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                  <text>USO DE LISTAS DE DISCUSSÃO COMO MEIO PARA A RESOLUÇÃO DE
QUESTÕES DE REFERÊNCIA EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS:
UM ESTUDO A PARTIR DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNICAMP1
Leonardo Fernandes Souto
Doutorando em Ciência da Informação – ECA/USP
Mestre em Biblioteconomia e Ciência da Informação –
PUC/ Campinas
Bibliotecário de Referência – UNICAMP/Biblioteca Central
Brasil
lfsouto@unicamp.br
Gildenir Carolino Santos
Doutorando e Mestre da área de Educação, Ciência e
Tecnologia - Faculdade de Educação/UNICAMP
Bibliotecário Diretor da Biblioteca da FE/UNICAMP
Brasil
gilbfe@unicamp.br

Resumo
A popularização das tecnologias de informação e comunicação (TIC’s) tem continuamente atingido
diferentes camadas sociais e classes profissionais. Assim, o uso de ferramentas como e-mail,
softwares de mensagens instantâneas (MSN, Skype), blogs e listas de discussão inseriu-se no
cotidiano de muitos indivíduos. Neste contexto, os avanços dos estudos relacionados às TIC’s
têm se mostrado cada vez mais intrigantes, a ponto de despertar, nesse momento,
especificamente, a seguinte questão: “estão os bibliotecários utilizando as listas de discussão
externas a sua instituição como meio para a resolução de questões de referência em bibliotecas
universitárias?”. Em busca de respostas a referida pergunta enviou-se um formulário via lista de
discussão institucional do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP (biblioteca-l@unicamp.br) aos
bibliotecários de referência e demais bibliotecários que trabalham com atendimento ao público.
Identificou-se, a partir da realidade de uma única instituição, no caso a UNICAMP, alguns insights
que podem colaborar para com a compreensão do objetivo proposto. Tendo-se claras as
limitações quanto ao universo da pesquisa acredita-se que a mesma levantou dados
(vantagens/problemas e grau de participação nas listas de discussão) que se relacionados com
estudos futuros, em outras instituições, poderão ajudar a compreender a questão proposta em
nível nacional.
Palavras-chave
Listas de discussão – Bibliotecas Universitárias; Serviço de Referência; Tecnologias da
Informação e Comunicação

1

UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas.

�INTRODUÇÃO
Nos últimos anos, os recursos oferecidos pelo constante desenvolvimento
das tecnologias de informação e comunicação têm tido um considerável impacto
nas atividades prestadas pelos serviços de referência no cotidiano de distintas
unidades de informação.
Destacam-se, sobretudo, os recursos que permitem a interação com os
usuários através da Internet: e-mail, lista de discussão, blogs e softwares de
mensagens instantâneas (Messenger, Skype). Discussões a respeito destes
recursos estão se tornando cada vez mais comuns. Neste sentido, no XIII
Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, Souto (2004) apresentou uma
análise do uso do e-mail para atendimento das questões de referências.
Os mesmo recursos, já citados, também podem ser usados para facilitar a
interação entre os profissionais da informação, quando do desenvolvimento de
suas atividades. Desta forma, dando continuidade ao estudo do uso de
ferramentas de interação no contexto das atividades de referência, apresenta-se
um estudo voltado para o uso de listas de discussão.
Por serem recentes, as trocas de mensagens em listas de discussão
ainda não fazem parte da rotina diária da grande maioria das pessoas.
Entretanto, em função da velocidade com que se expande a rede
mundial telemática, existem hoje milhares de grupos de discussão via email espalhados pelo mundo e não é difícil vislumbrar a importância de
estudos relacionados aos mecanismos de seu funcionamento, em
diferentes áreas do conhecimento. (ESTRAZULAS, 1999).

Assim, este estudo, de caráter exploratório, fez uso de um questionário
para coleta de dados, com o objetivo principal de identificar se os bibliotecários
que prestam atividades de atendimento ao público2, no Sistema de Bibliotecas da
UNICAMP (SBU), fazem uso das listas de discussão como meio para resolver
questões de referência.

