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                  <text>PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO NO CONTEXTO DAS BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS: PROATIVIDADE PARA READEQUAÇÃO FRENTE À
PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO
Ana Cristina Alves da Silva
Aluna do curso de especialização de gestão
de pessoas das Faculdades Alfa. Bibliotecária
Assistente

das

Faculdades

Alfa.

E-mail:

anacris@alfa.br ou anacris_gyn@alfa.br
Edilane Neves
Coordenadora da Biblioteca do Instituto
Aphonsiano de Ensino Superior. E-mails:
edilaneneves@yahoo.com.br ou
edilaneneves@aphonsiano.edu.br

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Bibliotecária na Universidade Estadual de
Goiás. Email: helenirfreire@hotmail.com

Resumo
Devido à infinidade dos conhecimentos que são gerados e acumulados, as
universidades não podem mais ter a pretensão de fornecer uma formação
integral. A universidade não possui exclusividade na posse da produção do
conhecimento, e isto é, atualmente enxergado como resultante da experiência
individual em um contexto histórico e sociocultural, com base epistemológica e
outros determinantes na produção do conhecimento. Em uma economia
globalizada, este novo comportamento pelas Instituições de Ensino Superior,
passa adquirir significado estratégico, sendo necessária a aquisição de
competitividade por meio de formas inovadoras de gestão de talentos e
competências. Dentro do contexto apresentado, estaremos analisando a
importância e “posição” dos Bibliotecários e das Bibliotecas Universitárias no
ensino e aprendizado nas formas e meios diversos, no universo da produção
científica do acadêmico. Questionando, portanto, neste enfoque, se o

�Bibliotecário, como gestor, tem sido realmente reconhecido e valorizado como
participante do processo comum na produção do conhecimento.
Palavras-chave: Gestão do conhecimento; produção científica; produção do
conhecimento atuação profissional; bibliotecários universitários.
Introdução
Com o advento das novas tecnologias da informação e a explosão do
conhecimento,

surgem

questionamentos

a

respeito

da

gestão

do

conhecimento. Sabe-se que as universidades possuem grande participação na
produção desse conhecimento, porém as mesmas não conseguem fornecer
uma formação absoluta para seus alunos. Da mesma forma, que apresentam
dificuldades na gestão do conhecimento.
Dentro deste contexto, as bibliotecas universitárias ocupam um lugar
muito importante na formação dos discentes e na capacitação dos docentes.
Tendo em vista, sua possibilidade de contribuição na produção cientifica.
Oriunda do fornecimento de materiais bibliográficos e eletrônicos para o
fomento de pesquisas.
Porém vale salientar que para cumprir com seus deveres, as bibliotecas
universitárias, precisam de gestores ágeis, criativos, que utilizam da
proatividade como ferramenta de eficiência em suas atividades. Sendo assim, o
bibliotecário terá qualidades para ser participante comum na produção do
conhecimento.
O

presente

consequentemente

aborda
dos

o

valor

bibliotecários,

das
na

bibliotecas
produção

universitárias
do

e

conhecimento.

Enfatizando o perfil que devem possuir esse profissional, bem como reforça a
importância das bibliotecas universitárias que segundo Yankova (2002),”é
considerada o elemento fundamental nos programas educativos e científicos no
desenvolvimento da universidade, ou seja, é o “coração da universidade”.

�2 Conhecimento : aspectos conceituais
O homem faz questionamentos existenciais no seu cotidiano que têm
que interpretar a si e ao mundo em que vivem e atribuir significados aos
mesmos e desta forma se cria representações significativas da realidade, as
quais chamam conhecimento. Dependendo da forma pela qual se chega a
essas representações o “conhecimento” poderá ser classificado em diversos
tipos como, por exemplo, mítico, ordinário, dogmático e científico.
Russ (1994) define conhecimento como: “Ato pelo qual o espírito oi o
pensamento apreendem o objeto ou o tornam presente, esforçando-se para
formar uma representação que exprime perfeitamente este objeto”.
Segundo Platão, conhecer é recordar verdades que já existem em nós teoria que pode ser atestada sempre que nos deixamos guiar pela voz do
inconsciente.

Fonte: Wikipédia,2006
A definição clássica de conhecimento, originada em Platão, diz que ele
consiste de crença verdadeira e justificada. O conhecimento diferencia-se de
mera informação pelo fato de está associado a uma intencionalidade, tanto o
conhecimento como a informação consistem de declarações verdadeiras,
porem o conhecimento deve ser considerado informação com um propósito ou
uma utilidade.

