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                  <text>QUALIDADE EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS DA ÁREA PÚBLICA: A
CONTRIBUIÇÃO DO GESPÚBLICA
Simone Angélica Del-Ducca Barbêdo
simone@sid.inpe.br
Waldomiro Vergueiro
wdcsverg@usp.br

Resumo: A qualidade é elemento estratégico para o sucesso organizacional.
Especificamente, unidades de informação têm buscado e se beneficiado da
aplicação de ferramentas e sistemas da qualidade para melhoria de atividades
e ampliação de benefícios a seus clientes. Neste contexto, o sistema ISO 9001
e os programas ligados aos Prêmios de Qualidade representam alternativas
para serviços de informação, especialmente bibliotecas universitárias. No
Brasil, algumas unidades de informação universitária já obtiveram certificações
e premiações. No entanto, esses modelos apresentam barreiras para aplicação
na área pública, principalmente devido à complexidade de requisitos e custo
dos resultados, sendo necessária a identificação de modelos mais viáveis para
implementação. O Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização
– GESPÚBLICA - , de fevereiro de 2005, representa alternativa para a
implementação da qualidade dos serviços das bibliotecas universitárias da área
pública, colaborando na formulação de medidas do plano plurianual, na
consolidação de uma administração pública profissional voltada aos interesses
dos clientes e na aplicação de instrumentos e abordagens gerenciais mais
efetivos. Nesse sentido, os processos, a estrutura e a estratégia desenvolvidos
pelos GESPÚBLICA são analisados neste trabalho, discutindo-se sua
aplicação, benefícios, limitações em bibliotecas universitárias da área pública,
bem como sugerindo alguns passos para aplicação e implementação efetivas
do Programa.
Palavras-chave: Sistemas de gestão; Bibliotecas universitárias, Qualidade em
Serviços de Informação; GESPÚBLICA.

Introdução

As organizações passam continuamente por mudanças, visando alcançar
mercados e atender necessidades de clientes cada vez mais informados,
exigentes e diferenciados devido às alterações globais e à melhoria de
produtos e serviços. De acordo com Anjard (1998), algumas formas de
melhoria contínua são necessárias para maior competitividade, devendo as
organizações influenciar na qualidade de seus produtos e serviços. Neste
sentido, a segunda metade do século XX foi marcada pelo desenvolvimento da
qualidade no setor de manufatura, devido ao aumento da competitividade e à

�globalização. Deming, Juran, Feigenbaum, Crosby e Ishikawa desenvolveram
proposições nessa área, provendo nova visão de gestão para as indústrias.

No setor de serviços, a busca pela excelência é similar à da manufatura, pois
atividades e processos têm como fim o atendimento aos clientes. Assim, a
obtenção da qualidade em serviços é um processo contínuo, no qual o cliente é
membro fundamental para o reconhecimento das organizações de serviços nas
comunidades onde estas atuam. As bibliotecas também buscam a excelência
na realização de atividades e produtos oferecidos. Para Vergueiro e Carvalho
(2002), as bibliotecas universitárias, particularmente, também estão sendo
englobadas nessa busca pela qualidade, com maior ou menor sucesso.

De fato, as bibliotecas universitárias necessitam de constante mudança, sendo
desafiadas a inovar sua administração e desenvolvimento, buscando em
teorias, ferramentas e sistemas da qualidade uma alternativa para melhoria na
gestão. Segundo Beluzzo (1995), Kathman e Kathman (2000), Vergueiro
(2000) e Ward (2000) os bibliotecários reconhecem a necessidade de aumentar
seus objetivos e manter a qualidade de produtos e serviços, destacando a
importância dos usuários internos nesta mudança de comportamento e gestão.
Para tanto, é necessário incorporar novas funções àquelas tradicionais,
compatíveis com os novos paradigmas da informação. Desta forma, a
implementação de filosofias da qualidade é veículo fundamental para melhoria
dos serviços das bibliotecas. A gestão da qualidade, por suas características
de adaptabilidade e transformação, é uma alternativa viável para que as
bibliotecas ofereçam resposta apropriada às exigências de um novo tempo
(LONGO e VERGUEIRO, 2003).

