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                  <text>Eixo II - Pesquisa e Extensão
A GESTÃO DA INFORMAÇÃO E DO CONHECIMENTO COMO SUPORTE À
ADMINISTRAÇÃO DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS: DIÁLOGOS E
POSSIBILIDADES
THE MANAGEMENT OF INFORMATION AND KNOWLEDGE AS A SUPPORT FOR THE
ADMINISTRATION OF UNIVERSITY LIBRARIES: DIALOGUES AND POSSIBILITIES

Resumo: A pesquisa pretende trazer à luz e cooperar com o desenvolvimento da temática
Gestão da Informação e do Conhecimento em Bibliotecas Universitárias. Os objetivos
consistem em analisar as dinâmicas gerenciais relativas às questões de criação, uso e
compartilhamento de informações e de conhecimentos na conjuntura da administração de
bibliotecas universitárias. Os aspectos investigados exploram as concepções dessa gestão
como subsídio às práticas administrativas do bibliotecário-gestor. Assim, a pesquisa
classifica-se quanto aos objetivos como exploratória e descritiva, com abordagem qualitativa
e vale-se da pesquisa bibliográfica. A interpretação dos dados obtidos utiliza-se do conjunto
de técnicas de análise de conteúdo elaborado por Bardin. Quanto à fundamentação teórica,
elegeu-se o modelo Ciclo do Conhecimento Organizacional proposto por Choo. O percurso
metodológico traduz-se na elaboração de uma revisão da literatura dos trabalhos dedicados à
gestão da informação e do conhecimento em organizações correlacionando-as com os
aspectos administrativos das bibliotecas universitárias. Os resultados de pesquisa convergem
para uma conjunção e alinhamento entre a gestão da informação e do conhecimento e a
administração de bibliotecas universitárias. Essa interligação é possível por meio do uso
racional dos recursos tangíveis e intangíveis existentes nas bibliotecas universitárias, aliado à
ressignificação das competências do bibliotecário gestor. Diante do exposto, concluiu-se que a
gestão da informação e do conhecimento é capaz de apoiar ações que interfiram de modo
prático, inovador e criativo, nas dinâmicas administrativas das bibliotecas universitárias e em
benefício da qualidade de seus produtos e serviços.
Palavras-chave: Gestão da informação. Gestão do conhecimento. Administração de
biblioteca. Biblioteca universitária. Bibliotecário.
Abstract: The research aims to bring to light and cooperate with the development of the
Information and Knowledge Management in University Libraries. The objectives are to
analyze the managerial dynamics related to the creation, use and sharing of information and
knowledge in the context of the administration of university libraries. The investigated aspects
explore the conceptions of this management as a subsidy to the administrative practices of the
librarian-manager. Thus, the research is classified as exploratory and descriptive, with a
qualitative approach and uses bibliographical research. The interpretation of the data obtained
is based on the set of techniques of content analysis elaborated by Bardin. As for the

