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                  <text>TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO FACILITANDO O ACESSO AO
MUNDO DA INFORMAÇÃO
Luciano Lazzaris Fernandes –UFSC - Florianópolis/SC – Brasil- luciano@cds.ufsc.br
Angélica C. Dias Miranda -UFSC – Florianópolis/SC – Brasil.angelicam@brturbo.com.br
Gregório Jean Varvakis Rados – UFSC -Florianópolis/SC – Brasil-grego@deps.ufsc.br
Rogério Cid Bastos -UFSC Florianópolis/SC – Brasil- rogerio@inf.ufsc.br
João Bosco da Mota Alves - UFSC Florianópolis/SC – Brasil- - jbosco@inf.ufsc.br

Resumo:
As Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC’s) têm promovido mudanças
significativas no processo ensino-aprendizagem. Este artigo tem como objetivo
trazer algumas reflexões sobre o uso da tecnologia na educação como
instrumento que possibilita oportunidades eqüitativas aos estudantes, enfatizando
a necessidade dos educadores acreditarem e promoverem mudanças no sentido
de dissipar barreiras em prol da construção de uma educação inclusiva, que
contemple a diversidade humana. O processo de desenvolvimento das TIC’s vem
se aprimorando com as necessidades do ser humano, surge assim a tecnologia
assistiva. Esta permite o aumento da autonomia e independência do educando
que apresenta deficiência, possibilitando maior informação, mobilidade e
comunicação, seja no simples toque de um equipamento no qual ele está,
virtualmente, se conectando com o mundo ou na convivência com seus colegas,
no mesmo espaço físico da sala de aula ou numa biblioteca. Os grandes avanços
na área da tecnologia trouxeram muitas esperanças para as pessoas com
deficiência, facilitando a acessibilidade ao mundo da informação, reconhecendo
os diferentes estilos de aprendizagem e possibilitando a educandos e educadores
compreenderem a riqueza da diversidade.
Palavras-chave: Tecnologias de Informação de e Comunicação; Tecnologias
Assistivas; Ensino-aprendizagem.

Introdução:

As novas Tecnologias de Informação e
Comunicação (TIC) vêm causando um impacto
significativo no processo de ensino-aprendizagem,
abrindo-lhe perspectivas novas de acesso ao
conhecimento universal e possibilitando uma
interessante maneira de produzir conhecimentos
em rede digital de comunicação. Essas tendências
expandiram o espaço da sala de aula para muito
além de suas paredes físicas, levando professores
e alunos a mergulhar em novos conhecimentos
bem mais diversificados e atualizados.
(PROINESP/SEE/MEC)

�Pensar sobre a usabilidade das Tecnologias da Informação e da
Comunicação (TIC’s) a serviço da educação, numa visão voltada para a inclusão
das pessoas com deficiência, é uma necessidade urgente de todos os
profissionais que estão envolvidas no processo ensino-aprendizagem.Criar
propostas pedagógicas que incorporem as potencialidades e contemple e
reconheça a diversidade dos educandos é um desafio da educação inclusiva.
Os avanços das TIC’s trouxeram grandes benefícios à educação. Os
recursos dessas tecnologias utilizados nos laboratórios são sem dúvida,
instrumentos pedagógicos que estão à disposição dos educadores e, permitem
oferecer aos seus alunos uma aproximação do novo, do real e do virtual. Deixar
de usá-las ou usá-las inadequadamente é estar desconectado com a realidade do
século XXI.
Estes avanços tecnológicos possibilitaram as pessoas com deficiência
poderem participar mais ativamente, das dinâmicas pedagógicas desenvolvidas
no ambiente escolar, permitindo sua participação no grupo ou na sua autoaprendizagem.
No Brasil a Portaria n 3.284, de 7/11/2003, que dispõe sobre “requisitos de
acessibilidade de pessoas portadoras de deficiência, para instruir processos de
autorização e de reconhecimento de cursos, e de credenciamento de instituições”
já vem regularizando as adaptações estruturais e tecnológicas que uma instituição
deverá sofrer para garantir o acesso das pessoas com deficiência.
Este trabalho apresenta algumas contribuições sobre o que seja TIC’s,
educação e pessoa com deficiência, bem como identifica as contribuições das
Tecnologias Assistivas (TA’s) para a educação e a inclusão dessas pessoas no
sistema educacional.
Tecnologias de Informação e Comunicação
A tecnologia segundo Sasso, (2001), é um dos principais agentes de
transformação das sociedades atuais sob suas diferentes formas, com seus mais
variados usos, e todas as implicações que elas têm sobre nosso cotidiano e