Embora a literatura especializada descreva a aplicação de ferramentas e
modelos de gestão voltados à excelência dos serviços oferecidos em
bibliotecas universitárias da área pública (ANDRADE et al, 1998; XAVIER,
2001; AMBONI, 2002), a aplicação de sistemas de gestão é abordada com
menos freqüência. Isso se deve, talvez, à própria estrutura das bibliotecas
pertencentes a órgãos públicos e às dificuldades que estas encontram. Desta
forma, cabe às bibliotecas universitárias a identificação de metodologias que

�permitam a inserção da qualidade em seus modelos de gestão. Uma alternativa
viável nessa direção, desenvolvida pelo Ministério do Planejamento, é o
Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização – GESPÚBLICA,
que incentiva órgãos públicos a implementar sistemas de gestão, participando
de um processo de avaliação com premiações para as melhores práticas
gerenciais voltadas à qualidade dos serviços aos cidadãos.

Partindo do contexto da busca pela excelência em Bibliotecas e do Programa
do

GESPÚBLICA,

este

artigo

analisa

sua

aplicação

em

bibliotecas

universitárias da área pública, identificando benefícios e limitações e sugerindo
passos para sua implementação efetiva.

Sistemas de Gestão da Qualidade

A implementação de sistemas de gestão permite às organizações estar bem
estruturadas e introduzir métodos de trabalho eficientes para a melhoria da
qualidade, atingindo os membros internos e toda a sociedade. A Associação
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT, 2000) afirma que, para conduzir e
operar com sucesso uma organização é necessário dirigi-la e controlá-la de
maneira transparente e sistemática, o sucesso resultando da implementação e
manutenção de um sistema de gestão concebido para melhorar continuamente
o desempenho, levando em consideração, ao mesmo tempo, as necessidades
de todas as partes interessadas, além de elevar a satisfação do cliente.

Os modelos ISO 9000 e Gestão da Qualidade Total (TQM) são sistemas de
gestão da qualidade para organizações de manufatura e serviços no mundo.
Segundo Wiele et al (1997), a ISO 9000 está concentrada na série de padrões
de sistemas de gestão da qualidade, enquanto o TQM é mais amplo, por estar
baseado nos princípios da gestão da qualidade total. Além desses sistemas,
destacam-se também os Prêmios da Qualidade como o Prêmio Deming
(Japão), Prêmio Malcolm Baldridge (EUA), Prêmio Europeu, Prêmio Nacional
da Qualidade (Brasil), entre outros.

�Tanto os modelos como os prêmios da qualidade são aplicáveis na indústria de
manufatura e de serviços. Atualmente, muitas organizações de serviços
procuram implementar sistemas de gestão como uma alternativa efetiva para
melhoria dos serviços e satisfação do cliente. Essa preocupação se intensificou
a partir da importância econômica deste setor na sociedade pós-industrial.
Independentemente do modelo ou prêmio de excelência escolhido, a aplicação
efetiva em organizações de serviços deve ser baseada em motivos concretos
de implementação. No entanto, os benefícios obtidos, tanto internos quanto
externos, são aparentes.

As organizações prestadoras de serviços de informação também estão
inseridas neste contexto, sendo motivadas a buscar melhorias em seu
ambiente, encontrando também limitações e benefícios. Neste sentido, a
aplicação de um sistema de gestão da qualidade em bibliotecas contribui para
sua melhor organização interna; definição clara e documentada das atividades
e responsabilidades; melhor fortalecimento da competência e qualidade do
trabalho; melhor imagem da biblioteca, motivação e valorização dos recursos
humanos envolvidos e maior dedicação e desenvolvimento de atividades,
atendendo as necessidades de seus usuários.

