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TESTE DE USABILlDADE DA BIBLIOTECA VIRTUAL EM SAÚDE:
avaliação da eficácia, eficiência e satisfação
Izabel França de Lima ' , Renato Rocha Souzél, Guilherme Ataíde Dias3
10outoranda em Ciência da Informação pela UFMG, Bibliotecária da UFPB, João Pessoa/PB
20outor em Ciência da Informação, Fundação Getúlio Vargas, Rio de Janeiro/RJ
30outor em Ciência da Informação, Universidade Federal da Paraíba , João Pessoa/PB

Resumo
Aborda aspectos relativos à avaliação de bibliotecas digitais, consideradas como
dispositivos informacionais que podem auxiliar na democratização da informação
mediada pelas tecnologias digitais. Tais bibliotecas podem ser compreendidas como
um espaço de organização, armazenamento, disseminação e acesso a informação
por meio de uma rede de comunicação. Discute a importância da avaliação dessas
bibliotecas, observando a ausência de normas internacionais destinadas à
mensuração dessas. Objetiva avaliar a usabilidade da Biblioteca Virtual em Saúde
(BVS) . Metodologicamente caracteriza-se como um teste formal de usabilidade, com
a finalidade de medir a eficiência , a eficácia e a satisfação de usuários de bibliotecas
digitais. O teste foi composto por três instrumentos de coleta de dados, um
questionário de perfil/experiência ; uma lista de dez tarefas a serem realizadas,
utilizando o site da BVS ; e um questionário com oito perguntas abertas que extraía
percepções sobre o uso da biblioteca e seus recursos. O modelo metodológico foi
aplicado entre os dias 05 e 21 de dezembro de 2011 no laboratório de informática do
Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal da Paraíba. Os resultados do
teste de usabilidade possibilitam inferir que a BVS apresenta um bom nível de
eficácia e boa eficiência, tendo o quesito satisfação atingido o nível satisfatório,
conforme as respostas apresentadas nas questões abertas pelos participantes da
pesquisa . Foram detectados alguns problemas de usabilidade e apresentadas
sugestões para melhorar a interface e, consequentemente, a interação
usuário/biblioteca digital.

Palavras-chave: Bibliotecas digitais; Avaliação de bibliotecas digitais; avaliação de
usabilidade de bibliotecas digitais; Metodologia para avaliação de usabilidade.

Abstract
This study discusses aspects of the evaluation of digital libraries, considered as
information devices that assist in the democratization of information mediated by
digital technologies. Such libraries can be understood as environments for
organization , storage, dissemination and access to information by means of a
communication network. The study discusses the importance of evaluating these
libraries, noting the absence of international standards for measuring these libraries.
Aims to evaluate the usability of the Virtual Health Library (BVS). Methodologically
characterized as a formal usability test, the study aims to measure efficiency,
effectiveness and user satisfaction in digital libraries. The test consisted of three
instruments for data collection : one profile/experience questionnaire, one list of ten
tasks to be performed using the BVS's website, and one questionnaire with eight

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open questions designed to elicit perceptions about the library and its resources. The
methodological model was implemented between December 5th and 21 st, 2011 at
the computer lab of the Health Sciences Center of Federal University of Paraíba .
From the results of the usability test it is possible to infer that the BVS shows a good
levei of effectiveness and efficiency, and the satisfaction item reached a satisfactory
levei, according to the answers provided by the participants in the open questions.
The study found some usability problems and presented suggestions for improving
the digital library's interface and , consequently, the user-digital library interaction.

Keywords: Digital libraries; Digital library evaluation ; Usability evaluation of digital
libraries; Methodology for usability evaluation .

1 Introdução
Com o advento da sociedade da informação, essa nova sociedade
reconfigurada pelas TIC ganha destaque no mundo globalizado, tendo a Internet
como a principal mola propulsora , interligando países, nações, indivíduos
(TAKAHASHI , 2000). Essas tecnologias propiciam o surgimento de ambientes
informacionais, onde as bibliotecas digitais podem ser compreendidas como um
espaço de organização, armazenamento, disseminação e acesso à informação por
meio de uma rede de comunicação , proporcionando condições para que os
indivíduos possam acessar, criar e recriar textos, produzindo não apenas seus
próprios meios, mas também interagindo com um potencial de recuperação da
informação nunca dantes visto.
A relação entre as bibliotecas digitais e os usuários instou-nos a pensar,
sistematicamente, sobre a usabilidade como uma "medida na qual um produto pode
ser usado por usuários específicos para alcançar objetivos específicos com eficácia ,
eficiência e satisfação em um contexto específico de uso" (ASSOCIAÇÃO
BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS , 2002 , p. 3). Assim sendo , entendemos a
usabilidade como a capacidade apresentada por um sistema interativo para operar,
de modo eficaz, eficiente e agradável, em um determinado contexto de realização
das tarefas de seus usuários.
A usabilidade consiste em propriedades da interface de um sistema , no que
diz respeito à sua adequação às necessidades dos usuários, permitindo verificar o
desempenho da interação homem-máquina e conhecer a satisfação desse usuário
quanto às tarefas realizadas e sua aplicação (DIAS, 2003).
Para Saracevic (2004) , as discussões sobre bibliotecas digitais são
abundantes, exceto quando se trata de avaliação. Afirma, ainda, que na literatura
sobre avaliação dessas bibliotecas podem ser encontrados dois tipos distintos de
relatos de pesquisas: a) trabalhos que sugerem conceitos de avaliação , modelos,
abordagens, metodologias ou discutem avaliação; e b) trabalhos que relatam
avaliação real , ou seja, aplicação de metodologias as quais contêm dados
quantitativos (estatísticos) ou dados qualitativos (impressões).
Pareceu-nos relevante e avaliar a usabilidade da Biblioteca Virtual em Saúde
(BVS), já que são, no contexto hodierno, mais do que instrumentos importantes no
acesso à informação. Assim, definimos que gostaríamos de saber qual o nível de
eficácia e eficiência da BVS, e saber a opinião dos usuários ao realizarem atividades
comuns quando se busca informação em uma biblioteca digital.

