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A INTERDISCIPLlNARIDADE NA INDEXAÇÃO: UM RELATO DE
ATIVIDADE PRÁTICA NA BIBLIOTECA CENTRAL DA UFRRJ
Ana Paula Lima dos Santos 1, Fátima Assis de Almeida Benthel,
Heloísa Assis de Almeida3, Letícia Schettinj"
1 Mestre em Ciência da Informação, Universidade Federal Fluminense, Niterói , RJ
Especialista em Indexação da Informação, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro,
Seropédica , RJ
3 Especialista em Biblioteconomia , Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica , RJ
4 Especialista em Biblioteconomia, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ
2

Resumo
Discorre sobre a experiência da Seção de Processamento Técnico da Biblioteca
Central da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - SPT/BC/UFRRJ, com
uma sucinta revisão de literatura sobre Interdisciplinaridade, indexação, indexador,
cabeçalhos de assunto e os aspectos que envolvem esses processos. A proposta de
trabalho implantada teve como objetivo dar agilidade, uniformização e consistência a
atribuição de termos no processamento técnico das teses e dissertações recebidas
para tratamento na Biblioteca Central da Universidade Federal Rural do Rio de
Janeiro - BC/UFRRJ por meio de uma parceria interdisciplinar. A experiência
consiste em uma interação entre o Serviço de Catalogação com profissionais que
atuam em áreas específicas do conhecimento. A metodologia utilizada é a descritiva.
Conclui que essa integração gera resultados na consistência das bases de dados e
na atribuição de termos de indexação para uma recuperação eficiente da
informação.

Palavras-Chave:
Indexação; Interdisciplinaridade; Biblioteca Central da Universidade Federal Rural do
Rio de Janeiro; Bibliotecário; Atuação profissional.

Abstract
Discourses on the experience of section of Technical Processing of Central Library of
the Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - SPT/BC/UFRRJ, with a review of
the literature on interdisciplinary, headers of affairs, indexing and the aspects that
involve this processoThe proposal of work implanted had as objective to give agility,
uniformity and consistency to the assignment of terms in technical processing of the
theses and dissertations received for treatment at BC / Rio de Janeiro by means of
an interdisciplinary partnership . The experience consists of an interaction between
the Service of Cataloguing with professionals who work in specific areas of
knowledge . The methodology used and the descriptive. It concludes that this
integration provides results in consistency of databases and the assignment of
indexing terms of an efficient information retrieval.

Keywords:
Indexing; Interdisciplinary ; Central Library of the Universidade Federal Rural do Rio
de Janeiro ; Bibliotecário ; Professional performance .

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1 Introdução
A história da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) remonta
a 1910 quando da criação da Escola Superior de Agricultura e Medicina Veterinária,
vinculada ao Ministério da Agricultura . Em 1943 o "Campus" foi localizado
oficialmente no município de Seropédica, RJ .
As atividades acadêmicas foram iniciadas em nível de graduação superior,
dando prioridade para cursos de Ciências Agrárias. Com o tempo houve a expansão
para outras áreas do conhecimento como Ciências Exatas, Tecnológicas, Biológicas,
Sociais e Humanas.
A evolução natural do conhecimento humano e as novas realidades
educacionais fizeram com que a UFRRJ criasse cursos de Pós-graduação,
vislumbrando a necessidade de aprofundamento dos conhecimentos adquiridos,
tanto por seus docentes quanto por discentes, que almejavam pesquisar, aprofundar
e adquirir novos saberes.
A Biblioteca Central da Universidade Federal do Rio de Janeiro (BC/UFRRJ),
foi criada pela Portaria CNEPA nO 95/1948, na administração do Prof. Waldemar
Raythe, então diretor do Centro Nacional de Ensino e Pesquisas Agronômicas do
Ministério da Agricultura, sendo denominada Biblioteca Central da UFRRJ .
Em 1959, com o assessoramento técnico do Instituto Brasileiro de Informação
em Ciência e Tecnologia (IBICT) , a Biblioteca transferiu-se para o município de
Seropédica, RJ , sendo instalada no 20 andar do Pavilhão Central. Com a expansão
do acervo e dos serviços prestados pela BC/UFRRJ à comunidade acadêmica,
verificou-se a necessidade da transferência do acervo para novas instalações.
Construiu-se novo prédio para a Biblioteca ao lado do Pavilhão Central, cuja
transferência ocorreu em julho de 1973, onde está instalada.
Em 1987, com a participação na Rede BIBLlODATA/CALCO-FGV, teve início
o processo de informatização da Biblioteca Central. A partir de 2004, com a
implantação do Sistema Gerenciador de Bibliotecas Pergamum na BC/UFRRJ e a
migração das diferentes bases bibliográficas existentes na Biblioteca , constata-se
uma série de inconsistências nos cabeçalhos de assunto adotados.
A BC da UFRRJ está subordinada hierarquicamente à Vice-Reitoria da
UFRRJ , conforme estabelecido no Estatuto da Universidade e no seu Regimento. É
constituída por uma Direção e duas Seções: Processamento Técnico e Referência e
Intercâmbio.
Embora existam outras bibliotecas na Universidade, as bibliotecas da UFRRJ
não se encontram administrativamente estruturadas em um sistema .
A Seção de Processamento Técnico (SPT) da BC/UFRRJ, definida pelo
Regimento aprovado pelo Conselho Universitário da UFRRJ em 23 de novembro de
1989, é constituída pelos Setores de Formação e Desenvolvimento de Acervo e
Setor de Processamento Técnico, além de, coordenar as atividades de
processamento técnico de todo material bibliográfico adquirido pela BC . Vale
ressaltar que, a SPT/BC conta com apenas quatro bibliotecários para tratar e
disponibilizar esses materiais.
A seleção, o processamento técnico e a disponibilização das informações
pelas bibliotecas, no tempo devido, necessitam de interação com as tecnologias que
atendam com agilidade e presteza as necessidades, tanto dos bibliotecários quanto
dos usuários. Nada disso terá valor se, entre processamento técnico e usuários