Segundo Silva (2000), como um subsistema da organização maior, as
bibliotecas estão entre as unidades responsáveis pelo apoio direto à missão
básica da universidade, devido à sua capacidade de contribuir na produção de
resultados essenciais para a instituição. Como espaços de inter-relacionamento
da comunidade acadêmica em todos os seus níveis, as bibliotecas
estabelecem relações que vão do apoio ao ensino à disseminação da produção
científica local, incluindo as relações de dependência administrativa e
financeira. A autora afirma que é possível identificar a percepção de qualidade
dos diversos grupos envolvidos, pois este conceito tem uma conotação
valorativa, empregada cotidianamente em suas atividades.

Na literatura, encontra-se o interesse por bibliotecas na adoção de sistemas de
gestão e ferramentas da qualidade, para garantir maior confiabilidade nos
serviços e produtos oferecidos e melhor desempenho interno, destacando-se

�os trabalhos de Barbêdo (2004), Walter (2005) e Valls (2006). Outras iniciativas
brasileiras são os trabalhos de Belluzzo e Macedo (1993), Andrade (1998),
Valls (1998a e 1998b), Vanti (1999), Vergueiro e Carvalho (2001), Amboni
(2002), Barbêdo e Turrioni (2003), Rebello (2004) e Sampaio et al (2004) que
apresentam a aplicação de ferramentas e modelos de gestão voltados à
melhoria dos serviços de unidades de informação.

Segundo Valls e Vergueiro (2006), na literatura, os serviços de informação
participam de iniciativas relacionadas à gestão da qualidade, tanto pela
influência das instituições mantenedoras como por iniciativa dos próprios
profissionais da informação. Independentemente da razão que leva um serviço
de informação a buscar, na gestão da qualidade, parâmetros para melhorar
suas atividades e evoluir as práticas gerenciais implantadas, destaca-se a
progressiva preocupação demonstrada em inúmeras pesquisas realizadas, nos
relatos de experiência e nos estudos teóricos e acadêmicos.

A partir deste contexto, segundo Silva (2000), nota-se a preocupação de
unidades de informação subordinadas a órgãos públicos na busca pela
excelência de seus serviços. A autora afirma que a qualidade já se consolidou
em função do aumento do nível de exigência dos cidadãos, da necessidade de
aumento de efetividade e eficácia nos serviços públicos decorrente da
escassez de recursos e mudança no papel do Estado. A redefinição do modelo
de administração pública de burocrática para gerencial faz com que a adoção
de programas de qualidade seja estimulada e fortalecida.

Bibliotecas de universidades públicas encontram barreiras na implementação
de gestão da qualidade. Vergueiro (1996), embora originalmente se referindo à
situação das bibliotecas públicas, destaca algumas delas:
•
•
•

Pouca consciência da força de trabalho das bibliotecas sobre a necessidade de
melhorar a qualidade;
A falta de padrões e guias apropriados para as realidades específicas de
bibliotecas da América Latina;
Dificuldade na obtenção de suporte contínuo do governo e seus
representantes, uma vez que organização política dos países da América
Latina torna difícil o planejamento a longo prazo;

�•

O custo de implementação da qualidade.

Confirmando as barreiras identificadas por Vergueiro (1996), Barbêdo e
Turrioni (2003) ainda identificam alguns outros fatores que dificultam ou
impedem essa implementação:

-

Apoio dos órgãos gerenciadores do sistema público e institucional;
Atualização contínua e Treinamento;
Auto-valorização do bibliotecário;
Burocracia;
Falta de apoio administrativo; de envolvimento do pessoal, de investimento
financeiro e de recursos humanos qualificados;
Melhor compreensão das técnicas de gestão e definição do processo;
Mudanças de hábito e atitudes dos profissionais e funcionários;
Pouco conhecimento de sistemas de gestão da qualidade.

Algumas das limitações apontadas pelos autores mencionados podem ser
minimizadas por meio de conscientização e aspiração pela melhoria dos
processos e serviços oferecidos. Esta prática desenvolve-se por uma mudança
de comportamento e visão da instituição pela liderança, sendo esta
responsável pela motivação e comprometimento dos funcionários. Outras
limitações podem ser suprimidas pela aplicação de ferramentas e/ou iniciativas
que busquem a qualidade por meio da satisfação e relacionamento com os
usuários, da melhoria dos processos e de reestruturação física e de pessoal.

