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                  <text>Eixo II - Pesquisa e Extensão
UNIVERSITÁRIA
UNIVERSITY EXTENSION

Resumo: Traz um relato de experiência de um projeto de extensão desenvolvido na biblioteca
do campus de Palmas da Universidade Federal do Tocantins de 2016 a 2017. Objetiva
compreender como a biblioteca universitária pode ser um centro formador de comunidades,
bem como apresentar um relato de experiência. Valida-se da pesquisa qualitativa de
fundamentação fenomenológica. Traz quatro categorias manifestas em atividades do projeto
de extensão: formação por meio de filmes/documentários, minicursos, biblioteca humana e o
procedimento de construção de um Boletim InfoMemorial. Conclui reforçando a atividade de
extensão como formativa e construtora de conhecimentos e comunidades.
Palavras-chave: Extensão. Biblioteca universitária. Transdisciplinaridade.
Abstract: It brings an experience report of an extension project developed in the Palmas
campus library of the Federal University of Tocantins from 2016 to 2017. It aims to
understand how the university library can be a center for community formation, as well make
an experience report. It is validated from the qualitative research of phenomenological
foundations. It brings four manifest categories in activities of the extension project: formation
through movies/documentaries, mini-courses, human library and the procedure of
construction of an InfoMemorial Bulletin. It concludes by strengthening the activity of
extension as a formative and constructor of knowledge and communities.
Keywords: Extension. University library. Transdisciplinarity.
INTRODUÇÃO
Este texto é um relato de experiência de extensão desenvolvida no campus de Palmas
da Universidade Federal do Tocantins. Uma terra quente, diversa e multicultural. Por meio
desse projeto de extensão pudemos experimentar uma possível alternativa para o que Cunha
805

�(2010) nos alertou: a biblioteca universitária está na encruzilhada: o que fazer? E com a
paródia de Paul Gauguin: Quem somos nós? De onde viemos e para onde vamos?
Com este relato objetivamos compreender como a biblioteca universitária pode ser um
centro formador de comunidades. Além de Cunha (2010) inspira-nos a fala de Lankes (2012)
para quem a biblioteca deve vencer sua condição de construção de acervos, de produtos e
serviços e seguir para a missão de construir comunidades.
A seguir problematizamos algumas categorias teóricas tais como biblioteca
universitária, formação/educação e extensão. Trazemos um relato breve das quatro atividades
principais do projeto e fazemos algumas reflexões finais. Boa leitura!
REVISÃO DA LITERATURA
A biblioteca universitária possui uma condição problemática em sua definição, ainda
mais quando se pensa em sua funcionalidade, missão e demanda pela comunidade; sua
finalidade tem se alterado ao longo das transformações históricas, sociais, culturais e
tecnológicas da sociedade (CUNHA, 2008, 2010). Compreendemos com Lankes (2012) que
excelentes bibliotecas devem ultrapassar a simples visão de acervos para o foco na construção
de comunidades. A biblioteca universitária deixa de ser a primeira fonte de busca de
informações (CUNHA, 2010) para ser um centro formador, educador, da cultura, da
transformação de comunidades (LANKES, 2012).
Muitas daquelas informações registradas em suportes são lidos e estudados
continuamente, entretanto, os saberes e conhecimentos não podem ser registrados. Por isso,
compreendemos que os saberes, tradicionais e não-tradicionais (DIEGUES, 2001), são das
pessoas, são sujeitados (FOUCAULT, 2007), mas nem sempre são valorizados como
processos formativos (MAIA; SANTOS, 2016).
expressa nas duas significações de cultura, entendida como educação e como sistema de
70; JAEGER, 2011). Por ser inacabado o ser
autonomia, da liberdade, da igualdade, da justiça e da efetiva participação de todos na
discussão, definição e realização da v
processo de formação integral do ser. Entendida assim como paideia, IldeuCoêlho (2012)

