<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="5866" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.libertar.org/items/show/5866?output=omeka-xml" accessDate="2026-06-22T23:10:16-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="4930">
      <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/49/5866/SNBU2012_005.pdf</src>
      <authentication>b76acd305eaa147c1f87ae62b6f6bbc9</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="62672">
                  <text>ã

StrIIinirio

~

s;

N.aoonIId~
1ibtI.IKtf

""

U1riff11f1~Ns

Política e economia da informação: mercado editorial , movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

EM BUSCA DE DIRETRIZES QUE GARANTAM O FUNCIONAMENTO
E CONSOLIDAÇÃO DOS REPOSITÓRIOS INSTITUCIONAIS
BRASILEIROS:
a questão das Políticas Informacionais de Auto-Arquivamento

Renato Reis Nunes
Mestrando em Ciência da Informação pela Universidade Federal Fluminense (UFF) ,
Bibliotecário do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ) ,
Campus São Gonçalo, RJ

Resumo
A filosofia de acesso livre ao conhecimento científico surgiu da necessidade dos
pesquisadores em ampliar o acesso e, consequentemente, a visibilidade aos
resultados de suas pesquisas maximizando, em última instância, o desenvolvimento
da ciência . O mote do movimento mundial em favor do Acesso Livre aos resultados
de pesquisa é, portanto, a disseminação ampla e irrestrita dos resultados de
pesquisas, principalmente as financiadas com recursos públicos. Os repositórios
institucionais são uma das ferramentas que se mostram como alternativa para a
comunicação da ciência livre de barreiras de acesso. Porém , para a ampla
consolidação dos Repositórios Institucionais, faz-se necessário a implementação de
políticas mandatórias que apoiem o auto-arquivamento das publicações científicas
por parte dos pesquisadores. Busca-se estudar, através de análise comparativa ,
experiências consolidadas de Repositórios Institucionais que possuam políticas de
depósito. A análise, realizada em três experiências de Repositórios Institucionais de
nível internacional , foi ancorada, principalmente, em critérios de citação na literatura
da área e dados estatísticos. Como resultado da pesquisa, pretende-se propor
diretrizes necessárias para construção de uma política de depósito para Repositórios
Institucionais Brasileiros.

Palavras-Chave:
Comunicação Científica; Acesso livre à Informação; Repositórios institucionais;
Políticas Mandatórias.

Abctract
The Open Access philosophy to scientific knowledge appeared of the necessity of the
researchers in extending the access and , consequently, the visibility to the results of
his research maximizing, in last instance, the development of science. The goal of
the world-wide movement for Open Access is, therefore, the ample and unrestricted
dissemination of the results of research, especially those financed with public funds.
Institutional Repositories (IR) are one of the tools that are shown as an alternative to
science communication barrier free access. However, for wide consolidation of IR, is
necessary to implement policies that support the mandatory self-archiving of scientific
publications by researchers. The aim is then to study consolidated experiences of IR
that have mandatory policies. The analysis was anchored mainly on the criteria of
citation in the literature and statistical data. As results, we developed guidelines
necessary for building a policy of mandatory deposit for Brazilian Institutional
Repositories.

24

�ã

StrIIinirio

~

s;

N.aoonIId~
1ibtI.IKtf

""

U1riff11f1~Ns

Política e economia da informação: mercado editorial , movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

Keywords:
Scientific Communication .
Mandatory

Open

Access

Initiative.

Institutional

Repositories.
Policies.