�nossas atividades. O ser humano a todo o instante busca meios para facilitar,
organizar, aprimorar e produzir seus meios de produção com mais qualidade,
rapidez e eficiência. Esta constante busca da superação tem provocado em
algumas sociedades avanços e problemas de ordens educacionais, relacionais,
estruturais e de desenvolvimento.
Liguori (1997) aponta que no âmbito do ensino, as incorporações das TIC’s
trouxeram conseqüências tanto no âmbito da prática docente, tanto no processo
de aprendizagem dos discentes.
As tecnologias são complexas, apóia-se em conhecimentos práticos,
teóricos, expressa e desenvolve os valores culturais capacitando as pessoas a
realizarem atividades que elas talvez não pudessem realizar de outra maneira.
A UNESCO – United Nations Education Social and Cultural (UNESCO,
1985) define tecnologia como: “(...) processos de saber e criativos que podem
ajudar as pessoas a utilizar instrumentos, recursos e sistemas para resolver
problemas e aumentar o controle sobre o ambiente natural e produzido no
empenho para melhorar a condição humana”.
Esta referência dá uma visão sobre a ótica positiva da tecnologia. Muitas
vezes não a buscamos, ou temos medo de utilizá-la, ou a usamos indevidamente,
ou ainda usamos para tirar proveito em detrimento dos prejuízos ao meio
ambiente e a nós mesmos. Para tanto, entendemos que as pessoas que se
beneficiam desta tecnologia, deverão estar bem conscientes e preparadas para a
sua utilização, pois tanto poderão utilizá-la positiva como negativamente.
As TIC’s são norteadas por alguns princípios, tais como descrito por
Kneller, (1980) e Nietsche et al (1999), ela apóia-se em conhecimentos práticos e
teóricos; expressa e desenvolve os valores culturais existentes, tem modificado os
valores e o estilo de vida das sociedades; não é autônoma está subordinada a
decisões governamentais; gera produções que levam o homem a repensar a sua
própria condição humana, e estabelecem desafios políticos, econômicos, sociais
e éticos para a humanidade.

�Historicamente a revolução da informação passou por vários períodos.
Segundo Drucker (1998) esses períodos poderiam ser caracterizados por:
primeiramente pela invenção da escrita, a cerca de 5.000 anos; a segunda
revolução veio com a invenção do livro escrito; com a invenção da prensa de
Gutenberg, na metade do século XV, veio a terceira revolução da informação.
Com a possibilidade das cópias das informações começavam assim a
disseminação e massificação do conhecimento. O quarto período veio com a
invenção do computador, este já na metade do século XX. O autor nos leva a
reflexões sobre os avanços causados por este último período, originando as
TIC’s, ou seja, as tecnologias da informação e comunicação. Nesta nova
tecnologia as pessoas começaram a ter acesso as mais variadas informações,
com mais rapidez e comodidade.
Onde fica a educação com estes avanços tecnológicos? Quartiero (1999),
afirma que estamos passando por um momento histórico, onde para alguns
educadores o velho (antiga metodologia) ainda assume o seu papel e o novo (as
novas tecnologias) ainda está demorando a aparecer. Este pensamento é uma
conseqüência deste novo período descrito por Drucker (1998), ou seja,
automação da sociedade. A transformação aconteceu e está acontecendo tão
rapidamente que muitas vezes não conseguimos acompanhá-la.
Educação e Tecnologia
Como é possível uma mudança tão radical na educação, se não fomos
preparados para este momento? Se algumas escolas ainda estão tão distantes
destas novas tecnologias? O que muda no processo ensino-aprendizagem com
ela?
Há que haver uma mudança, uma nova compreensão do processo
educacional. Nesse sentido concordamos com Moran (2000, p. 137) quando
define que educar “É ajudar os alunos na construção da sua identidade, do seu
caminho pessoal e profissional - do seu projeto de vida, no desenvolvimento das
habilidades de compreensão, emoção e comunicação que lhes permitam

