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gentilmente por:

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Digitalizado
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��IV CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA S DOCUMENTAÇÃO

Os

arquivos corao fonte fundamental de documentação
por
Flavia Rubens acgIoIí Prado

Fortaleza
1963

Digitalizado
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�TRMA 7

UNIVERSIDADE DO CEARÁ

CDU 930.25:002

Os Arquivos como^fonte fundamental de documentação
•..V- v.
por
Flavia Rubens Accioli Prado
I

Introdução
do
Professor David Carneiro

i
Trabalho apresentado ao IV Congresso
Brasileiro de Biblioteconomia e Docu
mentação, realizado em Fortaleza, dõ
7 a 1^ de ó^lho de 1963.

�COiS'T&gt;JÚDO

♦

Introdução

5

Conceito fundaracntal

6

Qualidades de um arquivista

7

Tipos de Arquivos

8

Seleção e arranjo

9

Tcndtncias Eodcrnas da Arguivística

13

Dinaaização da Arguivol^gia pelos processos
modernos dc regi 3tro do documcntos

14

Arquivol'^gia e Biblioteconrnia

14-

Esboço de ur iDrogracia de Arquivolo5';ia para
as Escolas dc Bibliotccon^^^ia

15

Reconcndação

16

Referências bibliográficas

17

SINOPSE
Expoê as finalidades dos Arquivos co-ic inètituição e
especifica o aatcria de Arquivo como documento.
de pesquisadores,quais os âsteTüas
arquivista o tipos de Arquivos.

Sob o ponto de vista

de classificação,

'^alidades

de

Ressalta a inportância dos arquivos

econôraicos-sociais.

Princípios de seleção e arranjo apresentando van

tagem g dt-svatafy^n.

Técnicas Liodernas de duplicação e registro de do

cuiaentos no progresso da .irquivística. Rocomcnda o ensino de Arquivo
logia nas Escolas de Bibliotccono-ria propondo um programa básico.

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I N T H o D U Ç~Ã O

Embora não h-jj no presente século, mais,

a pos-

sibilidade de saber-se como e por que forma foram guardados na antigüidade os primeiros documentos, constituídos desde logo em

ar-

quivos embrionários, na realidade a lóp:ica nos fornece diretrizes
para conceber,

desses arquivos primitivos,

como de quaisquer

seu

surto e sua cosntante evolução.
. O Ocidente possue no tíouseion de Alexandria e na
Torre de Nara do Japãp,

esses dois embriões modelos, marcos zero -

de evolução, modelares, ao mesmo tempo das bibliotecas,

dos museus

e dos arquivos históricos.
Necessário é,

sem duvida,

distingui-los, pelas -

suas funções e a natureza dos elementos culturais ciue depositam.
i Biblioteca é a reunião de livros, de codigos,
de obras realizadas por artistas, dramaturgos, historiadores, pesquisadores,

cientistas e poetas,

aue nos papiros ou nas tijoletas

assirio babilônias ou nos rolos de pergaminhos expunham idéias,
pressões,

im

extravasando sentimentos ou procurando passar à posteri-

dade quanto de extraordinário um dia houvessem assistido,

visto ou

concebido.
Os livros destinavam-se não apenas a expansão
comunicação de sentimentos,
geração,

idéias e projetos,

e

dentro de uma mesma

senão também visavam a permanência nos pósteros daquilo -

que alguém pensou e redigiu segundo as boas reguas da linguagem

-

(sem se,f,'uir as quais essa comunicação tornar-se-ia impossível) segundo as formas coetâneas.
II Os Museus (de início não separados das biblio
tecas) assim denominados por constituírem local onde se reuniam as
musas ou aqueles aue delas esperavam inspiração, passavam,

a pouco

e pouco a ser local onde se guardava a documentação concreta de he
roicidades pretéritas dos povos:
dos,
seus,

Armas, reliauias de heróis,

escu-

donde a denominação grega de oplotecas aos seus primitivos Mu
armados nos templos consagrados a Marte, á Minerva ou a outros

deuseus invocados nas horas de perigo da mesma forma como ho^e,

sob

outra capa se invocam Virgens de vária denominação,

tam

bém

específicos,

ou Cristos,

ou santos igualmente milagreiros.
III Enfim os arquivos,

ainda hoje não totalmente

separados em toda parte, de museus e bibliotecas (mas com essa ten
dência em todos os mais adiantados países do mundo) são o repositó
rio de documentário eventual, de destino efêmero dos múltiplos eleé
mentos, que talvez devessem ser destruídos ou que não sendo destina
dos especificamente à permanência,
do valor.

