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��IV CONGRESSO BRhSILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOGUiriDNTAÇÃO

1

Mapas:

tombarnento,^regigtro, catalogação,
classificação, numero de chamada,
arranjo das pecaç, organização de
catalogos, glossário e bibliografia.
por

Aline de Ivliranda Cabral

Fortaleza
1963

cm

1

Digitalizado
-gentilmente por:

�IV CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
UNIVERSIDADE DO CEARA
7 a 14 do julho de I963

TEMA I - PROCESSOS TÉCNICOS E INTERCÂMBIO

MAPAS ; Tombamento, registro, catalogaçao, classificaçao, número de chamadsy
arranjo das peças organização de cat^
logos, glosscírio e bibliografia,
por
ALIlíS

CD TI

DE MIRANDA CABRAL

Í"

025.3 « 912

V

R

da Sèo^aaode Documentação da Divisão do Cajtografia da SUDENE (Pernambuco)

2

3

5

g

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i&lt;

�INTRODUÇÃO

Os mapas podem ser considerados como instrumentos indispensáveis em
vários setores tais como, a t.Jiministraçao publica, a defesa nacional, o tu
A/
A
rismo, a urbanizaçao e de maneira especial no planejamento economico,
Na execução de um plano de dese'volvimento é essencial o conhecimen
/
^
A
to sistemático da região a que ele se refere, um conhecimento minucioso dos
seus recursos naturais e uma detalhada descrição e registro de tais elemen
tos.
Os mapas permitem um conhecimento preciso dos recursos minerais, v^
gotais e animais, das formaçoes geológicas e produtividade do solo, distri
buiçao o volume das precipitações, bom como da d'stribuiçao da flora e

da

fauna e constituem uma base firme para os trabalhos de conservaçao dos recursos naturais, irrigaçao^ drenagem, eletrificação o desenvolvimento

dos

serviços do comunicaçao.
Embora, dia a dia se multipliquem os recursos técnicos que

tomam

mais fácil planejar g promover o desenvolvimento economico, nenhum

grande

trabalho de engenharia, do desenvolvimento agrícola, nem o planejamento de
cidade podem ser preparados e executados sem mapas do grrjide precisão,
A despeito do grande uso e valor dos levantamentos cartográficos ,
muitas regiões do mundo ainda nao ostao adequadamente mapeadas, como

por

exemplo o Nordeste do Brasil,

A
A SUDME visa suprir essa deficioncia por meio do seu Plano Carto-

grafico, quo sora executado através da Divisão de G-.rtografia o em convênio com outras Instituições,
Como uma das etapas deste Plano foi feita a aquisiçao de cópias dos
principais levantamentos cartográficos já eidstentes o que constituiu
o
A
^
acervo inicial da Socçao do Documentação da Divisão de Cartografia da SUDENE.
A
A
^
fv
Dada a importancia deste material, se faz necessário uma organizaçao
que dentro dos padroos internacionais de organizaçao de docmontos, permitig.
se Q facilitasse a sua utilização.
Assim e que, cm maio do 1962, foram iniciados os trabalhos de organi^
^
A
zaçao da mapotoca, que ja contava, naquela opoca com c-rca de 2,000 exemplares.
Coube a mim, com a oriontaçao, no que se fez necessário, do Chefe da
Divisão f Major Criseu Maurício Chaves, do Dr,

Hober Compasso e outros téc-

nicos, bem como do Dr, Jose Jorge Seixas, Professor da Escola de Geologia de
Pernambuco - CAGE o da Escola de Engenharia do Pernsjnbuco da UR», a assisten

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lí

�me
M
't'
cia do Dona MjTiam Gusmão do Martins, Chefe da Divisão do Docimientaçao

da

SUDEIíE e a ajuda do Oficial Administrativo da Divisão de Cartografia, Jorge Waquim Filho a organização da referida mapoteca,
A
^
^
Este trabalho visa divulgar a experiencia que tive e poderá servxr
de orientação as pessoas interessadas em tratamento de material cartográfico,
TCMB/IÍENTO
/
A
Para se ter ■uma idoia exata do acervo, o Oficial Administrativo

da

Divisão, arrolou todo material existente, agrupando os mapas por areas

e

colhendo, inclusive, os dados necessários a catologaçao.
REGISTRO
•
»
Foi feita uma adaptaçao da folha de registro de livros, dando origem
A
A
a m modelo, que constituo o anexo n^ 1 deste trabalho.
CAIALOOAÇÃO
M
A
«M
A ôataJLogaçao foi feita de acordo com as regras para catalogaçao do
mapas da ALA (Amerixian Library Association).