�encontrar seus espaços pessoais, sociais e profissionais e tornar-se cidadãos
realizados e produtivos”.
O processo ensino-aprendizagem deve ser significativo, ativo, participativo,
dinâmico, dialógico e construtivo, e que professor e aluno devem assumir uma
nova atitude, que muitas vezes é um desafio.
O aluno conforme Masetto (2000), assume o papel de aprendiz ativo e
participante, de sujeito de ações que o levam a aprender e a mudar seu
comportamento, aprende a colaborar com o grupo, a ver o professor como um
parceiro, e seus colegas como colaboradores para seu crescimento, conferindo
um sentido a co-responsabilidade no processo de aprendizagem.
O professor tem o papel de mediador, facilitador, incentivador nos diversos
ambientes de aprendizagem, exige que ele trabalhe com técnicas que incentivem
a participação dos alunos, a interação entre eles, a pesquisa, o debate, o diálogo,
que promovam a produção do conhecimento, que motivem o desenvolvimento de
atitudes e valores como ética, respeito, solidariedade, criticidade, sensibilidade às
necessidades da comunidade na qual irá atuar como profissional.
Moran (2000, p.137) comenta que “na sociedade da informação todos
estamos reaprendendo a conhecer, a comunicar-nos, a ensinar e a aprender; a
integrar o humano e o tecnológico; a integrar o individual, o grupal e o social”.
Os recursos tecnológicos ligados à informação e a comunicação provocam
nos professores a necessidade de apropriarem-se deste novo conhecimento e
assim possibilitar, desenvolver um novo processo pedagógico em sala de aula.
Como desenvolver as competências pedagógicas dos professores frente à
tecnologia? Neste novo processo os professores passam por grandes desafios,
tais como: deverão tornar as informações significativas diante das múltiplas
informações oferecidas, caberá ao professor escolher as verdadeiras e as mais
importantes; proporcionar um ambiente onde todos possam vivenciar, ser ativo
em seus experimentos, integrando-o em um novo contexto, dando-lhe significado;
incorporar a integração das dicotomias reflexão/ação, experiência/conceituação,