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finais, não ocorrer um diálogo afinado.
Com objetivo em atender a comunidade universitária em sua demanda por
informação, os bibliotecários, em especial , os da Seção de Processamento Técnico
da BC/UFRRJ, vislumbraram na interação com especialistas de diferentes áreas do
conhecimento, na informatização do acervo documental e nos demais serviços, uma
resposta ao enfrentamento da situação em questão.
A proposta de trabalho implantada no Serviço de Catalogação teve como
objetivo dar agilidade, uniformização e consistência a atribuição de termos no
serviço de indexação das teses e dissertações recebidas na Biblioteca Central
através de uma parceria interdisciplinar. A experiência consiste no trabalho realizado
entre o Serviço de Indexação com profissionais que atuam em áreas específicas do
conhecimento, proporcionando integração que irá gerar resultados na consistência
das bases de dados de cabeçalhos de assunto e na atribuição de termos de
indexação da Seção de Processamento Técnico para uma recuperação rápida e
eficiente da informação.
A Seção de Processamento Técnico sempre em busca de novas alternativas
e soluções de forma a promover o acesso eficiente e atualizado à informação, faz
uso do maior número possível de recursos técnicos e informacionais disponíveis
para desenvolver com qualidade suas atividades, o que viabiliza a sua missão que é:
Processar tecnicamente de forma normalizada os documentos e
materiais bibliográficos em qualquer suporte, adquiridos pela
Biblioteca Central, de maneira atualizada, ágil e de qualidade,
utilizando-se do Sistema Pergamum, das tecnologias e técnicas mais
eficientes e eficazes, disponibilizando-os para toda a comunidade
acadêmica, tendo em vista as necessidades informativas de seus
usuários, de forma a obter um resultado eficaz e consistente na
pesquisa e recuperação desses documentos, e com a perspectiva de
cooperação entre instituições congêneres. (SPT, 2011 , p.4)

Diante do exposto, cabe uma reflexão: como desempenhar um trabalho de
qualidade, sem recursos, estrutura, além de poucos profissionais qualificados,
diante de uma grande demanda de trabalho?
O que pretende-se com esse relato, é demonstrar como um Setor de esfera
pública , "driblou" algumas adversidades que contribuem para que uma equipe não
consiga desempenhar suas funções plenamente , tanto pela carência de mão de obra
qualificada, quanto pela ausência de recursos e estrutura necessária, para tal.
O presente artigo apresenta as experiências e resultados das atividades
práticas desenvolvidas na Seção de Processamento Técnico da Biblioteca Central
da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, em especial o Serviço de
Indexação, para uniformizar e padronizar as atribuições de assuntos nas bases
bibliográficas da BC, com o objetivo de se evitar inconsistência de informações na
base de cabeçalhos de assunto do Sistema Gerenciador utilizado.
Para situar a consciência interdisciplinar no trabalho em equipe, será
apresentada, de modo, sucinto, a revisão de literatura.

