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                  <text>Eixo II - Pesquisa e Extensão
CURSOS E PERCURSOS DA BIBLIOTECA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DOS
VALES DO JEQUITINHONHA E MUCURI
COURSES AND JOURNALS OF THE LIBRARY OF THE FEDERAL UNIVERSITY OF
JEQUITINHONHA AND MUCURI VALLEYS

Resumo: Este artigo tem como objetivo central investigar a trajetória histórica da Biblioteca
da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, desde a sua primeira
instalação em 1957, percorrendo todas as eras da Instituição. Para tal, foram delimitados os
seguintes objetivos específicos: a) verificar o contexto histórico da cidade de Diamantina na
década de 1950, quando foi criada a Faculdade de Odontologia de Diamantina; b) investigar
como se deu a criação da Biblioteca na Instituição; c) registrar a transformação da Biblioteca
nos diferentes períodos e fases da Instituição. A metodologia utilizada envolveu a pesquisa
qualitativa, tendo como procedimentos a pesquisa bibliográfica e a documental. O aporte
teórico desta pesquisa foi norteado por autores como FERNANDES; CONCEIÇÃO (2005;
2007) e fontes documentais pertencentes ao arquivo da própria instituição de ensino. A
discussão e a interpretação dos dados coletados foram realizadas mediante a análise de
conteúdo na perspectiva de BARDIN (2011). Como resultado, este estudo apresentou um
registro da história da criação e da trajetória da Biblioteca desde a sua criação até os dias
atuais.
Palavras-chave: Biblioteca. Faculdade. Universidade
Abstract: This article has as main objective to investigate the historical trajectory of the
Library of the Federal University of the Jequitinhonha and Mucuri Valleys, since its first
installation in 1957, covering all the eras of the Institution. For this purpose, the following
specific objectives were defined: a) to verify the historical context of the city of Diamantina in
the 1950s, when the Faculty of Dentistry of Diamantina was created; b) investigate how the
Library was created in the Institution; c) record the transformation of the Library in the
different periods and phases of the Institution. The methodology used involved the qualitative
research, having as procedures the bibliographical and documentary research. The theoretical
contribution of this research was guided by authors such as FERNANDES; CONCEIÇÃO
(2005; 2007) and documentary sources belonging to the archive of the educational institution
itself. The discussion and interpretation of the collected data were performed through content
analysis from the perspective of BARDIN (2011). As a result, this study presented a record of
the history of the creation and trajectory of the Library from its creation to the present day.

�Keywords: Library. College. University
1. Introdução
Na década de 1950, a cidade de Diamantina vivia os áureos tempos, vislumbrando um
progresso local ao fazer parte dos planos de desenvolvimento do ilustre diamantinense
Juscelino Kubitschek de Oliveira. Destaca-se como expoente de uma nova era a construção da
rodovia 367, com 762,5 km, desbravando os rincões da nossa terra e ligando Diamantina ao
litoral baiano.
Existiam também duas fábricas de tecidos, a do Biribiri e a Antonina Duarte e
despontavam as construções de cimento armado, mudando a paisagem da pequena cidade,
como o prédio do Diamantina Tênis Clube, a conhecida Praça de Esportes, o Grupo Escolar
Júlia Kubitschek, o Hotel Tijuco e a Faculdade de Odontologia de Diamantina, sendo o
projeto destes quatro edifícios magistralmente desenhados pelo renomado arquiteto Oscar
Niemeyer, a pedido de JK.
Neste contexto, destaca-se a Faculdade de Odontologia de Diamantina (FAOD), objeto
de interesse deste estudo.
2. Material e Método
Para conduzir esta investigação, a metodologia utilizada envolveu a pesquisa
qualitativa, tendo como procedimentos a pesquisa bibliográfica e a documental. O aporte
teórico desta pesquisa foi norteado por autores como FERNANDES; CONCEIÇÃO (2005;
2007) e fontes documentais pertencentes ao arquivo da própria UFVJM.
A discussão e a interpretação dos dados coletados foram realizadas mediante a análise
de conteúdo na perspectiva de BARDIN (2011), com a definição das categorias de análise.
Como resultado, este estudo apresentou um registro da história da criação e da trajetória da
Biblioteca desde a FAOD, a FAFEOD, a FAFEID até a UFVJM.
3. Discussões e Resultados
A partir da análise dos dados deste estudo, emergiram quatro categorias de análise: a
Biblioteca na era da FAOD; a Biblioteca na era da FAFEOD; a Biblioteca na era da FAFEID;
a Biblioteca na era da UFVJM.

�3.1 A Biblioteca na era da FAOD
A Faculdade de Odontologia de Diamantina (FAOD) foi criada pela Lei Estadual nº
990, de 30 de setembro de 1953, pelo diamantinense Juscelino Kubitschek de Oliveira,
quando ocupava o cargo de Governador de Minas Gerais. O prédio da Faculdade de
Odontologia foi construído numa área bem localizada da cidade, especificamente na Rua da
Glória, em um terreno de propriedade da Santa Casa de Caridade de Diamantina.
A Santa Casa de Caridade foi construída com uma frente voltada para a atual rua da
Caridade, guardando, em sua parte posterior, um terreno onde, no final do século
XIX, plantava-se extensa videira para complementar a produção da vinícola do
Colégio Nossa Senhora das Dores. Este terreno estendia-se até a Rua da Glória e
ocupava espaço suficiente para se erigir o prédio da Escola. (FERNANDES;
CONCEIÇÃO, 2005, p. 27).

