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                  <text>UMA BRINQUEDOTECA UNIVERSITÁRIA NO ESPAÇO EDUCACIONAL1
Gildenir Carolino Santos
Bibliotecário, Doutorando em Educação,
Universidade Estadual de Campinas –
Faculdade de Educação, Brasil gilbfe@unicamp.br
Ana Maria Falcão de Aragão Sadalla
Professora, Doutora em Educação,
Universidade Estadual de Campinas –
Faculdade de Educação, Brasil anaragao@terra.com.br
Orly Zucatto Mantovani de Assis
Professora, Doutora em Educação,
Universidade Estadual de Campinas –
Faculdade de Educação, Brasil pgunicamp@sigmanet.com.br
Roberta Rocha Borges
Pedagoga, Doutoranda em Educação,
Universidade Estadual de Campinas –
Faculdade de Educação, Brasil,
rochaborges@sigmanet.com.br

Resumo
Pretende-se com este artigo, apresentar uma proposta de implantação de uma
brinquedoteca universitária dentro na Biblioteca Prof. Joel Martins da Faculdade de
Educação da UNICAMP em parceria com o Laboratório de Psicologia Genética, também
da Faculdade de Educação da UNICAMP. Esta pareceria está sendo implementada, visto
que o Laboratório possui um acervo pedagógico, que servirá como referencial para os
trabalhos científicos a serem desenvolvidos por alunos de graduação e pós-graduação
com interesses comuns na área de desenvolvimento humano e educação infantil, onde o
espaço físico da biblioteca garantirá todo este conforto na realização das pesquisas. Tal
trabalho será fundamentado em estudos baseados na psicologia e epistemologia
genética de Jean Piaget, como conceitos teóricos, e a praticidade de organização e
técnicas na área da Biblioteconômica e Ciência da Informação. Concomitantemente, a
brinquedoteca manterá um setor de avaliação do desenvolvimento cognitivo, com
atendimento à crianças com dificuldades de aprendizagem e intervenção pedagógica
com orientação à pais e educadores, denominado SAIP – Serviço de Avaliação e
Intervenção Psicopedagógica, como um serviço de extensão universitária, justificando
assim, a trilogia que faz parte da universidade: ensino, pesquisa e extensão.
Palavras-chave: Brinquedoteca universitária; Produção do conhecimento; Bibliotecas
universitárias; Serviço de extensão universitária.

1

Este trabalho teve apoio da AFPU – Agência de Formação Profissional da UNICAMP.

1

�1 INTRODUÇÃO
Atualmente, tem-se falado muito sobre a importância dos jogos e
brinquedos, reconhecidos como meios que favorecem as crianças um ambiente
agradável, motivador, planejado e enriquecido, estimulando na criança, a
curiosidade, a observação, a intuição, a atividade, contribuindo para o seu
desenvolvimento. Esse interesse e valorização do brincar na educação não são
recentes; a sua importância foi demonstrada já na educação greco-romana, com
Aristóteles (384-322 a.C.) e Platão (427-248 a.C.). (FURTADO; OLIVEIRA, 2005).

Para a psicologia genética, o jogo pode ser um meio muito valioso para a
estimulação dos mecanismos, construção e desenvolvimento da inteligência, bem
como pode tornar mais prazerosas atividades como a leitura, escrita e
matemática. (PIAGET, 1974; KAMII; DAVRIES, 1991).

Os jogos são, na ótica de Piaget (1971), meios que contribuem para o
desenvolvimento da criança e o enriquecem, pois é através da atividade lúdica
que a criança assimila ou interpreta a realidade. Em seus estudos, ele propõe que
“a escola possibilite um instrumental à criança para que, por meio de jogos, ela
assimile as realidades intelectuais, a fim de que estas mesmas realidades não
permaneçam exteriores à sua inteligência” (BRENELLI2, 1996, p.21 apud
FURTADO; OLIVEIRA, 2005, p.46).

Sendo assim, o Laboratório de Psicologia Genética (LPG), responsável
pelos serviços de pesquisa e extensão no campo da epistemologia e psicologia
genética na Faculdade de Educação da UNICAMP (FE/UNICAMP), vem investido
cada vez mais nas atividades de apoio a comunidade universitária e periférica
com o intuito de solucionar problemas do desenvolvimento psico-motor das
crianças, para tanto, necessita expandir o espaço físico da atual brinquedoteca,
única no campus, para uma possível organização e controle técnico do acervo
educativo/pedagógico existente.

2

BRENELLI, R. O jogo como espaço para pensar. Campinas: Papirus, 1996.