2

Escolheu-se a expressão atividades de atendimento ao público porque nem todas as bibliotecas
do SBU têm uma Seção de Referência. Contudo, mesmo naquelas bibliotecas onde não existe
tal seção sempre há algum bibliotecário que presta atendimento ao público – nestas bibliotecas
deu-se opção de seus próprios diretores responderem ao questionário, uma vez que eles têm
uma visão geral de como são realizadas as atividades de referência em suas bibliotecas.

2

�COMPREENDENDO AS LISTAS DE DISCUSSÃO
As listas de discussão “são um serviço da Internet baseado no e-mail, que
utiliza a tecnologia do envio e recebimento de mensagens por correio eletrônico,
com o objetivo de proporcionar a troca de informação entre várias pessoas de
forma otimizada” (BÖHMERWALD; CENDON, 2003, p. 41).

De forma complementar ao ponto de vista de Böhmerwald e Cendon (2003,
p. 41), Mardero Arellano, Mesquita e Nascimento (2005, p. 3) entendem que o
objetivo das listas de discussão “é conseguir a participação de várias pessoas em
discussões sobre temas de interesse de uma comunidade científica e o
compartilhamento de informações”.

O processo de troca de mensagens em uma lista de discussão realiza-se
de forma assíncrona no qual os indivíduos não se comunicam em tempo real.
Inicialmente, os indivíduos se cadastram nas listas de discussão. A partir daí
podem enviar mensagens3 ou apenas recebê-las – depende de seu interesse –
uma vez que todos os membros recebem uma cópia das mensagens enviadas à
lista. A resposta pode ser bem elaborada, revista e enviada por qualquer membro.

Em algumas listas há a figura do moderador. O moderador funciona como
um agente controlador da qualidade da lista. O moderador tem poder para impedir
que uma mensagem postada por um membro não seja enviada aos demais. Esse
veto ocorre quando as mensagens enviadas estão fora do escopo temático da
lista, ou não mantém os padrões de cordialidade4, respeito e ética norteadores
das trocas entre os indivíduos em uma lista de discussão. Contudo, o moderador
não deve fazer uso de seu “poder” para impedir a veiculação de mensagens por
simplesmente não concordar ideologicamente com os mesmos valores e opiniões.

3

4

As mensagens enviadas podem ser originais (novas) ou comentários/resposta de alguma
mensagem enviada previamente por outro membro da lista.
Netiquetas.

3

�Dependendo do foco dado, as listas de discussão podem ser vistas como
ferramentas que permitem a interação entre indivíduos ou como fontes de
informação - favorecendo a construção de um ambiente cooperativo5.

Quanto à interação, Estrazulas (1999) destaca a importância da
participação em uma lista de discussão ser uma ação voluntária e espontânea.
Para ela, as formas como os indivíduos ingressam em uma determinada lista
interfere nas relações que irão se estabelecer.
[...] Enquanto o caráter da livre adesão é indicador de concordância
espontânea à participação, o ingresso obrigado, ou fortemente sugerido,
pode ser fonte de constrangimentos ou resistências às trocas durante
os processos comunicativos ulteriores. O que está em jogo, num
primeiro momento, é a valoração atribuída a essa modalidade de troca
virtual. Numa análise sócio-cognitiva, pode-se dizer que o ingresso
obrigado por forças coercitivas implica uma insatisfação que, por sua
natureza, não gera obrigações e, por conseqüência, não assegura a
execução de valores virtuais positivos no futuro. Assim, num momento
seguinte qualquer, a avaliação inicial negativa poderá ser responsável
pela não incorporação dos valores em curso, traduzindo-se pela não
efetividade das trocas ou espaçada participação no fórum de
discussões. Ainda que a valoração inicial relacionada à participação na
lista seja positiva, a adesão por imposição externa poderá gerar
constrangimentos àqueles que, desconhecendo a tecnologia, sentem-se
pouco à
vontade para fazer perguntas ou tomar iniciativas.
(ESTRAZULAS, 1999).

O processo de troca em listas de discussão, não chega a ter a participação
ativa de todos os membros. Mardero Arellano, Mesquita e Nascimento (2005, p.
4) a partir das conclusões das teses de Feliu (2000), Rodriguez Recio (2002) e
Terra (1998) destacam que “[...] um dos aspectos que dinamiza o funcionamento
das listas é a participação de uma minoria ativa”6.