�teoria/prática como sendo elementos fundamentais para a aquisição a
aprendizagem; estimular os questionamentos do grupo, pois aprendemos melhor
quando interagimos com os outros e com o mundo, quando interiorizamos e
equilibramos o sensorial, o racional, o emocional, o ético, o pessoal e o social.
Compreendemos e celebramos a diversidade individual e de outras pessoas.
E nesta nova era tecnológica como os educandos encaram o processo
educativo?
O advento da informática aumentou a velocidade com que as informações
são transmitidas, este processo multimídico está incorporando nos alunos uma
necessidade em ter os resultados de seus experimentos e de suas pesquisas com
respostas imediatas, que muitas vezes interfere na construção do conhecimento
de modo seqüencial e progressivo.
O conhecimento exige segundo Moran (2000), respostas rápidas,
sintéticas, o que pode trazer conseqüências para a capacidade de compreender
temas mais abstratos. Este conhecimento por sua vez leva a uma independência,
muitas vezes não necessitando da presença do professor. Clicar no mouse e ter
informações em formato de textos, imagens, vídeos sobre os mais variados
assuntos, com uma velocidade assustadora. Este conhecimento multimídico
permitiu uma aprendizagem menos rígida, com conexões mais abertas.
As vias de comunicação on line (internet) permitem uma diversidade na
aprendizagem dos alunos. Os diálogos estão ocorrendo simultaneamente com
qualquer parte do mundo. Esta comunicação oportuniza aos educando uma
interação e uma troca de experiência com várias pessoas contribuindo
significativamente para o processo educacional. Entretanto, conforme Masetto
(2000), o educador atua como mediador do processo de aprendizagem, ao qual
poderá incentivar a reflexão quanto à quantidade e à qualidade de informações
que se dispõe. Ele poderá construir o conhecimento junto com o aluno dando um
significado pessoal ás informações adquiridas, ou reorganizando um conteúdo
produzindo em um novo conhecimento.

�Este avanço tecnológico está à disposição em algumas escolas,
possibilitando oferecer uma educação com mais oportunidades, podendo servir
também como um instrumento que vem colaborar no desenvolvimento
educacional das pessoas com deficiência.
Educação Inclusiva
A Constituição Federal (BRASIL,1988) garante preferencialmente às
pessoas portadoras de deficiência atendimento educacional na rede regular de
ensino, assim como prevê na Lei de Diretrizes Básicas da Educação-LDB,
(BRASIL,1996).
A Declaração de Salamanca/Espanha em 1994, com apoio da UNESCO foi
o primeiro documento internacional que abordou extensivamente o conceito de
inclusão. Esta Declaração em um trecho preconizava o princípio da inclusão que
consistia no “reconhecimento da necessidade de se caminhar rumo à ‘escola para
todos’, um lugar que inclua todos os alunos, apóie a aprendizagem e responda as
necessidades individuais”. Complementa: “o princípio fundamental da escola
inclusiva consiste em que as pessoas devem aprender juntas, onde quer que isto
seja possível, não importam quais as dificuldades ou diferenças elas possam
ter(...)”.
“No passado a sociedade desenvolveu quase sempre os obstáculos à
integração das pessoas deficientes. Receios, medos, superstições, frustrações,
exclusão, etc. preenchem lamentavelmente vários exemplos históricos que vão de
Esparta até a Idade Média” (FONSECA,1995, p.217). Será que isto só ocorria
naquela época? E hoje, qual a nossa reação frente as pessoas com deficiência?
O que entendemos por inclusão? O conceito de inclusão pode ser
entendido como “O processo pelo qual a sociedade se adapta para poder incluir,
em seus sistemas sociais e gerais, pessoas com necessidades especiais e,
simultaneamente, estas se preparam para assumir seus papeis na sociedade”
(SASSAKI,1997, p.41).

�Segundo Werneck (apud PUPO et all., s/d,p.3) define: “uma sociedade
inclusiva é aquela capaz de contemplar, sempre, todas as condições humanas,
encontrando meios para em cada cidadão, do mais privilegiado ao mais
comprometido, exerça o direito de contribuir com seu melhor talento para o bem
comum”.
A educação de pessoas com deficiência no sistema regular de ensino
estava pautada no princípio da educação integrada, o aluno tinha que se adaptar
ao meio. Já na educação inclusiva o meio tem que se adaptar aos alunos. Para
Mantoan (1998) a educação inclusiva é mais radical, completa e sistemática do
que a educação integrada.
Correa (1999) aponta que as TIC’s são atualmente uns exemplos
dominantes, assistindo-se com grande expectativa a aplicação das suas
potencialidades na educação de crianças com necessidades educacionais
especiais. Correa não restringe o uso destas tecnologias apenas aos alunos com
deficiência, mas sim a todos que encontram dificuldades de adquirirem o
conhecimento com os métodos tradicionais.
O uso das Tecnologias Assistivas para o acesso a informação digital
As escolas que se dispõem a serem inclusivas têm que adotar novos
mecanismos pedagógicos, utilizar todas as tecnologias disponíveis para poder
atender a heterogeneidade dos alunos. As Tecnologias Assistivas (TA’s), também
denominadas de Adaptativas, surge como uma ferramenta para auxiliar as
atividades do dia-a-dia, possibilitando maior autonomia e acesso às tecnologias
de informação e comunicação a todos os educandos.
Tecnologias Assistivas é um termo novo utilizado para identificar todos o
arsenais de recursos e serviços que contribuem para ampliar habilidades
funcionais de pessoas com deficiência e conseqüentemente promover uma vida
independente e inclusiva.
As TA’s podem ser entendidas como “dispositivos que correspondem a
qualquer