806

�afirma que a educação está a serviço do bem viver a vida boa para todos. Isto é, para a vida
coletiva, no reconhecimento de que todos os seres humanos têm direitos iguais.
A educação, então, seria responsável pela transformação social. Entretanto, por si só a
educação não é capaz de fazer a transformação do mundo, mas a implica (FREIRE, 2011).
Para Paulo Freire (2011) não basta tomar consciência da realidade, em especial a
socioeconômica, para que se altere, mas é necessário desvelar o mundo, descortiná- lo, e
conjuntamente com o engajamento na luta política é que se pode realizar aquela
transformação social. E para tal a educação é prática necessária. Por isso, é prática política e
social (MANACORDA, 2006). Nesse cenário compreendemos a extensão universitária.
A extensão pode ser entendida enquanto atividade e enquanto função acadêmica.
Como atividade acadêmica: integra a comunidade acadêmica e a sociedade em programas,
projetos, cursos, eventos, etc. Enquanto função acadêmica da universidade a extensão integra
ensino e pesqu
extensão identifica as demandas sociais, promovendo o intercâmbio entre universidade e
receber as demandas da sociedade e trabalhar com elas para não agir de maneira
assistencialista ou a mandos do mercado (SANTOS; ROCHA; PASSAGLIO, 2016; PAULA,
2013).
Naves (2015) reconhece esse caráter assistencialista da extensão no Brasil. Para a
autora a extensão surge no Brasil na década de 1960 como uma aproximação com a
comunidade, mas a partir de uma visão assistencialista. Nos anos 1980 ultrapassa essa visão e
começa a focar na função social e acadêmica. Nesse âmbito foi importante a atuação do
Fórum de Pró reitores de Extensão (FORPROEX), que prevê a íntima ligação das atividades
com a formação acadêmica e o protagonismo dos estudantes, além da vinculação da
comunidade acadêmica com a comunidade externa.
Nesse sentido, a Universidade garante que suas funções não sejam isoladas do
contexto social, mas que haja uma intervenção na realidade que contribua para o
processo de formação política e crítica que, por sua vez, favoreça a participação dos
sujeitos no processo de constituição de sua história individual e social (NAVES,
2015, p. 18).

As atividades de extensão devem ser compreendidas como processos formativos e de
produção de conhecimento que promovem intercâmbios entre a comunidade acadêmica e a
atividade externa. Apesar de sua pouca valorização como produtora de conhecimento e de
formação, ela é importante tanto na formação do corpo discente, quando na promoção e
valorização de experiências e vivências que dialógica e dialeticamente se relacionam com
807

�aquelas atividades. Nesse sentido, as atividades de extensão contribuem para a formação e
emancipação dos sujeitos envolvidos (NAVES, 2015; PAULA, 2013).
Para Paula (2013), bem como para Naves (2015) a extensão não é ainda bem
assimilada pelas universidades. E ressalta a sua importância social e sua interdisciplinaridade:
[...] a extensão universitária é o que permanente e sistematicamente convoca a
universidade para o aprofundamento de seu papel como instituição comprometida
com a transformação social, que aproxima a produção e a transmissão de
conhecimento de seus efetivos destinatários, cuidando de corrigir, nesse processo, as
interdições e bloqueios, que fazem com que seja assimétrica e desigual a apropriação
social do conhecimento, das ciências, das tecnologias (NAVES, 2015, p. 6).

Na organização das atividades de extensão no Brasil o Fórum de Pro Reitores de
universitária em oito áreas temáticas: saúde, educação, trabalho, meio ambiente,
comunicação, direitos humanos e justiç
p. 20). Essas oito áreas são uma forma de se trabalhar os direitos humanos tanto de primeira
quanto de segunda geração, bem como dos direitos humanos emergentes, aqueles que pensam
a ampliação dos direitos e da cidadania (PAULA, 2013).
À extensão universitária cabe motivar a inteligência da universidade nessas oito
áreas temáticas, articulá-las internamente, e mobilizá-las no sentido do
enfrentamento das questões contemporâneas do ponto de vista da solidariedade e da
sustentabilidade. Nesse esforço são sujeitos tanto os professores, técnicos e
estudantes, quanto os destinatários das ações de extensão, que não se trata de impor,
prescrever, ditar, senão que de compartilhar, dialogar, interagir, que são as
referências dos princípios que regem a extensão universitária brasileira hoje: i) a
indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão; ii) a interação dialógica com a
sociedade; iii) a inter e a transdisciplinaridade como princípios organizadores das
ações de extensão; iv) a busca do maior impacto e da maior eficácia social das
ações;v) a afirmação dos compromissos éticos e sociais da universidade. Tendo o
mais visível de sua ação voltada para a relação dialógica com a sociedade, a
extensão universitária tem também uma importante função interna na universidade,
que é o fato de abrigar órgãos e desenvolver atividades que permitem a decisiva
interligação entre a cultura científica e a cultura das humanidades, que é o papel
decisivo de museus, espaços expositivos, teatros, galerias, bibliotecas, arquivos,
centros de documentação, que são veículos indispensáveis de mediação entre os
produtores de conhecimentos e bens simbólicos e os destinatários dessas ações,
sejam eles estudantes, sejam eles os vários sujeitos externos à universidade,
igualmente legítimos destinatários da ação universitária (PAULA, 2013, p. 22).