Mostafa e Terra (2000) corroboram com Mardero Arellano, Mesquita e
Nascimento (2005) ao dizerem que “nas listas pode-se optar por ser um ouvinte,
um participante silencioso” e “as listas de discussão, por serem um tipo de escrita
oralizada ou uma oralidade escrita funcionam mais como quadro de avisos do que
5

Entende-se a cooperação a partir de Piaget (1973) em que a ação de cooperar é vista como
operar em comum, isto é, o ajustamento por meio de novas operações de correspondência,
reciprocidade ou complementaridade.
6
“São [poucas as] pessoas que colaboram com informação atualizada, bibliografias, respostas a
dúvidas e questionários on-line.” (MARDERO ARELLANO; MESQUITA; NASCIMETO, 2005, p.
4).

4

�propriamente discussão de temas” – o que demonstra a pouca participação dos
membros.

Quanto à visão das listas de discussão como fonte de informação,
Böhmerwald e Cendon (2003) desenvolveram um estudo bastante detalhado
identificando as vantagens das listas de discussão como fonte de informação
pessoal e profissional.

MÉTODO
Elaborou-se um questionário abordando questões relacionadas à revisão
de literatura, de modo a identificar se a prática confirma a teoria relacionada ao
uso das fontes de informação. Inicialmente, fez-se um pré-teste com um
pesquisador da área de Biblioteconomia e Ciência da Informação externo à
UNICAMP, para validar o instrumento de coleta de dados.

Posteriormente, enviou-se o questionário constituído de 8 questões
fechadas (com opção outros/outras), através da lista de discussão institucional do
Sistema de Bibliotecas da UNICAMP, direcionado aos bibliotecários que prestam
atividades de atendimento ao público.

Esperou-se a resposta do questionário por aproximadamente 30 dias.
Passado este período enviou-se um comunicado por meio da lista de discussão
institucional, alertando que algumas bibliotecas ainda não tinham respondido ao
questionário e fornecendo um novo prazo para quem quisesse colaborar com o
estudo enviar o questionário respondido.

Das 25 bibliotecas que integram o SBU, bibliotecários representando 19
delas enviaram os questionários respondidos, e ainda contou-se com a
colaboração de uma bibliotecária de uma biblioteca a qual o projeto de sua
integração ao sistema encontra-se em estudo. A partir daí, os dados foram
analisados como se segue.

5

�ANÁLISE E RESULTADOS

Apenas seis bibliotecas do SBU não responderam ao questionário, sendo
que foram obtidos 25 questionários - uma vez que em determinadas bibliotecas
mais de um bibliotecário que desenvolve atividades de atendimento ao público
colaboraram com a pesquisa - conforme pode ser verificado no quadro a seguir:

Quadro1 – Respostas dos questionários por bibliotecas e áreas
Conhecimentos
Gerais

B1
1

B2
2

Biomédicas

Artes e Humanidades

B3 B4 B5 B6 B77 B8 B9 B10 B11 B12 B13 B14 B15 B16 B17 B18
1 1 2 1
1
1
1
1
1
2
3
1
Exatas

Tecnológicas

B19 B20 B21 B22 B23 B24 B25 B26
1
1
1
1
1
1
-

Dos 25 bibliotecários, 15 não estão cadastrados em alguma lista de
discussão. As áreas que menos utilizam

são as de Artes e Humanidades e

Tecnológicas, sendo a área de Biomédicas a que mais utiliza.
7
6
5
4

SIM

3

NÃO

2
1
0
COG

BIO

HUM

EXA

TEC

Gráfico1 – Representação a partir da área de conhecimento do uso de listas de
discussão por bibliotecários do SBU

7

Esta biblioteca encontra-se em estudo para ser integrada ao SBU, porém, a bibliotecária
colaborou com a pesquisa.

6

�As listas de discussão mais usadas são Bib-Virtual (bib_virtual@ibict.br) e
Bibamigos (bibamigos-subscribe@yahoogrupos.com.br)8.

