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                  <text>Eixo II - Pesquisa e Extensão
PRÁTICAS DE DISPONIBILIZAÇÃO DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA: CONTRIBUIÇÃO À POLÍTICA
INSTITUCIONAL DE ACESSO ABERTO1
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA SCIENTIFIC PRODUCTION PRACTICES:
CONTRIBUTION TO INSTITUTIONAL POLICY OF OPEN ACCESS

Resumo: Os Repositórios Institucionais de Acesso Aberto surgiram como forma de
minimizar a falta de visibilidade da produção científica das instituições e a necessidade de
democratizar o acesso a essa produção. Nesse contexto, objetivamos analisar o Repositório
Institucional da Universidade Federal da Bahia, sua política de autoarquivamento e verificar a
adesão dos pesquisadores da instituição a esse procedimento que é considerado baixo. Para
tanto, foram consultados os envolvidos com a gestão desse repositório, através de entrevistas
semiestruturadas, bem como aplicado um questionário com os pesquisadores da área II,
Ciências da Saúde, identificada como área de maior depósito de conteúdo, e das áreas IV e V,
Letras e Artes, respectivamente, como áreas de menor depósito. Foram verificados os sites do
Registry of Open Access Repository Mandates and Policies e Open Directory of Open Access
Repositories para obter dados de autoarquivamento em países e continentes que adotaram a
Política de Acesso Aberto. Nas análises realizadas, observou-se que, apesar de o número de
repositórios ter crescido de forma expressiva ao longo dos últimos 15 anos, muitos deles se
mantêm pouco povoados. No caso específico da Universidade Federal da Bahia, verificou-se
que há um desconhecimento por parte dos pesquisadores da política vigente, porém destacam
a importância dessa ação. Desse modo, é necessário criar caminhos que viabilizem a
conscientização dos pesquisadores sobre o autoarquivamento, rever a atual política adotada
pela instituição e refletir sobre a adoção de uma política de incentivo que estimule os
pesquisadores a fazer o depósito das suas produções científicas, acadêmicas e artísticas.
Palavras-chave: Repositório Institucional. Universidade. Comunicação científica. Acesso
Aberto. Política de autoarquivamento.
Abstract: Open Access Institutional Repositories have emerged as a way of minimizing the
lack of visibility of the scientific production of institutions and the need to democratize access
to such production. In this context, we aim to analyze the Institutional Repository of the
Universidade Federal da Bahia, its self-archiving policy and verify the adhesion of the
this purpose, a

�questionnaire was used with the researchers involved in the management of this repository,
through semi-structured interviews, of Area II, Health Sciences, identified as the area with the
largest deposit of contents, and of areas IV and V, Letters and Arts, as areas of lower deposit.
The Registry of Open Access Repository Mandates and Policies and Open Directory of Open
Access Repositories sites were checked for self-archiving data in countries and continents that
have adopted the Open Access Policy. In the analyzes carried out, it was observed that,
although the number of repositories has grown significantly during the last 15 years, many of
them remain sparsely populated. In the specific case of the Universidade Federal da Bahia, it
was verified that there is an ignorance on the part of the researchers of the current policy, but
make researchers self-aware, to review the current policy adopted by the institution and to
reflect on the adoption of incentive policy that encourages researchers to deposit their
scientific, academic and artistic productions.
Keywords: Institutional Repository. University. Scientific communication. Open Access.
Self-billing policy.
1 INTRODUÇÃO
O desenvolvimento veloz das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) coloca
em evidência uma diversidade de fontes de informação que modifica, amplia e agiliza a
capacidade de comunicação da informação em todos os níveis e setores da sociedade. No âmbito
da ciência, das universidades e instituições de pesquisa, esse cenário cria possibilidades que
favorecem a divulgação de resultados de pesquisa de modo cada vez mais rápido. Apesar disso,
grande parte da informação produzida não está disponível de forma acessível para a comunidade
acadêmica, científica e a sociedade como um todo. Nesse contexto, surgem os Repositório
Institucionais (RI), com a finalidade de contribuir para a disponibilização da produção
acadêmica dos pesquisadores em Acesso Aberto (AA), minimizando, assim, a baixa visibilidade
da produção.
de disponibilização da produção científica da Universidade Federal da Bahia (UFBA):
co
após um ano da implantação do RI dessa instituição. Em 2016, verificou-se a necessidade de se
aprofundar sobre a questão do autoarquivamento, uma vez que a adesão a essa nova modalidade
não correspondia ao almejado. Partindo-se da hipótese de que as diretrizes da política de AA da
UFBA não contemplam a efetiva prática da disponibilização da produção científica no RI da
UFBA, existe uma questão que necessita de resposta: há uma relação entre a atual política de
AA e as práticas da disponibilização da produção científica? Definiu-se como objetivo geral

