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                  <text>Eixo II - Pesquisa e Extensão
MAPEAMENTO DAS LICENÇAS DE USO ADOTADAS EM PERIÓDICOS
ABERTOS DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO
MAPPING OF THE LICENSES OF USE ADOPTED IN OPEN JOURNALS IN
INFORMATION SCIENCE

Resumo: Examina as licenças de uso adotadas em periódicos eletrônicos abertos da área de
Ciência da Informação no Brasil. O advento da web fomentou transformações no cenário da
comunicação científica, dinamizando a divulgação e o acesso às pesquisas, a partir do
surgimento do periódico em formato eletrônico. Igualmente, reivindicou o acesso igualitário,
ao romper com a exclusividade dos editores comerciais sobre as publicações acadêmicas.
Concebido como movimento para possibilitar o acesso aberto sobre os registros científicos,
também roupeu com as restrições de acesso impostas pelos direitos autorais, propondo uma
forma de licenciamento que declara as formas de uso permitidas, tanto para o leitor como para
os autores. Dada a rápida adesão dos periódicos de acesso aberto às variadas tipologias de
licenciamento de uso do padrão Creative Commons, este estudo se destina a mapear um
conjunto de periódicos, a fim de verificar se as licenças adotadas estão claramente
disponibilizas para os usuários e os autores. A pesquisa, de natureza aplicada, constituiu-se de
abordagem quantitativa, de caráter descritiva, a partir de levantamento das publicações da
área de Ciência da Informação, classificadas com Qualis A1 a B2 da Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Os resultados demonstraram que
77,27% dos títulos que constituíram a amostra da pesquisa declaram o tipo de licença de uso
adotada pela publicação. Constatou-se que a tipologia mais recorrente é a de atribuição,
denominada CC-BY, concluindo-se que a área da Ciência da Informação no Brasil aderiu,
praticamente em toda a sua totalidade, ao movimento do acesso aberto.
Palavras-chave: Acesso Aberto. Licenças de uso. Creative Commons. Periódicos eletrônicos.

�Abstract: Examines the licenses of use adopted in open electronic journals of the area of
Information Science in Brazil. The advent of the web fostered changes in the scenario of
scientific communication, streamlining the dissemination and access to research, from the
appearance of the journal in electronic format. It also claimed equal access by breaking with
the exclusivity of commercial publishers over academic publications. Conceived as a
movement to allow open access to scientific records, it also rooted with the access restrictions
imposed by copyright, proposing a form of licensing that declares the forms of use allowed,
both for the reader and for the authors. Given the rapid adherence of open access journals to
the various types of licensing for use of the Creative Commons standard, this study is
intended to map a set of journals in order to verify that the licenses adopted are clearly
available to users and authors. The research, of an applied nature, consisted of a quantitative
approach, of a descriptive nature, based on a survey of publications in the area of Information
Science, classified with Qualis A1 to B2 of the Coordination of Improvement of Higher
Education Personnel (Capes). The results showed that 77.27% of the titles that constituted the
research sample state the type of use license adopted by the publication. It was verified that
the most recurrent typology is the assignment, called CC-BY, and it was concluded that the
Information Science area in Brazil practically adhered to the open access movement.
Keywords: Open Access. Use licenses. Eletronic journals. Creative Commons.
1 Introdução
Os avanços das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), principalmente
aqueles ocorridos na segunda metade do século XX, proporcionaram à comunidade científica,
novas formas de comunicar a ciência. Antes, a comunicação entre os pares acontecia por meio
de cartas e reuniões, até o surgimento dos periódicos impressos e, depois, foi acelerada pela
Internet por meio dos periódicos eletrônicos. Dessa forma, pode-se afirmar que as tecnologias
foram responsáveis pelas mudanças de paradigma da comunicação científica estando
presentes, nos dias de hoje, em várias etapas da pesquisa. Consequentemente, os processos de
comunicação da ciência foram impactados pelas TICs afetando todos os sistemas de
tratamento, recuperação, disseminação e principalmente a estrutura do fluxo tradicional da
comunicação, que trazia uma série de limitações e restrições ao acesso ao conhecimento
publicado. Essas mudanças possibilitaram modificações nas formas tradicionais de
comunicação científica, uma vez que aceleram a velocidade com que as pesquisas são
disponibilizadas e recuperadas.
Príncipe (2013, p.197) ratifica que o advento das TICs, principalmente da Internet e da
Web, passaram a ser aliadas nos processos de comunicação científica, uma vez que alteram os
possibilitando novas formas de produção, circulação, disseminação, recuperação e uso da