Ver anexo 2,

As indicações da projeção o do meridiano de origem que sao aconselha
das por Robert L, CoUison em The treatmont of special material in libraries
deverão figurar na catalogagÃo dependendo do valor do mapa ou quando merecerem destaque por não -Sôrem as projeções e o meridiano geralmente usados«
CLASSIFICAÇÃO
Quase todos os trabalhos consultados aconselhavam que se usasse, para material cartográfico, a classificaçao de Boggs,
Em princípio, a classificaçao de qualquer material cartográfico, devera ser feita pela area, partindo das grandes para as pequenas areas e pelo assunto. Esta e a base da classificaçao de Boggs que utiliza mímeros pa/
A
ra as areas e letras para os assimtos. Ora, a CDU permite que se faça este
arranjo, relacionando areas e assuntos, por melo do sinal : (dois pontos).
Por outro lado, sendo a CDU usada nao só na Biblioteca Central da SUDENE, como nas Bibliotecas Departamentais, a sua adoção"

na Secção de Docu-

mentação da Divisão de Cartografia, uniformizaria o sistema de classificaçao permitindo, sem problemas, a intercalaçao das peças se porventura precisarem ser transferidas de um núcleo de documentação para outro. Também,
em caso de substituiçaode pessoal nao haveria a necessidade de adaptação a
um novo sistema e aos bolsistas estagiários que anualmente freqüentam

o

Curso de Treincjnento em Documentação Economica, seria mais fácil lidar

com

um so sistema de classificação.
Assim, e que foi utilizado o esquema da classificaçao Decimal Univer
sal na edição trilingue abreviada (London, British Standards Institution,
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1^

�1958) e a extensão das subdivisões geográficas para o Brasil.
Os mapas foram classificados pela ároa que representavam o dentro
desta, por assunto. Os mapas que representavam o mesmo aspecto do uma deter
minada região, foram dispostos em ordem cronológica.
Deste modo, os mapas planimétricos (l) de uma determinada região ,
receberam o numero de classificagao desta rogiao,
Ex, 918.1

l-íapa planimótrico do Brasil

Quando os mapas representavam um aspecto especial do uma determinada arca, tal como, rodovias, geomorfologia, produção economica, rociirsos
nerais etc., recebiam o número de classificação da área a que se referiam,
subdividido por meio do sinal (dois pontos) pelo numero do assunto corrospon
dento ao aspecto representado,
Ex.

918,1:338,1"1960"

Mapa rodoviário do Brasil - i960

918.1:338.1"1961"

Mapa rodoviário do Brasil - 19^1

918.134-:551.4-

Mapa geomorfológico do Estado de
Pernambuco,

918,12/»13:338

Mapa da produção economica do No£
deste do Brasil.

918,133:54-9

Mapa dos recursos minerais do Estado da Paraíba.

*
/
Nestes casos, para cada mapa, foram feitas fichas secundarias por
assunto, subdividido pelo local.
Alguns mapas continhara representações de dois ou mais aspectos do
M
A
uma região, sendo todos de igual importancia. Nestes casos, os mapas ainda
foram classificados pelo número da área subdividido por meio do sinal:(dois
pontos) pelos números dos assuntos ligados pelo sina
Ex,

918,1(282,2SÃ0 Fra):526,9+551.4-82

(mais)
Carta topo-hidrográfica

da bacia do Sao Francisco.
Foram feitas fichas secundárias pcjra cada assunto subdividido polo
local.
Também, quando os mapas representavam cortas características
do
M
A
rclüvante importância, como os que sao baseados apenas em fotografias aereas, estas características foram salientadas no numoro de classificaçao ,
com o auxilio do sinal + (mais),
Ex,

918,132,2M03:55+526,918

Mapa fotogeológlco do município

de Mossoro (RM)

(1) Para melhor compreensão ver o Glossário onde so salienta o-S principais
características dos diferentes tipos de mapas e cartas.