�analisar a política vigente e as práticas adotadas para disponibilização da produção científica no
RI da universidade. Como objetivos específicos, tem-se: analisar a atual política de AA da
instituição, verificar o procedimento de autoarquivamento por parte de pesquisadores da
instituição e conhecer o conhecimento dos pesquisadores com relação ao RI da UFBA.
A produção acadêmica e científica traduz a maior importância no conjunto das atividades
universitárias, porque é através dela que o conhecimento produzido no interior da universidade é
difundido e democratizado

uma das finalidades do fazer universitário. Entretanto, apesar de todos

os benefícios dos RI, alguns pesquisadores/professores mencionam que existem desafios a serem
vencidos. Uma dessas dificuldades se refere aos processos de gestão com atividades de inserção de
dados, coleta de informações e resistência por parte de alguns pesquisadores, fator que reflete na
baixa adesão ao depósito voluntário. Daí a justificativa deste trabalho, uma vez que a baixa adesão
ao autoarquivamento inviabiliza a disseminação da produção científica da instituição e contraria

os princípios defendidos pelo AA e o autoarquivamento, segundo Harnad (2015) e defensores
desse movimento.
Para atender os objetivos dessa pesquisa, foram entrevistados os envolvidos com a gestão
do RI da UFBA, que atualmente está vinculado ao Sistema de Bibliotecas da UFBA, através de
entrevista semiestruturada. Também, aplicou-se um questionário com docentes/pesquisadores da
UFBA da área II, identificada como área de maior depósito, e as áreas IV e V, com índice de
menor depósito, após levantamento realizado no RI da UFBA.
2 REPOSITÓRIOS INSTITUCIONAIS BRASILEIROS NA ATUALIDADE
Com a disseminação e adoção das estratégias propostas pelo Movimento de Acesso
Aberto (MAA), um número significativo de instituições implementou RI, trazendo visibilidade
às pesquisas realizadas, e sua utilização ampliou o acesso a um maior número possível de
interessados, o que promove a democratização ao saber. Adota-se a definição de Clifford Lynch
(2003, p. 2, tradução nossa), diretor da União para Informação para RI:
Um conjunto de serviços que a universidade oferece para os membros de sua
comunidade para o gerenciamento e a disseminação de conteúdos digitais, criados pela
instituição e membros da sua comunidade. É essencialmente um compromisso
organizacional com a gestão, desses conteúdos digitais, inclusive preservação de longo
prazo, quando apropriado, bem como organização e acesso ou distribuição.

Os RI têm como princípio o autoarquivamento, tema que tem sido estudado e incentivado
por autores como Stevan Harnad (2009, 2013a, 2013b, 2015) e Alma Swan (2008, 2015).
Apesar das estratégias de incentivo e políticas mandatórias, em muitos países, a adesão pelo

�pesquisador ao AA pela Via Verde

concretizada através da disponibilização dos resultados de

pesquisa, avaliados por pares, em arquivos abertos (BJÖRK et al., 2014)

ainda encontra muitos

desafios. O entendimento dos objetivos do AA e da estratégia da Via Verde em mobilizar os
pesquisadores, retomando o comando no processo de comunicação científica,
é

requisito fundamental para dirigentes de instituições que possuem repositórios e para os

seus gestores.
A consolidação dos RI de cunho científico, mantidos por universidades e institutos de
pesquisa, tem alterado algumas práticas da ciência, principalmente no que diz respeito ao acesso a
publicações com resultados de pesquisa. Tanto que Björk (2005) e Costa (2008), nos modelos de
comunicação científica que apresentam, colocam os repositórios como ferramentas para facilitar o
acesso à produção científica e, com isso, apoiar a disseminação e o uso da informação.