�Em conformidade com Castro (2006) é importante salientar que nas últimas décadas
do século XX, a Internet alterou não apenas a dinâmica do fluxo da comunicação científica,
mas também a maneira de fazer ciência, ao aumentar a integração da comunidade científica
com seus pares e a outros setores da sociedade.
As transformações ocorridas nesse novo cenário da comunicação científica,
fomentaram mudanças nas formas de acesso às produções do conhecimento, aliadas à
necessidade de socialização do acesso, surgindo no limiar do século XXI, um movimento
nascido na Europa, denominado Budapest Open Access Initiative, que sinalizou a necessidade
de promover o acesso aberto à produção científica, fazendo frente ao monopólio centenário de
distribuição e publicação, concentrado nos editores acadêmicos. Revolucionária em sua
proposição, a ideia do Open Access, materializou-se nos periódicos acadêmicos e, desde
então, vem popularizando-se e ampliando o número de publicações que aderiram a esse
movimento.
No Brasil, onde considerável parcela de publicações científicas é subsidiada com
verba pública, o apelo ao acesso aberto rapidamente reverberou. Assim, o país destaca-se
entre as nações com maior número de periódicos científicos, em formato eletrônico, com
acesso aberto ao texto integral. Conforme dados recuperados no Directory Open Access
Journal (DOAJ), o Brasil possui 1.123 títulos de periódicos eletrônicos indexados nesse
diretório.
Por outro lado as mudanças introduzidas pela Internet, refletidas no universo da
comunicação científica não foram acompanhadas por alterações na legislação que normatiza a
produção, o uso e a disseminação da produção intelectual em ambiente eletrônico, visto que a
lei dos direitos autorais, não foi idealizada especificamente para este contexto.
Na tentativa de solucionar esse problema, surge, no início dos anos 2000, a iniciativa
do engenheiro norte-americano Lawrence Lessig visando o estabelecimento das licenças
Creative Commons, com o objetivo de indicar à sociedade a forma de liberação de uso do
conteúdo produzido e registrado. Essas licenças são alternativas legais que podem minimizar
o paradoxo entre ambiente informacional da web
e re-mixagem

caracterizado por práticas de colaboração

e o que a lei estabelece quanto à produção, uso e disseminação da

informação.
A criação de Lessig rapidamente se difundiu e as licenças se popularizaram, sendo as
revistas científicas de acesso aberto um espaço propício e oportuno para a difusão do Creative
Commons e que, rapidamente, aderiram ao licenciamento e passaram a declarar as formas de

�permições de uso, tanto para o leitor como para os autores, interessados em publicar em
acesso aberto o resultado das suas pesquisas.
Diante dessa conjuntura, afloraram as seguintes questões norteadoras desse estudo: os
periódicos eletrônicos de acesso aberto no Brasil adotam algum tipo de licença aberta? Se a
resposta for sim, quais são essas licenças? E como elas são apresentadas aos autores e aos
usuário?
Na busca de responder tais indagações, o objetivo do estudo é mapear um conjunto de
periódicos, a fim deverificar quais licenças, são adotadas pelas revistas abertas da área da
Ciência da Informação, e se estas estão claramente disponibilizada ao usuário e ao autor. Para
tanto, optou-se pelos periódicos eletrônicos da área de Ciência da Informação, classificados
como Qualis A1 a B2 pela Capes.
Como objetivos secundários, o estudo busca identificar as tipologias de licença de uso
empregadas e a forma de disponibilização no sítio eletrônico da revista.
Para tanto, o estudo se constitui de uma pesquisa aplicada, de abordagem quantitativa
e com caráter descritivo, a partir do levantamento das informações recuperadas nos periódicos
que comporão o universo da pesquisa.
O estudo está organizado da seguinte forma: a seção 2 aborda a literatura sobre os
periódicos em formato eletrônico, o movimento de acesso aberto e o surgimento das licenças
Creative Commons. A seção 3 apresenta o trajeto metodológico que norteou a pesquisa. A
seção 4 descreve os resultados obtidos, seguida da análise dos dados. O estudo finaliza com as
considerações finais e sugestões para novos estudos.
2 Revisão de literatura
2.1. Surgimento do formato eletrônico e a adesão das revistas científicas
O periódico científico constituiu-se, desde o século XVII, como o canal preferencial
para a divulgação das descobertas científicas. Algumas das razões para a consolidação desse
suporte são apontadas por Mueller (2000), e se construíram ao longo da história, como: a
preservação do conhecimento registrado, o estabelecimento da propriedade intelectual e a
manutenção do padrão de qualidade na ciência.
Ocorre que, igualmente à sua aceitação pela comunidade científica, com o avançar dos
anos, o amadurecimento enquanto suporte para registro das descobertas científicas, trouxe
reflexões sobre a continuação do formato estabelecido, já que a demora na publicação de um