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lí

�Nlft'lERO DE CH.y'ÍADA
Os ntuncros de chamada foram constituídos dos mesmos elomontos do quo
so compoom, usiialmonto, os numoros de chamada de material bibliográfico, isto o, numoro de classificaçao o numero do livro.
A
^
Considerando-se o que foi dito sobro a classificaço.o, todos os mapas
do uma determinada r.jgiao, foram arquivados juntos o, sistomc.ticamonte, por
assunto. Alem disso, dentro do cada assunto, foram dispostos scgmdo a ordem

cronologica o, no caso do existirem'cartas com a mesma data, por ordom

alfabética do autor ou da instituição responsável.
/
A
Entretanto, quando os mapas se compunhojn do varias folh-.s numeradas,
como as Cartas do Brasil nas escalas de 1:250,000, 1:500,000, 1:1»000.000,
editadas pelo Conselho Nacional do Geografia, a carta topográfica do Estado
do Pernambuco editada pelo Serviço Geográfico do Exercito otc., alom do número de classificaçao e o numero do livro, a escala em cíJLgarismo romcjio

e

o numero da folha, passaram a compor o numoro de chamada, Esta medida, visou
facilitar a localizaçao de cada folha dentro d a coleção, permitindo se dar
um numero do classifico.çao para as regiões abrangidas por cada folha.
Ex.

918,1:526,9
C651-M
SC-23

milionesimo (topografica)

918,1:526,9
C651-Ü
SE-23-NE

Folha SE-23-NS da Carta do ^Brasil
na escala 1;500,000(topográfica)

918,13^:526,9
S523-^
SC-25-A-ÍI-2S0

Folha SC-25-A-II-2S0 da corta topografica de Pernambuco na escala
1:25.000,

Folha SC-23 da Carta do Brasil ao

Uma voz que a maioria dos mapas era editada por instituições oficiais
brasileiras, considerou-se para o número de Cutter, a sigla da instituição
o nao a palavra do ordem principal que seria sempre - Brasil.
AERANJO DAS PEÇAS
Os mapas foram guardados em arcazes de aço, que permitem, sejam os
A
mesmos, mantidos em posição horizontal, Este sistema de arquivamento, embora apresente desvemtagens, evita que haja distensao dos mapas, o que possivelmente ocorreria no sistema vertical, acarretando deformaçoes, que seriam
tao mais indesejáveis, quanto menor fosse a escala do mapa,
No sistema horlzonta,l, os mapas deverão ser envolvidos em portfolios
que poderão ser feitos em papel kraft, a fim de evitar o atrito e, consequen
temente, um desgaste dos mapas ao serem retirados ou colocados nas gavetas.
Em cada portfolio, poderão ser colocados mais de um mapa, desde que se

se

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s t e .O"
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lí

�ponha uma indicaçao do conteúdo.
DovQ-se tor o cuidado de não superlotar as gavetas c de retirar todo um portfolio, em voz do cada mapa individixc^lmonto,
^
&lt;S/
Uma das desvantagens do arquivamento horizontal o então, como

se

podo deduzir, o espaço perdido com as divisões das gavetas, com os portfolios e também, ó mais fácil retirar ou colocar um mapa rio sistenià vertical
qne no horizontal.
Entretanto, uma voz que já tinham sido comprados os arcazes, antes
do iniciados os trabalhos de organizagao, adotou-se na Secgao de Documentação da Divisão do Cartografia da SUDENE, o sistema do arquivamento horizontal.
ORGANIZAÇÃO DE GATJÍLQGOS
Foi organizado, apenas, um catálogo sistemático, que auxiliado por
f
^
K
tun xndice alfabético de assunto, tem atendido satisfatoriamente as solicita
çoes constantes que sao dirigidas aquela Secçao.
DIVULGAÇÃO
Evotá em fase final do preparação, a Bibliografia Cartográfica

do

Nordeste, arrolando cerc:'. do 1.000 itens. Esta bibliografia devera ser fei\
/
ta periodicamente, a medida quo novos lovr'jitcjnüntos cojrtograficos sejam incorporados ao acervo do. Socgao»

