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                  <text>PRODUÇÃO CIENTÍFICA DOS CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO DO
INSTITUTO OSWALDO CRUZ :
PESQUISA QUANTITATIVA DE USO NO ACERVO DA BIBLIOTECA DE
MANGUINHOS

Anna Paula Tavares de Araujo
Bibliotecária, Especialista em Gestão da Informação e Inteligência Competitiva
Fundação Oswaldo Cruz – CICT – Biblioteca de Manguinhos
Av. Brasil, 4365 – Rio de Janeiro – RJ – Brasil – CEP: 21040-900
www.fiocruz.br
atavares@cict.fiocruz.br
Andréia Dutra Fraguas
Graduada em Biblioteconomia
Fundação Oswaldo Cruz – CICT – Biblioteca de Manguinhos
Av. Brasil, 4365 – Rio de Janeiro – RJ – Brasil – CEP: 21040-900
www.fiocruz.br
fandreia@cict.fiocruz.br
Eliane Monteiro de Santana Dias
Graduada em Biblioteconomia
Fundação Oswaldo Cruz – CICT – Biblioteca de Manguinhos
Av. Brasil, 4365 – Rio de Janeiro – RJ – Brasil – CEP: 21040-900
www.fiocruz.br
edias@cict.fiocruz.br

�Produção científica dos cursos de pós-graduação do Instituto Oswaldo
Cruz: pesquisa quantitativa de uso no acervo da Biblioteca de Manguinhos.
Anna Paula Tavares de Araujo1
Andréia Dutra Fraguas2
Eliane Monteiro de Santana Dias3

Resumo: Parte do acervo da Biblioteca de Manguinhos – Fundação Oswaldo
Cruz, uma das maiores da América Latina na área biomédica, é composto pela
produção científica gerada pelo Instituto Oswaldo Cruz em seus cursos de pósgraduação. Com o aumento do número de publicações, conseqüência do sucesso
das pesquisas realizadas no Instituto, constatamos a necessidade de quantificar o
acervo de teses e dissertações bem como analisar o seu uso, já que toda ela é
incorporada ao acervo da Biblioteca de Manguinhos, servindo de apoio a novas
pesquisas e como repositório para preservação do conhecimento. A intenção
também foi apontar outras maneiras de acessar o conteúdo desta produção. Para
quantificar este acervo foi realizada pesquisa na base de dados da Biblioteca de
Manguinhos por tipo de material e para quantificar as consultas, utilizamos os
relatórios e estatísticas do período de 2004 a 2005, verificando o tipo de utilização
que ocorreu nestes anos através do estudo de “uso relativo de acervo”.
Constatamos que mesmo com o aumento da produção científica do Instituto e da
disponibilização on-line só de seus resumos, seu uso na Biblioteca, como texto
completo, continua abaixo da média esperada.
Palavras-chave: Produção do conhecimento. Pós-graduação. Uso relativo de
acervo. Pesquisa acadêmica. Disseminação da informação.

INTRODUÇÃO

Parte do acervo da Biblioteca de Manguinhos – Fundação Oswaldo Cruz
(FIOCRUZ), uma das maiores da América Latina na área biomédica, é composto
pela produção científica (teses e dissertações) gerada pelo Instituto Oswaldo Cruz
(IOC) em seus cursos de pós-graduação.

1

Especialista em Gestão da Informação e Inteligência Competitiva. Fundação Oswaldo Cruz – CICT – Biblioteca de
Manguinhos. atavares@cict.fiocruz.br
2

Graduada em Biblioteconomia. Fundação Oswaldo Cruz – CICT – Biblioteca de Manguinhos. fandreia@cict.fiocruz.br

3

Graduada em Biblioteconomia. Fundação Oswaldo Cruz – CICT – Biblioteca de Manguinhos. edias@cict.fiocruz.br

�A produção científica do Instituto é incorporada ao acervo da Biblioteca de
Manguinhos com a finalidade de apoiar novas pesquisas e como repositório,
preservando assim o conhecimento gerado. Com o aumento do número destas
publicações, conseqüência do sucesso das pesquisas realizadas no Instituto,
constatamos a necessidade de quantificar o acervo de teses e dissertações bem
como analisar o seu uso.

