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                  <text>Eixo III - Ensino
POSSIBILIDADES DE ATUAÇÃO DA BIBLIOTECA NO DESENVOLVIMENTO DA
COMPETÊNCIA INFORMACIONAL
POSSIBILITIES OF THE LIBRARY'S ACTIVITIES IN THE DEVELOPMENT OF
INFORMATIONAL COMPETENCY

Resumo: Este artigo é oriundo de uma pesquisa de mestrado que teve como objetivo analisar a
biblioteca de uma instituição de ensino como um possível espaço-tempo de desenvolvimento de
aprendizagens e formação de competência informacional. Para tanto, foi realizada um estudo de
caso em um campus do Instituto Federal do Rio Grande do Sul, o qual nos propomos a apresentar
aqui os dados coletados e a análise desses dados. A coleta desses dados foi realizada através da
aplicação de questionário e de entrevista e para sua análise utilizou-se a técnica de análise de
conteúdo de Bardin. Os resultados obtidos apontaram cinco categorias de análise: acesso à
informação; avaliação da informação; uso da informação; autonomia dos estudantes; possibilidades
de atuação da biblioteca no desenvolvimento da competência informacional. Por fim, realizamos a
triangulação dos dados obtidos pelo referencial teórico, pelo questionário e pela entrevista no
intuito de verificar as possibilidades, tanto da biblioteca quanto dos bibliotecários, em atuarem
como mediadores entre a informação e seu usuário de forma efetiva, fazendo com que a biblioteca
se torne um espaço pedagógico de aprendizagem e de desenvolvimento da competência
informacional.
Palavras-chave: Competência informacional; Educação; Aprendizagem; Letramento.
Abstract: This article comes from a master's research that aimed to analyze the library of a
teaching institution as a possible space-time of learning development and informational
competency formation. For that, a case study was carried out in a campus of the Federal Institute of
Rio Grande do Sul, which we propose to present here the data collected and the analysis of these
data. The collection of these data was done through the application of a questionnaire and
interview. Data analysis followed the technique of content analysis. The research results pointed to
five categories of analysis: access to information; evaluation of information; use of information;
autonomy of students; possibilities of the library's performance in the development of
informational competency. Finally, we performed the triangulation of the data obtained by the
theoretical reference, the questionnaire and the interview in order to verify the possibilities of both
the library and the librarians to act as mediators between the information and its user in an
effective way, making the become a pedagogical space for learning and developing informational
competency.
Keywords: Informational Competency; Library; Learning; Literacy.

�A proposição desse artigo surge após a conclusão de uma pesquisa de mestrado que deu
origem a dissertação A biblioteca como espaço-tempo de aprendizagens e de desenvolvimento da
competência informacional e do desejo de compartilhar os resultados obtidos. Esta pesquisa, que
teve como campo empírico o campus Restinga do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS),
possuía o objetivo de investigar a possibilidade de uma biblioteca de uma instituição de ensino
atuar como um espaço de desenvolvimento da competência informacional.
A relevância do tema está relacionada diretamente com o contexto atual, no qual a
informação tornou-se um ponto crucial para o desenvolvimento do conhecimento. No entanto,
devido ao fluxo intenso e constante de informações é necessário que essa seja selecionada e
verificada pois muitas vezes pode estar incompleta e, até mesmo, equivocada. As instituições de
ensino precisam atuar no sentido de auxiliar seus alunos para torna-los efetivos na busca e seleção
de informações válidas e seguras, além de serem capazes de transformar tais informações em
conhecimento. Dentro desse contexto, a biblioteca, como parte essencial de uma instituição
educativa, pode atuar como um espaço de aprendizagem, na criação de ações, em conjunto com os
docentes, que levem ao desenvolvimento de aprendizagens significativas e de novos
conhecimentos.
Para o desenvolvimento desta pesquisa procuramos demonstrar a importância do
desenvolvimento da aprendizagem, da autonomia e do aprender a aprender para que seja possível o
efetivo desenvolvimento da competência informacional nos estudantes. Essas teorias possibilitam
verificar o papel da biblioteca e dos bibliotecários e sua função educativa na tentativa de responder
à questão proposta por esta pesquisa: Em que medida pode a biblioteca de uma instituição de
ensino configurar-se como espaço-tempo de aprendizagens e de desenvolvimento de competências
informacionais? Cabe esclarecer algumas peculiaridades da delimitação desse campo empírico pois
o IFRS é uma instituição participante da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e
Tecnológica (Rede Federal EPCT), que foi criada por força de lei em 2008169. Essa rede se
caracteriza por atender a tipos de públicos diferenciados, abrangendo cursos técnicos (integrado,
subsequente, concomitante), licenciaturas, graduações tecnológicas, especializações, mestrados
profissionais e doutorados, além de cursos profissionalizantes de formação inicial e continuada e o
Programa de Educação de Jovens e Adultos (PROEJA). Devido a essa diversidade de níveis
educacionais, as suas bibliotecas transitam entre biblioteca universitária e biblioteca escolar, não se
A Rede EPCT foi criada por força de lei e determinou a implantação dessas instituições por todo território brasileiro
Lei n. 11.892, de 29 de dezembro de 2008 (BRASIL, 2008).