/

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�GLOSSÁRIO

Ifepas. cartas e plantas - à diferença entre mapas, cartas e plantas está
no valor da escala. Alguns autores consideram como Plantas os mapas cuja
escala varia de 1:1,000 até 1;50,000; Cartas quando a escala

varia

de

1:50.000 até 1:200,OOOj Mapas. propriamente ditos, quando o valor da escala e de 1:200,000 em diante,
A
A
Estes limites, entreteinto, variam de autor para autor e de acordo com

a

finalidade do mapa.
Os mapas, cartas e plantas podem ser;
Cadastrais - quando figuram todas as propriedades particulares, com
respectivos limites, de modo a facilitar a taxação de impostös e

os
outras

providencias administrativas.
Geográficos - quando representam grandes regiões, como continentes, países.
Hidrográficos - quando os cursos d'água, lo.gos, mares, portos sao figura
dos com a mao:ina minuciosidade,
Maritimos - quando figiira o contorno da costa e sua natureza, com as emboco.duras dos rios, baías, golfos, portos, posição dos faróis, situaçao
dos recifes e ilhas, bom como as curvas batimétricas ou simplesmente
cotas de profundidades, que facilitam a navegaçao.

as

Destinam-se a navega

çao marítima.
Náuticos - ver marítimos,
Planimétricos - quando representam todos os acidentes de uma determinada
area, quer naturais (lagos, rios, etc.) ou ojrtificiais (estradas, dida A
des, etc.) monos o relevo,
Foliticos - quando as linhas limítrofes dos Jjaíses e dos respectivos estados sao assinaladas, com toda clareza, já pelos acidentes geográficos
ja pelas convençoes, nelas figurando, também as povoaçoes e praças

de

guerra, bem como todas as vias de penetraçao nos países vizinhos.
Topográficos - quando representam todos os acidentes de uma determinada
região, naturais ou artificiais, inclusive o relevo, A representação

do

relevo e feita por meio de curvas de nível, normais etc.

Informaçoes prestadas pelo Dr. Heber Compasso, técnico da Divisão de
Cartografia da^SUDEIíE ou extraídas de Arthur Paulino de Sousa - Noções de
desenho topográfico de cartorirafia. Rio de Janeiro, Sauer, 1938,

- 6 -

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1

�V
BIBLIOGRAFIA

BEíNS, Bemard 0. - Cadastral surveys and records of rights in

land;

an FAO land tenure study. Roma, FAO, 1953. 67 p.
BOGGS, S. W. and LlfilS, D. C, - Classification and cataloging niaps and
atlases. New York, Special Libraries Association, 195A»
COLLISON, Robert L. - The treatment of special material in libraries,
London, Aslib, 1957. 77-Ö6.
CRC®3E, G,R. - Notes on the Classification, arrangement and cataloging of
a large map collection, Indian Archives. 7;8-13, jan.-jijn« 1953»
FARGO, Lucile F. - The library in the school, Chicago, ALA, 194-7.
87-Ö8, 293.
LiiMB, J. P. - Commercial and technical libraries. London, G. Allen, 1955.
92, 96-98, 135-136.
LES, R. J. - English country maps: the Identification, cataloguing and
physical care of a collection. London, Library Association, 1955.

^ÍASON, Donald - A primor of non-book materiais in libraries, London,
Association of Assistant Librarians, 1953,
PONüá, l%ria d» Carmo - Mapoteca: atribuições, classificação, notaçao,
arranjo e catalogação de material cartográfico no Serviço de Documen
/
Há
/
taçao do Ministério das Relações Exteriores. Extrato do relatorio de
estágio apresentado ao Diretor do Arquivo do Estado da Bahia em 1947,
Recife, SüDEIíE, I962.
♦
ROIAL Geographical Society - The storage and conservation of maps. London
Royal Geographical Society, 1955.

WOODS, B. M, - Maps information reference service. Sep. Libs..
4-5; 103-106, mar. 1954»
(

��IV CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECJONOMIA E DOCUMENTAÇÃO

r

UNIVERSIDADE DO CEARA
;

7 a 14 àe julho de 1963

T E M A I

O .SETOR

-

PROCESSOS OTECSNICOS- E INTERCÂMBIO

RETRATOS

NA SEÇÃD DE*ICONOGRAFIA

por

LYGIA DA I\)NSECA_mUIAlIDES DA JMIKHA +

CDU...