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A pesquisa objetivou avaliar a usabilidade da BVS. Adotamos as seguintes
etapas: a) Aplicar o teste formal de usabilidade na BVS; b) Conhecer o nível de
usabilidade da BVS, com base na eficiência, na eficácia e na satisfação ; c) saber a
opinião dos usuários ao realizarem atividades comuns quando se busca informação
na BVS.

2 Bibliotecas Digitais
Para autores como Silva e Garcia (2005) e Sayão (2008), as bibliotecas
digitais tiveram sua gênese com as ide ias de Paul Otlet, com o sonho de biblioteca
universal, Vanevar Bush, com sua máquina amplificadora da memória, e Theodore
Holm Nelson, com o projeto Xanadu e sua representação do pensamento
associativo, e posteriormente com Tim Berners Lee idealizando e criando o sistema
world wide web para reunir virtualmente informações.
Para Sayão (2008, p. 8) "desde o início da computação ficou claro que a
automação das bibliotecas traria um extraordinário ganho de produtividade aos
processos biblioteconômicos por conta da natureza e do volume de dados tratados
pelas bibliotecas". Assim , o uso da informática nas bibliotecas origina uma prática
biblioteconômica que substitui a criação de catálogos por portais de acesso,
integrando armazenagem, consulta e suprimento em formato dos próprios
documentos legível em sua diversidade.
Le Crosnier, (2005,p .1) afirma que para a Association of Research Libraries
"as coleções de bibliotecas digitais não se contentam com referências, mas se
interessam por todos os artefatos digitais que não podem ser apresentados ou
representados em forma impressa". Nos conceitos encontrados na Ciência da
Informação o entendimento "biblioteca digital", contém representações digitais dos
objetos, ser acessível através da internet, embora não para todos. Mas a ide ia da
digitalização é talvez a única característica de uma biblioteca digital em que há um
consenso.
Compreendemos uma biblioteca digital como uma biblioteca , então ela deve
incluir serviços de referências com serviços de alerta, manter banco de dados com
perfil de busca dos usuários, auxiliá-los com as ferramentas de busca , acesso e
assistência aos serviços de busca comerciais, etc. A informação nela armazenada
precisa ser de alta qualidade, passar pelo processo de seleção, indexado,
catalogado e classificado . Checar a exatidão e integridade das fontes de informação
nela disponibilizada, ter em conta a preocupação com a correta identificação
também . Enfim , oferecer produtos e serviços relevantes para seus usuários,
mantendo uma equipe multidisciplinar de especialistas (LIMA; SOUZA, 2010).

2.1 Avaliação de Bibliotecas Digitais
Essa necessidade de avaliação coaduna com o pensamento de Cunha (2009)
e Saracevic (2004) afirmam que as bibliotecas digitais ainda são pouco avaliadas e
apresentam reflexões acerca de como avaliar, bem como se referem à possibilidade
de usar as mesmas metodologias aplicadas nas bibliotecas tradicionais. Entretanto,
Cunha (2009) afirma que, essas indagações ainda não obtiveram respostas
definitivas. Assim sendo , podemos evidenciar a necessidade de desenvolvermos
metodologias especificas para avaliar essas bibliotecas.

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Para Saracevic (2004) as discussões sobre bibliotecas digitais são
abundantes, exceto quando se trata de avaliação. Este autor afirma ainda que na
literatura sobre avaliação dessas bibliotecas podem ser encontrados dois tipos
distintos de relatos de pesquisas: a) trabalhos que sugerem conceitos de avaliação,
modelos, abordagens, metodologias ou discutem avaliação; e b) trabalhos que
relatam avaliação real, ou seja , aplicação de metodologias as quais contêm dados
quantitativos (estatísticos) ou dados qualitativos (impressões).
Temos ainda uma pesquisa sobre avaliação de bibliotecas digitais
apresentada no Workshop, na qual Saracevic (2004) relata que não existem muitos
esforços em aplicar avaliação . Na verdade, existem mais trabalhos que discutem
avaliação do que relatam sobre avaliação. Tal afirmação tem base em dados
extraídos de duas grandes conferências sobre bibliotecas digitais, a saber: a
Conferência Européia sobre Bibliotecas Digitais (ECDL) e a Conferência Conjunta
ACM/IEEE sobre Bibliotecas Digitais (JCDL), as quais anualmente contêm não mais
de 5% de artigos ou põsteres que têm dados relativos à avaliação de quaisquer
aspectos de bibliotecas digitais.
Segundo Saracevic (2004) , as bibliotecas digitais são complexas,
constituindo-se em muito mais do que sistemas tecnológicos e a avaliação de
sistemas complexos é igualmente complexa . O autor afirma que não há interesse na
avaliação, e acrescenta "aqueles que fazem ou pesquisam bibliotecas digitais estão
interessados em fazer, construir, implementar, abrir novos caminhos, operar [... ] a
avaliação é de pouco ou nenhum interesse, além de não haver tempo para isto"
(SARACEVIC, 2004, p. 10).
Tammaro e Salarelli (2008) observam que um dos problemas da avaliação de
bibliotecas digitais encontra-se na coleta dos dados: faltam dados de uso que sejam
exatos, bem como a falta de normas internacionais de uso comum destinadas à
mensuração das bibliotecas digitais, problemas relativos às coleções digitais e à
medição de seu uso.
Para Blandford et aI. (2008) muitos estudos publicados sobre avaliação de
bibliotecas digitais são relatos de avaliações de sistemas específicos, envolvendo
testes com usuários ou avaliação de especialistas. Esses estudos de avaliação
podem ser baseados em análise quantitativa, como os que envolvem o uso de logs
de transação, e qualitativos, como as técnicas de entrevista, observação ou o think
a/oud (pensar em voz alta) . Tais estudos ilustram a diversidade de abordagens
possíveis quando se avalia bibliotecas digitais, e a variedade de questões possíveis.
Zhang (2007) considera que a avaliação de bibliotecas digitais pode pedir
abordagens e critérios também utilizados nas avaliações do sistema de recuperação
de informação das bibliotecas tradicionais, mas que é essencial desenvolver
modelos de avaliação específicos para esse tipo de bibliotecas. Até porque, segundo
o autor, com um enorme consumo de recursos técnicos, financeiros e de pessoal
empregados em cada projeto de implantação de uma biblioteca digital, este deve ser
avaliado para garantir o resultado de seu desenvolvimento.

