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DIRETRIZES PARA A CATALOGAÇÃO DE MAPAS: RELATO DE
EXPERIÊNCIA DO SERViÇO DE BIBLIOTECA DA EESC/USP
Valéria de Oliveira 1, Murillo Ferreira de Camargo2, Vera Lucia Lioni
Pedrinr, Elenise Maria de Araujo 1, Rosana Alvarez Paschoalino 1

1Bibliotecárias, Escola de Engenharia de São Carlos - USP, São Carlos, SP
2Técnico de documentação, Escola de Engenharia de São Carlos - USP, São Carlos
3 Auxiliar administrativa, Escola de Engenharia de São Carlos - USP, São Carlos, SP

Resumo
Este trabalho apresenta um projeto que prevê o tratamento adequado do
acervo de material existente no Serviço de Biblioteca (SVBIBL) da Escola de
Engenharia de São Carlos (EESC) , da Universidade de São Paulo (USP),
constituído de, aproximadamente, 250 mapas. Descreve a capacitação da equipe e
os procedimentos a que foi submetido o acervo, de grande interesse para a
comunidade interna, inicialmente armazenado em mapotecas horizontais, sem a
devida organização física e carente de reparos adequados. Procedimentos
detalhados, para representação temática e descritiva, digitalização e cadastramento
no banco de dados bibliográficos da USP foram abordados. A coleção ganhou
visibilidade e um conjunto completo de metadados, que permite a incorporação dos
itens em outros repositórios.

Palavras-Chave: Catalogação; Indexação; MARC21 Bibliográfico; Material
Cartográfico ; Mapas-digitalização.
Abstract
This paper presents a project that provides the proper treatment of the existing
collection of cartographic materiais in the Library of the School of Engineering of Sao
Carlos (EESC), University of São Paulo (USP), consisting of approximately 250
maps. Describes the training team and the procedures they underwent the collection,
of great interest to the international community initially stored in horizontal for
collection of maps without proper physical organization and lacking in adequate
repair. Detailed procedures for thematic representation and descriptive, scanning and
registration in the Bibliographic Database USP were presented. The collection has
gained visibility and a complete set of metadata, which allows the incorporation of
items in other repositories.

Keywords: Cataloguing; Indexing ; MARC21 Bibliographic; Cartographic
Materiais; Digital Maps.

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1 Introdução
Localizada no campus I da Universidade de São Paulo - USP, na cidade de
São Carlos, a Escola de Engenharia de São Carlos - EESC teve suas atividades
iniciadas em 1952, com a finalidade de ministrar, desenvolver e aperfeiçoar o estudo
da Engenharia. Em 1953, por meio de Decreto Federal , foi autorizado o
funcionamento dos cursos de graduação em Engenharia Civil e Engenharia
Mecânica. Os programas dos cursos de pós-graduação foram organizados em 1969
e, no ano seguinte, as atividades pertinentes foram regulamentadas.
Compõem a Escola, atualmente, nove departamentos e dois centros,
oferecendo dez cursos de graduação, a saber, Engenharias Aeronáutica; Ambiental ;
Civil; de Computação; Elétrica/Eletrônica; Elétrica/Sistemas de Energia e
Automação; Mecânica; Mecatrônica; de Produção Mecânica; e de Materiais e
Manufatura.
A EESC conta com nove programas de pós-graduação: em Engenharias
Hidráulica e Saneamento; Elétrica; Mecânica; de Transportes; de Geotecnia; Civil
(Engenharia de Estruturas); Ambiental; e de Produção. Conta, também com dois
programas interunidades (Ciência e Engenharia de Materiais e Bioengenharia).
Todos os programas possuem nível de mestrado e doutorado, formando, a cada
ano, aproximadamente, 220 mestres e 90 doutores (ALTAFIM; SILVA, 2004).
A biblioteca foi criada em 1953, como Seção de Bibliografia e Documentação.
Passou a se chamar Biblioteca Central e, atualmente, é denominada de Serviço de
Biblioteca. Iniciou suas atividades como suporte aos estudos das ciências básicas,
com 2.603 volumes, divididos entre coleções de periódicos e livros. Desde sua
criação, constitui-se um núcleo de atendimento às necessidades do processo
ensino-aprendizagem , ocupando papel fundamental aos pesquisadores e
profissionais na obtenção de informação, o que a caracteriza como uma das maiores
e melhores bibliotecas do país no campo das engenharias, motivo pelo qual é
constantemente solicitada por instituições congêneres.
O Serviço de Biblioteca acompanha o crescimento da EESC, aprimorando os
serviços e produtos oferecidos, transformando os serviços convencionais em virtuais
e implementando ferramentas inovadoras, com vistas a apoiar o ensino e a
pesquisa, para que a Unidade se destaque entre as escolas de Engenharia
brasileiras.
A Biblioteca dispõe de seção específica para tratamento técnico da
informação, de modo a padronizar os registros bibliográficos, mantendo o banco de
dados bibliográficos da Universidade, Dedalus, atualizado e consistente.
Nesse sentido, em 2011 , como parte do planejamento estratégico da seção,
iniciou-se o cadastro, no banco Dedalus, dos itens registrados em bases de dados
locais, divulgadas no website da biblioteca e em catálogos impressos. Priorizou-se,
por sua importância, o tratamento técnico dos mapas e das cartas topográficas
nacionais e internacionais que constituem um acervo histórico da Escola de
Engenharia de São Carlos.
Sob a responsabilidade da Biblioteca durante décadas, esse material
apresentava sinais visíveis de degradação, impostos pelo tempo e agravados pelo
manuseio e disposição física inadequada. Armazenados em gavetas horizontais, em
armários de aço , os itens estavam disponíveis apenas para consulta local, não
podendo ser pesquisados no catálogo on-line do banco Dedalus.