�Crawford afirmou que “o conhecimento é a essência do poder monetário
e devido a isso está aumentando cada vez mais, no mundo inteiro, a busca
pelo controle do conhecimento e pelos meios de comunicação”.
3 Conhecimento e produção científica
No processo de obtenção de conhecimentos científicos devem ser
utilizadas três formas de aquisição de conhecimentos: Intuição + Empirismo +
Racionalismo (experiência).
O conhecimento científico é o que é produzido pela investigação
científica, através de seus métodos. Surge não apenas da necessidade de
encontrar soluções para problemas de ordem prática da vida diária, mas do
desejo de fornecer explicações sistemáticas que possam ser testadas e
criticadas através de provas empíricas.
O conhecimento científico surge não apenas da necessidade de
encontrar soluções para problemas de ordem prática da vida diária, mas do
desejo de fornecer explicações sistemáticas que possam ser testadas e
criticadas através de provas empíricas.
A investigação científica se inicia quando se descobre que os
conhecimentos existentes, seja de senso comum, seja do corpo de
conhecimentos existentes na ciência, são insuficientes para explicar os
problemas surgidos.
Conhecimento científico é um produto resultante da investigação
científica. Surge da necessidade de encontrar soluções para problemas de
ordem prática da vida diária e, do desejo de fornecer explicações sistemáticas
que possam ser testadas e criticadas através de provas empíricas e da
discussão intersubjetiva.
4 Gestão do conhecimento
A gestão do conhecimento tem sido um tema que tem gerado muito
discussão. Há diversos debates sobre a importância do conhecimento no atual
mundo

globalizado.

Afinal,

estamos

diante de

complexidade, no mundo corporativo e

um

cenário de

rara

na sociedade em geral. Fatos

�econômicos

e

sociais,

de

alcance

mundial,

são

responsáveis

pela

reestruturação em diversas áreas, seja nos negócios,na educação ou na área
social. A globalização da economia, é impulsionada pela tecnologia da
informação e pelas comunicações, é uma realidade da qual não se pode fugir.
Dentro desse

contexto o conhecimento, ou melhor, a gestão do

conhecimento se transforma em um precioso recurso estratégico para a vida
das pessoas e das instituições. Desde de os tempos mais remotos o
conhecimento desempenha papel fundamental na história. Sua aquisição e
aplicação sempre representaram estímulo para as conquistas de inúmeras
civilizações. No entanto, apenas "saber muito" sobre alguma coisa não
proporciona, por si só, maior poder de competição para uma organização. É
quando aliado a sua gestão que ele faz diferença. A criação e a implantação de
processos que gerem, armazenem, gerenciem e disseminem o conhecimento
representam o mais novo desafio a ser enfrentado pelas instituições. Termos
como "capital intelectual", "capital humano", "capacidade inovadora", "ativos
intangíveis" ou "inteligência empresarial" já fazem parte do dia-a-dia de muitos
gestores.
O conceito de gestão do conhecimento parte da premissa de que todo o
conhecimento existente na empresa, no cérebro das pessoas, nas veias dos
processos e no coração dos departamentos, pertence também à organização.
Em contrapartida, todos os colaboradores que contribuem para esse sistema
podem usufruir todo o conhecimento presente na organização.
A gestão do conhecimento é própria de cada pessoa, pois a
responsabilidade recai sobre o indivíduo, ou seja, cada um deve criar a sua
programação e foco na gestão do conhecimento, que deve ser focada em
conhecimentos, habilidades e ações.
Gestão do conhecimento é um processo sistemático, articulado e
intencional, apoiado na geração, codificação, disseminação e apropriação de
conhecimentos, com o propósito de atingir a excelência organizacional.
A organização em si não pode criar conhecimento sem as pessoas e por
este motivo cabe a organização apoiar pessoas criativas e prover contextos