�limitando a nenhuma das duas, mas atuando em ambas, gerando assim um tipo misto de biblioteca.
Instituto coexistem, no mesmo espaço físico, dois tipos de bibliotecas sendo: as bibliotecas
universitárias que atendem, principalmente, o público universitário; e as bibliotecas escolares, que
são voltadas para os usuários oriundos do ensino médiopesquisa que realizamos, adotamos a definição de biblioteca multinível.
Dessa forma, foi realizado um estudo de caso qualitativo com análise de conteúdo dos
dados obtidos através da aplicação de um questionário e uma entrevista. Com base no
desenvolvimento do referencial teórico, elaboramos o questionário com a finalidade de identificar
a percepção da comunidade docente em relação ao papel da biblioteca como espaço pedagógico e
no desenvolvimento da competência informacional. Esse instrumento de coleta de dados também
procurou identificar as iniciativas da biblioteca de se inserir como espaço pedagógico assim como
quais os tipos de ações que a comunidade docente acredita que a biblioteca poderia ofertar.

Na revisão bibliográfica que realizamos, percebemos a importância de uma educação que
a capacidade de analisar e discutir informações inteligente e racionalmente, sem aceitar suas
(VARELA, 2005, p. 2). Aqui apresentaremos um breve resumo do que foi desenvolvido na revisão
bibliográfica realizada para a dissertação e que são utilizadas para a fundamentação da análise dos
dados obtidos no questionário e na entrevista.
O processo da aprendizagem tem uma significativa importância para a formação dos
sujeitos, à construção de si mesmo e ao desenvolvimento da autonomia pessoal. Trata-se de um
processo vital, fundamental à manutenção e ao desenvolvimento da vida humana e da própria
sociedade e que se desenrola ao longo da vida, de forma contínua e ininterrupta (PIAGET, 1978 e
2007). Na perspectiva de Piaget (2007), o processo de desenvolvimento cognitivo do ser humano
ocorre ao longo de quatro fases, estando o avanço para o estágio seguinte dependente do que foi
desenvolvido no anterior. Observa-se que a passagem de um estágio para o outro depende do ritmo
individual na aquisição de novas habilidades (PIAGET, 1978), e que isto resulta de uma ação do
sujeito sobre o objeto, na qual as estruturas evoluem sequencialmente nas fases descritas por
Piaget.