1 Introdução
A informação técnico-científica, considerada como a base de todo o
desenvolvimento científico e tecnológico de uma nação, encontra dificuldades no
que diz respeito ao acesso e disseminação das mesmas, já que em sua maioria são
publicadas por periódicos cujo acesso é restrito, sendo possível, na maioria dos
casos, somente através da assinatura de tais revistas.
Com o surgimento das novas tecnologias de informação e comunicação no
final do séc. XX, ferramentas voltadas para gestão informacional foram surgindo e
diversos paradigmas estão mudando, visto que estas tecnologias visam facilitar o
acesso à informação científica em meio digital através da Internet.
Dentre as diferentes ações que compõem o atual sistema de publicação da
ciência, os periódicos científicos têm sido um dos mais afetados por estas novas
ferramentas de gestão. Destaca-se, também, no atual sistema de publicação
científica , as possibilidades advindas de movimentos da "filosofia aberta", como o
Movimento de Acesso Livre a Informação (Open Access Movement - OA 1), e a
Iniciativa dos Arquivos Abertos (Open Archives Initiative - OAf).
É neste contexto que surgem os Repositórios Institucionais (RI), ferramentas de
disseminação da informação técnico-científica que permitem o armazenamento,
recuperação e disseminação de documentos acadêmicos, administrativos e científicos
de uma instituição de forma integrada. Os Repositórios Institucionais reforçam a ideia
de que todos os materiais de pesquisa devem estar disponibilizados publicamente na
internet, sem restrições de acesso, sobretudo as pesquisas desenvolvidas com
recursos oriundos de agências públicas de fomento à pesquisa, tendo como exemplo
brasileiro a CAPES, CNPq, FINEP.
As estratégias de criação de Repositórios tem registrado progresso, visto que,
em Novembro de 2011 , existiam mais de 1.900 Repositórios Institucionais e
Temáticos em universidades e centros de pesquisa espalhados pelo mundo,
segundo registro do Diretório de Repositórios de Acesso Aberto (OpenDOAR ,
nov/2011). Porém, segundo pesquisadores e incentivadores da "filosofia aberta",
apesar do número expressivo, a adoção de Repositórios no meio acadêmico
encontra-se em quantitativos aquém do esperado.
Dentre os desafios relacionados por Guédon (2004) , um dos mais importantes
diz respeito a como agregar valor aos Repositórios, assim como ampliar sua
visibilidade, visto que há uma forte percepção de que o material impresso garante
confiança e autoridade, e o material digital ainda não alcançou este status quo.
Quebrar o que pode ser entendido por alguns pesquisadores como "perda de tempo"
em fazer o auto-arquivamento de uma produção científica que já esta disponível em
canais formais , como , por exemplo , periódicos científicos, é o grande desafio para a
ampla consolidação dos Repositórios (WEITZEL, 2006).
Neste sentido, as políticas informacionais de auto-arquivamento podem ser
1

2

http://www.openarchives.org/
http://www.eprints .org/

25

�ã

StrIIinirio

~

s;

N.aoonIId~
1ibtI.IKtf

""

U1riff11f1~Ns

Política e economia da informação: mercado editorial , movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

uma atribuição de valor, dando ao pesquisador o respaldo necessário para publicar
sua pesquisa no RI. Segundo Steven Harnad (2004), no atual estágio embrionário
em que se encontram algumas iniciativas em favor do acesso livre, somente através
de mandatos de depósito, como uma política informacional de auto-arquivamento,
será possível reunir, em uma plataforma única, toda produção científica gerada em
uma instituição.
Assim sendo, nesta pesquisa procuraremos analisar experiências de
Repositórios que já possuam políticas de auto-arquivamento fundamentadas e
aprovadas por seu corpo institucional, de forma a estudar tais políticas e, a partir
desta análise, propor diretrizes para criação de políticas de depósito em iniciativas
de Repositórios Institucionais Brasileiros.
Diante do exposto, esta pesquisa tem como objetivo geral analisar Políticas
Informacionais de Auto-Arquivamento no intuito de propor critérios e diretrizes que
garantam o funcionamento, consolidação e visibilidade dos Repositórios
Institucionais Brasileiros.