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Diante da situação, tornou-se imprescindível a execução imediata de um
projeto para tratamento técnico dos itens, que envolvia o conserto, a preservação, a
digitalização e a posterior representação temática e descritiva no banco bibliográfico
da USP.
Grandi et aI. (2004) relata a experiência do Serviço de Biblioteca e
Documentação da Faculdade de Filosofia , Letras e Ciências Humanas da USP
(SBD/FFLCH/USP) e Guerra et aI. (2008), da Biblioteca do Instituto de Geociências
da USP (IGC/USP).
A iniciativa de Guerra et aI. (2008) no IGc revelou-se mais adequada, pois
abarcava a informatização de uma mapoteca e a constituição de uma base local
(Geomapas) para armazenar a imagem digital dos mapas. Os documentos já
existentes nessa base apresentam, também, grande similaridade temática com os
itens bibliográficos da EESC. Dessa forma , além de sugerir o compartilhamento da
base, essa parceria significa atenuar esforços de catalogação e digitalização.
Assim, concretizou-se a parceria com a equipe técnica da Biblioteca do IGCUSP, a qual compartilhou o know-how referente ao tratamento dos mapas e das
cartas topográficas, possibilitando à equipe da Seção de Tratamento da Informação
do Serviço de Biblioteca da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de
São Paulo, (SVBIBLlEESC/USP) executar a catalogação do material cartográfico no
Oedalus e a definição do padrão MARC21 em planilhas personalizadas para o Aleph
500.
Para sustentar as premissas deste trabalho, é necessário retomar a
importância da representação descritiva e temática e o estabelecimento de um fluxo
de tratamento e recuperação da informação.

2 Revisão de Literatura
Segundo Galvão (1998 , p.2) , ''[. .. ] a biblioteconomia e a documentação têm
por objetivos básicos a análise, organização e disseminação da informação [... l".
fluxo do tratamento e recuperação da informação envolve conceitos como o
conhecimento do universo de documentos (conjunto de todos os suportes físicos
existentes, tais quais livros, filmes, CDs, vídeos, mapas, etc.) ; o documento
selecionado; a análise, a síntese e a representação temática e descritiva para
posterior inserção em índices e bases de dados que devam atender à
representação, à análise e à solicitação do usuário do sistema.
No entanto, para a representação temática e descritiva dos documentos, é
preciso adotar regras a fim de individualizar e agrupar, por suas semelhanças, esses
itens e, consequentemente, criar mais oportunidades para o usuário no momento da
escolha e da localização no acervo.
Esse procedimento técnico para a representação descritiva, atualmente, é
realizado em sistemas de intercâmbio de informações bibliográficas (por exemplo, o
padrão MARC21), que, de maneira cooperativa, permitem maior rapidez e eficiência
em todo o processo de tratamento e recuperação da informação. (RIBEIRO, 2008).
Segundo Mey (1995), para o cumprimento das funções da catalogação, é
necessário considerar algumas características essenciais, como a integridade, a
clareza , a precisão , a lógica e a consistência na representação dos itens.
Nesse contexto, deve-se levar em conta , também , que, diante do advento de
novos suportes de informação e das diferentes configurações de metadados e