É por meio da extensão que se pode fazer uma nova forma de pensar, de agir e
construir o mundo. Os saberes, ciências e vivências são constituintes da experiência e são
também uma forma de construção de conhecimentos (FREUD, 1973; NAVES, 2015;
MORIN, 2000). Por isso compreendemos a complexidade da aprendizagem e do
conhecimento, contra uma visão reduzida de escola, de aprendizagem, de aprender, de viver
(MORIN, 2000).
808

�No cenário da Universidade Federal do Tocantins (UFT) desenvolvemos um projeto
de extensão com quatro atividades: cine-biblio, minicursos de pesquisa em bases de dados e
normatizações técnicas, biblioteca humana e boletim infomemorial que serão descritas e
analisadas mais a frente.
METODOLOGIA
Este é um relato descritivo de uma experiência de extensão (DUARTE, et al, 2013); de
abordagem metodológica qualitativa com fundamentação fenomenológica. A pesquisa
qualitativa não é a pretensa separação das ditas ciências duras, matemáticas, físicas, químicas
e biológicas, mas antes uma nova percepção de mundo, da impossibilidade da separação entre
A lente teórica da fenomenologia nos inspira a perceber os sujeitos como
subjetividades formativas no processo de vivência que consubstancia sua própria construção
tempo vivido, da subjetividade na constituição não somente dos sujeitos, mas do mundo numa
interPara Maria Aparecida Bicudo (2011, p. 30) fenomenologia é uma palavra composta
refere a articulação dos atos da consciência por meio da linguagem enquanto estrutura e
entendido enquanto tradução do vocábulo da língua alemã Lebenswelt (Leben, vida e Welt,
mundo), Lebenswelt, então, é espacialidade e temporalidade do vivido em comunidade, na
cultura.
As atividades de extensão ocorreram de agosto de 2016 a setembro de 2017. Foram
quatro atividades: cine-biblio, minicursos de pesquisa em bases de dados e normalizações
técnicas, biblioteca humana e boletim infomemorial. Todas as atividades foram desenvolvidas
no campus universitário de Palmas, da Universidade Federal do Tocantins. Participaram os
servidores/as da biblioteca, estagiários/as e alunos/as dos cursos de pedagogia, jornalismo e
administração e um professor do curso de biologia do campus de Porto Nacional.
Substanciaram nossas análises pesquisas bibliográficas e documentais. A pesquisa
bibliográfica é sempre utilizada para fundamentar teoricamente o objeto de estudo, entretanto
difere da revisão bibliográfica porque vai além da simples observação de dados contidos nas
fontes pesquisadas já que imprime sobre eles a teoria e a compreensão crítica do significado
neles existentes (LIMA; MIOTO, 2007). A pesquisa documental nos auxiliou na análise da

809

�produção e avaliação de documentos escritos e falados, seus contextos históricos, autoria,
procedência, natureza e conceitos chave (SÁ-SILVA; ALMEIDA; GUINDANI, 2009).
Além desses procedimentos, as duas entrevistas realizadas para a construção do
Boletim InfoMemorial foram conduzidas por meio da metodologia de História Oral. Esta
metodologia busca outras versões para a História, não é uma forma de construção de
com a humanidade, com o ser, com o indivíduo muitas
vezes homogeneizado em dados estatísticos, ditos históricos. [... destaca a] substancialidade e
subjetividade daqueles que fazem A Hi
708).
RESULTADOS
A Universidade Federal do Tocantins (UFT) foi criada com a Lei 10.032 de 23 de
outubro de 2000 e regulamentada pelo Decreto 4.279 de 21 de junho de 2002. Seu primeiro
Vice-Presidente da República José de Alencar em 20 de agosto de 2003. A UFT possui
18.881 alunos, 50 cursos de graduação, 7 campi (Araguaína, Arraias, Miracema, Palmas,
Porto Nacional, Gurupi e Tocantinópolis) e oito bibliotecas, uma em cada campus, sendo que
em Araguaína são duas, 21 programas de mestrado e 5 de doutorado e conta com 2.659
servidores (933 professores e 1.726 técnicos administrativos) (MAIA; OLIVEIRA, 2017;
UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS, 2015, passim).
O projeto de extensão desenvolvido na biblioteca do campus de Palmas se deu de
agosto de 2016 a setembro de 2017. As atividades desenvolvidas foram:
1. Cine biblio. Foram apresentados dois docume

