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                  <text>RELATO DA EXPERIÊNCIA SOBRE A CRIAÇÃO DO PORTAL DO SERVIÇO
DE INFORMAÇÃO E DOCUMENTAÇÃO DO INSTITUTO NACIONAL DE
PESQUISAS ESPACIAIS

Lise Christine Banon *

Silvia Castro Marcelino **1
RESUMO

O presente trabalho relata a experiência sobre a criação do portal para o Serviço
de Informação e Documentação (SID), cujo site original foi desenvolvido em 1998.
Após o estudo de interfaces de bibliotecas nacionais e internacionais, trazemos
aqui uma proposta original para a Biblioteca do INPE com uma nova disposição e
acesso às informações, no intuito de transformar o site do SID em um portal de
fácil comunicação e interatividade, que constitua em uma importante ferramenta
para a disseminação do conhecimento. A Internet oferece um ambiente promissor
na área da comunicação, diminui as distâncias e diversifica as possibilidades de
serviços oferecidos. Neste contexto é essencial que tenhamos novas propostas
de interfaces para bibliotecas, que acompanhem os avanços tecnológicos,
tornando acessível ao usuário este novo universo de produtos e serviços. A
virtualidade traz para a pesquisa acadêmica novos métodos de acesso à
informação, proporcionada por intermédio da interface Web, que deve ser
planejada detalhadamente para que diferentes categorias de usuários possam
usufruir igualmente das informações disponíveis. O embasamento em conceitos
de semiótica na informática, área em crescimento que trata da interface como um
meio de comunicação visual, é um aliado para o desenvolvimento de projetos
Web.
Palavras-chave: biblioteca; interface Web; Internet; acesso à informação; semiótica.

INTRODUÇÃO

O presente trabalho descreve o desenvolvimento de um projeto para a criação de
um portal para o Serviço de Informação e Documentação (SID) do Instituto
Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), oferecendo uma nova proposta de
interface de acesso em substituição ao site original desenvolvido em 1998.

* Analista de sistemas, INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais , lise@dpi.inpe.br
** Bibliotecária, INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, silvia@sid.inpe.br

Av. dos Astronautas, 1758 – Jardim da Granja – 12227-010 – São José dos Campos - SP

�Conforme demonstra o estudo conduzido por Dias (2001), por ser um conceito
muito recente, encontramos atualmente na literatura definições variadas para a
palavra “portal”. Neste trabalho nos referimos a esta terminologia, no sentido de
oferecer um sistema de informação, cuja prioridade seja atender às expectativas
funcionais dos usuários. Para Reynolds e Koulopoulos (1999) o portal deve ser
um sistema de informação centrado no usuário, integrando e divulgando
conhecimentos, não se restringindo apenas a uma ferramenta de acesso às
informações.

Para implementar um portal é fundamental que o projeto leve em consideração a
interação dos usuários com a interface do sistema. Sua capacidade de facilitar o
acesso dos usuários às informações institucionais está intrinsecamente
relacionada à usabilidade de sua interface Web. (DIAS 2001)

A usabilidade é um requisito para avaliação da qualidade de um sistema, definido
pela norma ISO 9241-11 Guidelines on Usability como "a capacidade de um
produto ser usado por usuários específicos para atingir objetivos específicos com
eficácia, eficiência e satisfação em um contexto específico de uso".

Segundo Nielsen (1993) a usabilidade de um sistema tradicionalmente está
associada a cinco atributos (usability attributes): Facilidade de aprender
(Learnability), Facilidade de lembrar (Memorability), Eficiência (Efficiency), Erros
(Errors) e Satisfação (Satisfaction).
•

Capacidade de Aprendizagem: o sistema deve ser fácil de aprender de forma
que um usuário consiga explorá-lo rapidamente para realização das suas tarefas.
Um indicativo de que o sistema realmente possui este atributo é quando usuários
inexperientes conseguem atingir um certo grau de proficiência em um curto
período de tempo.