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padrões de intercâmbio bibliográfico, essas características ganham maior relevância .
A modernidade dos serviços de representação descritiva e temática consiste na
estrutura de bancos de dados e de catálogos virtuais compostos de inúmeras
possibilidades de recuperação que respeitam até mesmo o perfil do usuário e seus
interesses informacionais.
Em face desse panorama , torna-se fundamental rever as necessidades
informacionais dos usuários e adaptar os serviços e produtos oferecidos pelas
bibliotecas a essa comunidade que solicita , constantemente, acesso amplo e
irrestrito a todo tipo de documentos.
Sob esse viés, o projeto de digitalização e cadastro dos mapas e cartas
topográficas da Biblioteca da EESC concretizou-se, passando a ser um processo
que, atualmente, encontra-se em fase de expansão com a vinda de outras coleções
particulares de professores e departamentos vinculados a essa Unidade de Ensino.
Vale ressaltar que os critérios de catalogação e representação temática estão
de acordo com a política adotada em âmbito sistêmico, representada pelo
Departamento Técnico do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP (DT/SIBI/USP),
que gerencia o banco bibliográfico Oedalus. Nesse sentido, os procedimentos
expostos podem ser adequados de modo a atender à política local e às
determinações e aos recursos tecnológicos disponíveis - apresentar o tema
abordado, a questão, o problema , a justificativa e os objetivos do trabalho .

3 Materiais e Métodos
Apresentam-se, nesta seção, um breve relato do processo de trabalho
realizado na Biblioteca e, na sequência, informações específicas sobre o tratamento
técnico de mapas, coletadas e sistematizadas no decorrer do trabalho.
O universo de documentos disponível no conjunto designado como mapoteca
do SVBIBLlEESC/USP é formado por uma variedade de materiais cartográficos.
Dentre eles, estão: mapas do Brasil , dos estados e regiões; mapas dos diversos
países do mundo; mapas-múndi; mapas de astronomia; mapas clássicos, históricos,
culturais, políticos, etnográficos de clima, vegetação, relevo, cartas náuticas; etc.
Para dar início ao trabalho, estabeleceu-se uma equipe da Seção de
Tratamento da Informação do SVBIBLlEESC/USP, composta de dois bibliotecários,
um técnico e um auxiliar, centrada , assim, nos seguintes propósitos: identificar, na
Universidade, experiências em que haviam trabalhado com a catalogação de mapas;
coletar informações sobre esses processos (benchmarking) ; internalizar
conhecimentos básicos sobre cartografia (coordenadas geográficas, projeção, etc.);
e catalogação, a fim de ter o embasamento teórico necessário para o correto
processamento técnico desse tipo de material.
Após a fase de coleta e sistematização das informações, iniciou-se o trabalho
de tratamento do acervo de 250 mapas existentes, no qual foram realizadas análises
detalhadas do estado de conservação para posterior encaminhamento: reparo ,
processamento ou descarte. De imediato, 37 itens foram descartados, por serem
cópias ou estarem em péssimas condições físicas. O restante dos mapas passou por
pequenos reparos.
Finalizado o processo de conservação, foram realizadas pesquisas
bibliográficas desses itens no Oedalus e na base Geomapas, do IGc/USP. Quando o
item pesquisado no Oedalus já possuía registro vinculado a alguma unidade USP, as