2

�Nessa perspectiva, a coordenação do LPG encaminhou um pedido à
Coordenação

da

Comissão

da

Biblioteca

e

sugeriu

que

este

acervo

educativo/pedagógico fosse controlado e organizado para a comunidade pela
Biblioteca Prof. Joel Martins da Faculdade de Educação da UNICAMP (BFE), que
aceitou a proposta de implementação da brinquedoteca como mais uma novidade
e enriquecimento para o acervo da biblioteca da Faculdade de Educação.
2 SOBRE A BIBLIOTECA PROF. JOEL MARTINS3
A Biblioteca “Prof. Joel Martins” (BFE) vem desenvolvendo as suas
atividades desde 1972, em paralelo ao ano de fundação da própria Faculdade de
Educação (FE), e tem como objetivo oferecer informações técnico-científicas
como suporte aos programas de pesquisa, ensino e extensão desenvolvidos ou
apoiados pela FE e permitir o acesso, pela comunidade acadêmica e científica, a
toda informação armazenada e gerada na Unidade, bem como na Universidade
Estadual de Campinas (UNICAMP), promovendo dessa forma o intercâmbio de
informações, experiências e documentos.

A BFE faz parte do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP (SBU), formado
por 22 bibliotecas. A BFE, além da responsabilidade pela política de informação,
desenvolve atividades de processamento técnico relacionadas à aquisição, ao
registro, à catalogação e à indexação de material bibliográfico, estabelecendo
critérios e padrões para a organização de seu acervo.

A comunidade usuária, formada de professores, alunos e funcionários da
FE, reúne em torno de aproximadamente 3.200 usuários cadastrados no sistema
de circulação, considerados usuários potenciais, além do atendimento a usuários
de outras unidades internas, universidades e centros de pesquisa, que não
contabilizam o número anteriormente citado.

O investimento e a expansão da BFE se devem exclusivamente aos
esforços da Direção da Faculdade e da Reitoria da Universidade, bem como da
3

Informações baseadas no manual de serviços: SANTOS, G.C. Manual de serviços da
Biblioteca Prof. Joel Martins. Campinas: FE/UNICAMP, 2006. 35f.

3

�elaboração de projetos com agências de fomento, o que possibilitou o
crescimento e o avanço da nossa biblioteca, desde 1999 até o período atual.

A BFE conta com um acervo especializado de livros de Educação e áreas
afins; títulos de periódicos nacionais e estrangeiros, oriundos de compra, doação
e permuta (formando um acervo de títulos correntes e não correntes); bases de
dados em CD-ROM das diversas áreas, sendo as mais consultadas a base ERIC4
(que hoje encontra-se também disponível gratuitamente pela Internet), Ageline
(destinada a literatura em Gerontologia) e ANPEd5 (documentos, artigos e
informações de dissertações e teses dos pós-graduandos em Educação no
Brasil); teses microfilmadas; dissertações e teses impressas.

Além do seu acervo convencional, a BFE adquiriu em 2000, a coleção do
intelectual Prof. Maurício Tragtenberg, ex-professor da Faculdade, dada a
importância que este acervo representa aos pesquisadores e professores da
Faculdade de Educação e da Universidade. A coleção (denominada de “FE-MT”),
totalizando 10.000 volumes. Destes 10.000 volumes, 8.500 são livros, e 1.500 são
folhetos, periódicos e teses. A coleção foi higienizada, patrimoniada e catalogada.
A coleção está disponibilizada ao público desde janeiro de 2003, apenas para
consulta, pois se trata de uma Coleção Especial. É importante salientar também,
que a coleção é mais consultada por alunos de pós-graduação.

Em relação ao acervo de dissertações e teses, a BFE disponibilizada
desde março de 2002, na Biblioteca Digital da UNICAMP (BDU), instrumento que
contempla documentos digitais produzidos na Universidade, como periódicos,
hemeroteca e trabalhos apresentados em eventos pelos pesquisadores e
bibliotecários do SBU, cujo foco principal é a produção intelectual de dissertações
e teses em formato digital, contemplando as áreas do conhecimento: Ciências
Humanas, Ciências Exatas, Ciências Tecnológicas e Ciências Biológicas, onde a
área da Educação é a mais acessada entre todas, possibilitando assim, um

4
5

ERIC – Educational Resources Information Center – (Estados Unidos).
ANPEd – Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Rio de Janeiro).

4

�acesso até o momento de 470.203 downloads para a área de Humanas e de
305.334 para a área da Educação, correspondendo a 43%6 dos downloads.

