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                  <text>Eixo II - Pesquisa e Extensão
BIBLIOTECA 24 HORAS: ALGUMAS REFLEXÕES E PROSPECTOS
24-HOUR LIBRARY: SOME REFLECTIONS AND PROSPECTS

Resumo: O texto aborda algumas reflexões e prospectos sobre o modelo de funcionamento 24
horas implementado na Biblioteca Professor Emílio Guimarães Moura, que em 2018,
completa 10 anos. A biblioteca pertence à Faculdade de Ciências Econômicas da
Universidade Federal de Minas Gerais. A concepção teórica deste ensaio se baseia na ideia de
conhecimento aproximado, o que possibilita acreditar que, tantos forem os olhares lançados
sobre este tema, provavelmente serão também igualmente múltiplas as visões e conclusões
sobre ele. Neste caso, o texto é escrito por bibliotecários que estiveram a frente da biblioteca
da FACE na maior parte destes dez anos de funcionamento do modelo 24 horas. Ressaltam-se
os desafios trazidos pela Reestruturação e Expansão das Universidades Federais, além do
elemento complicador do caráter extensionista da universidade, em conseqüência a criação de
uma demanda da sociedade para utilização dos produtos e serviços da Biblioteca no modelo
24 horas. Outro ponto importante é a reflexão sobre a concepção de cultura e conhecimento
com a qual estamos lidando, numa sociedade que prima cada vez para o consumo e o
individualismo. Ainda são discutidas as possibilidades e razões para este modelo de
funcionamento 24 horas, bem como explicitado a importância da atuação do profissional
bibliotecário na mediação da informação neste contexto. Como considerações são
evidenciadas as dificuldades em se qualificar o atendimento durante as 24 horas de
funcionamento, o problema em se conseguir focar no público específico da comunidade
FACE, além da unidade estar cobrindo uma carência de uma biblioteca pública que oferecesse
estes serviços.
Palavras-chave: Biblioteca 24 horas. Conhecimento aproximado. Mediação da Informação.
Concepção de cultura.
Abstract: The text addresses some reflections and prospects regarding the 24-hour working
model implemented at the Professor Emílio Guimarães Moura Library, which in 2018,
reaches 10 years of operation. The library belongs to the Faculty of Economic Sciences
(FACE) at the Federal University of Minas Gerais. The theoretical conception of this essay is
based on the idea of approximate knowledge, which makes it possible to believe that, given
the many glances cast on this subject, the visions and conclusions regarding the same are
likely to be equally numerous. In this case, the text is written by librarians who have been at
the front of the FACE library for most of these ten years operating the 24-hour model. The
challenges brought by the Restructuring and Expansion of Federal Universities are

�highlighted, as well as the complicating element of the extensionist character of the
university, as a consequence of the creation of a societal demand for the use of the Library's
products and services in the 24-hour model. Another important point is the reflection on the
conception of culture and knowledge with which we are dealing, in a society that presses for
ever greater consumption and individualism. The possibilities and reasons for this 24-hour
operation model are still discussed, as well as the importance of the professional librarian's
role in mediating information in this context. As a consideration, the difficulties in qualifying
service throughout the 24 hours of operation, the problem of being able to focus on the
specific public of the FACE community, and the fact that the unit is covering for a shortage of
a public library that offers these services, are evidenced.
Keywords: 24-Hour Library. Approximate Knowledge. Mediation of Information.
Conception of Culture.
1 As origens
A Biblioteca Professor Emílio Guimarães Moura foi criada em 1946. No entanto, foi
com a mudança de localização para o campus Pampulha da Universidade Federal de Minas
Gerais (UFMG) em 2008 que inaugurou o funcionamento 24 horas. Essa mudança contou com
a incorporação de outros acervos que se encontravam dispersos no antigo prédio da Faculdade
de Ciências Econômicas (FACE) da UFMG, bem como a adesão do acervo da Biblioteca do
Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar). Neste sentido, ganhou ainda
mais corpo a construção de uma grande biblioteca com uma estrutura que fosse compatível com
o volume de acervo, comunidade acadêmica (reais e potenciais) e, além disso, pudesse ter
atendimento 24 horas. Surge então, a biblioteca 24 horas da FACE que funciona de forma
ininterrupta desde 2008, completando em 2018, portanto, dez anos de funcionamento deste
modelo.
Sobre o funcionamento 24 horas, cabe ressaltar que a biblioteca não trabalha com
atendimento pleno durante todo o período. O atendimento pleno é de 07h: 30 às 22 horas, de
segunda a sexta-

ade de

empréstimos e devoluções através de um terminal de autoatendimento (sem mediação humana).
Este trabalho versa sobre os desafios, possibilidades e limites deste modelo de
Biblioteca 24 horas, implementado na Biblioteca da FACE