Os repositórios estão em um contexto maior, relacionados com o uso de ferramentas
informatizadas nos processos científicos, ou seja, em todas as etapas da pesquisa.
Passerini de Rossi (2012) afirma que o MAA é muito importante para países em
desenvolvimento, por possibilitar o acesso sem barreiras às informações científicas mais
atualizadas. Da mesma forma que facilita o acesso às publicações, cria oportunidades para os
autores desses países divulgarem suas pesquisas, disseminando-as livremente, potencializando a
sua visibilidade. Entretanto, o modelo de publicação em AA enfrenta problemas; entre eles, a
sobrecarga no processo de avaliação pelos pares, como relata Arns (2014). Esse indício revela a
necessidade de repensar o modelo atual adotado por revistas de AA, principalmente o processo
de submissão, como destaca o autor. A sustentabilidade do modelo do AA ainda é muito
discutida, principalmente para as revistas. A opção de atribuir os custos aos autores tem sofrido
ataques, como apresentam Rizor e colaboradores (2014), revelando a necessidade de
desenvolvimento de modelos de publicação sustentável de AA, apoiado por instituições de
fomento.
Os RI, por sua vez, nascem no âmbito do AA como uma ferramenta representativa desse
movimento, sem competir com as revistas na oferta de acesso. São lócus privilegiados para a
preservação, que expandem a oferta de acesso por conter documentos embargados ou liberados.
Com o consentimento dos editores e das editoras, abre-se o acesso à literatura científica via rede.
O AA pode ser alcançado por dois caminhos: a Via Verde e a Via Dourada. A Via
Dourada se subdivide em duas: a pura e a híbrida. A Via Dourada pura se concretiza por meio de
periódicos publicados por instituições e ocorre a partir da escolha dos pesquisadores em publicar
sua produção cientifica em periódicos de AA, nos quais todos os artigos são disponibilizados online sem barreiras financeiras de acesso à publicação pelo autor, pela instituição e pelo leitor.

�Mas também pode se concretizar por meio de periódicos publicados por editores comerciais, a
partir da escolha do pesquisador em publicar sua produção em periódicos de AA, nos quais
todos os artigos são disponibilizados on-line, sem barreiras financeiras para o leitor, mas com
pagamento de taxas pelo autor ou instituição.
O AA pela Via Verde é concretizado através da disponibilização dos resultados de pesquisa,
avaliados por pares, em arquivos abertos (BJÖRK et al., 2014). Essa disponibilização

é

realizada através do depósito da produção do pesquisador/autor em repositório de AA. Esse

compartilhamento no repositório deve ser feito, segundo a Budapest Open Access Initiative
(Boai), através do autoarquivamento, a primeira estratégia para o alcance do AA.
Fazendo uma análise
(autoarquivamento), Stevan Harnad (1995) declara que o principal fator contra a Via Verde

e

para ele, Via Verde é sinônimo de autoarquivamento
espontaneamente:

limitam o seu crescimento e desenvolvimento e que se traduzem em resistência, inércia ou
RODRIGUES, 2014, p. 111).
Mesmo enfrentando obstáculos, vários países têm adotado o autoarquivamento, feito
pelos pesquisadores ou por alguém de sua equipe. No Brasil, os repositórios têm, de forma
tímida, implementado o autoarquivamento. A maioria dos repositórios se inicia com a
disponibilização de teses e dissertações, colocando o passivo que já estava arquivado em algum
sistema de informação da instituição

em geral, na biblioteca. As universidades brasileiras vêm

definindo a biblioteca como o responsável principal pelo povoamento dos repositórios, o que
traz complicadores na liberação da licença ou cessão de direitos por parte dos autores
(KURAMOTO, 2006).
Quando a biblioteca assume esse papel de arquivar o que seria de obrigatoriedade do
autor, cria a necessidade da assinatura de uma autorização para que ela o faça em seu lugar. É
preciso entender o papel de cada ator nesse processo. O autor ou pesquisador é uma pessoa
altamente capacitada e capaz de executar essa tarefa, mas, dentro da estrutura das instituições de
ensino superior, em muitos casos, há sobrecarga de atividades e funções por vários tipos de
deficiências estruturais. O futuro do AA depende dessa medida de conscientização, uma vez que,
desde seu início, o MAA preconizou que os próprios pesquisadores fizessem o