�para que essas gerem conhecimentos. Além da geração e/ou aquisição de
conhecimento, é preciso cuidar para que ele seja catalogado, transferido,
assimilado e utilizado. E é por este motivo que vamos ressaltar a importância e
o papel das bibliotecas universitárias.
5 Biblioteca universitária no contexto do processo da produção
cientifica : repensando em perfil.
Segundo Volpato (2003) a estruturação da biblioteca universitária esta
diretamente relacionada sua história e com o seu desenvolvimento no decorrer
dos tempos, e que a biblioteca é um dos principais instrumentos da
universidade de apoio no que se refere à produção do conhecimento cientifico.
Porem as bibliotecas desempenhar seu papel de bom instrumento de apoio às
universidades terá que, esta sempre muito bem organizada, sistematizada,
tecnologicamente atualizada, e ter um grande potencial de informação de todas
as áreas, e somente desta forma que, as bibliotecas ocupam papeis cruciais
dentro do sistema de educação e pesquisa.
As bibliotecas universitárias contam com uma estrutura que as permitem
ocupar um espaço significativo dentro da universidade. Por natureza, deve
possuir materiais bibliográficos, audiovisuais e eletrônicos, em fim, possuir
suporte informacional que atenda as necessidades de informação da
comunidade universitária. A American Library Asociation (ALA), definiu a
biblioteca universitária como aquela estabelecida, mantida e administrada por
uma universidade, para cumprir as necessidades de informação de seus
estudantes e apoiar programas educativos de investigação e outros serviços.
Para Garbelini (2004) “as bibliotecas universitárias são os sistemas de
informação mais representativos de um país quanto à produção da informação
e do conhecimento no contexto da sociedade global e com muitas
possibilidades para uma integração diante dos desafios da globalização”.
Ainda

de

acordo

com

Gaberline

(2004

apud

NOREZO

e

VAUGHAN,2000) “As bibliotecas universitárias, são um fenômeno do século
XXI no que diz respeito à educação superior, enfrenta numerosos desafios, por
passar por constantes mudanças dentro de si mesma e por vivenciar uma

�realidade que oferece todos os recursos tecnológicos. A biblioteca universitária,
por assim dizer, deve possuir material de referência bibliográfico e eletrônico;
um serviço de informação para apoio a pesquisa e ainda favorecer o acesso à
cultura do seu entorno e época.”
Porém, como adverte Cunha (2000) “Para a biblioteca, torna se cada vez
mais difícil prover acesso à totalidade da informação demandada por seus
usuários. Isso se dá principalmente pelo fato da chamada explosão
bibliográfica, por questões de custos e da falta de espaço é praticamente
impossível de adquirir todas publicações que são produzidas”.Como afirma
Cunha (2000 apud HAWKINS, 1994), o crescente custo dos documentos é um
dos óbices, porém talvez o mais importante seja a explosão bibliográfica que
tornou quase impossível adquirir e encontrar espaço físico para atender uma
gama de interesses dos possíveis usuários.
Com o aumento do número de publicações e a importância cada vez
maior dada à informação em nossos dias, as bibliotecas tendem a crescer e a
tornarem-se organizações complexas.
As Instituições de Ensino Superiores (IES), que não enxergam as
bibliotecas como peças de extrema importância dentro do sistema de educação
e pesquisa, acabam gerando uma insatisfação aos seus clientes, na hora que
os mesmos necessitam de um bom suporte para auxilio em suas produções
cientificas. As IES também deixam de ganhar peso na hora de medir forças
com os concorrentes, isto porque as bibliotecas universitárias é um dos setores
dentro que é diretamente responsáveis pelos suprimentos das necessidades
informacionais para comunidade acadêmica em geral e o bom desempenho
nas atividades de ensino e extensão.
“As bibliotecas universitárias são instituições e, como tal, constituídas
por um conjunto de funções responsáveis, que vão desde a localização até a
recuperação. A sua estrutura organizacional está formada por departamentos
denominados de divisões e seções que, em muitos casos, são designados com
outros

nomes.

A

cada

departamento

cabe

a

responsabilidade

pelo

desenvolvimento de algum produto e/ou serviço, formando uma cadeia até a
execução final”. Pinto (1993, p.85).
Estamos diante de um novo mercado de informação, e as bibliotecas
não pode ficar presas a métodos ultrapassados e muito menos se conformar