�theoretical basis, Choo proposed the Organizational Knowledge Cycle model. The
methodological course is the elaboration of a literature review of the works dedicated to the
management of information and knowledge in organizations correlating them with the
administrative aspects of university libraries. The research results converge to a conjunction
and alignment between information management and knowledge and the administration of
university libraries. This interconnection is possible through the rational use of tangible and
intangible resources in university libraries, together with the redefinition of the skills of the
librarian manager. In view of the above, it was concluded that information and knowledge
management is capable of supporting actions that interfere in a practical, innovative and
creative way, in the administrative dynamics of university libraries and for the benefit of the
quality of their products and services.
Keywords: Information management. Knowledge management. Library administration.
University library. Librarian.
1 INTRODUÇÃO
O atual cenário político-econômico das Instituições de Ensino Superior é de incertezas
quanto ao seu futuro. Nesse seguimento, as bibliotecas enfrentam o desafio de se
reinventarem e de se adequarem às mudanças pretendidas pela sociedade da informação.De
igual modo, ressalta-se o momento histórico no qual essas instituições educacionais recebem
acusações relacionadas à sua (suposta) ineficiência.
Nesse contexto, a parca discussão aprofundada sobre os aspectos gerenciais da
informação e do conhecimento no campo da Biblioteconomia e da Administração
educacional, representa uma incômoda lacuna na trajetória construtiva da administração
bibliotecária. Esse estado da arte basal impossibilita diálogos que corroborem para uma
análise mais efetiva e transformadora sobre essa temática, denotando um campo fértil para ser
explorado.
Motivado por esses fatores, esta pesquisa tem como objetivo contribuir para o
acréscimo de referenciais pertinentes à Gestão da Informação e do Conhecimento (GIC) em
bibliotecas universitárias. Igualmente, esses objetivos visam compreender a GIC como
subsídio à administração dessas bibliotecas. Em suma, a partir do pressuposto de liderança do
bibliotecário-gestor, pretende-se analisar as dinâmicas gerenciais relativas às questões de
criação, uso e compartilhamento de informações e de conhecimentos nas bibliotecas
universitárias.
2 MATERIAIS E MÉTODOS
A orientação metodológica deste trabalho apoia-se na obra de Gil (2002) . Constitui-se
de uma pesquisa bibliográfica. Diante disso, utiliza-se como percurso metodológico a

�elaboração de uma revisão da literatura dos trabalhos dedicados à GIC correlacionando-a com
os aspectos administrativos das bibliotecas universitárias. Assim, a pesquisa classifica-se
quanto aos objetivos como exploratória e descritiva, com abordagem qualitativa. A
interpretação dos dados obtidos utiliza o conjunto de técnicas de análise de conteúdo
elaborado por Bardin (2004).
Face o exposto, são descritos os conhecimentos e interpretações sobre a temática, além
das suas semelhanças e contradições. Posteriormente, são discutidos os aspectos de
construção do sentido, criação de conhecimento e tomada de decisões em organizações,
destacando-se as bibliotecas universitárias. Os resultados e as discussões apontadas, aliadas às
suas possibilidades de aplicação em bibliotecas universitárias, foram desenvolvidos de modo
simultâneo e dispostos nas etapas do Ciclo do Conhecimento Organizacional (CHOO, 2003).
3 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
A fundamentação teórica desta pesquisa considera a multiplicidade dimensional que
envolve os conceitos de gestão, de informação e de conhecimento. Nesse intento, elegeu-se o
modelo gerencial da informação proposto por Choo (2003). Essa escolha ocorre pela
abordagem cíclica da informação e do conhecimento evidenciada nesse padrão e a sua
semelhança, de modo formal ou informal, ao modelo existente em bibliotecas universitárias
(FERREIRA; MAIA, 2013).
Diante do exposto, para o desenvolvimento dessa pesquisa foram concatenados os
aspectos conceituais da informação e do conhecimento nas organizações. Posteriormente,
foram abordadas as dinâmicas relativas à administração de bibliotecas, suas particularidades
organizacionais e o papel de seu gestor, o bibliotecário. Para isso, foram consultados livros,
artigos e demais trabalhos científicos de autores da Ciência da Informação, da Administração
e da Biblioteconomia.
A informação e o conhecimento possuem divergências conceituais entre si. Deste
modo, alguns autores afirmam que a informação, exclusivamente, não constrói conhecimento,
ambas

(SMIT, 2012, p.

94). Em contrapartida, uma das vertentes existentes na Ciência da Informação (CI) ratifica a
inexistência da diferenciação entre informação e conhecimento, exceto sob um contexto
linguístico (MACHLUP, 1962).
Ainda nessa acepção, a informação estabelece-se como o elemento de comunicação
entre pessoas ante uma sucessão de processos orientados pelas necessidades humanas (LE
COADIC, 2004). Neste trabalho, assume-se que esse processo de comunicação ocorre pela

