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                  <text>EIXO TEMÁTICO: As Bibliotecas Universitárias e a Produção do Conhecimento
RE-ARQUITETURA E INFORMAÇÃO 24 HORAS NO IPA METODISTA
Samile Andréa de Souza Vanz
Bibliotecária, doutoranda no PPGCOM/UFRGS, professora assistente do Departamento de
Ciências da Informação da FABICO/UFRGS, samilevanz@terra.com.br .
Carlos André Soares Fraga
Arquiteto e Urbanista, mestrando no PROPAR/UFRGS, arqfraga@yahoo.com.br .
Marialva Machado Weber
Bibliotecária Geral da Biblioteca Central do Centro Universitário Metodista IPA,
marialva.machado@ipametodista.edu.br .
RESUMO
As bibliotecas universitárias vêm passando por mudanças há algumas décadas para
acompanhar as alterações causadas pelas tecnologias disponíveis na sociedade atual. O
ambiente físico da biblioteca é alvo de muitas destas mudanças, já que a informação,
contida nas coleções de livros e periódicos, vem sendo transferida para acervos digitais,
diminuindo a demanda por espaço físico e pelo contato bibliotecário-usuário, provocando
alterações nos hábitos e cultura da comunidade universitária. Neste contexto foi inaugurada
em Porto Alegre a Biblioteca Central do IPA Metodista. O prédio, erguido no início do
século passado, foi reformado para atender 24 horas durante todo o ano. Apresentam-se
aqui considerações acerca de layout, mobiliário, sinalização, iluminação, temperatura e
preservação do acervo, e como isso foi pensado ao longo da reforma de um edifício
destinado a funcionar ininterruptamente. Relata-se também o processo de adequação dos
funcionários e do usuário ao horário integral da Biblioteca Central.
PALAVRAS CHAVE: Biblioteca Universitária. Arquitetura. Layout. Horário de
funcionamento. Centro Universitário Metodista IPA.
1 INTRODUÇÃO
A informação permeia a sociedade atual em todos os seus contextos e vem
circulando por redes a cabo e wireless, que invadem os espaços públicos e privados de uma
maneira rápida e intensa. As bibliotecas, para não perder espaço, estão buscando a
participação nestas redes através de um processo de informatização que visa proporcionar
ao leitor o acesso ilimitado ao acervo e aos serviços via Internet, de qualquer lugar e a
qualquer hora. A informação impressa em papel, em documentos como livros, revistas e
jornais, encontra-se em processo de digitalização e em alguns casos, em acervos já

�totalmente digitais, transformando volumosas coleções em arquivos armazenados no
computador.
Entretanto, algumas instituições, preocupadas em receber a comunidade usuária e
manter o acervo em papel e as coleções históricas, vêm projetando e reformando prédios
com valor simbólico para suas bibliotecas. Assim aconteceu com o Centro Universitário
Metodista IPA, mais conhecido por IPA (Instituto Porto Alegrense), localizado em Porto
Alegre, RS. O antigo prédio do internato da instituição passou por uma reforma e foi
inaugurada, em 26 de agosto de 2005, a Biblioteca Central Guilherme Mylius,

que

funciona 24 horas.
A reforma da Biblioteca Central contou com a colaboração de uma equipe formada
por diversos profissionais. O projeto arquitetônico e a coordenação dos demais projetos foi
elaborado por dois escritórios de arquitetura1, que também acompanharam a obra do início
ao fim. A redistribuição do acervo, bem como a criação e implementação da sinalização da
biblioteca foram feitos por profissionais especializados em Arquitetura, Publicidade e
Propaganda2 e Biblioteconomia3. A equipe de profissionais da biblioteca participou
ativamente nas decisões, principalmente aquelas referentes ao acervo e fluxo de trabalho
específicos ao setor. O resultado é um projeto que expressa a identidade cultural do
campus universitário IPA, pois retrata as idéias e criatividade de um grupo
multidisciplinar.
O objetivo deste trabalho é relatar o trabalho desenvolvido pela equipe no projeto
da Biblioteca Central e as rotinas em uma biblioteca com funcionamento 24 horas.
2 BIBLIOTECA CENTRAL GUILHERME MYLIUS: HISTÓRICO E CONTEXTO
ATUAL
O Centro Universitário Metodista IPA inicia sua trajetória em 1923 como Porto
Alegre College, fundado por missionários americanos vindos da Igreja Metodista
1

Zimbres Arquitetura e Cesar Dorfman Arquitetos Associados (arquitetos Cesar Dorfman, Carlos Fraga,
Andreoni Prudencio e Rodrigo Barbieri).
2
Biccateca Estantes &amp; Complementos e R4 Design.
3
Biccateca Estantes &amp; Complementos e bibliotecária Samile Andréa de Souza Vanz.

