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LEITURA DOCUMENTÁRIA NA BIBLIOTECA CENTRAL DA UFPB:
PERSPECTIVA DO BIBLIOTECÁRIO
Rosângela Alves da Silva Magalhães 1, Geysa Flávia Câmara de Lima
Nascimento2
1Bacharel em Biblioteconomia, UFPB, João Pessoa, PB
2Mestre em Ciência da Informação, UFPB, João Pessoa , PB

Resumo
Este trabalho visa estudar as práticas de leitura documentária do Bibliotecário no
momento da indexação dentro da Biblioteca Universitária. Fornece informações
sobre como os bibliotecários estão indexando e se estes utilizam os vários
instrumentos e linguagens documentárias existentes como classificação
bibliográfica, cabeçalho de assunto e tesauros. Optou-se pela pesquisa qualitativa
descritiva. Foi utilizada a técnica da coleta de dados através da entrevista . O
universo da pesquisa constituiu-se de cinco bibliotecários da Divisão de Processos
Técnicos da Biblioteca Central (BC) da UFPB. A BC da UFPB foi escolhida por ser
uma biblioteca de referência do campus I, contando com profissionais qualificados
na área da Biblioteconomia que realizam atividades específicas como a indexação.
Esta pesquisa mostrou que alguns fatores como a falta de uma política de indexação
e o domínio de línguas dificulta a indexação. Sendo assim, sugere-se, dentre outras
coisas, uma política de capacitação para os profissionais bibliotecários e o
estabelecimento de uma linguagem de indexação para otimizar a recuperação da
informação.
Palavras-chave: Indexação; Linguagens documentárias; Leitura Documentária;
Bibliotecário - Indexador.
Abstract
This paper aims to study the practice of reading the documentary Librarian at
indexing within the University Library. Provides information about how librarians are
indexing and if they use the various tools and indexing languages as existing
bibliographical classification, and subject heading thesauri. We opted for descriptive
qualitative study. Technique was used in data collection through interviews. The
research consisted of five librarians of the Technical Processes Division of the
Central Library UFPB. The UFPB was chosen as a reference library on campus I,
with qualified professionals in the field of librarianship that perform specific activities
such as indexing. This research showed that some factors such as lack of an
indexing policy and language skills difficult to index and that the reader is totally
oblivious to ali this. Therefore, it is suggested, among other things, a policy of training
for professional librarians and the establishment of an indexing language to optimize
the retrieval of information.
Keywords : Indexing; Indexing languages; Read Documentary; Librarian - Index.

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1 Introdução
A informação é uma das necessidades primordiais para a tomada de decisões
e para a viabilização de processos de conhecimento nos dias de hoje e seu valor,
em qualquer tipo de atividade , como numa decisão administrativa, econômica, de
pesquisa científica ou tecnológica , está diretamente relacionado à sua capacidade
de orientar de forma econômica o dispêndio de energia para a realização dessa
atividade.
Para que possa cumprir este potencial , a informação relevante a um dado
problema precisa, antes de tudo, estar disponível, pois além de sua existência , é
necessário que ela também seja conhecida e que possa ser encontrada. Deste
modo, e diante da profusão informacional dos dias atuais, não há outro meio de
comunicar a alguém a informação de que necessita e de garantir seu acesso
intelectual senão através da construção de uma representação .
A atividade de representação da informação, como a classificação e a
catalogação, por exemplo, é uma atividade rotineira, entre outras desenvolvidas
pelos bibliotecários. Em sua formação , o bibliotecário cursa disciplinas teóricas e
práticas que visam instruí-lo na organização e no tratamento da informação, como
também nas atividades a serem executadas no processamento técnico dos
documentos em sistemas de organização da informação.
No entanto, apesar deste treinamento, em sua busca por termos significativos
para representar o conceito expresso pelo autor do documento, o indexador baseiase no discernimento próprio e na prática adquirida no exercício da profissão, o que,
além de tornar o processo de indexação subjetivo, questiona a eficácia da formação
profissional recebida .
O conhecimento que o indexador tem sobre o assunto indexado determina o
grau de consistência atingido; Tem-se ainda , a dinamicidade do conhecimento, que
exige do indexador permanente atualização; Outro aspecto a considerar refere-se à
inconsistência (diferentes indexadores atribuindo diferentes termos-índice a um
mesmo conceito/documento e o mesmo indexador atribuindo diferentes termosíndice a um mesmo conceito/documento, em diferentes momentos); A possibilidade
do indexador não dominar o idioma do documento também é um fator que prejudica
a qualidade da indexação.
No cenário da representação temática de recursos e da recuperação de
informações, o Indexador tem um papel primordial. Como responsável pela criação
de registros que descrevem a representação, e considerando-se que esses registros
detêm o resultado do processo de análise e de tradução de assuntos, cabe a esse
profissional uma real contribuição para a melhoria das formas de representar o
conhecimento.
Diante do exposto , percebemos a importância de estudar as práticas de
leitura documentária do Bibliotecário no momento da indexação, dentro do contexto
da Biblioteca Universitária, analisando como tais sujeitos estão indexando.
Optamos por trabalhar com a Biblioteca Central da Universidade Federal da
Paraíba por ser uma biblioteca de referência do campus I, contando com
profissionais qualificados na área da Biblioteconomia que realizam atividades
específicas, incluindo a Indexação.
Dessa forma , justifica-se a escolha do tema pela possibilidade de fornecer
valiosas informações sobre como os bibliotecários estão indexando, e se os
mesmos, utilizam-se dos vários instrumentos e linguagens documentárias

