Recursos e Ações Práticas de Aprendizagem
Os bibliotecários devem aprender como aplicar os
princípios da Biblioteconomia e da Ciência da
Informação para resolver problemas e providenciar
novos serviços relacionados com a Gestão de Dados
Científicos.

1-Lista das 10 recomendações da LIBER
2-Tesauro de e-Science
3-Ciclo de vida dos dados
4-Formação online para Bibliotecários
5-Curadoria Digital
6-Guias sobre Gestão de Dados

CHRISTENSEN-DALSGAARD, Birte. et al. Ten recommendations for libraries to get started with
research data management: final report of the LIBER working group on e-science / research data management.
ligue des bibliothèques européennes de recherche (LIBER). 2012. Disponível em: &lt; http://libereurope.eu/wpcontent/uploads/The%20research%20data%20group%202012%20v7%20final.pdf.&gt;. Acesso em: 26 dez. 2017.
10

THE RESEARCH DATA ALLIANCE (RDA). 23 Things: Libraries for Research Data. 2015. Disponível em:
&lt;https://www.rd-alliance.org/system/files/documents/23Things_Libraries_For_Data_RDA.pdf&gt;. Acesso em: 26
dez. 2017.

�Dados de referência e disseminação
Os bibliotecários devem responder a questões dos
usuários e realizar atividades de disseminação para
diagnosticar as necessidades dos pesquisadores e
estudantes no domínio da Gestão dos Dados.
Planos de Gestão de Dados
Os bibliotecários devem se familiarizar com os
requisitos das agências de fomento à pesquisa
providenciando consultoria aos pesquisadores para
apoiá-los na elaboração e implementação dos seus
Planos de Gestão de Dados.
Letramento de Dados
Os profissionais das bibliotecas devem incluir os
Dados nos programas de Letramento de Informação,
para reconhecer as necessidades de dados que seus
usuários têm e a capacidade de localizá-los, avaliálos e utilizá-los.
Metadados
Os bibliotecários devem apoiar a organização,
classificação e descrição dos dados de pesquisa e
desenvolver normas e esquemas de metadados para
tornar os dados mais facilmente pesquisáveis e
preserváveis.
Citação de dados
Os bibliotecários devem apoiar a promoção dos
dados na pesquisa científica e acadêmica,
incentivando a citação de dados, facilitando a
atribuição de identificadores persistentes para
conjuntos de dados e para a criação de interligações
entre publicações e dados, e ainda ajudando os
utilizadores a atribuírem os devidos créditos aos
produtores de dados.
Licenças e Privacidade
Os bibliotecários devem apoiar os investigadores a
partilharem seus dados usando as licenças
apropriadas e simultaneamente proteger a
informação confidencial.
Preservação Digital
Os bibliotecários devem trabalhar com a comunidade
arquivística para desenvolver e implementar
infraestruturas e práticas que assegurem que as
coleções de dados são acessíveis e reutilizáveis em
cinco, vinte, cinquenta, cem anos ou mais.
Repositórios de Dados
Muitas bibliotecas disponibilizam repositórios
institucionais para permitir que os seus utilizadores
publiquem e arquivem os seus dados, ou auxiliem na

7-Conduzindo uma entrevista sobre os dados e
a sua gestão
8-Criando o seu Perfil de Curadoria de Dados
9-Kits de Disseminação
10-Perguntas sobre Gestão de Dados
11-DMPTool

12-Data Information Literacy

13-Metadata Standards

14-DataCite

15-Licenças aos Dados
16-Lista de Discussão: DATA-PROTECTION

17-Vocabulários e normas para arquivos
digitais, Registro COPTR,

18-re3data.org
19 repositórios: figshare, Zenodo, Open
Science Framework, ou DataVerse

�identificação do repositório apropriado para um
determinado financiador ou disciplina.
Comunidades de Prática
Os bibliotecários colaboram entre eles e através de
uma comunidade mais ampla de investigadores,
tecnólogos, financiadores e editores para desenvolver
soluções e partilhar boas práticas de gestão de dados.

20-Comunidades de Gestão de Dados
21-National Data Service
22-Conferências anuais
23-Junte-se à Research Data Alliance
(concluído)

Fonte: Versão em português adaptada do documento original da Research Data Alliance (RDA)

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Conforme esse estudo apresenta, bibliotecas universitárias e de pesquisa estão tendo
que repensar o seu papel para proporcionar um melhor atendimento às demandas ora
apresentadas por seus pesquisadores durante o processo de produção do conhecimento.
Historicamente o bibliotecário sempre teve a função de intermediador na busca e
recuperação da informação junto a seus usuários. No entanto, com o avanço da tecnologia e
especialmente da Web essa intermediação se distanciou devido às facilidades que os sistemas
de busca e bases de dados foram se apresentando, dando maior autonomia aos pesquisadores.
Hoje, esse quadro mudou. Com a valorização dos dados nos processos de construção
da ciência, uma nova realidade se apresenta no mundo cientifico, que se fortalece quando as
agências de fomento à pesquisa internacionais e nacionais começam a exigir planos de gestão
de dados anexados aos projetos, como contrapartida para a liberação dos recursos financeiros
pleiteados pelos pesquisadores.
Se por um lado essa decisão está deixando a comunidade científica extremamente

oportunidade de trabalho para o bibliotecário que lida com sistemas digitais e tecnologia. O
bibliotecário de dados é aquele que poderá ajudar os seus usuários-pesquisadores no
desenvolvimento de um projeto de gestão de dados, além de poder recomendar as melhores
práticas que possam garantir o bom desempenho de sua produção. No mais, conhecendo e
dominando todas as ferramentas, normas e padrões, assim como os procedimentos legais de
curadoria e de gestão relacionadas aos dados, o bibliotecário poderá será considerado um
coadjuvante ou, até mesmo, um coautor do desenvolvimento científico.

�REFERÊNCIAS
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BIBLIOTECAS E REPOSITÓRIOS DIGITAIS (BIREDIAL), 4, 2014, Porto Alegre. Anais...
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Ciência da Informação&#13;
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Analisa as competências requeridas aos bibliotecários na gestão de dados de pesquisa e no desenvolvimento de metodologias que permitam a verificação, reutilização e a valorização de construção de conjuntos de dados, assim como o desenvolvimento de novas formas de pesquisa utilizando dados já produzidos. Considera que os dados de pesquisa apresentam um papel central dentro do cenário científico mundial e que a gestão e a disponibilização desses dados para o reúso são preocupações cada vez mais significativas para pesquisadores, bibliotecários, instituições de pesquisa, agências de fomento e revistas científicas. Para tanto, foi realizado um estudo exploratório com o objetivo de construir um referencial teórico a partir da literatura recuperada em bases de dados especializadas, bem como apontar as responsabilidades requeridas para as bibliotecas universitárias e de pesquisa começarem a trabalhar com o gerenciamento desses dados. O estudo concluiu que uma gestão eficiente dos dados é fundamental para o desenvolvimento de pesquisas de alta qualidade e excelência</text>
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