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                  <text>PROJETO PEDAGÓGICO DE CURSO E BIBLIOTECA: UMA RELAÇÃO
INDISPENSÁVEL, PORÉM COMPLEXA*

Teresinha Teterycz* *

RESUMO

Este estudo aborda a existência de uma relação clara e ao mesmo tempo complexa
entre a biblioteca universitária e os projetos pedagógicos de cursos das IES, relação
esta, vinculada a bibliografia indicada nas disciplinas dos cursos. A problemática
deste estudo, é levantar alguns fatores que contribuem para complexidade da
relação biblioteca e projeto pedagógico de curso, vivenciados na experiência como
profissional bibliotecário. As questões que se colocam como ponto de partida deste
trabalho é a definição de projeto pedagógico, suas relações com a biblioteca e os
profissionais envolvidos com este setor. Finalmente faz-se, algumas considerações
para uma relação mais sincronizada entre biblioteca, corpo docente e projeto
pedagógico.
Palavras-chaves: Projeto pedagógico de curso, Biblioteca Universitária, Gestão de
projeto pedagógico, Gestão educacional.

________
* Trabalho apresentado para a Disciplina Planejamento e Gestão de Projetos Pedagógicos no Curso
de Mestrado (PUCPR).
** Bibliotecária da FACEL – Especialista em Gestão da Informação e Inovações Tecnológicas
(FESPR); Gestão de Bibliotecas (UDESC). E-mail: teterycz@yahoo.com.br

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INTRODUÇÃO

Existe uma relação clara e ao mesmo tempo complexa entre a biblioteca
universitária e os projetos pedagógicos das IES, relação esta,

vinculada a

bibliografia indicada nas disciplinas dos cursos.
As Bibliotecas fazem parte do contexto organizacional e pedagógico
das Instituições de Ensino Superior – IES, de modo que, nessas instituições defendese a tese da biblioteca como o “coração” das IES, tese também freqüentemente
defendida pelos membros de Comissões de Avaliação de Cursos do MEC. Elas
participam diretamente no processo de ensino-aprendizagem, já que os bibliotecários
têm entre suas funções – embora a existência de profissionais que discordem - a de
educador. Isso acontece no momento em que ele interage com os alunos no
desenvolvimento das pesquisas acadêmicas e, também na provisão, organização e
disseminação do conhecimento.
A problemática deste estudo, é levantar alguns fatores que
contribuem para complexidade da relação biblioteca e projeto pedagógico de curso,
vivenciados na experiência como profissional bibliotecário.
As questões que se colocam como ponto de partida deste trabalho é a
definição de projeto pedagógico, suas relações com a biblioteca e os profissionais
envolvidos com este setor.

Finalmente faz-se algumas considerações para uma

relação mais sincronizada entre biblioteca, corpo docente e projeto pedagógico.

PROJETO PEDAGÓGICO
Importa explicitar o que se entende por projeto, pedagógico e projeto
pedagógico no quadro da presente reflexão. O futuro não existe como algo pronto,
acabado; ele é construído com o passar do tempo de acordo com o que o indivíduo

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deseja. Portanto, o projeto pode ser conceituado como um futuro pensado, planejado
diante da realidade econômica, política, social e cultural. Em síntese, “O projeto é, a
maneira de superar o contexto existente, criando o novo pela razão, emoção e ação.”
(VALE, 1999, p. 71).
Para conceituar o pedagógico recorremos a Veiga (1995, p. 13), que o define
“como as ações educativas e as características necessárias às escolas de
cumprirem seus propósitos e sua intencionalidade.”
O projeto pedagógico é visto por Vasconcellos (1995, p. 45), “como
sistematização, nunca definida, de um processo de planejamento participativo que se
aperfeiçoa e se concretiza na caminhada, onde define claramente o tipo de ação
educativa que se quer realizar” .
O projeto pedagógico é dinâmico e em permanente processo de construção,
dependendo sempre do momento histórico-social em que a instituição de ensino está
inserida. O processo de construção deve ser realizado de forma coletiva e
participativa tendo como princípios norteadores, a igualdade, liberdade, qualidade,
gestão democrática e valorização do magistério, passando pela reflexão de sete
elementos básicos que são: “as finalidades da escola, a estrutura organizacional, o
currículo, o tempo escolar, o processo de decisão, as relações de trabalho, e
avaliação.” (VEIGA, 1995, p. 31). Ainda segundo a autora,