tenderam a eternizar-se,

ganhan-

Os documentos então escritos para preencher um destino

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�atual, comunicando noticias impressões ou projetos,
ou eventualidade da vidacomum,

ordens ou fatos

cotidiana, depois passavam a ser de-

monstração de "realidades escondidas",

quando a história,

&lt;1

feita por

memorialistas ou pela recomposição alinhava de tradições lendas e impressões e notícias,

coesas,

encobria situações difíceis,

atuações

menos conhecidas porém mais realmente importantes do que aquelas que
as aparências consagradas pela tradição, pudessem revelar.
Os arouivos tiveram, pois sempre um duplo destino:
Jurídico e histórico,
ao mesmo tempo.
cados,

ou jurídico e histórico ou historico • öuri'dico

Serviam para .justificar condutas dos altamente colo

quando sua "estrela" ou seu prestigio político,

lo de outros ulteriores lideres,

tendo desaparecido,

superado pe-

seus atos pas-

saram a ser olhados sob angulo e prisma inteiramente diverso.
Cada lider,
documentação de sua vida:

cada Chefe político tendeu a guardar

Cartas,

contas, partes de batalha,

feitos em horas dificeis por chefes a subordinados,
de gratidão,

a

apelos

demonstrações -

ordens para iniciativas de extrema responsabilidade em

que honra era posta em jogo.

Tudo passou a ser guardado porque tudo

foi julyado à vista das mudanças de situação ou na espectativa de sua possibilidade.

Da felididade -para o demerito absoluto como acon

teceu a Carlos I da Inglaterra,

ou a Luiz XVI e Maria Antonieta de

França.
A história é um Tribunal.

E embora nem todos tenham

importância para merecerem ser julgados perante ela,

qualquer crimi

noso vulgar, para que seja julgado, determina o amontoado de documentação especifica no autos de um processo de sorte a permitir aos
juizes a formulação certa de hipóteses,

a respeito da ocorrência

que deva ser focalizada para julgamento dos réus,

-

sua condenação ou

absolvição. As figuras históricas são sempre réus potenciais.
Dos arquivos particulares de pessoas públicas é que
surgiram os arquivos históricos,
se serviço permanente,

de caráter nacional,

constituindo-

com pessoal especializado funcionários manti

dos para esse efeito.
De início os arquivos não foram outra coisa além de
amontoados de papéis de várias origèBs.
Logo eles se começaram a classificar por datas e

-

por pessoas, admitindo especificidade múltipla.
Dois arquivos europeus podem servir de exemplo a es
ta nossa esquemática introdução:
O "public record office de Londres e o Arquivo Colonial de Lisboa.
O primeiro elemento destinado a servir um publico extremamente amplo e intelectualmente em extremo adiantado,
por intermédio a Universidade de Londres,
tálogos a série de documentos que

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serve-o

e publica em livros e ca-

^de século em se'culo vão sendo

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�postos à disposição dos estudiosos, na forma de índices.
O .segundo,
da Torre do Tombo
CO de Portugal,

,

acumulado em muitos séculos,

e separado

que reúne expressamente o documenT:ário específi

destina—se a servir aos estudiosos das antigas e

—

atuais colonias lusitanas desde a grande época dos descobrimentos»
Aquele já possue tudo esmiuçado e catalogado.
Ê fácil ir-se ao que se quer,
e pre-determinada:

se a nossa pesquisa

Século, assunto, guerra especifica,

lugar,

pode servir para uma busca anterior à chegada ao arquivo.
se vai para uma constatação final,

tudo

A este só

ou verificação de forma.

O português ainda e mina a fornecer riquesas inesperadas. Os especialistas era diplomacia,
a leitura da documentação,

os arquivistas habituados

são estupendos, habilissimos,

extraordi-

nários, mas ha ali muita coisa a fazer ainda sobretudo para nós bra
sileiros.
O arquivo da Inglaterra não publica os seus documentos, mas o Índice classificado do que possae.
O outro,

o pox'tugues (Colonial) nada tem publicado,

mas.ambos facilitam absolutamente tudo aos estudiosos e pesquisadores,

ainda que a facilidade do inglês é incompar'avelmente maior

quando se sabe-o que quer.
Quando em 195® voltei da Europa,
torio e o entrequei ao Governador do Estado,
o

rquivo /-.istorico do Parana.

trouxe o meu rela

por decreto foi criado

Mas tudo se resumiu a esse decreto.