A aquisição do terreno ocorreu em forma de permuta com o Governo do Estado,
devendo as rendas provenientes de bens patrimoniais serem revertidas na própria Santa Casa
de Caridade. Dessa forma, o terreno para a construção da FAOD foi cedido e o governo
estadual construiu um pavilhão naquela instituição, visando à otimização do atendimento e à
ampliação daquele estabelecimento de saúde.
Segundo relatam Fernandes; Conceição (2005), o moderno prédio da Faculdade de
Odontologia possuía policlínica, vinte consultórios dentários, aparelhagem de Raio X, salas
de aulas, bem como salas individuais para as aulas práticas necessárias.
A autorização para o funcionamento da Faculdade de Odontologia de Diamantina se
deu mediante o Decreto Federal nº 35.375, de 13 de abril de 1954 35.
O primeiro Regimento Interno da Faculdade de Odontologia de Diamantina foi
aprovado pelo Governador do Estado através do Decreto nº 4.196, de 18 de março de 1954.
Este documento previa que o curso de Odontologia tinha a duração de três anos, distribuídos
em três séries anuais 36.
Mas como as obras do prédio na Rua da Glória ainda não estavam concluídas, a
Faculdade de Odontologia de Diamantina iniciou suas atividades administrativas em 21 de
abril de 1954, em apenas duas salas do Grupo Escolar Júlia Kubitschek, cujas instalações já
estavam em processo de conclusão. No dia seguinte, foi publicado o edital para o primeiro

35

FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE DIAMANTINA. Relatório do 1º Período letivo de 1954. Fl. 2.
25/08/1954. Protocolado no MEC sob o nº 115605. p. 30. Diamantina, 1954.
36
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE DIAMANTINA. Regimento Interno da Faculdade de Odontologia
de Diamantina. Decreto nº 4.196, de 18 de março de 1954. Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1955, p. 6.

�vestibular desta escola de Odontologia, sendo aprovados todos os dezessete candidatos
inscritos, e com o início das aulas no dia 12 de maio de 195437.
Para lecionar nesta Faculdade de Odontologia de Diamantina, foram selecionados e
contratados os professores mais renomados de Minas Gerais para constituírem o seu quadro
funcional.
No ano seguinte, em 1955, o Grupo Escolar Júlia Kubitschek foi concluído e a escola
ocupou o seu espaço, pois diversas séries se encontravam distribuídas em três instalações
diferentes na cidade, até que o prédio fosse construído.
Foi então que a FAOD transferiu-se para um casarão na Rua Jogo da Bola, nº 08, na
para o novo Grupo Júlia Kubitschek. As instalações do curso continuavam em condições
precárias, pois não existiam laboratórios, consultórios para aulas práticas, materiais básicos e
nem mesmo uma biblioteca.
A solução encontrada para a prática odontológica foi estabelecer parceria com outros
estabelecimentos que possuíam consultórios, dentre eles o do Seminário Arquidiocesano de
Diamantina, sendo o padre Jorge Xavier de Oliveira um dos alunos da FAOD.
Quanto à biblioteca, a direção e os professores desta escola de Odontologia também
tiveram que buscar alternativas para que as aulas pudessem ser ministradas a contento. Como
não existia acervo bibliográfico disponível nem previsão para aquisição dos mesmos, os
materiais didáticos eram confeccionados pelos próprios alunos e muitos dos livros eram
fornecidos pelos próprios professores, num esforço contínuo. Conforme relatam Fernandes;
Conceição (2005, p. 38),
Outro grande desafio a ser vencido era a falta de uma biblioteca. Tanto os
profissionais de Diamantina, quanto os de Belo Horizonte empenharam-se em
emprestar livros de suas bibliotecas particulares que, em sua grande maioria,
constituíam-se de livros argentinos em língua espanhola, ou de livros em língua
francesa.

Como as instalações do casarão eram inadequadas e algumas salas do novo prédio da
Faculdade de Odontologia já estavam em condições de uso, ocorreu a mudança para a Rua da
Glória, enquanto as obras continuavam sendo realizadas.
A primeira biblioteca da FAOD só foi instalada em 1957, com recursos levantados

37

FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE DIAMANTINA. Arquivo da História da Universidade. 2º Relatório
1954. Fl. 2. 25/08/1954. Protocolado no MEC sob o nº 115605. Diamantina, 1945.

�de Diamantina, (...) sob a direção do colega Eudes de Campos, recentemente eleito,
vem empreendendo um vasto programa de realizações. (...) O D.A. fez instalar a
biblioteca destinada ao uso do corpo discente, e que recebeu o nome de Horace
Wells, em homenagem ao dentista pioneiro da anestesia. Possuindo seleta parte
especializada, está à disposição também do público em geral, constituindo uma
grande contribuição do estudante diamantinense para a elevação do nível cultural da
cidade. (FERNANDES; CONCEIÇÃO, 2005, p. 44).