2 Revisão de Literatura

o advento da Internet vem causando um impacto muito grande em várias
áreas da sociedade. A facilidade de acesso e disseminação da informação científica
passa a acontecer em meio digital através da rede mundial de computadores,
iniciando o aparecimento de novas alternativas para a comunicação científica
(INSTITUTO ..., 2005).
Anualmente são produzidos 2,5 milhões de artigos em 25 mil periódicos,
abrangendo todas as áreas do conhecimento, línguas e países (HARNAD, 2006, p.
1). Porém, a maioria das universidades e instituições de pesquisas do mundo dispõe
de recursos financeiros apenas para assinar uma mínima fração desses títulos, o
que torna essa gama informacional disponível apenas a uma parcela reduzida de
prováveis usuários, ou seja, as pesquisas publicadas estão obtendo somente uma
fração quase insignificante de seu potencial de uso e impacto.
Diante de tal panorama, surge, entre os cientistas do mundo inteiro, a
preocupação com o aumento da visibilidade e do acesso aos resultados de seus
trabalhos, visando ampliar o impacto e a produtividade e, por conseguinte,
maximizar o progresso da ciência e tecnologia.
Neste sentido, surgem dois grandes movimentos internacionais: a Iniciativa
dos Arquivos Abertos (Open Archives Initiative - OA/) e o Movimento de Acesso
Livre à Informação (Open Access Movement - OA) . O Movimento de Acesso Livre à
Informação, aplicado à pesquisa científica, tem sido visto como fator que maximiza o
acesso à pesquisa propriamente dita, elevando e acelerando seu impacto e,
consequentemente, sua produtividade, progresso e resultados.
Segundo Stevan Harnad, um dos principais divulgadores da Iniciativa de
Acesso Livre a Informação no mundo, as duas estratégias a serem seguidas no
âmbito da concretização do Acesso Livre denominam-se Via Dourada e Via Verde
(HARNARD et ai , 2004).
A Via Dourada se dá através de revistas de acesso livre que não fazem uso
dos direitos do autor (copyright) para restringir o acesso e uso do material que
publicam, assim como não cobram assinaturas nem taxas de acesso em suas
versões on-line. Estas revistas procuram utilizar outros métodos para cobrir suas
26

�ã

StrIIinirio

~

s;

N.aoonIId~
1ibtI.IKtf

""

U1riff11f1~Ns

Política e economia da informação: mercado editorial , movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

despesas, como taxa para versão impressa e taxas de publicação.
Há 2 vias para o acesso livre: a via dourada - golden road - (publique seu
artigo numa revista de acesso livre) e a via verde - green road - (publique
seu artigo numa revista que não é de acesso livre porém também o autoarquive num arquivo de acesso livre). Somente 5% das revistas são
douradas, porém mais de 90% já são verdes (isto é, elas deram aos seus
autores o sinal verde para o auto-arquivamento); porém somente por volta
de 10 a 20% dos artigos são auto-arquivados. Para alcançar 100% de
acesso livre, o auto-arquivamento precisa tornar-se obrigatório pelos
empregadores e financiadores dos pesquisadores, como o Reino Unido e os
Estados Unidos recentemente recomendaram , e as universidades precisam
implementar tal obrigação (HARNAD et aI., 2004).

A Via Verde implica no auto-arquivamento de artigos publicados nas revistas
científicas em papel e/ou digital com acesso restrito (ou seja, que cobram
assinaturas) nos Repositórios Temáticos ou Institucionais, disponibilizando uma
versão digital do mesmo, sendo esta de acesso gratuito. Para tal , é imprescindível
que os pesquisadores engajem-se no movimento, conforme recomenda Harnad :
Alguns editores têm feito sua parte em resposta à demanda da comunidade
científica pelo acesso livre dando seu sinal verde aos autores para o autoarquivamento. Agora é hora da comunidade científica procurar fazer mais.
Não é suficiente sentar-se e esperar que todas as 25.000 revistas
convertam-se para a via dourada. E certamente não é justo que os
pesquisadores exijam que os editores façam todos os sacrifícios e ponham
sua conta em risco enquanto a comunidade científica não se preocupa em
tomar providências para promover o acesso livre para seus próprios artigos,
simplesmente os auto-arquivando (HARNAD et aI. , 2004) .