Nossa documentação histórica local está se perdendoAs : amaras têm queimado seus arquivos,

quando os bi

chos não os destróem e as traças não os devoram.
É certo oue Curitiba publicou parte dos seus arquivos nos boletins,

sob a direção admirável do historiados Francisco

Negrão, mas o arquivo de Paranaguá desapareceu, pelo que se pode saber das referencias de Vieira dos Santos,
aproveitado.

O Brasil já esta em época,

com as suas Universidades

oficiais de entrar em combinação com elas,
mo serviço publico especializado' ,
vo »acionai,

que o teria examinado e -

e faze-las trabalhar co-

como fazem os ingleses.

tantas vezes visitado e aproveitado por mim,

bem, mas tem organização obsolete.

-

O/^rquifunciona

Pode modernizarsse e expandir-se

com a publicação de seus índices e de um ou outro documento modelart
integro.

O arquivo de São Paulo também é riquíssimo.

Parte

dele ja foi publicado, mas também na sua totalidade em lugar de o ser sob classificação,

apenas para guiar com segurança os estudio-

sos sem custarem fortunas as i'esxoctivas publicações.
D.C.

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CONCEITO FUNDAMMTAL

A principal finalidade do Arquivo e registrar
todos os documentos,

a ele confiado-^- sem dist

" ção e cronologi-

camente.
O Arquivo é a "memória" de um organismo,
um Estado,

de -

de um País, de um Povo, de uma Época ou de uma Civi-

lização .
Em seu processamento de dados ele pode conduzir ao levantamento da História religiosa,
ca,

sòcial, política,

econômica,

ca, desde a de uma Civilização,
de épocas distantes,

filosófica, heralái-

científica,

literária,

artisti

até ao menor incidente nacional

ou ao menor fato pessoal que se tenha int_e

resse investigar.
O material dos &lt;?rauivos são,

formalmente,

os

documentos oficiais provenientes de repartições públicas.
Para tornar possivel a sua pesquisa posterior
é necessário agrupar racionalmente esses documentos segundo

um

sistema previamente escolhido.
Os sistemas de classificação de documentos têm
preocupado seriamente os arquivistas.

A diversidade de finalida

des para as quais cada documento pode servir nas pesouisas,
gundo o ponto de vista do ptsauisador,

se-

tem dificultado essa ta-

refa,
Um economista não vê um documento sob o mesmo
aspecto que um historiador.

Entretanto,

a evolução histórica,

o

registro de fatos políticos cTbservados pelos historiadores po dem levar os economistas a detcriainar e prever os ciclos econômicos. O historiador de negócios vê um documento de maneira diversa do industrial que visa o lucro,

enquanto aquele a doutri-

na.
O grande problema das imensas lacunas em nossos Arquivos é á-f-Yido a que nem todos os povos tiveram o culto
pelos escritos.
Mesmo os reis que tinham verdadeiro culto

a

seus arquivos e só os confiavam a pessoas de toda a sua confian
ça,

apenas mantinham em seus "tombos" os documentos que julga -

vam de interesse para a política de seu reinado.

E para evitar

perdas, mandavam tirar cópi-^s e as distribuiatijpelos principais
mosteiros, lugares sagrados,

a quem confiavam a guarda.

Enquanto os Arquivos tiveram apenas interesse
de pesquisas históricas permaneceram estacionários.

Somente

quando iniciou-se a fase de interesses políticos foi que os Arquivos tomaram um novo aspecto e aceleraram sua marcha pc^ra cum
prir o papel que a Humanidade deles espera.

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l'i

�Assim como a curiosidade ou a ambição fizeram sur
gir os "ratos" dos túmulos dos faraós,

assim surgiram os "ratos"

dos arquivos.
O desaparecimento contínuo de documentos fez com que
em várias épocas se tomassem medidas para coibir os roubos. Leis
cartas de excomunhão,

etc.,

foram promulgadas.

Em 1621 foi lavrada Carta de Excomunhão contra todos aaufcles que se apoderassem,

ilicitamente, de documentos per-

tencentes aos Arquivos Reais.
No Regimento do Arquivo de Évora,
Jhoanes Mendez GÓis,

lê-se que

elaborado por

..."todas as escrituras serão poa

tas em arca de duas chaves das ouais uma terá um vereador e a ou
tra um procurador".

