<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="6026" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.libertar.org/items/show/6026?output=omeka-xml" accessDate="2026-05-21T21:08:40-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="5090">
      <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/49/6026/SNBU2012_165.pdf</src>
      <authentication>a22f3f91ea63ddab5ea01c9bba718d7f</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="64112">
                  <text>Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

MODELO DE CONSTRUÇÃO E INTEGRAÇÃO DO
CONHECIMENTO ATRAVÉS DAS REDES SOCIAIS PARA O
APRIMORAMENTO DE PLATAFORMAS DE GOVERNO ELETRÔNICO
Gisele Dziekaniak1
1Mestre, Universidade Federal do Rio Grande, Rio Grande, RS

Resumo
Este trabalho é derivado do estudo de doutorado em andamento da autora e
visa demonstrar, através de um modelo teórico-conceitual , um método desenvolvido
para extrair conhecimento das redes sociais, a fim de propor melhorias nas
plataformas de governo eletrônico (e-gov). Este método é baseado no mapeamento,
modelagem e elicitação de conhecimento e culmina na construção de requisitos
desenvolvidos a partir do capital social mapeado das redes sociais, a fim de
aprimorar as plataformas governamentais. Para tanto se utilizou a pesquisa
bibliográfica sobre modelos de governo eletrônico, redes sociais e modelagem de
conhecimento, bem como se fez uso da observação direta não participativa nos sites
de redes sociais como Facebook, Orkut, Twifter, blogs, nings e OpenBook em busca
do conhecimento compartilhado pelos usuários da Plataforma Lattes - plataforma
que serviu como análise de viabilidade ao estudo. A técnica utilizada para análise
dos posts foi o Discurso do Sujeito Coletivo em Lefévre, Lefévre e Teixeira (2000) .
Constatou-se que, apesar dos usuários manifestarem descontentamento e
apresentarem dúvidas e sugestões ao sistema Lattes, através das redes sociais que
participam , estes elementos não chegam até as agências governamentais. No
entanto , quando mapeado, modelado e elicitado, o conhecimento referido pode
auxiliar as agências governamentais a aprimorarem suas plataformas, tornando-as
mais acessíveis aos cidadãos, tanto na contribuição para o desenvolvimento de
sistemas que se baseiam no compartilhamento de conhecimento, como na sua
construção coletiva . Sendo a proposição final deste estudo, um modo de realizar
esta integração tão necessária entre cidadão (usuário) e governo (desenvolvedor do
sistema) .

Palavras-Chave:
Modelos e-gov; Governo eletrônico;
Modelagem do conhecimento.

Redes sociais; Plataforma e-gov;

Abstract
This paper derives from a doctoral study in progress and the author seeks to
demonstrate, through a theoretical-conceptual model, a method developed to extract
knowledge of social networks in order to propose improvements in e-government
platforms and identify how it is possible to extract knowledge from the social
networks. This method is based on the mapping , modeling and knowledge elicitation

1806

�Divulgação de produtos e serviços: páginas. blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

and culminates in the construction of requirements developed from the data mapped
from the social networks. For this purpose, it is used the literature on models of egovernment, social networks and modeling knowledge, besides making use of direct
non-participatory observations in social networking sites such as Facebook, Orkut,
Twitter, blogs, nings and OpenBook, in search of knowledge shared by users on
Lattes Platform - the platform that served as a feasibility analysis to the study. The
technique used for analysis of the posts was the Collective Subject Discourse on
Lefevre Lefevre and Teixeira (2000).lt seems that despite the fact that users express
dissatisfaction and submit questions and suggestions to the Lattes system through
the social networks involved, this knowledge does not reach government agencies.
However, when mapped, modeled and elicited, the knowledge that can assist
government agencies to improve their platforms, could make them more accessible
to citizens, contributing to the development of systems that rely on knowledge
sharing and construction conference. As the final proposition of this study, it is
presented a method to accomplish this much needed integration between citizen
(user) and government (system developer).

Keywords:
Models e-gov; Electronic Government; Social networks; E-gov platform;
Modeling of knowledge.