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desenvolvidas ao longo do tempo para agilizar seu trabalho, como as classificações
bibliográficas - Classificação Decimal Universal -, os cabeçalhos de assunto , e os,
mais modernos, tesauros. Portanto, desta observação origina-se a questão da
pesquisa : Qual será o comportamento de um bibliotecário ao indexar um
documento?
Assim, dentro deste contexto delineamos o objetivo para a elaboração da
pesquisa : analisar as práticas de leitura documentária do Bibliotecário no momento
da indexação.

2 Revisão de Literatura
A atividade da indexação é realizada desde o aumento das publicações
periódicas e da literatura técnico-científica , surgindo assim , a necessidade de
criação de mecanismos de controle bibliográfico em centros de documentação
especializados. Dentro da perspectiva evolutiva do tratamento da informação, surge
a indexação para o tratamento da informação, que inclui análise, síntese e
representação.
Uma das missões da Biblioteconomia e da Documentação é tratar e organizar
informação para sua difusão. Para cumprir tal missão, o bibliotecário ou profissional
da informação desenvolve atividades que envolvem a seleção de documentos e seu
tratamento, tendo em vista as necessidades dos usuários. Para atender aos
usuários, é necessário também promover a adaptação contínua dos sistemas de
informação.
Dentre as atividades bibliotecárias típicas, a indexação se constitui em uma
das formas mais importantes de representar informação. Indexar consiste no ato de
identificar e descrever um documento de acordo com o seu assunto, e seu objetivo
principal consiste em orientar o usuário sobre esse conteúdo intelectual, permitindo,
dessa forma, a sua recuperação.
A indexação surgiu com a atividade de elaboração de índices. Gomes e
Gomes e Gusmão (1983 , p.12) afirmam que o índice como instrumento de
armazenagem e recuperação da informação, tem sua origem a partir do momento
em que o homem passou a se preocupar em tornar acessível a informação
registrada em um documento e para isso, resolve ordená-Ia de alguma forma .
Robredo e Cunha (1986 apud ARAÚJO JUNIOR, 2007), afirmam que
[... ] a indexação é o processo pelo qual se identificam os conceitos de que
trata o documento, expressando-os na terminologia usada pelo autor
(linguagem natural) ou com o apoio de vocábulos ou termos de significação
unívoca ou , ainda , por meio de códigos (linguagens documentárias,
descritores, sistemas de classificação, etc.).

O conceito de indexação surgiu a partir da elaboração de índices e
atualmente está mais vinculada ao conceito de análise de assunto.
Navarro (1999 apud SILVA e FUJITA, 2004) tem o seguinte conceito sobre
indexação:
A indexação consiste em um processo destinado a identificar e descrever
ou caracterizar o conteúdo informativo de um documento mediante a
seleção das matérias sobre as quais versa (indexação sintética) ou dos
conceitos presentes (indexação analítica) para sua expressão da língua
natural e sua reunião em índice, com o objetivo de permitir posterior

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recuperação dos documentos pertencentes a uma coleção documental ou
conjunto de referências documentais como resposta a uma demanda acerca
do tipo de informação que este contém .

Ainda para Navarro (1999 apud SILVA e FUJITA, 2004) o objetivo da
indexação é:
[... ] representação do conteúdo dos documentos que formam parte de um
conjunto para garantir sua eficaz recuperação durante o processo de busca
nesse grupo. Para o autor, o processo de indexação se constrói a partir do
exame tanto da atividade que é realizada durante o exerci cio dessa técnica ,
como também em um sistema de informação documentária.