•

Eficiência: o uso do sistema deve ser eficiente, permitindo que o usuário atinja
um alto grau de produtividade na realização de suas tarefas;

•

Facilidade de Memorização: após um certo período sem utilizá-lo, o usuário
ocasional é capaz de retornar e realizar suas tarefas sem a necessidade de
aprender novamente como interagir com o sistema.

�•

Baixa taxa de erros: nos sistemas que possuem este atributo os usuários
cometem poucos erros ao usá-lo e, quando cometem, sua correção é simples,
podendo realizar suas tarefas sem maiores transtornos.

•

Satisfação: o sistema deve ser agradável de usar de forma que os usuários se
sintam subjetivamente satisfeitos ao utilizá-lo.

O autor ainda propôs um método, Análise Heurística, para identificar os prováveis
problemas na interface de um software que não atende aos princípios de
usabilidade. Neste método, Nielsen (1994) definiu as 10 heurísticas básicas de
usabilidade:
•

visibilidade do estado do sistema: o programa deve manter o usuário informado
sobre o que está acontecendo, através de realimentação apropriada;

•

concordância entre o sistema e o mundo real: a linguagem adotada no
programa deve ser a do usuário, empregando palavras, frases, conceitos e
convenções familiares ao mesmo;

•

controle do usuário e liberdade: usuários com freqüência escolhem funções por
engano e devem poder desistir delas com facilidade. O sistema deve suportar as
funções desfazer /refazer;

•

consistência e padrões: os usuários não devem precisar descobrir se diferentes
palavras, situações ou ações significam a mesma coisa. Deve-se seguir as
convenções da plataforma em uso;

•

prevenção de erros: melhor do que boas mensagens de erro é um projeto
cuidadoso que previna a ocorrência de erros;

•

reconhecimento ao invés de lembrança: objetos, ações e opções devem estar
visíveis. O usuário não deve precisar lembrar informações de partes anteriores do
diálogo. Instruções sobre uso do sistema devem estar visíveis ou serem
facilmente acessíveis quando necessárias;

•

flexibilidade e eficiência de uso: refere-se à variedade de formas com que o
usuário e o sistema trocam informações. Este atributo diz respeito à capacidade
do sistema em se adaptar ao contexto e às necessidades e preferências do
usuário;

•

estética e design minimalista: diálogos não devem conter informações
irrelevantes ou raramente necessárias. Cada unidade extra de informação no
diálogo compete com as unidades de informação relevantes, diminuindo sua
visibilidade relativa;

�•

ajudar usuários a reconhecer, diagnosticar e recuperar erros: mensagens de
erros devem ser expressas em linguagem direta (sem códigos), indicando
precisamente o problema e construtivamente sugerir uma solução;

•

ajuda e documentação: apesar de ser melhor que o sistema possa ser usado
sem documentação, pode ser necessário fornecer ajuda e documentação. Tais
informações devem ser facilmente pesquisáveis, focadas na tarefa do usuário,
listar passos concretos a serem executados e não ser muito ampla.

Existem portanto, atributos essenciais para que um sistema tenha usabilidade,
mas para se atingir esta meta é necessário um planejamento e uma organização
prévia das informações, afim de transpô-las em uma interface na qual diferentes
categorias de usuários possam usufruir igualmente das informações disponíveis.

A Arquitetura da Informação atua neste sentido, sendo composta por quatro
elementos básicos, segundo estudo orientado por Rosenfeld e Morville (1998):
•

sistemas de organização: maneiras como o conteúdo do site pode ser estruturado
e agrupado;

•

sistemas de rotulagem: definição dos rótulos, ou seja, textos e ícones que serão o
ponto de acesso do sistema de navegação;

•

sistemas de navegação: barras de navegação e mapas do site permitem ao
usuário mover-se entre as partes do conteúdo ou navegar fora dele;

•

sistemas de busca: auxiliam o usuário a formular consultas que podem resultar
em documentos relevantes.