A BFE edita também uma publicação digital, denominada ETD – Educação
Temática Digital, com reconhecimento na área acadêmica, além de gerenciar uma
base de dados (Edubase) de indexação de artigos nacionais na área de
Educação e afins, tornando-se referência nacional entre os programas de pósgraduação em Educação que encaminham suas publicações para serem
indexadas na base citada.
3 SOBRE O LABORATÓRIO DE PSICOLOGIA GENÉTICA
O Laboratório de Psicologia Genética (LPG)7 da FE/UNICAMP, fundado em
1982 pela professora Profa. Dra. Orly Zucatto Mantovani de Assis, com o objetivo
de realizar estudos baseados na psicologia e epistemologia genética de Jean
Piaget, vem, desde sua criação proporcionando aos professores e alunos da FE a
oportunidade de realizarem pesquisas nessa área com vistas a contribuir para a
melhoria do ensino.

Cumprindo seu compromisso de manter suas atividades acadêmicas
articuladas às necessidades da comunidade e procurando estender os seus
serviços à população de Campinas e região, o LPG dentre os vários serviços que
oferece, tem priorizado a capacitação de professores e alunos para avaliar
processos

de

aprendizagem

e

desenvolvimento

do

ser

humano.

Concomitantemente mantém um setor de avaliação do desenvolvimento cognitivo,
com atendimento a crianças com dificuldades de aprendizagem e intervenção
pedagógica com orientação a pais e educadores. Tal avaliação, realizada por
meio da aplicação de provas psicopedagógicas, permite diagnosticar o estágio de
evolução de determinados conceitos, utilizando o método clínico crítico, elaborado
por Piaget.

6

Fonte: Biblioteca Digital da UNICAMP. Disponível em: &lt;http://libdigi.unicamp.br/zeus/stats.php&gt;.
Acesso em: 28 jul. 2006.
7
Site do Laboratório de Psicologia Genética: http://www.fe.unicamp.br/lpg/

5

�Consciente

da

relevância

da

atividade

psicopedagógica

para

o

desenvolvimento global de crianças e jovens, esse trabalho apresentar dados
empíricos sobre as atividades desenvolvidas pelo serviço de diagnóstico e
intervenção pedagógica atualmente desenvolvido pela equipe do LPG, sob as
coordenação da Profa. Dra. Orly Zucatto Mantovani de Assis.

O serviço estrutura-se diante das seguintes etapas:
•

Entrevista inicial com os pais com o objetivo de investigar a trajetória
familiar e escolar da criança;

•

Avaliação diagnóstica da criança através do método clínico crítico,
frente aos diferentes aspectos do desenvolvimento infantil: afetivo,
cognitivo e social;

•

Relatório da avaliação realizada e devolutiva aos pais e/ou profissionais
que fizeram o encaminhamento;

•

Caso haja indicação para acompanhamento pedagógico, agendamento
semanal de para intervenção;

•

Utilização de jogos e procedimentos de solicitação do desenvolvimento
infantil, de acordo com a perspectiva de Assis (1976).

•

Relatórios de acompanhamento do desenvolvimento dos participantes
da intervenção.

Como objetivos gerais, o LPG têm os seguintes:
• proporcionar aos alunos e professores da FE a oportunidade de
realizarem pesquisas no campo da psicologia genética piagetiana;
• formar pesquisadores em psicologia genética;
• promover eventos científicos com vistas à divulgação dos
conhecimentos produzidos;
• organizar publicações;
• contribuir para a melhoria do ensino de psicologia educacional. (LPG)8

4 PSICOLOGIA E ESPISTEMOLOGIA GENÉTICA DE JEAN PIAGET
Toda prática necessita de um quadro teórico para guiar o olhar do
investigador, fundamentar suas hipóteses e explicar seus dados. No caso

8

Laboratório de Psicologia Genética. Disponível em: &lt;http://www.fe.unicamp.br/lpg/&gt;. Acesso em:
28 jul. 2006.

6

�particular deste trabalho, o referencial orientador encontra-se apoiado na
epistemologia genética de Jean Piaget.

Ao longo de sua obra, Piaget sempre demonstrou grande preocupação
em investigar os aspectos formadores do conhecimento, objetivando: por um lado,
conhecer como ocorre a construção gradual e progressiva dos instrumentos
intelectuais, com que o sujeito interpreta a realidade; e por outro, como evoluem
as explicações da criança graças ao exercício dos instrumentos mentais de que
dispõem nos distintos momentos da evolução. Essa dupla preocupação o levou a
estudar a gênese do pensamento físico, lógico e social com o objetivo de analisar
não apenas os aspectos mais gerais e comuns do desenvolvimento intelectual,
mas a especificidade de cada um desses campos (SILVESTRE et al., 1995).