ransexual: a busca pela

identidade
2. Minicursos de pesquisas em bases de dados. Foram duas edições, cada um em um
final de semana. Foram capacitadas 80 pessoas para utilizarem o portal Scielo, o Portal
de Periódicos da CAPES e normatizações técnicas da ABNT.
3. Biblioteca humana, um projeto onde pessoas de diversas idades, credos, classes e
ideologias se encontram e conversam entre si, a ideia é ao invés de se ler um livro, que
se leia uma pessoa e
4. Boletim infomemorial, onde a memória da instituição e das pessoas são contadas,
gravadas e registradas numa perspectiva de valorização de saberes sujeitados. Foram
810

�entrevistadas duas pessoas. As entrevistas foram gravadas e analisadas com base em
procedimentos metodológicos da História Oral.
DISCUSSÃO
O cine biblio trouxe dois documentários com temas sensíveis na contemporaneidade:
foi produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e pela TV Brasil
(VASCONCELLOS, 2014). O documentário traz vivências de pessoas que transitaram para
um outro gênero, diferente daquele atribuído ao nascimento, como uma nova forma de ser e
estar no mundo e sua complexa relação com as questões de identidades, legais e subjetivas, de
preconceitos e performatividades (BUTLER, 2013). Para Butler (2013) gênero não é uma
categoria estanque que se dá no nascimento, mas nas negociações culturais e subjetivas e
performativas. Para Scott (1995) o gênero possui uma característica de significação social,
histórica e cultural. E é justamente com as pessoas transexuais que essas questões de
performatividade e identificação da transgressão das identidades ficam mais evidentes
(BUTLER, 2013; BENTO, 2006).
l foi produzido durante o Primeiro Jogos Mundiais dos Povos
Indígenas, realizado em Palmas/TO em 2015 (SAMARCO, 2015). São apresentadas as
vivências de diversas pessoas indígenas de vários povos do Brasil e do mundo e suas
experiências identitárias, subjetivas, políticas, sociais, econômicas e suas relações com povos
não indígenas. Em todos fica a questão do que é a identidade indígena. Pierre Bourdieu (1998)
problematizou as questões sobre a prentensa ideia de identidade, nossas fotografias,
assinaturas, documentos e as ações culturais que nos forçam a ter e assumir uma pretensa
identidade natural.
Em todos esses momentos de exibição de filmes o foco era sempre o outro, o olhar
com alteridade na constituição tanto da identidade pessoal, da alteridade, da coletividade e
intersubjetividade construídas nas micropolíticas (GUATTARI; ROLNIK, 2005). Sempre
pensando na valorização dos sujeitos e de seus saberes sujeitados (FOUCAULT, 2007, 1979).

811

�Figuras 1 e 2 - exibição dos documentários no projeto de extensão. Da esquerda para a
busca pela
foyer
do primeiro piso. O espaço foi pensado para ser aberto e convidativo.