Segundo Vidotti (2004), para definir a arquitetura da informação determina-se
primeiramente públicos e objetivos, e a forma de atingi-los com eficácia e
eficiência. Por meio de desenhos, tenta-se traçar, pensando como um usuário, os
possíveis caminhos que podem ser utilizados, identificando o que pode ser
interessante e o porquê, tendo sempre uma percepção sensível às suas
necessidades.

A ciência que estuda estes possíveis caminhos é a Engenharia da Semiótica.
Quando um usuário visualiza um objeto na tela, ocorre a sua interpretação
pessoal sobre qual seria o significado deste objeto. A partir deste momento o

�usuário cria um modelo mental, ou seja, uma representação, que substituirá o
objeto original (signo). Portanto, a tomada de decisão sobre clicar ou não em um
determinado “objeto na tela” está relacionado a este processo denominado
semiose. A cada acesso feito a partir da interface Web, o modelo mental criado
pelo usuário vai se tornando mais completo ou mais contraditório.

O sistema de navegação na Web é um autêntico processo de semiose. (van
AMSTEL 2004)

A virtualidade trouxe para a pesquisa, novos métodos de acesso à informação e
aumentou o número de serviços oferecidos pelos sites de bibliotecas
institucionais. Segundo Cardoso (1999) as interfaces de Bibliotecas Digitais
devem ser repensadas e reestruturadas de forma a auxiliarem efetivamente seus
usuários na obtenção de informações.

Este projeto adotou conceitos de semiótica e estruturou as informações com uma
abordagem centrada no usuário. O resultado obtido foi uma interface diferenciada
dos padrões atuais de Bibliotecas Institucionais. Neste sentido, o projeto visa
contribuir com uma nova proposta de interface para o acesso às informações em
Bibliotecas Institucionais.

Desenvolvimento

A equipe responsável pelo desenvolvimento do projeto foi composta por um
analista e um bibliotecário. As etapas do projeto foram orientadas de acordo com
os tópicos propostos por Ferreira (2004) para a gestão de conteúdo em projetos
de Bibliotecas Digitais, definindo-se como etapas principais do projeto a
identificação dos seguintes tópicos: Contexto (natureza da empresa, tipo de
negócio e serviço oferecido aos seus clientes); Público alvo (cliente interno e
externo); Verificação dos serviços existentes e sua usabilidade.

�As etapas do projeto foram intercaladas por várias reuniões que contaram com a
presença fundamental de toda equipe do SID e de um profissional da imprensa.
As contribuições e sugestões destes profissionais foram essenciais para o
desenvolvimento do projeto.

Atualmente a equipe do SID é composta por oito bibliotecários, um analista de
sistemas, duas revisoras, uma psicóloga e cinco estagiários. As contribuições e
sugestões destes profissionais foram essenciais para o desenvolvimento do
projeto.

Em abril de 2006, iniciou-se a primeira etapa do projeto, na qual elaborou-se uma
pesquisa sobre trinta e quatro sites nacionais e internacionais. Esta fase contou
com a colaboração de um estagiário da área de ciência da computação, um
bibliotecário e um analista de sistemas. Durante a pesquisa pode-se observar
uma dificuldade de acesso às informações em grande parte das interfaces de
bibliotecas digitais pesquisadas, até mesmo por profissionais da área de
informação.

Na segunda etapa do projeto elaborou-se uma pesquisa para o levantamento
completo abrangendo: perfis dos usuários do site do SID e os serviços requeridos;
informações institucionais sobre o SID; serviços/produtos oferecidos pelo SID;
serviços/produtos oferecidos externamente, relacionados ao SID e de interesse
dos usuários. Para este levantamento, o projeto contou com a colaboração de
vários estagiários e funcionários do SID.

O resultado do levantamento foi a seleção de uma grande variedade de serviços,
produtos e informações institucionais que deveriam ser disponibilizadas.

Na terceira etapa avaliou-se a padronização da interface. A Internet trouxe uma
explosão informacional e multiplicou as possibilidades de serviços oferecidos,
uma realidade também para o SID, que desde 1998 passou a informatizar os seus
processos e implementar uma grande variedade de serviços de acesso à
informação via Internet.