Apesar de ter prevalecido o não uso das listas de discussão, 22
bibliotecários consideram que as listas de discussão podem ajudar no/na
desenvolvimento/execução de suas atividades. Tal relação indica que, de forma
geral, por mais que não façam uso, não ignoram o potencial das listas de
discussão.

Dos 10 bibliotecários que estão cadastrados em listas de discussão,
apenas três as utilizam como meio para conseguir ajuda e somente quatro
participam das discussões, geralmente, enviando mensagens de 1 a 5 vezes por
mês.

A maioria dos bibliotecários não confia plenamente nas respostas
recebidas por meio da lista de discussão, tendo como referência principal para
determinar a confiabilidade a relação entre o tipo da questão e quem a responde.

Quanto à compreensão do que são as listas de discussão, 11 bibliotecários
as entendem como um canal de comunicação e 12 como um canal de
comunicação e fonte de informação. Destacam-se dois comentários feitos por
dois bibliotecários:

“[...] acho que as listas de discussão são apenas uma troca de informações online”.

“Eu vejo essa possibilidade de interação como se me mirasse num olho d’água
(reflexo em movimento), as listas registram esses movimentos que na sua grande
maioria se perderia em nossos pensamentos”.
8

Os bibliotecários destacaram outras listas que utilizam identificando-as na opção “outras”:
Exlibris (exlibris@library.berkeley.edu), COMUT on-line (listserv@ibict.br), Bibliovagas
(bibliovagas@grupos.com.br), BCI_UFSCar (bci-ufscar@yahoogroups.com); Normas de
Documentação (normasd@yahoogrupos.com.br), Profissionais de Ciência da Informação
(profissional.cinformacao@grupos.com.br) e ANCIB (ancib@yahoogrupos.com.br).

7

�Em relação às vantagens do uso das listas de discussão, todas as opções
foram identificadas como relevantes, apesar de que cada bibliotecário,
obviamente, tenha destacado aquelas que lhe são mais notáveis. As vantagens
identificadas no questionário foram:
•

ficar atualizado em relação às novidades e acontecimentos da área;

•

contar

com

apoio

colaborativo

de

profissionais

distantes

geograficamente;
•

ter contato com profissionais experientes;

•

poder solicitar ajuda quando o acervo e recursos próprios da instituição
não são suficientes para atender a determinada demanda;

•

ter um espaço para manifestação de idéias e pensamento.

Além das vantagens indicadas no questionário, os bibliotecários ainda
apresentaram duas outras: meio para a localização de pessoas e endereços de
instituições e identificação de informações sobre outras instituições.

Quanto aos principais problemas de uma lista de discussão, propostos no
questionário, todos foram considerados relevantes, sendo eles:
•

excesso de recebimento de e-mails e/ou notificações;

•

discussão de temas, a partir de visões pessoais, sem embasamento
científico;

•

demora nas respostas das questões e pedidos de ajuda enviados;

•

falta de respeito, por parte dos participantes, quando possuem visões
discordantes a respeito de algum tema ou situação discutidos;

•

uso da lista para pedidos de ajuda/discussão de temas divergentes do
objetivo principal da lista de discussão.

Percebeu-se

um

maior

destaque,

por

parte

dos

bibliotecários

respondentes, aos dois primeiros problemas. Outros dois foram identificados, na
opção “outros”: autopromoção e falta de ética profissional.

8

�CONSIDERAÇÕES FINAIS

Apesar dos bibliotecários que participaram do estudo fazerem uso de uma
lista de discussão institucional, considerável maioria não utiliza as listas de
discussão da área (externas à instituição) como meio para resolver questões de
referência.

Esse é um fato preocupante uma vez que as listas de discussão podem
representar um excelente instrumento (canal) para resolução de questões de
referência que não são resolvidas a partir dos recursos informacionais existentes
na instituição.

As listas de discussão podem ser úteis, por exemplo, quando em
determinados casos, é possível solicitar ajuda, por meio delas, para atender
determinada questão e/ou receber indicação de um recurso informacional que
poderá ser a fonte para encontrar a resposta desejada. Em outros casos, por
meio da lista de discussão é possível obter a própria resposta desejada,
constituindo-se na própria fonte de informação.