�Reconhecemos em Piaget um entendimento semelhante ao de Kant (2005) no que se refere
de estratégias (condições) inatas

próprias do sujeito

por meio das quais tem início o processo

de interação e consequentemente o des
2001, p. 39). Dessa maneira, a teoria de Piaget aproxima-se da teoria de Kant no que diz respeito à
ênfase dada à atividade do sujeito e estabelece uma relação entre o processo de aprendizagem, o
desenvolvimento da autonomia e da capacidade de aprender a aprender. Os processos de
aprendizagem, como instâncias de constituição dos sujeitos e das sociedades, precisam desenvolver
uma série de capacidades ou competências nos sujeitos aprendentes, orientando os processos
formativos ao desenvolvimento da autonomia dos estudantes.
Nesse contexto, entendemos que a escola tem como desafio possibilitar aos alunos que a
procedimento

MACEDO, 2008, s.p.), proporcionado, com isso, uma

aprendizagem significativa. Para desempenhar esse pap
aluno para o uso inteligente da informação disponível através da tecnologia [...]. O processo de
aprendizagem a partir de uma ampla variedade de fontes é o desafio crítico para as escolas na

processos
apropriação, é que fará com que a informação seja transformada em conhecimento. Maar (1995, p.
da experiência formativa não se esgota na relação
formal do conhecimento [...] mas implica uma transformação do sujeito no curso do seu contato
transformador com o objeto na realidade. Para isto se
Bari (2010) ressalta que a educação tem papel importantíssimo na capacitação das pessoas
para que possam usufruir de forma competente do conhecimento produzido pela humanidade. Para
pessoas adquiram competências para localizar, avaliar e usar
informações, o que implica, por parte dos bibliotecários, em ações mais complexas, pois as
pessoas, além de tornarem-se leitores, necessitam ser competentes para aprender por meio da
(CAMPELO, 2010, p. 185). A competência informacional pode auxiliar no
desenvolvimento de pessoas aptas a utilizarem a informação de forma autônoma e eficiente. E as
bibliotecas podem auxiliar nesse sentido proporcionando situações de aprendizagem que lhes
auxiliem a desenvolver a competência informacional

em agentes

(DUDZIAK, 2001, p. 73). Ao desenvolver essa

�competência também se busca estimular a autonomia dos discentes não só no que diz respeito a
busca e ao acesso, mas principalmente no emprego da informação recuperada. Desta forma, a
competência em informação é:
[...] um processo de aprendizagem contínuo que envolve informação, conhecimento e
inteligência. É transdisciplinar, incorporando um conjunto integrado de habilidades,
conhecimentos, valores pessoais e sociais, permeia qualquer fenômeno de criação,
resolução de problemas e/ou tomada de decisões (DUDZIAK, 2003, p. 29).

Para que a biblioteca possa contribuir nesse processo de aprendizagem é necessário

27). Essa transformação possibilitaria as bibliot
produção de sentido, nos quais ocorrem a articulação entre o produtor (autor) e o receptor (usuário)
a informação recebida/recuperada e o usuário para que ela possa ser apropriada e transformada em
Segundo Kuhlthau (1999, p. 10), a American Association of School Librarians (AASL)
olaborar no ensino e aprendizagem, fornecer acesso à
informacional. Para Silva et al. (2005), a biblioteca precisa ser proativa para se inserir nessas novas
demandas de informação e atuar como uma facilitadora de novas aprendizagens. Desta forma,
safio das

fornece acesso a recursos de aprendizagem,

Os dados que apresentaremos fizeram parte do questionário enviado aos docentes do
campus Restinga/IFRS e teve como objetivo identificar a percepção dessa comunidade em relação
ao papel da biblioteca como espaço pedagógico e no desenvolvimento da competência
informacional. Esse questionário foi enviado para todo os sessenta docentes desse campus, dos
quais somente dezessete docentes retornaram, ou seja, 28,3% do universo de convidados.