A indexação conforme caracterizada por Lancaster (2004) é um processo no
qual é determinado um tema principal , ou assunto , e os sistemas/ou assuntos
secundários, tratados em um documento que são posteriormente, traduzidos para
uma linguagem documentária. Tal tipo de linguagem pode ser definido como um
sistema de signos estruturados, cuja finalidade é a de representar e recuperar as
informações registradas nos documentos.
Apesar das diferentes correntes teóricas que conceituam a indexação, se
aceita aqui, que ela é uma operação de representação documentária com a
finalidade de recuperar informação, localizando-se a Indexação dentro da área de
"Análise Documentária" (CINTRA et ai, 2002, p.33).
Por "análise documentária" compreende-se, no sentido apresentado por Silva
e Fujita (2004, p. 138) como:
[00' ] área teórica e metodológica com o objetivo de tratamento temático de
documentos, que abrange as atividades de Indexação, Classificação e
elaboração de resumos, considerando as diferentes finalidades de
recuperação da informação.

A indexação sendo processo de análise documentária, definido como ato de
descrição ou identificação em um documento de termos de seu conteúdo temático,
consiste na representação dos documentos por meio de termos (descritores ou
palavras-chaves) extraídos tanto do texto original quanto dos termos escolhidos
através de uma linguagem de informação ou indexação. Torna-se aqui, importante
ressaltar que a indexação trata-se de um processo subjetivo, pois lida com análise,
interpretação e definição do que será indexado, ou seja , com a tomada de decisão,
envolvendo inclusive o contexto para o qual o documento está sendo indexado.

2.1 O Indexador como agente no processo de representação da
informação

o termo indexador refere-se a todos aqueles que fazem o tratamento do
assunto (catalogação, classificação, indexação), que tem a tarefa de analisar o
assunto de um documento, descrevê-lo em termos próprios e traduzi-los para a
linguagem específica do sistema. Para Fujita e Rubi (2006)
o indexador é um

leitor que interage com o texto para cumprir o objetivo da
indexação [ .. .] é um leitor com conhecimento prévio lingüistico, textual , de
mundo, profissional e, também , especifico, no caso de indexadores
especialistas . As dificuldades existem porque a leitura é um processo de

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interação com o texto escrito visando a sua compreensão e isso significa
um processo de cognição. O processo de análise de assunto para
indexação, dessa forma, envolve a compreensão do texto mediante
processos cognitivos, realizados com base em esquemas mentais.

o

objetivo principal da formação do indexador é capacitá-lo para uma leitura
com objetivos profissionais. O sucesso ou fracasso na recuperação da informação
deve-se em parte ao indexador, pois no enfoque de sua atuação profissional em
serviços de análises de sistemas utiliza de estratégias para esse fim, além do seu
conhecimento prévio que envolve conhecer a política e os objetivos da instituição a
qual faz parte e as necessidades dos usuários. Além do mais, o indexador deve ser
imparcial, não deixando seus gostos pessoais interferir no seu trabalho .
Lancaster (2004, p.1O) diz:
[ ... ] o desafio para o indexador é tentar antecipar quais os termos que as
pessoas que possuem lacunas de informação de vários tipos procurariam
nos casos em que o registro de que dispõem , de fato, fica a meio caminho
de satisfazer a necessidade de informação do usuário. Quando se pensa
em tal desafio, é possível perceber que se trata de algo muito peculiar.
Quais os tipos de necessidades de informação que as pessoas teriam e as
levariam a querer informações que o registro, de fato, contém?

Para o profissional da informação, seu cotidiano é decodificar o escrito,
buscar conceitos, a partir do texto de um autor, e viabilizar o acesso à(s)
informação(ões) nele contida(s) àqueles que a(s) buscam. Nesse sentido, como a
leitura de todo o documento demandaria um tempo que o indexador não possui, este
é instruído a ater-se a algumas partes do documento, como recomenda a norma da
ISO 5963 - 1985 e sua equivalente nacional NBR 12676 de 1992:
a) título e subtítulo;
b) resumo (se houver);
c) sumário;
d) introdução;
e) ilustrações, diagramas, tabelas e títulos explicativos;
f) palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em
tipo diferente, etc.);
g) referências bibliográficas.
No que diz respeito aos estudos sobre a leitura no processo de indexação, a
pesquisadora Neves (2004), têm buscado caminhos que indiquem um itinerário mais
seguro aos indexadores, abordando o processo de indexação como um todo, desde
a leitura até a atribuição de conceito, sem particularizar etapa alguma . Nesse
processo de atribuição de conceitos, o indexador lança mão de estratégias de
leitura , cuja operacionalização exige :
a) leitura rápida (além do processo de indexação, o bibliotecário geralmente
exerce outras atividades); e
b) habilidade no uso da linguagem de indexação e domínio da área do
conhecimento abrangida pelo sistema de informação, quando esse sistema
é especializado.