Para quantificar este acervo realizamos uma pesquisa na base de dados da
Biblioteca de Manguinhos por tipo de material, já para quantificar as consultas,
utilizamos os relatórios e dados estatísticos gerados pelo setor de atendimento no
período de 2004 a 2005.

Comparando os resultados dos relatórios e estatísticas com a quantificação do
acervo, através dos cálculos utilizados no estudo de uso relativo (Lancaster,
2004), conseguimos verificar o tipo de utilização que ocorre com este material.

1 INSTITUTO OSWALDO CRUZ

É criado em 1900 com o nome de Instituto Soroterápico Municipal do Rio de
Janeiro para produzir vacina e soro contra a peste bubônica que assolava a
cidade de Santos-SP. Meses depois de sua inauguração é transferido para a
Diretoria de Saúde Pública do Ministério da Justiça e Negócios Interiores e passa
a ser chamado, em 23 de julho de 1900, de Instituto Soroterápico Federal, e em
apenas seis meses Oswaldo Cruz e sua equipe conseguem produzir vacina e o
soro com reconhecimento internacional de sua qualidade.

Mesmo com o sucesso alcançado, Oswaldo Cruz não se conforma de o Instituto
apenas fabricar vacina e soros e em sua primeira publicação revela sua
insatisfação e sua intenção de transformar o Instituto em um centro de
investigação científica original. Com pesquisas sobre a transmissão da malária
acontecendo em países como Itália, Oswaldo Cruz inicia sua pesquisa sobre o

�grupo zoológico ligado a doença no Brasil e inaugura o estudo da entomologia
médica brasileira.

As publicações de Oswaldo Cruz que não lidavam diretamente com o assunto
soros e vacinas, tais como epidemiologia, diagnóstico, microbiologia etc, são
referenciados por ele como sendo “Trabalho do Instituto de Manguinhos”, termo
que ele utiliza mesmo quando o nome do Instituto mudou para Instituto Oswaldo
Cruz.

Estudantes de medicina começam a recorrer ao Instituto em busca de estágios
e/ou orientação para o desenvolvimento de suas teses de graduação. Com isso
outros temas foram incorporados às pesquisas realizadas pelo Instituto como:
hematologia, bacteriologia, imunologia etc. Desta maneira, surgem em número
crescente monografias baseadas em pesquisas originais e não somente
compilações baseadas na literatura corrente, mudando radicalmente o panorama
acadêmico do Rio de Janeiro.
Durante o mesmo período o Instituto produz, além das teses, 120 publicações
originais em periódicos nacionais e em revistas internacionais altamente seletivas.
Após o prêmio recebido em 1907, a grande medalha de ouro do Congresso
Internacional de Higiene e Demografia, em Berlim, cientistas renomados de outros
países manifestaram interesse em participar das pesquisas realizadas em
Manguinhos, colaborando em novos estudos. Este prêmio provocou a aprovação
do Decreto, em dezembro de 1907, que oficializou o projeto que transformava o
Instituto Soroterápico Federal em "Instituto de Patologia Experimental" e em 1908
passou a se chamar oficialmente de Instituto Oswaldo Cruz.

Também em 1908, no Instituto, foi inaugurada a primeira escola brasileira de pósgraduação, o Curso de Aplicação com duração de dois anos nas áreas de
microscopia, microbiologia, imunologia, física e química biológica, e parasitologia
lato sensu.

�Já em 1909 o Instituto Oswaldo Cruz havia assumido as tarefas que hoje
caracterizam a moderna Universidade: ensino, pesquisa e extensão. Pôs em
circulação no mesmo ano as "Memórias do Instituto Oswaldo Cruz", atualmente o
mais antigo periódico biomédico da América Latina, para melhor assegurar a
difusão do conhecimento gerado em seus laboratórios.