�incorporação da informação a uma rede cognitiva/intelectual, que possibilita gerar novos
conhecimentos de modo individualizado (SMIT, 2012). Assim sendo, a informação, por si só,
é incapaz de proporcionar conhecimento, o mesmo atua como um auxiliar na resolução de um
problema (LE COADIC, 2004; OLIVEIRA, 2008).
A informação registrada, armazenada para socialização e potencialmente utilizável,
integra-se a uma abordagem de comunicação que é direcionada ao usuário/receptor. Nesse
seguimento, o receptor (ou usuário), ao processar a informação, deve encontrar, em sua rede
cognitiva, a condição à qual esse novo elemento poderá se conectar (SMIT, 2012). O
conhecimento, por sua vez, é próprio do indivíduo/usuário e configura-se como complexo e
imprevisível, diferenciando-se da informação por contemplar crenças e compromisso
humanos (NONAKA; TAKEUSHI, 2008).
Entende-se que as organizações, de modo formalizado ou não, já fazem uso de práticas
em gestão estratégica, da inovação, do capital humano e da informação (CHOO, 2003). Desse
modo, tais práticas transcorrem no gerenciamento do conhecimento organizacional e,
consequentemente, demandam a identificação das práticas e definição das metas em benefício
do amadurecimento das etapas de captação e compartilhamento de conhecimento.
3.1 GESTÃO DA INFORMAÇÃO E DO CONHECIMENTO (GIC)
A GIC estabelece-se como um campo interdisciplinar da ciência, sendo seus principais
colaboradores oriundos das áreas da Administração; da Ciência da computação e da Ciência
da informação (ALVARENGA NETO, 2008). Enquanto o domínio da Administração abrange
questões de planejamento, organização e controle, o campo da Ciência da computação
contempla características de distribuição e armazenamento da informação (ALVARENGA
NETO, 2008; ARAÚJO; DIAS, 2008). A Ciência da Informação, por sua vez, contribui
quanto à recuperação, ao armazenamento e a utilização de documentos e dados (BARBOSA;
PAIM, 2003).
Não há uma delimitação única e estática sobre quando começa ou termina a gestão da
informação (GI) e a gestão do conhecimento (GC), porém, é possível destacar suas principais
características. A GI tem uma preocupação com a administração dos registros e documentos
que levam à criação, organização e manutenção de repositórios de conhecimento
(ALVARENGA NETO, 2008; ARAÚJO; DIAS, 2008). Os estudos acerca da GI perpassam,
entre outros, aspectos técnicos da Biblioteconomia, como a coleta, o tratamento, a
organização e a indexação (LANCASTER, 2004; OLIVEIRA, 2008; SARACEVIC, 1996).
Quanto à GC, ela incorpora questões relativas à criação, ao uso e ao compartilhamento

�do conhecimento sob um contexto de gestão e capacitação (ALVARENGA NETO, 2008). No
ambiente organizacional, a GC é estudada como fonte de informações para a competitividade
empresarial (DAVENPORT; PRUSAK, 1998) e no gerenciamento de questões estratégicas
(CHOO, 2003). Complementarmente, a temática é trabalhada na perspectiva da gestão da
inovação e do capital intelectual (NONAKA; TAKEUCHI, 2008).
Percebe-se que entre a GI e a GC existem fortes conexões que são assimiladas como
modelos complementares (TEIXEIRA; VALENTIM; 2012). Outrossim, o paradigma
produtivo pautado no conhecimento, demanda a organização dos fluxos informacionais e de
conhecimento (workflow) existentes entre as pessoas de uma organização (VITAL et al.,
2010). Nesse contexto, ao se considerar o conhecimento como derivado de uma mescla de
elementos informacionais fluídos, torna-se necessário, sua compreensão.
De acordo com Valentim (2010) os fluxos de informação no ambiente organizacional
dividem-se entre fluxos formais (estruturados) e fluxos informais (não estruturados). Os
fluxos de informação formais estão em registros tangíveis enquanto que os informais são, por
sua vez, originários das experiências dos sujeitos organizacionais (VALENTIM, 2010). Nessa
continuidade, Davenport e Prusak (1998) determinam que os fluxos de informação, sejam eles
estruturados ou não, são intrínsecos à dinâmica das organizações e, por isto, podem ser
mapeados, identificados e caracterizados sob a perspectiva do ambiente informacional.
Nesse viés, segundo Valentim (2010), essas ações gerenciais na organização visam
prospectar, selecionar, organizar e disseminar seus ativos informacionais e intelectuais. Para
isso, integram-se desde documentos e bancos de dados produzidos pela organização até o
reconhecimento individual dos sujeitos organizacionais na organização (ALVARENGA
NETO, 2008).
3.2 ADMINISTRAÇÃO DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
Diante do exposto, denota-se que os espectros de atuação da GIC e dos fluxos
informacionais são amplos e abrangentes. Nesse sentido, percebe-se que nas IES, destacandose as bibliotecas universitárias, tal fenômeno não é diferente. Ressalta-se que as bibliotecas
universitárias, mesmo submetidas a uma organização superior, são consideradas como
organizações (MACIEL; MENDONÇA, 2006).
Assim, as bibliotecas universitárias têm como principal função subsidiar as práticas de
ensino, de pesquisa e de extensão desenvolvidas no ensino superior, intermediando a provisão
de recursos de informação seletivos, diversificados e organizados (ALMEIDA, 2005;
NUNES; CARVALHO, 2016). A incorporação de aspectos direcionados à organização da