�Neste período foi possível observar um fato interessante: enquanto o site do SID
permaneceu estagnado, serviços Web do seu âmbito de atuação e de grande
relevância para comunidade: como a biblioteca digital do INPE e o sistema de
gerenciamento que viabiliza a pesquisa on-line ao acervo físico, evoluíram
tecnologicamente, com interfaces próprias e independentes.

Segundo Dias (2003), para garantir a consistência de portais/sites é necessário
padronizar interfaces, utilizando o mesmo layout gráfico, terminologias, conjunto
de cores e fontes. Portanto, adotar uma padronização significa oferecer um
projeto com maior consistência, que segundo o autor é um dos princípios da
usabilidade. Nesta fase do projeto definiu-se como meta reverter o processo
observado no decorrer dos anos adotando uma padronização.

O site original do SID é uma interface institucional, acessada a partir de uma área
de destaque da página principal do INPE, que recentemente sofreu um amplo
processo de reformulação. Sendo assim, optou-se por seguir o mesmo estilo
adotado para esta nova versão, no intuito de contribuir para a unidade e
identidade corporativa da instituição.

Na quarta etapa iniciou-se

a

modelagem

da

Interface Web.

Para

o

desenvolvimento de interfaces Web é necessário esgotar todos os recursos
disponíveis para reduzir os caminhos percorridos pelo usuário até chegar à
informação.

Neste contexto, temos a estratégia do portal raso, que adota uma única página de
acesso, contendo todos os links de interesse claramente expostos no menu,
conduzindo o usuário diretamente para o conteúdo de interesse. O problema
desta estrutura é quando o número de links expostos no menu ultrapassa o limite
tolerável pelo usuário (van AMSTEL 2004).

Um recurso para reduzir o número de links no menu principal é a criação de submenus. No entanto, este recurso deve obedecer a uma taxonomia/classificação.

�A semiótica introduz conceitos fundamentais para se obter uma taxonomia
estruturada das informações. A partir da classificação hierárquica dos itens, podese identificar aqueles que poderão ser transferidos do menu principal para o submenu, tornando-se visualmente ocultos para o usuário ao acessar a página
principal do site, mas ainda assim, acessíveis em sua lógica de acesso.

Esta é uma das fases mais complexas e demoradas do projeto: definir rótulos e
hierarquias. Se por exemplo, a nomenclatura de acesso para um rótulo textual for
inconsistente, ou for incorporado em uma categoria que não faz sentido para o
usuário, a informação simplesmente não será encontrada.

O problema é que na taxonomia, uma nomenclatura inadequada pode deixar o
usuário confuso o suficiente para questionar toda sua ordem interna. Em seu
estudo embasado em conceitos de semiótica, van Amstel 2004, comprova esta
afirmação ao descrever detalhadamente a reação de um usuário ao tentar
encontrar um serviço on-line de biblioteca a partir da interface de uma instituição,
que no caso utilizou “Portal da Informação” como nomenclatura de acesso para o
serviço. Apesar de ser um termo usual para os profissionais da área da
informação, o teste demonstra claramente que o usuário não interpreta esta
nomenclatura como “sinônimo de acesso” ao serviço procurado. No exemplo
muito bem colocado pelo autor, a primeira reação do usuário foi procurar o serviço
dentro de “ensino” por pressupor “aprendizado” e seqüencialmente “pesquisa”. Ao
perceber que a classificação das informações no site não utilizava a mesma
lógica de acesso, o usuário passa por uma exaustiva fase de “tentativa e erro” e
após inúmeros cliques, não consegue encontrar o serviço.

E o autor complementa: A estrutura de navegação de um site é sua espinha
dorsal. Se não for consistente e usável pelo usuário tanto quanto ele espera que
seja, o site terá falhado no seu intento. Num primeiro momento, o usuário observa
em linhas gerais um menu de navegação, num segundo ele percebe o
posicionamento das opções do menu e, num terceiro, ele estabelece uma
hipótese de como usá-lo.