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informações de cadastramento eram anotadas para posterior inclusão do item no
registro . Quando não existia , o mapa era separado para catalogação.
À medida que os mapas eram cadastrados no Dedalus, lotes iam sendo
encaminhados ao IGc para digitalização. A base Geomapas, do IGc,
(&lt;http://mapoteca.igc.usp.br&gt;) contém registros dos mapas cadastrados, bem como
links para os mapas em formato eletrõnico.
Atualmente, apresenta-se em andamento o processo de compartilhamento da
base Geomapas para o servidor web local, administrado pelo Serviço Técnico de
Informática da EESC. Dessa forma, a EESC já dispõe de todos os requisitos
técnicos necessários, como o Servidor Linux-Debian, com desempenho aproximado
de 3 Gb, Apache v.2, Mysql 4 e PHP 4.
Como resultado desse processo de gestão do conhecimento, decorrente da
coleta e internalização de informações, a equipe responsável decidiu elaborar, em
forma de uma diretriz, considerações pontuais sobre cartografia e procedimento
técnico específico de catalogação desses materiais, a fim de registrar e padronizar o
processo de trabalho para todos os envolvidos.
O documento, intitulado Diretrizes para catalogação de mapas, foi estruturado
em quatro (4) partes: 1) Orientação geral sobre coordenadas geográficas; 2)
Fluxograma do processo de catalogação de mapas; 3) Representação descritiva,
segundo AACR2 e MARC21 ; e 4) Preparo físico e conservação/pequenos reparos. A
ele também foram acrescentados dois anexos, sendo um de exemplo de registro do
Dedalus de mapa catalogado e, outro contendo as regras do Formato MARC 21 .
A seguir, as partes dessa diretriz.
3.1 Orientação geral sobre coordenadas geográficas
Trata da orientação geral sobre coordenadas geográficas. Abordaram-se
algumas particularidades sobre cartografia . Uma delas, geralmente considerada
confusa pelos profissionais, é a identificação das coordenadas geográficas e a
simbologia utilizada para a representação descritiva. (FLlTZ, 2000). A figura 1 ilustra
essas informações.
NORTE INI
~

OESTE (W}

__

de Greenwich

.. -

--

_ . Equador

LESTE lEI

sUl lSI

Figura 1 - Subdivisão do globo terrestre e simbologia para coordenadas
geográficas
Fonte: Crédito dos autores

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Na representação do globo terrestre, da Figura 1, observa-se sua divisão,
pelas linhas imaginárias do Equador e Meridiano de Greenwich, em quatro partes. A
linha do Equador divide o globo em dois hemisférios, o Norte (N) e o Sul (S) . Já o
Meridiano de Greenwich separa o planeta em Oriente e Ocidente, respectivamente
em Leste (E) e Oeste (W).
No momento da identificação das coordenadas geográficas de um mapa, é
necessário que o catalogador identifique se a região representada no documento
encontra-se a Norte ou Sul (latitude) e se está a Leste ou Oeste (longitude) .
Assim, a latitude é uma medida em graus na direção Norte-Sul, tendo como
referência a linha do Equador. Da mesma forma , a longitude, é uma medida em
graus na direção Leste-Oeste, tendo como referência o Meridiano de Greenwich . A
figura 2, a seguir, ilustra essas medidas em graus no globo terrestre.

LonglhJeI

l.:ltltlilclo

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Meridiano

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Figura 2 - Latitude e longitude do globo terrestre
Fonte: BRANCO, A. L.; MENDONÇA, C.; LUCCI, E. A. Geografia para todos: geografia
para o ensino médico. Infográfico sobre latitude e longitude. Disponível em:
&lt;http://www.geografiaparatodos.com.br/&gt; . Acesso em: 10 jan. 2012.

Tendo identificado os graus referentes à latitude e à longitude, no momento da
representação descritiva dos dados cartográficos do mapa, é preciso utilizar a
notação que corresponda ao quadrante em que determinada região do mapa
encontra-se no globo terrestre. Por exemplo, se um mapa trata de uma região
localizada a Norte (N) do Equador e a Leste (E) de Greenwich , as letras iniciais da
simbologia utilizada para representar suas coordenadas de latitude serão NN e de
longitude, EE. A figura 1 apresenta essa simbologia para cada quadrante do globo.