�informação gerencial, além da criação e compartilhamento de conhecimentos, proporciona,
consequentemente, incrementos de ordem qualitativa essenciais às bibliotecas universitárias
(BEM; AMBONI, 2013, CASTRO, 2005).
Davenport e Prusak (1998) alegam que a administração da informação transcorre em
ambientes inter-relacionados: o ambiente de informações, o ambiente externo e o ambiente
organizacional. Nesse sentido, as bibliotecas universitárias apresentam tanto relações internas
(equipe administrativa e técnica) quanto externas (clientes/usuários). A troca contínua de
informações e de conhecimentos entre o pessoal da biblioteca e o usuário possibilita o
aprendizado mútuo e agiliza o fluxo de conhecimento (VALENTIM, 2010).
A GIC em bibliotecas, nos últimos anos, foi analisada sob algumas perspectivas interrelacionadas. No âmbito das bibliotecas universitárias, são mencionadas as práticas de GIC
em sistemas de bibliotecas federais (BEM; AMBONI, 2013; FERREIRA; MAIA, 2013); a
análise de produtos e serviços inovadores (ALVARENGA NETO, 2008) e a gestão da
qualidade (SOUZA et al., 2016). Adicionalmente, ainda no contexto das bibliotecas
acadêmicas, procura-se abranger as competências de gerenciamento e prestação de seus
serviços de informação (SOUZA et al, 2016) e as pesquisas referentes à gestão de fluxo de
informação como suporte ao processo decisório (VALENTIM, 2010).
Em retomada aos objetivos desta pesquisa, reforça-se que eles visam compreender a
GIC como subsídio à administração de bibliotecas universitárias. Nesse intento, elegeu-se o
modelo gerencial da informação proposto por Choo (2003). Essa escolha ocorre pela
abordagem cíclica da informação e do conhecimento, evidenciada naquele modelo e pela sua
semelhança, de modo formal ou informal, ao adotado em bibliotecas universitárias
(FERREIRA; MAIA, 2013).
4 CONSTRUÇÃO DO SENTIDO E CRIAÇÃO DE CONHECIMENTO E TOMADA
DE DECISÃO
Nessa perspectiva, as organizações, incluindo as bibliotecas universitárias, fazem uso
estratégico da informação para atuação em uma tríade de campos distintos, porém, conectados
(FIG.1): sensemaking; criação de conhecimento e tomada de decisão (ALVARENGA NETO,
2008; CHOO, 2003).
Dada amplitude do tema sensemaking (ou a construção do sentido), optou-se por um
recorte que aponta para as questões da construção de sentido em organizações. São abordados,
portanto, os aspectos de análise e interpretação do ambiente informacional e seus sistemas
interpretativos (CHOO, 2003). O sensemaking permite a construção de um entendimento

�compartilhado dos sujeitos organizacionais, do que é a organização e o que ela faz
(ALVARENGA NETO, 2008).
Ainda no tocante à construção de sentido e do valor às atividades das organizações,
Choo (2003) apresenta a sua estruturação por meio das etapas de necessidade, busca e uso de
informação. Sob a perspectiva bibliotecária, as necessidades de informação em bibliotecas
universitárias implicam em um reconhecimento aprofundado das perspectivas da equipe de
trabalho e dos usuários de seus produtos e serviços.
FIGURA 1 A organização do conhecimento

Fonte: Adaptado de Choo (2003, p.51).