Como identificado na análise e resultados, os bibliotecários reconheceram
problemas e vantagens quanto ao uso das listas de discussão. Obviamente, como
no caso do uso de qualquer outro recurso, existem dificuldades quando do uso
das listas de discussão. Porém é importante destacar as vantagens e dedicar uma
maior atenção quanto à compreensão dos reais benefícios que diretamente o uso
das listas de discussão pode trazer para o cotidiano dos profissionais que
trabalham com o atendimento de questões de referência, e indiretamente, para os
usuários.

Diante do caráter exploratório deste estudo, devido ao universo da
pesquisa ter se limitado a uma única instituição, aconselha-se o desenvolvimento
de novos estudos em diferentes instituições.

9

�REFERÊNCIAS
BÖHMERWALD, P.; CENDÓN, B. V. Vantagens das listas de discussão como
fonte de informação pessoal e profissional.Enc. Bibli: R. Eletr. Bibliotecon. Ci.
Inf., Florianópolis, n. 16, 2. sem. 2003. Disponível em:
&lt;http://www.encontros-bibli.ufsc.br/Edicao_16/Cendon_vantagens.pdf&gt;. Acesso
em: 26 jul. 2006.
ESTRÁZULAS, M. Interação e cooperação em listas de discussão. Disponível
em: &lt;http://www.nied.unicamp.br/oea/mat/interac_listas_monica_lec.pdf&gt;. Acesso
em: 25 jul. 2006.
FELIU, V. Estudio sobre las Listas de distribución: Edulist, Edutec y
Psicoeduc. 2000. Tesis (Doctoral) - Universidad de Ciencias de la Educación de la
Universidad Rovira i Virgili, Barcelona, 2000. Disponível em: &lt;http://www.rediris.
es/cvu/publ/edulist/tesilist.htm&gt;. Acesso em: 14 maio 2005.
MÁRDERO ARELLANO, M. A.; MESQUITA, C.; NASCIMENTO, L. A. R. Perfil de
usuários de lista de discussão da área de Ciência da Informação. In.:
ENCONTRO DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 6., 2005, Salvador. Anais
eletrônicos... Disponível em: &lt;http://dici.ibict.br/archive/00000264/
01/Perfil_VI_CINFORM.pdf&gt;. Acesso em: 26 jul. 2006.
MOSTAFA, S. P.; TERRA, M. Das cartas iluministas às listas de discussão.
DataGramaZero: Revista de Ciência da Informação, v. 1, n. 3, artigo 02, jun.
2000.
PIAGET, J. Estudos sociológicos. Rio de Janeiro: Forense, 1973.
RODRIGUEZ RECIO, F. J. Análisis de la lista de correo electrónico
Radiología. 2003. Tesis Doctoral - Universidad de Málaga. Departamento de
Radiologia y Medicina Física, Oftalmología e Otorrinolaringologia, 2003.
Disponível em: &lt;http://www.rediris.es/cvu/publ/TESIS-Listas.PDF&gt;.
Acesso em: 15 maio 2005.
SOUTO, L.F. Referência virtual: e-mail como ferramenta de interação com
usuários remotos de bibliotecas digitais. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 13., Natal, 2004. Anais... Natal: UFRN, 2004.
1 CD.
TERRA, M.C. A comunicação informal dos profissionais da informação: lista
de discussão. 1998. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) - Pontifícia
Universidade Católica de Campinas, Campinas,1998.

10

�Anexo 1
Pesquisa - Uso de listas de discussão em serviços de referência

1)

Você assina alguma lista de discussão, não institucional, das áreas de
Biblioteconomia e Ciência da Informação?

( ) Não

( ) Sim. Em caso afirmativo identifique quais:

( ) Bibamigos
( ) Bib_virtual

( ) Bibliotecários

( ) Ref-Digital

( ) Rede CI

( ) Outras. Quais? __________________________________________________

2)

Você acredita que participar de alguma lista de discussão pode ajudar
no/na desenvolvimento/execução das atividades do serviço de referência?
( ) Não

( ) Sim

3) Quais as principais vantagens de ser assinante de uma lista de discussão?
Assinale todas as opções que você considerar importantes.
(
(
(
(