UFMG e que totaliza dez anos de

funcionamento no ano de 2018. A concepção teórica deste ensaio se baseia na ideia de
conhecimento aproximado desenvolvida por Bachelard:
Logo, a aproximação é a única feição fecunda do pensamento. Um conhecimento só é
claro em sua aplicação ao real quando se podem distinguir, como marcos naturais, os diversos

�estágios de seu progresso. Por outro lado, é conhecimento aproximado que põe no justo lugar
uma Realidade que conserva sempre em alguma parte, como tentamos mostrar, características
individuais e movediças. (BACHELARD, 2004, p 279).
Isto porque tantos forem os olhares lançados sobre este tema, provavelmente serão
também igualmente múltiplas as visões e conclusões sobre ele. Por outro lado, como disse
Bachelard, é somente através destas aproximações do real que o conhecimento se solidifica,
embora deva sempre ser relativizado e circunstanciado. Neste caso, em específico por
bibliotecários que estiveram a frente da biblioteca da FACE na maior parte destes dez anos de
funcionamento 24 horas.
2 Vinte e quatro horas (desafios, possibilidades e razões)
O tensionamento entre a missão específica da instituição e as demandas que surgem
quando da criação do modelo 24 horas, basicamente colocam numa relação inversa a prioridade
entre ensino e pesquisa em detrimento da extensão. Neste sentido, a Reestruturação e Expansão
das Universidades Federais - o REUNI, nos coloca o desafio do grande fluxo de alunos e do
equacionamento do espaço numa relação de acervo (para um número maior de alunos) versus
espaço para estudo. Outro elemento complicador para a questão é o caráter extensionista do
funcionamento 24 horas, que criou toda uma demanda da sociedade, de modo geral, para usar a
para identificar

evidente que a Biblioteca da FACE cumpre relevante papel social, mas é fundamental
prospectar a abertura 24 horas de outras bibliotecas no CAMPUS para dividir esta
responsabilidade e contingente entre as unidades da UFMG.
Colocando a questão em números, temos hoje, segundo relatório emitido pelo software
utilizado pelo Sistema de Bibliotecas da UFMG, o número de 2982 Usuários Externos ativos. A
soma de todas as outras categorias (alunos, funcionários e professores basicamente), para as
quais a biblioteca FACE foi idealizada e para qual possui acervo e serviços específicos, somam
3956 usuários. Ou seja, claramente se percebe o quantitativo muito representativo de usuários
externos, principalmente se colocarmos a questão de que o cadastro dos mesmos tem validade
de seis meses (podendo ser renovado) e os alunos, por exemplo, ficam em média quatro anos na
instituição sem perder o vínculo. Tendo-se em conta de que a biblioteca possui cerca de 450
lugares disponíveis para estudo, é notável que se estabelece um conflito de finalidade para a

�biblioteca. Isso sem contar a grande quantidade de alunos de outras unidades acadêmicas da
UFMG que também utilizam o espaço.
Importante ressaltar, no entanto, que aqui não se propõe a prevalência de uma categoria
sobre outra. Apenas se chama a atenção para a construção de uma biblioteca universitária
voltada para uma comunidade específica, no caso da FACE, tendo uma demanda que em muito
supera sua previsibilidade de espaço, acervo e pessoal para atendimento. Outro ponto
importante é a reflexão sobre a concepção de cultura e conhecimento com a qual estamos
lidando, numa sociedade que prima cada vez para o consumo e o individualismo.
O modelo de biblioteca 24 horas em funcionamento na FACE abre muitas
possibilidades para a Comunidade Acadêmica da UFMG, bem como para os usuários externos à
instituição. A unidade oferece neste horário especial o espaço para estudo: o conforto dos
móveis pensados e comprados para dar suporte à atividade de leitura e escrita. Conta-se também
com computadores conectados à Internet, bem como acesso à rede wifi UFMG via dispositivos
eletrônicos individuais. Há ambiente com pouco ruído propício para o estudo individual,
facilitando a concentração e espaços para estudo em grupo. Ainda são disponibilizados
terminais para busca ao acervo, acesso físico ao acervo aberto (obras de referencia, teses,
dissertações, monografias, periódicos e livros) e a possibilidade de fazer empréstimos através de
uma máquina de auto-atendimento.
As razões para o funcionamento neste horário especial é a disponibilidade e atendimento
aos produtos e serviços citados acima num período de tempo em que a maioria das instituições
que os fornecem estão fechadas, em contraposição de ser justamente as horas consideras livres
pelas pessoas.
Vale ressaltar a importância do profissional bibliotecário em todas as etapas para que o
funcionamento deste modelo ocorra. Neste sentido, é fundamental pensar nas ações de
mediação da informação. Estas consideradas por Almeida Júnior (2008, p. 46) como
[...] toda a ação de interferência realizada pelo profissional da informação -, direta
ou indireta; consciente ou inconsciente; singular ou plural; individual ou coletiva; que
propicia a apropriação de informação que satisfaça, plena ou parcialmente, uma
necessidade informacional. [...] a mediação não estaria restrita apenas a atividades
relacionadas diretamente ao público atendido, mas em todas as ações do profissional
bibliotecário, em todo fazer desse profissional.