A próxima etapa, intrínseca à construção de sentido, refere-se à busca da informação.
Para isso, a GIC de Choo (2003) indica o escaneamento ambiental e a pesquisa em sistema de
informações.
O último passo para a construção de sentido consiste no uso da informação e alude às
questões de redução da incerteza e administração de ambiguidade. A informação pode reduzir
ou aumentar a incerteza em uma tomada de decisão (ALVARENGA NETO,2016; VITAL et
al., 2010). Diante disso, torna-se mais relevante o gerenciamento de ambiguidades
informacionais por meio de um entendimento coletivamente construído.
O segundo elemento da tríade desenvolvida por Choo (2003) destina-se à criação de
conhecimento, cuja construção exige o conhecimento tácito de indivíduos ou grupos
(NONAKA; TAKEUCHI, 2008). Conforme Alvarenga Neto (2008), as organizações criam,
adquirem, organizam e processam a informação com o objetivo de gerar novos
conhecimentos, utilizando-se para tanto, a aprendizagem organizacional. A partir disso, o

�desenvolvimento de novas habilidades e capacidades, a criação de novos produtos e serviços
BARTON, 1998 apud ALVARENGA NETO, 2008, p. 81).
A última área descrita por Choo (2003) refere-se à tomada de decisão estruturada por
regras e rotinas, sendo aqui trabalhada no limite da racionalidade. Assim, quanto às limitações
desse processo, Simon (1971) explica a impossibilidade prática de o gestor acessar a
totalidade de opções possíveis para um processo decisório racional integral. Desta forma, o
administrador é auxiliado por um número limitado de informações que o subsidiará para uma
decisão suficientemente boa em relação aos objetivos da organização (SIMON, 1971;
ALVARENGA NETO, 2008).
Assim, a prática da GIC ocorre por intermédio de abordagens gerenciais e de
ferramentas orientadas para o diálogo entre informação e conhecimento em prol do processo
decisório (SANTOS; VALENTIM, 2014). Deste modo, cabe ao gestor atentar-se à diferença
entre fatos objetivos de valores que possuem natureza subjetiva. Ressalta-se, porém, que
ambos, fatos e valores, influenciam o processo decisório (SIMON, 1971; FERREIRA; MAIA,
2013).
4.1 CICLO DO CONHECIMENTO ORGANIZACIONAL DIRECIONADO ÀS
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
Apresentadas as concepções fundamentais de construção de sentido, criação de
conhecimento e tomada de decisões, aventa-se discutir o ciclo da informação gerencial. Para
isso, procede-se a incorporação das dinâmicas e ferramentas administrativas que conduzam à
GIC sob a ótica da biblioteca universitária e do seu gestor, o bibliotecário.
Nesse sentido, Choo (2003) aponta um modelo processual de administração indicativo
de um ciclo constante de atividades administrativas (FIG.2) que se comunicam: identificação
das necessidades de informação; à aquisição da informação; à organização e armazenamento
da informação; ao desenvolvimento de produtos e serviços de informação; à distribuição da
informação e ao uso da informação.
O primeiro passo trabalhado refere-se à identificação das necessidades de informação.
e não é responder, mas
identificar as necessidades de informação a serem gerenciadas tornam-se ações primordiais da
GIC na biblioteca universitária.

�FIGURA 2 Ciclo do Conhecimento Organizacional

Fonte: Adaptado de Choo (2003, p.404).