item,

peça

de

equipamento

ou

produto,

seja

ele

adquirido

�comercialmente ou não, modificado ou construído, que são utilizados para
aumentar, manter ou aperfeiçoar capacidades funcionais de indivíduos com
deficiência física” (DATI, 2002 apud MIRANDA, 2002, p.41).
As tecnologias são consideradas assistivas “quando usada para auxiliar no
desempenho funcional de atividades, reduzindo incapacidades para a realização
de atividades de vida diária e da vida prática, nos diversos domínios do cotidiano”
(PUPO et all, s/d, p.4)
Estas tecnologias têm como objetivo proporcionar à pessoa com deficiência
maior independência, qualidade de vida e inclusão social, através da ampliação
de sua comunicação, mobilidade, controle de seu ambiente, habilidades de seu
aprendizado, trabalho e integração com a família, amigos e sociedade.
As TA’s podem variar de uma simples bengala a um complexo sistema
computadorizado. Estão incluídos brinquedos e roupas adaptadas, computadores,
softwares e hardwares especiais, que contemplam questões de acessibilidade,
dispositivos para adequação da postura sentada, recursos parar mobilidade
manual e elétrica. São projetados equipamentos de comunicação alternativa,
chaves e acionadores especiais, aparelhos de escrita assistida, auxílios visuais,
materiais protéticos e milhares de outros itens confeccionados ou disponíveis
comercialmente.
Uma das grandes contribuições das TA’s para as pessoas com deficiência
estão no acesso às TIC’s.
As pessoas com deficiência estão podendo ter acesso às informações da
Web com mais independência. Os deficientes visuais até pouco tempo usavam os
recursos de livros e textos em braile, textos gravados em fitas cassetes, muitas
vezes gravados por voluntários, lupas, livros com fontes aumentadas, entre outros
recursos para poderem ter acesso ao conhecimento e as informações. Através
dos recursos da tecnologia digital, eles puderam ter acesso ao maior número de
informações bem como também de se comunicar com qualquer internauta,
através das páginas da Web.

�As informações disponíveis na Web oferecem muito mais contribuições,
apesar delas serem altamente visuais, para as pessoas com deficiência visuais ou
cegas, do que os documentos impressos. Com os recursos disponíveis do
computador, as pessoas com deficiência visual poderão dependendo de sua
necessidade, aumentar o tamanho da fonte, ter a conversão dos textos em
linguagem falada (sintetizador de voz), participar de grupos de discussões, ou
mesmo bater um papo ou pedir informação on line.
Segundo Koon (apud Gonçalves, 2001) dentro da área da ciência da
computação, as TA’s podem ser dividida em cinco grupos distintos: As
tecnologias

alternativas/aumentativas;

tecnologias

de

acesso;

