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                  <text>Eixo II - Pesquisa e Extensão
LIVROS DIGITAIS E BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS: SOBRE MODELOS DE
NEGÓCIOS E FORMAS DE ACESSO AO CONTEÚDO
DIGITAL BOOKS AND ACADEMIC LIBRARIES: ABOUT BUSINESS MODEL AND
CONTENT ACCESS FORMS

Resumo: O artigo discorre sobre os principais modelos de negócios para licenciamento de
livros digitais que podem ser aplicados por bibliotecas universitárias. Trata-se de uma
pesquisa qualitativa e descritiva realizada em literatura coletada no período de 2012 a 2017.
Primeiramente é realizado um breve panorama sobre livros digitais que podem ser licenciados
por bibliotecas, apontando a presença de fornecedores específicos, realização de leitura
mediada por plataformas e a não garantia de seleção dos títulos que podem ser contratados.
Também são discutidos brevemente os riscos de rupturas contratuais entre autores,
fornecedores e bibliotecas que podem acarretar na indisponibilidade de títulos. Na sequencia
são apresentados seis modelos de negócios utilizados em bibliotecas, sendo um perene e cinco
transitórios, pontuando sobre suas principais características, formas de funcionamento, opções
de acesso, e sinalizando a existência de aplicações no Brasil. O modelo de acesso é
apresentado como um atributo do modelo de negócio, oferecendo opções de uso monousuário,
por número definido de acessos simultâneos ou ainda, de uso ilimitado. O artigo conclui que
as bibliotecas universitárias brasileiras possuem relato de somente três modelos de negócios e
que a utilização de livros digitais deve ser negociada em conjunto com fornecedores, com o
intuito de obtenção de equilíbrio entre as partes. Também proporciona subsídios para
definição de modelos de negócios e de acessos que estejam alinhados com a comunidade
atendida, otimizando o investimento dos recursos disponíveis.
Palavras-chave: Modelos de negócios. Livro digital licenciado. Modelos transitórios.
Modelo de acesso.
Abstract: The paper discusses the main business models for licensing e-books by academic
libraries. It is a qualitative and descriptive research carried out in literature collected in the
period of 2012 to 2017. First is made a brief overview of e-books that can be licensed by
libraries, pointing to the presence of specific providers, the platform-mediated reading and,
the inexistence of guarantees of selection of titles that can be contracted. Also is briefly
discussed the risks of contractual breaches between authors, providers and libraries that may
lead to the unavailability of titles. In sequence, six business models used in libraries are
shown, one perennial and five transitory, pointing out their main characteristics, ways of
working, access options, and signaling the existence of applications in Brazil. The access
model is presented as an attribute of the business model, offering options for single-user use,
for a defined number of concurrent accesses, or for unlimited use. The article concludes that

�Brazilian academic libraries report only three business models and that the use of e-books
must be negotiated with providers in order to obtain a balance between the parties. It also
provides subsidies for defining business models and accesses that are aligned with the served
community, optimizing the investment of available resources.
Keywords: Business models. Licensed digital book. Transitory models. Access model.
1 INTRODUÇÃO
Os livros digitais estão presentes nos acervos das bibliotecas universitárias e sua gestão
representa complexidade aos bibliotecários. Este entendimento foi reforçado no relatório da
reunião do Grupo de Interesse das Relações com Editores, Vendedores e Bibliotecas da
Associação para Coleções de Bibliotecas e Serviços Técnicos (ALCTS - Association for
Library Collections &amp; Technical Services (ALCTS Publisher, Vendor, Library Relations
Interest Group Meeting, tradução nossa) que ocorreu em Atlanta em janeiro de 2017
(KEMPERMAN, 2017). Apesar do número de vendas de livros digitais aparentemente estar
diminuindo em comparação com anos anteriores, o desenvolvimento de novos modelos de
negócios para realização de licenciamentos está aumentando, com as bibliotecas precisando
lidar com as variadas plataformas de leitura, ofertas de preços dos livros e a presença de poucos
fornecedores para bibliotecas.
Os livros digitais podem ser de acesso aberto (open access) ou licenciados. Quando são
de acesso aberto, as preocupações oriundas são de naturezas diversas como disponibilidade para
consulta e leitura, depósito do objeto em repositório digital, implantação de política de
preservação digital - para garantir que o conteúdo esteja disponível em longo prazo -, obtenção
de autorização de autores (quando necessário) etc. Esforços devem ser empregados para que os
livros digitais sejam incluídos nas coleções sem que isto proporcione questionamentos à
biblioteca ou à instituição. Assim, cuidados de proteção aos direitos autorais devem ser
tomados. Se a obra estiver em domínio público, a biblioteca pode utiliza-la livremente,
dispensando a necessidade de obtenção de autorizações. Entretanto é importante atentar-se que,
o texto encontra-se em domínio público, mas não necessariamente uma edição específica.
Portanto, o fato de uma obra estar em domínio público não significa que a biblioteca pode
digitalizar a sua edição e disponibiliza-la para uso no catálogo livremente, afinal, a edição em
questão pode estar coberta por direitos autorais, e engloba os direitos que a editora tem sobre a
publicação, assim como a participação de tradutores, ilustradores etc. Outro aspecto que deve
demandar atenção das bibliotecas é a implantação de política de preservação digital, com