�autoarquivamento de sua produção científica

o que já está implícito no nome

Um fato importante relacionado a essa forma de depósito é que o autor ou pesquisador,
ao fazer o depósito de sua produção, além de agilizar o povoamento dos repositórios digitais,
ajuda na ampliação da visibilidade da sua produção científica; sem depender de quem quer que
seja, ele deveria ser o maior interessado em divulgar a sua produção. Apesar de iniciativas
isoladas anteriores, o MAA no Brasil iniciou-se por volta da primeira década dos anos 2000,
através de declarações de associações e instituições de ensino e pesquisa em prol da
democratização do acesso à informação científica. Algumas iniciativas políticas foram
consideradas importantes para impulsionar a trajetória do MAA, tais como o Manifesto
Brasileiro de Apoio ao Acesso Livre à Informação Científica no Brasil, a Declaração de
Salvador sobre Acesso Aberto, a Carta de São Paulo, todas em 2005, e também a Declaração de
Florianópolis, em 2006 (KURAMOTO, 2006).
O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) assumiu o papel
da principal entidade, em escala nacional, para articulações políticas e promoção de ações
voltadas para a implantação de repositório nas instituições de ensino e pesquisa. Um dos
objetivos era promover a competência e o desenvolvimento de recursos e infraestrutura de
Massachusets Institute of Techology (MIT) em parceria com a Hewllet-Packard (HP)
desenvolveu o software Dspace e o IBICT no ano de 2004 realizou a primeira tradução deste
-39).
Com o advento de novas TIC para disseminação do conhecimento científico, Kuramoto
(2006, p. 93) aponta um momento propício para a atuação do IBICT em consonância com o
propósito da sua criação. O lançamento do Manifesto Brasileiro de Apoio ao Acesso Livre à
Informação Científica no Brasil, em setembro de 2005, permitiu que o IBICT desse continuidade
a suas articulações para a implantação desse movimento no Brasil. Esse manifesto foi
caracterizado como um documento referência que atribuiu diversas recomendações para a
comunidade científica (autores, editores, agência de fomento e instituições acadêmicas) apoiar o
movimento mundial em favor do AA à informação científica. Entre as recomendações, estão: a
colaboração da comunidade científica para disponibilizar os resultados de pesquisas realizadas
dentro do território nacional, em acesso livre; em acordo com a Declaração de Berlim,
recomenda-se às instituições acadêmicas brasileiras a criação de RI/repositórios temáticos na
perspectiva do acesso livre; e aos autores (pesquisadores), depositar, obrigatoriamente, em um

�repositório de acesso livre, publicações com resultados de pesquisas que foram financiadas com
recursos públicos (IBICT, 2009).
A partir das articulações e visando a promoção do AA no Brasil, o IBICT realizou duas
iniciativas importantes: a implementação de um projeto piloto com a criação de RI e o edital IBICTFINEP/PCAL/XDBD nº 002/2009. Do projeto piloto, cinco universidades federais

Universidade

de Brasília (UnB), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Federal do Rio
Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Universidade Federal de
Pernambuco (UFPE)

foram contempladas com kits tecnológicos para operação do Dspace para

vistas a possibilitar o registro e a disseminação da produção científica destas instituições e