OU/^LIDADES D£ UM ARQUIVISTA

"Para o bom artífice não hà
má'ferementa."
Não resta a menor dúvida de que o melhor profissional ê o de vocação.
O serviço de Arquivo, por ser de grande responsabilidade, deve ser entregue a pessoas com o necessário preparo
técnico e aptidão para o trabalho,
O descrédito dos Arquivos,

ocorre,

em geral,

em en-

tidades que entregam a sua organização a pessoas muito jovens

e

consequentemente sem a necessária maturidade e experiência, ou

a

pe ssoas idosas que não têm mais animo e entusiasmo pelo trabalho.
Os jovens por sua inexperiência são em geral irriguietos e pulam
de um ser.viço para outro,
a

sem ter o principal princípio que rege

Irquivologia - o método,
A desordem das idéias,

inimigos da Arquivistica,

a indisciplina mental são

-

e em geral conduzem a imprevisibilidade

- a falta de espírito crítico,
O tino para classificar os documentos éinerente

a

faculdade de memória e espoirito analítico.
Por outro lado a sistematização no trabalho do arquivista é o principal índice de progresso e ordem.

A complexida

de de assuntos e diversidade de pontos de vista com que são tratados os documentos,

induziria un

arquivista, menos avisado,

a

um caos.
Sobre todas as qualidades de um arquivista,
impulsiona seu serviço e o engrandece,

o que

é incontestavelmente,

o

dinamismo.

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�TIPOS

DE

ARQUIVOS

-8

Desde os hebreus se tem notícia

de que já reuniam

seus documentos em lugares próprios.
Os egípcios, gregos e romanos mantinham seus arqui
vos públicos nos templos, lugares sagrados e nos palácios dos imperadores.

Prova evidente da preocupação de pre erváãlos e do va-

lor que lhes atribulam.
Atualmente os Arquivos sofreram as influências des
centralizantes do progresso.

E uma infinidade de tipos de Arquivos

surgir-m e surgem a todo momento.
Em linhas gerais podemos classificar os Arquivos em
gerais e especiais,

quanto a extensão, ei públicos e privados,

quan

to a entidade a que estão subordinados.
Arquivos públicos - são os mantidos pelos serviços
governamentais e postos a consulta, publica.
nais, Estaduais, Iviunicipais,

São os Arouivos Nacio

e os Historicos, Geográficos,

etc.

-

pertencentes à instàtuições públicas.
As Universidades brasileiras devem ser alertadas pa
ra o papel importantÉssimo çue poderá proporcionar na pesquisa cul
tural de seus Estados, com o arquivamento sistemático de seus doou
mentos e incentivando a formação de arquivistas.
Arquivos privados - são os pertencentes a organizações culturais,
ou indivíduos,
organização,

comerciais,

industriais ou reunidos por familias -

organizados com documentos pertencentes a própria

família ou indivíduo,

ou nao postos a consultas.
Mosteiros, de famílias,

ou a eles estranhos.

São os Arquivos de bancos,

Podem

ser

associações,

etc..

Freqüentemente os Governos tem adquirido arquivos
particulares

Julgados de interesse para o Estado,

da mesma forma

como adauirem bibliotecas particulares que assumem um determinado
valor.
ARQUIVOS ECONÔMICOS E SOCIAIS

As fontes dos Arquivos nacionais são em geral,
Presidência da República,

ou Gabinete Real,

deres Legislativos e Judiciários.

os Ministérios,

a

os Po-

Mas esses orgãos não constituem

as únicas fontes dociimentais da história de um povo em todos os se
us aspectos.

A margem das fontes formais de documentos públicos,

surgem as empresas comerciais,

industriais,

as sociedades,

-

estabe-

lecimentos financeiros.
Podemos facilmente imaginar o que representaria para um historiado-', do séc.

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XXI,

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os arquivos do imenso império econô

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mico representado pela famosa wall Street,
Shell, do Eximbank.

ou da General Motors, da

Lembrando-nos o lucro do ano de 1962 da General

Motors foi maior que as despesas do Governo Brasileiro, não será dif^
cil avaliarmos o que os arquivos da General Motors representa:.íem mate
ria de pesquisas ci ntificas,

economicas e sociais,

técnicas,

etc.

Um historiador do futuro tiraria conclusões comple
tamente invoridicas se limitasse suas pesquisas sobre nossa vida atual apenas nos arouivos nacionais.
O historiador de negóffios não terá'/econômica do se
culto passado, se não tiver acesso aos arquivos das principais empresas
comerciais,

industriais e financeiras da época.
Os governos têm tentado controlar os arquivos de em

presas, mas encontra forte oposição.