No contexto escolar existe uma correlação de forças onde se originam os
conflitos, as tensões, as rupturas, propiciando a construção de novas formas
de relação de trabalho, com espaços abertos à reflexão coletiva que
favoreçam o diálogo, a comunicação horizontal entre os diferentes segmentos
envolvidos com o processo educativo. (VEIGA, 1995 p. 31).

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As relações de trabalho na construção do projeto pedagógico devem estar
firmadas nas atitudes de solidariedade, de reciprocidade e de participação coletiva
para a afirmação da identidade institucional que é configurada conforme a interação
das pessoas, processos e sistemas na ação educacional.

É na forma como transcorre o processo educativo e como se organiza a
instituição que se evidenciam os valores priorizados. [Portanto] É preciso
valorizar a importância da elaboração do projeto pedagógico. Não apenas o
documento em si.[...]A produção e consecutivas revisões periódicas são o
melhor instrumento para a construção e a manutenção da identidade da
escola, bem como da apropriação dela por parte de professores e
funcionários. (LARANJA, 2004, p. 241).

Entende-se a partir desta citação que a eficiência e qualidade da gestão
educacional têm como instrumento diretivo o projeto pedagógico; o sucesso deste,
passa pela construção e aceitação do mesmo, pelos atuantes na esfera educacional
e administrativa da instituição.
Para Eyng “ a importância do conjunto de colaboradores institucionais,
entre eles, professores, é fundamental na gestão educacional. A gestão coletiva e
participativa de todas as etapas do projeto tendem a resultado eficiente e eficaz.”
(p.17).

Reforçando a idéia de gestão educacional vale ressaltar o que a autora

acima citada coloca como “um novo conceito de gestão coletiva como atividade
democrática, dialógica e ecológica na implantação e aperfeiçoamento da finalidade
da organização educacional e, como conseqüência, o fortalecimento da identidade
institucional.” (2006, p.17).
Não se pode planejar um projeto pedagógico que tenha eficiente resultado
sem integrá-lo a uma política organizacional mais ampla, envolvendo os
setores/departamentos e os profissionais que interagem na implantação e
desenvolvimento desse projeto. Daí a necessidade da participação no planejamento
e desenvolvimento

dos indivíduos que fazem parte direta ou indiretamente da

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manutenção do projeto. Entende-se aqui como participação, a contribuição com
igualdade de oportunidades, de todos os envolvidos no desenvolvimento e
manutenção dos processos, isto é, auxiliar na construção consensual de um
planejamento de ação, coletivo.
A BIBLIOTECA NO CONTEXTO DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR

A capacidade de comunicação por meio de diversos tipos de documentos
escritos, gráficos e visuais é a característica peculiar do homem. A criação, difusão,
conservação, recuperação e utilização desses documentos são atividades que
desempenham um papel importante na evolução da humanidade. (DENES,
GUITTERREZ, TETERYCZ, 2001)
A visão da biblioteca como mais um lugar para armazenar e preservar os
materiais bibliográficos relevantes para o ensino e a pesquisa, com as exigências
das grandes transformações ocorridas na história da humanidade, passa a ser cada
vez mais, o centro nervoso para a interação entre aqueles que produzem a
informação e o conhecimento de seus usuários dos quais o ensino e a pesquisa
modernos dependem para o progresso da sociedade.
Para Dias Sobrinho (2005, p.80), “é fundamental que os conhecimentos se
transformem em desenvolvimento da sociedade e elevação da vida humana, em
geral, e não se privatizem como bens individuais.”
No que se refere às bibliotecas universitárias, detentoras e disseminadoras
dos

conhecimentos gerados, devem acompanhar a função das instituições de

ensino que é prover suporte para o ensino, pesquisa e extensão, conseqüentemente
para o desenvolvimento social e humano. Portanto, “uma medida de qualidade de
uma instituição de ensino superior é a excelência de sua biblioteca” (MILANESI,
1995, p. 72).