Percebe-se que a primeira biblioteca da FAOD só foi instalada um ano após a
formatura da primeira turma dos cirurgiões dentistas. Até então, os livros utilizados eram
restritos aos emprestados pelos professores do quadro funcional daquela escola.
Nas dependências da Biblioteca Horace Wells eram executadas tarefas de gráfica,
como reprodução de material didático, cartazes, folhetos ou outras duplicações de documentos
e materiais diversos.
O mobiliário era muito precário tanto para disponibilizar o empréstimo ou consulta
local aos livros, como também para as atividades da pequena gráfica, resumindo a um
mimeógrafo a álcool para produção e duplicação de material, tarefa executada manualmente,
através de uma manivela.
E 1959, o Diretor em exercício Prof. José Severiano Brasil de Lima encaminhou o
ofício nº 335, datado de 05 de setembro de 1959, para o chefe da Seção de Expedição do
Ministério da Fazenda, no Rio de Janeiro, solicitando a remessa de uma Tabela de CUTTER
para que fosse feita a classificação e organização dos livros que constituíam o pequeno acervo
da Biblioteca da Faculdade naquela época38.
Esta primeira biblioteca da Faculdade foi instalada na primeira parte do prédio,
localizada no segundo piso do lado direito da entrada principal, com acesso pela grande
escadaria central, onde atualmente funciona a Secretaria do Curso de Odontologia.
Gradativamente, o número de livros foi aumentando na Biblioteca, graças ao empenho
dos alunos no investimento dos recursos captados pelo Diretório Acadêmico, algumas
doações e raras aquisições pela administração da Faculdade, já que a situação financeira da
Instituição era bastante precária.
3.2 A Biblioteca na era da FAFEOD
Em 1960, a Faculdade de Odontologia de Diamantina foi federalizada, ainda no
governo de Juscelino Kubitschek, após um longo processo, pela Lei Federal nº 3.846, de 17
de dezembro de 1960, mantendo o nome da instituição.
38

FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE DIAMANTINA. Ofício nº 335/FAOD/D, 05 de setembro de 1959.
Diamantina, 1959. Arquivo.

�O curso de Odontologia, que desde a sua primeira turma de alunos em 1954, tinha a
duração de três anos, a partir de 1963 passou a ser de quatro anos39.
No ano seguinte, o Diretor Rubens Guzella encaminhou um ofício datado de 28 de
fevereiro de 1964, ao Ministro de Estado de Negócios da Educação e Cultura, Senhor Júlio
Furquim Sambaquy, no qual solicitava a alteração do nome da Faculdade de Odontologia de
Diamantina (FAOD) para Faculdade Federal de Odontologia de Diamantina (FAFEOD), por
proposta do Professor Fausto de Paula Pinto40.
Mas as expectativas desta alteração do nome da instituição foram frustradas e a
solicitação foi indeferida, por meio de uma correspondência enviada pelo Ministério da
Educação e Cultura, datada de 16 de setembro de 196441.
Com a experiência da implantação do Plano Piloto de Ensino Integrado, no período de
1965 a 1969, com metodologias e métodos inovadores de ensino em tempo integral, a
Faculdade de Odontologia de Diamantina despontou como uma das melhores faculdades de
Odontologia do Brasil.
Esta Faculdade foi transformada em uma autarquia de Regime Especial através do
Decreto 70.686, de 07 de junho de 1972, transformando-a em uma entidade estatal autônoma,
com patrimônio e receita próprios, podendo executar suas atividades típicas de administração
pública, de maneira descentralizada. Só então é que foi efetuada a alteração do nome da
instituição para Faculdade Federal de Odontologia de Diamantina, com a sigla FAFEOD.
Neste período, a biblioteca contava com um número pequeno de material
bibliográfico, específico para atender ao único curso que existia naquela instituição. Em 1973,
o inventário da Biblioteca registrava o mobiliário constituído de: 1 armário de aço; 1
bebedouro; 1 bureaux de aço; 1 cadeira para datilógrafo; 1 carteira de madeira; 1 estante para
revistas; 1 crucifixo esculpido na madeira; 24 estantes de aço para livros; 1 fichário; 1
máquina de escrever; 1 mesas de aço para a máquina de escrever; 1 mesa de madeira
jacarandá; 15 poltronas de madeira; 1 poltrona de aço com estofamento; 1 Eletrola com
coleção de discos em inglês, ano 1968; 1476 livros. Este patrimônio era avaliado em

39

FACULDADE FEDERAL DE ODONTOLOGIA DE DIAMANTINA. Informativo ao MEC, cópia nº 16 35.
29/08/1964. Determinações Ministeriais Vol. III. Caixa Departamento Pessoal 1954 a 1966. Diamantina, 1964.
Arquivo.
40
FACULDADE FEDERAL DE ODONTOLOGIA DE DIAMANTINA. Ofício nº 54/FAOD, de 28/02/1964.
Diamantina, 1964. Arquivo.
41
FACULDADE FEDERAL DE ODONTOLOGIA DE DIAMANTINA. Ofício nº 3.036/Ministério da
Educação e Cultura, de 16/09/1964. Diamantina, 1964. Arquivo.