tecnologias

alternativo/aumentativas para a comunicação; tecnologias de mobilidade;
tecnologias de controle ambiente.
Nas tecnologias alternativas/aumentativas, de acesso à informação:
destinado as pessoas com deficiências visuais e auditivas. Estas tecnologias
contam com sistemas de reconhecimento de voz, multimídia, aplicações de
computação móvel e conectividade.
As tecnologias de acesso, estas tecnologias permitem aos usuários com
deficiência a possibilidade de interação com o computador. Um exemplo destas
tecnologias é o sistema DOSVOX, desenvolvido pelo Núcleo de Computação
Eletrônica da UFRJ. Este sistema permite auxiliar as pessoas com deficiência
visual usarem o computador. Basicamente todas as tarefas utilizadas são faladas,
através de um sintetizador de voz.
Um outro exemplo é o sistema Jaws (www.lerparaver.com/jaws) para
Windows é um outro recurso de tecnologia assistiva. Ele é um leitor de telas para
as pessoas cegas ou com baixa visão. Com este sistema o usuário deficiente
visual pode ter acesso a vários softwares através do uso das teclas de atalho.
As tecnologias alternativos aumentativas para a comunicação são
destinadas às pessoas que têm dificuldades em estabelecer uma comunicação
verbal (alguns paralisados cerebrais e deficientes auditivos severos). Neste

�sistema a comunicação verbal é possível graças a um recurso de apoio a esta
comunicação.
Segundo Nielsen (2000) o padrão da Web Accessibilit Initiative – WAI(Iniciativa de Acessibilidade na Web), auxilia os programadores a disponibilizarem
suas informações na Web. Segundo o padrão WAI há uma necessidade em se
planejar uma exposição em estágios de acessibilidade que permita a navegação
nos sites pelas pessoas com deficiência, permitindo a acessibilidade aos pontos
mais importantes.
Apesar das páginas textuais da internet já serem possíveis de serem
acessadas pelas pessoas com deficiência visual, as páginas longas ainda é um
problema, pois esses usuários são obrigados a lerem todo o texto para retirarem
as informações que precisam. Há uma sugestão de estruturar as páginas em
capítulos, através de marcações adequadas de HTML.
Um ponto que as TA’s também contribuem na decodificação das
informações digitais para as pessoas com deficiência visual foram na transmissão
verbal de algumas imagens/figuras projetadas na página da Web. A pessoa
deficiente visual que está acessando determinado assunto tem o direito de saber
o que está sendo apresentado na página. Esta informação é fundamental para
que ela possa projetar mentalmente a imagem que está sendo apresentada. Este
processo faz parte da aquisição do conhecimento.
A cada instante percebermos que os sites estão sendo cada vez mais
atraentes.

Imagens,

sons

são

fundamentais

para

a

apresentação

das

informações. Uma boa tecnologia de informação e comunicação tem que priorizar
o acesso de todos os documentos a serem transmitidos ao maior números
possíveis de espectadores/usuários. Assim com as pessoas com deficiência
visual estão tendo a possibilidade de ter acesso às informações da Web, as
pessoas com deficiências auditivas ou surdas também têm o mesmo direito.
Neste caso ficam evidenciados os sites que apresentam muita sonorização, ou os
vídeos clipes, dificultando a comunicação a esses usuários. Recomenda-se o uso
de legendas para facilitar a comunicação.