1.1 CURSOS DO INSTITUTO OSWALDO CRUZ
O Instituto iniciou sua tradição de ensino em 1908 com o curso de especialização
em nível de pós-graduação “Curso de Aplicação de Manguinhos”, a princípio
destinado a consolidar e difundir a bacteriologia, evoluindo para os atuais
programas de pós-graduação.
Através dos programas de pós-graduação stricto sensu e lato sensu e de
educação profissional, o IOC atua na capacitação de profissionais para o sistema
de saúde e para as áreas de ciência, tecnologia e inovação.
A pós-graduação stricto sensu oferece os cursos de mestrado e doutorado
acadêmicos e de mestrado profissional em quatro grandes programas: Biologia
Celular e Molecular, Biologia Parasitária, Medicina Tropical e Ensino em
Biociências e Saúde, todos com conceito A nas avaliações realizadas pela
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
A pós-graduação lato sensu conta com os cursos de Especialização em
Entomologia, de Atualização e Especialização em Malacologia e de Atualização,
Aperfeiçoamento e Especialização em Ensino de Biociências e Saúde.
Além dos cursos de pós-graduação, o IOC oferece curso para formação de
técnicos de pesquisa, Curso Técnico de Pesquisa em Biologia Parasitária, desde
1981, atualmente com duração de um (01) ano. O curso forma profissionais
técnicos para a pesquisa básica e aplicada na área das ciências biomédicas,
sendo “um dos poucos senão o único curso no país destinado à formação de
técnicos com esse perfil” (ENSINO, 2006).

�Com a reestruturação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e as
alterações dos cursos de nível médio o IOC cria o curso de especialização de
nível técnico em biologia parasitária e biotecnologia também com um (01) ano de
duração destinado a egressos dos cursos técnicos.
O IOC desenvolve outras atividades de ensino em parceria com diferentes
instituições a partir de demandas ou projetos específicos, além dos programas
formais continuados. Um exemplo desta parceria é o curso de atualização de
professores de biologia da rede pública de ensino médio um projeto da Fundação
Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) em parceria com a Fundação Carlos Chagas Filho de
Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) ou o treinamento de
funcionários da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (COMLURB) sobre
vetores, entre outros.

1.2 PRODUÇÃO CIENTÍFICA GERADA PELOS CURSOS

Os cursos de pós-graduação geram artigos de periódicos, relatórios de atividades,
publicações de encontros e cadernos, além das teses e dissertações, que são
obrigatórias para a conclusão dos cursos. Porém somente as teses e dissertações
dos cursos de pós-graduação stricto sensu são enviadas com periodicidade e
regularidade para a Biblioteca de Manguinhos que é responsável pelo seu
depósito legal.

O número de teses e dissertações geradas pelos cursos de pós-graduação vem
aumentado gradativamente com o decorrer dos anos motivado pelo grande
sucesso das pesquisas realizadas no Instituto, chegando em 2002 à produção de
106 trabalhos, entre dissertações e teses, como mostra o gráfico a seguir:

�120
106
100

96

99

104
99

95

90
80
73

71

64

60

Mestrado

65

65

60

40

39

40

32

33

41
32

Doutorado

57

54

Total
41

44

48
42

42

34

20

0
1997

1998

1999

2000

2001

2002

2003

2004

2005

Gráfico 1 – Instituto Oswaldo Cruz – Teses e dissertações defendidas 1997-2005
Fonte: Site do IOC

Os principais problemas de saúde discutidos nos trabalhos apresentados pelos
estudantes do IOC, nos últimos anos, foram:
a) agravos gerados por animais

k) hepatite;

peçonhetos;

l) helmintíases;

b) doença de Chagas

m) histoplasmose;

c) cólera

n) HIV;

d) criptococose;

o) leishmaniose;

e) dengue;

p) malária;

f) doenças diarréicas;

q) meningites e encefalites

g) enteroviroses;

r) parvovirose;

h) esquistossomose;

s) raiva;

i) hanseníase;

t) toxoplasmose.

j) tuberculose;

�2 BIBLIOTECA DE MANGUINHOS
Em 1902, com Oswaldo Cruz na direção do Instituto Soroterápico Federal4, hoje
Fundação Oswaldo Cruz, inicia-se a organização da Biblioteca de Manguinhos
com a chegada dos primeiros livros e revistas para utilização do Instituto.