Durante muitos anos de pesquisa, Piaget e seus colaboradores,
centrando o seu objeto de estudo na forma de conhecer, construíram uma teoria
ampla e original do desenvolvimento intelectual, que apresenta dados de grande
alcance na explicação dos fenômenos do desenvolvimento humano.
Conforme Chiarottino (1988, p.3), a palavra conhecimento assume, na
teoria piagetiana, uma nova significação:
[...] “conhecer” tem sentido claro: organizar, estruturar e explicar, porém, a
partir do vivido (do experiênciado) [...] Conhecer não é somente explicar; e
não é somente viver: conhecer é algo que se dá a partir da vivência (ou
seja, da ação sobre o objeto do conhecimento) para que este objeto seja
imerso em um sistema de relações.

Portanto, o foco central da obra de Piaget (1974) refere-se ao sujeito
epistêmico9 e não ao sujeito psicológico10. Interessava-lhe estudar a característica
comum a todos os seres humanos, independente do lugar e do tempo, o que,
justamente, torna sua teoria tão relevante e original.

9

Trata-se, segundo Piaget (1974), do sujeito do conhecimento, um sujeito universal, que não
corresponde a ninguém em particular, embora sintetize as possibilidades de cada uma das
pessoas em particular e de todas ao mesmo tempo.
10
Caracteriza o sujeito particular, um indivíduo concreto (PIAGET, 1974).

7

�Ao revelar características universais, possíveis a todo ser humano,
Piaget possibilita que suas descobertas sirvam de base para diferentes trabalhos,
desenvolvidos nos mais diversos contextos, permitindo uma melhor compreensão
dos processos segundo os quais o ser humano organiza, estrutura e explica o
mundo em que vive.

Dada a vastidão e complexidade da obra piagetiana, pretende-se, neste
artigo, enfocar alguns aspectos da sua formulação teórica, considerados
essenciais para a contextualização deste trabalho. São eles: a epistemologia
genética, o desenvolvimento intelectual, os fatores do desenvolvimento, e o
método clínico. Especial destaque será dado à apresentação da construção do
conhecimento.
5 SAIP – SERVIÇO DE AVALIAÇÃO E INTERNAÇÃO PEDAGÓGICA:
EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA

O Serviço de Avaliação e Intervenção Pedagógica – SAIP conta com uma
equipe composta por profissionais que integram o LPG sob a coordenação da
Profa. Dra. Orly Zucatto Mantovani de Assis.

As crianças que fazem parte

atualmente do SAIP do LPG/FE/UNICAMP são crianças de escolas públicas e
particulares da cidade de Campinas-SP e região.

Os objetivos do SAIP são os seguintes:
 avaliar o desenvolvimento do período, pré-operatório, operatório
concreto e formal das crianças por meio das provas piagetianas;
 realizar intervenções pedagógicas com as crianças que apresentam
atraso no desenvolvimento cognitivo. (LPG)11

O SAIP conta como responsáveis pela avaliação três alunas formadas em
Pedagogia, mestrado e doutorado em Educação e pelo atendimento pedagógico
por duas alunas do curso de graduação em Pedagogia da Faculdade, que atuam
como estagiárias também na organização do material.
11

Laboratório de Psicologia Genética. Disponível em: &lt;http://www.fe.unicamp.br/lpg/&gt;. Acesso em:
28 jul. 2006.

8

�A avaliação diagnóstica acontece, quando o LPG recebe crianças de
escolas particulares e públicas com queixa de dificuldades de aprendizagem que
são atendidas pelo Serviço de Avaliação e Intervenção Pedagógica (SAIP).
Inicialmente é realizada uma entrevista com os pais com o objetivo de investigar a
trajetória familiar e escolar da criança.

Após a coleta de dados da entrevista inicial desenvolve-se a avaliação
diagnóstica da criança através do método clínico crítico proposto por Jean Piaget,
frente aos diferentes aspectos do desenvolvimento infantil: afetivo, cognitivo e
social.
Realiza-se também uma sondagem da construção do sistema escrito com
o objetivo de verificar em qual etapa de aquisição a criança está, de acordo com
os fundamentos construtivistas propostos pelos estudos de Emília Ferreiro:
escritas pré-silábicas, escritas silábico-alfabéticas e escrita alfabética.