Assim, é fundamental pensar em todas as ações dos bibliotecários e demais equipe da
biblioteca para que esta engrenagem se mova e disponibilize os produtos e serviços aos
usuários. É essencial perceber às atividades de gerencia da Biblioteca, de seus recursos
materiais e físicos até a gestão do capital humano. Vale refletir sobre as ações de bibliotecários

�catalogadores que ao fazer o processamento do exemplar tem este usuário em mente, no que
concerne à especificação e localização do item, entre outros aspectos. Ponderar também nas
atividades do bibliotecário de referência que tem que se desdobrar nas tarefas de sinalização e
visibilidade do material. Enfim, todas as etapas e setores da Biblioteca são pensados para
facilitar e atender o público potencial e os Usuários Externos neste horário especial de
funcionamento.
Almeida Júnior (2008, p. 46) ainda nos leva a refletir sobre a mediação implícita da
informação e afirma que
A mediação estaria presente, de maneira não explicitada, na seleção, na escolha dos
materiais que farão parte do acervo da biblioteca, em todo o trabalho de
processamento técnico, nas atividades de desenvolvimento de coleções e, também, no
serviço de referência e informação.

É perceptível assim, que neste modelo de Biblioteca 24 horas o papel do bibliotecário é
mais imprescindível que nunca, além de ser insubstituível, pois é este profissional no processo
diário de trabalho, coletando informações, utilizando seu savoir a faire que possibilita e alicerça
o funcionamento da Biblioteca tanto em seu horário normal como no especial.
3 A cultura na sociedade do consumo
Instituições de cultura, por vezes, sofrem com a falta de reconhecimento por parte do
Estado e da própria sociedade. Tais relações refletem a estrutura social em que estamos
inseridos e a valorização ou não da cultura de modo geral está posta no quadro de forças da

Propomos o seguinte, como distinção inicial: por um lado, as relações variáveis entre
organizados ou se têm
organizado eles próprios, suas formações. (WILLIAMS, 2000, p 35).

Evidentemente, a estes atores e instituições se somam intermediários na construção da
cultura, sobretudo os consumidores, que podem ganhar vários tipos de feição e característica,
conforme de aproximam ou se distanciam de uma concepção clientelista no trato com as
instituições.
motivo e seu maior propósito, um consumidor satisfeito não é motivo, nem propósito

e sim

�Dessa forma, o que por vezes assistimos em relação aos serviços públicos, sobretudo
aqueles ligados a educação e cultura, é um completo desinteresse de uma parte e de outra uma
consciência de direito e fiscalização do gasto público não como exercício da cidadania e sim
como consciência de consumo, visando sempre a sua satisfação imediata, de forma individual e
descolada de uma ideia de bem comum. Posto que, se exige cada vez mais a
p. 111). É a ideia da satisfação a qualquer custo e da eficiência máxima dos serviços prestados,
mas não em direção ao bem estar social, ao contrário, quanto mais personalizado melhor.
Na experiência de condução da biblioteca da FACE-UFMG muitos foram os casos de
reivindicações que guardam este tipo de espírito, como por exemplo, o questionamento de se ter
de mudar de portaria, quando se fecha uma entrada e se abre pelo acesso externo que irá
continuar durante toda a madrugada aberto. Para explicitar melhor, vale informar que para
funcionamento 24 horas durante o fechamento da Faculdade é fundamental que se troque o
local de entrada da Biblioteca, a passagem é realizada por uma porta que se localiza na área
externa ao prédio da FACE. No momento de troca, os usuários que estão dentro da Biblioteca
são convocados a mudarem seus pertences para armários que estão nesta portaria externa, essa
transição demanda alguns minutos. Assim, se questiona o fato de alguns minutos gastos, onde é
necessário interromper os estudos, em detrimento de o espaço continuar aberto 24 horas. Ainda
mais desconcertante é saber que a FACE é a única Instituição que oferece este serviço
atualmente em Belo Horizonte, possivelmente em Minas Gerais, e dos poucos que temos notícia
em todo o país.
Outros casos de conflito surgem quando a biblioteca tenta promover ações culturais que
possam interditar algum espaço de estudo na biblioteca, como por exemplo: exposições,
palestras acadêmicas, visitas técnicas, entre outros. Nestes casos, as manifestações vão desde a
confecção de abaixo-assinados a reclamações formais à Ouvidoria da UFMG. São recebidas
também diversas reclamações referentes ao barulho dos maquinários (lavadoras, aspiradores de
pó) utilizados pelos agentes de limpeza e a solicitação de mudança no horário de realização das
mesmas, mas os reclamantes se esquecem de que em uma biblioteca que funciona 24 horas é
praticamente impossível que o trabalho seja realizado sem incômodo para os usuários.
Evidentemente existem reclamações plausíveis e necessárias ao aprimoramento da
individualist