No Brasil, o governo federal preocupou com o incentivo à qualidade das
empresas dos setores públicos e privados, instituindo Prêmios de Qualidade
(VERGUEIRO e CARVALHO, 2002). Devido ao custo de obtenção dos prêmios
ser baixo quando comparado com o da ISO, as bibliotecas universitárias
brasileiras podem priorizar sua obtenção, devendo, para tanto, conhecer as
particularidades de cada um e buscar adaptar-se às suas exigências.

GESPÚBLICA

Desde 1990, o governo federal busca melhorar as atividades de gestão e de
atendimento da sociedade por meio de programas da qualidade para o setor
público. O primeiro programa, em 1990, denominava-se Sub-Programa da
Qualidade e Produtividade na Administração Pública, enfatizando a gestão de

�processos. Em 1996, foi criado um novo programa, orientado para gestão e
resultados,

denominado

Programa

da

Qualidade

e

Participação

na

Administração Pública – QPAP. Em 2000 surgiu o Programa de Qualidade no
Serviço Público – PQSP voltado para qualidade no atendimento do cidadão.
Para o Ministério do Planejamento, Organização e Gestão (2006b), os
programas não representam rupturas, mas incrementos à concepção inicial de
1990. Partindo desse contexto, em 2005 o Governo Federal lançou o
GESPÚBLICA – Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização,
direcionado para gestão por resultados orientada para o cidadão. O Programa
busca contribuir para a melhoria dos serviços públicos aos cidadãos e
competitividade do País, formulando e implementando medidas integradas em
agenda de transformações da gestão, necessárias à promoção de resultados
do plano plurianual, à consolidação da administração pública profissional
voltada ao interesse do cidadão e à aplicação de instrumentos e abordagens
gerenciais (MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO, ORGANIZAÇÃO E GESTÃO,
2006a). A política do GESPÚBLICA possui três fundamentos principais:
a) É essencialmente pública: a gestão de órgãos e entidades públicas deve ser
excelente, podendo e devendo ser comparada com padrões internacionais de
qualidade em gestão, mas não deixando de ser pública.
b) É focada em resultados: entendendo-se por resultados para o setor público o
atendimento total ou parcial das demandas da sociedade, traduzidas pelos
governos em políticas públicas.
c) É federativa: não está limitado a um objeto específico a ser gerenciado
(saúde, educação, previdência, saneamento, fiscalização, etc), aplicando-se a
toda a administração pública em todos os poderes e esferas do governo.

Além do Programa, o governo também desenvolveu o Prêmio Nacional de
Gestão Pública para organizações que se destacam em desempenho na
aplicação do GESPÚBLICA e na qualidade no processo de gestão. O
reconhecimento por meio desse prêmio significa destacar organizações que
evidenciaram melhoria gerencial em inovação, redução de custos, qualidade
dos serviços e satisfação do cidadão (MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO,
ORGANIZAÇÃO E GESTÃO, 2006a).

�O sistema gerencial instituído pelo governo é representado por meio de um
Modelo de Excelência em Gestão Pública, constituído de 7 elementos
(critérios) relacionados, que orientam o Programa de excelência (Figura 1):

Figura - Representação gráfica do Modelo de Excelência em Gestão Pública.
Fonte: (Ministério do Planejamento, Organização e Gestão, 2006b).

O primeiro bloco - Liderança, Estratégias e Planos e Cidadãos e Sociedade -,
formam o que o Governo denomina de planejamento; o segundo – Pessoas e
Processos – representa a execução do planejamento; o terceiro – Resultados –
representa o controle, servindo para acompanhar o atendimento à satisfação
dos destinatários, dos serviços e da ação do Estado, orçamento e finanças,
gestão de pessoas e de fornecedores e parcerias institucionais; o desempenho
de serviços/produtos e de processos organizacionais; o quarto bloco –
Informação e Conhecimento – representa a “inteligência da organização”, onde
são processados os dados e fatos da organização e aqueles do ambiente
externo que influenciam seu desempenho.