�artigo, a rigidez do modelo impresso, a dispersão de artigos publicados sobre um mesmo
assunto, tornando onerosa a recuperação, e os custos elevados para aquisição e manutenção
das coleções, foram alguns dos problemas arrolados por Mueller (2000) e também
observáveis no ambiente das bibliotecas universitárias. Soma-se a esse cenário, a explosão
bibliográfica ocorrida desde a década de 1950, que elevou de maneira substancial o número
de títulos publicados.
Ao mesmo tempo, como subsídio às reflexões, o advento dos recursos eletrônicos,
substanciados pelas TICs, fez emergir a possibilidade de migração do formato impresso para
como nas estratégias de visibilidade do conhecimento
2).
Se, de início, uma das críticas ao formato impresso do periódico, com distribuição às
bibliotecas controlados pelos editores, se dava em razão dos elevados custos de investimento
para a continuidade da coleção, também os autores sentiam-se lesados, ao publicarem em
revistas comerciais, não conseguiam acesso a elas, em razão, do seu elevado custo,. Desse
modo, o crescimento da comunicação eletrônica, já na década
muitos dos que estão inseridos no mundo acadêmico que a publicação eletrônica de periódicos
.
Para tanto, Ornelas e Arroyo (2003, p. 49) definem o periódico em formato eletrônico
a digital
difundida pela Internet, com características editoriais que se apegam estritamente às normas
Frisa-se que, essas características, somadas a rapidez e versatilidade, típicos do
ambiente web, na disponibilização das pesquisas logo após a sua conclusão, e o rompimento
das barreiras geográficas e hierárquicas, potencializaram ainda mais o periódico em formato
eletrônico.
Assim, além de relacionar-se com a evolução tecnológica, atenuar o problema de
espaço físico destinado ao armazenamento em bibliotecas, o periódico em formato eletrônico
tem a capacidade de subverter, em parte, os mecanismos restritivos da indústria editorial,
oferecendo um acesso mais igualitário à informação científica.
Ademais, a noção de conjunto e totalidade da coleção é significativa, à medida que a
pesquisa, outrora realizada nos catálogos de bibliotecas e com acesso a parte da coleção,

�artigo pode
GOLIN, 2006, p. 4).
Não obstante, em artigo que analisou a transição do impresso para o meio eletrônico,
Meadows (2001) assinala alguns elementos que poderiam dificultar a adaptação esse novo
cenário, destacando a dificuldade da parte do usuário em manusear a informação online, como
também o conservadorismo de associações científicas em adotarem o formato eletrônico
como o principal meio para propagar as descobertas. Depreende-se que, desde então, essas
barreiras foram derrubadas e, passados alguns anos desde sua análise, o periódico em formato
eletrônico já é uma realidade que, se não suplantou por completo o formato impresso,
caminha nessa direção.
Toma-se como parâmetro, periódicos nacionais da área de Ciência da Informação no
Brasil, que à exceção de exemplos, ainda adotam a publicação mista, isto é, impressa e
eletrônica. Observa-se que o campo migrou de forma ligeira para a web, padronizando suas
publicações no formato eletrônico.
À ascensão do periódico eletrônico, agregou-se um movimento que ganhou pujança
em 2002, a partir da declaração formulada na cidade de Budapeste 12, objetivando a construção
de uma ação para promover o livre acesso à produção científica, distanciando-se, na medida
do possível, com os vínculos das editoras científicas.
2.2. O movimento de acesso aberto como uma forma de equalizar o acesso à informação
científica
O acesso aberto simboliza a quebra de paradigmas do modus operandis da
comunicação científica. De acordo com Björk (2004) o sistema Open Access, funciona da
seguinte forma: o leitor de uma publicação científica pode ler por meio da Internet, imprimir e
distribuir o conteúdo para fins não comerciais sem quaisquer pagamentos ou restrições. As
publicações são substancialmente facilitadas, uma vez que o leitor não encontra barreiras
legais, e sim licenças de uso. Em geral, o autor retém os direitos autorais quase completos e
também pode publicar o material em outro lugar.