025 : 779 * 0^.54(&amp;1&gt;

I

+

cm

1

Bibliotecária da Biblioteca Nacional do Rio d® JanoiSro, Guanabara

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lí

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�o SETOR

RETRATOS

NA

SEÇ^O

DE

IGOMO'IRAFIA

Ljygia da Fonseca Fernandes da Cunha
Bibliotecária, Ohefo da S.I.

Ao iniciarmos a reorganizarão da 3.1,, dentre os problemas que
considerámos de maior importância estava o da catalogação de retratos, ctijo
fichlrio existente mencionava, até então, a entrada do retratado sem

maio

res. detalhes. Fonte de consulta das mais importantes, é necessário que

pos

sa o leitor, pelas indicações ccaiatantes da ficha, ter noí^^ão do que vai con
sultar* Assim, arientamos nossos trabalhos no sentido de Incrementar ao
ximo as pesquisas sobre 00 retratado», completando a 1'ich v com dados

ma

biobi

bliográficos.
Ideámos um tipo de ficha-padrão que é o atualmente usado:
Retratado

datas

dados biográficos
autor de!
processo iconográfico

diiaenaõea

lugar, casa reproàut«Dra, data

Vide! bibliografia
Passemos às explicações sobre cada item:
1) retratado - indica a pessoa cuja imgem ê reproduzida, sendo neste

fi

chário a entrada principal. Quanto às regras de catalogição para a entrada
do nome, seguimos as da Seção de Catedogação da Biblioteca Nacional, cujos
trabalhos têem sido divulgados. Seguein-sn as datas de nascimento e morte.
2) Dados biográficos - em poucas pa].avras define-se o retratado, Ebc,!

pqe

ta baianoj oficial do exército francês, tomou parte na Ia guerra mundial ;
etc.
3) autor de - afim de melhor Identificar o retratado, Indicamos apenas

um

trabalho, o mais conhecido, que seja de sua autoria, übe.: Autor de: Ca S»
toes.
a) processo iconográfico - é de grande importância, pois nos dirá da auten
ticidade da peça, às vezes reprsenta diretamente o indivíduo, como na foto
grafia, desenho ou retrato posado, etc,, e outras vezes ó cópia de um tra^
balho já feito, sendo re^odução por processos mecanicoíj ou artísticos

de

trabalhos de outrem, No primeiro caso menciona-se: fotografia, desenho cri
ginal por

(nome do artista); no segundo, as explicativas têm que

nais completas: litografia por

(nome do litógrafo) segundo desenho

{nome do desenhista)? fotografia de Wi quadro a óleo de

(nome

ser
de
do

pintor); fotografia da litografia por ... (nome do llt&lt;'grafo); etc,

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^ ... ur...».,.,.

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1^

�2
O SETOR

RETRATOS

NA

SEÇlO

DE

ICONOGRAFIA

Lygia da Fonseca Fernandes da Cxxnha
Bibliotecária, Chefe da S.I.
5) dimensões - alttara e largxira da pega" dada era milímetros. Em se tratando

de

uma estampa cm margens, é conveniente dar esta segxmda dimensão,
6) lugar - quando fcr possível identificar o lugar em que foi feito o trabalho
deve-se menciona~lo. Muitas vezes as fotografias traem o nome das cidade em que
se estabelece o fotógrafo e aa estampas podem ser localizadas pelas casas edito
que as divulgam.
7) casa produtora - é o estabelecimento que assume a responsabilidade correspon
dente ao do editor de xana obra. Pode ser vim fotógrafo, uma oficina de impressão
etc.
8) data - sempre que possivel assinalar a data em que foi feito o retrato,

Não

sendo esto, na maioria dos casos, datado, pode-se atribuir uma data aproximada,
sendo neste caso colocada entíce colchetes, Não confimdir, entretanto com a época em que foi roproduzido o personagem, o que nen sempre acontece em vida do re
tratado, Uma das deficiências que ainda não conseguimos superar é o de atribuir
a idade aproximada do retratado, p, ex,, retrato feito quando tinha aproximadamente 20 anos, Mas como há facilidade de pôr ao alcance do leitor todas as peças
existentes na S.I,, o interessado verá qual a que lhe convém. Cabem melhor ostes
dados a m catálogo descritivo, no qual esteja munucioaamente feita a descrigão
da peça, Como exemplo temos, já publicado nos Anais da Biblioteca Nacional,