�O questionário foi dividido em três seções: a primeira se refere à autorização de
participação na pesquisa, na segunda seção coletamos alguns dados de identificação e na terceira
lançamos questionamentos referentes aos conceitos de autonomia e de competência informacional
observados pelos docentes em seus alunos. Esta última parte do questionário foi composta de nove
questões. Além disso, o levantamento de dados contou com uma entrevista junto a bibliotecária
desse campus a fim de obter mais informações referente à temática estudada. A entrevista foi
estruturada de forma que os tópicos correspondessem às categorias que emergiram do questionário
e observando a temática da competência informacional, do papel da biblioteca como um espaço
pedagógico e do desenvolvimento da autonomia e do aprender a aprender. Acreditamos que ao
embasar essa pesquisa no referencial teórico, no questionário e na entrevista, obtemos maiores
subsídios para a realização da triangulação dos dados, enriquecendo nossa análise.
Para análise dos dados foi utilizada a técnica de análise de conteúdo de Bardin (2006), que
resultou em cinco categorias de análise: acesso, avaliação, uso, autonomia e possibilidade de
atuação da biblioteca no desenvolvimento da competência informacional. Na análise dessas
categorias, realizamos a triangulação dos dados relacionando o referencial teórico com os dados
oriundos do questionário e da entrevista. A partir da análise dos dados obtidos, foi possível
observar a necessidade da biblioteca atuar de forma mais ativa em ações que proporcione aos
discentes condições mais propicias para o desenvolvimento do letramento informacional. Dessa
forma, esse artigo se propõe a apresentar a análise dos dados obtidos por esta pesquisa.
Como dito anteriormente, dividimos o questionário em três seções, mas aqui
apresentaremos os dados referente a última seção que lançou questionamentos referentes aos
conceitos de autonomia e de competência informacional observados pelos docentes em seus
alunos.
Foram elaboradas nove questões baseadas na pesquisa realizada no referencial teórico e que
observaram as diretrizes da DHI para a aprendizagem permanente, de autoria de Lau (2008),
presidente da Seção de Habilidades Informacionais da IFLA. As diretrizes abarcam os conceitos
de: acesso (o usuário acessa à informação de forma eficaz e eficiente: definição e articulação da
necessidade de informação; localização da informação); avaliação (o usuário avalia a informação
de maneira crítica e competente: avaliação da informação. O usuário; organização da informação);
uso (o usuário aplica/usa a informação de maneira precisa e criativa: uso da informação. O usuário;
comunicação e uso ético da informação). Essas questões tiveram como objetivo verificar a
percepção dos docentes quanto à iniciativa da biblioteca no auxílio aos processos referentes à
pesquisa acadêmica, assim como se os docentes indicam a biblioteca como uma fonte para suas
pesquisas. Ainda a partir da análise das respostas e utilizando a técnica de análise de conteúdo

�elaborados por Bardin (2006), estabelecemos as seguintes categorias: Acesso, Avaliação, Uso,
Autonomia e Atuação da biblioteca.
As primeiras questões dessa seção procuraram identificar a atuação e a utilização da
biblioteca pelos alunos a partir da percepção e/ou indicação dos docentes. Abaixo apresentamos os
dados coletados (Quadro 01) no qual procuramos investigar a diretriz da DHI referente ao acesso,
tendo como foco a busca pela informação na biblioteca e como essa atua, junto ao aluno, para
auxiliar na busca e na ampliação das fontes de informação.
Quadro 01 Questões sobre acesso
A QUESTÃO
ASPECTOS RELEVANTES
C 1) A biblioteca e o
Desconhecem essa informação.
E bibliotecário do campus Imagina que sim.
S
procuram auxiliar os
Não frequentam a biblioteca.
S
alunos nas suas
Promove ações de incentivo à leitura.
O necessidades
Divulga a disponibilidade da biblioteca.
informacionais?
Divulga informações sobre acervo.
Justifique sua resposta.
Auxilia na obtenção de material didático e de consulta.
Orienta no uso do sistema e na localização do livro na estante.
Atua com atenção e interesse.
Bibliotecária promove ações de incentivo à leitura e divulga e-mails
instrucionais de auxílio aos alunos na busca de referências.
Acervo alinhado aos PPCs, atualizado e organizado.
2) Você recomenda que Recomenda, assim como a outras fontes de conhecimento.
procurem o auxílio da
Incentiva o uso da biblioteca, como espaço de busca, reforço e ampliação
biblioteca?
dos conhecimentos.
Por quê?
Bibliotecária atua no auxílio aos alunos.
Como fonte de pesquisa e forma de aprofundar temas.
Recomenda a pesquisa no catálogo.
Recomenda o contato com a equipe da biblioteca.
Considera a biblioteca o coração da instituição.
O uso do acervo é um complemento à sala de aula.
Recomenda como fonte para pesquisa, leitura incluindo a de lazer.
Incentiva o hábito de procurar a biblioteca.
Recomenda o uso dos livros, mas também o espaço para estudos e
pesquisas.
Fonte: autoria própria, 2016.