�com os poucos resultados recebidos diante de tudo que realiza. É preciso
ousar e criar o novo perfil das bibliotecas universitárias para que elas sejam:
um instrumento de modernidade comprometida com a qualidade, renovadas
em seus métodos de trabalho e estejam sintonizadas com a comunidade
universitária. Volpato (2004).
A Biblioteca é uma organização social que há séculos acumula a
produção do conhecimento, porem nestas ultimas décadas estourou seu limite
de crescimento, provocando a saturação de alguns serviços/produtos e com
isto tem forçando-a partir em busca de uma reengenharia em seus processos e
estruturas.
“... seleção que não seleciona; indexação que isola e mutila; organização
de arquivos que tem problemas quanto a sua própria integridade física [e que
se ampliam] e perpetuam no armazenamento; imprecisão e indeterminismo da
análise e perplexidade na disseminação/acesso ao documento...” Araújo (1995,
p. 70).
É fato que a implantação e aplicação de novas tecnologias em unidades
de informações ainda deixam a desejar quanto à funcionalidade e
operacionalidade. Ainda encontramos unidades de informações muito bem
equipadas, porem sem preparo humano, sem pessoas para utilizarem de forma
correta e fazer com que a informação chegue de forma precisa e acelerada até
o usuário final, e o contrario também acontece.
Para Carvalho (2000) “... as bibliotecas devem sair da postura de
armazenadoras de informação para assumir uma postura no processo de
comunicação, o que significa abandonar a filosofia de posse e investir na
filosofia de acesso... e para assumir a posição de provedora de acesso à
informação, as bibliotecas precisam rever seus processos, repensando a
dimensão dos serviços e produtos desenvolvidos, pois o usuário de hoje
diferencia daquele que “apertava parafuso” na era industrial”.
No estudo da história geral às mudanças e transformações no que diz
respeito ao conhecimento e a informação, podemos observar que: era possível
determinar um marco no tempo para os acontecimentos, e que a partir da era
da informática, tornou-se impossível acompanhar com marcos as mudanças e

�transformações que antes era de tempo em tempo e agora é de dia em dia; de
hora em hora; de minuto a minuto e assim por diante.
A velocidade em que as informações são transformadas e transmitidas
acaba afetado a sociedade de forma geral, e desta forma provocando reações
diversa, tanto social como profissional. Atingindo a segurança, o autocontrole e
as perspectivas de uma grande massa popular.
A tecnologia de telecomunicação e teleinformática imprimiu mais
velocidade às mudanças ocorridas desde a década de setenta, e também
promove a globalização e força a mudanças de paradigma em qualquer área
de conhecimento.
Tapscott (1995, p. 7) afirma que “a tecnologia de informação está
também penetrando em todos os demais setores de forma surpreendente (...)
Com mercados e seus protagonistas constantemente mudando, a possibilidade
de que as empresas possam estabelecer vantagem competitiva duradoura não
existe mais”.
Para bibliotecário e os demais profissionais da informação as mudanças
acontece de forma ainda mais complexa, isto pelo fato de que a “informação”
ser objeto de trabalho destes profissionais.
Com tecnologia da informação afeta de forma direta ao profissional
bibliotecário,

causando

diversas

modificações

em

seu

perfil,

rotinas

profissionais, tais como: suportes de informações; processamentos de
informações; disseminação de informação e forma de mediação entre
bibliotecário e o usuário / cliente.
O valor que a sociedade atribui à informação, também é diretamente
proporcional ao seu desenvolvimento, quanto mais desenvolvido um país,
maior é o nível de produção informacional, consequentemente maior é o valor
que a sociedade daquele país outorga à informação. O profissional da
informação precisa estar de acordo com esta realidade e se readequar para
enfrentar as mudanças cada vez maiores. “A grande mudança na área de
biblioteconomia é a mudança do paradigma do acervo para o paradigma da
informação” Valentim (1998).
Segundo Mueller (Apud Valentim, 1998) “o profissional que devemos
ser é vivo e atuante. Como? Através do aprimoramento contínuo e afinado com
a realidade” (1996, p. 271). Esse aspecto dinâmico que o profissional da

�informação deve ter, como propõe Müeller, somente será possível a partir de
uma postura crítica de si mesmo e uma busca constante pela atualização e
adequação às mudanças paradigmáticas.
6 Bibliotecários construindo um novo perfil: utilizando da Proatividade
para readequação frente à produção do conhecimento,
Para o bibliotecário fazer presença no novo mercado proposto pela era
do conhecimento, terá buscar uma nova postura interdisciplinar participando;
contribuindo e até mesmo modificando processos, em relação à produção
cientifica. Devem ser ágeis, dinâmicos e proativos. E ser proativo significa
tomar decisões inteligentes com discernimento e agilidade. De acordo com
Vieira (2005) “Proatividade é ação e não reação. É antever, falar, sinalizar,
orientar, lembrar. Nunca pensar e sim, fazer.”.
A cada dia desenvolve a necessidade de dominar tecnologias de
informação e fazer usos das mesmas como ferramentas básicas de trabalho,
tendo em vista que o processamento, o gerenciamento e a recuperação e a
disseminação da informação, tornam-se mais hábeis e dinâmicos.
Novas mediações da informação entre o profissional da informação e o
usuário devem ser estudadas e implantadas, assim como a dispersão da
informação e seus canais de distribuição devem ser reestruturados. No caso
especial