12

Declaração na qual resultou o movimento de Acesso Aberto que constitui-se numa ação que permite a
qualquer usuário a ler, baixar, copiar, distribuir, imprimir, buscar ou usar da literatura com qualquer propósito
legal, sem nenhuma barreira financeira, legal ou técnica que não o simples acesso à internet. A única limitação
quanto à reprodução e distribuição, e o único papel do copyright neste domínio sendo o controle por parte dos
autores sobre a integridade de seu trabalho e o direito de ser propriamente reconhecido e citado.

�Há pesquisadores que consideram que o acesso aberto está inserido no âmbito da
Ciência Aberta que embora ainda seja um conceito não consolidado, é percebida como um
termo guarda-chuva

[...] incluídas desde a disponibilização gratuita dos resultados da

pesquisa (acesso aberto), até a valorização e a participação direta de não cientistas e não
especialistas no fazer ciência (ciência cidadã) (ALBAGLI; CLINIO; RAYCHTOCK, 2014,
p. 435).
Dentro deste contexto, este novo modo de pensar a comunicação científica equaliza o
acesso e traz conforto e presteza na disseminação da informação (MUELLER, 2006).
Aspectos como aumento na produtividade e os benefícios da colaboração online diminuem ou
até mesmo eliminam as barreiras geográficas. Isto agiliza os avanços da ciência, evita
redundância, além de facilitar a reprodutibilidade dos experimentos (WILBANKS; BOYLE;
REYNOLDS, 2006 apud ALBAGLI; CLINIO; RAYCHTOCK, 2014, p. 436).
A filosofia do acesso aberto, surgida em fins da década de 1990, foi discutida e melhor
fundamentada a partir da elaboração de declarações, que, apontando diretrizes, atuam como
instrumento norteador para a constituição do acesso aberto. A primeira delas, publicizada em
1999, como resultado da Conferência Mundial sobre Ciência para o Século XXI, destacava a
importância do amplo acesso à informação financiada com dinheiro público, bem como a
necessidade do compartilhamento dos conhecimentos gerados com pesquisa (SARMENTO et
al., 2005).
Como complemento a esse documento, em 2002 na cidade de Budapeste, construiu-se
a Budapest Open Access Iniative (BOAI), também conhecida como Declaração de Budapeste
e que foi norteadora para as ações subsequentes relacionadas ao acesso aberto, resultando em
duas estratégias a serem adotadas, para que se almeje o acesso livre à literatura científica: o
autoarquivamento em repositórios e a publicação em periódicos de acesso livre.
Destacando as condições a serem inseridas numa publicação, a fim de que sejam
consideradas como de acesso livre, a Declaração de Bethesda, publicada em 2003, estabelece
que o autor ou o detentor dos direitos, concedem a todos os utilizadores o uso gratuito para o
acesso, a partir do estabelecimento de uma licença para cópia, utilização, distribuição,
transmissão e exibição do trabalho, demandando, apenas, a atribuição de autoria. Nessa
perspectiva, permite-se a construção de novos trabalhos derivados dos originais.
Ainda no mesmo ano, em Berlim, as propostas da Bethesda são ratificadas e avança-se
na discussão quanto aos direitos do autor depositário de documentos em repositórios digitais,
evidenciando o direito moral sobre a obra, obrigando ao usuário do conteúdo a citar ou
referir-se ao autor original.