�Episcopal do Sul dos Estados Unidos (hoje, Igreja Metodista Unida), com a missão de
educar meninos que seriam os futuros líderes da sociedade riograndense. A história registra
o primeiro funcionamento da instituição em um sobrado no centro da cidade de Porto
Alegre, sendo, mais tarde, em 1924, transferido para os altos do morro milenar, hoje, bairro
Rio Branco, terreno escolhido pelo Bispo americano John Moore, que veio ao Brasil em
busca de um local para a instalação efetiva do Colégio. Depois de alguma procura, o Bispo
encontrou um terreno rodeado de matas, no alto do morro, longe das margens do Rio
Guaíba. Encantado, comprou a antiga fazenda dos Mariante, onde se localiza a instituição
(OLIVEIRA, 2005). No local, havia uma pedreira de onde foram retiradas as pedras de
granito que edificaram as construções e caracterizam a arquitetura dos prédios que foram
construídos: o prédio principal de aulas, réplica da Southern Methodist University (situada
no Texas, EUA), e o antigo internato, que abriga, atualmente, a Biblioteca Central.
A Biblioteca, que sempre esteve presente no IPA, teve seu acervo organizado pela
bibliotecária Sara Silveira Fernandes, que utilizou a Classificação Decimal de Dewey
(CDD) para classificar os assuntos e a Tabela Cutter para os autores. O acervo, naquela
época, ainda era fechado. A partir de 1958 a Biblioteca recebeu o nome de Biblioteca
Guilherme Mylius, em homenagem ao “Seu Willy”, ex-aluno que dedicou sua vida a
história da Instituição Ipaense (AZEVEDO; GUTIERREZ, 1959).
A educação superior iniciou na instituição em 1971, com a aula inaugural da ESEF
(Escola Superior de Educação Física). Em 2002 as grandes Instituições educacionais
metodistas no Rio Grande do Sul começaram, integradas, a formação da Rede Metodista
de Educação IPA, constituindo-se parte importante do complexo de colégios, faculdades,
centro universitário e universidades que pertencem à Igreja Metodista no Brasil.

O

Instituto Porto Alegrense (IPA) fazendo parte deste complexo, instala o Planejamento
Estratégico do Centro Universitário, que prevê a inauguração de um prédio para a
Biblioteca (INTERNATIONAL ASSOCIATION OF METHODIST, 2001).
O Centro Universitário Metodista IPA oferece à comunidade 32 cursos de
graduação e um curso de mestrado, além do Colégio Americano, que atende alunos de
ensino fundamental e médio, educação infantil e EJA. A instituição recebe, em sistema de
internato, alunos de diversos países que mantém intercâmbio internacional, entre eles

�Moçambique, Angola, Timor Leste e Haiti. O aumento no número de cursos e alunos
resultou na necessidade de criação de um novo espaço para a Biblioteca, que até então
funcionava no antigo refeitório do Campus Central. Assim, o antigo prédio do internato foi
reformado e em 26 de agosto de 2006 foi inaugurada a primeira biblioteca aberta 24 horas
do país, nos sete dias da semana.
A Biblioteca Central do IPA atende em torno de 8000 usuários, entre professores,
funcionários e alunos da instituição. A comunidade residente em Porto Alegre também
pode se inscrever como usuária da Biblioteca. O acervo é composto por cerca de 65000
documentos, entre livros, periódicos, monografias, teses e dissertações, fitas VHS, DVDs e
CDs, todo ele informatizado através do software Informa, que possibilita, entre outros
serviços, a renovação e reserva via WEB. Os documentos são classificados de acordo com
a CDD e, diferentemente do início, hoje utiliza-se a Tabela PHA para a notação de autor. O
quadro funcional mantém-se estável e conta com três bibliotecárias e 22 auxiliares de
biblioteca, além dos alunos dos cursos de Biblioteconomia da Fundação Universidade
Federal de Rio Grande (FURG) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS),
que são recebidos para estágio curricular.
O perfil do usuário da Biblioteca Central demonstra que a maioria são alunos que
estudam a noite e trabalham durante o dia. Este foi um dos motivos que impulsionou a
idéia da Biblioteca Central 24 horas, para oferecer ao aluno e a comunidade a opção de um
espaço aberto em tempo integral, com terminais de Internet, acervo e serviços à disposição.
A operação ininterrupta evita confusões de horários, principalmente nas férias, quando
grande parte das bibliotecas reduz o horário de atendimento ao público. Com espírito de
vanguarda e com a preocupação de proporcionar um horário de funcionamento flexível que
atenda as necessidades do seu usuário, o IPA criou sua Biblioteca Central 24 horas.
A Online Computer Library Center, instituição renomada conhecida por OCLC,
realizou, em 2005, uma pesquisa nas bibliotecas da Austrália, Canadá, Índia, Singapura,
Reino Unido e EUA. Um dos resultados revela que o usuário demanda horários ampliados
nas bibliotecas, preferencialmente o funcionamento 24 horas todos os dias da semana.