Diante do exposto, torna-se pertinente o desenvolvimento de uma série de objetivos
VALENTIM, 2010). Segundo Choo (2003), os sujeitos organizacionais sempre tentam
compreender o que acontece à sua volta. Assim, a instrumentalização dos processos
necessários para essa compreensão pode acontecer por meio de um mapeamento de
necessidades dos sujeitos organizacionais (CHOO, 2003) e, sob a ótica bibliotecária, dos
estudos de usuários de bibliotecas (CUNHA; AMARAL, 2015).
A identificação das necessidades de informação ocorre pela mediação entre os
processos comunicacionais e os sujeitos envolvidos (FERREIRA; MAIA, 2013). Diante desse
fluxo contínuo informacional, a definição de políticas de informação proporciona uma
descrição meticulosa das necessidades existentes (ALVARENGA NETO, 2008). Nesse viés, é
característico da biblioteca, especialmente da universitária, a adoção de políticas
bibliotecárias.
informal, está ligada ao atendimento da missão da biblioteca, bem como os critérios de
cam-se as relativas ao acervo (Política de
desenvolvimento de coleções) e as que contemplam diretrizes direcionadas à seleção,
aquisição e descarte (ALMEIDA, 2005). De igual modo, estão presentes políticas
direcionadas aos aspectos técnicos (LANCASTER, 2004) de tratamento da informação
(Política de Classificação e de Indexação) e de serviços (Política de empréstimos).
Após a identificação, o processo posterior do ciclo informacional apresentado por
Choo (2003) remete à aquisição da informação. A multiplicidade de fontes e de formatos de

�informação existente tornou ainda mais complexa essa etapa (FERREIRA; MAIA, 2013).
Assim, Davenport e Prusak (1998) afirmam que pessoas são os melhores meios para
identificação e filtragem da informação a ser adquirida. No âmbito da biblioteca universitária,
a informação pode ser buscada em registros internos ou externos, por meio de sistemas de
inteligência. Nesse aspecto, Choo (2003) ressalta o papel do bibliotecário e dos profissionais
de informação no monitoramento externo e na utilização das tecnologias de informação.
No decorrer do processo de busca é possível que a informação demandada inexista e,
nesse caso, Alvarenga Neto (2008) cita a necessidade de investigação em prol da descoberta
de uma nova informação. O autor complementa que, ao refinar, avaliar e monitorar
percepções, a compreensão do próprio processo é incrementada, superando eventuais
omissões informacionais e proporcionando condições para a organização da informação.
A etapa conseguinte do modelo de Choo (2003) relaciona-se à organização da
informação criada e/ou acumulada. Para isto, é indicado o uso da tecnologia da informação
como amparo ao armazenamento de dados estruturados coletados pela administração
bibliotecária (CHOO, 2003; LIMA, 1998). As ferramentas e instrumentos derivados do
sistema informacional adotado devem ser capazes de organizar a informação, oriundas de
fontes diversas, de modo a classifica-la, armazená-la e trata-la (ALVARENGA NETO, 2008;
CHOO, 2003).
Conforme Cunha e Cavalcanti (2008), sistemas de gerenciamento da informação são
integrados a suportes lógicos (softwares) e têm por objetivo a administração da informação.
Assim, na perspectiva das bibliotecas, Lima (1998) apresenta três sistemas de informação
essenciais que visam o gerenciamento do acervo, dos dados bibliográficos e a estruturação de
bases de dados.
O primeiro sistema citado por Lima (1998) é o de gerenciamento de bibliotecas e tem
a função de administrar o acesso aos documentos do acervo, monitorando o seu paradeiro
(CUNHA; CAVALCANTI, 2008). O segundo sistema refere-se ao gerenciamento de bases de
dados bibliográficos e tem a incumbência de atender às situações específicas do repertório
bibliográfico (LIMA, 1998). Nesse sistema, quando determinada informação bibliográfica é
modificada, todas as demais associadas a ela também serão modificadas imediatamente
(CUNHA; CAVALCANTI, 2008). Por fim, o terceiro sistema aplica-se ao gerenciamento de
base de dados, que é definido pela estrutura lógica e física dos dados estruturados em uma
base.
Se, por um lado, não faltam recursos e mecanismo para a administração das
informações estruturadas (formais), por outro lado há uma inquietação quanto à organização