�Na busca de tornar clara a relação entre o direito do autor e as formas de utilização do
conteúdo em acesso aberto, visando a prevenção de situações de plágio, comércio e uso
indevido, repositórios e revistas tem explicitado as condições de utilização do conteúdo,
valendo-se de licenças de atribuição, como o Creative Commons Attribution License, que
atuam de forma inversa ao copyright, isto é, ao invés de restringir o uso, o amplia, instruindo
as possibilidade de manuseio.
2.3 Licenças Creative Commons
O Creative Commons se caracteriza como uma organização sem fins lucrativos que
permite o compartilhamento e uso da criatividade e do conhecimento por meio de
instrumentos jurídicos gratuitos (CREATIVE COMMONS, 2017). Oferece licenças flexíveis
para obras intelectuais, com liberdades de uso, em que a propriedade intelectual do autor é
totalmente preservada. Essas licenças de uso foram criadas oficialmente em 2001, nos Estados
Unidos, pelo professor Lawrence Lessig da Universidade de Stanford com o objetivo de
[...] construir uma camada de conteúdo regulada por uma camada plausível de
legislação do copyright, na qual outros possam se basear. A escolha voluntária de
indivíduos e criadores tornará o conteúdo disponível. E esse conteúdo nos permitirá
reconstruir um domínio público. (LESSIG, 2005, p. 276).

Lessig é considerado um dos maiores defensores da Cultura Livre, movimento cujo
objetivo é permitir que os elementos culturais produzidos por uma dada sociedade estejam
disponíveis para que outros tenham acesso.
Segundo Vercelli (2002), entre as principais metas do Creative Commons, está a
criação de um espaço que promova, facilite e garanta o intercâmbio coletivo de obras e
trabalhos de cientistas, artistas e analistas de sistemas, como forma de possibilitar uma cultura
livre baseada na confiança o que pode facilitar intercâmbios criativos comunitários. Além de
não se restringir em somente aumentar o material disponível na Internet, mas também fazer
com que esse material seja barato e de fácil intercâmbio.
O Creative Commons possibilita o emprego de seis diferentes atribuições de uso, onde
o autor ou o titular dos direitos autorais poderá optar por aquela que for de sua preferência. O
Quadro 1 sintetiza os tipos de licença e as permissões concedidas.

�Quadro 1 - Licenças de uso
TIPO DE LICENÇA

Creative Commons
PERMISSÕES

Atribuição BY permite edição, uso comercial e sem fins comerciais. É
necessário dar créditos ao autor original. É a licença menos restritiva.

Fonte: Creative Commons, 2017

Atribuição compartilhamento pela mesma licença (BY-SA)
permite
edição, criação de obras derivadas ainda que para fins comerciais, o crédito
deve ser atribuído ao autor. As obras devem ser licenciadas sob os mesmos
termos. Desta forma, as obras derivadas também poderão ser usadas para fins
comerciais.
Atribuição não comercial (BY-NC) permite edição e criação de obras
derivadas sobre a obra licenciada. Proibido o uso comercial. Os créditos ao
autor são obrigatórios. As obras derivadas não precisam ser licenciadas aos
mesmos termos desta licença.
Atribuição não comercial compartilhamento pela mesma licença (BYNC-AS) permite edição, adaptação e criação de obras derivadas. Proibido
uso comercial. Deve ser dado crédito ao autor original e as novas obras devem
ser licenciadas sob os mesmos parâmetros.
Atribuição não a obras derivadas (BY-ND) Proibida a edição. Permite a
redistribuição e o uso para fins comerciais e não comerciais, contanto que a
obra seja redistribuída sem modificações e completa, que os créditos sejam
atribuídos ao autor.
Atribuição não comercial não a obras derivadas (BY-NC-ND) Proibida
a edição. Proibido o uso comercial. Permite somente redistribuição. É a
licença mais restritiva. Permite download e compartilhamento, contanto que o
autor seja mencionado e a obra inalterada.

Mantovani, Dias e Liesenberg (2006, p. 46) esclarecem como as licenças de uso Creative
Commons

[...] permitem que cópias possam ser tiradas livremente e sem a necessidade de
consulta prévia ao autor da obra que está sendo copiada. Uma outra cláusula permite
ou não o uso comercial da obra liberada e uma terceira permite ou não a derivação
de novos trabalhos. Caso autorizada a derivação de novos trabalhos, então o autor
original pode ainda requerer ou não que a obra derivada seja liberada sob a mesma
licença de uso adotada para o trabalho original. (MANTOVANI; DIAS;
LIESENBERG, 2006, p. 264).