�Marcondes (2001) especifica que a representação do usuário ao interpretar o
“objeto” deve situar-se entre dois extremos para economizar energia e assim
realizar o seu papel: ser suficientemente rica sob o aspecto cognitivo e ao mesmo
tempo, sintética no sentido de economizar a energia do usuário de uma maneira
significativa.

Atualmente, projetos de portais e sites são implementados, sem que seja dada a
devida importância para esta fase de desenvolvimento. Durante a fase de
definição dos rótulos textuais, deve-se evitar nomenclaturas de acesso técnicas,
não-habituais,

com

definições

recentes,

genéricas

ou

classificadas

hierarquicamente em categorias inconsistentes na visão do usuário, para não
comprometer o acesso às informações.

Segundo Guzzo (2004) “Interfaces inteligentes partem da premissa que os
sistemas devem adaptar-se as pessoas, e não o contrário, sendo uma forma de
melhorar o aproveitamento de bibliotecas digitais e efetivando satisfatoriamente
seu uso”.

Para detectar este tipo de inconsistência é necessária uma análise constante do
projeto por usuários eventuais com diferentes perfis e a formação de uma equipe
multidisciplinar durante a elaboração desta fase do projeto.

Segundo Vicentini (2000), independente de qual estrutura será utilizada, é
fundamental manter uma organização hierárquica da informação disponibilizada,
que permita ao usuário do SITE manter-se nele o maior tempo possível.

Estudos recentes alertam sobre a necessidade de implementação de novos
projetos de Bibliotecas Digitais cuja arquitetura da informação possua uma
abordagem centrada no usuário. (CAMARGO, VIDOTTI, CAMARGO, 2004;
GUZZO 2004).

�Estes trabalhos sugerem a utilização de agentes em serviços de Disseminação
Seletiva da Informação (DSI), onde a seleção dos dados é proveniente do interrelacionamento entre as fontes de informação que compõem a biblioteca digital e
o repositório de perfis de usuários resultando em interfaces customizadas. Ou
seja, será exibida uma determinada interface para a biblioteca digital, dependendo
dos dados preenchidos previamente pelo usuário ao se cadastrar no site. Neste
caso o site poderia exibir um determinado sistema de navegação, com opções de
serviços baseadas no perfil do usuário.

No entanto, esta dinâmica de acesso às informações precisa ser muito bem
planejada, para não restringir o acesso e impedir a divulgação de outros serviços
que também poderiam ser de interesse do usuário. Neste caso é o sistema que
determina a interface que será exibida a partir do cadastro enviado pelo usuário.

Nesta proposta sugerimos um modelo simples de ser implementado, mas que
permite a exibição de um sistema de navegação customizável pelo usuário, sem
necessidade de um cadastramento prévio. O sistema de navegação foi
classificado baseando-se nos perfis dos usuários. A estrutura de menu dinâmico
permite que o usuário escolha em qual categoria pretende acessar as
informações. Após interagir com o menu, caso o usuário opte por personalizá-lo,
como por exemplo, fechando a categoria de outros perfis de usuários que não são
do seu interesse, a opção de personalização estará continuamente disponível na
interface.

Atualmente o SID atende diferentes tipos de usuários, os quais classificamos em
quatro categorias de acordo com a permissão de acesso e os serviços utilizados
atualmente a partir do site. As categorias são as seguintes: usuário, bibliotecário e
administrador.

A categoria “Usuário” é ampla, abrangendo serviços do acervo digital, do acervo
físico, das bases externas e sobre o SID. Como as pesquisas sobre o SID não
são tão solicitadas como as demais, optou-se por classificá-las no menu como

�uma categoria separada, denominada “Sobre o SID” para significar rapidamente
aos usuários que se trata de uma área destinada às informações institucionais

A figura abaixo mostra o quadro esquemático com os tipos de usuários / serviços
utilizados a partir do site.