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o indexador, após o exame do texto, passa a abordá-lo de uma forma mais
lógica a fim de selecionar os conceitos que melhor representem seu conteúdo . Para
isso, recomenda que a identificação de conceitos seja feita obedecendo a um
esquema de categorias existente na área coberta pelo documento, como por ex.: o
fenômeno , o processo, as propriedades, as operações, o material, o equipamento,
etc.
Destaca-se, portanto, que o processo de análise de assunto reveste-se de
uma subjetividade característica dada as circunstâncias e elementos envolvidos,
pois, a partir da leitura do documento pelo indexador, é realizado um processo de
comunicação interativo entre três variáveis: leitor, texto e contexto. Cada uma
dessas variáveis estará sujeita a diferentes condições, mas é o indexador como
leitor a variável mais influente nessa interação para análise de assunto, porque
precisa realizar a compreensão da leitura mediante sua cognição.
Destacamos que, como o indexador tem o objetivo de tornar o assunto
conhecido pelos usuários interessados, a função desse profissional é ''[. .. ] aumentar
a visão do que os outros podem ler em um texto" (SMIT, 1989, p. 19).
Sendo o assunto a informação relevante abordada no texto, é preciso
ressaltar, ainda, que a seleção do assunto ou informação relevante sofre a influência
da política de indexação do sistema de informação ao qual se insere o indexador. A
instituição decidirá se o tema extraído do documento será o mais específico, ou se
considerará um nível mais genérico, baseando-se no perfil do usuário que
estabeleceu atender.
Conforme Vickery (1980), dependendo dos objetivos institucionais, percebese qual a concepção de análise de assunto que o sistema de informação segue e,
conseqüentemente, o indexador levará esse aspecto em questão. Consideram-se,
assim, diferentes concepções de análise que, certamente afetam o desempenho do
indexador enquanto leitor. A esse respeito, Vickery (1980, p. 220) classifica os
diferentes pontos de vista em três tipos de concepções:
a) conceDcão simplista : considera os assuntos como entidades objetivas
absolutas, que podem derivar de uma abstração lingüística do documento ou
de somas usando métodos estatísticos de indexação. De acordo com essa
concepção a indexação pode ser totalmente automatizada;
b) concepção orientada para o conteúdo: envolve uma interpretação do
conteúdo do documento que vai além dos limites da estrutura superficial
léxica e gramatical. A análise de assunto do conteúdo de documentos envolve
identificação de tópicos ou assuntos que não estão explicitamente colocados
na estrutura textual superficial do documento, mas que são facilmente
percebidos por um indexador humano. Envolve, portanto, uma abstração
indireta do documento.
c) concepção orientada pela demanda: considera o assunto como instrumento
para transferência de conhecimento, portanto, direcionado para uma
finalidade pragmática de informação e conhecimento. Conforme esta
concepção, documentos são criados para comunicação do conhecimento, e
assuntos devem, portanto, ser ajustados para funcionar como instrumentos
de mediação e transmissão desse conhecimento para qualquer pessoa
interessada . Dessa forma , quando o indexador analisa um documento não se
concentra em representar ou resumir a informação explícita ou implícita, mas
questiona-se: como eu poderia tornar esse conteúdo ou parte dele, visível