A sondagem da noção dos conceitos matemáticos possui o objetivo de
verificar o raciocínio lógico-matemático da criança.

Para avaliar o desenvolvimento da função simbólica e a representação do
real pede-se um desenho à criança e proporcionam-se situações onde a mesma
tenha oportunidade de jogar simbolicamente.

Finalizando o processo de avaliação faz-se o relatório da avaliação
realizada e devolutiva aos pais e/ou profissionais que fizeram o encaminhamento.
Caso haja indicação para acompanhamento pedagógico há o agendamento
semanal para intervenção.

O processo de intervenção do SAIP é desenvolvido através de
procedimentos de solicitação do desenvolvimento infantil, de acordo com a
perspectiva de Assis (1976). A intervenção pedagógica tem por objetivo contribuir
para que a criança construa estruturas mentais importantes para a sua fase de
desenvolvimento, criando situações e oportunidades em que as mesmas possam
dirigir suas próprias ações, propiciando assim a ação da criança sobre o objeto de

9

�conhecimento, estabelecendo relações com objetivos variados e em situações
desafiadoras.

A intervenção pedagógica acontece individualmente ou em duplas, uma
vez por semana, com 50 minutos de duração para cada sessão, favorecendo
desta maneira a interação entre os pares.

Ao final de cada sessão são realizados relatórios de acompanhamento do
desenvolvimento

dos

participantes

da

intervenção

possibilitando

assim

acompanhar o progresso da criança além de fornecer dados para as próximas
intervenções.

Neste sentido, o local mais adequado com novo espaço físico, é a
biblioteca onde abrigará a brinquedoteca, deixando a criança mais à vontade para
participar da avaliação diagnóstica.

6 INFRA-ESTRUTURA EXISTENTE

Hoje, o LPG conta com uma infra-estrutura básica para dar suporte aos
serviços por ele desenvolvido.

Existem em seu espaço físico (LPG), materiais bibliográficos não
catalogados e a própria brinquedoteca que está apenas organizada por uma
listagem do que se possui nela, além de armários e estantes apropriados para o
armazenamento dos materiais.

Com a mudança dos materiais existentes no LPG para a BFE, o espaço
será remodelado e implementado para adequar o mobiliário que pretende-se
adquirir com próprios recursos do LPG, possibilitando assim uma organização e
administração garantida de todos os bens móveis e bibliográficos disponíveis não
somente para os pesquisadores do LPG, mas também para toda a Faculdade que
utiliza dos materiais para o desenvolvimento de suas aulas práticas.

10

�Pretende-se adquirir para remodelar o novo espaço da brinquedoteca:


mesas e cadeiras pequenas apropriadas ao tamanho das crianças;



tapetes e almofadas coloridos para conforto do ambiente;



televisão, vídeo e DVD para possibilitar o conforto da criança em
assistir durante a espera de sua entrevista, filmes e desenhos
pedagógicos;



quadros e vasos para decorar o ambiente e possibilitar uma
visualização suave e apropriada para a criança.

Existe ainda, a possibilidade da participação dos pais em colaborar na
confecção de mobiliário, caso necessite, uma vez que se atende crianças da rede
pública e particular e sempre tem algum pai voluntário, com profissão de
carpinteiro, marceneiro, etc, disposto ajudar no que diz respeito à infra-estrutura
da brinquedoteca.

7 BRINQUEDOTECA UNIVERSITÁRIA E SEU DESENVOLVIMENTO

Segundo Santos, S. (2002) a brinquedoteca é uma nova instituição que
nasceu no século XX para garantir à criança um espaço destinado a facilitar o ato
de brincar. É neste espaço que se caracteriza por possuir um conjunto de
brinquedos, jogos, brincadeiras e leitura, oferecendo uma ambiente agradável,
alegre e colorido, onde mais importante que os brinquedos é a ludicidade que
estes proporcionam.

No

Brasil

especificamente,

o

surgimento

do

brinquedo

educativo/pedagógico se deu na década de 70, e a ênfase a ele atribuída como
veículo de desenvolvimento ocasionou, a partir do final daquela mesma década,
uma priorização dos jogos no contexto educacional, que refletiu também no
contexto familiar e social. (FURTADO; OLIVEIRA, 2005).