Quando mais a empresa cresce, mais

ela tenta fugir ou anular esse controle.
Na luta do poder politico sobre o poder econômico e
possivel Que no interesse público,

os governos possam exigir o dep6si~

to oficial de tudo o que representa um valor real dos estabolocimentos
empresariais. A concorrência econômica,

fartamente defundiií pelos fins

lucrativos, poderá ser solucionada sôbre o depósito selado por período
tão longo ouanto as empresas acordassem.
O governo tornareseqia o "Arquivo da história de negócios do país".
A Inglaterra deu esse exemplo fiondado em 193^» o
Conselho para a Preservação dos

Arquivos de Negócios que iniciou seu

levantamento ^sôbre os arquivos mais antigos procurando,

sabiamente re-

cuperar o que hal7ia sido negligenciado .
Outro aspecto interessante é a regulamentação impôs
ta as empresas por parte do Governo,

com a finalidade de obter dados -

para estabelecer tarifas às concessionárias do Estado.

Essa regulamen-

tação, para conseguir seu intento estabelece normas as empresas quanto
a organização e manutenção de seus arquivos.
mar,

Bastaria ampliar essas nor

e teriamos alem da preservação de nossos bens materiais,

os morais.

Embora o liberalismo das empresas tenha evoluido
muito,

e alguns proprietários de arquivos tenham permitido,

a historia

dores qualificados, acesso a eles ou publicado suas experiências e renovações, nenhuma empresa divulgou até hoje, um diário completo de suas
atividades,

ou algo semelhante.
SELEÇÃO E ARRANJO

Seleção
"O Arquivista procede com o arquivo como o Arqueo'logo com uma
peça pré-historica".

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A grande questão sucitada quanto à seleção de documentos,

e se ela deve ser feita pelo Arauivista ou por um especialis-

ta no assunto do documento?
O argumento a favor do Arquivista,

é de que ele é um

técnico em seleção e estuda os processos de avaliação de docu.entos com
imp-ircialidade e com cspii?ito da pesquisa no campo geral a que esse poderá servir e aquele quem dará a classificação desses documentos.

Ao -

passo que um Historiador vê um documento sobre o valor da comprovação
de um fato ou ocorrência cue poderá deduzir um acontecimento subentendido ou oculto, mas que se suspeita.

O Economista vê um docuíáento sob

o aspecto de dados estatísticos, histórico de preços,
evolução de industrias,

etc.

E o médico,

ção clinica, propedêutica, pitologica,
ta uma cultura geral,

a introdução

e

o vê sob o valor de informa-

etc.O recurô é dar ao Arquivis-

ou conforme a tendência moderna,

a especialização

no assunto do Arquivo a que ele ira se dedicar.
O Arquivista para um desempenho geral de suos funções
deve ser üm pFOuco encadernador (para poder avaliar uma encadernação),
restaurador (para preservar),
reveladoras e insetecidas),

químico ( p.-ra conhecer das substâncias

Engenheiro (para instruir na construção de

prédios destinados a arquivos),
com arte e gosto),

Arquiteto (

para dispor as instalações

Entomologista e micologista (p^ra combater os inse-

tos e fungos aue infestam os documentos,arquivos,

estantes,

etc.) e fo

tógrafo (para decidir sobre a duplicação de documentos).
d Arquivista na operação de seleção sofre como todo
pesquisador, as tendências da época.

O que é um limite ao julgamento

com segurança do que pode" ser destruido ou guardado.
Tem-se tentado estabelecer códigos ou tabelas de re
tenção e destruição, regulamentos que prescrevem regras de conservação
e supressão,

(uadros de documentos sucetíveis de serem suprimidos,

mcnclatura com os prazos determinados para cada tipo de documento,

o
es-

tabelecendo em cada campo específico, preceitos próprios.
Eta sentido lato os documentos, para seleção podem
ser considerados eternos, de vida curta,

e rápida daducidade.

Podendo ser assim esnuematizado:

Posteridade
Atualidade
Caducidade
"morte"

O princípio aue rege essa classificação consiste
em determinar os documentos que devem ser preservados eternamente e o
"tempo de valor" para cada um das segunda e terceira categorias.
Nesse sentido o governo francês, baseando-se em

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princípios de 1844, regulamentou a lô de
de seleção dc documentos,
I.

de 1921,

aa regras gerais

estabelecendo:

- Devem conservar-se indefinidamente,

em princípio:

a) todos os processos e registros encerrados anterior
ao ano VIII
b) todas as peças gue possai;i estabelecer um direito em
proveito de uma ad^iinistração, de uma associação ou de \xm particular;
c) todos os documentos que apresentam ou passam adquirir um interesse histórico.
II - Podem, em principio,

ser suprimidos:

a) os documentos cujos dados essenciais encontram-se em
outro documento recapitulaôávo,

principalmente se esse documento foi -

impresso;
b) os papéis que nao apresentam senão um interesse temporário, porque ultrapassado o momento em gue podiam ser úteis.
Embora as regras sejam simples,

tornam-se dificeis de -

discer ,ir o valor de um documento diante das tendências da época e o
alcança do Arquivista da precisão para um futuro remoto. Mas é principio básico e indiscutível de q-e sempre que houver duvidas qHi.i;to,

at-r

preservação ou destruição de um documento, este deve ser preservado

-

"in dubio pro reu".
Mas cm todos os países,
responsabilidade do Arguivista,

tem sido deixado a iniciativa e

a destruição e guarda dos documshtos.

Quanto ao assunto,

a prioridade é porinterêsse historico

e administrativo.
O mais importante fator da seleção e a sistematização. E
é também o mais dfficil.
Sfcleção.

Os historiadores, :

são inimigos naturais

da

Argumentando que um fato sem a menor importância pode constitu-

ir um fato-chave no futuro. Assim é que uma prestação de contas de um
"Master of Revels"

da Corte de Jaime I pode parecer caduco,

entretanto

serviria para o levantamento de artist. as que se apresentaram na época
os jogos de salão,

costumes sociais,

tecidos,

iguarias,

vinhos,

erfim -

uma infinidade de pequenos detalhes que seriam importantes em uma biografia ou num estudo de usos e costumes,

ou mesmo industrial da época,

fonte imprescindível da literatura inglesa, principalmente nos estudos
ãóbre Shakespeare.
Mas a seleção é inevitável.
prejudica a

E quanto mais relegada, mais

nidade.
Ravisse calculou, para os 1.500 quilos que um estabele-

cimento bancário parisiense recebia por dia,o acúmulo de 450.000 ouilos
por ano.

E para uma coleção de 5o milhões de documentos públicos pelo

exame de 30 por.dia,

levar-se-ia um milhão de dias para ser concluido,

ou seja 5 mil anos.
A par da análise qualitativa e quantitativa entram o
bom senso e a cultura do Arauivista.

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�Arranjo

"^2
"Um lugar para cada documonto e
cada documento em seu lugar".

.".índa Que a maioria dos arquivos sejam organizados
ordem sistemática,

èm

ou porque seja regra adotada por regulamentos dc%

tado ou recomendação de í^ssociações de Árquivistas,

a ordem

cronoló-

gica tem sido defendida por numerosos e acalorados pesquisadores.
Em defesa do arranjo cronológico,
sociais,

argumenta-se qua aos

historiadores políticos,

econômicos,

literatos,

artísticos,etc

proporciona num rela-nce,

toda a seqüência com que se desenrolaram

os

fatos de uma determinada época.
Um obstáculo a esse arranjo são os documentos sem data.
É verdade que determinados tipos de documentos são incontestavclmente preferíveis em arranjo cronológico.

Entretanto,

a du

plicidade ou multiplicidade de tipos de arranjos num irauivo, pode con
duzir a uma prolixidade de serviços, absolutamente irrecomendavel.
Em defesa do arranjo sistemático, hà o exemplo
por um professor da "Ecole des Chartes" de Paris,

citado

quando documentos -

isolidos pertencentes ao século XVIII forami retirados de diversos

ar

quivos para serem ordenados cronológicamente - a maioria não era data
do.

Por mero acaso, chegou-se a conclusão de que todos esses documen

tos pertenciam ao Gabinete de Luiz XVI.

Somente com a sua reunião foi

possivel estabelecer uma seqüência lógica e mesmo atribuir datas
tornar legivel ou pelo menos interpretavel a coleção.

e

SÓ assim,ela po

de trazer a luz fatos importantes dêsse reinado.
i dispersão cronológica dificilmente poderia conduzir
a interligação aue o local - Gabinete de Luiz XVI - deu a "chave"

da

incógnita.
Não seria suficiente adotarmos o arranjo

sistemái7ico.

Teriamos gue decidir qual o sistema.
A discussão dos sistemas tem sido assunto

para

os

mais extensos tratados.
Limitar-nos-emos a enunciá-los:
numérico,

geográfico, decimal,

ideológico,

alfabético,

qualitativo,

alfabético

cronológico

,

etc..
O princípio da provúniência,
mantidos pela repartição aue o originou,
arquivistas.