�4 Sonhos, insônias e realidades
A biblioteca que nunca dorme, está é uma expressão com a qual nos deparamos quando
se faz referência ao serviço que prestamos. Na realidade, entre sonhos, insônias e realidades,
temos um quadro ainda distante deste ideal. Além da dificuldade em se conseguir focar no
público específico da comunidade FACE, uma vez que a UFMG possui uma biblioteca para
cada unidade de ensino, existe também a dificuldade em se qualificar o atendimento durante as
24 horas de funcionamento. De segunda a sexta-feira a biblioteca possui atendimento integral,
contando com bibliotecários e demais servidores do quadro, de 07 h: 30 às 22 horas. Após este
horário entra o modelo 24 horas que funciona também nos fins de semana e feriados. Este
modelo consiste na abertura de uma portaria externa à Faculdade com a presença de dois
porteiros terceirizados que controlam entrada e saída de pessoas e de bens materiais. Possui
ainda portal de segurança e uma máquina de autoatendimento que gerencia empréstimos e
devoluções, o que possibilita de fato, uma maior oferta de compartilhamento de conhecimento e
informação. No entanto, por conta do modelo de atendimento 24 horas não contar com
bibliotecários durante todo o seu período de funcionamento como explicado acima, fica inviável
iniciativas como as citadas por Arellano (2001) onde bibliotecas, em sua maioria americanas,
possuem serviços de referência 24/7 (expressão usada para indicar que funciona todos os dias
por 24 horas). Neste caso, o funcionamento poderia também ser remoto e indicar outro tipo de
funcionamento 24 horas sem a abertura do espaço físico por exemplo, ou ser complementar a
esta iniciativa agregando valor ao funcionamento 24 horas.
Muitos, também, são os fatores que justificam a oferta de uma Biblioteca pública 24
horas. No nosso caso, estamos cobrindo uma carência deste tipo de biblioteca enquanto
categoria de instituição que oferecesse os serviços de biblioteca pública a toda população de
Belo Horizonte e região. Mas, dentro do contexto da biblioteca universitária, também não
podemos negar que muitas pessoas se beneficiam deste modelo. Notadamente alunos em
processo de produção de trabalhos finais acadêmicos, professores com prazos curtos para
entrega de relatórios, artigos ou planos de aula entre outras situações. De fato, a oferta de
informação e conhecimento durante 24 horas é algo desejável para qualquer pesquisador, o que
de fato tem se de avaliar é se este propósito tem ainda um peso considerável na atual demanda
de serviços da biblioteca.
A condução desta questão deve levar em conta, sobretudo, os valores éticos máximos
pelos quais as instituições de cultura (vistas de forma ampla) devem se pautar e dentro deste

�processo, nós os produtores ou mediadores, como sujeitos construtores também nos
posicionarmos.
É então que o sujeito-construtor se revelará como demiurgo-legislador e gerador dos
valores, permitindo a rearticulação entre a ética e o conhecimento: sendo este
integralmente sua obra, caberá ao sujeito zelar por sua guarda e responder por suas
aplicações. Eis, junto com o sujeito epistemológico, instalado no umbral do
conhecimento o sujeito ético - uma só e mesma coisa. (DOMINGUES, 2002, p. 9).