�Cr$63.376,77 (Sessenta e três mil, trezentos e setenta e seis cruzeiros e setenta e sete
centavos)42.
A construção da sala para uma melhor instalação da biblioteca foi possível com o
processo de expansão da parte física da Faculdade, na gestão do Diretor Augusto César,
período compreendido entre junho de 1971 a janeiro de 1978 (FERNANDES; CONCEIÇÃO,
2005).
As obras dos Anexos I e II iniciaram-se em março de 1974 e finalizaram em maio de
1975. Foi então que ocorreu a transferência da Biblioteca para as novas instalações no Anexo
I, no segundo piso, contando com um ambiente mais amplo e mais adequado para o
funcionamento daquele setor. Mas a denominação de Biblioteca Horace Wells não foi adiante.
A partir desta instalação, denominou-se apenas Biblioteca daquela instituição de ensino.
No ano de 1977, os recursos orçamentários recebidos pela FAFEOD somaram o valor
de Cr$12.585.508,78 (Doze milhões, quinhentos e oitenta e cinco mil, quinhentos e oito
cruzeiros e setenta e oito centavos).

O corpo docente era formado por 47 professores

pertencentes às categorias funcionais de Titular, Adjunto, Assistente, Auxiliar de Ensino,
Colaborador e Visitante. Aproximado número apresentava o corpo administrativo, contando
com 48 servidores ocupantes de todas as categorias funcionais da área administrativa43.
Nesta época ainda não existia um bibliotecário-documentalista para conduzir o setor
da Biblioteca da FAFEOD. Quem respondia pela Chefia da Biblioteca e Setor Gráfico era o
Assessor de Gabinete, como mostra o Relatório Anual da Diretoria 1977.
Item 3.4.6 - Biblioteca: A Biblioteca é setor que integra a estrutura da FAFEOD,
com serviço independente tendo, no entanto, à sua chefia um responsável pelo seu
expediente neste caso, o Assessor de Gabinete na falta de Bibliotecário NS no
seu quadro de Pessoal. Seu acervo, em 31/12/77, registrou 2.781 volumes. Este
setor, dentre outros, executou:
- serviço de fotocópia;
- serviço de reprodução por mimeógrafo;
- serviço de reprodução por fotocopiadora.

Nesta época, a Auxiliar de Biblioteca era a Senhora Zélia Motta Pires da Silva,
alcançando a ocupar o cargo de Chefe da Biblioteca no final da década de 1970.
Na gestão do Diretor Dr. João Antunes de Oliveira, para o quadriênio 1982-1986,

42

FACULDADE FEDERAL DE ODONTOLOGIA DE DIAMANTINA. Antigos Termos de Baixa e Termos de
Referência nº 1, de 02/03/1973. Diamantina, 1973. Arquivo.
43

FACULDADE FEDERAL DE ODONTOLOGIA DE DIAMANTINA. Relatório Anual da Diretoria Referente
ao Exercício do Ano de 1977, de 31 de dezembro de 1977. p. 4. Diamantina, 1977. Arquivo.

�consta no Relatório Anual da Diretoria Gestão 1982.
Neste ano, a FAFEOD possuía 186 alunos, contava com 46 professores e 53 técnicos
administrativos, sendo 23 no regime estatutário e 30 pertencentes à CLT.
of.
nesse exercício o Diretório não recebeu ajuda do MEC para a manutenção de seu restaurante.
No organograma geral da FAFEOD de 1993, no qual mostra a estrutura básica
organizacional, a biblioteca era subordinada à Secretaria Geral, chefiada pela servidora Delza
Pádua Bruce, que era subordinada à Chefia de Gabinete, tendo à sua frente a Senhora Maria
Helena Santos Neves.
Para suprir as necessidades básicas dos alunos e professores no tocante ao
enriquecimento do acervo da Biblioteca, foram adquiridos no ano de 1983, 161 livros, 144
exemplares e 2 teses, totalizando 4.021 exemplares existentes no setor, conforme o Relatório
Anual da Diretoria Gestão 1983.
Havia um número reduzido de servidores em todos os setores da FAFEOD nesta
ocasião, mas a força, o dinamismo e o engajamento de todos os envolvidos alavancavam a
FAFEOD rumo à constante evolução. Nas palavras do então Diretor Dr. João Antunes de
Oliveira, extraído de

uma administração não repousa num só

indivíduo. Evidentemente há os que planejam, organizam, coordenam, controlam e
comandam, mas, numa ação conjunta e harmoniosa de setores e pessoas .
Em 1984, a Egrégia Congregação da FAFEOD aprovou a criação de um Curso
Superior de Enfermagem, cuja carta-consulta e projeto foram encaminhados ao Conselho
Federal de Educação para apreciação, no ano seguinte.
Como o quadro de funcionários da Faculdade era escasso, não existia um bibliotecário
com conhecimento e qualificação para o processamento técnico do acervo, a organização, o
controle de circulação de material, como empréstimo, devolução, reserva, enfim, não havia
um profissional especializado para conduzir todo o funcionamento de uma biblioteca. Mas o
funcionário Senhor Gustavo Botelho Júnior, executava as atividades da maneira como era
possível, responsabilizando-se pela Biblioteca e pela Gráfica da Faculdade.
Foi somente no final de 1984 que a FAFEOD conseguiu uma vaga de um servidor
com a qualificação profissional de bibliotecário para a Instituição.
Em outubro de 1984, atendendo antiga reivindicação, conseguimos, junto aos órgãos
superiores da esfera federal, a criação de um cargo de Bibliotecária NS a fim de

�dotar nossa Faculdade de adequada reorganização e condições de atender as
atividades de pesquisa, já implantadas na Instituição 44.