�de dados não estruturados (informais). Nesse intuito faz-se necessário o desenvolvimento de
uma memória organizacional que atue como um repositório de conhecimentos e experiências
(CHOO, 2003; FERREIRA; MAIA, 2013). No ambiente das bibliotecas universitárias, esse
armazenamento é de extrema valia, haja vista a possibilidade de que sejam aproveitados os
conhecimentos da equipe profissional da biblioteca.
A compreensão desse conhecimento e sua efetiva possibilidade de consulta pelos
demais membros da organização demandam ações sistemáticas organizacionais (CHOO,
2003; NONAKA; TAKEUSHI, 2008). Nesse sentido, ao estimular a interação e a
aprendizagem entre os colaboradores, o bibliotecário-gestor propicia aumento do
conhecimento individual e coletivo de seus membros, impactando em seus serviços e rotinas.
O desenvolvimento de produtos e serviços de informação é o próximo passo do ciclo
organizacional de Choo (2003). Tal processo estabelece-se via mapeamento do conhecimento
e das necessidades do cliente/usuário. Nessa acepção, Choo (2003) afirma que o objetivo de
desenvolver produtos e serviços de informação é estabelecer relações com a necessidade de
informação do usuário.
Nesse contexto, a biblioteca universitária, por meio de seus sujeitos atuantes, em
especial o bibliotecário, deve compreender os processos de produção, aquisição, organização
e disseminação da informação (SOUZA et al; 2016). Assim, ao propiciar os serviços e
produtos na biblioteca universitária, novos conhecimentos são gerados. Esses conhecimentos
criados permitem a concepção de novos serviços e produtos, o aperfeiçoando dos antigos e a
melhora dos processos da organização (ALVARENGA NETO, 2008).
Os conhecimentos organizados e traduzidos de forma harmônica nos produtos e
serviços, proporcionam condições necessárias para disseminação da informação. Dessa forma,
o próximo passo do ciclo de Choo (2003) consiste na distribuição da informação. Nessa linha,
distingue-a difusão da informação, considerada relevante, para as pessoas certas, no momento
devido e no formato adequado (CHOO, 2003; VALENTIM et al., 2014).
Nos trabalhos biblioteconômicos, a distribuição da informação é trabalhada sob o
olhar de antecipação de desejos do cliente (problema, tomar uma decisão, negociar uma
-se considerar o contexto social do uso
da informação, quando a mesma adquire sentido intermediada pelo compartilhamento dos
envolvidos (CHOO, 2003).
Portanto, a percepção sobre o problema enfrentado, subsidiado pela informação
administrada, pode ser alterada, gerando para o bibliotecário, novas dúvidas e incertezas.
Dessa maneira, é reiniciado o ciclo do conhecimento organizacional do modelo de Choo

�(2003).
Sendo a própria biblioteca uma fonte de informação, seus serviços de disseminação
seletiva da informação podem ser referência na padronização do modo de distribuição da
informação.
Conforme Choo (2003), o processo de disseminação e compartilhamento da
informação, a partir de fontes amplas, diversificadas e trabalhadas de modo factual, geram
novas soluções e perspectivas de uso. Deste modo, a distribuição articulada da informação
contribui para a codificação da mensagem pelo receptor dessa informação, além da promoção
de um maior aprendizado organizacional (CHOO, 2003). Consequentemente, ao se trabalhar a
distribuição da informação de forma criteriosa, aumenta-se os aspectos qualitativos para o uso
dessa informação. .
O próximo estágio do ciclo modelado por Choo (2003) consiste no uso da informação
e suas ligações com o contexto social e as condições em que ocorre tal emprego da
informação. Nesse sentido, Ch
a seleção e o processamento da informação de modo a responder uma pergunta ou resolver
Os resultados de pesquisa convergem para o alinhamento entre a GIC e a
administração de bibliotecas universitárias. Essa interligação é possível por intermédio de um
uso racional dos recursos intangíveis e tangíveis presentes nas bibliotecas universitárias, além
da ressignificação das competências do bibliotecário gestor (FIG.3).
FIGURA 3

Ações do Bibliotecário perante a informação gerencial.