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O desenvolvimento das bibliotecas está ligado diretamente ao projeto
curricular. No entanto, as bibliotecas e seus dirigentes passam despercebidos
quando se trata do desenvolvimento do projeto pedagógico institucional, projeto
pedagógico do curso, etc. Apesar das bibliotecas, muitas vezes,

não estarem em

uma posição privilegiada, no campo do planejamento e desenvolvimento curricular,
na ótica diretiva das IES, elas ocupam um lugar de importante relevância no que
tange à qualidade de ensino pesquisa e extensão. Entretanto, além da falta de visão
por parte dos dirigentes das IES sobre o trabalho das bibliotecas no desenvolvimento
dos projeto pedagógicos, existem também, outros fatores que exercem forte
influência na relação projeto pedagógico e biblioteca. Cabe aqui, explanar alguns
desses fatores:
Formação bibliográfica do projeto curricular:

a existência de cidadãos

conscientes, críticos e participativos na sociedade da qual fazem parte, depende da
formação pela qual eles passam. E grande parte dessa formação está inserida nos
conteúdos curriculares planejados e trabalhados pelas instituições de ensino.
Para Santomé (1998, p. 130),
a ação educacional pretende, além de desenvolver capacidades para a
tomada de decisões, oferecer aos estudantes e ao próprio corpo docente
uma construção reflexiva e crítica da realidade, tomando como ponto de
partida as teorias, conceitos, procedimento, costumes, etc., que existem
nessa comunidade e aos quais se deve facilitar o acesso.

Com base na citação acima chama-se a atenção para a importância na
formação bibliográfica das disciplinas curriculares, e também, para a necessidade de
disponibilização desse conteúdo geralmente oferecido pelas bibliotecas.
As bibliotecas na sua maioria trabalham com políticas de desenvolvimento
de coleções, diretrizes que norteam a formação e atualização do acervo de forma
que atendam satisfatoriamente a demanda das disciplinas ministradas nos cursos da
instituição. Essas diretrizes indicam alguns elementos básicos na formação

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bibliográfica como por exemplo, o número de itens a serem considerados na
aquisição, formas e prazos para solicitações de materiais, entre outros.
Mesmo com as diretrizes fornecidas pela biblioteca e, a disponibilidade da
bibliografia indicada no projeto curricular, no acervo, ser um fator fundamental, é alto
o índice - realidade vivenciada freqüentemente nas IES - de indicações bibliográficas
consideradas inacessíveis para a aquisição. Isso ocorre, devido a falta de informação
por parte dos docentes quanto ao lançamento de novas publicações, falta de acesso
aos meios de divulgação científica, falta de atualização na área de atuação, entre
outros.
Otimização do acervo existente: é fundamental o conhecimento pelo docente do
acervo bibliográfico existente na biblioteca em sua área de atuação para a
otimização do material disponível. Observa-se com bastante freqüência um número
elevado de materiais não utilizados por falta de conhecimento do docente, e ainda
mais, a indicação aos alunos de bibliografia não existente no acervo em detrimento
dos existentes.
Interação professor-biblioteca:

para um bom planejamento e uso do acervo

disponível a interação professor-biblioteca é imprescindível, pois o professor é a
principal fonte de informação para a formação de um acervo de qualidade para o
suporte de cada disciplina. Porém, essa interação é praticamente inexistente.
Bibliografias esgotadas e/ou fora de publicação: o índice de indicação por parte
dos docentes de bibliografias esgotadas ou fora de publicação é elevado. No
processo de aquisição bibliográfica isso significa

experiências frustrantes na

obtenção de resultados. Isso poderia ser sanado se os docentes procurassem
verificar a situação da bibliografia (disponibilidade, novas edições, etc.), antes de
fazerem a solicitação de aquisição.
Divergências em relação a bibliografia: em muitos casos professores assumem
uma disciplina, mas não concordam com a bibliografia indicada no projeto curricular,
e estabelecem uma bibliografia paralela, sem comunicação prévia, prejudicando