) Ficar atualizado em relação às novidades e acontecimentos da área
) Contar com apoio colaborativo de profissionais distantes geograficamente
) Ter contato com profissionais experientes
) Poder solicitar ajuda quando o acervo e recursos próprios de sua instituição
não são suficientes para atender a determinada demanda
( ) Ter um espaço para manifestação de suas idéias e pensamento
( ) Outras. Quais? __________________________________________________

4) Quais os principais problemas de uma lista de discussão? Assinale todas as
opções que você considerar importantes.
(
(
(
(

) Excesso de recebimento de e-mails e/ou notificações
) Discussão de temas, a partir de visões pessoais, sem embasamento científico
) Demora nas respostas das questões e pedidos de ajuda por você enviados
) Falta de respeito, por parte dos participantes, quando possuem visões
discordantes a respeito de algum tema ou situação discutidos
( ) Uso da lista para pedidos de ajuda/discussão de temas divergentes do
objetivo principal da lista de discussão
( ) Outros. Quais? __________________________________________________

11

�5) Você envia solicitação de ajuda para a lista?
( ) Não ( ) Sim. Com que freqüência?

Quantas vezes?

( ) Diária
( ) Quinzenal
( ) Semestral

( ) Semanal
( ) Mensal
( ) Anual

( ) 1 a 5 vezes ( ) 6 a 10 vezes
( ) acima de 10 vezes
( ) Outras. Quantas? __________

Que tipo de solicitação? Assinale todas as opções que você considerar
importantes.
(
(
(
(
(

) Localização de documentos
) Solicitação de documentos
) Identificação de vagas de trabalho
) Complementação de referências de documentos
) Outra. Qual? ___________________________________________________

6) Você envia comentários sobre algum tema em discussão nas listas?
( ) Não ( ) Sim. Com que freqüência?

Quantas vezes?

( ) Diária
( ) Quinzenal
( ) Semestral

( ) Semanal
( ) Mensal
( ) Anual

( ) 1 a 5 vezes ( ) 6 a 10 vezes
( ) acima de 10 vezes
( ) Outras. Quantas? __________

7) Caso utilize as listas de discussão, você confia plenamente nas informações
obtidas?
( ) Não
( ) Sim
( ) Depende do tipo da questão
( ) Depende de quem responde
( ) Depende do tipo da questão e de quem responde
( ) Não utilizo

8) O que você considera que as listas de discussão são?
( ) Uma fonte de informação ( ) Um canal de comunicação
( ) Uma fonte de informação e um canal de comunicação
( ) Outro. Qual? ___________________________________________________
Dados opcionais
Nome: _____________________________
E-mail: ____________________________
Área de atuação: ____________________
12

�</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: Acesso livre à informação científica e bibliotecas universitárias.</text>
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            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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                <text>UFBA</text>
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            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Uso de listas de discussão como meio para resolução de questões de referência em bibliotecas universitárias: um estudo a partir do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP.</text>
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              <text>A popularização das tecnologias de informação e comunicação (TIC’s) tem continuamente atingido diferentes camadas sociais e classes profissionais. Assim, o uso de ferramentas como e-mail, softwares de mensagens instantâneas (MSN, Skype), blogs e listas de discussão inseriu-se no cotidiano de muitos indivíduos. Neste contexto, os avanços dos estudos relacionados às TIC’s têm se mostrado cada vez mais intrigantes, a ponto de despertar, nesse momento, especificamente, a seguinte questão: “estão os bibliotecários utilizando as listas de discussão externas a sua instituição como meio para a resolução de questões de referência em bibliotecas universitárias?”. Em busca de respostas a referida pergunta enviou-se um formulário via lista de discussão institucional do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP (biblioteca-l@unicamp.br) aos bibliotecários de referência e demais bibliotecários que trabalham com atendimento ao público. Identificou-se, a partir da realidade de uma única instituição, no caso a UNICAMP, alguns insights que podem colaborar para com a compreensão do objetivo proposto. Tendo-se claras as limitações quanto ao universo da pesquisa acredita-se que a mesma levantou dados (vantagens/problemas e grau de participação nas listas de discussão) que se relacionados com estudos futuros, em outras instituições, poderão ajudar a compreender a questão proposta em nível nacional.</text>
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