Existem, portanto, diversas maneiras de se publicar e/ou tornar os
documentos científicos disponíveis para o acesso livre. Nada impede, conforme
relatado por Harnad, que se publique um artigo numa revista de acesso restrito e,
posteriormente, faça o auto-arquivamento do mesmo trabalho em um repositório de
acesso livre. O que se faz necessário neste momento é despertar nos editores e
cientistas a importância de se concretizar tais ações o mais rápido possível ,
acelerando assim o progresso científico e, por consequência, o desenvolvimento das
nações como um todo (HARNAD et aI., 2004).
De fato, a crise dos periódicos científicos foi, sem dúvida, um dos fatores que
motivou mudanças na comercialização e na forma de acesso as publicações
científicas.
Assim , pode-se dizer que o Movimento de Acesso Livre à Informação é,
principalmente , o resultado: (i) de uma reação dos pesquisadores ao modelo de
negócios de editoras comerciais de revistas científicas (e os preços das assinaturas
cada vez mais altos); da (ii) crescente conscientização do aumento de impacto
provocado pela disponibilização de documentos científicos livres de barreiras quanto
ao acesso (econômicas e de copyright) ; e das (iii) potencialidades das tecnologias
da informação e da comunicação, cujo expoente máximo é a internet. O mote do
movimento mundial em favor do Acesso Livre a resultados de pesquisa , portanto, é a
disseminação ampla e irrestrita dos resultados de pesquisas financiadas com
recursos públicos.
É neste cenário que surgem novas ferramentas voltadas para disseminação
da informação em meio digital, como a Biblioteca Virtual, a Biblioteca Digital e suas

27

�ã

StrIIinirio

~

s;

N.aoonIId~
1ibtI.IKtf

""

U1riff11f1~Ns

Política e economia da informação: mercado editorial , movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

ramificações, aqui pontuada pelos Repositórios Institucionais.

2.1 Os Repositórios Institucionais

Os Repositórios Institucionais inserem-se nos movimentos da "filosofia
aberta", como a Iniciativa dos Arquivos Abertos (Open Archives Initiative - OAI) e
Movimento de Acesso Livre a Informação (Open Access Movement - OA).
A filosofia aberta baseia-se nos conceitos de
[...] [i] software aberto (ou livre), para o desenvolvimento de aplicações em
computador; [ii] arquivos abertos, para a interoperabilidade em nível global;
e [iii] acesso aberto - questão mais polêmica - para a disseminação ampla
e irrestrita de resultados da pesquisa científica (COSTA, 2006, p. 40).

Conforme visto, os movimentos OAI e OA visam promover o acesso livre e
irrestrito à literatura científica e acadêmica, favorecendo o aumento do impacto do
trabalho desenvolvido pelos pesquisadores e instituições. Também contribuem para
a reforma do sistema de comunicação científica, reassumindo o controle acadêmico
sobre a publicação, aumentando a competição e reduzindo o monopólio das revistas
das editoras comerciais, reforçando a ideia de que o conhecimento não é algo
comercial (RODRIGUES ET AL, 2004).
Basicamente, os Repositórios Institucionais são coleções digitais de
documentos que armazenam , preservam , divulgam e dão acesso à produção
intelectual de uma ou mais universidades e/ou instituições de pesquisa. Essas
coleções podem ser produzidas por pesquisadores, docentes, discentes e demais
membros da instituição. Os Repositórios Institucionais são responsáveis por divulgar
e preservar informações científicas da instituição que os abrange (RODRIGUES ET
AL,2004).
Crow (2002) define os Repositórios Institucionais como "um arquivo digital de
produtos intelectuais criados por uma comunidade de pesquisadores, estudantes e
professores de uma instituição". Para Lynch (2003), os Repositórios Institucionais
são "um conjunto de serviços que a instituição oferece aos seus membros para o
gerenciamento e disseminação de materiais digitais criados na instituição".
Segundo o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (2005),
"os Repositórios Institucionais incentivam o gerenciamento e a publicação pelo
pesquisador (através do auto-arquivamento), utilizando a tecnologia da OAI e
podendo ser acessados por diversos provedores de serviços on-line nacionais e
internacionais" .
Sobre a relevância de um repositório institucional em uma universidade,
Lawrence (2003) pondera que: "os repositórios institucionais são uma manifestação
visível da importância emergente da gestão do conhecimento na educação superior".

2.2 A importância das políticas informacionais de auto-arquivamento para a
consolidação e visibilidade dos Repositórios Institucionais

28

�ã

StrIIinirio

~

s;

N.aoonIId~
1ibtI.IKtf

""

U1riff11f1~Ns

Política e economia da informação: mercado editorial , movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

As políticas de informação surgiram no intuito de auxiliar a gerir este
crescente aumento do fluxo documental, dado ao crescente número de informações
produzidas no período pós Segunda Guerra Mundial:
política de informação tem sido definida como um conjunto de princípios,
leis, diretrizes, regras , regulamentos e procedimentos inter-relacionados que
orientam a supervisão e gestão do ciclo vital da informação: a produção,
coleção , organização, distribuição, disseminação, recuperação , uso e
preservação da informação (ANDRYCHUCK, 2004 apud JARDIM, 2009).