Prosseguindo na apresentação e análise do questionário, as questões três, quatro e cinco
estão relacionadas ao aspecto da avaliação da informação, conforme ilustra o quadro 02, elencado
pelas diretrizes da DHI. Nesse tópico procuramos identificar a percepção dos docentes quanto ao
uso de fontes variadas e a seleção e avaliação dessas fontes.

�Quadro 02 - Questões sobre avaliação
A QUESTÃO
ASPECTOS RELEVANTES
V 3) Quais as fontes
Google. Sites. Acervo da biblioteca.
A utilizadas pelos alunos
Blogs. Artigos científicos.
L em suas pesquisas
Google acadêmico.
I
escolares?
Bases de dados.
A 4) Você percebe que os Precisa de maior reforço na orientação. Não sabem selecionar.
Ç alunos sabem
Copiam do primeiro site recuperado.
Ã selecionar fontes
Não sabem reconhecer o que é uma produção científica.
O confiáveis para realizar Utilizam sites gerais e de compiladores.
Depende do nível de ensino (médio, técnico ou superior).
seus trabalhos
acadêmicos?
Justifique sua resposta
Utilizam basicamente a internet como fonte, sem critérios de seleção.
Não procuram a biblioteca, ficam restritos ao uso do Google.
Não reconhecem as fontes confiáveis. Usam a wikipedia e blogs.
As correções dos trabalhos devem orientar nesse sentido.
5) Sabe avaliar a
Possui dificuldades para selecionar fontes confiáveis.
informação
Identifica a idoneidade da fonte.
Conhece as principais fontes e autores da área de estudo.
Sabe avaliar a atualidade da informação.
Reconhece a qualidade da informação.
Fonte: Autoria própria, 2016.

Nas questões seis e sete do questionário procuramos mapear os requisitos relacionados com
o uso da informação, conforme ilustra o quadro 03 e na elaboração do texto a partir da informação
recuperada. Observamos a partir dos depoimentos dos docentes, a interrelação das questões
referentes ao acesso, avaliação no qual constatamos que o desenvolvimento dos discentes nos
componentes de uso e acesso influenciam diretamente na utilização eficiente da informação
recuperada.
Quadro 03 - Questões sobre uso
U QUESTÃO
S
6) Quanto ao tratamento
O da informação, os alunos:

7) Quais as maiores
dificuldades
demonstradas pelos
alunos quando solicitados
a fazer uma pesquisa
acadêmica
Fonte: Autoria própria, 2016.

ASPECTOS RELEVANTES
Sabem resumir e esquematizar
Reconhecem a estrutura do texto
Utilizam fontes variadas
Não usam gestores de referências bibliográfica
Dificuldade de síntese e de atuar como leitor crítico, posicionando-se
como autor dos seus textos.
Outros fatores não identificados
Elaboração de texto
Processo de pesquisa
Definição do tema central da pesquisa

Na questão oito procuramos identificar a relação entre o processo de pesquisa e a
autonomia dos alunos no gerenciamento da sua aprendizagem, conforme ilustra o quadro 04.

�Quadro 04 Relação entre o processo de pesquisa e o desenvolvimento da autonomia.
A QUESTÃO
ASPECTOS RELEVANTES
U 8) Os alunos com
Existe relação. Desenvolvem através do hábito de pesquisa.
T maior
Sabem pesquisar e estruturar textos e pesquisa.
O facilidade/habilidade
Depende do nível de conhecimento.
N nesse processo de
A maioria sabe buscar em boas fontes, mas tem dificuldades de elaborar
O pesquisa demonstram
textos.
M ter autonomia no
Percebe a autonomia na iniciativa da busca por informações
I gerenciamento do seu
Alunos do nível superior demonstram mais autonomia que os de ensino
A aprendizado?
médio, pois estes não possuem a maturidade para gerenciar o seu aprendizado.
Justifique sua resposta. São alunos com maior comprometimento, organização e discernimento.
Raramente. Por executarem as tarefas sempre às vésperas dos prazos dados
não aprofundam nem a pesquisa nem o aprendizado
A autonomia na pesquisa esbarra na habilidade de selecionar/organizar os
diferentes elementos que fazem parte desse processo.
Fonte: Autoria própria, 2016.