11

�De acordo com Santos, S. (2002, p.8):
Em 1981, foi criada a primeira Brinquedoteca brasileira, na Escola
Indianópolis, em São Paulo, com objetivos diferenciados das Toy Libraries
e com características e filosofia voltadas às necessidades da criança
brasileira, priorizando o ato de brincar, mantendo o setor de empréstimos,
atendendo diretamente a criança e dando incentivo a um movimento de
expansão da idéia a outras pessoas e instituições.
Em 1984, foi criada a Associação Brasileira de Brinquedoteca, o que fez
crescer o movimento no Brasil. Inúmeros eventos foram realizados,
começando a surgir Brinquedotecas em diferentes estados brasileiros.
Desde então a Associação Brasileira tem-se mantido atuante na
divulgação, no incentivo e na orientação a pessoas e instituições. Hoje
existem aproximadamente [mais de] 180 Brinquedotecas, de vários tipos e
funções, funcionando no Brasil e levando às crianças a alegria e a magia
do brincar. (grifo nosso).

Com essa estatística de existências de vários tipos de Brinquedotecas no
Brasil, ente elas podemos encontrar as mais comuns, tais como: de escolas; de
bairro; de hospitais; circulantes; temporárias; rodízio e as de universidade.

Esta última objeto de estudo deste artigo, são montadas por profissionais
de educação, com a finalidade principal de pesquisa e formação de recursos
humanos. (SANTOS, S. 2002).

8 METODOLOGIA UTILIZADA NA ORGANIZAÇÃO DO ACERVO

A metodologia da organização do acervo pedagógico obedecerá a uma
padronização internacionalmente adotada pelas bibliotecas públicas, onde as
gravuras e a numeração são apresentadas de forma lúdica e memorável. A
classificação adotada para o estudo deste método será a classificação da Biblio
Visual, que apresenta uma tabela com uma numeração de 100 a 900 com
subdivisões numéricas, agregadas às imagens e figuras do assunto que permite
que a criança localize o material catalogado sem nenhum problema técnico,
semelhante à Classificação Decimal de Dewey12 (CDD), pelas formas de assuntos
tratados, agregando a CDD como base das classificações. (SANTOS, G. 2002,
2006).
12

A CDD é um dos principais sistemas de classificação bibliográfica. Ela divide o campo do saber
humano em dez áreas, subdivididas, por sua vez, em dez subáreas que se subdividem
sucessivamente. Estas subdivisões são indicadas por números arábicos dentro das várias
seções. (Severino, 2000).

12

�Evidentemente que todo o processo de aprendizagem e recuperação dos
materiais será acompanhado e instruído pelo bibliotecário, tendo como auxiliares
as estagiárias de pedagogia.

O Biblio Visual (BV) é uma marca patenteada, criada por este
classificador, e segundo o seu criador é:
[...] o primeiro método de classificação projetado que vem de encontro às
necessidades das crianças. É baseado no sistema de classificação
decimal de Dewey, mas em uso com a língua dos retratos, em formatos e
cores diferentes. Este sistema original ajuda a criança a compreender
como a biblioteca é organizada e como encontrar ao seu redor por uma
maneira mais fácil. Com Biblio Visual, a biblioteca torna-se uma local
confortável, familiar e um lugar tranqüilizador onde as crianças precisam
descobrir o mundo emocionante dos livros.13 (BIBLIO VISUAL, 2001).

8.1 Acervo educativo/pedagógico
O acervo educativo/pedagógico do LPG é constituído de brinquedos
confeccionados em madeira, jogos lúdicos em papel e plástico, tábuas
pedagógicas com números ordinais, protótipo de brinquedos, quebra-cabeças,
jogos eletrônicos, sendo a maioria construída manualmente, de acordo com as
normas e padrões de brinquedos. Existem também coleções de livros didáticos e
infantis pré-catalogados pela equipe do LPG, de forma rústica que complementam
o acervo de brinquedos.
8.2 Instrumentos: tabela de classificação bibliográfica e catalogação
A constituição da Tabela de Classificação Bibliográfica (TCB) da
brinquedoteca foi baseada e inspirada na CDD, e formatação e dinâmica da Biblio
Visual, por se tratar de um material voltado para crianças, cujo funcionamento já
foi citado anteriormente, será realmente revolucionário para a implantação e
organização de acervos escolares e didáticos. (SANTOS, G. 2002, 2006).

A TCB, composta pelas orientações biblioteconômicas, terá a sua
composição dividida em quatro áreas distintas, mas com a mesma funcionalidade:

13

�“Cor”, “Classificação”, “Assunto” e “Símbolo”, ilustrada, conforme poderemos
observar na Tabela 2.