Diversos países têm manifestado apoio em favor do movimento de acesso
livre ao conhecimento, sejam eles desenvolvidos ou em desenvolvimento. Esse
apoio pode ser aferido por meio da análise crescente de implementações baseadas
no modelo OA em distintos países espalhados pelo globo. Países como Estados
Unidos, Reino Unido, Alemanha e Japão assumiram a liderança do movimento
através de inúmeros estudos, manifestos e eventos que visam legitimar as iniciativas
em prol do acesso livre (KURAMOTO, 2008).
Para alcançar o tão desejado sucesso do movimento de acesso livre ao
conhecimento científico, é fundamental que os grandes produtores deste
conhecimento, ou seja , as universidades e institutos de pesquisas, além de
implementarem ferramentas baseadas no Modelo da Iniciativa dos Arquivos Abertos,
procedam à construção de políticas informacionais de auto-arquivamento que
garantam o depósito dos documentos gerados no âmbito de suas instituições.
Os Repositórios Institucionais são uma alternativa para o problema da
pressão feita por editores científicos para conseguirem ter a exclusividade da
informação científica, criando barreiras para que os pesquisadores que publiquem
em seus periódicos não adiram a tais iniciativas de acesso livre, forçando, assim, a
comunidade científica a pagar para ter acesso a estas informações.
Com os custos extorsivos das publicações periódicas científicas, uma nova
ordem mundial está se impondo: a criação de repositórios institucionais nas
universidades e instituições de pesquisas aliada a um mandato legal que
obriga os pesquisadores a depositarem os seus resultados de pesquisa
publicados
em
revistas
científicas
reconhecida
nacional
e
internacionalmente (KURAMOTO, 2008).

Para melhor entendimento, faz-se necessário definir o termo mandato de
depósito :
são instrumentos instituídos através de medidas legais ou administrativas,
que obrigam o autor vinculado à instituição ou que teve sua pesquisa
financiada por recursos públicos, a depositar uma cópia de sua pesquisa no
repositório da instituição a qual esteja vinculado (HARNARD, 2008) .

Neste sentido, a criação dos mandatos de depósito é vista como uma reação
à baixa resposta da política do depósito voluntário , que tem resultado em índices de
adesão considerados baixos, e que deve constituir-se na solução para que sejam
obtidos índices de arquivamento (depósito) significativos.
Conforme ressalta Harnad, devido ao fracasso das políticas voluntárias de
auto-arquivamento, onde apenas 12 a 15% dos textos produzidos são depositados
voluntariamente, surgiram às políticas mandatórias, ou compulsórias, como
procedimento eficaz para garantir a quase totalidade dos depósitos de trabalhos
produzidos em uma instituição (HARNAD, 2007; RODRIGUES, 2011).
Ressaltar, porem, que uma política mandatória, em qualquer instituição, visa
apenas a criar mais uma atribuição entre outras já realizadas pelos seus

29

�ã

StrIIinirio

~

s;

N.aoonIId~
1ibtI.IKtf

""

U1riff11f1~Ns

Política e economia da informação: mercado editorial , movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

funcionários, como, por exemplo, no caso das universidades, conduzir pesquisa
científica, preparar plano de curso, elaborar material curricular, ministrar aulas,
avaliar, orientar monografias, dissertações e teses, participar de bancas, etc.