�(ONLINE COMPUTER LIBRARY CENTER, 2005). O atendimento em horário integral
já acontece em algumas universidades européias, como a University of Bath4.
Abrir uma biblioteca ininterruptamente gera custos para a instituição. Porém, para o
usuário, significa a possibilidade de usufruir de um espaço em tempo integral. Diversas
pesquisas realizadas em bibliotecas universitárias americanas, inglesas e australianas
revelam que o amplo horário de funcionamento de uma biblioteca está entre as quatro
prioridades dos usuários (CURRY, 2003). O acesso eletrônico 24 horas proporcionado
pelas bibliotecas digitais criou expectativas no usuário, de acordo com Curry (2003). Para
o autor, os alunos das bibliotecas universitárias possuem um estilo de vida definido como
24/7 lifestyle, onde o número 24 significa as 24 horas do dia e o número 7 indica os sete
dias da semana.
Entre as vantagens do funcionamento 24 horas está a possibilidade para o usuário
freqüentar a biblioteca no horário que mais lhe convém, inclusive após a aula no período
noturno para aqueles alunos que trabalham durante o dia. Durante a madrugada a
Biblioteca Central apresenta-se como um ambiente calmo e silencioso, propício para a
leitura e concentração. Entretanto, abrir uma biblioteca com horário de funcionamento
amplo pressupõe algumas questões importantes que devem ser pensadas: segurança,
serviços oferecidos e funcionários para trabalhar no período noturno, relação entre os
recursos financeiros para manter o funcionamento integral e uso efetivo da biblioteca
nestes horários.
Os recursos necessários para manutenção de uma biblioteca com horário integral
devem ser pensados em aspectos globais, que vão desde a contratação de auxiliares para o
período da noite, até vigias para manutenção da segurança, iluminação do prédio e
funcionamento de aparelhos de ar condicionado para manutenção da temperatura. Curry
(2003) relata o caso de uma biblioteca universitária japonesa que funciona 24 horas,
porém, à noite, o acesso é feito mediante a apresentação de um cartão de identificação do
usuário, dispensando a presença dos funcionários da biblioteca. O caso, segundo o autor, é
de grande sucesso: os usuários não entram com comida dentro da biblioteca e nenhum