Com o sucesso alcançado através de suas atividades científicas, a instituição
ganha lugar no cenário internacional. Realiza parcerias com pesquisadores de
outros países aumentando assim o número de publicações, que são
sistematicamente incorporadas ao acervo. Já em 1909 o acervo continha
aproximadamente 3 mil volumes e cerca de 420 títulos de periódicos.

Com o desenvolvimento do acervo na década de 40 o problema de espaço físico
já preocupava e a Biblioteca estende-se para outras salas do prédio que ocupava
(Pavilhão Mourisco) que em 1981 já não comportava mais o acervo transferindo
parte dele para outro prédio dentro do campus da Fiocruz.

Com a criação do Centro de Informação em Ciência em Tecnologia em 1986, a
Biblioteca de Manguinhos começa a fazer parte de sua estrutura, e em 1995 é
inaugurado o prédio em que encontra-se atualmente a Biblioteca.

A Biblioteca de Manguinhos tem como missão o provimento de informações na
área biomédica para o corpo docente, para os pesquisadores e alunos dos cursos
de pós-graduação oferecidos pela instituição e para a comunidade em geral.

2.1 ACERVO

O acervo da Biblioteca de Manguinhos hoje é composto por cerca de 1.000.000
de exemplares, entre eles:
- periódicos científicos da área biomédica;
- monografias (livros científicos, dissertações, teses, anais de congresso etc.);
4

Desde 1908 Instituto Oswaldo Cruz e desde a década de 70 Fundação Oswaldo Cruz.

�- videoteca;
- e obras raras.

As teses e dissertações do IOC são encaminhadas para a Biblioteca de
Manguinhos, que as incorpora ao acervo de Monografias. Este acervo localiza-se
no salão de livros onde também se encontram os vídeos (multimeios). As
monografias e multimeios compõem o mesmo acervo, juntamente com o material
de referência. As obras raras são organizadas e tratadas na biblioteca do
Pavilhão Mourisco. Os periódicos constituem um acervo a parte, com tratamento
e organização individuais, diferenciados das monografias e multimeios.

Em levantamento realizado no início de 2006, quantificamos o acervo de
monografias e multimeios da Biblioteca de Manguinhos em:

13%

11%

Livros
Teses
Vídeos
Referência
10%

66%

Gráfico 2 – Biblioteca de Manguinhos – Acervo de monografia e multimeios 2004-2005
Fonte: As autoras

A quantificação do acervo foi o ponto de partida para analisar o uso das teses e
dissertações do IOC. Para chegar a esses números foi realizada pesquisa a base
de dados da Biblioteca “Acervos Bibliográficos”, usando a ferramenta de ‘busca’,

�com refinamento através dos operadores booleanos ‘and’ e ‘not’ (cada tipo de
material recebe um código, ex.: livros = 01, teses = 02). Assim chegamos com
exatidão ao número total de cada tipo de material que compõe o acervo.

Para analisar o tipo de uso dos materiais foi utilizado o estudo de uso de acervo
denominado ‘uso relativo’, descrito por Lancaster (2004).

3 PESQUISA DE USO RELATIVO DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA DO IOC NA
BIBLIOTECA DE MANGUINHOS

O objetivo de avaliar o tipo de uso das teses e dissertações no acervo da
Biblioteca de Manguinhos é constatar se este material está entre os pontos fortes
ou fracos do acervo. Para isso foram utilizados os dados de circulação, gerados
pelo setor de atendimento no período de 2004 a 2005.