Êsse princípio,

em que os documentos

são

teve grandes adeptos entre os

surgiu na França após a Revolução Fran-

9^®®^
baseia-se na preservação dos documentos^por unidades orgânicas
^.londs ;
Na Inglaterra usou-se a* expressão
grupos de arquivos
(archives groups) em vez de unidades orgânicas.
Nos Arquivos nacionais é adotado o princípio de grupos
de arquivos e definido como "unidade primordial do arquivo"estabelecido

�-13
pelo principio da proveniência com a intenção de constituir unidades
para o serviço de arranjo e descrição dos arquivos e publicação de seus
inventários,
Embora baseados no mesmo principio os termos unidades
orgânicas e grupos de arquivos não são equivalentes. Um grupo de arquivo
pode ser úma unidade orgônica,

várias unidades orgânicas, ou ainda par-

te de uma unidade orgânica.
A interpretação desse princípio tem variado constantemente. Na França,

onde foi formulado, cada unidade orgânica é arranja

da por grupos de assuntos e dentro de cada grupo,
alfabc-tica,

cronologica, geogr-ificamcnte,

vários paises,

os itens dispostos

etc.. Na Holanda,

seguida por

e na Prússia estabeleceu-se que os documentos em cada uni

dade orgânica devem ser mantidos na mesma organização dada pela reparti
ção que os originou.

TmêNCIAS MODERNAS DA 4RQ.UIVISTICA

Em principio,
os paj)iros,

as tabuletas de argilas,

o codex tiveram a mesma finalidade dos modernos materiais

bibliográficos de hoje - difundir os conhecimentos.
mento dessa difusão que chegamos ao nosso século,
ttes, discos,

os pergaminhos

fitas de gravação,

Foi no aperfeiçoa-

aos filmes, microfil

etc..

O maior problema que preocupou os Arquivistas dos
mais remotos "Museum" aos modernos Arquivos,

-

foram os de preservação e

guarda.
Naturalmente, acompanhando as tendências modernas de
duplicação de documentos,

surgiram as técnicas modernas de armazenagem

e manipulação.
Além dos filmes documentários públicos pertencentes
aos orgãos governamentais, possibilitou aos Arauivos possuir a coleção
completa de um determinado assunto ou assuntos de um outro Arquivo por
métodos fotográficos.
No Museu nacional da Noruega,

gravou-se informações

orais colhidas de testemunhas de f ^.tos entre 167o a 1910 relacionados
com a vida operária.
Os filmes particulares quando pertencentes a pessoas
Importantes ou quando registram fatos de algum modo interessante também
devem ser guardados nos Arquisros e mesmo estimular as suas doações ou vendas.
A classificação e catalogação de filmes tem sido outro problema árduo para os Arquivistas.

Em geral,

é feito um relatório

técnico para cada rolo de filme indicando o assunto, a origem (repartição ou particular) e a historia (
título,

r
i:

as informações que contém,

a finalidade para o qual foi feito) sinopse de ação, conteúdo cênico, gra

/

�-14
vação sonora. O catalogo de filmes 4 feito alfabeticamente por reparti
ção de origem,

ou qualquer outra procedência,

títulos e assuntos.

4léni dos cuidados especiais de armaz' nagcm:

ar, umi-

dade, temperatura, hrá os cuidado de preservar contra incêndio. As peli
cuias à base de nitrato de celulose são altamente inflamáveis e de com
buetao expontanêa e exigem equipamento e isolamento contra o fogo.
Um dado importante para o relatório do filmes,

é o.

autor do mesmo e ainda cm que ocasião c data para aue fins e em quais
condições foi realizado.

São as referências que darão possibilidade ao

bistofiador de verificar até, que ponto as cenas projetadas são verídie
cas*
O valor de arquivo para fins históricos deve ser com
provado no filme para que se possa basear em seu documentário.

DINAMIZACÄQ DA .4HQm TOIÖGI A. PELOS PftOCES-^OS
MODERITOS DE REGISTRO DE DÖCU!.'1.5NT0S

Os modernos processos dc armazenagem e recuperação
manuais,

elctricas ou eletrônicas,

trouxeram para a Arquivologia uma

radical transformação em seus obsoletos métodos de registro e publicação de Índices e catálogos de seus arquivos.
xis fichas perfuradas ou asmmicrofichas ou
magnéticas,

is fitas

ou ainda os tambores de mercúrio possibilitarc?jn o registro

de documentos estabelecendo intcrdepêndencia de assvintos,

evidenciando

todos os conceitos, e unidades de informação.
No Arquivo,

essa interdependência de assuntos, de con

ceitos, de unidades de informações é mais complexo de ser estabelecido
que nas bibliotecas.
Nesse campo os bibliotecários,

estão mais avançados

que os arquivistas
Ralph Shaw, Shera,

Gasey, Perry, Kinpers,

Samain,

e

muitos outros têm aperfeiçoado maquinas elétricas e eletrônicas para
fins bibliográficos,

o que irá auxiliar muito aos arquivistas, da mes-

ma forma como tem ajudado com os códigos de catalogação,
classificação, cabeçalhos do assuntos,

sistemas de

organização de ficharios, etc,.