2.2 Usabilidade em Bibliotecas Digitais
O termo usabilidade começou a ser usado na década de 1980, principalmente
nas áreas de Psicologia e de Ergonomia. Veio substituir a expressão "user-friend/y",
referente à interface amistosa e fácil de ser usada e entendida, porém considerada
vaga e subjetiva . Para evitar que o termo usabilidade sofresse o mesmo desgaste,

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vários são os autores que tentaram defini-lo utilizando abordagens diferentes (DIAS ,
2003).
A International Organization for Standardization (IS0 1 ) foi pioneira em criar
parâmetros normalizados sobre a usabilidade, e esses estudos tiveram como
resultado a norma ISO/IEC 9126. Na busca de contemplar a necessidade de novos
padrões para usabilidade, em 1998 foi publicada uma nova norma, a ISO 9241 , que
estabeleceu um novo conceito de usabilidade, passando a levar em consideração as
necessidades do usuário. Nessa norma são definidas características de qualidade
de software como: funcionalidade , confiabilidade, eficiência , portabilidade e
possibilidade de manutenção (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS
TÉCNICAS, 2002).
De acordo com a ISO 9241-11 , de 1998, (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE
NORMAS TÉCNICAS, 2002 , p. 3) usabilidade pode ser entendida como a
capacidade de um produto ser ''[. .. ] usado por usuários específicos para alcançar
objetivos específicos com eficácia, eficiência e satisfação em um contexto específico
de uso".

3 Metodologia

o presente estudo para avaliação da BVS, com foco na usabilidade, constituise em um teste formal de usabilidade para medir a eficiência, a eficácia e a
satisfação, conforme a NBR 9241-11 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS
TÉCNICAS, 2002, anexo B, p.11).
Dentre as abordagens que podem auxiliar na delimitação da trajetória de
estudo que se preocupa com a investigação da usabilidade nas bibliotecas digitais,
adotamos a abordagem qualitativa que, segundo Minayo (1994, p.22) ressalta que a
pesquisa qualitativa "trabalha com o universo de significados, motivos, aspirações,
crenças, valores e atitudes, o que corresponde a um espaço mais profundo das
relações, dos processos e dos fenômenos".
Esse direcionamento metodológico não descarta a possibilidade de, em
determinados momentos, quando, por exemplo, na apresentação dos níveis de
usabilidade e medidas, adotar-se a abordagem quantitativa . Para Minayo e Souza
(2005) a abordagem quantitativa é usada na apresentação de resultados que podem
ser contados e ressaltam, ainda, que esse tipo de abordagem é importante para
avaliar objetivos bastante específicos e estabelecer relações significativas entre
variáveis.
Nesta perspectiva , compreendemos que nosso objeto nos direciona a uma
metodologia quali-quanti, recorrendo às duas abordagens e ancorados em Minayo e
Souza (2005, p.99) quando afirmam que "As aproximações quantitativas e
qualitativas não devem ser consideradas antagônicas e sim linguagens
complementares, embora de natureza diferente".
Para conhecer o nível de usabilidade de bibliotecas digitais, definimos que os
dados resultantes do teste de usabilidade referentes às categorias eficácia ,
eficiência e satisfação seriam analisados estatisticamente adotando a séries
numéricas as quais, segundo Levin e Fox (2004 , p. 9), "podem ser usadas para : a)
1 A ISO é uma organização não-governamental estabelecida em Londres desde sua criação , em
fevereiro de 1946. Sua missão é promover e facilitar a coordenação internacional e a unificação de
padrões industriais.