Fonte: dos autores/as.
Os minicursos aconteceram em dois finais de semana. Na primeira edição o curso foi
totalmente presencial. Foram apresentadas bases de dados de várias áreas do conhecimento,
técnicas de pesquisas online etc. Na segunda edição, o curso foi dividido em dois momentos:
um presencial e outro virtual. Isso se deu para podermos ampliar o contato com os cursistas e
aumentar as possibilidades de interações para o melhor desenvolvimento das habilidades de
pesquisas em bases de dados (MAIA et al, 2016).
O foco desses minicursos era de ampliar a alfabetização científica (LORENZETTI,
2016) e a literácia informacional (LE COADIC, 1996) já que a maioria dos alunos usam
somente o google para fazer suas pesquisas. Seja no ensino por investigação em espaços
formais e não formais o componente crítico é importante para saber avaliar, selecionar e
utilizar as informações científicas com qualidade e acurácia (LORENZETTI, 2016; LE
COADIC, 1996).
Dessa maneira, com os minicursos, acreditamos que auxiliamos nossos usuários a
melhor compreender os processos de construção de conhecimentos, suas validações,
falseamentos e paradigmas (POPPER, 1980; KUHN, 1992).
biblioteca humana
LIBRARY, 2017). Inicialmente íamos utilizar o nome traduzido do original, mas devido a
demora na resposta da ONG Human Library, sediada na Dinamarca utilizamos uma variação

812

�humana essa ação já que finalmente temos a aprovação
daquela ONG para tal. A proposta é que ao invés de se ler um livro, leiam-se pessoas.
A fala é um importante recurso de transmissão de saberes e de memórias (MAIA;
ROCHA; SANTANA, 2017). Por isso nos inspiramos na História Oral e trouxemos pessoas
que queriam contar suas vidas em forma de livros falados. A primeira e única edição se deu
com alunos e alunas de um outro projeto de extensão da UFT, a Universidade da Maturidade
(UMA) que foca na formação de pessoas velhas e sua incorporação na universidade de seus
sab

desenvolver

uma abordagem holística, com prioridade para a educação, a saúde, o esporte, o lazer, a arte e
a cultura, concretizando, desta forma um verdadeiro desenvolvimento integral dos alunos,
DA MATURIDADE, 2017).
Figura 3

Humana

Fonte: dos autores
O espaço físico foi o foyer do primeiro andar, o mesmo utilizado para a projeção dos
filmes. Decoramos o espaço com cadeiras, livros, cordel, imagens, fios e barbantes. Cada
participante/livro vivo escolheu um título que ficou sobre os livros no chão para indicar o
tema do livro-humano e que ficasse visível para os transeuntes, alunos, usuários da biblioteca.
813

�A ação durou duas horas e cada um conversou com duas pessoas, em média. As falas não
foram gravadas, o objetivo era a troca de informações, saberes e vivências, um espaço para
mostrar que o conhecimento pode estar em espaços diferentes daqueles tradicionalmente
acessados, e que são momentâneas e transitivos.
ornasse
frequente, como um boletim, (mas acabou que ficou em somente uma edição). Foram
entrevistadas duas pessoas: Regina Elizabeth Ferreira Freitas Balduíno, uma bibliotecária, e
senhor Bira, extensionista do projeto UMA. Suas falas se relacionam com a memória
institucional da UFT: Ambos tem importância histórica na memória dessa instituição: Regina
foi uma das primeiras bibliotecárias dessa universidade e o senhor Bira é um velho muito
atuante na UMA e em projetos de quadrilhas de São João. Aqui, por questão de espaço
apresentamos algumas falas somente da Regina.
A Regina é uma goiana, que morou muitos anos em Brasília, onde se formou em
biblioteconomia na Universidade de Brasília (UnB) na década de 1970. As falas a seguir são
suas memórias de formação, de vivência na UnB, na UFT e no Tocantins, como mulher,
bibliotecária, servidora pública:
UnB, meu
marido fez economia lá, mais ou menos na mesma época, sim, e depois que nós
casamos, muito novos, resolvemos vir para o interior. Pra Arraias, que ainda era
Goiás, ainda não era Tocantins. E lá eu deixei minha profissão, meu emprego,
depois de alguns anos que a gente ficou lá, uns cinco anos depois de casados,
voltamos pra cuidade dele. E ... pra... trabalhar com agricultura na fazenda, nas
terras dele. A gente achou que era melhor pra nós e depois ele enveredou por um
lado político, Foi prefeito da cidade;... ai em 88 quando dividiu o estado ele
ainda era prefeito, se candidatou a deputado estadual, ganhou eleição, e o
mandato foi tampão de dois anos.. eEle ficou aqui [em Palmas] e eu lá e ai ele
concorreu de novo, tornou eleger e ai eu vim pro Tocantins, porque eu já tinha
três filhos pequenos., Aacabamos ficando em PortoNacional..é... dois anos
porque aqui [em Palmas] nem escola tinha. Então, quando Palmas começou eu já
estava aqui. E fiquei por aqui, não queria emprego público que não fosse na
minha área., Ttive comércio... sim, eEm Arraias nós moramos uns dez anos antes
de vir pra cá, ...comércio,... e depois eu encontrei uma amiga bibliotecária, a
814