2 ANALISE DOS DADOS
A análise dos dados obtidos nos possibilitou verificar que, na percepção dos docentes, a
biblioteca consiste em um espaço de estudo, de pesquisa e, sobretudo, de consulta ao acervo local
demonstrando haver certo desconhecimento da potencialidade da biblioteca. Os dados coletados
foram categorizados em cinco tipos, os quais apresentaremos abaixo as análises realizadas a partir
da triangulação dos dados do questionário, da entrevista e do referencial teórico.
a) Quanto a primeira categoria: acesso à informação
Os dados analisados demonstram que os alunos procuram a biblioteca para realizar
pesquisas motivados pela necessidade de sala de aula, restringindo se na maioria das vezes a
realizar pesquisas aos livros do acervo. Nos questionários, os educadores afirmam que a biblioteca
auxilia no aprofundamento dos conteúdos desenvolvidos em sala de aula, mas na entrevista com a
bibliotecária percebe-se que esse aprofundamento se restringe à consulta à bibliografia do curso e
ao uso do espaço. Quanto a questão de capacitar os discentes para o acesso a informação, este
resume se ao treinamento ao acesso do portal de periódicos CAPES, não havendo mais nenhuma
atividade. Não foi possível observar, em ambos instrumentos de coleta de dados, manifestações
referentes à necessidade de ampliação das fontes de informação assim como não houve nenhuma
demonstração referente à possibilidade da biblioteca atuar de forma integrada às atividades de sala
de aula. Em suma, os dados do questionário e da entrevista apontam que questão do acesso se
restringe à disponibilização do acervo, à capacitação no portal de periódicos CAPES e ao auxílio
àqueles alunos que procuram a biblioteca.

�b) Quanto a segunda categoria: avaliação da informação
Foi possível observar a existência de dificuldades dos alunos em avaliar as fontes de
informação, bem como a utilização frequente da ferramenta Google para realizar suas pesquisas e a
utilização do primeiro resultado da busca, sem nenhuma verificação de credibilidade. A única ação
no sentido de capacitar os alunos ocorre na disciplina de metodologia, sendo que é oferecida
somente no final dos cursos. Entendemos que a capacitação e o esclarecimento referentes à
avalição de fontes atuariam de forma a minimizar o problema levantado pelos docentes, evitando
também que os alunos utilizem sem critérios o primeiro resultado encontrado.
Destacamos alguns relatos que evidenciam que cada nível educacional demonstra um tipo
diverso de dificuldade, conforme observado por Piaget (2007) referente a importância da
adequação da formação ao nível de desenvolvimento cognitivo do estudante e ao contexto no qual
ele está inserido. Isso demonstra a necessidade de adequação das ações de capacitação e de
desenvolvimento da competência informacional ao longo da vida escolar do aluno. Somente com
um trabalho de acompanhamento adequado à cada nível de aprendizagem será possível superar as
dificuldades relatadas em relação à capacidade de avaliar as informações disponíveis, denotando
que o sujeito adquiriu competência informacional e autonomia.
c) Quanto a terceira categoria: uso da informação
Essa categoria trouxe dados muitos semelhantes ao anterior, ficando centrada nos docentes
toda a capacitação dos alunos, mas restrita as aulas de metodologia. Obtivemos dados conflitantes
nos quais alguns relatam que os alunos tratam a informação de forma adequada, enquanto outros
afirmam que a utilização demasiada do recurso de copiar e colar. Também foram relatados
problemas na escrita e nas questões de plágio e da necessidade de formar os estudantes para uma
postura ética, crítica e reflexiva diante dos conteúdos ou temas abordados. Entendemos que a
elaboração de textos críticos, que observem as questões éticas do uso da informação, necessita ser
fomentada de forma ampla e constante com os discentes.
d) Quanto a quarta categoria: autonomia dos estudantes
Os docentes relatam que existe uma relação é perceptível entre a competência no processo
de pesquisa e a autonomia, pois alunos que demonstram ter uma competência informacional mais
desenvolvida também possuem mais autonomia no gerenciamento da aprendizagem. Segundo os
dados obtidos, os alunos que explicitam essas características possuem o hábito de pesquisar,
conseguem selecionar melhores fontes e elaboram textos de melhor qualidade e ainda demonstram
ter um maior comprometimento, organização e discernimento quanto ao próprio processo