Após a aplicação do modelo, a organização passa pelo processo de avaliação
continuada da gestão, que consiste em mobilizar e capacitar os órgãos e
entidades públicas para a implementação de ciclos de avaliação dos seus
sistemas de gestão, que ocorre por avaliação externa ou auto-avaliação
(MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO, ORGANIZAÇÃO E GESTÃO, 2006b). A
auto-avaliação é o primeiro estágio, consistindo na comparação do sistema de

�gestão realizado com o sistema referenciado pelo GESPÚBLICA. Em seguida,
a organização se inscreve no processo de avaliação externa, considerando as
premiações que pode conquistar.

A partir do Modelo de Excelência, o Programa é constituído de três
instrumentos de avaliação da gestão pública - 250, 500 e 1000 pontos -, que
sugerem uma melhoria contínua do sistema. Para cada instrumento de
avaliação é identificada uma lista de práticas e métodos a serem avaliados por
7 critérios: Liderança, Estratégias e Planos, Cidadãos e Sociedade, Informação
e Conhecimento, Pessoas, Processos e Resultados. Os requisitos de cada
Critério de avaliação não são prescritivos em termos de métodos, técnicas e
ferramentas, cabendo a cada organização definir em seu plano de melhoria da
gestão, o que fazer para responder às oportunidades de progressos
identificadas durante a avaliação (MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO,
ORGANIZAÇÃO E GESTÃO, 2006b). No entanto, os critérios estabelecem o
que esperar de uma gestão pública com excelência em gestão.

A estratégia para elaboração dos itens dos critérios foi a de adaptação de
conceitos e linguagem, mantendo o alinhamento às características essenciais
que definem universalmente a excelência em gestão e, conseqüentemente,
preservando a comparabilidade com organizações de outros setores.
(MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO, ORGANIZAÇÃO E GESTÃO, 2006c). Um
dos pontos fortes do GESPÚBLICA está em proporcionar, aos servidores que
farão parte da auto-avaliação, uma visão sistêmica da organização, tendo em
vista seu conhecimento sobre a instituição e suas próprias competências.

Na primeira avaliação do sistema de gestão (250 pontos), o Programa
descreve algumas práticas a serem desenvolvidas pela organização. De um
certo ponto de vista, estas referem-se a questões a serem re-analisadas pelos
órgãos públicos quanto a suas práticas gerenciais. Nota-se que, na avaliação
de 250 pontos, o Programa deseja o cumprimento de comportamentos, valores
e práticas ideais e comuns a qualquer organização prestadora de serviços
públicos, com identificação das seguintes práticas:

�Critérios
Caracterização
1 – Liderança (25 pontos) Exercício
da
liderança,
valores
e
diretrizes;
reconhecimento na e pela instituição e mecanismos de
comunicação internos
2 – Estratégias e Planos Processo de formulação e execução de estratégia global,
(25 pontos)
levando em conta as demandas da sociedade, do governo
e informações internas; monitoração e correção de planos
de ação e execução
3 – Cidadão e Sociedade Relação institucional com grupos de usuários; nível de
(25 pontos)
comunicação, reconhecimento e padrão de atendimento
dos serviços oferecidos
4
–
Informação
e Processos de tomada de decisão; nível de transparência e
Conhecimento
(25 compartilhamento com os membros da organização neste
pontos)
processo
5 – Pessoas (25 pontos) Mecanismos de identificação, estimulo e reconhecimento
da capacitação e do potencial humano; adequação do
ambiente físico para o desempenho das atividades
individuais
6 – Processos (25 Coleta, análise, avaliação e melhoria das atividades e
pontos)
produtos oferecidos e/ou realizados a partir das
necessidades dos usuários; requisitos para aquisição de
bens e serviços; gestão orçamentária
7 – Resultados (100 Resultados das práticas relativas a cidadãos e sociedade,
pontos)
orçamento e finanças, pessoas, suprimentos e processos
Quadro 1 – Caracterização dos critérios utilizados no Gespublica (250 pontos)