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3.2 Fluxograma do processo de catalogação

Depois dos estudos iniciais e da definição do processo de trabalho , achou-se
mais didática e explicativa a elaboração de um fluxograma geral do processo, de
acordo com o ilustrado na figura 3:

Figura 3 - Fluxograma do processo de catalogação de mapas
Fonte: Crédito dos autores

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3.3 Representação descritiva segundo AACR2 e MARC21
Os elementos considerados na representação descritiva estão previstos no
código de catalogação -AACR2 da FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ASSOCIAÇÕES
DE BIBLIOTECÁRIOS, CIENTISTAS DA INFORMAÇÃO E INSTITUiÇÕES - FEBAB
(2002) .
Para o cadastramento dos mapas no Dedalus, utilizou-se uma planilha já
existente no software Aleph, em formato MARC 21 com no nome MAPA.MRC,
desenvolvida nos projetos Mapear 1 e 2 do SIBi/USP, segundo Guerra et aI. (2008) .
O quadro 1 apresenta os campos MARC obrigatórios e complementares a
serem preenchidos, sendo que essa escolha depende do nível de catalogação
desejado.

Quadro 1 - Campos MARC para mapas
Campo

Nome do campo

007

Descrição física (obrigatório)

008

Dados fixos (obrigatório)

024

Outros códigos

034

Dado cartográfico matemático codificado

041

Idioma (obrigatório)

044

País de publicação (obrigatório)

110

Entrada principal para autor corporativo

245

Titulo (obrigatório)

255

Dado cartográfico matemático

260

Imprenta (obrigatório)

300

Descrição física (obrigatório)

490

Título da série

500

Nota geral

650

Assunto (obrigatório)

700

Entrada secundária para autor pessoal

710

Entrada secundária para autor corporativo

945

Informação complementar - tipo de material
(obrigatório)

Fonte: Crédito dos autores

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Ainda nessa parte da diretriz, são apresentadas instruções de preenchimento,
segundo documento fornecido pela biblioteca do IGc. Os campos abordados são:
007 , 008, 024, 034, 255 e 500. A ênfase dada a eles deve-se ao fato de serem
campos específicos para a representação descritiva de particularidades dos mapas.
Os quadros a seguir exemplificam a notação a ser utilizada para o preenchimento
dos campos.
O campo 007 (descrição física) possui posições a serem usadas para
codificar características físicas de um item.
Quadro 2- Campo de descrição física
CAMPO 007 - com o cursor no campo,
"Mapa"
Nome
Posição
Categoria do material
00
Designação do material
01
Original/reprodução
02

Cor

03

Meio físico
Tipo de reprodução

04
05

Detalhes de reprodução

06

Positivo/negativo

07

apertar CTRL +F e selecionar a opção
Código
a - mapa
j -mapa
o - original
r - reprodução
f - fac-símile
u - desconhecido
a - monocromático
c - multicolorido
a - papel
n - não aplicável
f - fac-símile
a - fotocópia
z - outro
Em branco - sem
codificar
n - não aplicável

tentativa

de

Fonte: Crédito da equipe do Serviço de Biblioteca do IGc-USP

O campo 008 (dados fixos) possui posições definidas para cada elemento e
descrição codificada de um item bibliográfico.
Os campos 007 e 008 possuem posições a serem codificadas para a
descrição do item. Os campos 024,034,255 e 500 não têm posições, demandando
a identificação de indicadores e subcampos.

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Quadro 3- Campo de dados fixos

Nome
Data
Relevo
Projeção

Meridiano principal
Tipo de material

Forma do item

Características especiais do
formato
Idioma

CAMPO 008
Posição
Código
07-10
2011, por exemplo
18-21
Em branco
22-23
Em branco
bh- UTM
cc - cônica conforme Lambert
outro tipo - ver tabela
24
e - Greenwich
Em branco - não especificado
25
a - mapa único
b - série de mapas
f - mapa com suplemento de outra obra
g - mapa agregado, como parte de outra
obra
29
r - impressão regular
s - eletrônica
em branco - sem tentativa de codificar
33-34
r - folhas soltas
35-37

ver tabela de idiomas

Fonte: Crédito da equipe do Serviço de Biblioteca do IGc-USP

o campo 024 (outros códigos) é usado para indicar números ou códigos
normalizados existentes no item bibliográfico . No caso dos mapas, foi utilizado para
identificar a nomenclatura.
Quadro 4- Campo de outros códigos

TAG
024

I

I

CAMPO 024
Indicadores I
80

I

Subcampo
a (exemplo: SF-23-M -IV-2)

Fonte: Crédito da equipe do Serviço de Biblioteca do IGc-USP

o campo 034 (dado cartográfico matemático codificado) é usado para a
indicação da escala e das coordenadas geográficas de forma simplificada .