2.1 Repositório Institucional da UFBA
Implantado em 2010, o RI da UFBA
primeiras brasileiras a implantar um RI

a primeira universidade baiana e uma das

se destaca pela contribuição na ampliação da

visibilidade da produção científica da instituição. Além da visibilidade, contribui para a
transparência da produção intelectual e sistematiza uma política de disseminação, de alcance
universal, da contribuição da universidade para o desenvolvimento científico, tecnológico e
cultural. Permite também consolidar um sistema de ordenamento dessa produção, que se faz,
tradicionalmente, de maneira dispersa.
Segundo Uillis Assis, bibliotecário membro da equipe técnica gestora do RI , existem
duas possibilidades para a realização dos depósitos: poderão ser feitos pelos próprios alunos e
professores ou por um funcionário da coordenação do curso ou colegiado. A administração do
RI entende que a coordenação da pós-graduação ou do colegiado é livre na escolha de uma das
modalidades; porém, a recomendação é que os depósitos sejam feitos na modalidade
autoarquivamento.
Quanto às dificuldades encontradas no processo de autoarquivamento por parte dos
depositantes, Uillis Assis informa que os problemas mais reportados são relacionados a informações
sobre os direitos autorais e a inexistência de formulários específicos para alguns tipos de trabalhos.
O RI trabalha com dois tipos de formulários: um destinado para teses, dissertações e Trabalhos de
Conclusão de Curso (TCC) e outro para todos os outros tipos de trabalhos. Ao ser consultado acerca
de ações a serem desenvolvidas para ampliar o número de documentos disponibilizados no RI,
acrescentou que o Sistema Integrado de Bibliotecas (Sibi) tem entrado em contato com os programas
de pós-graduação para divulgar o repositório, através de envio de e-mail para a comunidade UFBA e

�realizado palestras e treinamentos, além de provocar uma mudança na cultura institucional para
autoarquivamento e maior disseminação e divulgação nas redes, como acrescenta a professora Lídia
Brandão, superintendente do Sibi.
Atualmente, no RI da UFBA, estão disponíveis cerca 22.513131 documentos, dentre as suas 43
comunidades, com uma média de 4.003 acessos por dia. Os tipos de documentos estão estabelecidos
dissertações e artigos de periódicos. A comunidade que apresenta o maior número de depósitos é a
Faculdade de Medicina da Bahia (2.489), seguida do Instituto de Saúde Coletiva (1.544). Ainda é
muito baixo o número de depósitos das comunidades da área de Artes

Escola de Belas Artes (218), Escola de Dança (159), Escola de Música (228) e Escola de
Teatro (279). Quando o RI foi pensado para a UFBA, destacouapenas de conteúdos textuais, mas de imagens, vídeos, sons, atendendo à especificidade de
algumas áreas do conhecimento, como é o caso da área de Artes

Música, Dança, Artes

(ROSA, 2011, p. 146). Na prática, esse tipo de disponibilização não vem
ocorrendo.
3 METODOLOGIA E ANÁLISE DOS RESULTADOS
Esta pesquisa configura-se como um estudo de caso, de natureza descritiva, com
abordagem qualitativa e quantitativa e utilizou-se a estratégia de observação direta. A análise
dos resultados foi realizada a partir dos dados coletados através do instrumento de pesquisa e da
revisão bibliográfica realizada. Para a elaboração da fundamentação teórica, recorreu-se à
pesquisa bibliográfica em livros, artigos científicos, trabalhos acadêmicos, teses e dissertações,
tanto no suporte físico tradicional quanto em suporte digital. Utilizou-se bases de dados, como
Scielo Livro, Redalyc, E-lis e RI de diversas instituições para o levantamento da bibliografia
pertinente.
Para analisar as práticas de disponibilização da produção científica da instituição,
aplicou-se um instrumento de coleta de dados
sendo 1 aberta e 11 fechadas

um questionário estruturado com 12 perguntas,

e utilizou-se a ferramenta de questionário on-line Survey Money

para a coleta com os sujeitos que compõem o universo da pesquisa. Deste universo, fazem parte
53 pesquisadores da UFBA bolsistas de produtividade do Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) das áreas II (Ciências da Saúde), IV (Letras)
e V (Artes) do conhecimento, que apresentam maior número de documentos (artigos científicos,
Dados coletados em janeiro de 2018.

�teses, dissertações, comunicações em congresso, livro e capítulo de livro) disponibilizados
caso a área II e menor número

no

as áreas IV e V.