Este tipo de estudo, utilizando os dados de circulação, é feito geralmente por
assunto e não por tipo de material. Porém verificamos que a adaptação, feita por
nós no estudo, atingiu com excelência os objetivos propostos.

Com essa avaliação verificamos se o material é subutilizado ou superutilizado.
Um material é subutilizado quando sua porcentagem de circulação se desvia para
menos de sua porcentagem de quantificação no acervo. Por exemplo, para um
material que corresponda a 12% do acervo é esperado que sua porcentagem de
circulação esteja próxima desse número, com variações de no máximo 2% para
menos, ou seja, sua circulação deve estar entre 10% e 12% do total de
empréstimos.

Já,

para

o

material

ser

considerado

superutilizado,

sua

porcentagem de circulação deverá superar em mais de 2% sua porcentagem de
representação no total do acervo, como no exemplo anterior, se o material
corresponde a 12% do acervo é esperado uma utilização de no máximo 14%.

Para uma visualização mais fácil criamos a Tabela das Cores que indicará a
situação em que a utilização do material se encontra. Comparando a

�porcentagem representativa do material no total do acervo com a porcentagem de
uso do mesmo, a tabela indicará, quais são os graus de utilização desejáveis para
o material.

Tabela 1 - Tabela das cores
Grau de utilização ( - )

Total do Acervo

Grau de utilização ( + )

12%
08%

09%

10%

11%

12%

13%

14%

15%

16%

Total de Circulação
 Subutilização  Zona de perigo  Satisfatório  Normal  Satisfatório  Zona de perigo  Superutilização

Fonte: As autoras

Após quantificar o acervo foi feita uma análise dos dados de circulação no período
de 2004 a 2005 onde obtivemos os seguintes dados:

1%
11%

7%

Livros
Teses
Vídeos
Referência

81%

Gráfico 3 – Biblioteca de Manguinhos – Dados de circulação do acervo – 2004-2005
Fonte: As autoras

�3.1 RESULTADOS

Comparando os dados de quantificação (gráfico 2) e de utilização (gráfico 3) das
teses e dissertações, verificamos a subutilização deste material (tabela 2).

Tabela 2 – Análise de uso de material
Acervo

Circulação

Material

Nº de títulos

% do acervo

Nº de empréstimos

% de circulação

Teses e dissertações

1063

10

1.168

7

Fonte: As autoras

Como pode ser visto na tabela acima, a utilização esperada para o acervo de
teses e dissertações, produzidas pelo IOC existentes na Biblioteca de
Manguinhos deveria estar entre 8% e 12%, porém só alcançou 7% do total da
circulação.

Conforme Lancaster (2004, p. 60) os motivos que podem levar uma classe, no
nosso caso material, à subutilização são:

1) Falta de interesse da comunidade;
2) Mudanças de interesse ao longo do tempo;
3) Seleção de material mal feita;
4) Material excessivamente técnico ou teórico ou
5) Material desatualizado.

O presente trabalho não visa esclarecer o porquê da subutilização das teses e
dissertações, é apenas um sinalizador da situação em que se encontra o acervo
da Biblioteca de Manguinhos ultimamente, visto que este acervo não é analisado
com periodicidade. Esperamos que este primeiro estudo torne-se rotina nas
avaliações dos serviços oferecidos pela Biblioteca, para com isso buscar atender
às necessidades dos usuários com eficiência.

�4 OUTRAS FORMAS DE ACESSO AS TESES E DISSERTAÇÕES

Atualmente as únicas maneiras de acesso ao texto completo das teses e
dissertações são através das consultas diretas à Biblioteca de Manguinhos, onde
o usuário pode fazer o empréstimo do material, ou consulta local ou ainda por
meio da comutação bibliográfica.

Através do banco de dados do próprio IOC (http://ensino.ioc.fiocruz.br) o usuário
tem acesso somente aos resumos onde há, também, a opção de imprimi-los.