2 O Trabalho Interdisciplinar

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A interdisciplinaridade se apresenta, nos dias de hoje, como uma
possibilidade de se contrapor a fragmentação do conhecimento estabelecida pela
ciência moderna , calcada no modelo de racionalidade criado por Descarte e Newton .
Desse modo, é considerada como uma forma de melhorar as relações de trabalho,
com o advento tecnológico e a formação das redes informacionais.
Segundo Japiassu (1976) interdisciplinar é o mesmo que comum a uma ou
mais disciplinas ou áreas do conhecimento, ou seja, o que está relacionado ou
ligado a algo. A interdisciplinaridade se define e é elaborada "por uma crítica das
fronteiras das disciplinas, de sua compartimentação, proporcionando uma grande
esperança de renovação e de mudança no domínio da metodologia das ciências
humanas". (JAPIASSU, 1976, p. 54).
A etimologia do termo disciplina tem origem no latim discere e quer dizer
aprender e, de seu derivado, discipulus, aquele que aprende. (MAHEU, [1999?]).
Fazenda (1993) ressalta que no idioma latino dentre as diversas conotações que
podem ser atribuídas ao prefixo inter, uma delas é troca e a disciplina seria o mesmo
que ensinamento, instrução, ciência . "Logo, a interdisciplinaridade pode ser
compreendida como sendo a troca, de reciprocidade entre as disciplinas ou ciências,
ou melhor, áreas do conhecimento" . (FAZENDA, 1993, p.21).
A interdisciplinaridade sendo a interação com uma ou outra área do
conhecimento facilita o aprendizado e o andamento de pesquisas e trabalhos, pois é
onde podemos utilizar a troca de informações formando uma interação recíproca a
fim de realizarmos algo produtivo e satisfatório. Mas definir interdisciplinaridade não
é tão simples assim conforme argumenta Japiassu (1976, p. 72) : "devemos
reconhecer que não possui ainda um sentido epistemológico único e estável. Tratase de um neologismo cuja significação nem sempre é a mesma e cujo papel nem
sempre é compreendido da mesma forma".
Para que a interdisciplinaridade aconteça com sucesso e as disciplinas
"dialoguem", é necessário que existam representantes qualificados de cada uma
delas. É importante que os profissionais estejam abertos ao diálogo, que consigam
identificar o que lhes falta e o que podem receber dos outros. Essa atitude só é
adquirida quando se propõe uma abertura no desenvolvimento do trabalho em uma
equipe interdisciplinar. Nesse contexto, a interdisciplinaridade não se apresenta
simplesmente como um conceito teórico, mas como uma prática individual: "a
interdisciplinaridade não pode ser aprendida , apenas exercida". (JAPIASSU , 1976,
p. 82).
A interdisciplinaridade tem proporcionado infinitas possibilidades para avanços
de estudos nas mais diversas áreas do conhecimento, a abordagem interdisciplinar
na representação e organização do conhecimento é uma delas.
Existem vários autores como, Dalberg (1978) ; Campos (2003) ; Greisdorf
(2000), entre outros, que tratam da temática interdisciplinaridade na representação
da informação. Esses diferenciados cunhos analíticos são muito interessantes à
medida que traçam novos horizontes á nossa instrumentalidade enquanto
profissionais da informação. Todavia , nessa dinâmica existem possibilidades e
limites que estão imbricados a este contexto de se trabalhar de forma
interdisciplinar.
Como possibilidades se podem elencar novos diálogos para a (re)
configuração do conceito em questão, que é o trabalho interdisciplinar. Quanto aos
limites pode-se evidenciar o senso comum e o ecletismo, senso comum no sentido

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de fazer sem uma configuração científica e ecletismo na ideia de buscar uma
apropriação dos melhores fundamentos filosóficos nas diversas áreas do saber uma
vez que for possível essa integração científica.
Nesta esfera é importante recordar que existem várias argumentações
teóricas que tratam de delinear esta temática interdisciplinar, contudo cabe aos
profissionais ligados a informação seja bibliotecário, documenta lista ou arquivista, a
apropriação de determinada teoria a fim de melhor assimilar as demandas
informacionais que estão presentes em seu cotidiano de maneira crítica do real. O
profissional das diversas áreas do conhecimento tem enxergado na atividade
interdisciplinar, ou seja, no diálogo com outras áreas do conhecimento, alternativas
para resolver problemas tanto práticos como teóricos.

2.1 Indexação: uma abordagem prática interdisciplinar
Em linhas gerais Lancaster (2004) define a indexação como um processo que
identifica o assunto de que trata o documento. Entendemos que a indexação é uma
atividade que exige do indexador concentração e domínio do assunto, e, sendo
assim, cada vez mais endossam-se as palavras deste autor sobre a influência do
indexador no processo de indexação é o que chama Lancaster dos processos que
se referem ao indexador. Para Knight (1974 , p. 21) o indexador "é a pessoa que
realmente examina as páginas sob todos os pontos de vista", dessa forma, a
indexação traz ao consulente maior relevância e precisão, evitando a revocação.
E, conforme Gil Leiva (1999, p.19-20), no que se refere ao conceito de
indexação, o autor afirma que a maioria dos conceitos são incompletos por se
referirem, muitas vezes, apenas aos documentos como fontes de análise, ignorando
a pergunta do usuário, afinal o usuário é o maior interessado nesse processo. Para o
autor, a indexação ocorre em dois momentos: a "indexação do documento, para
armazenamento"; e a indexação da pergunta do usuário, cujo objetivo é obter o que
o autor chamou de "resposta documental", ou seja , para recuperar documentos que
atendam à necessidade do usuário, materializada na expressão de busca .
Este autor divide a indexação dos documentos em duas etapas. A primeira
refere-se à leitura do documento, que por sua vez se divide em uma "leitura
horizontal", em que são analisados e selecionados os conceitos presentes no
documento; e em uma "leitura vertical", onde são identificados e atribuídos termos
referentes aos conceitos implícitos no documento. (GIL LEIVA, 1999, p. 20). Na
segunda etapa, os conceitos em linguagem natural podem ser armazenados na
própria linguagem natural ou convertidos para os termos de uma linguagem
documentária.
No entender de Lancaster (2004), uma boa indexação implica na existência
de fatores que influenciam nesse processo, tanto referente ao indexador, quanto ao
processo em si e ao próprio documento. No que se refere ao indexador, pode-se
elencar o conhecimento que ele tem do assunto , a percepção das necessidades dos
usuários, da capacidade de compreensão de leitura, experiência profissional, entre
outros fatores . Quanto ao processo de indexação, observa-se o fator ligado ao
vocabulário que se refere à especificidade/sintaxe, ambiguidade ou imprecisão,
qualidade do vocabulário de entradas, qualidade da estrutura e disponibilidade de
instrumentos auxiliares afins. No que se refere ao "processo" propriamente dito
temos o tipo de indexação; se é uma indexação exaustiva ou específica, existe