Vale ressaltar que essas licenças não são contrárias aos direitos do autor, tendo função
complementar aos direitos autorais e permitindo que o autor atribua seus termos de direitos
autorais para melhor atender às suas necessidades. Contudo, são uma alternativa para
promover o uso e distribuição do conhecimento científico de forma livre. Com as tecnologias
da informação em conjunto com esse tipo de licença, é possível fazer a utilização correta do
conteúdo informacional sem violar os direitos autorais pré-determinados pelo autor do
documento.
3 Metodologia
A pesquisa proposta, constitui-se de um estudo de caso que, de acordo com Fonseca
isa conhecer em profundidade o como e o porquê de uma determinada

�situação que se supõe ser única em muitos aspectos, procurando descobrir o que há nela de
mais essencial e característico
Adota uma abordagem quantitativa, com caráter descritivo, que possui a intenção de
especificar fatos e fenômenos de determinada realidade (TRIVIÑOS, 1987).
Para a identificação do objeto de pesquisa, tomou-se como referencial o relatório de
classificação de periódicos, elaborado pela Capes, no quadriênio 2013-2016. A síntese da
classificação é disponibilizada no Qualis Capes, integrante da plataforma Sucupira, sistema
que relaciona a produção científica dos programas de pós-graduação, registrada em periódicos
a partir da adoção de oito estratos

A1, A2, B1, B2, B3, B4, B5 e C. As produções da área de

onde são avaliadas produções de Comunicação Social e Ciência da Informação. De acordo
com dados divulgados em 2017, a área de Ciência da Informação conta com 41 títulos
nacionais correntes.
Considerando o cunho preliminar dessa pesquisa, optou-se por trabalhar com os títulos
classificados entre os estratos A1 e B2, faixa considerada a mais alta na avaliação e que reúne
títulos de maior interesse para publicação, da parte de docentes e pesquisadores, já que o
aceite em nesses periódicos influencia na avaliação positiva do docente ou pesquisador,
possibilitando-lhe ascensão na carreira. Desse modo, a partir do critério supra estabelecido, o
universo de análise compôs-se de 22 títulos, ilustrados no quadro 2:
Quadro 2 Títulos de periódicos de Ciência da Informação e classificação no Qualis Capes
TÍTULO
ESTRATO - QUALIS CAPES
Perspectiva em Ciência da Informação
Informação &amp; Sociedade
A1
Transinformação
Em Questão
Encontros Bibli
A2
Informação &amp; Informação
Ágora (Florianópolis)
Brazilian Journal of Information Science
Ciência da Informação
InCID: revista de Ciência da Informação e documentação
Liinc em Revista
Perspectivas em Gestão e Conhecimento
Pesquisa Brasileira em Ciência da Informação e Biblioteconomia
B1
Ponto de Acesso
Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação
Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação
Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde
Revista Iberoamericana de Ciência da Informação
Tendências de Pesquisa Brasileira em Ciência da Informação
Atoz: novas práticas em informação e conhecimento
Comunicação e Informação
B2
Revista ACB
Fonte: Capes, 2017

�Transcorrida a identificação dos títulos, a etapa posterior consistiu-se na observação da
licença adotada pelo periódico. Dado que toda a amostra da pesquisa é composta de
periódicos eletrônicos, empreendeu-se pesquisa em seus referidos sítios, a fim de se averiguar
a menção ao tipo de licença de uso adotada pelos editores. Durante a tarefa, além da
observação do leiaute da página inicial

espaço onde normalmente se insere a simbologia do

tipo de licença empregada -, buscouda não identificação da licença de uso na página inicial do sítio.
Como etapa complementar ao levantamento e, visando confirmar a inexistência da
informação quanto ao tipo de licença de uso, empreendeu-se uma checagem no Directory of
Open Access Journals (DOAJ), diretório que indexa e disponibiliza periódicos na modalidade
de acesso aberto. Atualmente, o DOAJ possibilita acesso a mais de 10 mil títulos de
periódicos, publicados em 121 países.
Considerou-se relevante a realização dessa conferência, pois, é elemento integrante do
registro e indexação do periódico à base, a disponibilização da licença de uso adotada pelo
editor.
4 Discussão dos resultados
A adoção de licenças de uso apresentam-se como uma solução legal adequada para
evidenciar, promover e fomentar a reutilização de resultados de pesquisa, concedendo ao
autor a manutenção dos direitos que julgar conveniente. Se por um lado o direito autoral visa
restringir a reutilização, as licenças de uso, nascidas no seio do movimento de acesso aberto,
objetivam regular e incentivar o reuso.
Neste sentido, investigar o comportamento dos periódicos nacionais, de forma
específica os relacionados a área de Ciência da Informação, pode fornecer um panorama
acerca da adoção de licenças, bem como das várias tipologias associadas ao padrão Creative
Commons, que visam conceder aos usuários diferentes tipos de liberdades. (SANTOS;
SALES; PACKER, 2015).
Assim, os dados coletados evidenciaram que parte considerável (77,27%) da amostra
dos periódicos nacionais de Ciência da Informação tomados para o estudo, disponibilizam a
licença de uso. O quadro 3 arrola os títulos com licença de uso exibidas em seus sítios
eletrônicos, bem como a tipologia da licença adotada.