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classificar ou categorizar no nível nominal de mensuração; b: ordenar por posto no
nível de mensuração; e c) atribuir um escore no nível intervalar de mensuração".
Nesse estudo a série numérica foi usada para mensuração dos níveis de
usabilidade, e constitui como medida de:
a) Eficácia - nível nominal de mensuração que consiste em nomear ou
rotular, ou seja, criar categorias e contar sua frequência de ocorrência
(LEVIN ; FOX, 2004). Nesse estudo usamos as categorias concluídas e
não concluídas e contamos, utilizando o software TextStat versão 2.7 para
saber o número de tarefas concluídas com êxito e poder mensurar o nível
de eficácia. O resultado foi apresentado em números percentual.
b) Eficiência - nível intervalar de mensuração que indica a distância exata
entre as categorias. A mensuração intervalar utiliza unidades constantes
de mensuração, nesse estudo a unidade foi o tempo em minutos que
concluiu a tarefa. O intervalo das categorias foi determinado pelo tempo
mínimo e máximo usado para realização das tarefas e organizados em
quatro níveis, eficiência péssima, satisfatória, boa e ótima, apresentado
em gráfico no qual o escore foi evidenciado (LEVIN; FOX, 2004).
c) Satisfação - nível ordinal de mensuração busca ordenar as categorias em
termos de graus em que possuem determinadas características. Adotamos
as categorias satisfação péssima, satisfatória, boa e ótima para conhecer
o nível de satisfação dos usuários. Para uma melhor visualização, os
níveis foram apresentados em gráfico (LEVIN; FOX, 2004) .
O parâmetro para saber se uma biblioteca digital é eficaz será mensurado
pelo percentual de usuários que concluíram as tarefas aplicadas no teste de
usabilidade. O resultado será representante da eficácia da biblioteca, quanto mais
afastar-se da unidade e aproximar-se dos 100%, mais eficaz será sua usabilidade.
A eficiência é calculada no intervalo do maior tempo usado para concluir a
tarefa e o menor tempo usado para o mesmo fim . Nesse intervalo de tempo será
calculado o tempo médio utilizado na realização da tarefa, e quanto mais essa média
se aproximar do menor tempo gasto na realização da tarefa mais eficiente será a
usabilidade da biblioteca digital. E a satisfação será definida pelo número de
usuários que respondem ao maior nível de satisfação apresentado na escala.
O ambiente de realização do teste de usabilidade foi o site da BVS que se
constitui em um espaço virtual da Internet formado pela coleção ou rede de fontes
de informação em saúde da Americana-Latina e do Caribe. As fontes de informação
são geradas, atualizadas, armazenadas e operadas na Internet por produtores,
integradores e intermediários, de modo descentralizado e obedecendo metodologias
comuns para sua integração.A BVS está disponível na internet com acesso livre
(BIBLIOTECA VIRTUAL EM SAÚDE , 2012) .
O universo da pesquisa constituiu de quatro programas de pós-graduação do
CSS, a saber: Programa de Pós-graduação em Odontologia ; Programa de Pósgraduação em Produtos Naturais e Sintéticos Bioativos; Programa de Pósgraduação em Enfermagem e Programa de Pós-graduação em Ciências da
Nutrição. Os participantes da pesquisa são docentes e discentes dos citados cursos
de Pós-graduação. A amostra representativa foi constituída por quinze sujeitos,
quatro docentes e onze discentes dos referidos programas de pós-graduação
composto pelos que aceitaram participar da pesquisa realizando os testes de
usabilidade. O número de participantes da pesquisa foi definido com base em

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Nielsen e Landauer (1993) que constatou a partir de vários estudos realizados, que
em média 31 % dos problemas de usabilidade são encontrados por um único
usuário. Com base nesse valor o autor conclui que cinco usuários são suficientes
para encontrar 85% dos problemas de usabilidade e que com quinze usuários
podem ser encontrados 100% dos problemas.
A aplicação do teste de usabilidade na BVS aconteceu em momentos
distintos, pois os dias e horários dependeu da disponibilidade dos sujeitos da
pesquisa, assim , foram seis momentos no laboratório de informática do CCS da
UFPB com diferentes grupos de usuários (entre os dias 5 e 21 de dezembro de
2011) .
Os participantes completaram três tarefas: Um questionário de
perfil/experiência que incluía tanto informações demográficas como informações
sobre utilização de computadores, recursos da internet e site de biblioteca ;
Realizaram dez tarefas utilizando o site da BVS. (As tarefas foram desenvolvidas
pela pesquisadora a partir das funções básicas do site da biblioteca .) e completaram
um questionário com oito perguntas abertas que extraía percepções sobre o uso da
biblioteca e seus recursos.

4 Resultados
Três tipos de dados foram coletados para conhecer o desempenho do usuário
e as suas percepções ao utilizarem o site, como segue: a) A eficácia foi medida pelo
número de tarefas completadas com êxito. b) A eficiência foi medida pela quantidade
de tempo usado para completar cada tarefa ; c) A satisfação foi medida por uma
escala de classificação com quatro níveis de satisfação.
Os participantes concluíram 79%das tarefas, levando em média 4min por
tarefa , e, em geral, ficaram satisfeitos com sua capacidade [como usuários] de
realizar as tarefas.
Quando solicitados para apresentar algum comentário sobre a BVS no fim das
tarefas, alguns participantes responderam : "A BVS sem dúvidas é um instrumento
bastante rico no que se refere à pesquisa cientifica , porém , sua navegabilidade não
é clara causando insegurança naqueles que não a usam com tanta frequência",
"Acho difícil utilizar a BVS , prefiro utilizar a Pubmed", "Conheci várias ferramentas da
BVS que estavam todo tempo à disposição, mas não são dialogadas"; "Seria
interessante haver uma melhora no cruzamento de palavras chaves ou a BVS
disponibilizar um tutorial referente aos links", "O instrumento é interessante e
algumas das tarefas me levaram a usar espaços do site onde normalmente não
ando". Eles também comentaram sobre as dificuldades para concluir alguma tarefa :
"Não consegui completar a última tarefa, pois, o site afirmava que a senha estava
incorreta. Solicitei nova senha por duas vezes e mesmo assim não tive acesso ao
sistema", "Fiz o cadastro, mas não consegui fazer o login, deu erro!" , "Não consegui
achar alguns atalhos, daí não ter concluído as tarefas", Alguns participantes
sugeriram que seria mais útil que a BVS disponibilizasse um sistema de tutorial geral
do site para os usuários inexperientes.