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também os aspectos referentes a regras e instruções que variam de acordo com a
instituição e a questão da produtividade exigida e a exaustividade da indexação. Em
relação ao próprio documento, pode-se considerar o conteúdo temático,
complexidade, língua, linguagem, extensão, apresentação e sumarização . E, ainda,
outros fatores como os ambientais que dizem respeito à calefação, refrigeração,
iluminação e ruído .
No processo de recuperação da informação a relevância de acordo com
Greisdorf (2000) é um conceito difícil de construir e, para alguns, de quantificar. Pois,
na hora da busca em um sistema de informação o usuário usa dos seus
conhecimentos intrínsecos e extrínsecos para decidir que palavras utilizar para
recuperar informações importantes, ou seja, relevantes. Na hora da seleção do que
é importante e o que é "lixo", muitas informações podem ser aproveitadas para
outros problemas que não necessariamente aquele para qual efetuou a pesquisa .
Desse modo, para o usuário que fez a busca todas as informações passam a ser
relevantes, por isso, Saracevic (1975) define a relevância ou precisão como a
medida de contato efetivo entre a fonte e o destinatário.
Dessa forma, a revocação segundo Lancaster (2004) é a extensão com que
os itens, ou informações são recuperados, ou seja, é tudo o que é recuperado.
Nesse sentido de evitar a revocação (falta de precisão) tanto Knight (1974)
quanto Lancaster (2004) concordam que o indexador deve trabalhar com
instrumentos auxiliares, que são os dicionários especializados, atlas e outras fontes
que os auxiliem no processo de indexar. Mas, o grande problema é que na realidade
diária de trabalho o indexador se depara com outros fatores também mencionados
por Lancaster (2004) que são os fatores relacionados ao tipo de indexação: a
produtividade exigida agregada a falta de profissionais qualificados para fazê-lo e
tempo suficiente para a alta demanda de afazeres que se tem na rotina diária.
Alguns teóricos da área como Dalberg (1978); Campos (2003) ; Greisdorf
(2000) veem na interdisciplinaridade uma forma de padronizar a representação do
conhecimento, tendo em vista que a contra partida de outras áreas pode agregar
com suas contribuições teóricas e também práticas. Para Campos (2003) a Ciência
da Informação daria sua contribuição com a teoria do conceito; a Biblioteconomia
com a classificação de Ranganathan que consiste respectivamente em : teoria do
conceito onde o mesmo não é apenas um significado, mais o próprio termo, nessa
perspectiva este é tratado como representante de um referente sem perder suas
características, isto é; um tratamento terminológico.
Entende-se que o processo interdisciplinar na indexação se evidencia pelo
fato da indexação ir além dos limites da área da Biblioteconomia referente a análise
de assunto, pois ao entrarmos em mundos desconhecidos recai sobre o indexador
uma responsabilidade maior na hora de atribuir os termos indexadores, por isso,
trabalhar com especialistas na hora de indexar é uma prática segura , rápida e
consistente que contribuirá para uma indexação de qualidade que certamente
influenciará na hora da recuperação dessa informação.

2.2 Indexador, indexação e os cabeçalhos de assunto
De acordo com Naves (2001, p. 190) o indexador é o profissional
responsabilizado "por todo o processo de análise de assunto, tendo a sua figura
ocupado um papel de destaque neste trabalho, pois a ele é creditado, em grande

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parte, o sucesso ou insucesso de um sistema de recuperação da informação". Por
isso recai sobre este profissional uma responsabilidade maior no que se refere à
ação de indexar.
Ainda de acordo com Naves (2001) é preciso se ter um cuidado, quando se
fala em indexador e se atentar a precisão conceitual deste termo. Uma vez que na
literatura inglesa e também americana , aplica-se o termo indexador tanto a
profissionais que elabora índices de textos ou livros, como a que faz a indexação
acadêmica. Esse termo é adotado para se referir a todos os profissionais que fazem
o tratamento de assunto a qual a tarefa seria a análise de assunto de um
documento, fazer a descrição em termos específicos e traduzi-los em uma
linguagem própria do sistema de recuperação de informação.
Naves (2001) argumenta que diante de tantas indagações quanto ao futuro do
profissional indexador e as novas tecnologias emergentes frente ao tratamento de
bibliotecas virtuais e acervos digitais, se haveria lugar para o indexador humano?
Porém, ela mesma dá a resposta e afirma que, pelo menos, até hoje não se
conseguiu transferir para máquina a tarefa que se faz presente nas atribuições do
indexador humano, como a abstração, a percepção, a interpretação entre outros que
são inerentes a mente humana.
Para Araujo Junior (2007, p. 20) a indexação é a tradução de um documento
em termos documentários, ou seja , em descritores cabeçalhos de assunto, palavras
chaves, que tem como objetivo "expressar o conteúdo do documento ou como o
processo de atribuir termos ou códigos de indexação a um registro de documentos,
termos ou códigos esses que serão úteis posteriormente na recuperação da
informação".
Em consonância com Araujo Junior (2007 , p. 24) , a indexação pode ser
manual ou automática, na indexação manual a tradução de um documento em
termos documentários é feita pelo profissional indexador através do uso dos
descritores, cabeçalhos de assunto e palavras-chave sem o auxílio da atribuição
automática de termos ou extração, ou seja, a indexação manual de termos é a
indexação sem o auxílio de computadores. Já a indexação automática é qualquer
procedimento que permita identificar e selecionar os termos que representam o
conteúdo dos documentos sem a intervenção direta do documenta lista.
Nesse contexto, como afirma Naves (2001, p. 192), "a atividade
desempenhada pelo indexador é a indexação, e o principal processo desenvolvido
por ele é a análise de assunto".
Na perspectiva de Silva e Fujita (2004) o conceito de indexação apareceu a
partir da elaboração de índices, porém hoje está mais atrelada ao conceito de
análise de assunto. E com a necessidade de uma recuperação da informação mais
rápida e precisa por parte das instituições que trabalham com a informação,
naturalmente houve uma evolução da sua prática . Sendo assim , com uma nova
roupagem metodológica e instrumentos mais diversificados e voltados mais para o
contexto específico do documento.
Silva e Fujita (2004, p. 136) ressaltam ainda que "a partir da evidência da
Documentação como área científica na década de 60 e do surgimento dos serviços
de informação em áreas especializadas", a indexação e a elaboração de resumos
que são utilizados na prestação de serviços bibliográfico para a recuperação de
artigos de periódicos científicos, ganharam notoriedade e espaços até hoje
reconhecidos. O termo indexação com a abordagem do clássico Bradford (1961) que