Na avaliação de 500 pontos, o Programa detalha as práticas da organização. A
partir de cada critério, faz-se uma subdivisão e se avalia “como” cada atividade
é realizada. Antes de avaliar os critérios, deve-se realizar uma descrição
detalhada da organização. Neste estágio, o diagnóstico das práticas de gestão
é feito nos fatores adequação (grau de atendimento aos requisitos);
exemplaridade (grau de proatividade, de inovação ou de refinamento ou
inovação das práticas de gestão); disseminação (grau de implementação das
práticas de gestão, horizontal e verticalmente, as áreas, processos,
serviços/produtos e/ou resultados apresentados) e continuidade (grau de
utilização das práticas de gestão de maneira periódica e ininterrupta).

A avaliação dos 6 critérios possui pontuação de 45 pontos para cada um,
sendo os mesmos subdivididos em itens, descrevendo os métodos e processos
que a organização desenvolve. No critério 7 (resultados), são avaliados a
relevância, o desempenho e as tendências de cada item do critério. O mesmo
sistema de avaliação é apresentado na pontuação 1000, em que os métodos
aplicados são avaliados, sendo diferenciados da avaliação 500 pontos pelas
práticas e melhorias realizadas durante o processo de melhoria contínua.

�GESPÚBLICA em Bibliotecas Universitárias da Área Pública

É viável a aplicação do primeiro instrumento de avaliação do GESPÚBLICA
(250 pontos) em bibliotecas universitárias, pois as práticas avaliadas referemse a comportamento, visão, comprometimento e relacionamento dos usuários
internos e externos. No entanto, mudar os paradigmas de um serviço de
informação não é tarefa fácil, pois implica em mudança de crenças, valores e
atitudes que permearam a organização por várias décadas (LONGO e
VERGUEIRO, 2003). O papel da liderança é primordial para a aplicação efetiva
do GESPÚBLICA, pois seus critérios exigem do profissional visão sistêmica da
instituição, conhecimento e postura em relação aos usuários, à coleção, ao
espaço, aos funcionários e à direção da universidade, além do domínio
tecnológico, da interação com tendências, parcerias e convênios. É importante
ressaltar, neste contexto, a relação positiva entre o líder e sua equipe, visto que
a comunicação e o relacionamento da liderança com seus funcionários pode
ser um ponto positivo ou negativo na busca pela excelência.

Segundo Valls e Vergueiro (2006), além da modernização das práticas
gerenciais, os profissionais devem rever sua postura, pois, na prestação de
serviços, os fornecedores passam de protagonistas a coadjuvantes, sem
perder sua função e importância. Cabe, portanto, aos dirigentes dos serviços,
analisar sua equipe para identificar necessidades de treinamento e educação
formal, além do desenvolvimento das habilidades e competências necessárias
para o atendimento direto ao cliente, contribuindo para elevar sua satisfação.

Outro fator na aplicação efetiva do Programa de Gestão é o conhecimento das
necessidades de usuários internos e externos e dos objetivos da universidade,
para que a biblioteca possa realizar suas práticas em conformidade com a
missão institucional e com as características e desejos dos usuários. Para
tanto, ela deve adotar uma postura positiva de relação e interação com os
usuários, suas necessidades e limitações. A aplicação de ferramentas e
metodologias de coleta de dados e de relacionamento pode ser uma alternativa
inteligente, pois a biblioteca começa a se preparar para a Avaliação do

�instrumento 500 pontos, que solicita os métodos realizados na melhoria de
suas práticas. Encontram-se na literatura várias ferramentas e modelos de
relação aplicados com sucesso em bibliotecas, como:
•
•
•
•
•
•

Benchmarking (GRANDI e FERRARI,2005; LEÓN SANTOS, 1997; VELDORF,
1999).
Gestão de Relacionamento com o Cliente (GRANADOS MOLINA, 2001),
Desenvolvimento da Função Qualidade – QFD (BARBÊDO et al, 2003; KWAISANG, 2001; ROWLEY, 2002).
SERVQUAL (IGAMI, SAMPAIO e VERGUEIRO, 2005; SAMPAIO et al, 2004;
REBELLO, 2004; SANTOS et al, 2003; VERGUEIRO, 2003)
LibQUAL+ (LibQUAL+, 2006)
5 s (FERREIRA, 2002; VANTI, 1999).