TABELA 1 - Resultados das tarefas concluídas

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N° Tarefas
Concluídas
(Eficácia)

TAREFAS

1. Realizar uma busca livre no site da BVS
(www.bvs.br) sobre um tema de seu interesse de
pesquisa .
2. Buscar em áreas especializada na base
Cid/saúde artigos que tratam da qualidade da saúde
em João Pessoa ;
3. Buscar como solicitar os serviços de fotocópias
da BVS e o custo por artigo recuperado;
4. Verificar no catálogo de revistas científicas se a
BVS tem Revista de Administração Pública ;
5. Verificar quais são os eventos programados para
o período de março a junho de 2012 da área de
saúde
6. Localizar na LlLACs o tutorial como pesquisar
7. Localizar textos que tratam dos seguintes temas:
saúde pública ; políticas públicas de saúde no Brasil
8. Verificar quantos trabalhos existe na base
LlLACS do pesquisador: Paim , Jairnilson Silva
9. Para fazer o levantamento bibliográfico no
MEDLlNE com termos em inglês localizados no
DeCS;
10.Fazer o cadastro nos serviços personalizados em
seguida efetuar o login para conhecer e listar os
serviços oferecidos .
TOTAUMEDIA
FONTE: Dados da pesquisa (2012)

Facilidade de
Realização
(Satisfação)

12 (80%)

Tempo
Médio em
Minutos
(Eficiência)
10.77

13 (87%)

4.08

9 (60%)

12 (80%)

3.63

11 (73,3%)

11 (73%)

5.09

6(40%)

13 (87%)

3.46

7 (46,7%)

13 (87%)
11 (73%)

3.38
3.36

8 (53,3%)
10 (66,7%)

14 (93%)

2.79

7 (46,7%)

12 (80%)

3.50

11 (73,3%)

8 (53%)

3.13

4 (26,7%)

11,9 (79%)

4.36

83 (55,3%)

10 (66,7%)

A Tabela 1 apresenta a coluna com o nível de eficácia representada pelo
número de tarefas concluídas pelos participantes do teste de usabilidade aplicado e
entre parêntese o equivalente em percentual. Na outra coluna , temos o nível
eficiência da BVS medido pelo tempo médio em minutos utilizado para conclusão
das tarefas e na última coluna a satisfação dos usuários em realizar as tarefas. A
satisfação foi obtida pelas indicações feitas na escala de satisfação respondida após
a realização de cada tarefa, para o calculo dos valores apresentados usamos a
soma dos usuários que consideram satisfatória e boa à realização da atividade,
nesse calculo não contamos com os extremos, ou seja , péssima e ótima . Com os
dados apresentados podemos fazer inferências importantes para análise da
usabilidade da BVS

4.1 Eficácia
Para analisar os dados obtidos com aplicação do teste de usabilidade na BVS
definimos como parâmetro para a eficácia o percentual de usuários que concluíram
as tarefas realizadas. Esse resultado será quanto mais indicador de eficácia à
medida que o percentual aproximar-se dos 100%. Nesse estudo , a eficácia foi
avaliada dentro dos seguintes parâmetros: menor que 50% péssima, de 51 % a 70%
satisfatória, de 71 % a 90% boa e acima de 91 % como ótima .
Observemos que a taxa percentual resultante dos dados obtidos no teste de
usabilidade foi 79%, um valor que representa mais da metade dos usuários

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concluíram as tarefas. Trata-se de um percentual significante, com base no qual
podemos inferir que a BVS tem uma eficácia que pode ser classificada como boa .
Dos textos analisados, doze abordam questões como eficácia, eficiência e
satisfação, sendo que dois apresentam dados referentes à aplicação de testes de
usabilidade que objetivaram conhecer a eficácia dos sites testados. Os dados do
estudo de Jeng (2004) , que avaliou dois sites distintos, apresentam que a taxa
global de eficácia para todos os sujeitos no site da Rutgers é de 81 % e no site da
Queens é 83% e na pesquisa de McGillis e Toms (2001) os resultados apontaram
que 75% das tarefas foram concluídas pelos sujeitos da pesquisa .
Observando os dados apresentados em outros testes de usabilidade em
bibliotecas digitais, sugerimos que sejam usados como benchmark para a eficácia da
usabilidade em bibliotecas digitais os parâmetros apresentados nessa pesquisa .

4.2 Eficiência
A eficiência da BVS foi calculada no intervalo do maior tempo usado para
concluir a tarefa e o menor tempo usado para o mesmo fim . Nessa pesquisa,
tivemos o menor tempo de 3 um minuto gasto para realização de tarefa e o maior
tempo de 28 minutos, e obtivemos como tempo médio gasto na realização das
tarefas de quatro minutos e 36 segundos, seguindo os parâmetros definidos na
metodologia proposta que quanto mais essa média se aproximar do menor tempo
gasto na realização das tarefas mais eficiente será a usabilidade da biblioteca digital
avaliada .
Atendendo aos objetivos do teste de usabilidade na BVS, apresentamos que
o tempo entre 28 minutos e 14 minutos e 49 segundos pode ser considerado como
eficiência péssima; entre 14 minutos e 50 minutos e sete minutos e 74 segundos
como eficiência satisfatória ; entre sete minutos e setenta e cinco segundos e um
minuto como eficiência boa e com menos de um minuto como eficiência ótima
Nos dados obtidos, temos que o tempo médio gasto para realização de cada
tarefa de 4,36 minutos evidenciado na tebela 1 como o tempo médio em minutos. Ou
seja, podemos inferir que a pesquisa aponta a BVS como uma biblioteca digital
avaliada com uma eficiência próxima de ótima .
Comparada com a literatura, dos dois textos que apresentam elementos que
possibilitam confirmar os resultados obtidos na nossa pesquisa temos que no
trabalho de Jeng (2004) a taxa global de eficiência , para todos os sujeitos,
correspondente ao tempo médio usado na realização das tarefas, temos que no site
da Rutgers 3 min o 26 seg o e no site da Queens 2 min o 10 sego e no estudo de
McGillis e Toms (2001) o tempo médio para realização das tarefas foi de dois
minutos.
4.3 Satisfação
A satisfação como medida de usabilidade da BVS foi analisada pelo
percentual de participantes que apontaram na escala de satisfação aplicada após
cada tarefa como satisfatória e boa, o calculo se deu com a soma do número de
participantes que apontaram na escala como satisfatória e ótima, a referida escala
contou com quatro níveis de satisfação (péssima , satisfatória, boa e ótima). Os
resultados da pesquisa foram obtidos com quinze participantes realizando dez
tarefas e indicando o grau de satisfação relacionada a cada uma das tarefas.