da mediação da informação, as tecnologias de informação têm

afetado e afetarão a forma e o meio de mediar. A Internet, por exemplo,
transformou

a

forma

e

o

meio

quanto

à

busca

da

informação,

conseqüentemente, modificando também o meio de mediar à informação. O
profissional da informação deve prever as mudanças nos canais de
distribuição de informação e é necessário que ele esteja preparado para
esses novos canais de distribuição da informação. A partir desse ponto de
vista, aprimora-se a forma e o meio de mediar a informação, adequando-se
e desenvolvendo modelos eficazes para atender aos novos cenários. Como
afirma Martins (Apud Valentim, 1998): “O Gerente de informação, deverá ser
um profissional moderno, receptivo e disposto a aplicar seus conhecimentos de
forma crítica e objetiva. Capaz de aplicar as ferramentas pertinentes de cada
processo (informática, marketing, relações públicas, recursos humanos,

�idiomas...); convertendo-se em um profissional multi-disciplinar e interdisciplinar. “
A cada dia mais as organizações precisam de líderes e têm o maior
interesse em ver o desenvolvimento de seus colaboradores. E tal assertiva se
reflete nas bibliotecas universitárias. Dessa forma, os bibliotecários devem
compartilhar com a organização suas pretensões, serem proativos, criativos,
flexíveis, eficientes e ágeis. Como diz a famosa música de Geraldo Vandré:
“Vem vamos embora, que esperar não é saber. Quem sabe faz a hora, não
espera acontecer”.
7 Conclusão
Diante dos pontos ora discutidos, no decorrer do nosso ficou ainda mais
claro a importância das bibliotecas universitárias e sem dúvida dos
bibliotecários na produção científica, já que atuamos na gestão dessas
unidades de informação.
Conforme analisamos no decorrer do nosso trabalho, com o surgimento
das novas tecnologias de informação e da crescente produção do
conhecimento, se faz necessárias habilidades como a proatividade, por
exemplo.
Os profissionais e as unidades de informação universitárias que
desejarem acompanhar a atual dinâmica da economia globalizada que
vivemos, deverão se adequarem as novas realidades e assim poderão
participar comumente da produção do conhecimento, alcançando assim, valor
e reconhecimento nesse processo.
Abstract
THE INFORMATION PROFESSIONAL IN THE CONTEXT OF UNIVERSITY
LIBRARIES: READEQUATING PROACTIVITY FACE THE PRODUCTION OF
KNOWLEDGE
Due to the speed of knowledge production and accumulation, the universities
can not claim to offer total education. They are no longer the unique places of
knowledge production, which depends more on the individual profile and his/her
historic context – along with social, cultural and epistemological determinants.

�In a globalized economy the academic institutions must develop a strategy of
competence

and

innovative

ways

of

talent

management,

to

gain

competitiveness. This paper tries to discuss the importance and the role
univesity libraries and librarians may have on this matter. How they can help
teaching and learning in both, academic production and also in the multiple
ways and forms of science production, is the quest. The question posted
include, then, if the librarian – as an information manager – has been actually
an important agent in this process. And also, if the professional has been given
the merit he/she deserves.

Key words: Knowledge management; science production; learning production;
professional performance; librarians; university libraries.

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�</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Profissional da informação no contexto das bibliotecas universitárias: proatividade para a readequação frente à produção do conhecimento.</text>
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              <text>Devido à infinidade dos conhecimentos que são gerados e acumulados, as universidades não podem mais ter a pretensão de fornecer uma formação integral. A universidade não possui exclusividade na posse da produção do conhecimento, e isto é, atualmente enxergado como resultante da experiência individual em um contexto histórico e sociocultural, com base epistemológica e outros determinantes na produção do conhecimento. Em uma economia globalizada, este novo comportamento pelas Instituições de Ensino Superior, passa adquirir significado estratégico, sendo necessária a aquisição de competitividade por meio de formas inovadoras de gestão de talentos e competências. Dentro do contexto apresentado, estaremos analisando a importância e “posição” dos Bibliotecários e das Bibliotecas Universitárias no ensino e aprendizado nas formas e meios diversos, no universo da produção científica do acadêmico. Questionando, portanto, neste enfoque, se o Bibliotecário, como gestor, tem sido realmente reconhecido e valorizado como participante do processo comum na produção do conhecimento.</text>
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