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destaca a indexação para análise de documentos levou a abrangência do termo
ainda mais.
No campo da Análise Documentária existem vertentes diferentes. Na linha
teórica de Gardin (1981), por exemplo, a indexação é entendida como "uma
operação de representação documentá ria com a finalidade pragmática de
Recuperação da Informação". No entanto, sob a ótica de outros teóricos,
"principalmente ingleses e norte-americanos, a indexação é a própria Análise
Documentária , compostas das mesmas etapas operacionais com o objetivo de
representação do conteúdo informacional" de documentação para que índices sejam
elaborados. (SILVA; FUJITA, 2004, p. 136).
A partir dessa evolução que determinou a importância do contexto do
documento para uma efetiva recuperação da informação Silva e Fujita (2004)
afirmam que "a área da indexação passa a incorporar os estudos dirigidos à
compreensão do conteúdo dos textos a serem analisados" e que esses estudos
estão de forma muito clara inseridos "em correntes teóricas" sendo fácil "confundir
na literatura, a função da indexação perante a necessidade de análise de conteúdo",
observando dessa forma na literatura duas vertentes teóricas: a francesa e a
inglesa. (SILVA; FUJITA, 2004, p. 136).
A corrente francesa assume a expressão Análise Documentária, que segundo
Silva e Fujita (2004) foi introduzida por Gardin (1981) . Enquanto que na corrente
inglesa a análise documentária e a indexação compreendem os mesmos processos,
incluindo a análise de assunto como a etapa inicial da indexação.
De acordo com Cesarino e Pinto (1978, p. 273) "todas as linguagens de
indexação exercem a mesma função nos sistemas de recuperação da informação",
são elas:
a) representar o assunto de uma forma consistente;
b) permitir a coincidência entre a linguagem do indexador e a do pesquisador;
c) possibilitar ao indexador alternar o nível de pesquisa, do específico para o
mais geral ou o contrário, de acordo com a necessidade do usuário.
Ainda de acordo com esses autores podemos encontrar na literatura duas
vertentes para as linguagens de indexação, partindo de diferentes critérios. A
separação mais conhecida divide as linguagens em sistemas alfabéticos e sistemas
classificados. Os sistemas alfabéticos usam termos da própria linguagem natural, já
os sistemas classificados têm por base as classificações arbitrárias "do
conhecimento humano, dando normalmente uma notação simbólica para as classes,
e determinam uma ordenação com base lógica, de acordo com os símbolos usados".
(CESARINO; PINTO, 1978, p. 273) .
Para os mesmos autores o conceito mais utilizado na literatura sobre
cabeçalhos de assunto o define como "palavra ou grupo de palavras que expressam
o conteúdo de um documento". (CESARINO; PINTO, 1978, p. 273). Logo, a primeira
forma de organização iniciou-se com as bibliografias que listavam as obras por autor,
diante disto começou a se impor a necessidade das listagens por assunto . Essas
listas vinham no final das listas de autor e com a padronização das apresentações
de assuntos essas ordenações começaram a ser organizadas de forma alfabética ou
classificadas. Alguns dos fatores que foram determinantes para o surgimento dos
cabeçalhos de assunto foram :
a) os títulos das obras não representavam de forma adequada o assunto
tratado ;

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b) problemas associados as subdivisões de assuntos;
c) obras com mais de um assunto;
d) livros com assuntos relacionados;
e) obras que relacionavam os assuntos a épocas e lugares diversificados.
Essas primeiras "regras" foram elaboradas por Charles Ammi Cutter (18371903), em 1876, antes disso os cabeçalhos eram atribuídos de acordo com o
catalogador. Para Cutter, se a indexação não fosse construída com regras préestabelecidas de uma forma precisa não haveria porque o usuário devesse
encontrar a entrada correta para determinado assunto. Assim, este autor
desenvolveu três princípios na elaboração de um catálogo alfabético de assunto:
a) O princípio da especificidade - onde o assunto deveria entrar pelo termo
mais específico e não pela classe a que está subordinado.
b) O princípio do uso - o princípio da conveniência de acordo com as
necessidades dos usuários.
c) O princípio sindético - se baseia no alfabeto dos cabeçalhos de assunto,
fazem aproximações de assuntos e ao mesmo tempo, dividem assuntos
relacionados e que hoje conhecemos pelas remissivas "ver" e "ver
também".
A seguir relataremos a experiência da SPT/BC da UFRRJ .