Neste ano, a Biblioteca registrava um acervo totalizado 9.663 obras, sendo 4.150
livros, 213 teses e 5.300 periódicos. Mas houve também um processo licitatório, na
modalidade de convite, para aquisição de livros didáticos, no valor d
45

.

E enfim, a tão esperada bibliotecária chegou à FAFEOD. Conforme registrou o
Informativo Realce46,
Após cinco anos de incessantes trabalhos junto ao MEC, DASP e SEPLAN/PR,
conseguimos finalmente a criação de um emprego de bibliotecária (NS) para nossa
Faculdade.
Consequentemente, providenciamos, de imediato, o aproveitamento do concurso
público realizado na UFMG para aquela classe respectiva, ensejando admitir na
Tabela Permanente/FAFEOD a nova Servidora, que já se acha em atividade.

Portanto, a biblioteca desta Faculdade só conseguiu preencher a vaga do cargo da
primeira bibliotecária, em outubro de 1984, quando tomou posse e iniciou as atividades a
Senhora Carmem Maria Silva Cortez. Isso só ocorreu 27 anos após a instalação da biblioteca,
no mesmo ano em que a Faculdade adquiriu o primeiro microcomputador, um aparelho marca
ITAUTEC I-7000, composto por um módulo base, terminal de vídeo, dois drives para
disquetes e uma impressora. Mas estes aparelhos não eram destinados à biblioteca, embora
neste setor executassem também atividades de gráfica, mas sim ao setor de administração,
sistema de
elaboração do orçamento e acompanhamento financeiro do MEC e, também, a outras
47

aplicações de n

.

Foi então que nessa ocasião a Chefia da Biblioteca e do Setor de Gráfica foi
transferida

à

bibliotecária,

conforme

constam

os

Termos

de

Transferência

de

Responsabilidade datados de 15 de outubro de 1984, assinados por Gustavo Botelho Júnior,
então chefe do setor, pela bibliotecária Carmem Maria Silva Cortez e pelo Diretor Dr. João
Antunes de Oliveira48.

FACULDADE FEDERAL DE ODONTOLOGIA DE DIAMANTINA. Informativo Realce, Nº 01, de 15 out.
1984. Diamantina, 1984. Arquivo.
45

Loc. cit
FACULDADE FEDERAL DE ODONTOLOGIA DE DIAMANTINA. Informativo Realce, nº 02, de 22 out.
1984. Diamantina, 1984. Arquivo.
47
Idem
48
FACULDADE FEDERAL DE ODONTOLOGIA DE DIAMANTINA. Termos de Transferência de
Responsabilidade, de 15 de out. de 1984. Diamantina, 1984. Arquivo.
46

�Os serviços na Gráfica eram intensos. São inúmeras as correspondências constantes
nos arquivos da Biblioteca com solicitações de serviços demandados não só pelos setores da
Faculdade, como a administração, os professores e os alunos, como também por outros órgãos
da cidade, externos à Faculdade. Mesmo assim, o horário de atendimento aos usuários da
Biblioteca foi expandido, conforme consta no Informativo Realce 49:
Em caráter experimental, a Biblioteca está funcionando ininterruptamente, a partir
das 7:30 horas, com fechamento às 22 horas, exceto aos sábados.
Por sinal, a nossa bibliotecária e sua equipe estão entusiasmadas em inovações, que
irão proporcionar melhores condições de atendimento.

Em 1985, o Informativo Realce50 também registrou uma atuação da Biblioteca, tanto
no que se refere à aquisição de obras, como também na preservação do acervo já existente.
No intuito de proporcionar aos nossos Docentes e Alunos um melhor atendimento, a
Biblioteca vem se empenhando na aquisição de novas obras, bem como na
encadernação de Periódicos. Para conhecimento de todos, relacionamos a seguir, as
obras recém-adquiridas e títulos dos Periódicos encadernados: 32 livros, 1 tese e
encadernação de periódicos referentes ao período de 1929 a 1980.

Devido à escassez de estantes e mobiliários adequados, uma grande parte dos livros e
materiais de consulta dos acadêmicos ficavam armazenados, ou melhor, empilhados em mesas
improvisadas no local.
Mas a FAFEOD estava em uma nova fase de expansão do seu espaço físico e na
gestão do Professor Geraldo Walter de Aguilar, de 1992 a 1998,
Sobre o prédio do antigo biotério, ocorreu a construção de uma biblioteca-modelo,
com 542m2 de área física, dotada de bancada para atendimento rápido na entrada,
quatro salas para estudo em grupo, sala de audiovisuais e sistema de iluminação e
ventilação. (FERNANDES; CONCEIÇÃO, 2005, p. 94).