�formativo. Apesar do reconhecimento da relação entre competência informacional e autonomia,
percebemos que essa competência se desenvolve de forma intuitiva no discente pois não existe
nenhuma prática de formação da competência informacional e da capacidade de reflexão crítica.
Acreditamos que, ao oportunizar ao aluno o desenvolvimento da competência informacional e da
autonomia, estaremos contribuindo para que tenhamos pessoas com maior capacidade de
questionamento e de reflexão, capacidade de aprender a aprender e, assim, possibilidade de se
manter aprendendo ao longo da vida.
e) Quanto a quinta categoria: possibilidades de atuação da biblioteca no desenvolvimento da
competência informacional
Alguns docentes reconhecem que a biblioteca poderia promover ações que auxiliassem no
desenvolvimento da competência informacional dos alunos, entre elas ações de capacitação dos
estudantes na realização de pesquisas acadêmicas, através de oficinas de pesquisa, de normalização
e da qualificação em estratégias de pesquisa. Para tanto seria necessário estabelecer uma
comunicação mais efetiva com os docentes para possibilitar a elaboração de ações conjuntas para a
formação dos alunos. Na entrevista foi possível observar que, mesmo em ações cotidianas como
levar os alunos para o espaço da biblioteca para a utilização dos livros do acervo, não é realizada
nenhuma combinação prévia com a bibliotecária. Esse procedimento reforça a visão da biblioteca
como um repositório de informações na qual realizam-se pesquisas no acervo físico, sem a
mediação do bibliotecário e sem utilizar nenhum outro recurso a não ser o acervo.
A biblioteca em questão oferece poucos treinamentos para os alunos, mas tem uma forte
atuação individual com os alunos que frequentam seus espaços em busca de informações ou com
aqueles que solicitam ajuda. Essa atuação individual está relaciona à prática de educação de
usuários e ao serviço de referência, abordado no referencial teórico. No entanto, para o
desenvolvimento da competência informacional, a autonomia do estudante e a reflexão crítica,
entendemos ser necessário o desenvolvimento de atividades diversificadas e sequenciais, sendo
imprescindível o apoio institucional para a mudança da percepção da biblioteca e para que ela se
torne um espaço pedagógico
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Essa pesquisa teve como objetivo analisar as possibilidades de uma biblioteca configurar-se
como espaço-tempo de aprendizagens e de desenvolvimento de competências informacionais.
Procuramos demonstrar a relevância da aprendizagem contínua, do desenvolvimento da autonomia