2.3 Relato de experiência apoiado na revisão de literatura
Como mencionado, anteriormente, este trabalho apresenta as experiências e
os resultados das atividades práticas na área de indexação desenvolvidas na Seção
de Processamento Técnico da Biblioteca Central da Universidade Federal Rural do
Rio de Janeiro - SPT/BC/UFRRJ, visando dar uniformização e padronização quanto
as bases bibliográficas existentes e com o objetivo de se evitar inconsistência de
informações, principalmente, de cabeçalhos de assunto no sistema gerenciador
utilizado na BC da UFRRJ .
Com o intuito de esclarecer dúvidas e dar maior consistência às bases
bibliográficas da UFRRJ, instituiu-se o Grupo Formal de Estudo e de Trabalho com a
finalidade de elaborar as políticas e programas do Processamento Técnico, instituído
pela Portaria N°. 05 de 19 de março de 2009 pela então Diretora da Biblioteca
Central, Letícia Schettini. Esse grupo era composto por dez bibliotecários ligados à
área de processamento técnico. As reuniões, em um primeiro momento, ocorriam
mensalmente, sendo registradas em Atas, enviadas via e-mail, para que todas as
decisões tomadas relativas ao processamento fossem registradas e passíveis de
consultas posteriores por todos os participantes.
Dentre as contribuições que os integrantes do grupo trouxeram , destacaremos
algumas que até podem parecer simples, mas que fizeram a diferença em nossa
prática diária de trabalho, entre elas: a criação de um e-mail do grupo para debater e
tirar dúvidas e facilitar a comunicação entre os setores; estabelecimento de critérios
para a indexação dos materiais bibliográficos, principalmente, as teses e
dissertações.
Outra contribuição que o grupo trouxe foi a indexação interdisciplinar que
surgiu da necessidade de agilizar o trabalho de indexação das teses e dissertações,
porém com qualidade e precisão, o que para nós era uma tarefa inviável por termos
poucos bibliotecários no Setor e grande quantidade destes materiais para processar.

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padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
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Surgiu a ideia a partir da confecção das fichas catalográficas na fonte de
teses e dissertações defendidas na Universidade, e que tem como requisito
obrigatório a elaboração destas pelo corpo técnico. Vale lembrar que as fichas só
são elaboradas após a defesa das mesmas.
Em determinados momentos alguns dos usuários necessitavam de certa
urgência para a confecção das respectivas fichas , e enquanto aguardavam, notavase que se podia estabelecer uma maior interação com esse especialista ,
economizando tempo nas pesquisas e consultas aos dicionários especializados ou
bases de dados específicas sobre o assunto abordado, assunto esse, muitas vezes
inovador.
Essa interação criou a possibilidade de padronizar os assuntos que poderiam
ser utilizados e, o "especialista", dizia se era compreensível ou não, resultando em
maior precisão, relevância , agilidade e consistência, além de promover melhor
resultado na busca da informação pela comunidade acadêmica . Era tudo o que a
Seção precisava naquele momento. A partir daí, começou-se a pensar na
possibilidade de trabalhar de forma interdisciplinar no processo de indexar.
A intenção da equipe foi , num primeiro momento, dar agilidade ao serviço de
atribuição de assuntos, principalmente quando se tratava das teses e dissertações
que apresentavam assuntos muito específicos ou inovadores. Isto demandava da
equipe um trabalho de pesquisa em sites e materiais bibliográficos especializados, o
que acarretava uma demora no processo de normalização de assuntos. Percebeu-se
que ao atribuir assuntos com a interação do especialista , eram muito mais preciso e
rápido e assim resolveu-se trabalhar em conjunto para desenvolver tal atividade.
A classificação também trazia conflitos, pois ao classificar estes materiais em
uma determinada classe, o professor ou mesmo aluno, que tinham certeza de que o
material existia na biblioteca, não se davam ao trabalho de procura-lo no catálogo ou
base, iam direto à estante por entender que o material bibliográfico estaria na classe
conhecida por eles. Quando chegavam à estante não achavam o material. Alguns
solicitavam a mudança da classificação. Quando se julgava pertinente, trocava-se
sem problema algum, porém resolveu-se também adotar esse procedimento com a
parceria de especialistas para disponibilizar uma informação dentro dos padrões das
normas de documentação com mais agilidade e consistência . Porém existem áreas
que por serem óbvias não necessitam dessa parceria, mas outras merecem um
diálogo com especialistas.
Ao lidar com esses impasses na indexação e classificação deparou-se com a
seguinte reflexão: trabalha-se de forma isolada e, muitas das vezes, solitária . Há
quem diga que o trabalho do indexador e classificador é mesmo solitário, mas
entende-se que necessariamente não precisa ser desse modo. Compartilhar uma
pesquisa ou no caso, uma indexação com pares da mesma ou de diferentes áreas
do saber podem resultar em "produtos originais" e, por que não dizer: "produtos
compartilhados", no sentido de não só responder a uma questão de pesquisa de um
determinado campo, mas de vários, através de um diálogo compreensível e
recíproco , podendo com isso, mais de um campo se beneficiar dessa prática.
É uma questão de estar simplesmente aberto ao novo e as novas práticas de
pesquisas que se impõem e obviamente conhecer e dominar os conceitos
norteadores dessa atividade. Essa prática interdisciplinar inicialmente foi
apresentada para o desenvolvimento de pesquisas de cunho teórico, mas podem e
devem ser aplicadas, por exemplo, em um Setor de catalogação, em que esses