Em 24 de dezembro de 1994 foi inaugurado este prédio próprio da biblioteca nas
dependências da FAFEOD, instalando adequadamente um setor de suma importância para a
construção do saber em uma instituição de ensino superior, bem como proporcionando mais
conforto aos usuários para realizar as suas atividades no ambiente. Já nesta época, o acervo
bibliográfico já se encontrava mais substancial, possibilitando aos usuários enriquecimento
dos estudos e pesquisas.
O local onde antes funcionava a biblioteca, no Anexo I, foi reformado, transformandose em salas de aula para os alunos do novo curso superior que se iniciava na Faculdade, o de
Enfermagem, em 1997, fruto de uma antiga aspiração de muitos servidores da instituição.
49

FACULDADE FEDERAL DE ODONTOLOGIA DE DIAMANTINA. Informativo Realce, nº 02, de 22 out.
1984. Diamantina, 1984. Arquivo .
FACULDADE FEDERAL DE ODONTOLOGIA DE DIAMANTINA. Informativo Realce nº 03, Ano II, 03
de jun. de 1985. Diamantina, 1985. Arquivo.

�O acervo bibliográfico foi aumentando gradativamente, tendo em vista a necessidade
de atualização dos livros para apoio às atividades acadêmicas e a carência de material
principalmente para as disciplinas específicas dos cursos.
A primeira Bibliotecária da FAFEOD encerrou suas atividades na biblioteca da
FAFEOD no ano de 1996, sendo substituída pela Senhora Ieda Maria Silva.
As primeiras Normas de Funcionamento da Biblioteca da FAFEOD foram aprovadas
em de 17 de junho de 1999, pela Egrégia Congregação, em conformidade com o Estatuto
vigente.
3.3. A Biblioteca na era da FAFEID
Em 2001, seis novos cursos de graduação foram autorizados pelo Ministério da
Educação: Fisioterapia, Nutrição, Farmácia, Agronomia, Engenharia Florestal e Zootecnia. A
partir de então, a FAFEOD foi transformada em Faculdade Ciências da Saúde e a Faculdade
de Ciências Agrárias. Passou então a oferecer oito cursos, somando estes seis aos dois já
existentes - Odontologia e Enfermagem.
Devido a esta expansão, a Faculdade Federal de Odontologia de Diamantina
(FAFEOD) se transforma em Faculdades Federais Integradas de Diamantina (FAFEID), por
meio da Lei 10.487, de 4 de julho de 2002, após 49 anos de existência.
Com este aumento de cursos de graduação, a Biblioteca da FAFEID passou por uma
significativa modificação, no sentido de suprir o acervo de material bibliográfico
diversificado, que atendesse às demandas não só das áreas da saúde, como também das
agrárias.
Assim foi que em 2003, o acervo total da Biblioteca contabilizava 11.154 livros e
17.212 periódicos; e em 2004, estes números subiram para 13.216 livros e 18.005 periódicos,
conforme o Relatório de Anual de Atividades 2003 e 2004.
Importante lembrar que além das atividades pertinentes a um setor de biblioteca, no
que se refere principalmente aos serviços de empréstimos, devoluções, aquisição,
processamento técnico de material, organização e controle do acervo, expedição de
documentos e apoio às pesquisas, a Biblioteca continuava sendo o setor responsável pela
Gráfica da Faculdade, cumprindo uma grande carga de serviços.
3.4. A Biblioteca na era da UFVJM
A FAFEID se transforma em Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e
Mucuri (UFVJM) através da Lei nº 11.173, de 06 de setembro de 2005, publicada no Diário

�Oficial da União em 08/09/2005, com a proposição de ampliar e dar continuidade a um ensino
de qualidade, com a integração do ensino, pesquisa e extensão, voltada para o
desenvolvimento regional e nacional.
Nessa época, a UFVJM passou a ofertar 18 cursos de graduação distribuídos entre as
quatro unidades acadêmicas: Ciências Agrárias, Ciências Biológicas e da Saúde e Ciências
Exatas e Sociais Aplicadas, sediadas na cidade de Diamantina; e Ciências Sociais Aplicadas e
Exatas sediada no Campus do Mucuri, na cidade de Teófilo Otoni.
A partir desta nova fase da Instituição, agora como Universidade, a Biblioteca deixou
de ser a única, pois houve a expansão e construção de mais dois campus, o JK e o do Mucuri,
com a instalação de uma biblioteca em cada um deles.
Mas como a Biblioteca do Campus I era a pioneira, esta passou a ser considerada
como a Central e as outras, setoriais. A última edição do Jornal da UFVJM do ano de 2006 51
mostra como se dava o início do funcionamento das Bibliotecas Setoriais da Instituição.
Biblioteca Central Informa:
Encontram-se disponíveis no balcão de empréstimo da Biblioteca central da UFVJM
todas as carteiras do DCE/Biblioteca, solicitadas a partir de setembro de 2006. A
Biblioteca está com livre acesso através do Portal de Periódicos da Capes à base de
dados da IEEE, disponíveis para publicações periódicas, normas técnicas e anais de
congressos e conferências publicados pelo Institute of Electrical and Eletronic
Engineers (IEEE), EUA, e pela Instituition of Engeneering and Technology (IET).
Já a Biblioteca do Campus JK recebeu novos títulos para os novos cursos. Parte
deles já está disponível para empréstimo desde o dia 30 de outubro, e o horário de
atendimento é de 08h00 às 21h00. A Bibliotecária Andréa de Paula Brandão Martins
é a chefe do setor e está no local toda tarde para atendimento.
No Campus Avançado do Mucuri já está instalada uma biblioteca que tem como
bibliotecária a servidora Nirley Dias Leandro. Grande parte do acervo adquirido
para os cursos já se encontra disponível para consulta local. O horário de
funcionamento é de 14h00 às 21h00, de segunda a sexta-feira.