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Os indicadores de satisfação mostram que, das 150 respostas obtidas (quinze
participantes indicando o grau nas dez tarefas realizadas) cinquenta foram indicadas
como satisfatória , trinta e oito como péssima , trinta e três como boa e vinte e nove
como ótima. Desses dados, excluímos os extremos (péssimo e ótimo) e obtivemos
oitenta e três respostas como satisfatória e boa, correspondendo a 55 ,3% das
tarefas consideradas satisfatórias. Além das questões referentes às tarefas, ou seja,
a parte quantitativa da pesquisa , por ser a satisfação uma questão subjetiva . Foi
aplicado ao término do teste questionário com perguntas abertas, para coletar a
opinião dos participantes sobre o processo de avaliação da BVS, destacando pontos
importantes da usabilidade das bibliotecas digitais.
As respostas das oito questões do questionário pós-teste, aplicado com o
objetivo de possibilitar maiores elementos para analise qualitativa do teste de
usabilidade em questão, foram agrupadas de acordo com as categoria e
subcategiras de análise extraidas do corpus analisado, quais seja : Satisfação facilidade de uso, organização da informação, rotulagem , aparência visual, interface,
conteúdo e correção de erros - Aprendizibilidade.
A categoria satisfação é avaliada na questão "qual a sua opinião a respeito
da página inicial da página inicial da BVS?" E nela podemos observar também as
subcategorias organização da informação, aparência visual e interface. Essa
preocupação com a aparência da BVS encontra suporte teórico em Ferreira e Souto
(2006, p.185) quando afirmam ser interface da biblioteca digital "condição sine qua
non", para analisar a qualidade dessas bibliotecas.
Na opinião dos participantes da avaliação obtivemos posicionamentos como:
"A página apesar de apresentar todos os itens necessários para seu uso, não é
amistosa . Os links são apresentados em sua maioria com letras pequenas e exigem
certa curiosidade por parte de quem pesquisa". Temos mais dois participantes que
consideram que a página "Deveria melhorar a forma de apresentação das
informações" e "Seria interessante que ela fosse mais fácil de manusear".
Mas, temos também opiniões como: "É autoexplicativa e indica de forma
objetiva onde encontra o que se procura". Outras opiniões são enriquecedoras para
avaliação, ao mesmo tempo em que elogiam a BVS apresentam elementos que
podem ser considerados como problemas de usabilidade, a saber, "A página inicial
da BVS é clara e facilita a localização de alguns recursos, enquanto outros têm uma
série de janelas para chegar ao destino final, dificultando a pesquisa".
Por ser a interface elemento importante da interação do usuário com a
biblioteca digital, foi apresentada mais de uma questão que possibilita avaliação
desse ponto, como quando questiona "O que você acha da parte visual da BVS
(cores, formatação do texto, posição do conteúdo)?" Nessa questão, podemos
analisar as subcategorias aparência visual, conteúdo e interface. Segundo
Ferreira e Souto (2006, p. 187), "a interface passa a ser percebida tanto como o
meio para a interação usuário-sistema, quanto como uma ferramenta que oferece os
instrumentos para esse processo comunicativo".
Na opinião de alguns participantes, o visual da BVS apresenta problemas de
interação e visualização como se constata a seguir "É boa, mais acredito que pode
ser criado recursos para melhorar a posição do conteúdo", "Não é atrativo, tamanho
da letra pequena e organização de forma muito confusa ".
No entanto , outros usuários consideram que o visual da BVS é simples e
adequado como se observa nas palavras a seguir. "Acho perfeitos! As cores são