3 Considerações Parciais
A inserção dos mandatos de depósito no âmbito institucional enriquece o
conteúdo do repositório, ao passo que ali estará depositado toda a produção gerada
naquela instituição, favorecendo o controle bibliográfico, a recuperação da
informação, dentre tantos outros inúmeros fatores.
Com a consolidação e ampla utilização dos RI , os pesquisadores e os centros
de pesquisa podem tirar proveito de vários recursos disponíveis como, por exemplo,
a adoção dos Repositórios como ferramenta nos processos de avaliação dos centros
de pesquisa, assegurando que a produção científica , bem como dados bibliográficos
e texto completo serão facilmente disponíveis; obtenção de relatórios de atividade;
estatísticas de acesso a seus documentos e relatórios de pesquisa; criação de listas
de publicações, entre outros.
Harnad (2008), ainda esclarece que os repositórios com mais sucesso no que
diz respeito ao auto-arquivamento de informações têm sido aqueles cujas
instituições estabeleceram política de depósito mandatório.
A única forma de se atingir os 100% dos resultados de pesquisa em acesso
livre é através de uma política mandatória, que "obriga" os autores a autoarquivarem imediatamente seus postprints revisados de todos os artigos de
periódicos aceitos para publicação, preferencialmente nos repositórios das
instituições a que estão vinculados. Esta estratégia é considerada "o caminho mais
natural, universal e sistemático para se atingir o acesso livre 100% em todo o
mundo, e também o mais rápido e seguro" (HARNAD, 2006, p.2).
Destaca-se, também, que esta pesquisa possui como proposta criar diretrizes
para criação de políticas de auto-arquivamento em Repositórios Institucionais
Brasileiros , tendo em vista que:
~ Mundialmente, segundo dados do OpenDOAR - , existem 1.952 RI , dos
quais 301 possuem algum tipo de política informacional. No Brasil, há 39 RI
em operação, dos quais apenas 04 possuem algum tipo de política
informacional (OpenDOAR, 2011).
~ Destaca-se também que, de acordo com o ROARMAP - , existem 355
políticas mandatórias, de diversos tipos e finalidades, distribuídas no
mundo. A América do Sul possui 2% destes mandatos, enquanto América
do Norte e Europa contribuem , respectivamente, com 24% e 57%
(ROARMAP, 2011).
Considerando que os investimentos em educação e pesquisa no Brasil têm
sido bastante limitados nos últimos anos (KURAMOTO, 2006, p. 19), e diante do
nosso alto potencial de desenvolvimento científico e tecnológico - o Brasil ocupa
atualmente o 13° lugar em produção científica mundial -, urge encontrarem-se
dispositivos para a efetiva inclusão de nossa pesquisa no atual modelo de
comunicação e produção científica ora estabelecido.
Ao analisar a quantidade de repositórios existentes, aproximadamente 1900
segundo Rodrigues (2011), e o número de artigos publicados anualmente, algo em

30

�ã

StrIIinirio

~

s;

N.aoonIId~
1ibtI.IKtf

""

U1riff11f1~Ns

Política e economia da informação: mercado editorial , movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

torno de 2,5 milhões segundo Harnad (2006, p. 1), observa-se que o Brasil , apesar
de possuir uma instituição (USP) bem posicionada no Ranking Web of World
Repositories, não apresenta suas demais instituições e repositórios entre os mais
bem posicionados no ranking. Além disso, poucas publicações brasileiras constam
da Science Citation Index (SCI), o que denota uma dependência do país por
publicações científicas estrangeiras por parte da nossa comunidade científica . Falta,
portanto, maior visibilidade à nossa produção científica para aumentar as chances
de nossos pesquisadores e nossas instituições serem mais conhecidos e
respeitados no exterior.
No segundo ato desta pesquisa, utilizaremos o método comparativo que, de
forma direta, "permite analisar o dado concreto, deduzindo do mesmo os elementos
constantes, abstratos e gerais" (LAKATOS; MARCONI , 2007, p. 107). Ainda segundo
Lakatos e Marconi (2007 , p. 107), o método comparativo "realiza comparações, com a
finalidade de verificar similaridades e explicar divergências". Isto permite, no caso
desta pesquisa, que possamos comparar Repositórios Institucionais distintos no intuito
de buscar aspectos comuns e incomuns no que diz respeito às políticas de depósito
utilizadas, a fim de propor diretrizes para criação de políticas de auto-arquivamento
para Repositórios Institucionais Brasileiros.
Como exposto anteriormente, a implementação da obrigatoriedade do
arquivamento da produção científica é o fator primordial para que as taxas de
depósito sejam consideravelmente aumentadas, visto que, em instituições cuja
participação dos autores depende exclusivamente do incentivo de políticas
voluntárias, as taxas de depósito permanecem baixas.