A Biblioteca Central, localizada no Campus I, além de dar suporte para a implantação
e início de funcionamento das bibliotecas setoriais, também promovia eventos relacionados
com a produção científica da UFVJM, como mostra a notícia abaixo, veiculada no Jornal da
UFVJM, em agosto/setembro de 2007.
A Biblioteca Central da UFVJM promoveu, no dia 28 de setembro, o I Seminário de
Produção Científica da instituição, com a participação dos professores Marcelo
Mattos Pedreira (UFVJM), Gercina A. B. Lima (UFMG), do editor de revista
científica, Héctor F. Ospina (Colômbia), da Técnica em Assuntos Educacionais,
Alessandra Orsetti (UFVJM) e do acadêmico Rômulo D. Neves (UFVJM). O
Seminário contou com cerca de 2000 participantes.

51

UNIVERSIDADE FEDERAL DOS VALES DO JEQUITINHONHA E MUCURI. Jornal da UFVJM Ano II
Nº 14 O/N/D de 2006. Diamantina, 2006, p. 8. Arquivo.

�A Biblioteca do Campus I, desde a sua instalação, executava serviços de gráfica e
mesmo após ser criada uma Superintendência de Biblioteca em 2007, recebeu também a
incumbência de se responsabilizar pelos serviços de encadernações na UFVJM.
No final de 2007, o Setor de Editoração e Gráfica foi transferido para o Campus JK,
desvinculando-se da Biblioteca Central, mas esta ainda continuou a confeccionar e imprimir
cartões de identificação dos usuários das Bibliotecas pertencentes à Universidade, atividade
exercida até o ano de 2017.
O primeiro Regimento do Sistema de Bibliotecas da UFVJM foi regulamentado pelo
Anexo da Resolução nº 06
A Resolução nº 22

Consu, de 04/04/2008.
CONSU, de 03 de dezembro de 2010, estabelece as novas

Normas de Funcionamento das Bibliotecas- Sisbi da UFVJM, alterando as Normas previstas
na Resolução de 1999, já que o Sistema de Bibliotecas era constituído pelas bibliotecas
instaladas nos três campi (Campus I, Campus JK e Campus Mucuri).
Mas como a sede da UFVJM foi transferida para o Campus JK, ali concentrando todo
o complexo administrativo, compreendendo Reitoria, Pró-Reitorias e unidades acadêmicas a
ele vinculadas, neste Campus estabeleceu-se também a Superintendência do Sistema de
Bibliotecas

Sisbi/UFVJM.

Devido à transferência dos cursos do Campus I para as novas instalações no Campus
JK, de forma gradativa, assim também ocorreu com o acervo da Biblioteca do Campus I. A
cada curso que era transferido, transferia-se também o material específico referente às
disciplinas.
Desta forma, em consonância com a criação de novos cursos na Instituição, a
Biblioteca do Campus JK foi se expandindo, ganhando dimensão, tanto em quantidade de
acervo bibliográfico e de serviços oferecidos, como também no aumento do corpo
administrativo, passando a ser o setor com o maior desenvolvimento de programas e
resoluções de questões atinentes a todo o sistema de bibliotecas da Instituição.
Então, a Biblioteca do Campus JK passou a ser a unidade Central e a Biblioteca
Campus I, atualmente, é considerada uma biblioteca setorial, com o acervo específico do
Curso de Odontologia, já que se trata do único curso que ainda possui as suas instalações no
antigo Campus I.
Com a criação de mais dois campi, o de Unaí e o de Janaúba, mais duas bibliotecas
foram criadas para atender à demanda dos cursos ali existentes, além das bibliotecas dos polos
de Educação à Distância pertencentes à UFVJM.

�A partir de 2015, a Biblioteca do Campus I passou a funcionar de forma integrada com
o Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG). Mas percebe-se que esta Biblioteca
do Campus I está com os anos contados, pois o seu acervo será incorporado ao existente na
Biblioteca Central do Campus JK, quando o curso de Odontologia também for transferido.
Considerações Finais
Como foi possível perceber, durante muito tempo, a Biblioteca desta instituição
constituiu-se de uma sala instalada visível e fisicamente, no que se refere ao aspecto
arquitetônico, com o mobiliário, os poucos equipamentos e o escasso acervo bibliográfico.
Era a Biblioteca na sua materialidade, com as instâncias básicas de funcionamento do setor e
organismo de oferecimento de serviços básicos à comunidade acadêmica.
Mas esta Biblioteca, junto com a Instituição, foi evoluindo e transformando. Da
simples sala com poucos livros, foi se avolumando, englobou os aspectos relativos à sua
memória, aos arquivos, às normas e aos regimentos que emergiram por necessidade de
padronização das ações e critérios regulamentados.
As práticas e ações desempenhadas pela referida Biblioteca resultaram de um
aprendizado ao longo de toda a trajetória FAOD, FAFEOD, FAFEID até a UFVJM, definindo
a identidade dos sujeitos e da instituição, bem como a projeção e a história de vida.
Assim foi o nascimento de uma instituição de ensino superior em Diamantina, criada
para atender às necessidades educacionais e que, trilhando um longo caminho, permanece e
permanecerá transformando sujeitos, pois uma Instituição evolui e transforma-se.
A trajetória da UFVJM, desde a FAOD, espelha o engajamento de todos os envolvidos
no processo de transformação da Instituição ao longo destas últimas décadas.
E a Biblioteca, como se pode perceber, trilhou todos os caminhos percorridos pela
Instituição e que, apesar de todas as dificuldades e entraves, demonstrou a parceria e
contribuição para a implantação, o desenvolvimento e a consolidação de uma cultura do saber.
Referências
BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011.
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE DIAMANTINA. Informativo ao MEC. 29 ago.
1964. Diamantina, 1964. Arquivo.
______. Informativo Realce, Ano I, nº 01, de 15 de out. de 1984. Diamantina, 1984.
Arquivo.