�Pessoas com deficiências motoras podem apresentar dificuldades de se
beneficiarem das tecnologias da informação e comunicação, pois muitos
equipamentos não foram projetados para atender esta demanda. Está faltando
uma compreensão sobre o que seja design universal. Um equipamento que está
permitindo pessoas com comprometimentos físicos severos manipularem o
computador é o “Adaptador de cabeça”. Este equipamento permite ao usuário
através de um simples movimento de cabeça se interar com o mouse, e assim
poder navegar nas páginas da Web.
As TA’s têm contribuído para quebrar as barreiras que dificultam o acesso
as TIC’s, “O desenvolvimento das TIC’s e as iniciativas de acessibilidade, bem
como a avaliação da usabilidade em sites web e sistemas interativos, contribuem
consideravelmente, para que diminua as barreiras referentes às limitações que
um portador de deficiência visual possui, ao ter acesso ao ensino por meio destas
tecnologias” (MIRANDA 2002, p.148).
No Brasil a população de pessoas com deficiência chegam a uma
estimativa de 24 milhões. No último censo escolar de 2005, dados da SEE/MEC,
640.317 pessoas com deficiência estavam matriculadas nas redes regular de
ensino e na educação especial. Desse número 262.243 são pessoas que estão
freqüentando o ensino regular ou escolas inclusivas. Esses dados nos dão uma
visão da necessidade da implantação de tecnologias assistivas nestes ambientes
educacionais, principalmente para auxiliar na aprendizagem desses educandos
bem como para facilitar o processo didático pedagógico a ser oferecido pelos
educadores.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Estas novas tecnologias estão a serviço da educação, possibilitando o
envolvimento mais ativo dos alunos que apresentam deficiência. Infelizmente
estes equipamentos ainda são restritos nas nossas escolas. Os motivos são pelo
alto custo, carência de produtos no mercado, falta de conhecimento dos usuários
a respeito das tecnologias disponíveis, entre outras. O acesso às TIC’s são

�fundamentais para o desenvolvimento social e econômico, além de proporcionar
um enriquecimento pessoal e acadêmico. Todos têm o direito deste acesso.
No Brasil, a deficiência é ainda vista como um problema do indivíduo, ele
tem que se adaptar a sociedade. Existem inúmeras barreiras, físicas e atitudinais
que

limitam a

inclusão

das

pessoas com deficiência.

Evidencia-se

a

desinformação sobre os direitos das pessoas com necessidades especiais. Leis
são criadas, mas apesar de tudo identificamos que a sociedade exclui aqueles
que ela não considera como iguais.
As pessoas com deficiência lutam pela oportunidade de estar inserida no
processo

educacional.

Nós

educadores temos

a

responsabilidade e

o

compromisso de somarmos as suas lutas e reivindicações no sentido de
oferecermos uma educação inclusiva com qualidade aberta à diversidade
humana, somada aos avanços tecnológicos, podemos vislumbrar um mundo
melhor na conquista da prática da cidadania e inclusão social.
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                <text>SNBU - Edição: 14 - Ano: 2006 (UFBA - Salvador/BA)</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: Acesso livre à informação científica e bibliotecas universitárias.</text>
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                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Tecnologias de informação e comunicação facilitando o acesso ao mundo da informação.</text>
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              <text>Fernandes, Luciano Lazzaris; Miranda, Angélica C. Dias; Rados, Gregório Jean Varvakis: Bastos, Rogerio Cid; Alves, João Bosco da Mota</text>
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              <text>As Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC’s) têm promovido mudanças significativas no processo ensino-aprendizagem. Este artigo tem como objetivo trazer algumas reflexões sobre o uso da tecnologia na educação como instrumento que possibilita oportunidades eqüitativas aos estudantes, enfatizando a necessidade dos educadores acreditarem e promoverem mudanças no sentido de dissipar barreiras em prol da construção de uma educação inclusiva, que contemple a diversidade humana. O processo de desenvolvimento das TIC’s vem se aprimorando com as necessidades do ser humano, surge assim a tecnologia assistiva. Esta permite o aumento da autonomia e independência do educando que apresenta deficiência, possibilitando maior informação, mobilidade e comunicação, seja no simples toque de um equipamento no qual ele está, virtualmente, se conectando com o mundo ou na convivência com seus colegas, no mesmo espaço físico da sala de aula ou numa biblioteca. Os grandes avanços na área da tecnologia trouxeram muitas esperanças para as pessoas com deficiência, facilitando a acessibilidade ao mundo da informação, reconhecendo os diferentes estilos de aprendizagem e possibilitando a educandos e educadores compreenderem a riqueza da diversidade.</text>
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