Referências
COLlNO, Cesar. EI metodo comparativo. In : REYES , R. (Dir.). Oiccionario Crítico
de Ciencias Sociales. Madrid : Universidad Complutense, 2002.
COSTA, Sely Maria de Souza. O novo papel das tecnologias digitais na
comunicação científica . In: MARCONDES, Carlos Henrique et aI. (Org.). Bibliotecas
digitais: saberes e práticas. 2. ed. Brasília : IBICT, 2006. p. 165-183.
CROW, Raym . The case for institutional repositories: a SPARC position paper.
Washington , DC, Scholarly Publishing &amp; Academic Resources Coalition, 2002.
GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 4. ed. São Paulo:
Atlas, 1995.
GUÉDON , Jean-Claude. Toward optimizing the distributed intelligence of scientists:
the need for open access. In : SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS
DIGITAIS, 2., 2004, Campinas. [Trabalhos apresentados ...]. Campinas: UNICAMP,
2004.

31

�ã

StrIIinirio

~

s;

N.aoonIId~
1ibtI.IKtf

""

U1riff11f1~Ns

Política e economia da informação: mercado editorial , movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

HARNAD, Stevan. Optimizing OA self-archiving mandates: What? Where? When?
Why? How? Technical Report, ECS, University of Southampton. 2006. Disponível em:
&lt;http://eprints.ecs.soton .ac.uk/13098/&gt; . Acesso em: 23 mar. 2011 .
Interview: obtained by Ligia Café and Hélio Huramoto. Encontros Bibli.
Florianópolis,
n.
Esp.,
1.
sem.
2007 .
Disponível
em :
&lt;http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/647/518&gt;. Acesso em: 22
fev. 2011 .

_ _ _o

Waking OA"s "slumbering giant": the university mandate to mandate open
access. New Review of Information Networking , v.14, n. 1, p. 51-68, 2008.
Disponível em : &lt;http://eprints .ecs.sotn .ac.uk/17298&gt; . Acesso em : 23 mar. 2011 .

_ _ _o

HARNAD, Stevan et aI. The access/impact problem and the green and gold roads to
open
access.
Seriais
Review,
V.
30,
n.
4,
2004.
Disponível
em :&lt;http://dx.doLorg/10.1 016/j.serrev.2004.09.013&gt;. Acesso em: 15 mar. 2010.

INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA.
Manifesto Brasileiro de apoio ao acesso livre à informação científica. 2005.

JARDIM, José Maria; SILVA, Sérgio Conde de Albite; NHARRELUGA, Rafael.
Análise de políticas públicas: uma abordagem em direção às políticas públicas de
informação. Perspect. ciênc. inf. , Belo Horizonte, v.14, n.1, jan./abr 2009.

KURAMOTO , Hélio. Informação científica : proposta de um novo modelo para o Brasil.
Cio
Inf.
Brasília, vol.
35, n. 2, maio/ago. 2006. Disponível
em:
&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script&gt; . Acesso em : 28 jan. 2011 .

Acesso livre: caminho para maximizar a visibilidade da pesquisa. Revista de
adm. contemporânea, Curitiba, V. 12, n. 3, p. 861-872 , jul./set. 2008.

_ _ _o

LAKATOS, Eva Maria ; MARCONI , Marina de Andrade. Fundamentos
metodologia científica. São Paulo: Atlas, 2007. 315 p.

de

LAWRENCE, Steve. Free online availability substantially increases a paper"s impact.
Nature Webdebates. Disponível em : &lt;http://www.nature.com/nature/ debates/eaccess/Articles/Lawrence.html&gt; . Acesso em: 24 jan . 2011.

LYNCH , Clifford A. Institutional repositories: essential infrastructure for scholarship in
the digital age. ARL Bimonthly Report, 26, 2003.

32

�ã

StrIIinirio

~

s;

N.aoonIId~
1ibtI.IKtf

""

U1riff11f1~Ns

Política e economia da informação: mercado editorial , movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

MARCONDES, Carlos Henrique et aI. (Org .). Bibliotecas digitais: saberes e práticas.
2. ed. Brasília: IBICT, 2006. p. 165-183.
OPENDOAR. Directory of Open Access Repositories. Disponível em :
&lt;http://www.opendoar.org/&gt;. Acesso em: 13 nov 2011 .