A primeira pergunta diz respeito ao conhecimento que os docentes pesquisadores têm do
RI da UFBA. Do universo da pesquisa, 70,97% responderam que sim, enquanto 29,03%
responderam que não, o que mostra que a maioria dos pesquisadores tem conhecimento da
existência do repositório.
Em 2010, ano de criação do RI da UFBA, um número muito baixo de docentes, cerca de
6,45%, sabia da existência do repositório. Já no período entre 2014 e 2015, há um crescimento
em torno 25,81%; no entanto, esse mesmo percentual equivale aos docentes que dizem ainda não
conhecer o RI.
Ao serem questionados de que modo tomaram conhecimento do repositório, 25,81%
apontam para o Alerta como meio através do qual estabeleceu esse conhecimento. Esse é o
mesmo percentual de quem afirma não conhecer o repositório. Apenas 3,23% atribuem ao
Google ou diretamente no RI esse contato. Os demais percentuais indicam: apresentação em
evento no âmbito da UFBA, 16,13%; indicação de um colega, 9,68%; outros meios, 16,13%.
Com os resultados obtidos, podemos destacar a importância do Alerta na divulgação do
conteúdo do RI. É preocupante, no entanto, que o mesmo percentual desconheça repositório. No
caso do Alerta, ele é enviado por lista a todos da UFBA, ou seja, supostamente, chega ao e-mail
UFBA de todos os pesquisadores/professores. Talvez alguns recebam e desprezem, ou mesmo,
por motivo desconhecido, não recebam de fato.
Quando perguntados sobre o conhecimento da Portaria nº 024/2010, que dispõe sobre a
disseminação da produção cientifica da universidade, apenas 25,81% afirmam conhecê-la,
enquanto a maioria (74,19%) a desconhece. Os resultados apontam que a divulgação da referida
portaria não ocorre de forma satisfatória. Ela está disponível na página principal do RI, no item
Para o posicionamento com relação à adoção de uma política de disseminação da
produção científica da UFBA, os resultados apontam: 70,97% consideram importante para
ampliar a visibilidade da UFBA; 67,74% apontam ser importante para dar retorno a sociedade
dos recursos públicos aplicados; 61,29% acreditam ser importante para a preservação da
memória da UFBA; e 77,4% responderam ser importante para a gestão da produção cientifica da
instituição. Essa questão está dentro do objetivo geral do nosso trabalho: analisar a política
vigente e as práticas adotadas para disponibilização da produção científica no RI, tomando como
objetivos específicos analisar a atual política de AA, estudar os resultados alcançados pelo RI
desde sua criação, identificar e selecionar políticas de AA de instituições similares brasileiras,

�através de seus repositórios, que possam contribuir para a melhoria das políticas atuais adotadas
pela UFBA, justificada pela baixa adesão ao autoarquivamento. Segundo Hill (1995, p. 279 apud
JARDIM; SILVA; NHARRELUGA, 2009), as políticas de informação são projetadas para
responder às necessidades e regular as atividades dos indivíduos, indústria e comércio, de todos
os tipos de instituições e organizações e governos nacionais, locais ou supranacionais. Devem
regular a capacidade e a liberdade de adquirir, possuir e manter a própria informação, usá-la e
transmiti-la.
Quanto ao modo de uso do RI da UFBA, o percentual de docentes que não usam o RI foi
de 51,61%; 16,23% disponibilizam sua produção; 22,58% usam o RI para indicar bibliografia
aos alunos; 22,58% usam como fonte de pesquisa; e 12,90% usam para conhecer a produção dos
colegas. Fica evidenciado que poucos disponibilizam a sua produção.
Foi perguntado aos docentes pesquisadores a partir de quando eles passaram a
disponibilizar a produção no RI. Analisando o gráfico, verifica-se que, no período de 2011 a
2013, houve um aumento considerável de disponibilização de produção docente no RI (16,13%).
Entretanto, no período de 2014 a 1015, esse índice caiu para 6,45% e permanece até 2016.
Quanto aos que não disponibilizam, o índice chega a 77,74%. Pode-se observar que há sempre
uma tendência ao baixo autoarquivamento.
Por fim, ao serem perguntados de que modo ocorre a disponibilização da produção do
docente no RI, questão que possibilitou marcar mais de uma resposta, constatou-se que 67,74%
dos docentes pesquisadores não disponibilizam sua produção no RI; 9,68% fazem
autoarquivamento ou este é efeito por bibliotecários da unidade acadêmica; e 16,13% têm a
disponibilização é realizada por servidores do departamento ou colegiado do programa de pósgraduação. Pode-se observar que, mesmo com bibliotecários e servidores fazendo o
arquivamento, ainda assim, a taxa de adesão ao RI é baixa. Quanto a dificuldade encontrada para
proceder ao autoarquivamento, as respostas indicam: 3,23% consideram o sistema complexo;
6,45% consideram as informações insuficientes no processo de autoarquivamento; 12,90%
apontam a necessidade de treinamento; 22,56% apontam necessidade de uma equipe específica
para auxiliar nesse processo. Entretanto, os maiores percentuais foram de docentes que
desconhecem o RI (32,26%) e outros motivos (38,71%). Pelo resultado, pode-se inferir que um
número muito baixo de docentes tem acessado o RI e, por isso, desconhecem até as dificuldades
para proceder ao autoarquivamento.
Na finalização do instrumento de coleta de dados, uma pergunta aberta permitia que se
apontasse sugestões para a melhoria do processo de autoarquivamento no RI. A maior