1 Introdução
As mídias sociais 1 oportunizam e possibilitam novos formatos de
comunicação e desenvolvimento de capital social 2 entre indivíduos, organizações e
comunidades. A utilização massiva e efetiva da Internet reflete na produção e
desenvolvimento de novos formatos de comunicação e no compartilhamento de
conhecimento.
Diante desta realidade, se percebe a capacidade que existe, e que
comportaria, dos países e seus governos melhorarem a oferta de canais de
comunicação com o cidadão, via Internet, já que o crescimento do uso das
tecnologias é bastante significativo por estes, o que oportunizaria um espaço maior
de comunicação da sociedade com o Estado (G2C) e geraria canais efetivos de
compartilhamento entre os próprios cidadãos (C2C).
Isto, porém, não acontece com a devida intensidade, deixando de responder a
um dos novos modus operandi de comunicação entre as pessoas no âmbito
governamental: a comunicação virtual baseada no uso de redes sociais on-line .
Neste sentido, torna-se clara a importância da realização de análises a
respeito do desenvolvimento de mecanismos que redimensionem na esfera da
1 De acordo com Recuero (2008) mídia social é uma "ferramenta de comunicação que
permite a emergência das redes sociais. I... ) permite a apropriação para a sociabilidade, a
partir da construção do espaço social e da interação com outros atores."
2 Para Putnam (1996, p. 177): "o capital social diz respeito a características da organização
social, como confiança, normas e sistemas, que contribuam para aumentar a eficiência da
sociedade, facilitando as ações coordenadas." Este autor também considera capital social
como elemento facilitador da cooperação voluntária, decisiva para a instauração de círculos
virtuosos favorecedores de um bom desempenho institucional.

1807

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

gestão governamental, o que já ocorre na esfera social, qual seja , a utilização de
ferramentas tecnológicas para o desenvolvimento de uma nova visão de
comunicação entre pares através da Internet; espaço onde a filosofia da busca por
respostas a problemas ou necessidades informacionais, bem como a busca pela
construção e compartilhamento de conhecimento parece se efetivar cada dia mais.
Esta realidade prima pela importância coletiva na construção do
conhecimento, onde "a responsabilidade social é distribuída por diferentes agentes e
instâncias e, embora o peso de sua contribuição oscile, há uma forte
interdependência que converge para o capital humano e o valor coletivo do
conhecimento". (PINHEIRO, 2009, p. 1-2). Tendo seu ápice no desenvolvimento da
Sociedade do Conhecimento.
Entende-se que é importante para o desenvolvimento desta nova sociedade caracterizada pela busca do conhecimento e pela equanimidade de acesso ao
conhecimento, abrir espaço para o cidadão comum participar de forma mais efetiva
na construção e melhorias de plataformas e-gov. Assim como é primordial que o
governo valorize e participe dos espaços criados espontaneamente pelos cidadãos,
através do acompanhamento do que é discutido e proposto nestes espaços e do
compartilhamento de conhecimento: para que haja integração deste conhecimento e
uma gestão pública mais interativa e participativa junto do cidadão.
Esta interação on-line via mídias sociais pode ser considerada mais um
elemento a auxiliar os técnicos e gestores públicos no desenvolvimento de
plataformas e projetos e-gov, através da identificação de demandas, necessidades e
sugestões dos cidadãos sobre estas plataformas; auxiliando no crescimento de
know how com base no conhecimento empírico adquirido através destes espaços
comunicacionais, baseados nas mídias sociais ao utilizar o conteúdo - criado
coletivamente, de baixo para cima (partindo do cidadão) , através das redes sociais e
transformando-o em conhecimento explicitado e documentado, para posterior reuso
pelos gestores visando à promoção de modelos de maturidade em e-gov mais
interativos e comunicativos para desenvolver a sociedade do conhecimento em
conjunto com os cidadãos, através de projetos e-gov com a participação cidadã .
O capital social, e principalmente , os insumos de conhecimento e o seu
mapeamento no âmbito do governo eletrônico, contextualizados às redes sociais,
bem como ao modo como os governos avaliam e validam seus projetos e-gov e
ainda, o diagnóstico de como estas redes podem servir de instrumento de integração
de conhecimento, através da construção de requisitos aos sistemas e-gov são
objetos de estudo desta pesquisa.
Sobre a participação do governo em redes sociais espontâneas, não há a
identificação em nenhum dos modelos e-gov analisados do estímulo à possibilidade
prática destes cidadãos participarem ativamente de seu governo, provendo este com
informação e capital social, baseado no conhecimento prático das necessidades e
realidades da sociedade, inclusive propondo melhores práticas na resolução de
problemas, a partir das redes sociais. Ou ainda , o estímulo à promoção de espaços
compartilhados de conhecimento para que haja a proposição de projetos onde a
comunicação ocorra todos-para-todos, através das redes sociais ou mídias sociais e
Web 2.0; esta última tendo por filosofia o compartilhamento de conteúdos e a
construção interativa e coletiva de conhecimento.
Ao mesmo tempo em que é difícil para o governo motivar os cidadãos a
participarem de canais de comunicação governo-cidadão e a desenvolverem
conjuntamente conhecimento, seja porque o governo está desacreditado pelos
cidadãos - 87% dos entrevistados na Pesquisa TIC - Governo eletrônico disseram