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para o usuano potencial? Que termos deverei utilizar para levar esse
conhecimento até o leitor interessado?
Neste contexto, o olhar bibliotecário tem que dar conta dos diferentes
mecanismos que permeiam a relação entre diferentes olhares e não lidar somente
com os conteúdos; de certa forma, o Bibliotecário, através de seus catálogos, de
seus descritores, tenta dirigir o olhar leitor, inscrevendo cada texto em uma
determinada formação .
Lancaster (2004) ao analisar os fatores que influenciam a qualidade da
indexação, e baseando-se (ele mesmo afirma) mais no senso comum e na intuição
do que em provas concretas, levantou os seguintes fatores :
1. Fatores ligados ao indexador:
a) . conhecimento do assunto;
b) . conhecimento das necessidades dos usuários;
c) . experiência;
d) . concentração ;
e) . capacidade de compreensão de leitura.
2. Fatores ligados ao vocabulário:
a) . especificidade/ sintaxe;
b) . ambigüidade ou imprecisão;
c) . qualidade do vocabulário de entradas;
d) . qualidade da estrutura ;
e) . disponibilidade de instrumentos auxiliares e afins.
3. Fatores ligados ao documento:
a) . conteúdo temático;
b) . complexidade . língua e linguagem;
c) . extensão;
d) . apresentação e sumarização.
4. Fatores ligados ao "processo":
a) . tipo de indexação;
b) . regras e instruções;
c) . produtividade exigida ;
d) . exaustividade da indexação.
Observando os fatores acima listados, podemos aí detectar o encontro de
várias posições de leitura: a) a do indexador-leitor, b)aquela que esta sedimentada
no vocabulário que servirá como fonte de descritores, e c) a do documento a ser
indexado.
Do encontro destas distintas posições de leitura, permeado pelas condições
de produção, pela tensão da polissem ia dos sentidos, das várias memórias atuando
em paralelo (o interdiscurso); deste movimento de justaposição e interação
decorrerão os descritores.
Os bibliotecários atuam neste entremeio com sua capacidade de
compreensão, seu conhecimento dos assuntos: o que chamamos de histórias de
leitura.

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Merece realce também o fato de Lancaster (2004) listar como fatores ligados
ao documento a língua e a linguagem em apenas um tópico, referindo-se ao idioma,
a clareza da linguagem do autor, a ambigüidade de títulos e a qualidade dos
sumários. Sabemos que a materialidade da língua é bem mais rica do que
transparece neste tópico.
Considerando o esclarecimento sobre a função das etapas da indexação, é
possível afirmar que uma das etapas consideradas mais importantes do trabalho do
indexador é a Análise de assunto, que tem como objetivo identificar e selecionar os
conceitos que representam a essência de um documento. Trata-se de um processo
complexo, pois exige esforços do profissional (indexador) para seguir uma
metodologia adequada a fim de obter resultados satisfatórios. A eficácia desse
trabalho pode ser avaliada pelos resultados obtidos pelo usuário no momento da
recuperação da informação.

3 Abordagem metodológica
Uma pesquisa é sempre, de alguma forma , um relato de longa viagem
empreendida por um sujeito cujo olhar vasculha lugares muitas vezes já visitados.
Nada de absolutamente original , portanto, mas um modo diferente de olhar e pensar
determinada realidade a partir de uma experiência e de uma apropriação do
conhecimento que são, aí sim, bastante pessoais.
Diante do exposto, optamos pela pesquisa qualitativa que, compreende um
conjunto de diferentes técnicas interpretativas que visam a descrever e a decodificar
os componentes de um sistema complexo de significados. Tem por objetivo traduzir
e expressar o sentido dos fenômenos do mundo social trata-se de reduzir a distância
entre indicadores e indicados, entre teoria e dados, entre contexto e ação
(CHRISTIANS, 2006) .
O método escolhido para a realização da investigação é a pesquisa descritiva
(MINAYO, 2008, p. 20) por permitir a observação, o registro, à análise e a correlação
dos fatos .
A técnica de coleta de dados eleita foi a entrevista por permitir a proximidade
da pesquisa com a atuação do profissional na área de indexação. Com o objetivo de
uma abordagem social , a entrevista permite a coleta dos dados para a resolução de
um problema social.
O universo da pesquisa constituiu-se de 5 bibliotecários que trabalham na
Divisão de Processos Técnicos da Biblioteca Central da UFPB.

4 Análise dos dados
Após definida a população, realizamos a análise qualitativa descritiva que foi
baseada em dois aspectos. Primeiramente, a análise dos descritores utilizados pelos
bibliotecários. Para tanto, selecionamos quatro títulos baseados em Lucas (2000)
(sendo três de áreas diversas do conhecimento e um na área de Biblioteconomia).
Como pré-requisito os títulos deveriam estar classificados no sistema automatizado
da Biblioteca Central, Ortodocs, que é um software que adota o padrão MARC
(Machine Readable Cataloging) como modelo fundamental, O MARC é o padrão
internacional com o maior número de obras catalogadas. Os títulos escolhidos
foram :