�definição de procedimentos recorrentes para atualizar formatos de arquivos para versões mais
recentes, garantindo que o mesmo possa ser acessado por bastante tempo.
Em relação aos livros digitais licenciados os questionamentos sobre conversão de
formatos ou proteção de direitos autorais passam a ser de responsabilidade do fornecedor,
cabendo à biblioteca apenas acompanhar ações destas naturezas. A complexidade derivada
dos livros digitais licenciados, entretanto, acarreta em situações diferentes das experimentadas
com os livros impressos ou os digitais de acesso aberto, exigindo capacitação do profissional
para que fique ciente das condições existentes e para que resguarde sua biblioteca e instituição
de problemas futuros. Muitas destas situações representam desafios e, embora já sejam
visualizadas flexibilidade em tratativas com fornecedores, ainda observa-se um longo
percurso até a estabilização das possibilidades de utilização de livros digitais nos acervos.
Dentre os desafios enfrentados destaca-se a aplicação de modelos de negócios para
realização do licenciamento dos livros digitais. Se com os livros impressos a biblioteca
escolhe o título de seu interesse, encomenda junto ao fornecedor, aguarda a entrega, realiza o
processamento técnico e disponibiliza a obra para consulta, com os livros digitais a biblioteca
pode disponibilizar o livro sem que tenha ocorrido a seleção ou o licenciamento do mesmo,
sem necessidade de aguardar pela entrega do volume ou realizar a catalogação.
Na era da Internet tem se falado bastante sobre modelos de negócios, afinal as
possibilidades que existiam para um mundo analógico não atendem plenamente um mundo
conectado, sendo necessário o desenvolvimento de outras formas de negociação de produtos e
serviços. De acordo com Jansen, Steenbarkkers e Jäegers (2017), os modelos de negócios
podem ser vistos sob variadas perspectivas, como tecnológica, econômica, de marketing (com
foco no consumidor), sociológica e de design. Para Farace e Schöpfel (2010), os modelos de
negócios atendem às seguintes condições: 1) devem criar valor ao negócio em questão; 2)
devem prover mecanismos que sustentem o processo; e 3) devem gerar valor comercial.
Constata-se que a oferta de conteúdo digital alterou a forma como o conhecimento
pode ser obtido. De comprado o conteúdo passa a ser licenciado. Se antes era necessário
investir em mídias (impresso, CD etc.), agora o conteúdo pode ser baixado pela Internet,
depositado em dispositivos de leitura ou em computadores, ou ainda, acessado sem que ocorra
o download, por streaming. Também observa-se a fragmentação de conteúdo nos mercados de
música, filmes e programas de televisão, com o usuário podendo licenciar somente uma
música, sem necessidade de comprar o álbum completo, ou assistir a somente um episódio de
uma temporada de seriado de televisão, por exemplo.