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claras e diferenciadas", "Boa formatação da página, com boa escolha de cores, não
cansando a vista do usuário" "Excelente" e "satisfatória"
Outro ponto solicitado à opinião dos usuários foi quanto ao sistema de busca
com as seguintes perguntas: O que você achou do sistema de busca da BVS (tanto
a busca integrada quanto a busca avançada)?" e "Você achou fácil pesquisar no
sistema BVS? Justifique?"
Nas questões, observamos as subcategorias: facilidade de uso,
organização da informação e rotulagem. Cardoso (2000) afirma que estudos
realizados considerando a interação com os Sistemas de Recuperação de
Informação confirmam que quando o usuário tem mais informação e controle sobre
suas buscas, sua performance e satisfação aumentam . Nessa perspectiva, é
necessário apresentar ao usuário uma interface de busca onde tenha a possibilidade
de conhecer todas as opções de busca para assim escolher aquelas que prefere
utilizar,
A opinião dos participantes da pesquisa confirma o relatado na literatura como
pode ser conferido nas respostas dos usuários. "O sistema é satisfatório e
apresenta-se como outros por mim utilizados", "É um sistema de busca de fácil
manuseio, ágil e que atende as necessidades do pesquisador", e "Gosto do sistema
de busca avançada, da opção de ordenar por preferências, ano de publicação, o
número de textos completos".
Outros usuários tiveram dificuldades em interagir com o sistema busca. Isso é
visível nas opiniões a seguir. "Deixou a desejar, poderia ser mais didático e mais
direto", "A busca integrada não é especifica , enquanto a busca avançada restringe
demais a temática ".
Quanto a facilidade de busca no sistema observa-se que a opinião depende
da experiência de pesquisa na BVS como justificativa mais frequente. Constatado
nas opiniões a seguir, "Considero fácil. Já utilizo a BVS há muitos anos e considero
fácil se familiarizar com o sistema". Já os com pouca experiência no usa da
biblioteca apresentaram alguma dificuldade como se pode ver nas seguintes
palavras, ''Tive um pouco de dificuldade. Não sei se isso é devido ao fato de não ter
o hábito de pesquisar na BVS", "A falta de prática torna um pouco complicado,
fazia algum tempo que eu não pesquisava na BVS" e outros consideraram difícil
justificando que "É a terceira vez que pesquiso no sistema BVS e encontro muitos
obstáculos nas pesquisas", "A informação está presente no sistema, mas é
necessário abrir muitas "abas" até encontrá-Ia" e "bastante complexo. Utilizar outros
buscadores é bem melhor, pois são muito mais rápidos e objetivos".
Objetivando saber a satisfação quanto à aprendizibilidade da BVS foi
elaborada a questão "O que você achou do tutorial como pesquisar (ajuda) da
LlLACS?" Segundo Jeng (2005) , a aprendizibilidade mede o esforço de
aprendizagem e leva em consideração o quão rápido o sujeito aprende como
realizar as tarefas.
Na opinião dos participantes fica evidente a importância dos tutoriais no
processo de aprendizibilidade do site. Ele apresenta o passo a passo da busca e
ajuda a localizar informações relevantes para boa interação com a biblioteca , Os
usuários consideraram o tutorial da base LlLACS como : "Muito bom , eu não
conhecia ", "Interessante e muito explicativo", "Muito bom, dinâmico, facilitando a
pesquisa", "Excelente" e "O caminho apontado no tutorial é fácil para os iniciantes,
mesmo para aqueles com pouca familiaridade na pesquisa em portais" .
Mas outros apesar de reconhecerem a importância desse recurso

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informacional apresentam pontos importantes a serem considerados pelos gestores
da BVS, tais como, "Gostei muito! Deveria ser mais destacado no site para aqueles
alunos que sentem dificuldades ou usam poucas vezes" e "Muito bom , eu não
conhecia " percebe-se que o recurso que objetiva orientar o usuário não é facilmente
localizado na página principal da biblioteca .
Visando contribuir para melhoria da biblioteca avaliada , foi solicitado
apresetação dos pontos fortes e fracos nas questões: "Quais são os pontos positivos
da BVS?" e "Quais são os pontos negativos da BVS?" As respostas serão
apresentadas pela ordem das perguntas, ou seja, primeiro os pontos positivos
seguidos dos pontos negativos.
Das respostas obtidas apareceram termos como: "ser em português" "sistema
simples de busca" "acesso livre", "bases temáticas", "base de dados brasileiras"
"quantidade expressiva de informação sobre a produção do conhecimento na área
da saúde" "Facilidade de acesso aos documentos", "agrega um banco de dados para
divulgação de informações técnico-científicas da America Latina" "acesso a base
LlLACS e vocabulário trilíngue DeCS". "pesquisa gratuita", "grande número de
artigos completos",
E como pontos negativos, mencionaram que: "os termos do DeCS , em sua
maioria , estão desatualizados", "Necessita melhorar a forma de busca por nome e
sobrenome, "Confuso, difícil achar a informação, muitos passos para se chegar no
objetivo da pesquisa", "buscas lenta"e "muito conteúdo na página inicial"
Na questão final , "Qual a sua avaliação geral a respeito da facilidade de uso
da BVS?", objetivando obter elementos que reforcem os pontos anteriores quanto à
satisfação do usuário que pesquisa na BVS, de modo geral, foi considerada como de
fácil uso e conteúdo relevante para área de saúde, mas ficaram evidentes alguns
problemas que precisam ser avaliados e sanados pelos gestores.
Na avaliação geral da BVS dos quinze participantes da pesquisa, sete
avaliaram positivamente o uso da biblioteca como constatam em algumas opiniões a
seguir: "Acredito que, de forma geral, a BVS tem uso simples, podendo ser operada
mesmo por usuários sem muita experiência", "Avalio o uso da BVS como ótimo, pois
a grande maioria das necessidades do pesquisador é atendida", "Avaliação positiva .
O fato da existência do tutorial que explica como usar o portal e de suma importância
pelo os iniciantes", "É uma biblioteca de fácil manuseio, só precisa de prática, como
qualquer outra ferramenta .", e "É uma ferramenta bastante necessária na vida
acadêmica",
Na opinião de outros sujeitos, a biblioteca é um dispositivo informacional
importante, mas apresenta problemas que dificultam a interação com o usuário,
como expressam a seguir, "Considero uma ferramenta usual mas que ainda pode
melhorar em alguns aspectos" e "A partir da realização da pesquisa, identifiquei
algumas dificuldades, como encontrar uma revista especializada , no entanto , em
uma avaliação geral o site se mostrou dinâmico e de fácil utilização".
No entanto, tive usuários que apresentaram uma avaliação negativa e
consideraram como difícil o uso da BVS : "O que não existe na BVS é facilidade" ,
"Não há facilidades de uso! Este é o problema. Acho muito confuso e prefiro utilizar
outras fontes" e "Não achei tão fácil. Prefiro usar o PUBMED".
Como análise geral do teste de usabilidade aplicado no site da BVS , os dados
nos possibilitam inferir que a mesma apresenta um bom nível de eficácia e uma boa
eficiência. Entretanto, a satisfação, ficou no nível satisfatório, conforme as respostas
apresentadas pelos participantes da pesquisa nas questões abertas. Com isso ,