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Quadro 5- Campo de dados codificados

TAG
034

CAMPO 034
Indicadores
Subcampo
1#
a (escala simples, exemplo: 50.000)
Obs.: se não houver escala indicada, colocar
um traço (-).
d (longitude a oeste, exemplo: W501230)
e (longitude a leste, exemplo : E350000)
f (latitude a norte, exemplo : N521023)
g (latitude a sul, exemplo: 5402369)

Fonte: Crédito da equipe do Serviço de Biblioteca do IGc-USP

Já o campo 255 (dado carlográfico matemático), embora pareça repetitivo,
com relação ao 034, é usado para indicar as informações de escala , projeção e
coordenadas geométricas de forma mais detalhada.
Quadro 6- Campo de dado cartográfico matemático

TAG
255

CAMPO 255
Indicadores
Subcampo
a (escala simples, exemplo: 1:50.000)
##
Obs.: se não houver escala indicada, digitar a
expressã o "escala não informada".
b (nome da projeção conforme apresentado,
exemplo: UTM)
Obs.: em branco (se não houver projeção indicada)
c (coordenadas em graus, minutos e segundos),
descritos da seguinte forma :
(W46' 30'00"
W46' 41' 15" /523' 35'00"
523 '37'30" )

Fonte: Crédito da equipe do Serviço de Biblioteca do IGc-USP

o campo 500 (nota geral) é usado para indicar detalhes específicos do mapa,
como articulação, datum vertical e horizontal, meridianos e demais informações
descritas no item.
Quadro 7- Campo de notas

TAG
500

CAMPO 500
Indicadores
Subcampo a
##
Articulação da folha : Rio Claro, Araras, Piracicaba,
Limeira.
Datum vertical: marégrafo Imbituba, 5C; Datum
horizontal : Córrego Alegre, MG.
Meridiano Central : Equador e Meridiano 45' W. Gr.
Notas em geral

Fonte: Crédito da equipe do Serviço de Biblioteca do IGc-USP

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As informações sobre o formato MARC 21 , apresentadas para os campos
descritos acima, encontram-se disponíveis no Manual para uso do Dedalus, na área
técnica do DT/SIBi/USP. (UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, 2010)

3.4 Preparo físico e conservação/pequenos reparos

As formas de acondicionamento normalmente empregadas pouco contribuem
para a preservação dos acervos de mapas e cartas topográficas. Deve-se evitar,
portanto, enrolar ou dobrá-los, pois esse procedimento causa a distensão das fibras,
fragilizando o papel.
Quanto a melhor forma de acondicionar os mapas, recomenda-se utilizar
armários verticais (figura 4) , que podem ser confeccionados ou adquiridos em
empresas especializadas. Esses armários são equipados com lanças que se
entrecruzam e suportam as tarjas com furos, facilitando o manuseio do material e
conservando o material e suas características físicas, como dimensão e orientação
(paisagem ou retrato).

Figura 4 - Armário de madeira para armazenamento dos mapas
Fonte: Crédito dos autores

O acervo de mapas da EESC passou por uma minuciosa avaliação do estado
de conservação e recebeu pequenos reparos, que são diminutas intervenções que
podemos executar visando a interromper o processo de deterioração em andamento.
Essas pequenas intervenções devem obedecer a técnicas e procedimentos
reversíveis. Isso significa que, caso seja necessário reverter o processo, não deve
haver nenhum obstáculo na técnica e nos materiais utilizados.
Ressalta-se, no entanto, que a execução desse tipo de conserto depende de
inúmeros fatores, como a gramatura, o tipo de cobertura plástica aplicada sob o
papel e até mesmo a constituição física do mapa (tecido, plástico, papel, etc.). O
importante, para o sucesso do processo, é contar com o apoio de um profissional
com capacitação técnica para executar esses reparos sem danificar ou