�No mercado editorial os modelos de negócios são oferecidos para realização de
licenciamento de conteúdo, com aplicação em bibliotecas. Alguns modelos possuem
características dinâmicas, com títulos entrando e saindo do pacote à revelia do bibliotecário.
Existem também modelos que engajam usuários, com a escolha destes repercutindo na
formação da coleção. O fato é que livros digitais causam profundas transformações nas
bibliotecas. Dentre estas podem ser citadas a obrigatoriedade de uso de plataformas dos
fornecedores para realização da leitura, a variação de preços dos digitais em relação às obras
impressas, as opções de descoberta dos títulos licenciados da biblioteca, as possibilidades de
acesso a plataformas e conteúdos, a presença de embargos ou restrições para oferta de
lançamentos etc. No cenário brasileiro ainda contamos com a pequena oferta de fornecedores
para bibliotecas e poucas opções de modelos de negócios são oferecidos.
Este artigo discorre sobre modelos de negócios para licenciamento de livros digitais,
analisando as principais modalidades aplicadas no exterior e no Brasil, apresentando suas
características e possibilidades de uso em bibliotecas universitárias brasileiras.
2 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Trata-se de pesquisa qualitativa, de natureza descritiva, realizada por meio de
levantamento bibliográfico com textos identificados em livros, artigos de periódicos e
trabalhos apresentados em eventos. Como o tema é novo e modelos de negócios são lançados
e testados com frequência, para o modelo de negócio divulgado este ano foram consultados
sítios, blogs e matérias jornalísticas. Isto é decorrente da não identificação de artigos nas
bases de dados BRAPCI, Scopus e Web of Science.
A literatura coletada sobre os modelos de negócios atende ao intervalo de 2011 a
2017. Apesar de existirem textos em períodos anteriores, este recorte foi feito em decorrência
de evoluções sofridas por alguns dos modelos que, ou mudaram de denominação, ou
proporcionaram a criação de outras modalidades de licenciamento. Além de textos sobre os
modelos de negócios, foram coletadas produções sobre livros digitais e bibliotecas, para
proporcionar a elaboração do cenário a ser analisado.
As pesquisas nas bases de dados supra citadas foram feitas pelos nomes ou siglas dos
modelos de negócios, em seus termos em inglês, uma vez que algumas destas modalidades
ainda não possuem aplicação no Brasil. Como alguns modelos não são oferecidos para a
realização de licenciamento no país, a literatura deste conjunto é essencialmente estrangeira.

�3 LIVROS DIGITAIS E BIBLIOTECAS
Os livros digitais são licenciados pelas bibliotecas por meio de fornecedores
específicos. Embora seja possível o licenciamento em livrarias virtuais, nestes meios a conta
da pessoa ou instituição na loja é vinculada a um dispositivo de leitura, que pode ser um ereader ou tablet, equipamento onde ocorrerá o download do título contratado (SERRA;
SILVA, 2017). Independentemente da loja onde foi licenciado, o acesso será monousuário,
sem possibilidade de uso simultâneo do livro.
Os fornecedores que atendem as bibliotecas são os editores
conteúdos -, agregadores de conteúdo

responsáveis pelos

que representam editores -, e distribuidores

que

comercializam o conteúdo de editores e/ou agregadores. A distinção entre agregadores e
distribuidores é que o primeiro possui plataforma de leitura, enquanto o segundo entrega o
acesso aos livros na plataforma do responsável pelo conteúdo (RONCEVIC, 2013). Os
editores podem comercializar seus títulos diretamente com as bibliotecas caso tenham uma
plataforma de leitura. Se não realizaram este investimento, uma alternativa é firmar contratos
com agregadores, que passam a representar seus catálogos. Os agregadores usualmente
possuem plataformas robustas, que conferem segurança e confiabilidade para que editores
disponibilizem seus títulos para acesso. Mesmo que um editor tenha uma plataforma, ele
também pode licenciar seu catálogo com agregadores, ampliando as possibilidades de uso de
seus títulos e, consequentemente, obter retornos financeiros.
A leitura sempre ocorrerá com mediação de plataforma e, como cada fornecedor
possui a sua, os títulos digitais contratados pela biblioteca podem ser de complexa
localização, afinal o usuário deve primeiramente saber de qual fornecedor o título foi
licenciado para, a partir desta informação, acessar a plataforma correspondente, realizar a
pesquisa e acessar o conteúdo. Dependendo do dispositivo de leitura utilizado, pode ser
necessário realizar o download de uma aplicação (APP), que será acionada sempre que for
desejado o acesso. Cada plataforma possui características próprias, com funcionalidades e
recursos distintos, o que pode proporcionar confusão aos usuários.
Os livros digitais licenciados podem ser disponibilizados nas plataformas dos
fornecedores, no catálogo online, ou ainda, por serviços de descoberta, que indexam o
conteúdo, facilitando sua localização. Recomenda-se que a biblioteca inclua os livros
licenciados no catálogo mesmo que sua instituição tenha condições de contratar um serviço de
descoberta, afinal os títulos fazem parte do acervo, nem que seja somente por um período prédeterminado, e é interessante a bibliotecários e usuários que o conteúdo fique centralizado em
um ponto. Ao realizar um licenciamento, via de regra o fornecedor encaminha arquivo com