�______. Informativo Realce, Ano I, nº 02, de 22 de out. de 1984. Diamantina, 1984.
Arquivo.
______. Informativo Realce, Ano II, nº 03, de 03 de jun. de 1985. Diamantina, 1985.
Arquivo.
______. Ofício nº 3.036/Ministério da Educação e Cultura, de 16/09/1964. Determinações
Ministeriais Vol. III. Caixa Departamento Pessoal 1954 a 1966. Diamantina, 1964. Arquivo.
______. Ofício nº 54/FAOD, de 28/02/1964. Diamantina, 1964. Arquivo.
______. Regimento Interno da Faculdade de Odontologia de Diamantina. Decreto nº
4.196, de 18 de março de 1954. Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1955, p. 6. Arquivo.
______. Relatório Anual da Diretoria Referente ao Exercício do Ano de 1977, de 31 de
dezembro de 1977. Diamantina, 1977. Arquivo.
______. Relatório Anual da Diretoria Gestão 1982. Diamantina, 1982. Arquivo.
______. Relatório Anual da Diretoria Gestão 1983. Diamantina, 1983. Arquivo.
______. Relatório Anual de Atividades 2003-2004. Diamantina, 2004. Arquivo.
______. Relatório do 1º Período Letivo de 1954. F. 2. 25/08/1954. Protocolado no MEC sob
o nº 115605. Diamantina, 1954. Arquivo.
FERNANDES, Antônio Carlos; CONCEIÇÃO, Wander. Caminhos do Desenvolvimento:
Síntese Histórica da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri 1953-2005.
Diamantina: UFVJM, 2005.
FERNANDES, Antônio Carlos; CONCEIÇÃO, Wander. La mezza noche: o lugar social do
músico diamantinense e as origens da Vesperata 1751 1895 - 1997. 2. ed. Diamantina:
UFVJM, 2007.
UNIVERSIDADE FEDERAL DOS VALES DO JEQUITINHONHA E MUCURI. Antigos
Termos de Baixa e Termos de Referência. Diamantina, 1984. Arquivo.
UNIVERSIDADE FEDERAL DOS VALES DO JEQUITINHONHA E MUCURI. CONSU
Resolução nº 22 CONSU, de 03 de dezembro de 2010 - Normas de Funcionamento das
Bibliotecas- Sisbi da UFVJM. Diamantina, 2010. Arquivo.
______. Resolução nº 06 Consu, de 04/04/2008 - Regimento do Sistema de Bibliotecas da
UFVJM. Diamantina, 2008. Arquivo.
UNIVERSIDADE FEDERAL DOS VALES DO JEQUITINHONHA E MUCURI.
Correspondências Expedidas Ofício nº 335/FAOD/D. Diamantina, 05 de set. de 1959.
Arquivo.

�UNIVERSIDADE FEDERAL DOS VALES DO JEQUITINHONHA E MUCURI. Jornal da
UFVJM. Ano I, nº 20. Diamantina, 2005. Arquivo.
______. Jornal da UFVJM. Ano II Nº 14

O/N/D de 2006. Diamantina, 2006. Arquivo.

______. Jornal da UFVJM. Ano II Nº 17

Ago./Set. de 2007. Diamantina, 2007. Arquivo.

______. Termos de Transferência de Responsabilidade. Diamantina, 15 de out. de 1984.
Arquivo.

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Ciência da Informação&#13;
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                <text>Tema: O Futuro da Biblioteca Universitária na Perspectiva do Ensino, Inovação, Criação, Pesquisa e Extensão.</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Este artigo tem como objetivo central investigar a trajetória histórica da Biblioteca da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, desde a sua primeira instalação em 1957, percorrendo todas as eras da Instituição. Para tal, foram delimitados os seguintes objetivos específicos: a) verificar o contexto histórico da cidade de Diamantina na década de 1950, quando foi criada a Faculdade de Odontologia de Diamantina; b) investigar como se deu a criação da Biblioteca na Instituição; c) registrar a transformação da Biblioteca nos diferentes períodos e fases da Instituição. A metodologia utilizada envolveu a pesquisa qualitativa, tendo como procedimentos a pesquisa bibliográfica e a documental. O aporte teórico desta pesquisa foi norteado por autores como FERNANDES; CONCEIÇÃO (2005; 2007) e fontes documentais pertencentes ao arquivo da própria instituição de ensino. A discussão e a interpretação dos dados coletados foram realizadas mediante a análise de conteúdo na perspectiva de BARDIN (2011). Como resultado, este estudo apresentou um registro da história da criação e da trajetória da Biblioteca desde a sua criação até os dias atuais.</text>
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