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"Cartas do cárcere" de Antonio Gramsci:
"O que é isso, companheiro?" de Fernando Gabeira
"As veias abertas da América Latina" de Eduardo H. Galeano
"Estudos avançados em Biblioteconomia e Ciência da Informação"
Em outro segundo aplicamos o instrumento de coleta de dados (entrevista
estruturada) que foi organizado de tal forma que seu conteúdo foi estruturado
baseando-se nas questões da pesquisa .
Como você analisou as obras que foram indicadas em nossa pesquisa, ou
seja, como você fez a indexação, quais instrumentos você utilizou ... ?
"Bem ... (risos) pergunta difícil! Quando estamos acostumadas a fazer o
mesmo trabalho durante anos, tudo parece ser automático. Mas antes de
definir quais termos serão inseridos no sistema , ou seja , antes de fazer o
último passo da indexação, eu consulto o próprio sistema, o título, o sumário
e quando o assunto é complexo, leio a introdução e no caso de dúvidas
procuro alguém que saiba do assunto. No caso dos livros que você me deu
para indexar, eu apenas fiz uma leitura rápida do sumário , título , orelha e
ficha catalográfica". (BI 1)
"Confesso que senti alguma dificuldade no momento de indexar os livros
que você me pediu , pois não sabia se você queria uma indexação
exaustiva, geraL .. mas quando vi que o campo para os descritores eram de
três , tentei ser o mais exata possível. As coisas acontecem
automaticamente, convivo tanto com a indexação que é inerente ao meu dia
a dia. Fiz o que aprendi na graduação em mil novecentos e cacetadas
(risos) traduzi uma imensidão de informações em três descritores. O livro
que achei mais difícil foi o ... deixa eu filar ... "As veias abertas da América
Latina" , tive que ler a introdução, perguntar a uma das meninas sobre algo
do livro e ainda consultei o Ortodocs pra saber como tinham indexado o
mesmo. No meu dia a dia é assim, quando não conheço o assunto procuro
alguém que saiba e se ninguém souber eu consulto outras bibliotecas . Isso
faz o processo ser demorado e as vezes falho , acredito que deveria existir
uma política de indexação no setor". (BI 2)
"A indexação dos livros não foi difícil, mas quando você limita o numero de
descritores faz você pensar bem mais no momento de indexar. Eu procuro
ser o mais objetiva possível nas minhas representações, é muito título pra
ser indexado e pouca gente pra fazer isso. Utilizo muito a classificação que
é dada ao livro. No caso dessa pesquisa eu tive que além de consultar a
classificação, ler os sumários e as orelhas de alguns livros. O que eu achei
mais fácil foi o de nossa área , talvez por está inserida nela. Diz pra diretora
colocar mais bibliotecários pra indexar (risadas)" . (BI 3)
"Depois de analisar a obra e levantar alguns descritores, procurei no próprio
Ortodocs como o livro tinha sido indexado. Tentei indexar com outros
termos. Analisei o título, a ficha catalográfica, as orelhas e ainda dei uma
olhada no sumário e introdução. Utilizei a indexação partindo do Geral para
o particular. O livro que tive maior dificuldade foi "Cartas de um cárcere" não
gosto de indexar livros de literatura, acho complexo ... sempre tenho que
consultar alguém quando não encontro o livro no sistema da biblioteca. A
classificação ajuda muito, mas nem sempre podemos indexar o livro pela
classificação, e também tudo vai depender do ponto de vista de quem está
indexando". (BI 4)

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"Lembro quando minha professora dizia que a indexação é a alma da
biblioteca, eu nunca entendia até fazer parte do processo. Alma, porque
sem a indexação não existe uma boa recuperação. Eu tenho muito cuidado
no momento da indexação, sei que a escolha de um termo de maneira
errada compromete toda a recuperação daquele documento ou de uma
determinada informação. Procuro ser o mais específica possível , sempre
consultando a obra como um todo, claro que de maneira rápida. Utilizo as
informações do sumário, do título, da ficha catalográfica, as referências ...
tudo que me ajude a decidir quais termos inserir no sistema . Os livros que
você me deu para indexar foram de fácil compreensão, embora em alguns
momentos eu tenha ficado confusa na hora de decidir qual termo inserir,
pois eu só tinha três opções. Eu nunca tinha pensado sobre minhas leituras
como indexador, se eu tinha cuidado, se eu estava fazendo certo , quem eu
consultava , acabava fazendo tudo automaticamente sem nunca ter refletido
sobre a importância do meu trabalho e das minhas formas de representar a
informação. Quando se conhece um assunto fica mais fácil de indexar e
quando o assunto é desconhecido tenho que procurar as mais experientes
pra me orientar e até mesmo consultar o Google pra saber sobre
determinado tema. Nunca confio na classificação, embora seja uma grande
aliada no momento de indexar". (81 5)