�metadados dos títulos que foram contratados para que sejam importados ao catálogo.
Infelizmente nem sempre pode-se contar com a qualidade destes metadados. Entretanto, é
preferível importar estes registros a não inclui-los no acervo, afinal, um recurso que não é de
fácil localização, dificilmente será utilizado, não justificando o investimento que foi realizado.
É interessante às bibliotecas proporcionar várias possibilidades de localização dos livros
digitais. Ressalta-se, porém, que esta dispersão pode resultar em dificuldades para aferir a
quantidade de acessos realizados, afinal duas ou mais fontes devem ser confrontadas,
correndo-se o risco de ter informações redundantes.
Normalmente os livros digitais são licenciados em pacotes (RONCEVIC, 2013;
LALLA, 2012; GRIGSON, 2011; MORRIS; SIBERT, 2011). Evidentemente existe a opção
de seleção individual de títulos, porém esta prática não é interessante aos fornecedores, que
preferem a oferta de volumosos conjuntos. A quantidade de recursos não representa
qualidade, porém, em termos financeiros, a contratação de diversos títulos mostra-se
vantajosa, além de ampliar significativamente a oferta de conteúdo. Um aspecto que preocupa
é que os títulos nos pacotes não são fixos, podendo ocorrer alterações frequentes, mesmo
durante a vigência do licenciamento. Esta situação é decorrente dos contratos firmados entre
autores e editores, e destes com demais fornecedores. Se um autor ou editor optar por romper
ou não renovar um contrato com um agregador, por exemplo, este deverá remover o conteúdo
deste autor ou editor de sua plataforma, visto que não possui mais autorização para
representa-lo (SERRA; SILVA, 2016). Esta situação é observada em qualquer modelo de
negócio, inclusive na Aquisição Perpétua. O título que foi licenciado deve ser retirado da
plataforma, visto que o fornecedor não possui mais direitos de representação do mesmo.
Algumas situações desta natureza já foram observadas no Brasil, porém relatos de casos ainda
não foram identificados na literatura.
Além de rompimentos ou não renovações de contratos, os livros digitais também
podem ser removidos dos catálogos caso não ocorra a renovação do licenciamento, cessando
o acesso que existia aos títulos. Ao possuir títulos que podem entrar ou sair das plataformas, a
biblioteca observa concretos casos de descontrole da coleção, uma vez que não possui
autonomia para definir quais títulos farão parte do acervo, ou por quanto tempo estarão
disponíveis para consulta.
4 MODELOS DE NEGÓCIOS PARA BIBLIOTECAS
Os modelos de negócios para bibliotecas estão sendo testados e aprimorados.
Frequentemente são apresentados novos modelos, com nomenclaturas diferentes e variações

�de possibilidades. Usualmente estes modelos são propostos pelos fornecedores, que estão em
busca de formas de licenciamento que proporcionem segurança e remuneração compatíveis.
Embora existam críticas em relação à postura de fornecedores que objetivam aferir lucros,
deve ser lembrado que editores são empresas que necessitam ser remuneradas pelas atividades
prestadas e que, observando as transformações das formas de contratação de conteúdo, e,
tendo assistido às mudanças ocorridas no mercado audiovisual, é até esperado que tenham
postura conservadora e protecionista, visando resguardar e perpetuar seus negócios.
Os modelos de negócios possuem atributos. O modelo é a forma de contratação,
enquanto as opções de acesso são seus atributos. A literatura não é clara ao distinguir modelo
de negócio de modelo de acesso, porém são questões distintas. Os modelos de negócios
podem ser perenes ou transitórios (SERRA; SILVA, 2016). Os modelos de acesso norteiam
sobre o uso simultâneo ou não do conteúdo. A seguir serão relacionados os principais
modelos de negócios e de acessos para contratação de livros digitais por bibliotecas.
4.1 AQUISIÇÃO PERPÉTUA
O modelo de aquisição perpétua é o que proporciona maior familiaridade aos
bibliotecários, uma vez que emula um livro impresso. Nesta modalidade a seleção é realizada
título a título, transmitindo a sensação que o livro foi comprado e que fará parte da coleção
por tempo indefinido. Este licenciamento é perene, ou seja, não possui data de validade
definida. Entretanto, caso ocorram rompimentos com autores, editores e agregadores, pode
ocorrer a remoção do título da plataforma.
Embora seja realizado o pagamento uma única vez, em alguns casos pode ocorrer a
cobrança pelo uso da plataforma, afinal é custoso ao fornecedor manter e atualizar uma
ferramenta para mediação da leitura. Segundo Grigson (2011), este modelo apresenta valores
elevados em relação aos demais, com o livro podendo, inclusive, custar mais que a sua versão
impressa. Doucette e Lewontin (2012) ponderam que este modelo de negócios pode ser
interessante de ser aplicado para licenciar títulos que a biblioteca deseja manter por longos
períodos. Descarta-se deste conjunto títulos sobre áreas que possuem rápida atualização, como
obras jurídicas, da área da saúde ou tecnologia, visto que em pouco tempo o conteúdo pode
ficar desatualizado. Para este conjunto o modelo indicado pode ser a assinatura (GRIGSON,
2011), contando com a agilidade de atualização dos pacotes.
Na aquisição perpétua usualmente é oferecido o modelo de acesso PIP (
Print, Faz de conta que é Impresso, tradução nossa), que foi denominado por Doucette e
Lewontin (2012) como SUPO (Single-User Purchase Option, Opção de Compra