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padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
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descaracterizar o item.
Desse modo, descrevem-se, sucintamente , o processo de reparo e
conservação dos mapas e os respectivos equipamentos e produtos utilizados para
esse fim .
a. Limpar com uma borracha natural especialmente tratada, que encontramos
em casas especializadas para restauradores. Apresenta uma superfície de
microfibras, que, através de eletricidade estática, retira, com facilidade, toda poeira ,
sujidade, podendo ser reutilizada lavando-a com água fria e sabão neutro, depois de
completamente seca . Essa borracha é indicada pela ABER - Associação Brasileira
de Encadernação e Restauro, para higienização de documentos.
b. Os rasgos que põem em risco a integridade do mapa devem ser reparados
com materiais duráveis e reversíveis e sempre precedidos de uma limpeza. Para o
conserto, usa-se papel oriental das mais diversas gramaturas e tipos de fibra
dependendo da espessura do mapa (a gramatura utilizada nos material é de 10 g em
folhas de 63 ,6 x 98 cm)
c. Cola metilcelulose: cola em pó, neutra, solúvel em água, totalmente
transparente com aditivo fungicida, própria para reparos. Sua reversibilidade ocorre
através da umidade. Sua aplicação, espalhada uniformemente, deve ser feita com
pincel macio sobre a superfície.
d. Fita adesiva com cola pH neutra Filmoplast P de papel especial , muito fina
e transparente. Essa fita é isenta de acidez e promove a união de dois segmentos
rompidos na fibra do papel ou do tecido (Filmoplast P- 50m x 2cm) .
e. Tarja de poliéster cristal autoadesiva transparente (rolo de 1188 x 55mm)
com 12 furos para disposição do mapa em armário vertical. (Figura 5)
f. Grampos de inox para fixação da tarja de poliéster cristal no mapa (grampo
para grampeador 26/6 de inox, para evitar oxidação).

Figura 5 - Modelo da Tarja de poliéster
Fonte: Crédito dos autores

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padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
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Para finalizar o preparo físico dos mapas, a equipe também padronizou a
distribuição de carimbos e etiquetas entre os itens, mantendo uma conduta uniforme,
de modo a:
a. carimbar e preencher os campos dos carimbos de classificação, tombo e
número do registro no sistema ALEPH;
b. colar o código de barras, sempre na mesma orientação da página;
c. colar a fita magnética antifurto;
d. colar a etiqueta de identificação com o título e número de chamada que
corresponde ao número de tombo do item;
e. organizar os mapas no armário vertical, em ordem numérica.

4 Considerações Finais
Nessa primeira fase do trabalho, mais de 100 mapas foram catalogados e
registrados no banco Dedalus. Aproximadamente, 136 itens foram encaminhados ao
IGc para o processo de digitalização e incorporação na base Geomapas.
A parceria com o IGc e a internalização de conhecimentos, por parte da
equipe, propiciaram a definição de um processo de trabalho e o registro de
informações relevantes sobre catalogação de mapas, em forma de diretrizes, o que,
certamente, contribuirá para a continuidade do projeto, tendo em vista a
incorporação de novos acervos de mapas.
Com o projeto, foi possível que a equipe conhecesse as técnicas de
conservação preventiva e promovesse a maior durabilidade dos mapas. Da mesma
maneira, a equipe adquiriu habilidade para realizar o tratamento técnico, que inclui a
representação temática e descritiva desse material, representando, na prática, uma
maior qualificação profissional para todos os envolvidos.
Além de todos esses benefícios locais, considera-se que os registros
inseridos nas bases de dados podem ser imediatamente incorporados em
repositórios institucionais, pois dispõem de metadados bem-definidos e já
compatíveis com outras unidades da USP.
A organização da mapoteca do SVBIBLlEESC/USP foi um projeto inovador e
que representou a abertura para novos horizontes de atuação em uma comunidade
acadêmica que possui características peculiares que devem ser citadas.
A área das engenharias manipula informações em diferentes suportes, e a
representação descritiva desses itens deve privilegiar essa necessidade. Dessa
forma , existe a constante preocupação da equipe da Seção de Tratamento da
Informação do SVBIBLlEESC/USP com padronizar os registros e incorporar todos os
itens existentes em suas estantes e armários ao banco bibliográfico da USP,
tornando visível e recuperável esse universo de documentos.
Com o término do processo de catalogação e inclusão dos itens no banco
Dedalus, deu-se visibilidade ao acervo de mapas da Biblioteca da EESC, facilitando
a pesquisa, localização e acesso do usuário. A inclusão desses documentos também
na base Geomapas e a disponibilização dela para acesso local, além de
colaborarem para o crescimento da base do IGc, representam a ampliação do
acervo de mapas disponível para os pesquisadores, alunos e docentes da
comunidade USP de São Carlos e demais instituições.