1808

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

confiar pouco ou não confiar nada na instituição "Governo" (CGI BRASIL, 2010) ,
quer porque as transações são de difícil conclusão, 23% dos entrevistados na
mesma pesquisa disseram que apesar de os serviços que necessitam estarem
disponíveis na Internet, não conseguem concluir as transações (CGI BRASIL, 2010).
Existem iniciativas de comunidades criadas espontaneamente dentro de redes
sociais como, por exemplo, no Orkut3 , as quais surgem não por uma sugestão ou
imposição governamental, mas que, ainda assim - ou justamente por isto, se
propõem a contribuir, discutir e propor melhorias a plataformas e-gov como é o caso
das Comunidades "Currículo Lattes - o Orkut nerd", com 11 .036 membros, "Eu tenho
currículo Lattes - CNPq", com aproximadamente 3.340 membros, "Eu odeio atualizar
o Lattes", com 493 membros e "Plataforma Lattes", com 404 membros, monitoradas
por este estudo.
O conhecimento prático e empírico, resultante das trocas simbólicas dentro
destas redes sociais espontâneas, ao não ser mapeado, tratado , modelado,
incorporado, compartilhado, classificado, recuperado e reutilizado pelo governo,
deixa de ser compreendido e aproveitado por este, o que ocasiona falhas nos meios
de aquisição de requisitos para desenvolver projetos e-gov. Ou seja, posto que se
encontra somente no foro das redes e desintegra-se à medida que não é analisado
pelo governo, o conhecimento surgido das comunicações entre cidadãos nos
espaços de comunicação nas redes sociais não acompanhadas pelo governo, deixa
de servir como matéria-prima para a gestão governamental e para a proposição de
melhorias nas plataformas e-gov existentes.
Logo, o objetivo do trabalho é propor um método para extração e modelagem
de requisitos, baseado no conhecimento presente nas redes sociais espontâneas
sobre plataformas e-gov, gerados pelos cidadãos membros destas redes sociais.

2 Modelos de governo eletrônico e redes sociais
Com o desenvolvimento e expansão da Internet e das tecnologias de
informação e comunicação, inclusive nos países ditos periféricos, os governos
começam a interessar-se por um novo formato de comunicação e oferta de serviços
e produtos de modo eletrônico.
Neste contexto, surgem os modelos e-gov, considerados a base teórica para o
desenvolvimento de projetos e plataformas de governo eletrônico. Eles surgem da
perspectiva de planejar sobre a implantação das TICs no governo, e visam que esta
reunião de tecnologias aplicadas na gestão pública e na prestação de e-serviços
auxiliem no desenvolvimento de melhores práticas no âmbito governamental.
Dentre as categorias que podem ser consideradas tendências atuais no
âmbito do desenvolvimento dos modelos e-gov, encontram-se:
Quadro 1: Principais características dos modelos e-gov
Principais categorias
Desenvolvimento da
e-democracia

Modelos e-gov
Riley (2001)
Siau e Long (2005)
UN/ASPA (2008)
Hiller e BélanQer (2001)

e-participação

3

Disponível em: www.orkut.com

1809

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

UN/ASPA (2008)
Andersen e Henriksen (2006)

Valorização do
accountabilitv
Customização no
atendimento ao cidadão
Portal único na Web

Modelo NEC3 Holmes (2001)
Modelo NEC3 Holmes (2001)
Wimmer (2002)
Olivares (2005)
Baum e Di Maio (2000)
Barbosa, Faria e Pinto (2004)
Siau e Long (2005)
Andersen e Henriksen (2006)
Olivares (2005)
Modelo NEC 3 Holmes (2001)
World Bank (2001)
Hiller e Bélanger (2001)
Layne e Lee (2001)
Barbosa, Faria e Pinto (2004)
Andersen e Henriksen (2006)
UN/ASPA (2008)
Jayasrhee e Marthandan (2010)
Barbosa, Faria e Pinto (2004)
Modelo NEC3 Holmes (2001)
Siau e Long (2005)

Transformação das
práticas de
gestão pública

Integração entre
sistemas e
agências públicas

Centrado no cidadão

..