'vRQüIVOLOGIA E BIBLIOTECONOiálA

Ainda que as Bibliotecas sejam tão antigas quanto os
Arquivos. Ainda que a Biblioteconomia seja tão antiga quanto a Arquivo
logia aquela teve um desenvolvimento bem maior que esta.

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Os bibliotecários têm em princípio as mesmas ativida
des que os arquivistas. As div^rgcncias de métodos esta interrela-""
cionado com a diferença de material que se destina a cada um.
NÓs, bibliotecários, estudaaos e nos aperfeiçoamos^
cada^vez mais em catalogação, clissificaçlo, organização e admini^
tração dc^fichários, arquivajnonto^e difusão de documentos,
sem a
preocupação de interrar-nos da ciência básica desses conhecimentos
- a Arquivologia.
Princípios de Arquivologia deveriam ser estudados
nas Escolas de Biblioteconomia co'^o uma cadeira isolada, ou
como
parte do programa^das cadeiras de^^História do Livro e das Bibliot»
caa, ou Organizaçrão e Administração de Bibliotecas, ou Paleografia
ou Documentação. O importante é que se ensine Atquivologia aos
Bi
bliotecários documentaristas*
""
Com esse pensamento esboçamos um programa de Arquivolgia para as Escolas de Biblioteconomia e Dociimentaçâo.
4ESBOÇO DE UM PROGRAMA DE A.RQUIV0L0GIa1 PARA àS
L3C0L\3 DE BIBLIOJECOWOmIA E DOCUMÁNTIÇÃO
1

- Arquivistica

1.1 - Conceito e extensão
1.2 - Documentos e Arquivos
1.3 - Funções dos .^rquivos
2

- Arquivologia

2.1 - Histórico
2.2 - Tipos de Arquivos
2.5 - Bibliotec?.s e
3

'rquivos

- Organização e administração de Arquivos

3.1 - Sistemas de coleta e registro
3.2 - Princípios de seleção
3.3 - Técnicas de destinsção
4

- Descrição do material de arquivo

4-.1 - Documentos públicos e privados
4.2 - Manuscritos
4.3 - Material especial
5

- Arranjo de

irquivos

5.1 - Sistemas de classificação
5.2 - Unidades de arquivos
5.3 - Arranjo de .irquivos e outros arranjos
6

- Arquivos Públicos

5.1 - Arquivos nacionais
6.2 - Arquivos governamentais
6.3 - Arquivos culturais
7

-

Arquivos Privados

7.1 - Irquivos industriais
7.2 - Arquivos econômicos
7.3 - Arquivos particulares

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8

- Arquivo Nacional do Brasil

8.1 - Histórico
8.2 - Estrutura e organização
8.3 - Publicações
9

- Avaliação de documentos

9.1 - Valores primários e secundários
9.2 - Valores probatórios e informativos
9.3 - Testes de aplicação comprobatórios
10

- Publicações de Arquivos

10.1 - Catáloaros coletivos de Arquivos
10.2 - Catlloeos coletivos de coleções manuscritas
10.3 - índices de Arquivos.

R£COMENI&gt;AÇÃO
Baseados no trabalho que acabamos de expor, propomos
ao
IV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documen
tação reunido em Fortaleza, de 7 a 1^ de julho de 1965 que
que
fie&lt;i.omende o ensino de Arquivologia nas Escolas

de

Biblioteconomia e Documentação.

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sional.6.)

Arte de .classificar e arquivar^
Porto,
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
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              <text>Prado, Flávia Rubens Accioli </text>
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          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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              <text>1963</text>
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              <text>Expoê as finalidades dos Arquivos como instituição e especifíca o material de Arquivo como documento. Sob o ponto de vista de pesquisadores, quais os sistemas de classificação, Qualidades de arquivista e tipos de Arquivos. Ressalta a importância dos arquivos econômicos-sociais. Princípios de seleção e arranjo apresentando vantagem e desvantagem. Técnicas modernas de duplicação e registro de documentos no progresso da Arquivística. Rocomenda o ensino de Arquivologia nas Escolas de Biblioteconomia propondo um programa básico.</text>
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