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padrões e protocolos (Z39 .5, XM L, etc.) e demais temas relacionados
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Referências
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ao futuro. São Carlos: EESC/USP,2004.
BRANCO, A. L. ; MENDONÇA, C.; LUCCI, E. A. Geografia para todos :
geografia para o ensino médico. Infográfico sobre latitude e longitude.
Disponível em: &lt;http://www.geografiaparatodos.com .br/&gt;. Acesso em : 10 jan. 2012.
FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ASSOCIAÇÕES DE BIBLIOTECÁRIOS,
CIENTISTAS DA INFORMAÇÃO E INSTITUiÇÕES - FEBAB. Código de
catalogação anglo-americana. 2.ed .(Revisão 2002). São Paulo: FEBAB,
2004.
FLlTZ, Paulo Roberto. Cartografia básica. Canoas: Centro Universitário La
Salle, 2000. 171 p.
GALVÃO, M. C. B. Construção de conceitos no campo da ciência da
informação. Ciência da Informação, Brasília, v. 27, n. 1, p. 46-52, jan./abr.
1998. Disponível em: &lt;http://www.scielo.br/pdf/%OD/ci/v27n1/06.pdf&gt;. Acesso
em : 12 mar 2012.
GRANDI , Márcia Elisa Garcia de et aI. Organização da mapoteca do Serviço
de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências
Humanas da Universidade de São Paulo. In : Seminário Nacional de
Bibliotecas Universitárias, 13.,2004, Natal, Anais ... Natal: CRUESP, 2004.
GUERRA, S.R.Y. et aI. A informatização da mapoteca do Instituto de
Geociências da USP : relato de experiência. In : Seminário Nacional de
Bibliotecas Universitárias, 15., 2008, São Paulo, Anais ... São Paulo:
CRUESP, 2008.
MEY, Eliane Serrão Alves. Introdução à catalogação. Brasíl ia, DF: Briquet de
Lemos/Livros, 1995.
RIBEIRO , Antonia Motta de Castro Memória. Catalogação de recursos
bibliográficos: AACR2 em MARC 21 . 3. ed . Brasília: Edição do Autor, 2008.
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. SISTEMA INTEGRADO DE
BIBLIOTECAS. DEPARTAMENTO TÉCNICO. MARC 21 : manual para uso no
Dedalus. Versão 2010. Disponível em:
http://www.sibi .usp.br/areatecnica/manuais/MANUAL_MARC_2010.pdf.
Acesso em: 02 abr 2012.
Agradecemos a toda equipe do Serviço de Biblioteca e Documentação do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo, que
colaboraram efetivamente para concretização deste projeto.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
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              <text>Oliveira, Valéria de; Camargo, Murillo Ferreira de; Pedrini, Vera Lúcia L.; Araujo, Elenise Maria de; Paschoalino, Rosana Alvarez</text>
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              <text>Apresenta um projeto que prevê o tratamento adequado do acervo de material existente no Serviço de Biblioteca (SVBIBL) da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), da Universidade de São Paulo (USP), constituído de, aproximadamente, 250 mapas. Descreve a capacitação da equipe e os procedimentos a que foi submetido o acervo, de grande interesse para a comunidade interna, inicialmente armazenado em mapotecas horizontais, sem a devida organização física e carente de reparos adequados. Procedimentos detalhados, para representação temática e descritiva, digitalização e cadastramento no banco de dados bibliográficos da USP foram abordados. A coleção ganhou visibilidade e um conjunto completo de metadados, que permite a incorporação dos itens em outros repositórios.</text>
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