�Quadro 3

Títulos de periódicos de Ciência da Informação e tipos de licença de uso adotadas
TÍTULO

Perspectivas em Ciência da Informação
Transinformação
Em Questão
Encontros Bibli
Informação &amp; Informação
Ágora (Florianópolis)
Brazilian Journal of Information Science
Liinc em revista
Perspectivas em Gestão e Conhecimento
Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação
Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação
Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde
Revista Iberoamericana de Ciência da Informação
Tendências de Pesquisa Brasileira em Ciência da Informação
Atoz: novas práticas em informação e conhecimento
Comunicação e Informação
Revista ACB
Fonte: Os autores, 2017

TIPO DE LICENÇA DE USO
CC-BY
CC-BY
CC-BY-NC
CC-BY
CC-BY-NC
CC-BY
CC-BY-SA
CC-BY
CC-BY-NC-ND
CC-BY
CC-BY-NC
CC-BY-NC
CC-BY-NC
CC-BY
CC-BY-NC-SA
CC-BY-NC
CC-BY-NC-ND

No universo das publicações nacionais de Ciência da Informação, integrantes dos
estratos A1 a B2, observou-se a predominância da licença de uso denominada CC-BY, que
caracteriza-se por proporcionar maior grau de liberdade de reutilização dos conteúdos,
assegurando, igualmente às demais licenças, crédito ao autor ou autores, periódicos ou outro
meio onde o documento fora publicado originalmente. (SANTOS; SALES; PACKER, 2015).
O gráfico 1, demonstra a distribuição dos tipos de licenças identificados nos periódicos
tomados no estudo.
Gráfico 1

Tipologias de licenças Creative Commons identificados em periódicos de Ciência da
Informação Estratos A1 a B2 Qualis Capes

Fonte: Os autores, 2017.

�Outra característica investigada, relacionada à arquitetura da informação, diz respeito
ao local de exibição da tipologia da licença de uso. Comumente, a notação padrão das licenças
Creative Commons são exibidas no rodapé das páginas iniciais dos sítios web. Contudo,
observou-se a inexistência de tal simbologia em cinco periódicos: Em Questão, Liinc em
Revista, Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde e Brazilian
Journal of Information Science, o que representa 18,18% da amostragem. Como a busca
referente às licenças de uso foi realizada em outros espaços, além da página inicial, tais
informações foram recuperadas nas quatro revistas, na seção destinada à declaração de direito
autoral.
No cenário nacional, e de forma particular, no domínio da Ciência da Informação,
observou-se uma ampla adesão a proposta do acesso aberto, vislumbrando-se nos periódicos
da área, que migraram num reduzido espaço tempo para a publicação em formato eletrônico.
Ocorre que, igualmente importante à disponibilidade de acesso aberto ao conteúdo
publicado é o reconhecimento e garantia de proteção aos autores que adotam esse modelo,
bem como a possibilidade de escolha por uma licença que lhe seja mais conveniente. Como já
refletido no decorrer desse estudo, o modelo Creative Commons tem alcançado relativo
sucesso no cumprimento de tal objetivo.
Acerca das variações de tipologias adotadas, a partir do modelo de licenças Creative
Commons, conforme relatado na seção anterior, observou-se um predomínio da licença de
atribuição (CC-BY). A razão para adoção de tal modelo encontra aceitação em razão de ser a
mais efetiva para maximizar a disseminação da informação, tendo em vista que, é a menos
(SANTOS;
SALES; PACKER, 2015).
Por fim, em relação à disponibilização da notação padronizada indicativa do tipo de
licença de uso adotada pelo periódico, apesar da não existência de uma determinação prévia
sobre onde ela deve ser veiculada, observa-se que comumente é inserida na página inicial do
periódico. No entanto, em cinco títulos integrantes da pesquisa, constatou-se a inexistência de
tal notação naquele espaço, o que demandou maior esforço para identificação da tipologia de
licença. Do ponto de vista da arquitetura da informação, depreende-se a existência de uma
lacuna, ao dificultar a conexão das pessoas com a informação por elas procuradas.