Além da aplicação de métodos e ferramentas, é necessário à biblioteca ter uma
definição clara de sua missão e de seus objetivos. A partir dessas definições, a
biblioteca deve identificar uma sistemática de coleta de dados que forneça
indicadores com informações estratégicas para realização de suas práticas.

Conclusões e Considerações

De uma maneira geral, pode-se afirmar que os maiores benefícios
proporcionados por um Programa de Gestão em bibliotecas universitárias são
traduzidos em melhor postura e relação da liderança com seus subordinados;
mudança de comportamento e comprometimento dos recursos humanos;
melhoria dos processos; satisfação dos usuários; obtenção de visão
diferenciada e valorizada da biblioteca como uma unidade gerenciadora de
informação; comprometimento da coordenação/direção com a excelência,
fornecendo subsídios para melhoria contínua e redução do retrabalho.

O GESPUBLICA apresenta vantagens para aplicação em bibliotecas
universitárias da área pública, destacando-se custo de aplicação, simplicidade
e praticidade, capacidade de congregar a equipe da biblioteca na busca de um
objetivo comum e potencial para modificar o ambiente institucional, tornando-se
um catalisador para mudanças de postura e comportamento para a excelência
em serviços. No entanto, o sucesso ou o fracasso na aplicação desse
Programa está intimamente ligado à existência efetiva de um desejo coletivo de
mudança organizacional. Se este não existir, e não houver compartilhamento

�no anseio para mudar e atingir níveis mais altos de excelência, a
implementação da qualidade na biblioteca universitária será ainda mais
acidentada, com poucas garantias de sucesso. Neste sentido, é importante a
compreensão de que o GESPUBLICA envolve mais do que a obtenção de um
prêmio e poder se jactar de tê-lo feito, representando uma opção por uma nova
cultura organizacional que tem na qualidade dos serviços seu elemento
norteador. Nos casos em que esta percepção ainda não está bem disseminada
na equipe, a liderança deve dedicar-se à tarefa de criar condições para que o
entendimento dos benefícios do processo se dissemine pela equipe, antes de
se comprometer com o processo de premiação. Mais que tudo, é necessária
uma liderança comprometida e constituída de características como carisma,
estimulação intelectual, motivação e considerações individuais de cada
funcionário para instituir um relacionamento positivo com sua equipe,
fortalecendo o desempenho organizacional e garantindo condições para
mudança de posturas e comportamentos.

Referências

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bibliotecas universitárias federais brasileiras. 2002. Tese (Doutorado em Engenharia
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>A qualidade é elemento estratégico para o sucesso organizacional. Especificamente, unidades de informação têm buscado e se beneficiado da aplicação de ferramentas e sistemas da qualidade para melhoria de atividades e ampliação de benefícios a seus clientes. Neste contexto, o sistema ISO 9001 e os programas ligados aos Prêmios de Qualidade representam alternativas para serviços de informação, especialmente bibliotecas universitárias. No Brasil, algumas unidades de informação universitária já obtiveram certificações e premiações. No entanto, esses modelos apresentam barreiras para aplicação na área pública, principalmente devido à complexidade de requisitos e custo dos resultados, sendo necessária a identificação de modelos mais viáveis para implementação. O Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização – GESPÚBLICA - , de fevereiro de 2005, representa alternativa para a implementação da qualidade dos serviços das bibliotecas universitárias da área pública, colaborando na formulação de medidas do plano plurianual, na consolidação de uma administração pública profissional voltada aos interesses dos clientes e na aplicação de  instrumentos e abordagens gerenciais mais efetivos. Nesse sentido, os processos, a estrutura e a estratégia desenvolvidos pelos GESPÚBLICA são analisados neste trabalho, discutindo-se sua aplicação, benefícios, limitações em bibliotecas universitárias da área pública, bem como sugerindo alguns passos para aplicação e implementação efetivas do Programa.</text>
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