A solução seria a extinção do modelo 24 horas? Ou ainda, a supressão do atendimento à
comunidade externa? De fato, estas são questões que se apresentam aos gestores públicos que
dirigem a Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG. Do ponto de vista da demanda pelo
horário da madrugada, a resposta seria o fechamento, pois a grande maioria frequenta até no
máximo meia noite e chegam à biblioteca por volta das 06 da manhã. A frequência durante o
dia nos fins de semana e feriado também é grande. Este seria um bom caminho para se iniciar
uma avalição. No entanto, temos de pesar sempre por um compromisso ético de ouvir os
diferentes segmentos que frequentam a biblioteca para então tentar formular uma proposta que
seja democrática e que vá de encontro ao bem estar comum e mais amplo de toda a
comunidade. Sobretudo que possa atender de forma satisfatória ao tripé do ensino, pesquisa e
extensão.
A avaliação empreendida aqui, assim como na formulação do conhecimento aproximado
de Bachelard (2004) levanta mais questões do que respostas. Entretanto, a discussão
empreendida não se pretende neutra, nem tampouco vazia. Fica claro para nós que existem
ajustes a serem feitos neste modelo, sob pena de causar a extinção deste serviço, seja por conta
da insuficiência de recursos, seja pelo desvio de finalidade a que a biblioteca corre o risco de se
submeter. Por outro lado, as diferenças e contradições, sob nosso ponto de vista, não devem ser
simplesmente tomadas como problemas para o gestor público. Ao contrário, devem ser
abraçadas, confrontadas e colocadas numa perspectiva de pluralidade e de inclusão.
O momento em que completa dez anos de funcionamento do modelo 24 horas deve
servir para a biblioteca da FACE, bem como seus agentes, reflitam e prospectem um serviço
com ainda mais qualidade e focado nos interesses da comunidade. O que se espera, acima de
tudo, é que a biblioteca seja reposicionada como importante instituição cultural no sentido de
provocar a reflexão transformadora que impulsiona o conhecimento e a vida de todos os
cidadãos.

�Referências
ALMEIDA JÚNIOR, Oswaldo Francisco de. Mediação da informação: ampliando o conceito
de disseminação. In: VALENTIM, M. L. P. (Org.). Gestão da informação e do
conhecimento. São Paulo: Polis; Cultura Acadêmica, 2008. p.41-54.
ARELLANO, M. A. M. Serviços de referência virtual. Ci. Inf., v. 30, n. 2, p. 7-15, 2001.
BACHELARD, Gaston. Ensaio sobre o conhecimento aproximado. Rio de Janeiro:
Contraponto, 2004. 316p.
BAUMAN, Zygmunt. Vida para o consumo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008.
DOMINGUES, Ivan. A crise da verdade e o sujeito ético. 2002. p. 1-10. Disponível em:
&lt;
http://www.ivandomingues.com.br/wpcontent/uploads/2017/02/wfd_12708361834bbf6bd74956ca_crise_da_verdade_e_o_sujeito_etico_2002.pdf &gt;. Acesso em: 12 jan. 2017.
WILLIAMS, Raymond. Cultura. 2. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2000.

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              <text>Biblioteca 24 horas: algumas reflexões e prospectos.</text>
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          <name>Creator</name>
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              <text>Renault, Leonardo Vasconcelos; Santos, Fabiana Pereira dos </text>
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          <name>Coverage</name>
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              <text>Salvador (Bahia)</text>
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          <name>Publisher</name>
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          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <text>2018</text>
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          <name>Type</name>
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          <name>Description</name>
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              <text>O texto aborda algumas reflexões e prospectos sobre o modelo de funcionamento 24 horas implementado na Biblioteca Professor Emílio Guimarães Moura, que em 2018, completa 10 anos. A biblioteca pertence à Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais. A concepção teórica deste ensaio se baseia na ideia de conhecimento aproximado, o que possibilita acreditar que, tantos forem os olhares lançados sobre este tema, provavelmente serão também igualmente múltiplas as visões e conclusões sobre ele. Neste caso, o texto é escrito por bibliotecários que estiveram a frente da biblioteca da FACE na maior parte destes dez anos de funcionamento do modelo 24 horas. Ressaltam-se os desafios trazidos pela Reestruturação e Expansão das Universidades Federais, além do elemento complicador do caráter extensionista da universidade, em conseqüência a criação de uma demanda da sociedade para utilização dos produtos e serviços da Biblioteca no modelo 24 horas. Outro ponto importante é a reflexão sobre a concepção de cultura e conhecimento com a qual estamos lidando, numa sociedade que prima cada vez para o consumo e o individualismo. Ainda são discutidas as possibilidades e razões para este modelo de funcionamento 24 horas, bem como explicitado a importância da atuação do profissional bibliotecário na mediação da informação neste contexto. Como considerações são evidenciadas as dificuldades em se qualificar o atendimento durante as 24 horas de funcionamento, o problema em se conseguir focar no público específico da comunidade FACE, além da unidade estar cobrindo uma carência de uma biblioteca pública que oferecesse estes serviços.</text>
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          <name>Language</name>
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