�6 Considerações finais
O ascendente movimento de acesso aberto às publicações científicas, acompanha
mecanismos que possam instruir usuários, autores e consumidores de informação quanto ao
uso e permissões, visando reutilização e compartilhamento, aumentando a sua visibilidade e
influenciando o impacto entre os seus pares. Neste sentido, depreende-se a importância da
adoção de licenças de uso pelos periódicos científicos, a fim de maximizar o acesso aos
resultados de pesquisa, validar a autoria e equacionar o acesso das produções científicas.
Retomando o objetivo da pesquisa, observa-se que os títulos tomados como amostra
para a consecução do estudo, se não em sua totalidade, mas uma parte representativa (77,
27%), tenha evidenciado o tipo de licença de uso a serem vinculados aos trabalhos
publicados.
Ademais, observa-se nessa prática consonância com a Iniciativa de Acesso Aberto de
Budapeste

10 anos, que recomenda a adoção da licença CC-BY, como a ideal para a

publicação, distribuição, uso e reutilização de trabalho acadêmico.
Todavia, em se tratando de um domínio do conhecimento onde se investiga práticas de
comunicação científica e os fluxos de informação, disponibilizar o acesso a todos os
elementos que compõem o processo comunicacional é importante. Desta feita, numa
perspectiva ideal, seria oportuno que os demais periódicos da área de Ciência da Informação
envidassem esforços para disponibilização do tipo de licença de uso, facultando ao usuário os
usos que poderá fazer do conteúdo utilizado e ao autor, os direitos que lhe estarão
salvaguardados.
Nesse cenário, dada a constante participação do bibliotecário, quer seja em processos
de editoração de periódicos eletrônicos, quer seja no gerenciamento de repositórios
informacionais, subsidiando as atividades de pesquisa das instituições de ensino superior e
dos institutos de pesquisa, vislumbra-se a potencialidade de sua contribuição, fazendo com
que, se oportunize, de um lado a garantia de acesso igualitário à informação científica e, de
outro lado, ao autor a garantia e o reconhecido da sua atividade intelectual.
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                <text>Tema: O Futuro da Biblioteca Universitária na Perspectiva do Ensino, Inovação, Criação, Pesquisa e Extensão.</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Examina as licenças de uso adotadas em periódicos eletrônicos abertos da área de Ciência da Informação no Brasil. O advento da web fomentou transformações no cenário da comunicação científica, dinamizando a divulgação e o acesso às pesquisas, a partir do surgimento do periódico em formato eletrônico. Igualmente, reivindicou o acesso igualitário, ao romper com a exclusividade dos editores comerciais sobre as publicações acadêmicas. Concebido como movimento para possibilitar o acesso aberto sobre os registros científicos, também roupeu com as restrições de acesso impostas pelos direitos autorais, propondo uma forma de licenciamento que declara as formas de uso permitidas, tanto para o leitor como para os autores. Dada a rápida adesão dos periódicos de acesso aberto às variadas tipologias de licenciamento de uso do padrão Creative Commons, este estudo se destina a mapear um conjunto de periódicos, a fim de verificar se as licenças adotadas estão claramente disponibilizas para os usuários e os autores. A pesquisa, de natureza aplicada, constituiu-se deabordagem quantitativa, de caráter descritiva, a partir de levantamento das publicações da área de Ciência da Informação, classificadas com Qualis A1 a B2 da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Os resultados demonstraram que 77,27% dos títulos que constituíram a amostra da pesquisa declaram o tipo de licença de uso adotada pela publicação. Constatou-se que a tipologia mais recorrente é a de atribuição, denominada CC-BY, concluindo-se que a área da Ciência da Informação no Brasil aderiu, praticamente em toda a sua totalidade, ao movimento do acesso aberto.</text>
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