Fonte: Dados oriundos da pesquisa blbhograflca

A proposta dos modelos e-gov, embora importante e imprescindível para o
desenvolvimento das sociedades que almejam tornarem-se "Sociedades do
Conhecimento" não deve levar em conta que será a implantação das TICs que
promoverá sozinha a e-participação, mas sim, a proposição de uma releitura a
respeito de antigas práticas de gestão pública baseadas na centralização das
decisões.
A própria UN/ASPA (2008) aponta em seu modelo de maturidade [de
governo eletrônico) que um grau avançado de e-governo deve ser
chamado de integração em rede, marcado pela sinergia generalizada
entre órgãos e entidades responsáveis pelo fornecimento de
informações ao cidadão. (LAIA, 2009, p. 295) .

o saber-fazer no âmbito do desenvolvimento dos modelos e-gov ainda possui
carências e necessita de maiores estudos. Para Gupta e Jana (2003) a literatura
oferece poucas abordagens úteis de avaliação de projetos e-gov.
Segundo Dodebei (2002 , p. 20) : 'l .. ] os modelos são, sempre , aproximações
seletivas que, eliminando aspectos acidentais, permitem o aparecimento dos
aspectos fundamentais, relevantes ou interessantes, do mundo real , sob alguma
forma generalizada".
Deste modo, para este estudo, entende-se que um modelo é a reunião teórica
de princípios, conceitos e elementos que devem ser formalizados para serem
inteligíveis, quer por indivíduos ou por máquinas, através de uma lógica sistêmica
que conceba a indissociação de qualquer uma das partes presentes neste modelo,
1810

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

enquanto um sistema dinâmico, interativo, interdependente, superordenado e
passível de sofrer atualizações, dada a dinamicidade que o contexto para o qual este
modelo é criado exige.
Carbo e Williams (2004) afirmam que não se tem ainda um bom modelo para
governo e cidadãos, que lhes ofereça um contexto de compreensão e implantação
de sistemas e serviços que usam tecnologias de informação diferentes. Para estes
autores, um modelo adequado necessita: a) entender as necessidades
dos funcionários
do
governo
e
cidadãos,
b) encorajar
a adoção
de soluções existentes, sempre que possível ; c) tratar as questões éticas e
políticas; d) escalabilidade de apoio; e) assegurar a proteção da privacidade
e segurança ; e f) prever para aferir e estabelecer métricas.
A seguir aborda-se as redes sociais, espaço social adotado por este estudo
como fonte de coleta de insumos que representam o desenvolvimento de capital
social e o conhecimento desenvolvidos pelos cidadãos usuários de plataformas egov.

2.1 Redes sociais
Para Recuero (2009, p, 24) a rede ué uma metáfora para observar os padrões
de conexão de um grupo social, a partir das conexões estabelecidas entre os
diversos atores. A abordagem da rede tem, assim, seu foco na estrutura social, onde
não é possível isolar os atores sociais e nem suas conexões". Independentemente
desta rede ser on-line ou off-line.
Este estudo não se aprofunda nos tipos de relações existentes em tais
comunidades, por conta de que, através da observação direta não participativa foi
possível identificar pelas postagens dos membros das redes, a existência de capital
social e de troca e compartilhamento de conhecimento sobre a Plataforma Lattes e
quais foram elas. O que foi suficiente elaborar novos requisitos a serem
incorporados à Plataforma analisada, de acordo com os seus usuários.
No entanto, segue-se a classificação que Recuero (2009) aponta sobre os
elementos das redes sociais virtuais se constituírem em atores e conexões. Sendo
os atores - pessoas envolvidas na rede analisada cuja representação nas redes se
dá pelas suas manifestações nos fóruns, gerando laços sociais, através de suas
interações com os demais atores; enquanto que as conexões são os próprios laços
sociais criados por meio da interatividade social entre estes atores, cujas variações
alteram a estrutura das redes e só podem ser percebidos através do rastro que um
ator deixa nas redes por meio de seus comentários, seja em blogs, sites de redes
sociais, Twifter, etc. No entanto, as conexões consideradas para fins deste estudo
são aquelas desenvolvidas dentro do ambiente das comunidades estudadas nos
sites sobre a Plataforma Lattes como plataforma e-gov.
Um dos objetivos das redes sociais pode vir a ser a promoção da relação
cidadão-cidadão. Porém, percebe-se grande descompasso com relação ao que é
possível ser feito no âmbito do modelo cultural, social e tecnológico de comunicação
contemporâneo - sobretudo através das redes sociais, com o que se mantém quase
imutável , que são os formatos de interação e integração do conhecimento, no campo
dos modelos e-gov.