ROARMAP. Registry of Open Access Repository Material Archiving Policies.
Disponível em : &lt;http://roarmap.eprints.org/&gt;. Acesso em: 16 nov 2011 .

RODRIGUES , Eloy. Acesso livre ao conhecimento: imperativos éticos e desafios
técnicos para os profissionais da informação: o contributo da Open Archives
Initiative. Universidade do Minho, Braga (Portugal), 2004b. Disponível em :
&lt;http://hdl.handle.netl1822/416&gt;. Acesso em: 9 out. 2011 .

___ o Concretizando o acesso livre à literatura científica: o repositório
institucional e a política de auto-arquivamento da Universidade do Minho.
Universidade
do
Minho,
Braga
(Portugal),
2005.
Disponível
em:
&lt;https://repositorium.sdum .uminho.ptlhandle/1822/3478&gt;. Acesso em : 9 out. 2011 .

----:-__ . O Repositórium - repositório institucional da universidade do munho: da
gênese à maturidade. IN : GOMES, Maria João; ROSA, Flávia (orgs.). Repositórios
institucionais: democratizando o acesso ao conhecimento. Salvador: EDUFBA,
2010.

___ oAcesso livre ao conhecimento: a mudança do sistema de comunicação da
ciência e seus impactos na produção científica . In : Seminário Internacional Acesso
Livre ao Conhecimento. ENSP/FIOCRUZ. Rio de Janeiro, 11-12 abro 2011 .
Disponível em : &lt;http://www4 .ensp.fiocruz.br/biblioteca/
home/exibedetalhesBiblioteca.cfm?ID=12046&amp;tipo=B&amp;word=11/04/2011 &amp;indexadorld
=4&gt;. Acesso em : 18 abr. 2011 .

RODRIGUES , Eloy et aI. RepositóriUM: criação e desenvolvimento do repositório
institucional da universidade do Minho. Universidade do Minho, Braga (Portugal),
2004.

TARGINO, Maria das Graças. Comunicação científica na sociedade tecnológica:
periódicos eletrônicos em discussão. Comunicação e Sociedade, n. 31, p.71-98,
1999.

WEITZEL, Simone da Rocha . O papel dos repositórios institucionais e temáticos na

33

�Política e economia da informação: mercado editorial , movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

estrutura da produção científica . Em Questão, Porto Alegre, v. 12, n. 1, p. 51-71 ,
jan./jun. 2006.

34

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="49">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51396">
                <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51397">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51398">
                <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51399">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51400">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51401">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51402">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51403">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51404">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="62664">
              <text>Em busca de diretrizes que garantam o funcionameto e consolidação dos repositórios institucionais brasileiros: a questão das políticas informacionais de auto-arquivamento.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="62665">
              <text>Nunes, Renato Reis</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="62666">
              <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="62667">
              <text>UFRGS</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="62668">
              <text>2012</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="62670">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="62671">
              <text>A filosofia de acesso livre ao conhecimento científico surgiu da necessidade dos pesquisadores em ampliar o acesso e, consequentemente, a visibilidade aos resultados de suas pesquisas maximizando, em última instância, o desenvolvimento da ciência. O mote do movimento mundial em favor do Acesso Livre aos resultados de pesquisa é, portanto, a disseminação ampla e irrestrita dos resultados de pesquisas, principalmente as financiadas com recursos públicos. Os repositórios institucionais são uma das ferramentas que se mostram como alternativa para a comunicação da ciência livre de barreiras de acesso. Porém, para a ampla consolidação dos Repositórios Institucionais, faz-se necessário a implementação de políticas mandatórias que apoiem o auto-arquivamento das publicações científicas por parte dos pesquisadores. Busca-se estudar, através de análise comparativa, experiências consolidadas de Repositórios Institucionais que possuam políticas de depósito. A análise, realizada em três experiências de Repositórios Institucionais de nível internacional, foi ancorada, principalmente, em critérios de citação na literatura  da área e dados estatísticos. Como resultado da pesquisa, pretende-se propor diretrizes necessárias para construção de uma política de depósito para Repositórios Institucionais Brasileiros. </text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="69365">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