�Monousuário, tradução nossa), mas também é conhecido como One Copy, One User (Uma
Cópia, Um Usuário, tradução nossa).
Este modelo de negócios é adotado com maior frequência por editores, porém também
podem ocorrer licenciamentos por aquisição perpétua oferecidos por agregadores e
distribuidores. Ele está disponível para bibliotecas brasileiras, embora a tendência, de acordo
com os encaminhamentos observados no mercado norte-americano, é que esta modalidade
não seja a principal opção de licenciamento oferecida pelos fornecedores.
4.2 ASSINATURA
O modelo de assinatura utilizado para livros digitais é semelhante ao empregado para
periódicos. A diferença consiste que para periódicos são assinados títulos específicos,
enquanto para os livros digitais são oferecidos pacotes de publicações, sem opção de seleção
das obras que comporão este conjunto. Alguns fornecedores, entretanto, permitem que a
biblioteca escolha os pacotes por áreas do conhecimento, evitando o investimento em temas
que não são de interesse da instituição.
Esta forma de licenciamento proporciona familiaridade aos bibliotecários, porém
representa custos altos. Normalmente quando a biblioteca realiza uma assinatura de periódico,
caso não renove a assinatura, os exemplares recebidos são seus e podem ser mantidos no
acervo. Esta situação não ocorre com os livros digitais. Caso a assinatura não seja renovada,
os títulos do pacote ficarão inacessíveis.
As assinaturas podem oferecer algumas vantagens, afinal novos títulos podem ser
incluídos no pacote, ocorrendo assim um aumento da oferta de conteúdo sem a exigência de
ajustes financeiros (LALLA, 2012). Caso sejam lançadas novas edições de um título presente
no pacote, a mesma poderá ser agregada, proporcionando rápida atualização do acervo. Se for
analisada a quantidade de títulos e o custo da contratação, é um modelo interessante, afinal a
biblioteca pode propiciar um vasto conjunto com preços menores caso ocorra o licenciamento
de títulos individuais. Segundo Lalla (2012), o fato do pacote conter muitos títulos não
assegura qualidade, afinal podem estar presentes obras de editores ou autores desconhecidos,
ou ainda que não sejam relevantes à instituição que fez o licenciamento.
Como os títulos podem entrar e sair dos pacotes, a contratação por assinaturas não
proporciona estabilidade, com a possibilidade de remoção de obras mesmo durante a vigência
do contrato. Por ser um modelo transitório, as renovações devem ser realizadas com
regularidade, a fim de não interromper o acesso aos títulos.