Tabela 2 - Tabela de classificação bibliográfica14
TABELA DE CLASSIFICAÇÃO BIBLIOGRÁFICA
CORES

CLASSIFICAÇAO

ASSUNTO

Violeta

000

Azul petróleo

100

Marrom

200

Rosa

300

Azul Piscina

400

Terra

500

Ciências
Puras

Verde grama

600

Ciências
Aplicadas

Vermelho

700

Artes e
Recreação

Amarelo

Azul forte

SÍMBOLO

Conhecimentos
Gerais

Filosofia
Psicologia
Religião...

Ciências
Humanas
Línguas

Literatura

800

História e
Geografia

900

Elaboração: Gildenir Carolino Santos, 2002-2006.

A catalogação ou registro dos brinquedos e outros materiais da
brinquedoteca é muito importante principalmente para o bom andamento das
tarefas do dia-a-dia. Se isto não for feito será fácil perder o controle sobre o
acervo, ou seja, todo o conjunto de brinquedos e materiais da brinquedoteca.

Assim sendo, uma vez que a equipe tenha escolhido a classificação
adequada dos brinquedos, de acordo com a TCB, chega à hora de classifica-los.
Adotará-se um sistema de automação para controle catalográfico dos brinquedos.

13

Este texto foi traduzido do original em inglês, encontrado na Internet através do endereço:
www.bibliovisual.com
14
Adaptada da CDD e Biblio Visual

14

�Para cada brinquedo faz-se uma ficha sendo que as informações nelas contidas
poderão variar de acordo com a estrutura da brinquedoteca. (AFLALO, 1992).
Os itens a serem catalogados, ou descritivamente registrados de cada
brinquedo, são os seguintes:


código do brinquedo;



nome;



ano de fabricação;



fabricante. Local;



tipo (categoria segundo o sistema de classificação – TCB);



descrição

(componente,

material,

número

de

peças,

tipo

de

mecanismo);doador;


preço (se o brinquedo for comprado);



local da compra;



faixa etária sugerida;



conteúdo temático;



localização na brinquedoteca (prateleira, estante, canto onde se
encontra);



acondicionamento (anotações sobre a maneira como o brinquedo está
sendo armazenado na brinquedoteca, se na embalagem original ou
outra, isto para facilitar a sua localização);



adaptações (anotações sobre as peças ou regras que foram
substituídas, adaptadas ou simplificadas);



disponibilidade de empréstimo;



reparos (datas de entrada e saída da oficina de reparos);



data de entrada no acervo;



data e razão de saída do acervo;



observações;



análise sobre o uso ou função (pedagógica, psicopedagógica,
psicomotora, ludo-terapêutica...).

Além dos dados catalográficos citados, será colocada uma foto digital para
que se possa ter uma referência visual mais precisa do brinquedo.

15

�9 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com a implementação da Brinquedoteca do LPG na Biblioteca da
Faculdade de Educação da UNICAMP será possível obter conhecimento do que
existe no contexto do ensino lúdico-pedagógico para o trabalho dos profissionais
da Psicologia, da Pedagogia, ou até mesmo de outros profissionais, que poderão
utilizar-se do acervo tanto para a sala de aula, como nas consultas com o serviço
do SAIP coordenado pela equipe do LPG.

Caberá a BFE, controlar, organizar, automatizar, emprestar este acervo em
virtude da grande demanda, que provavelmente acontecerá após a implantação
da Brinquedoteca da Educação no campus da Universidade.

O controle do empréstimo deverá ocorrer através de um sistema de
automação local, visto que os demais materiais bibliográficos da BFE são
patrimoniados e catalogados de acordo com as normas e padrões do AACR215 no
sistema integrado de funções bibliográficas: Virtua, que não contempla no
momento a catalogação deste tipo de material, mas será possível futuramente.

Outro fator importante é que a implantação da Brinquedoteca na BFE
proporcionará a criança o hábito da leitura, onde teremos a extensão conjunta
com a Brinquedoteca, atividades lúdicas como a hora do conto, que segundo
Barcellos e Neves (1995, p.19), a importância da Hora do Conto:
Amplia os horizontes da leitura, tornando a criança consciente da
existência de infinidade de livros de diversos temas, gêneros e estilos,
capazes de satisfazer suas necessidades individuais e seus gostos, além
de permitir a seleção de obras que mais se ajustem ao seu grau de
maturidade psíquica e intelectual.

Barcellos e Neves (1995, p.85) ainda comentam que:
A Universidade, no cumprimento de sua missão de geradora e
multiplicadora de conhecimento teórico-prático, também no que se refere à
produção da leitura, tem assumido importante liderança no
desenvolvimento de laboratórios de ensino e extensão, bem como no
fomento a pesquisa, voltados à Hora do conto.