�e da competência informacional. A partir da coleta e a análise de dados destacaram se cinco
categorias relacionadas à temática investigativa: acesso, avaliação, uso, autonomia e possibilidade
de atuação da biblioteca no desenvolvimento da competência informacional.
Observamos nessa pesquisa a necessidade da renovação das instituições de ensino
viabilizando o desenvolvimento da autorreflexão crítica dos sujeitos, de forma a atingirmos a
autonomia e a emancipação (VILELA, 2007). Nesse sentido as bibliotecas podem atuar de forma
conjunto com os docentes na estruturação de experiências formativas que auxiliem os estudantes
na obtenção da autonomia do refletir através do desenvolvimento da competência informacional.
Para tanto, é necessário que o coletivo de educadores e de gestores da instituição percebam a
necessidade de desenvolver espaços que proporcionem experiências formativas que sejam capazes
de contribuir na aprendizagem e no desenvolvimento dos discentes. A biblioteca pode se inserir
como um dos espaços que proporcionam uma experiência formativa diferenciada, atuando como
mediadora entre a informação e o estudante e no desenvolvimento da competência informacional.
Assim, a biblioteca, conforme destaca Kuhlthau (2002, p. 10), tem a possibilidade de se constituir
s recursos informacionais irão se constituir num rico manancial
para propiciar o desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias para viver e
Para tanto, o bibliotecário deve conduzir a biblioteca a uma atuação mais proativa se faz,
buscar parcerias com os docentes e manter um diálogo com a direção do campus de forma a
mostrar a importância de inserir a biblioteca no planejamento pedagógico. Acreditamos que os
bibliotecários já possuem a preocupação e a intenção de auxiliar no desenvolvimento dos alunos,
assim como de tornar a biblioteca um espaço vivo e de ampla utilização pelos alunos. Dessa forma,
a organização da biblioteca, o processamento técnico do material, os treinamentos para uso das
bases de dados, normas e outros, todos são formas adotadas pelos bibliotecários para atuar como
mediadores da informação.
Ao inserir a biblioteca como um espaço de desenvolvimento da competência informacional,
a atuação do bibliotecário estará mais relacionada ao trabalho de mediação. Sendo assim, o
profissional terá que focar seu trabalho na criação, desenvolvimento e implantação de atividades
que visem dar condições para à geração da competência informacional, da autonomia e do
aprender a aprender. Esse tipo de atividade deve ser elaborada com a finalidade de educar os
alunos para o acesso, a avaliação e o uso da informação. Com isso, seriam criadas oportunidades
de desenvolvimento e de formação de um sujeito crítico a partir da qualificação da pesquisa
acadêmica, com a ação conjunta dos docentes.

�REFERÊNCIAS
BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2006.
BARI, Valéria Aparecida. A inclusão social e a competência informacional: uma situação
universitária. Interdisciplinar. Ano 5, v. 10, p. 343-360, jan/jun. 2010
CAMPELLO, Bernardete. Perspectivas de letramento informacional no Brasil: práticas educativas
de bibliotecários em escolas de ensino básico. Encontros Bibli: Revista Eletrônica de
Biblioteconomia e Ciência da Informação, Florianópolis, v. 15, n. 29, p.184-208, 2010. Disponível
em: &lt;https://periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/viewFile/15182924.2010v15n29p184/19549&gt;. Acesso em 30 jun. 2015.
DUDZIAK, Elisabeth Adriana. A Information Literacy e o papel educacional das bibliotecas.
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Universidade de São Paulo, São Paulo, 2001.
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KANT, Immanuel. Textos seletos. 3.ed. Petrópolis: Vozes, 2005.
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              <text>Este artigo é oriundo de uma pesquisa de mestrado que teve como objetivo analisar a biblioteca de uma instituição de ensino como um possível espaço-tempo de desenvolvimento de aprendizagens e formação de competência informacional. Para tanto, foi realizada um estudo de caso em um campus do Instituto Federal do Rio Grande do Sul, o qual nos propomos a apresentar aqui os dados coletados e a análise desses dados. A coleta desses dados foi realizada através da aplicação de questionário e de entrevista e para sua análise utilizou-se a técnica de análise de conteúdo de Bardin. Os resultados obtidos apontaram cinco categorias de análise: acesso à informação; avaliação da informação; uso da informação; autonomia dos estudantes; possibilidades de atuação da biblioteca no desenvolvimento da competência informacional. Por fim, realizamos a triangulação dos dados obtidos pelo referencial teórico, pelo questionário e pela entrevista no intuito de verificar as possibilidades, tanto da biblioteca quanto dos bibliotecários, em atuarem como mediadores entre a informação e seu usuário de forma efetiva, fazendo com que a biblioteca se torne um espaço pedagógico de aprendizagem e de desenvolvimento da competência informacional.</text>
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