4

Maiores informações disponíveis em http://www.bath.ac.uk/library

�documento desapareceu. No Brasil, entretanto, as práticas culturais são muito diferentes e
este tipo de acesso poderia destruir uma biblioteca.
Na Biblioteca Central do IPA, o funcionamento durante o turno da noite trouxe a
necessidade de contratação de funcionários. Logo da inauguração da Biblioteca os
auxiliares trabalharam em sistema de rodízio, se revezando entre o turno da noite e dia. A
experiência não obteve sucesso, e passou-se, desde então, a contratar funcionários para
trabalhar de 2ª a 6ª feira e, em menor número, de 4ª feira a domingo, em regime de 30, 36 e
40hs.
As rotinas de trabalho incluem o turno da noite, quando são feitas a higiene e
limpeza do acervo e da Biblioteca. Além destes serviços, os funcionários da noite auxiliam
o Setor de Processamento Técnico. Durante o dia, os bibliotecários processam os
documentos no sistema e a noite, os auxiliares colam etiquetas, fitilhos antifurto, carimbam
e guardam os documentos nas estantes, além de conferir e registrar novos documentos. O
fluxo de trabalho é considerado excelente, visto que o movimento de usuários durante a
madrugada é menor, possibilitando, além do processamento técnico, a guarda, organização
e conferência dos documentos nas estantes. A instituição tem como política a contratação
de funcionários experientes, permitindo, desta maneira, que o trabalho seja realizado a
noite mesmo que os bibliotecários não trabalhem neste turno.
Durante o dia e início da noite, quando há a maior circulação de usuários, os
auxiliares atuam nos andares onde se concentra o acervo, procurando não interferir nos
estudos dos usuários, mas fazendo-se presente e atentos para cumprir o regulamento da
Biblioteca. A segurança e ordem também é mantida pela ronda dos vigias do campus, e a
noite, a portaria faz o controle de entrada e saída de usuários. A Biblioteca Central possui
um rádio para comunicação imediata com a portaria e a segurança do campus, garantindo
assim, o clima de tranqüilidade mesmo durante a madrugada.
As estatísticas da Biblioteca Central são um instrumento único para avaliação do
funcionamento e das rotinas de trabalho. São registradas todas as aquisições, doações,
permutas, entradas/saídas de usuários nos três turnos, e para o turno da noite, turno que

�recebe uma análise especial, são registrados dados do usuário como nome completo,
idade, nacionalidade, curso, motivo da visita e contato.
Os dados estatísticos deste primeiro ano mostraram que em torno de 1000 usuários
entre alunos e comunidade em geral, freqüentaram a biblioteca no horário entre 23:00 e
06:00 horas. A idade destes freqüentadores variou entre 18 a 50 anos, e todos eles
permaneceram na Biblioteca Central neste horário com o propósito de estudar. Os
freqüentadores, além dos alunos da Instituição e os alunos estrangeiros (que perfizeram
grande parte, já que estudam em sistema de internato e estão alojados dentro do campus),
também incluíram a comunidade e alunos de outras Instituições que aproveitam o espaço
aberto durante a madrugada para se reunir em grupos de estudo e trabalho.
3 PROJETO DE REQUALIFICAÇÃO: DE INTERNATO A BIBLIOTECA 24 HORAS
A reciclagem do antigo internato do IPA visando sua transformação na Biblioteca
Central está inserida num contexto maior que a antecedeu – a elaboração do Plano Diretor
para os campi IPA e Americano, em 2003. Este plano estabeleceu diretrizes para a futura
expansão física dos campi que deveria acompanhar e sustentar o crescimento estratégico da
instituição. Neste plano, foram reconhecidos dois valores existentes e recomendada sua
preservação na futura expansão: o patrimônio construído histórico e o patrimônio vegetal.
O prédio faz parte do patrimônio histórico e está inserido no segundo grupo, o
patrimônio vegetal. Na época da elaboração do referido plano, estava em curso uma
reforma do edifício para outros fins, que previa sua ampliação em altura, com acréscimo de
pavimentos sobre os existentes e que tentaria mimetizar a arquitetura original. Na realidade
acabaria por desfigurá-la. A Direção da Instituição compreendeu o fato e acolheu o projeto
de transformá-lo na Biblioteca Central do campus, com uma reforma que trataria, além das
adaptações necessárias a nova função, da preservação e restauração das características
essenciais dessa arquitetura (NOVO..., 2006).
O dimensionamento da Biblioteca foi inicialmente pensado para ocupação gradual
sucessiva de diferentes porções do edifício a partir de 2004, acompanhando o crescimento
do número de alunos previsto. Adotou-se como critério principal para este