16

�Assim, a criança desenvolve o seu imaginário sobre os contos e isto
possibilita o seu desenvolvimento, contribuindo para sua avaliação, através do
processo de assistência pelo SAIP.

O SAIP neste sentido demonstra que é um serviço de extensão
universitária que possibilitará ajudar as crianças da comunidade tendo como
campo de pesquisa a BFE, que além de dispor dos seus serviços e produtos,
também se ocupará de gerenciar de forma profissional uma Brinquedoteca
universitária.

REFERÊNCIAS

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al. O direito de brincar: a brinquedoteca. São Paulo: Scritta; ABRINQ, 1992.
p.182-215
ASSIS, O.Z.M. A solicitação do meio e a construção das estruturas de
inteligência. 1976. 169f. Tese (Doutorado) – Faculdade de Educação,
Universidade Estadual de Campinas, Campinas. 1976.
BARCELLOS, G.M.F.; NEVES, I.C.B. Hora do conto: da fantasia ao prazer de
ler – subsídios a sua realização em bibliotecas públicas e escolares. Porto
Alegre: Sagra, 1995.
BRENELLI, R. O jogo como espaço para pensar. Campinas: Papirus, 1996.
CHIAROTTINO, Z.R. Psicologia e epistemologia genética de Jean Piaget.
São Paulo: EPU, 1988.
FURTADO, V.Q.; OLIVEIRA, G.C. O uso do jogo como estratégia de
aprendizagem. In: ENCONTRO NACIONAL DE PROFESSORES DO PROEPRE,
22., 2002, Águas de Lindóia. Anais do... Campinas: FE/UNICAMP; R.Vieira,
2005. p.44-53.
KAMII, C.; DEVRIES, R. Conhecimento físico na educação pré-escolar:
implicações da teoria de Piaget. Porto Alegre: Artes Medicas, 1991. (Biblioteca
Artes Médicas).
PIAGET, J. Estruturalismo. Rio de Janeiro: Difel, 1974.

15

AACR² - Anglo-American Cataloguing Rules (Código de Catalogação Anglo-Americano).

17

�SANTOS, G.C. Estudo da interlocução entre biblioteca-escola-tecnologia
baseada na Internet: um estudo de caso na Escola Estadual Físico Sérgio
Pereira Porto – UNICAMP. 2002. 181f. Dissertação (Mestrado em Educação,
Ciência e Tecnologia) – Faculdade de Educação, Universidade Estadual de
Campinas, Campinas. 2002.
SANTOS, G.C.; AMARAL, S.F. Rede do conhecimento digital: metodologia
para construção de rede de bibliotecas escolares digitais. In: INTEGRAR, 2.,
2006, São Paulo. Anais do... São Paulo: FEBAB, 2006. (no prelo).
SANTOS, S.M.P. Brinquedoteca: sucata vira brinquedo. Porto Alegre: ArtMed,
2002.
SILVESTRE, N. et al. Psicología evolutiva: adolescencia, edad adulta y vejez.
Madrid: CEAC, 1995.

18

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Ciência da Informação&#13;
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              <text>Santos, Gildenir Carolino; Sadalla, Ana Maria Falcão de Aragão; Assis, Orly Zucatto Mantovani de; Borges, Roberta Rocha</text>
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              <text>Pretende-se com este artigo, apresentar uma proposta de implantação de uma brinquedoteca universitária dentro na Biblioteca Prof. Joel Martins da Faculdade de Educação da UNICAMP em parceria com o Laboratório de Psicologia Genética, também da Faculdade de Educação da UNICAMP. Esta pareceria está sendo implementada, visto que o Laboratório possui um acervo pedagógico, que servirá como referencial para os trabalhos científicos a serem desenvolvidos por alunos de graduação e pós-graduação com interesses comuns na área de desenvolvimento humano e educação infantil, onde o espaço físico da biblioteca garantirá todo este conforto na realização das pesquisas. Tal trabalho será fundamentado em estudos baseados na psicologia e epistemologia genética de Jean Piaget, como conceitos teóricos, e a praticidade de organização e técnicas na área da Biblioteconômica e Ciência da Informação. Concomitantemente, a brinquedoteca manterá um setor de avaliação do desenvolvimento cognitivo, com atendimento à crianças com dificuldades de aprendizagem e intervenção pedagógica com orientação à pais e educadores,  denominado SAIP – Serviço de Avaliação e Intervenção Psicopedagógica, como um serviço de extensão universitária, justificando assim, a trilogia que faz parte da universidade: ensino, pesquisa e extensão.</text>
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