o trabalho de indexar é importante dentro da biblioteca?
"Considero o mais importante, pois o termo é importante para recuperação
da informação. A classificação é importante para a localização física do
material, mas é indexação que faz com que o usuário recupere a
informação". (81 1)
"Porque é através da indexação que o usuano consegue recuperar a
informação e sanar sua necessidade informacional , é mais uma forma de
busca, além de título, autor". (81 2)
"Sem indexação pode não haver recuperação da informação com
especificidade". (81 3)
"Porque é através dela que a obra se torna realmente acessível ao usuário.
Uma boa indexação permite uma recuperação satisfatória . De nada adianta
atribuir uma infinidade de assunto a uma obra se eles são apenas
superficialmente mencionadas na mesma , criando uma falsa impressão de
qualidade". (81 4)
"Para recuperação da informação". (81 5)

o que mais dificulta a indexação de documentos?
"Muitas vezes precisa-se buscar conhecimentos sobre o autor, para saber
qual é o tipo de literatura, sobre o assunto, consultar outras bases,
especialistas (aff) muita coisa". (811)
"A falta de uma política de indexação". (81 2)
"A falta de tempo, a falta de conhecimentos específicos na área e a
inexistência de um instrumento, como um vocabulário controlado ou
tesauro, da área". (81 3)
"A falta de informações nas publicações quando fazemos a pesquisa no
ortodocs, pois a maioria não traz o registro" . (814)

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padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
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"Eu nunca tinha pensado nas dificuldades de indexar, talvez a falta de
conhecimento sobre a área em questão, o domínio de línguas estrangeiras
sejam barreiras no momento de indexar". (81 5)

As respostas foram coerentes e ricas em detalhes, onde descobrimos um
Bibliotecário com reflexões a cerca do seu trabalho como indexador. Em suas
respostas os indexadores nos revelaram que a indexação é uma das atividades mais
importantes na Biblioteca, pois ela permite a recuperação da informação, e
consequentemente a satisfação do usuário. Entre os fatores que dificultam a
indexação destacam-se a: que a falta de uma política de indexação dificulta a
escolha dos termos adequados para determinados assuntos; o domínio de línguas;
falta de conhecimento sobre determinado assunto e a ausência de um instrumento
de controle terminológico. Sobre a leitura nos documentos sugeridos por essa
pesquisa, não foi utilizado nenhuma técnica específica de indexação, utilizou-se do
uso da classificação, Google, Ortodcs (software utilizado pela biblioteca em estudo) ,
leitura (título, ficha catalográfica, sumário, introdução ... ). A dificuldade encontrada foi
a pesquisa ter delimitado a quantidade de descritores, o que fez os bibliotecários
refletirem sobre quais termos escolherem para representar os assuntos dos livros
propostos.
Esta pesquisa nos mostra, como os bibliotecários indexadores praticam a sua
interpretação e os seus olhares em relação às suas leituras de um mesmo
documento.

5 Considerações
Nossa análise explicitou a variação dos sentidos nas diferentes leituras de um
mesmo documento, observamos que o leitor escapa à todos estes mecanismos de
controle de sua interpretação, mas não escapa de suas determinações históricas.
Relevante também é, para nós, o que a define, o aspecto da capacidade de
compreensão da leitura do Bibliotecário - e algumas de nossas análises
estabelecem o limite entre aquilo que é o minímo e o máximo que ele chegou a
compreender, apontando para a contradição do modelo de leitura (teoricamente)
desejado para o Bibliotecário: se esta leitura se quer rápida, produtiva , ela sacrifica a
reflexão, impossibilita a interpretação, sem a qual este leitor não consegue
interpretar o documento e, por sua vez, encontrar os descritores que seriam as
palavras indicadoras das múltiplas possibilidades de leitura.
As metodologias da teoria da indexação - quer sejam atreladas ao texto ou as
tradicionais, baseadas no bom senso e na intuição, não podem dar conta deste
sujeito intérprete que emerge a partir da leitura.
Estes leitores ocupam diferentes estatutos: a leitura do bibliotecário não visa a
produção de conhecimentos, a crítica ; visa sim, o pré-tratamento dos documentos
para os leitores das bibliotecas.
Como reflexão proveniente do estudo dessa pesquisa apresentamos as
seguintes sugestões:
a) O estabelecimento de um plano de educação continuada para os profissionais
bibliotecários da Biblioteca Central da UFPB para atualização e contato com
novas áreas de interface com a Ciência da Informação;

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padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
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b) O estabelecimento de uma linguagem de indexação para atender sua
realidade e otimizar a recuperação da informação de seus acervos;
c) Uma política de capacitação em indexação para os bibliotecários;
d) A criação de uma proposta para o mercado editorial brasileiro que oriente a
impressão de obras com as informações necessárias e relevantes para
análise documental.
Esperamos que futuros estudos possam avançar mais nessa área
possibilitando, não apenas avanços teóricos e práticos, mas avanços sociais para a
geração de conhecimentos.