�Os fornecedores que atuam no Brasil oferecem o modelo de negócios de assinatura. Os
modelos de acesso da assinatura podem ser o PIP, o MUPO (DOUCETTE; LEWONTIN,
2012, Multile-User Purchase Option, Opção de Compra Multiusuário, tradução nossa), ou
ainda o acesso ilimitado. Normalmente este modelo é oferecido por agregadores de conteúdo
e distribuidores, porém também pode ser uma opção para editores.
4.3 DDA
O DDA (Demand Driven Acquisition, Aquisição Orientada ao Usuário, tradução
nossa) é um modelo transitório que delega ao usuário a seleção dos livros digitais que serão
incluídos na coleção. Apesar de ser empregado para livros digitais desde 1999 (POLANKA;
DELQUIÉ, 2011), ganhou força em 2014 com a publicação de recomendação pela NISO
(National Information Standards Organization). Nesta modalidade a biblioteca seleciona
conjuntos de títulos que ficarão disponibilizados aos usuários, tanto no catálogo quanto na
plataforma do fornecedor. Os usuários podem consulta-los livremente e a biblioteca somente
remunera o fornecedor, de forma parcial, sobre os títulos que foram acessados. Este
pagamento, que é semelhante a um aluguel, e pode variar entre 5 a 15% para Swords (2011)
ou, de acordo com Albitz e Brennan, (2012), de 10 a 15% do valor da obra. Caso ocorram
mais alugueis do que o limite que foi acordado entre biblioteca e fornecedor, será realizado
um licenciamento no valor total da obra, usualmente por aquisição perpétua, de forma
automática, com a obra passando a fazer parte do acervo. Assim, se a biblioteca estipulou que
poderiam ser feitos 10 alugueis de um título digital, no 11o acesso a obra será licenciada por
outro modelo de negócios de forma automática.
Esta modalidade é interessante por proporcionar farta oferta de títulos aos usuários,
sem necessidade de realização de acertos financeiros na implantação. Pagamentos ocorrerão
somente se as obras forem acessadas. Por outro lado, exige forte acompanhamento de
métricas de utilização e orientações aos usuários, evitando que diversos títulos sejam
licenciados por outros modelos que possuem valores mais altos. Se bem utilizado, este
modelo amplia o atendimento aos usuários sem investir em obras que possuem interesse
sazonal dos usuários, situação recorrente em bibliotecas universitárias.
Este modelo transitório não possui relatos de aplicação no Brasil. Neste caso é de
interesse de fornecedores que o modelo de acesso seja ilimitado, afinal a cada acesso
realizado é computada remuneração correspondente, não existindo justificativas para
aplicação do acesso por PIP. Esta modalidade é, usualmente, oferecida por agregadores de
conteúdo, exatamente por contarem com diversidade de títulos em suas coleções.

�4.4 STL
O STL (Short Term Loan, Empréstimo de Curto Prazo, tradução nossa) é um modelo
transitório que é uma variação do DDA (POLANKA; DELQUIÉ, 2011). Nesta forma de
licenciamento não existe um limite de alugueis que podem ser realizados. Assim, ilimitados
aluguéis podem ser feitos sem que dispare um licenciamento de forma automática por outro
modelo, como ocorre no DDA. Assim como no modelo que o originou, no STL os valores
parciais pagos por acessos são variados, de acordo com a política adotada pelo fornecedor.
Segundo Grigson (2011), os valores dos alugueis são mais altos que os praticados no DDA, na
ordem de 10 a 20%, enquanto para Morris e Sibert (2011) variam de 10 a 15%, e para Porter,
Weaver e Newman (2012) os custos estão na faixa de 10 a 30% do valor do título.
Não é interessante à biblioteca permitir que um livro seja acessado de forma recorrente
na modalidade STL, afinal seu uso transitório pode ficar mais elevado que sua inclusão em
pacote de assinatura ou, até mesmo, numa aquisição perpétua. Este modelo é interessante
quando alguns poucos títulos apresentam baixa demanda sazonal, muitas vezes para
atendimento de projetos de pesquisas, não justificando o investimento de um licenciamento
por prazo maior que os poucos alugueis que serão solicitados. Assim como no DDA, é
importante acompanhamento dos licenciamentos ocorridos por meio deste modelo, evitando
gastos desnecessários. Novamente é fundamental capacitação dos usuários para que realizem
acessos somente de títulos que efetivamente possuem interesse, evitando que a biblioteca
realize pagamentos de títulos não pertinentes ou que pague por consultas exploratórias de seus
usuários, a fim de identificar se o título disponível é ou não de seu interesse.
Da mesma forma que com o DDA, não foram identificados relatos de fornecedores
que ofereçam o STL no Brasil. O modelo de acesso é ilimitado, com o fornecedor
normalmente os agregadores de conteúdo - proporcionando farta oferta e divulgação de
conteúdo, com o intuito de instigar a utilização dos recursos.
4.5 ATO
O modelo ATO (Access To Own, Acesso para Aquisição, tradução nossa) é oferecido
pelo fornecedor ProQuest desde agosto d
bibliotecas para construir coleções de livros digitais de qualidade, com base na real
O objetivo deste modelo transitório é auxiliar as bibliotecas na realização de
licenciamentos sem sobressaltos oriundos de usos excessivos ou indiscriminados de usuários
realizados por outros modelos como o DDA ou o STL. Ele é uma extensão do DDA.