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temos que a boa usabilidade de uma biblioteca digital não pode ser medida apenas
pela sua eficácia e eficiência . O usuário não se contenta apenas em localizar a
informação desejada no menor tempo possível, mas deseja também um sistema de
busca que seja fácil de usar, bem como um conteúdo relevante para sua área de
pesquisa . Essa questão ficou evidente quando um dos participantes da pesquisa
argumenta: "O portal BVS sem dúvidas é um instrumento bastante rico no que se
refere a pesquisa cientifica, porém , sua navegabilidade não é tão clara causando
insegurança naqueles que não a usam com tanta frequência" .
Os problemas de usabilidade, detectados com esta pesquisa, foram
observados principalmente nas questões abertas de satisfação. Mais da metade dos
usuários (oito) encontram dificuldade em usar o sistema de busca da biblioteca .
Outra questão de usabilidade apontada pelos participantes da pesquisa é o visual da
página principal, identificada com de visualização difícil com letra muito pequenas.
Outra questão é o número de novas janelas que são abertas sempre que um link é
acionado e isso deixa o usuário perdido na navegação.
Apesar de avaliarem como satisfatória a BVS, alguns usuários apresentaram
sugestões para melhorar a interação do sistema, tais como: criação de um tutorial,
aos modo do apresentado para base LlLACS, que contemple a BVS como um todo e
o dispor de forma mais vísivel na página principal.
5 Considerações Finais
O teste formal de usabilidade aplicado na BVS apresentou resultados
relevantes que nos leva a considerações conclusivas de que os resultados obtidos
com aplicação do teste de usabilidade na BVS apresenta a eficácia como boa , a
taxa percentual foi de 79%, valor representativo de que mais da metade dos
usuários concluíram as tarefas. Para definirmos que a BVS tem um nível de eficácia
considerada boa , baseada nos parâmetros indicados. Quanto à eficiência, o tempo
médio gasto para realização de cada tarefa foi de 4min36s identificado pelos
parâmetros adotados na pesquisa, como um ponto próximo a eficiência ótima . Ou
seja, a pesquisa aponta a BVS como uma biblioteca digital com uma eficiência boa.
No tocante à satisfação, os indicadores mostram que com 55,3% as tarefas foram
consideradas satisfatórias, excluídos os extremos péssimo e ótimo.
Sobre a satisfação dos usuários em usar a BVS, dos quinze participantes da
pesquisa, sete avaliaram positivamente, quatro sujeitos, consideram a biblioteca
como um dispositivo informacional importante, mas apresentando problemas
relativos à interação com o usuário e os quatro últimos apresentaram uma avaliação
negativa, considerando difícil o uso da BVS.
Em conclusão, o teste de usabilidade aplicado na BVS constata que a
usabilidade de uma biblioteca digital não pode ser medida apenas pela sua eficácia
e eficiência . Evidencia que o usuário quer além do acesso à informação, interação
fácil e amigável com a interface da biblioteca digital. Esse ponto foi especialmente
evidenciado por um dos participantes da pesquisa ao expressar sua opinião
declarando a BVS um instrumento bastante rico para atender à pesquisa cientifica,
porém, a navegabilidade causa insegurança naqueles que a usam eventualmente.
Os problemas se constituem em : letra muito pequena na página inicial da
biblioteca; dificuldades para encontrar os links relacionados aos portais de
informação especializada ; também foi considerado como fator que dificulta a
recuperação da informação o excessivo número de janelas que abrem para se

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chegar ao ponto desejado. Esse fator maxlmlza o número de usuanos que
abandonam a pesquisa . Com base nos dados e na literatura estudada, fica evidente
que a BVS apresenta também problemas de arquitetura da informação, ao se
observar que existe muito conteúdo na página inicial , ensejando melhor organização
visual da página principal.
Mesmo avaliando a BVS como satisfatória , há sugestões para melhorar a
interação com o sistema , tais como: melhoria no cruzamento de palavras chaves e
disponibilização de um tutorial referente ao uso das bases de dados.
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
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              <text>Teste de usabilidade da Biblioteca Virtual em Saúde: avaliação da eficácia, eficiência e satifação.</text>
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          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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              <text>Lima, Izabel França de; Souza, Renato Rocha; Dias, Guilherme Ataíde</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
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          <name>Publisher</name>
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          <name>Date</name>
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          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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              <text>Aborda aspectos relativos à avaliação de bibliotecas digitais, consideradas como dispositivos informacionais que podem auxiliar na democratização da informação mediada pelas tecnologias digitais. Tais bibliotecas podem ser compreendidas como um espaço de organização, armazenamento, disseminação e acesso a informação por meio de uma rede de comunicação. Discute a importância da avaliação dessas bibliotecas, observando a ausência de normas internacionais destinadas à mensuração dessas. Objetiva avaliar a usabilidade da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Metodologicamente caracteriza-se como um teste formal de usabilidade, com a finalidade de medir a eficiência, a eficácia e a satisfação de usuários de bibliotecas digitais. O teste foi composto por três instrumentos de coleta de dados, um questionário de perfil/experiência; uma lista de dez tarefas a serem realizadas, utilizando o site da BVS; e um questionário com oito perguntas abertas que extraía percepções sobre o uso da biblioteca e seus recursos. O modelo metodológico foi aplicado entre os dias 05 e 21 de dezembro de 2011 no laboratório de informática do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal da Paraíba. Os resultados do teste de usabilidade possibilitam inferir que a BVS apresenta um bom nível de eficácia e boa eficiência, tendo o quesito satisfação atingido o nível satisfatório, conforme as respostas apresentadas nas questões abertas pelos participantes da pesquisa. Foram detectados alguns problemas de usabilidade e apresentadas sugestões para melhorar a interface e, consequentemente, a interação usuário/biblioteca digital. </text>
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          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
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