Como mostra o esquema, o “Administrador” possui apenas uma nomenclatura de
acesso: ”Área Restrita”, que permite acesso aos serviços de seu interesse. Como
não seria viável criar uma área para o administrador contendo apenas um tópico,
optou-se por transferir este item para a área do Bibliotecário, que após o
administrador, seria hierarquicamente a categoria com mais privilégio para o
gerenciamento de serviços on-line.

�A figura abaixo mostra a interface da fase atual do projeto.

Conclusão

Para a apresentação deste projeto foi realizada uma revisão de literatura, com
estudo dos conceitos sobre usabilidade, arquitetura da informação e semiótica.
Também foi realizado um estudo detalhado sobre o SID e seus diferentes perfis
de usuários.

Neste projeto a taxonomia foi elaborada baseando-se no perfil dos usuários,
visando aumentar a sua interação em relação ao sistema. O resultado do projeto
foi uma interface original, de fácil implementação, com um sistema de menu
dinâmico e customizável pelo usuário (sem a necessidade de um cadastramento
prévio).

A nova estrutura também garantiu a divulgação dos serviços oferecidos pelo SID
para os outros perfis de usuários, podendo ser consultada a qualquer momento
sem a necessidade de um recadastramento.

�O projeto pretende ser um portal comunicativo, interativo e dinâmico. Neste
sentido, a participação dos usuários é essencial desde a etapa de construção do
site. A continuidade desta interação com o usuário está prevista através de
avaliações constantes.

Estão sendo pesquisados para uma próxima fase deste trabalho, alguns métodos
para avaliação da usabilidade da interface proposta através de uma amostra de
usuários. Entre eles estão sendo estudados o protocolo think-aloud e outros
métodos de pesquisa através de filmagens. Também pretende-se avaliar a
interface a partir de programas de avaliação de qualidade de bibliotecas digitais,
como DigiQual, uma pesquisa online para usuários de bibliotecas digitais.
(KYRILLIDOU, GIERSCH 2005)

Paralelamente está prevista a implantação de um sistema de notícias e uma
enquête via Internet. A avaliação do portal do SID pelos seus usuários será tema
de um estudo mais amplo, uma dissertação de mestrado.

Retomando a questão da usabilidade em sites de informação, discutida por vários
autores, pretende-se que o portal do SID ofereça um acesso eficiente e adequado
aos usuários. Este é um desafio para as atuais bibliotecas que dispõem de uma
quantidade imensa de serviços e produtos, mas enfrentam dificuldades para a sua
disponibilização através dos sites.

Esperamos que o resultado deste trabalho possa contribuir no sentido de
incentivar o surgimento de novas propostas e estudos para a melhoria do acesso
às informações disponibilizadas pelas bibliotecas institucionais.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: Acesso livre à informação científica e bibliotecas universitárias.</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Relato da experiência sobre a criação do Portal do Serviço de Informação e Documentação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.</text>
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              <text>O presente trabalho relata a experiência sobre a criação do portal para o Serviço de Informação e Documentação (SID), cujo site original foi desenvolvido em 1998. Após o estudo de interfaces de bibliotecas nacionais e internacionais, trazemos aqui uma proposta original para a Biblioteca do INPE com uma nova disposição e acesso às informações, no intuito de transformar o site do SID em um portal de fácil comunicação e interatividade, que constitua em uma importante ferramenta para a disseminação do conhecimento. A Internet oferece um ambiente promissor na área da comunicação, diminui as distâncias e diversifica as possibilidades deserviços oferecidos. Neste contexto é essencial que tenhamos novas propostas de interfaces para bibliotecas, que acompanhem os avanços tecnológicos, tornando acessível ao usuário este novo universo de produtos e serviços. A virtualidade traz para a pesquisa acadêmica novos métodos de acesso à informação, proporcionada por intermédio da interface Web, que deve ser planejada detalhadamente para que diferentes categorias de usuários possam usufruir igualmente das informações disponíveis. O embasamento em conceitos de semiótica na informática, área em crescimento que trata da interface como um meio de comunicação visual, é um aliado para o desenvolvimento de projetos Web.</text>
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