vo

lumes XVI,XVII,XXI o Catálogo dos retratos colligidos por Diogo Barboza Machado
preparado por Z, MeiMzoa Brum, chefe da Seção de Estampas,
9) in - quando ocorre ser a peça incluida numa revista, fazer parte de uma

sé

rie de retratos com título comum, ou mesmo estar incluida em um álbum ou obra ,
menciona-se este item ccaao se fosse ficha analítica, Ex: título da revista,ano,
nc e pagina, nome do autor, título da obra, n^ e pagina, série, n«
10) vide — indicamos tambom na ficha uma fonte de referencia onde se tenha

com

pletado a pesquisa biobibliográfica do retratado, Apesar de ser quase sempre ne
cessario consultar-várias fontes, seria demasiado relaciona-las todas numa

fi

cha que não tem a mesma finalidade que uma ficha de autoridade,
Temos então ccaapleta a ficha do retratado,
^

Caldas Junior, Francisco Antonio Vieira, 1868-1913,
Prosador, poeta e jorníilista sergipano} resident® no
Rio Grande do Sul.
Autor de: Cartas gaúchas,
desenho a bico de pena por M,J.Garnl«r
Jq

Sonetos brasileiros.

o,119xo,loo

Rio de Janeiro, F. Brigviiet,

1867-1870, vol. 6, n, 236,
Vido: Die, bio-bibliografico sergipano, p, 94.»

LFFC

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�3
o

SETOR

RETRATOS

NA

SEÇÃO

DE

ICONOGRAFIA

Ijjrgia da Fonseca Fernandes da Cvinha
Bibliotecária, Chefe da S.I,
Ejc.» II

Arrabida, Antonio do, sacerdote, 1771 - 1850,
Português j bispo de Aneravcria; Diretor da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro de 1822 a 1831.
litog. de A.A. Sisson

0,230x0,30

|Río de Janeiro, ca. 1852|
Ide:
^11

Sacranento Blake, p. i^3.

Almeida, Cândido Mendes de, 1818-1881.
Maranhense? advogado; prof. da Faculdade de
Direito do Rio de Janeiro; deputado à Assembléia
legislativa pela prov. do Maranhão.
Autor de: Codigo Filiipino.
Litog. de CoUette, segundo desenho original
por L.A. Boulanger, (feito em 1851)
Paris, Ibç). Leaercier, 1856.
In

Boulanger, L.A.

Assembléia geral legis-

laUva (9a) de 1853 a 1856.
Vide; Sacramento Blake, v. 2, p. 35-72.
O caao dos retratos em grupo « mais complexo, havendo necessidade de identificar
cada um dos personagens separadamente, dando uma nota em que se mencione a
em que estiver incluido.

peça

Exi "Acha-se incluido no grupo reproduzido por ocasião

de tal fato". Havendo uma relação comxm entre as pessoas incluidas na mesma peça,
pode-se fazer uma ficha coletiva como entrada principeil, não impedindo que se fa
Ça uma catalogação aneilítica.

Ex.:

Orleans e Bragança (família)
A Augusta Família Imperial do Brasil.
' Grupo formado por D, Pedro II, D.Thereza Christina, D. Izabel e D. Leopoldina - em corpo inteiro,
litog, por H, Fleiusa, segundo o quasro de F.R.
Moreau

'

Rio de Janeiro, H. Fleiuss

0,316x0,^15
jca. 1860|

1. Pedro II, imperador do Brasil, 1825-1891«
2. Thereza Christina Maria, imperatriz do Brasil, 1822-1889.
3. Isabel, princesa do Brasil, 18/1.6-1921,
4» Leopoldina, princesa do Brasil, 1847-1871.
Entradas secunflárias:
Não é fácil a atribuição de assimtos que são dados de acordo com a profissão
exercida pelo retratado. Em se tratsuido de personagens que muitas vezes
vários cargos, é necessário seleciona-los afim de não sobrecarregar o
com entradas desnecessárias.