�dimensionamento a meta inicial de dez volumes por aluno, com as proporções
correspondentes de área de acervo, área de estudo, número de assentos (correspondente a
10% do número de alunos) e áreas de serviços técnicos e administrativos. O estudo
resultante indicou que o prédio do antigo internato reciclado como Biblioteca Central
atenderia às necessidades da instituição até 2007 (conforme expectativas de crescimento da
época), quando deveriam ser constituídas bibliotecas setoriais. Devido a demandas
gerenciais, a Biblioteca Central foi inaugurada somente em 2005, e as previsões de
ocupação foram modificadas.
As decisões de projeto estiveram sempre balizadas pela viabilização orçamentária e
pelas pré-existências consideradas relevantes. Desta maneira, o projeto arquitetônico
elaborado, além dos condicionantes já mencionados, levou em consideração o
aproveitamento possível das estruturas já construídas da reforma então interrompida, como
forma de economia dos recursos já utilizados pela Instituição. Como regra, adotou-se,
também, a busca de uma clara diferenciação entre a arquitetura original e as novas
inserções, com o objetivo didático de promover seu reconhecimento por parte do público,
sem prejuízo da necessária harmonia entre elas. Essa é uma corrente em se tratando de rearquitetura, que tem referencias desde Lucio Costa, seguindo recomendações na Carta de
Restauro Italiana (COMAS, 2002).
A principal proposta do projeto foi a inclusão de um mezanino sobre o último
pavimento, objetivando ampliar a área disponível, e o conjunto de circulação vertical. A
elevação do telhado necessária para esse acréscimo, aumentando a altura interna, foi feita
de forma a marcar a intervenção e, ao mesmo tempo, manter a referência da volumetria
original. Assim, o telhado aparece “descolado” do edifício por uma fita de janelas
guarnecidas por beirados salientes. Estas janelas fornecem a iluminação natural para o
mezanino, propiciam uma integração com a paisagem verde do entorno e terão
participação no sistema de climatização natural previsto, conforme a Ilustração 1:

�Ilustração 1 – Manual de ventilação natural
Com a construção do mezanino, a edificação comporta atualmente quatro
pavimentos. Por questões de segurança do acervo, o acesso de público foi restrito a um
único ponto. O acervo foi distribuído nos três primeiros pavimentos, ficando a maior parte
no terceiro, que dispõe de mais área. Estações de consulta ao catálogo e estações de
atendimento acompanham as áreas de acervo nos diversos andares. Os ambientes de estudo
acontecem em todos os pavimentos compreendendo tanto estudo individual quanto estudo
em grupo, sendo o mezanino destinado exclusivamente para esta atividade. O setor
administrativo e de serviços técnicos foi localizado numa ala do segundo pavimento, com
possibilidade de acesso exclusivo. Um bloco de serviços foi anexado ao edifício,
comportando sanitários, reservatórios, hidrantes e maquinaria de condicionamento de ar.
O ambiente interno foi concebido procurando qualificá-lo como espaço de
permanência agradável nas 24 horas do dia, incentivando também dessa forma sua procura
pela comunidade. As decisões neste sentido vão desde a definição dos materiais de
revestimento, desenho e escolha de mobiliário, ao aproveitamento da possível integração
visual com o patrimônio vegetal do entorno do prédio. As grandes intervenções mezanino, bloco de circulação vertical e telhado, são marcadas pela combinação das
estruturas de aço pintadas de preto e dos revestimentos em madeira. O uso da madeira

�estende-se para revestimento de estantes, portas, balcões de atendimento e mesas de estudo
e trabalho, garantindo uma unidade de linguagem animada pela presença de algumas cores
quentes (amarelo em algumas paredes, vermelho em esquadrias, mobiliário e setores de
piso) em pontos determinados. Cabe referir ainda a criação do ambiente de estar –
denominado lounge – conveniente para uma leitura mais descompromissada. Ao redor dos
sofás que compõem este ambiente são localizadas algumas estantes baixas para divulgação
de novas aquisições e jornais diários, conforme mostra a Ilustração 2:

Ilustração 2 – Lounge, Balcão de Referência e Mezanino
A acessibilidade a portadores de necessidades especiais foi resolvida com a
inclusão de rampa no acesso principal, sanitários adaptados no pavimento de ingresso e
elevador conectando todos os níveis. O balcão principal de atendimento, no formato de um
ponto de interrogação, apresenta alturas diferenciadas para atendimento tanto de pessoa em
pé quanto em cadeira de rodas:

�Ilustração 3 – Balcão de atendimento em alturas diferenciadas
A questão da acessibilidade também foi considerada enquanto orientação do
público em geral dentro do edifício e na busca das informações. Neste sentido, foi
desenvolvido um projeto específico de sinalização, abrangendo desde identificação de
setores e coleções dentro da biblioteca, placas de orientação espacial, de restrições de uso
ou de acesso. O sistema de sinalização utilizou-se de placas aéreas, totens e placas nas
paredes. Para a sinalização das estantes foram criadas placas imantadas para as laterais das
mesmas, permitindo a inserção/retirada das placas menores contendo indicação dos
assuntos e número de classificação, também imantadas. As placas imantadas pequenas
também foram utilizadas nos bibliocantos sinalizadores, coladas no sentido vertical.
O edifício da Biblioteca Central tem localização privilegiada no campus, próximo à
área de alimentação e da grande circulação dos alunos. O acesso para usuários é feito a pé,
porém, o acesso para automóveis e caminhões é feito sempre que necessário. A saída da
Biblioteca Central em direção à portaria da instituição é feita por alguns metros em meio
ao espaço verde, e já na rua, são diversas as possibilidades de transporte coletivo. Um
espaço adequado, na opinião de Galbinski e Miranda (1993, p.18):
Do ponto de vista estritamente acadêmico, o prédio da
biblioteca deveria gozar das melhores condições de

�isolamento acústico, mantendo-se relativamente distante das
zonas mais ruidosas do campus universitário. Mas, ao mesmo
tempo, deveria situar-se em área privilegiada quanto ao fluxo
de pedestres, para facilitar o acesso. Esta última condição a
localizaria em grande proximidade do centro de vivência ou
do restaurante central, em flagrante violação à condição de
isolamento, acima referida. Uma solução seria implanta a
biblioteca à margem destes locais de grande densidade
demográfica. Um estratégia, portanto, de proximidade
conveniente, de controle da poluição sonora e da preservação
da biblioteca.
Quanto à climatização, sabe-se que o controle de temperatura e umidade é fator
essencial para a conservação do acervo (OGDEN, 2001). Assim, o bloco de serviços
anexo, de localização centralizada em relação às demais áreas do edifício, foi projetado
para gerar e distribuir o ar condicionado por todos os setores da biblioteca. Entretanto,
tendo em vista a não aquisição imediata da aparelhagem, um sistema de ventilação natural
foi projetado. Este sistema inclui a proteção térmica da cobertura e do forro, a criação de
ventilação permanente entre os dois, a tiragem do ar quente do interior da biblioteca por
dispositivos controláveis na cobertura e a possibilidade de abertura das janelas em dois
níveis diferenciados.
Em relação à segurança, além das medidas usuais de proteção do acervo contra
furto, como o uso de sistema antifurto eletromagnético na circulação dos volumes, algumas
outras providências têm reflexo na arquitetura, como a já citada restrição do acesso de
público a um só ponto. Os posicionamentos de guarda-volumes e atendimento numa
disposição seqüencial lógica ao controle complementam a medida. O funcionamento do
sistema de ventilação natural é outro fator que demandou cuidados relativos à segurança do
acervo. Assim, todas as janelas com abertura acessível ao público são protegidas
externamente por um envoltório feito de chapa de alumínio expandida, de maneira a
manter, também, a qualidade de ventilação, iluminação e permeabilidade visual.
O sistema de iluminação artificial proposto para a Biblioteca Central do IPA foi
pensado em termos de economia de energia. Como alternativa e em oposição à manutenção
de um nível de iluminância adequado à leitura em toda a área da biblioteca, independente
da presença de público e que geraria um desperdício de energia, foi proposto um sistema
misto, que mantém um nível mínimo de iluminância geral, complementado por luminárias

�locais nos pontos de leitura, conforme Ilustração abaixo, controláveis pelo próprio usuário.
O sistema é adequado a demanda do usuário: em horários de pico, as luminárias ficam
todas acessas, enquanto ao longo da madrugada somente aquelas em uso, além, é claro, das
luminárias mais altas.

Ilustração 4 – Mezanino, com detalhe para iluminação individual
Para facilitar acesso dos usuários a informações em meio digital, acompanhando a
inevitável tendência de crescimento desta mídia, o projeto da Biblioteca Central previu,
inicialmente, uma rede lógica disponibilizada ao longo de todas as bancadas de estudo,
para conexão de laptop. O gerenciamento da rede pela administração da biblioteca
definiria as possibilidades de acesso (Internet, acervos digitais, etc.). Mudanças de
diretrizes por parte da Instituição modificaram as definições iniciais, optando pela
disponibilização futura de acesso do tipo wireless, restringindo o número de conexões
disponibilizadas num primeiro momento. Além da rede proposta, o Setor de Multimeios
oferece terminais de acesso a acervos digitais e Internet.