Futuramente será implementada a Biblioteca Digital de Teses e Dissertações
(BDTD) que possibilitará o acesso parcial ou integral (conforme autorização do
autor) aos textos da produção científica do IOC e também do Instituto de
Pesquisa Clínica Evandro Chagas (IPEC).

CONCLUSÃO

Constatamos que mesmo com o aumento da produção científica do Instituto,
aumentando o número de teses e dissertações no acervo, seu uso na Biblioteca,
como texto completo, continua abaixo da média esperada, acarretando uma
subutilização deste material.

Para esclarecer o motivo da subutilização das teses e dissertações sugerimos a
continuidade deste estudo juntamente com os usuários da Biblioteca, pois eles
poderão responder a esta questão com mais precisão, apontando quais dos
motivos, citados anteriormente, contribuem para tal situação.

REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: referências:
elaboração. Rio de Janeiro, ago. 2002.

�______. NBR 10520: informação e documentação: apresentação de citações em
documentos. Rio de Janeiro, jul. 2002.
______. NBR 14724: informações e documentação - trabalhos acadêmicos apresentação.Rio de Janeiro, jul. 2002.
______. NBR 6024: informações e documentação - numeração progressiva das
seções de um documento - apresentação. Rio de Janeiro, maio 2003.
______. NBR 6022: informações e documentação: artigo em publicação periódica
científica impressa: apresentação. Rio de Janeiro, maio 2003.
______. NBR 6028: resumos. Rio de Janeiro, maio 1990.
BORTOLETTO, Maria Élide; SANT'ANNA, Marilene Antunes. A história e o acervo
das obras raras da Biblioteca de Manguinhos. História Ciência Saúde
Manguinhos, Rio de Janeiro, v. 9, n.1, p.187-203. jan./abr. 2002.
ENSINO no IOC. Disponível em: &lt;http://ensino.ioc.fiocruz.br/ensino/cgi/public/
cgiluaexe/web/templates/htm/user/frameset.htm?user=reader&gt;. Acesso em: 17
maio 2006.
FIOCRUZ: a saúde do ensino. Rio de Janeiro: Ed. Fiocruz, 2004.
INSTITUTO Oswaldo Cruz. Disponível em: &lt;http://www.ioc.fiocruz.br&gt;. Acesso
em: 15 maio 2006.
LANCASTER, F. W. Avaliação de serviços de bibliotecas. Brasília, DF: Briquet
de Lemos, 2004.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
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              <text>Produção científica dos cursos de pós-graduação do Instituto Oswaldo Cruz: pesquisa quantitativa de uso no acervo da Biblioteca de Manguinhos.</text>
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              <text>Araujo, Anna Paula Tavares de; Fraguas, Andréia Dutra; Dias, Eliane Monteiro de Santana</text>
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          <name>Coverage</name>
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              <text>Salvador (Bahia)</text>
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              <text>Parte do acervo da Biblioteca de Manguinhos – Fundação Oswaldo Cruz, uma das maiores da América Latina na área biomédica, é composto pela produção científica gerada pelo Instituto Oswaldo Cruz em seus cursos de pós-graduação. Com o aumento do número de publicações, conseqüência do sucesso das pesquisas realizadas no Instituto, constatamos a necessidade de quantificar o acervo de teses e dissertações bem como analisar o seu uso, já que toda ela é incorporada ao acervo da Biblioteca de Manguinhos, servindo de apoio a novas pesquisas e como repositório para preservação do conhecimento. A intenção também foi apontar outras maneiras de acessar o conteúdo desta produção. Para quantificar este acervo foi realizada pesquisa na base de dados da Biblioteca de Manguinhos por tipo de material e para quantificar as consultas, utilizamos os relatórios e estatísticas do período de 2004 a 2005, verificando o tipo de utilização que ocorreu nestes anos através do estudo de “uso relativo de acervo”. Constatamos que mesmo com o aumento da produção científica do Instituto e da disponibilização on-line só de seus resumos, seu uso na Biblioteca, como texto completo, continua abaixo da média esperada.</text>
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