/

ocupam
fichario

Aliás na S.I, ainda se estuda xjm tipo de cabeça/

lhos de acordo com o material eir. recatalogagão, razão pela qual ainda aão foram

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SETOR

RETRATOS

NA

SEÇlO

DE

ICONOGRAFIA

lygia da Fonaeca Fernandes da Cunha
Bibliotecária, Chefe da 3,1.
desdobrfdae as fichas constando somente os cabeçalhos na pista da ficha princi
pai» Cpcptinamente será feito o desdobramento.
são atribuidos os cabeçaú-hos pelas profissões do retratado, segtm
do «s eít-pllcagões fornecidas no item 2, seguidos da distribuição geográfica.
Ex:*t

Jcrnalistas - Brasil, Ceará.
Médicos - França
Occnrre serem cabeçalhos mais complexos, ccano no oaso das

pessoas

qi» exeixeiíi cargos oficiais ou profissões de classificação precária, quando en
tão aãoi«sic&gt;s um grupamento genérico.

Ex.:

Funcionários piíblicosj Delegados de polícia
ver
Administração pública - Brasil
Deputadosj Senadoresj Estadistas; Revolucionários
ver
Políticos - Brasil.
Os Presidentes da Republica recebem o cabeçalho Presidentes

da

Republica ssubdivididos pelo noE® do país, seguida da subdivisão cronológica.
Presidentes da Republica - Brasil, 1914-191Ö
Para os oficiais das Forças Armadas ju3.gainos conveniente, era

vez

de adc&gt;t(ir u-en-trada genérica Militares, subdividir pelas diferentes armas.
Exército - França
Marinha

- Brasil

Patra personagens com abundância de material iconograi'ico tais

co

mo aec,al.haa, efígies, bustos, fotogrsifla da casa em que nasceu, caricaturas

,

9to,f fitr-íte-ão subdivisões subordinadas ao respectivo nome: Ex.í
Arnold, Matthew, 1823-1888 - Caricaturas,
Balzac, Honoré de, 1799-1850 - Iconografia
ilén CA» entradas de cabeçalhos de assxmto, conatajBi t^Dcbea da pista as entrade-s
de fo1»|jíral'os, artistas, gravadores que servirão de base para pesquisas,

ícas

que ai) opoi'tunamente serão desdobradas.
Quanto á conservação do Matsrial na S.I., distinguimos as peças

/

pelos d;lf«rentes tamanhos grupados eia 3 diferentes arcazesj menciona-se no canto sufie]'!«' esquerdo da ficha o número que lhe foi atribuído (1,2,3). Toda a Iç
QOgrai'iu referente à ír.esaa pessoa, sendo do nesíco tairanho, acha-se fjuardada

no

laesÄO eiwe^.ope, que tea por fora o nome conpleto do inà3.víduo e datasj. envelq^e

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SETOR

RETRATOS

NA

SEÇÃO

DE

ICONOGRAFIA

lygia da Fonseca Fernandes da Cunha
Bibliotecária^ Chefe da S.I.
A consulta é bastante simples, bastando ao leitor mencionar o retra
tado e o arcaz em que se encontra a peça.
Este trabalho de Catalogação de retratos está entrosado coin víric 3
setores, pois revistas, obras literárias e históricas, estampas artísticas

^

multas vezes reprodíizem imagens de pessoas necessitando um fichamento ar aii a
CO que informe no fichário de retratos a existência de tal docui^entação sôtrto personages« Esta deficiência ainda existe na S.I», onde os trabalhos

aicds

estão em fase de reorganlsação, pretendemos, assim que seja terminado o trsba
lho a que estamos procedendo, continuar as pesquisas no sentido de ficher
liticamente o acervo que possua imagens*^
Com tal finalidade, entre as inovações programadas ao reorgarisar '
o setor Retratos, estaria a reprodução fotograflca, em tamanho reduzido, da
peça original a ser inserida na ficha do salão de leitura, permitindo ac ccnsulente um primeiro contato com o material 0 inçwdindo o seu desgaste,

Esta

processo já em voga em muitos centros de documentação, é já realizado entre
nós em São Paulo, na Seção de Arte da Biblioteca Mjnicipal. Entretanto,

por

dificuldades de ordem técnica, não foi possível até a presente dalia, organl sor este fichário mais aperfeiçoado.
,

Por se achar ainda na fase experimental, não deve o atual fichário

da S*I« ser tomado como padrão» \ medida que ocorre* os problemas, temos
modificar nossos pontos de vlsi», mas de modo geral, as regras que aqui deixa
mos elaboradas são as que se nos afigtaram Imprescindíveis, sujeitas a revisões
conforme as conveniências.

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