�A proposta é oferecer preços mais atrativos para bibliotecas em relação ao STL e, na
medida em que os acessos (alugueis) vão ocorrendo, o valor é abatido do custo total do título.
Depois de uma quantidade de alugueis realizados, o livro passa a fazer parte da coleção, ao
ser incluído em um pacote de assinatura ou por meio de aquisição perpétua. É como se os
alugueis fossem prestações para licenciar o livro. Se não forem feitos alugueis que totalizem o
valor do livro, a cobrança não sofre alterações. Por outro lado, se forem feitas as quantidades
de acessos máximos definidos, não é necessário novo aporte financeiro, porque o valor do
licenciamento completo já foi realizado.
A biblioteca pode definir quais títulos que serão acessados por ATO, tendo em vista
que, caso ocorram recorrentes acessos, a obra fará parte da coleção por outra forma de
licenciamento, porém já prevista e, teoricamente, dentro do orçamento da instituição, não
causando surpresas. Caso não seja alcançada a quantidade de acessos necessários para
licenciar a obra, o valor investido foi empregado para atender demandas de usuários que
efetivamente utilizaram o recurso.
A modalidade foi oferecida com ênfase em bibliotecas universitárias e pode funcionar
em conjunto com os demais modelos transitórios ou perene. Uma das motivações para o
lançamento deste modelo foi o preço praticado no STL, que não é interessante nem para as
bibliotecas, nem para os editores (PROQUEST, 2015).
Assim como o DDA e o STL, não foram localizados relatos de aplicação do ATO em
bibliotecas brasileiras, apesar da ProQuest atuar no país. O modelo de acesso do ATO é o
ilimitado, permitindo a simultaneidade de uso.
4.6 EBS
O EBS (Evidence Based Selection, Seleção Baseada em Evidencia, tradução nossa) é
um modelo transitório que define os títulos que serão licenciados de acordo com a quantidade
de acessos ocorridos. Diferentemente do DDA e do STL, um conjunto de títulos e um
montante financeiro são acordados com a biblioteca, com base em estimativa de acessos que
serão realizados, na quantidade de títulos oferecidos e na comunidade atendida. Após um
período, normalmente de um ano, são analisadas as estatísticas de acesso do conjunto e
somente as obras que foram acessadas de forma recorrente serão licenciadas no modelo de
aquisição perpétua. Assim, neste modelo não existe o pagamento de um aluguel a cada acesso
realizado, mas um ajuste de quais títulos efetivamente são de interesse dos usuários e que
justificam uma contratação por outro modelo de negócio.

�A biblioteca e o fornecedor definem qual o valor limite que será contratado a cada
encerramento de ciclo, onde as obras que foram mais acessadas serão identificadas. Títulos
que não foram muito acessados também podem entrar neste conjunto, afinal um montante foi
estabelecido entre as partes, dando autonomia à biblioteca para que inclua títulos individuais
de seu interesse na seleção, suprindo, assim, lacunas do acervo. Caso não ocorram muitos
acessos no período de utilização, a biblioteca continua com o compromisso de selecionar
obras até atingir o valor que foi estabelecido, portanto é interessante que os usuários sejam
orientados para utilizar os recursos que estão disponibilizados por este modelo, afinal a
biblioteca já tem ciência do valor que será investido ao término da contratação e, caso
ultrapasse o que foi estabelecido, não ocorrerão cobranças adicionais (LEVINE-CLARK,
2015). É interessante buscar um equilíbrio entre a expectativa de acessos que serão realizados
e os efetivamente confirmados, resultando em bom aproveitamento do investimento feito.
Existem relatos orais de aplicação deste modelo de negócios no Brasil, porém não
foram identificados trabalhos sobre o tema. Esta modalidade é oferecida por agregadores de
conteúdo e a forma de acesso esperada é ilimitada.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
As bibliotecas encaram um cenário nebuloso onde as formas de atuação e
possibilidades de licenciamento não são claras, gerando incertezas e inseguranças. Se por um
lado isto transmite a impressão que os fornecedores estão sob o controle da situação e que
podem oferecer modelos e valores de acordo com seu interesse, bibliotecas precisam se
conscientizar que, caso não ocorram contratações, estes fornecedores não terão espaço para
atuação e, consequentemente, irão perecer. Deve-se buscar, assim, um equilíbrio nas
negociações, com as duas partes analisando prós e contras da adoção de modelos e realizar
ajustes a cada renovação contratual.
Da mesma forma que a biblioteca não consegue ser abastecida por um único
fornecedor, não é interessante a aplicação de um único modelo de negócio. As possibilidades
de uso de outros modelos podem ser interessantes e parte do orçamento para ser destinado
para contratações por DDA, STL ou ATO, por exemplo. Ao agir desta forma, a biblioteca
pode se familiarizar com modelos desconhecidos e avaliar suas características para constatar
se valem ou não o investimento realizado.
Nem todos os títulos precisam ser licenciados com modelo de acesso ilimitado, afinal
algumas obras não apresentam esta demanda. A biblioteca deve ter subsídios para decidir
quais títulos precisam ser acessados de forma simultânea, assim como estabelecer um valor