�4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Diversos fatores são elencados quando se dá a construção de um prédio de
biblioteca universitária. A escolha do local deve ser feita com base em uma análise
detalhada. Segundo Galbinski e Miranda (1993), alguns fatores devem ser levados em
consideração, como o acesso de veículos e de pedestres; existência de área para
estacionamento de veículos; características físicas do solo e cobertura vegetal; umidade do
solo e declividade para escoamento natural de águas pluviais e de esgotamento;
disponibilidade de infra-estrutura de serviços públicos; fontes de poluição sonora, de
fumaças e odores; disponibilidade de espaço para futuro crescimento; acessibilidade.
A Biblioteca Central do Centro Universitário Metodista IPA ocupa um prédio já
existente, desta forma, diversos fatores mencionados pelos autores acima já estavam
estabelecidos. A escolha do edifício do antigo internato para abrigar a Biblioteca tem a ver
com a questão acessibilidade. O espaço ocupado pela Biblioteca é central dentro do
campus, considerado hierarquicamente o mais importante pelo caráter histórico dos
edifícios que o compõem, configurando também um dos principais acesso. O prédio faz
parte da memória da instituição, com grande valor sentimental para a comunidade porto
alegrense. A reforma proposta procurou preservar as características que permitem
vivenciar esta memória e ao mesmo tempo, buscou requalificar o antigo espaço para
adequá-lo a nova função, refletindo a atualidade do uso 24 horas de uma forma
arquitetônica contemporânea. Este conceito está de acordo com as últimas teorizações
sobre re-arquiteturas: "[. . .] a atuação no contexto histórico só terá algum significado na
medida em que possa dialogar com o presente, e o projeto será mais ou menos eficaz
enquanto capaz, na sua concepção, de responder a contemporaneidade implícita a toda
intervenção arquitetônica." (FROTA, 2001, p.221).
O edifício reformado dispõe de cerca de 2.000m² bem distribuídos para todos os
setores da Biblioteca Central: leitura, acervo, salas de estudo em grupo e individual,
processamento técnico, direção, circulação, referência e lounge. Os espaços atendem as
necessidades da Biblioteca nas suas 24 horas de funcionamento. O projeto de
funcionamento 24 horas teve, inclusive, uma repercussão positiva entre os usuários da
Biblioteca Central e a comunidade, e hoje está sendo elencado como ponto turístico da

�cidade de Porto Alegre pela Associação Brasileira de Bacharéis em Turismo do Rio
Grande do Sul (ABBTUR RS).
REFERÊNCIAS
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15, 1959.
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2002. Tese (Doutorado em Arquitetura) - Universidade de Paris 8, Paris, 2002.
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FROTA, José Artur D'Aló. Re-arquiteturas. Cadernos de Arquitetura Ritter dos Reis,
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OLIVEIRA, Adriana Rivoire Menelli de. Centro Universitário Metodista Ipa: a
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                <text>SNBU - Edição: 14 - Ano: 2006 (UFBA - Salvador/BA)</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: Acesso livre à informação científica e bibliotecas universitárias.</text>
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                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Re-arquitetura e informação 24 horas no IPA Metodista.</text>
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              <text>Vanz, Samile Andréa de Souza; Fraga, Carlos André Soares; Weber, Marialva Machado</text>
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              <text>As bibliotecas universitárias vêm passando por mudanças há algumas décadas para acompanhar as alterações causadas pelas tecnologias disponíveis na sociedade atual. O ambiente físico da biblioteca é alvo de muitas destas mudanças, já que a informação, contida nas coleções de livros e periódicos, vem sendo transferida para acervos digitais, diminuindo a demanda por espaço físico e pelo contato bibliotecário-usuário, provocando alterações nos hábitos e cultura da comunidade universitária. Neste contexto foi inaugurada em Porto Alegre a Biblioteca Central do IPA Metodista. O prédio, erguido no início do século passado, foi reformado para atender 24 horas durante todo o ano. Apresentam-se aqui considerações acerca de layout, mobiliário, sinalização, iluminação, temperatura e preservação do acervo, e como isso foi pensado ao longo da reforma de um edifício destinado a funcionar ininterruptamente. Relata-se também o processo de adequação dos funcionários e do usuário ao horário integral da Biblioteca Central.</text>
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