�minha vinda pra UFT depois de muito tempo aqui eu encontrei uma amiga
professora da, bibliotecária, a Kátia Maia Flores
Sobre os projetos da UFT ela diz:
os professores fazem. Kalunga vc sabe, é uma
comunidade quilombola. Lá tem esse projeto,tem do mimos, na Canabrava. E tem
uns projetos muito bonitos,. Iinclusive tem um que escreveu um livro agora sobre
os costumes dessa comunidade quilombola, ela leva os alunos e eles fizeram.,
cCada um escreveu uma coisa., uUm artigo., fFoi lançado esse livro agora, dela.,
tTem a tese que já fez também, que escreveu um livro muito bonito com os
quilombolas de... dalagoa da pedra, que é outra comunidade quilombola...esse
trabalho eu acho que os professores de Arraias tão fazendo muito bem
valorizando a cultura de lá. E eu vi no site um desfile de moda quilombola que
acho que vai vir até pra cá [Palmas] que teve lá, as mulheres de lá,vestidas com
vestuário de lá da comunidade deles e tudo, claro que... mas assim, eu acho que é
um trabalho de extensão, é um trabalho bonito, a universidade também, esse lado
no interioré bem desenvolvido, eu não conheço os outros lugares, mas eu sei que
em Porto [Nacional] parece que,pelo fato de lá ter uns... ter comprado uma
biblioteca antiga com obras raras, também, que lá é uma cidade histórica, a
universidade também tem um trabalho histórico com a... a parte história de Porto
[Nacional]. Sim, eu acho que tem sim. Envolvendo a universidade, a comunidade
[...]
Como a UFT é muito nova, foi criada em 2000 e regulamentada em 2002, e
efetivamente iniciou seus trabalhos em 2003, quem trabalha nessa instituição tem sempre o
sentimento de ineditismo, de impotência e das dificuldades. Dessa entrevista com a Regina
ficou a sensação de que ainda somos jovens, podemos fazer muito. O que podemos fazer não
nos é imposto, mas proposto (SARTRE, 2014).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ensino, pesquisa e extensão.: O famoso tripé da universidade. Sabemos que os dois
primeiros são mais valorizados que a extensão, mas sabemos também que já existe um
815

�extenso debate, bem como trabalhos e lutas para que a extensão tenha seu lugar reconhecido
como produtora de conhecimentos e formadora de comunidades.
Aqui problematizamos a biblioteca universitária como espaço de diálogo na
construção de conhecimento junto com a comunidades por meio da extensão.
Um projeto foi desenvolvido de agosto de 2016 a setembro de 2017 na biblioteca do
campus de Palmas da Universidade Federal do Tocantins.
Foram momentos lúdicos, formativos, críticos e trans-formativos com Filmes,
documentários, formações em bases de dados, contatos com experiências diversas, entre
classes, raças, gêneros, sexualidades e intergeracionalidades.
Se como nos lembra Murilo Bastos da Cunha (2010) que a biblioteca universitária está
na encruzilhada e não é mais a primeira fonte de informações de nossos usuários, aprendemos
com ele também e com tantos outros Lankes, Freires, Foucaults, que essa mesma biblioteca
pode ser um centro cultural, de formação com comunidades, de contato com o outro... Outros
saberes sujeitados, necessários, esquecidos, mas sempre necessários. Outras realidades menos
mortas, como nos lembra Chico Buarque.

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816

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              <text>Traz um relato de experiência de um projeto de extensão desenvolvido na biblioteca do campus de Palmas da Universidade Federal do Tocantins de 2016 a 2017. Objetiva compreender como a biblioteca universitária pode ser um centro formador de comunidades, bem como apresentar um relato de experiência. Valida-se da pesquisa qualitativa de fundamentação fenomenológica. Traz quatro categorias manifestas em atividades do projeto de extensão: formação por meio de filmes/documentários, minicursos, biblioteca humana e o procedimento de construção de um Boletim InfoMemorial. Conclui reforçando a atividade de extensão como formativa e construtora de conhecimentos e comunidades</text>
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