�médio de acessos necessários, dispensando o uso ilimitado para todo o pacote disponível, uma
vez que isto contribui para a formação do valor do licenciamento.
Deve ficar claro aos bibliotecários que modelos de negócios e modelos de acesso são
questões distintas, mas que a segunda interfere no valor do primeiro e que devem ser
analisadas e discutidas as opções com os fornecedores.
É interessante que a biblioteca se resguarde em alguns aspectos, como ser notificada
com antecedência de alterações nos pacotes contratados, com informações claras dos títulos
que serão agregados e removidos da contratação. Um ponto de destaque é que, sempre que
ocorram alterações nos títulos disponibilizados, os bibliotecários devem realizar os ajustes nos
catálogos, incluindo ou inibindo as obras, para que sejam descobertas pelos usuários.
Caso uma nova edição seja lançada, é interessante que a anterior seja mantida para
acesso, aumentando a oferta aos usuários. Por outro lado, caso um título seja retirado,
dependendo de sua pertinência no acervo

presente em planos de ensino, por exemplo -,

compensações devem ser negociadas, evitando comprometer a formação da coleção.
Ao decidir pela inclusão de livros digitais no acervo, a biblioteca deve ter bem claro
que tipo de modelo de negócio é adequado em relação à área e o uso que será feito do mesmo.
Recomenda-se que obras que possuem rápida atualização sejam licenciadas por assinaturas,
enquanto títulos que possuem uso recorrente sejam contratadas por aquisição perpétua.
Por fim, seria interessante aos bibliotecários brasileiros ter a opção de usar modelos
transitórios orientados aos usuários, como o DDA, STL, ATO e EBS, uma vez que, de acordo
com a literatura consultada, eles proporcionam economia de recursos ao investir em obras que
são de efetivo interesse dos usuários. O fato de uma obra acessada por diversas vezes por
DDA é uma sinalização que a mesma é demandada pela comunidade e, a partir deste dado, o
bibliotecário tem condições de avaliar se não é vantajoso o licenciamento por outro modelo.
Entretanto, cabe cobrar os fornecedores sobre outros modelos de negócios, para que as
bibliotecas universitárias brasileiras não fiquem restritas somente a aquisição perpétua e a
assinatura e que possam se familiarizar com as demais opções disponíveis para bibliotecas.

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                <text>Tema: O Futuro da Biblioteca Universitária na Perspectiva do Ensino, Inovação, Criação, Pesquisa e Extensão.</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>O artigo discorre sobre os principais modelos de negócios para licenciamento de livros digitais que podem ser aplicados por bibliotecas universitárias. Trata-se de uma pesquisa qualitativa e descritiva realizada em literatura coletada no período de 2012 a 2017. Primeiramente é realizado um breve panorama sobre livros digitais que podem ser licenciados por bibliotecas, apontando a presença de fornecedores específicos, realização de leitura mediada por plataformas e a não garantia de seleção dos títulos que podem ser contratados. Também são discutidos brevemente os riscos de rupturas contratuais entre autores, fornecedores e bibliotecas que podem acarretar na indisponibilidade de títulos. Na sequencia são apresentados seis modelos de negócios utilizados em bibliotecas, sendo um perene e cinco transitórios, pontuando sobre suas principais características, formas de funcionamento, opções de acesso, e sinalizando a existência de aplicações no Brasil. O modelo de acesso é apresentado como um atributo do modelo de negócio, oferecendo opções de uso monousuário, por número definido de acessos simultâneos ou ainda, de uso ilimitado. O artigo conclui que as bibliotecas universitárias brasileiras possuem relato de somente três modelos de negócios e que a utilização de livros digitais deve ser negociada em conjunto com fornecedores, com o intuito de obtenção de equilíbrio entre as partes. Também proporciona subsídios para definição de modelos de negócios e de acessos que estejam alinhados com a comunidade atendida, otimizando o investimento dos recursos disponíveis.</text>
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