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profissionais acreditem que o processo de descrever um documento é um trabalho
solitário e individual, mas acredita-se que pode ser também um trabalho
interdisciplinar com a participação de especialistas para atribuir assuntos ou mesmo
direcionando a melhor classificação .
A atuação profissional na área e o tempo ajudam o bibliotecário a desenvolver
essa habilidade, como afirma Lancaster (2004), porém , até lá, o profissional irá
cometer muitos equívocos que poderão ser amenizados se trabalhados de forma
interdisciplinar. Então, porque não indexar de forma interdisciplinar? Além da
atribuição de assunto e a classificação serem mais precisas o bibliotecário ganhará
tempo.
Pode-se observar em algumas bibliotecas como os setores trabalham de
forma individualista: um setor não sabe o que acontece no outro, por que não
interagir? Ser interdisciplinar é uma questão de atitude e postura de que o
conhecimento é aberto, solto e não isolado e fechado . A interdisciplinaridade é
dinâmica como devem ser as relações entre pesquisadores e as relações de
trabalho.
Em um ambiente em que há muito trabalho e poucos profissionais
especializados não se tem muitas alternativas a não ser arregaçar as mangas e
mãos à obra . A troca de conhecimentos e a interação das realidades de trabalho
tornaram as relações melhores entre o Setor de Catalogação e a comunidade
acadêmica, pois passaram a compreender como é um processo de indexação
bibliográfica e como ela interfere na recuperação da informação.

3 Materiais e Métodos
Tendo-se em vista os objetivos deste trabalho e das características de uma
exploração técnica , tornou-se necessária a elaboração de uma sistemática para
obtenção dos resultados desejados pela SPT/BC/UFRRJ. A metodologia utilizada é a
descritiva, pois segundo Lakatos e Marconi (1986) ela aborda quatro aspectos, a
saber: a descrição, o registro, a análise e a interpretação de fenômenos atuais,
objetivando o seu funcionamento no presente. De acordo com Alyrio (2008) ela
busca essencialmente a enumeração e a ordenação de dados, sem o objetivo de
comprovar ou refutar hipóteses exploratórias, abrindo espaço para uma nova
pesquisa explicativa , fundamentada na experimentação .
Sendo assim, para a elaboração deste artigo foi necessário a realização de
um levantamento bibliográfico que desse uma visão geral sobre o assunto capaz de
fornecer dados atuais e relevantes sobre o tema e que fundamentasse a prática . O
critério usado para a seleção dos textos foi que estes discorressem sobre a
utilização da indexação na prática e a interdisciplinaridade como assunto principal ,
visando maior aproximação do objetivo desejado. Não foi feita uma pesquisa
exaustiva do assunto, pois ficaria além do necessário tendo-se em vista o foco deste
trabalho. Com estes documentos em mãos, iniciou-se uma seleção daqueles que
estivessem de acordo com as rotinas desenvolvidas e executadas pela
SPT/BC/UFRRJ .
Determinados os textos, partiu-se para a leitura e o desenvolvimento da
argumentação. Após a revisão de literatura, descreveu-se a experiência e os
procedimentos adotados pela SPT/BC da UFRRJ para a indexação. Dessa forma ,
para a elaboração do presente artigo adotou-se a metodologia descritiva,

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envolvendo o campo empírico da Seção, de forma a compartilhar essas experiências
e a colaborar para a evolução contínua dos processos inerentes à representação
temática dos documentos.
Considerando uma sistemática para o desenvolvimento deste trabalho na
SPT/BC da UFRRJ, estabeleceu-se uma metodologia de trabalho que consiste em :
analisar os títulos, seguidos do resumo/abstract e palavras chaves. O abstract se
justifica porque algumas áreas têm assuntos muito específicos e o mesmo facilita na
pesquisa de assuntos pertinentes. Também se analisa o sumário por dar um
panorama geral dos temas tratados nas dissertações e teses. Em seguida , quando
se identifica a complexidade da atribuição de assuntos, conversa-se com os
especialistas, que neste caso são os orientadores e autores das respectivas
dissertações e teses. Juntos atribuí-se os assuntos pertinentes que depois são
traduzidos para a linguagem documentária que utilizada: os cabeçalhos de assunto.
São utilizados como base de pesquisa para a atribuição dos assuntos os sites
da Biblioteca Nacional, Library of Congresss - LC e em determinados casos, devido
a especificidade, busca-se também em dicionários especializados, bases de dados
específicas e outros meios que contenham vocabulários controlados. Após análise,
faz-se a validação das palavras-chave e da escolha da metodologia apropriada para
a inserção na base de dados da BC/UFRRJ, de acordo com normas adequadas e
reconhecidas internacionalmente. Os termos livres sofrem modificações, pois é
bastante comum encontrar várias grafias, que, no entanto, se referiam ao mesmo
termo.