Fonte: Elaborado pelo autor.

�Isto posto, a função do bibliotecário não se restringe ao mero gerenciamento das
informações documentárias (SILVA; DUARTE, 2015), sendo o mesmo a figura central na
administração da biblioteca e, por conseguinte, do processo decisório. Nesse seguimento, no
espaço das Bibliotecas universitárias, cabe ao bibliotecário não desempenhar a função
exclusiva de solucionador de problemas e, sim, de agente vigilante.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Em face disto, concluiu-se que a gestão da informação e do conhecimento, analisada
sob a ótica da administração bibliotecária, é capaz de apoiar ações que interfiram de modo
prático, inovador e criativo, no desenvolvimento de produtos e serviços da biblioteca
universitária. Assim sendo, enfatiza-se que a GIC, estruturada pelas formas de comunicação
organizacional e as tecnologias de informação, são elementos que apoiam o processo de
compartilhamento do conhecimento. Nesse sentido, reforça-se o uso racional de todos os
recursos disponíveis nas bibliotecas universitárias, incluindo a informação registrada e o
conhecimento dos sujeitos organizacionais envolvidos, são promissores para o aprimoramento
da sua eficiência administrativa.
A

combinação

existente

entre

as

tradicionais

atividades

administrativas

biblioteconômicas e a incorporação de novos olhares pautados pelas perspectivas práticas de
identificação e desenvolvimento de conhecimento organizacional, são propulsores de novas
estratégias nas bibliotecas universitárias. Essa ressignificação sobre o exercício gerencial
universitário denota maior participação do bibliotecário sobre um todo coletivo. Nesse
seguimento, a partir da compreensão da GIC em bibliotecas universitárias, o processo
decisório do bibliotecário adquire maior valor agregado o que conduz a administração de
bibliotecas universitárias para a concretização de sua missão primordial: subsidiar as práticas
de ensino, de pesquisa e de extensão desenvolvidas no ensino superior.
REFERÊNCIAS
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Brasília, DF: Briquet de Lemos, 2005.
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              <text>A pesquisa pretende trazer à luz e cooperar com o desenvolvimento da temática Gestão da Informação e do Conhecimento em Bibliotecas Universitárias. Os objetivos consistem em analisar as dinâmicas gerenciais relativas às questões de criação, uso e compartilhamento de informações e de conhecimentos na conjuntura da administração de bibliotecas universitárias. Os aspectos investigados exploram as concepções dessa gestão como subsídio às práticas administrativas do bibliotecário-gestor. Assim, a pesquisa classifica-se quanto aos objetivos como exploratória e descritiva, com abordagem qualitativa e vale-se da pesquisa bibliográfica. A interpretação dos dados obtidos utiliza-se do conjunto de técnicas de análise de conteúdo elaborado por Bardin. Quanto à fundamentação teórica, elegeu-se o modelo Ciclo do Conhecimento Organizacional proposto por Choo. O percurso metodológico traduz-se na elaboração de uma revisão da literatura dos trabalhos dedicados à gestão da informação e do conhecimento em organizações correlacionando-as com os aspectos administrativos das bibliotecas universitárias. Os resultados de pesquisa convergem para uma conjunção e alinhamento entre a gestão da informação e do conhecimento e a administração de bibliotecas universitárias. Essa interligação é possível por meio do uso racional dos recursos tangíveis e intangíveis existentes nas bibliotecas universitárias, aliado à ressignificação das competências do bibliotecário gestor. Diante do exposto, concluiu-se que a gestão da informação e do conhecimento é capaz de apoiar ações que interfiram de modo prático, inovador e criativo, nas dinâmicas administrativas das bibliotecas universitárias e em benefício da qualidade de seus produtos e serviços.</text>
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