6 Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 12676: métodos para
análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de
indexação. Rio de Janeiro, 1992.
ARAÚJO JÚNIOR, Rogério Henrique de. Precisão no processo de busca e
recuperação da informação. Brasília: Thesaurus, 2007.
CHRISTIANS, Clifford G. A ética e a política na pesquisa qualitativa. IN : Denzin ,
Norman K. ; Lincoln , Vvona S. O planejamento da pesquisa qualitativa: teorias e
abordagens . 2. ed. Porto Alegre : Artmed , 2006 .
CINTRA, Ana Maria Marques et alo Para entender as linguagens documentárias.
2. ed . São Paulo: Polis, 2002 .
FUJITA, Mariângela Spotti Lopes; RUBI , Milena Polsinelli. Um modelo de leitura
documentária para a indexação de artigos científicos: princípios de elaboração e uso
para a formação de indexadores. Rev. De Ciência da Informação, v. 7, n.3, jun .
2006. Disponível em : http://www.datagramazero.org.br/jun06/art04.htm. Acesso em:
07 out. 2011 .
GOMES, H. E.; GUSMÃO, H. R. Guia prático para a elaboração de índices .
Niterói: GBIDCSH da APB-RJ , 1983.
INTERNATIONAL STANDARDS ORGANIZATION . ISO 5963 : Documentationmethods for examining documents, determining their subjects, and selecting indexing
terms. [S.I.], 1985.
LANCASTER, F. W. Indexação e resumos: teoria e prática . Brasília , DF: Briquet de
Lemos/Livros, 2004.
LUCAS, Clarinda Rodrigues. Leitura e interpretação em Biblioteconomia .
Campinas, SP : Ed . da Unicamp, 2000 .
MINAVO, Maria C. de S. et aI. Pesquisa Social: Teoria, método e criatividade. 27 .
ed . Petrópolis : Vozes, 2008 .

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Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
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Trabalho completo

NEVES, Dulce Amélia de Brito. Aspectos metacognitivos na leitura do indexador.
2004. 131 f. Tese (Doutorado em ciência da informação)-Escola de ciência da
informação, Universidade Federal de MinasGerais, Belo Horizonte, 2004.
SILVA, Maria dos Remédios da; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes. A prática de
indexação. Análise da evolução de tendências teóricas e metodológicas.
Transiformação, Campinas, v.16, n. 2, p. 131-161, maio/ago., 2004. Disponível em :
http://revistas.puc-campinas.edu .br/transinfo/viewarticle.php?id=65 Acesso em: 07
out. 2011 .
SMIT, J. W. (Coord .) Análise documentária: a análise da síntese. 2.ed . Brasília, DF:
IBICT,1989.
VICKERY, B. C. Classificação e indexação nas ciências . Rio de Janeiro:
BNG/Brasilart, 1980.

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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
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              <text>Magalhães, Rosângela Alves da S.; Nascimento, Geysa Flávia C. de L.</text>
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          <description>An account of the resource</description>
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              <text>Este trabalho visa estudar as práticas de leitura documentária do Bibliotecário no momento da indexação dentro da Biblioteca Universitária. Fornece informações sobre como os bibliotecários estão indexando e se estes utilizam os vários instrumentos e linguagens documentárias existentes como classificação bibliográfica, cabeçalho de assunto e tesauros. Optou-se pela pesquisa qualitativa descritiva. Foi utilizada a técnica da coleta de dados através da entrevista. O universo da pesquisa constituiu-se de cinco bibliotecários da Divisão de Processos Técnicos da Biblioteca Central (BC) da UFPB. A BC da UFPB foi escolhida por ser uma biblioteca de referência do campus I, contando com profissionais qualificados na área da Biblioteconomia que realizam atividades específicas como a indexação. Esta pesquisa mostrou que alguns fatores como a falta de uma política de indexação e o domínio de línguas dificulta a indexação. Sendo assim, sugere-se, dentre outras coisas, uma política de capacitação para os profissionais bibliotecários e o estabelecimento de uma linguagem de indexação para otimizar a recuperação da informação.</text>
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