4 Resultados Parciais/Finais
A implementação dessa prática na Seção de Processamento Técnico da
BC/UFRRJ, permitiu alcançar os seguintes resultados:
a) Amenizar a carência de mão de obra qualificada, através do trabalho
interdisciplinar proporcionando agilidade e qualidade ao trabalho realizado;
b) Diminuição significativa da quantidade de teses e dissertações para
tratamento;
c) Normalização, uniformização e consistência à base de assuntos;
d) Facilidade no cadastro do Banco Digital de Teses e Dissertações - BOTO.
Com o trabalho pronto essa inserção pode ser feita por um profissional
treinado que não seja bibliotecário, evitando a duplicidade de trabalho e
racionalizando mão de obra especializada ;
e) Aumento do nível de conhecimento da equipe ao se abrir ao diálogo, pois
com as parcerias os indexadores se tornaram mais confiantes e seguros
para indexar principalmente as áreas mais complexas;
f) Os profissionais tornaram-se mais seguros e realizados com o resultado
obtido com o trabalho interdisciplinar;
g) A Interação e integração com a comunidade acadêmica, e com , a
elaboração deste trabalho, o registro da prática de indexação no Setor.

5 Considerações Parciais/Finais

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No campo da Ciência de Informação, o ato de identificação e descrição do
conteúdo de um documento se dá na atividade de indexar, classificar ou catalogar,
conforme observado na revisão de literatura apresentada. A indexação é o processo
básico na recuperação da informação, porque no interior desse processo se
evidenciam as etapas principais da indexação que é a identificação, a análise
conceitual e a tradução dos termos.
O indexador, profissional da informação responsável por essa atividade, deve
contar com a experiência e a habilidade para desenvolver tal tarefa, pois vão
depender desses fatores a qualidade e a precisão da indexação, além de outros
fatores que foram observados neste estudo .
Ao profissional da informação nos tempos atuais têm se visto a imposição de
se trabalhar em um cenário multidisciplinar, no caso dos indexadores de uma
universidade, por exemplo, em que existem diversos cursos e são criados tantos
outros a cada ano, emerge uma variedade de campos e áreas que só impulsionam o
indexador a cada vez mais ter um conhecimento amplo e ao mesmo tempo
específico. A forma mais eficaz que enxergamos é o trabalho em parcerias. Dentro
dos conceitos interdisciplinares, baseado em um planejamento que proporcionará
através das parcerias entre indexador e profissionais de outros campos uma
integração em que ambos se beneficiarão: tanto o campo da representação do
conhecimento como o campo das áreas envolvidas.
Dessa forma , para uma maior compreensão deste relato de experiência, fezse necessário uma breve revisão de literatura sobre Interdisciplinaridade, Indexação,
indexador e atribuição de cabeçalhos de assunto, dentre outros aspectos que
permeiam tais atividades. A intenção foi correlacionar a teoria com a prática, de
modo a reforçar os argumentos e a contribuir cada vez mais para o aperfeiçoamento
das técnicas biblioteconômicas na área da indexação.
Na perspectiva da interdisciplinaridade, é possível concluir que a integração
interdisciplinar aqui discutida gera resultados que cada vez mais agregam valor para
a consistência das bases de dados, mediante a atribuição de termos de indexação
mais precisos para uma melhor recuperação da informação.
A sucinta revisão de literatura abordada permitiu fundamentar uma prática
vivenciada no Setor de catalogação da UFRRJ, obviamente não se pretendeu
esgotar as discussões e as possibilidades que esta revisão de literatura implica.
Espera-se que essa experiência frutifique em tantas outras e que incentive o
relato de outros profissionais que como os dessa Universidade, diante da falta de
recursos e estrutura fazem uso da criatividade e da inovação que a prática permite
para trabalhar-se com qualidade e eficácia.
A ampliação através do diálogo permite enriquecer a relação com o outro e
com o mundo e uma das características da interdisciplinaridade é a interação entre
uma ou mais áreas do conhecimento e os profissionais que tiverem essa visão
encontrarão um campo maior de trabalho além de aumentarem seus conhecimentos
interagindo com outras áreas.
Essa conversa recíproca permitiu um ganho tanto para a Seção, no sentido de
agilizar o trabalho, uniformizar e dar consistência à base de dados. E com as áreas
envolvidas por poderem recuperar com precisão e eficácia as informações de que
necessitam.

6 Referências

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              <text>Discorre sobre a experiência da Seção de Processamento Técnico da Biblioteca Central da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – SPT/BC/UFRRJ, com uma sucinta revisão de literatura sobre Interdisciplinaridade, indexação, indexador, cabeçalhos de assunto e os aspectos que envolvem esses processos. A proposta de trabalho implantada teve como objetivo dar agilidade, uniformização e consistência a atribuição de termos no processamento técnico das teses e dissertações recebidas para tratamento na Biblioteca Central da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – BC/UFRRJ por meio de uma parceria interdisciplinar. A experiência consiste em uma interação entre o Serviço de Catalogação com profissionais que atuam em áreas específicas do conhecimento. A metodologia utilizada é a descritiva. Conclui que essa integração gera resultados na consistência das bases de dados e na atribuição de termos de indexação para uma recuperação eficiente da informação.</text>
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