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dessa forma o serviço da biblioteca que não está preparada para o atendimento da
demanda. Os alunos procuram pela bibliografia indicada pelo docente em sala de
aula e a biblioteca não dispõe da mesma.
O “Livro-texto”: aspecto bastante evidente nas IES é a visão que muitos docentes
têm da bibliografia da disciplina como “um manual” para o aprendizado. Uma visão
fechada. Não indicando e, não raramente, não aceitando a utilização de outros
autores pelo aluno. Ficando naquela “o professor segue a disciplina com este livro”,
em muitos casos o livro pode ser o mesmo, mas por ter a cor da capa ser diferente,
em muitos casos por ser reimpressão, não é aceito pelo aluno.
Segundo Santomé (1998) “existem escolas de pensamento, orientações
ideológicas, temas conflituosos e polêmicos [...] mas, mediante consulta a diferentes
fontes podemos solucionar muitas dúvidas.” O autor complementa ainda que
“aprendemos a aprender” , algo que as instituições de ensino [e docentes] devem
ensinar de forma prioritária.”
A falta de incentivo por parte das instituições de ensino e dos docentes, faz
com que o aluno deixe de construir uma visão crítica sobre o tema seguindo a linha
na qual o professor acredita, não contribuindo para a exploração do conhecimento
disponível no acervo. O aluno age como reprodutor do conhecimento do professor.
Desenvolvimento de acervos

X custos e otimização: o investimento para a

implantação e manutenção de uma biblioteca universitária é consideravelmente alto,
cujo retorno não é tão visível e rápido conforme o esperado pelas IES. Os dirigentes
das bibliotecas sentem isso quando surgem as avaliações do Ministério da Educação
e Cultura - MEC. Sempre primando pelo desenvolvimento de acervos de qualidade,
sofrem com a pressão para a redução de custos, cortando aqui, adequando lá. Mais
um motivo para repensar a participação da biblioteca mais diretamente no
desenvolvimento dos projetos pedagógicos para a otimização de material já existente
no acervo porém, isso só poderá acontecer se o corpo docente conhecer o acervo.

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Publicações em língua estrangeira: sabe-se que em nosso país há uma parcela
muito grande da população que tem dificuldades com a própria língua. Adquirir
acervos em língua estrangeira, exceto para alguns cursos onde essa língua é
imprescindível, é investimento sem otimização. Observa-se nas bibliotecas um
grande número de obras desse tipo que não são utilizadas, mesmo sendo indicadas
pelos professores.
CONCLUSÃO
Com base na discussão da teorização de planejamento e desenvolvimento
de projetos pedagógicos e dos fatores que contribuem para a complexidade da
relação projeto pedagógico e biblioteca, conclui-se, que é imprescindível que os
vários segmentos que compõem uma instituição de ensino, tenham a clareza de que
a instituição está inserida e

faz parte de um sistema organizacional, onde, a

interação e a compreensão do sistema, seja ele administrativo ou de ensinoaprendizagem, é um fator determinante para um ensino de qualidade e eficiência
administrativa.
Nas instituições formam-se sistemas independentes, isolados e, muitas
vezes, conflituosos. Isso acontece entre disciplinas, setores, cursos, etc. Essa
realidade departamentalizada dificulta a elaboração e manutenção de projetos
pedagógicos eficientes, que, não se compreende a amplitude do projeto pedagógico
como um todo. A solução para amenizar os conflitos é trabalhar o projeto pedagógico
de forma integrada e coletiva. A Biblioteca como subsidiária da informação e do
conhecimento para o ensino, pesquisa e extensão, através de seus profissionais,
deve fazer parte do planejamento, desenvolvimento, manutenção e avaliação dos
projetos pedagógicos nas IES.
Acredita-se que com uma interação mais direta entre biblioteca, corpo
docente e projeto pedagógico, os conflitos existentes nessa relação podem ser
amenizados. É preciso se ter em mente que ter uma bibliografia citada no projeto
pedagógico, contar com esse material no acervo da biblioteca, não é suficiente para