�prevalência nas respostas foi a necessidade de divulgação (12) seguido de necessidade de pessoa
de apoio e treinamento (3), enquanto 10 participantes não se manifestaram.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Neste ano de 2018, o RI da UFBA celebra oito anos de implantação. A partir dos dados
levantados nesta pesquisa, fica evidenciado que muito ainda está por fazer para a consolidação desse
portal do conhecimento da instituição, vitrine da pesquisa desenvolvida pelos inúmeros programas
de pós-graduação e grupos de pesquisa. Dentre os docentes/pesquisadores que fizeram parte do
universo desta pesquisa, 71% declararam que sabem da existência do repositório. No período
compreendido entre 2010 e 2015, o número de depósitos foi ascendente, correspondendo aos
primeiros anos de implantação e o esforço inicial para o povoamento.

O Alerta e os eventos no âmbito da UFBA que trataram do RI são os meios apontados
pelos respondentes como propulsores para a divulgação do mesmo, mas fica patente que essas
ações não foram suficientes para incorporar esse conhecimento a comunidade.
Um ponto que devemos destacar como grave é o desconhecimento pela maioria, da
portaria que dispõe sobre a disseminação da produção científica da universidade, apenas um
pouco mais que 1/4 dos docentes pesquisadores

cerca de 25,81%

têm conhecimento de sua

existência. Entretanto, são unânimes quando consideram importante a adoção de uma política de
disseminação da produção científica da universidade, pois, segundo eles: amplia a visibilidade
da UFBA, dá retorno para a sociedade dos recursos públicos aplicados, preserva a memória da
universidade e é de grande importância para a gestão da produção cientifica da instituição.
Mesmo nesse contexto de ampla aceitação da importância do RI, um percentual muito
baixo (32%) dos docentes disponibiliza as suas produções. Quando consultados sobre o modo de
utilização do RI da UFBA, os docentes foram categóricos em informar que, na sua maioria,
indicam como bibliografia para seus alunos e como fonte de pesquisa, ou então para conhecer a
produção dos colegas

isto reforça o importante papel institucional do RI.

Fica patente com os resultados levantados que há uma questão institucional com relação
ao RI que precisa de solução a partir do seu Grupo Gestor (GG), já que ele é responsável por
de junho de 2015, que constituiu o atual GG.
Na sua implantação, o RI contou com uma iniciativa de um pesquisador através do seu
doutorado, buscando no seu percurso a institucionalização dessa ação, uma vez que foi
respaldada desde o primeiro momento pela administração central da UFBA, designando um

�GG

para discutir e propor cada etapa do processo de implantação, que resultou na Portaria nº

024/2010 de 7 de janeiro de 2010 a qual trata da política institucional a ser adotada para o RI.
Percebe-se que, embora o apoio tenha prevalecido nas gestões posteriores, parece haver questões
de caráter operacional que interferem na política de expansão do repositório e, principalmente,
na ampliação da adoção do autoarquivamento por um maior número de pesquisadores.
Atualmente, o Sibi da UFBA é quem coordena o repositório, mas não foi o que ocorreu no
momento de sua implantação, quando a Pró-Reitoria de Pesquisa, Criação e Inovação (Propci)

juntamente com a Pró-Reitoria de Ensino de Pós-Graduação (PROPG) assumiram essa tarefa,
uma vez que não houve entendimento por parte da direção do Sibi, na ocasião da implantação
que essa função seria do sistema ficando a sua participação restrita a validação dos metadados.
Deve-se destacar, naquele momento, a coordenação das duas Pró-Reitorias
PROPG

Propci e

para o povoamento inicial do repositório, já que havia uma equipe com um

coordenador

havia participado do processo de implantação e fazia parte do GG

e quatro

estagiários. Essa equipe conduziu o RI da UFBA para a conquista, em 2011, da premiação do
IBICT por ter sido o RI que em um ano disponibilizou o maior número de artigos científicos.
Com a mudança de gestão em 2014, o apoio ao repositório foi imediato, inclusive
trazendo para a UFBA a realização da 5ª Conferência Luso-Brasileira de Acesso Aberto
(Confoa), que tem como tema central os repositórios e o IBICT representando o Brasil nessa
parceria luso-brasileira. No entanto, não houve entendimento por parte da PROPG quanto à
continuidade do RI sob sua tutela e o mesmo passou para a coordenação do Sibi. A equipe é
bastante reduzida, e, provavelmente por isso, não se tem uma ampliação das ações do
repositório.
Diante das questões levantadas e buscando atender aos objetivos propostos nessa pesquisa,
que têm na política institucional seu foco principal, acreditamos que a nossa contribuição seja
através de recomendações, pois hoje o que o RI necessita é ser, de fato, institucionalizado, e tal
questão passa por adoção de medidas e uma política para o RI, revista e melhor definida. Dentre as
sugestões propostas, destacam-se: intensificar a divulgação e a conscientização da importância do
autoarquivamento por parte dos pesquisadores e seus pares, através de visitas programadas e
previamente agendadas com as unidades de ensino, sobretudo com as pós-graduações e grupos de
pesquisa; atualizar os documentos auxiliares, definidos e organizados a partir das políticas de
funcionamento do RI, como as orientações de uso e tutoriais, elaborando um tutorial com imagem
em movimento que descreva de forma explicativa o processo de depósito; criar medidas de incentivo
ao autoarquivamento, como, por exemplo, os editais pontuarem as produções dos pesquisadores no
RI; intensificar a capacitação e treinamento dos bibliotecários para que possam, de fato, orientar e

�intermediar os pesquisadores e o sistema; adotar um sistema eficaz de dados estatísticos com
divulgação permanente dos pesquisadores e produções com maior número de downloads, por
exemplo; finalmente, utilizar as redes sociais de forma permanente para a divulgação do conteúdo
disponibilizado. Percebe-se que apenas a Editora da UFBA (Edufba) divulga a sua produção no RI.
Destaca-se a importância do Alerta no processo de divulgação, que deve continuar sendo apoiado

na sua execução.
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                <text>Biblioteconomia&#13;
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Os Repositórios Institucionais de Acesso Aberto surgiram como forma de minimizar a falta de visibilidade da produção científica das instituições e a necessidade de democratizar o acesso a essa produção. Nesse contexto, objetivamos analisar o Repositório Institucional da Universidade Federal da Bahia, sua política de autoarquivamento e verificar a adesão dos pesquisadores da instituição a esse procedimento que é considerado baixo. Para tanto, foram consultados os envolvidos com a gestão desse repositório, através de entrevistas semiestruturadas, bem como aplicado um questionário com os pesquisadores da área II, Ciências da Saúde, identificada como área de maior depósito de conteúdo, e das áreas IV e V, Letras e Artes, respectivamente, como áreas de menor depósito. Foram verificados os sites do Registry of Open Access Repository Mandates and Policies e Open Directory of Open Access Repositories para obter dados de autoarquivamento em países e continentes que adotaram a Política de Acesso Aberto. Nas análises realizadas, observou-se que, apesar de o número de repositórios ter crescido de forma expressiva ao longo dos últimos 15 anos, muitos deles se mantêm pouco povoados. No caso específico da Universidade Federal da Bahia, verificou-se que há um desconhecimento por parte dos pesquisadores da política vigente, porém destacam a importância dessa ação. Desse modo, é necessário criar caminhos que viabilizem a conscientização dos pesquisadores sobre o autoarquivamento, rever a atual política adotada pela instituição e refletir sobre a adoção de uma política de incentivo que estimule os pesquisadores a fazer o depósito das suas produções científicas, acadêmicas e artísticas</text>
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