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um ensino de qualidade. É preciso avaliar a utilização e

o aproveitamento no

processo ensino-aprendizagem, conscientizar os administradores das IES a terem
uma visão da biblioteca como parte integrante do processo.
Segundo Burke (2003), em 1639 a Universidade de Lovain declarava que a
biblioteca era desnecessária já que “professores são bibliotecas ambulantes”. Mas
com o passar do tempo, a realidade nos mostra que com a aceleração do
desenvolvimento tecnológico dos sistemas de comunicação e o volumoso
crescimento da produção do conhecimento, a biblioteca continua como referência
para o processo de ensino-aprendizagem.
Amenizar os conflitos na relação biblioteca-projeto pedagógico-corpo
docente é um desafio árduo, porém, possível de discussão.

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REFERÊNCIAS
BURKE, P. Uma história social do conhecimento: de Gutemberg a Diderot. São
Paulo: Jorge Zahar, 2003.
DENES, R.; GUTTIERREZ, S.; TETERYCZ, T. Análise do uso de tecnologia da
informação para desenvolvimento de um sistema de recuperação de
informação para o acervo de periódicos. Curitiba: FESPR, 2001. (TCC
apresentado para a conclusão do Curso de Especialização em Gestão da Informação
e Inovações tecnológicas).
DIAS SOBRINHO, J. Dilemas da educação superior no mundo globalizado:
sociedade do conhecimento ou economia do conhecimento? Porto Alegre: ArtMed,
1998.
EYNG, A M. Projeto pedagógico institucional: a relação dialógica entre planejamento
e avaliação institucionais. In: EYNG, A M.; GISI, M. L. (Orgs.) Política e gestão da
educação superior desafios e perspectivas. Ijuí: Unijui, 2006.
LARANJA, M. Discutindo a gestão de ensino básico. In: Gestão educacional: uma
nova visão. Porto Alegre: Artmed, 2004.
MILANESI, L. O que é biblioteca. 10.ed. São Paulo: Brasiliense, 1995.
SANTOMÉ, J. T. Globalização e interdisciplinaridade: o currículo integrado. Porto
Alegre: Artmed, 2005.
VALE, J. M. F. do. Projeto político-pedagógico como instrumento coletivo de
transformação do contexto escolar. In: Formação do educador e avaliação
educacional: conferências, mesas-redondas. São Paulo: UNESP, 1999.
VASCONCELOS, C. Planejamento: plano de ensino-aprendizagem e projeto
educativo. São Paulo: Libertad, 1995.
VEIGA, I. P. Projeto político-pedagógico da escola. Campinas, SP: Papirus, 1995.

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              <text>2006</text>
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          <description>An account of the resource</description>
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              <text>Este estudo aborda a existência de uma relação clara e ao mesmo tempo complexa entre a biblioteca universitária e os projetos pedagógicos de cursos das IES, relação esta, vinculada a bibliografia indicada nas disciplinas dos cursos. A problemática deste estudo, é levantar alguns fatores que contribuem para complexidade da relação biblioteca e projeto pedagógico de curso, vivenciados na experiência como profissional bibliotecário. As questões que se colocam como ponto de partida deste trabalho é a definição de projeto pedagógico, suas relações com a biblioteca e os profissionais envolvidos com este setor. Finalmente faz-se, algumas considerações para uma relação mais sincronizada entre biblioteca, corpo docente e projeto pedagógico.</text>
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          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
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