1811

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

3 Materiais e Métodos
Os principais métodos adotados para a realização deste estudo foram a
pesquisa bibliográfica sobre a temática dos modelos de governo eletrônico, redes
sociais e plataformas e-gov, bem como a observação direta não participativa em
sites de redes sociais como Orkut, Facebook, Twitter, OpenBook, nings e blogs que
abordavam as expressões "plataforma latles" ou "currículo latles" na busca realizada
nas bases dos referidos sites, bem como no Google, durante os meses de maio de
2001 até fevereiro de 2012 .
A análise de viabilidade feita na Plataforma Lattes foi o meio de investigação
adotado para verificar a existência de capital social nas redes sociais espontâneas
sobre plataformas e-gov, a fim de identificar se estas comunidades poderiam
fornecer capital social significativo sobre plataformas e-gov, para que os modelos egov pudessem se embasar nesta interação social e aproveitar o conteúdo nelas
disponibilizados, para desenvolverem e aperfeiçoarem seus projetos e-gov.
Os conhecimentos obtidos através da observação direta não participativa nas
redes sociais são tratados através da técnica de levantamento de requisitos da
Engenharia do Conhecimento para servirem de insumo na proposição de melhorias
na Plataforma Latles - plataforma adotada como análise de viabilidade por este
estudo.

4 Resultados Parciais/Finais
Os resultados obtidos até o momento correspondem à identificação de que
existe sim o desenvolvimento de capital social e de conhecimento entre os cidadãos
membros das redes sociais sobre a Plataforma Lattes, uma vez que foi possível , até
o momento, gerar 60 novos requisitos a incorporarem a Plataforma, os quais foram
retirados das discussões, sugestões e dúvidas dos usuários das redes sociais sobre
a Plataforma Lattes.
Com base nesta constatação desenvolveu-se um modelo conceitual
representado pelas figuras 1, 2 e 3 a seguir, as quais apresentam um modelo
baseado, primeiramente, na avaliação dos modelos de maturidade existentes, que
evidencia a importância de categorias vinculadas à integração, elicitação ,
modelagem e extração de conhecimento das redes sociais sobre modelos e projetos
e-gov e após esta análise utiliza-se o conhecimento elicitado destas redes,
transformando-os em requisitos para o desenvolvimento de projetos e-gov
interativos, baseados na visão dos usuários.
Busca-se com o modelo e o método propostos, a geração de um círculo
virtuoso de compartilhamento e integração de conhecimento governo-sociedade, o
qual deve estar sempre em movimento e refazer seus passos constantemente , posto
que o conhecimento necessita ser mantido e atualizado.
As etapas do modelo podem ser representadas através da seguinte estrutura
(figura 1) que resume as fases do modelo referencial.

1812

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

FASE 1
Mapeamento da presença de eom\midades c

redes sociais sobre aplicações e-Gov
Participação e inserção do govcmo nas mídias
sociais
Tratamento do conhecimento c eOll1cúdo
gerado no àmbilo das midias sociais
Integração c disponibilização de conhecimento
gerados alravés da~ midias sociais: repositório

Governo 2.0 Companilhamcnto de
pUbliCJ

Figura 1 - Etapas conceituais do modelo proposto
FONTE: dados da pesquisa

A figura 2, cujo processo inicia com a etapa de Identificação do conhecimento
na web, identifica e representa as fases conceituais pelas quais o governo precisaria
passar para aproveitar o conhecimento oriundo das redes sociais, como fonte de
melhorias nas plataformas e-gov e integração do conhecimento gerado pelas trocas
simbólicas via redes sociais.

Identificação
Conhecímento
Web2.0

Inclusão ambientes
colaborativos

Tratamento conhecimento
Governo - cidadão

Governo 2.0

Conhecimento
Figura 2: fases conceituais do modelo de compartilhamento e integração de
conhecimento entre governo-sociedade
Fonte: dados da pesquisa

1813

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

A figura 3 a seguir identifica os processos e tarefas que devem ser seguidos
para implantação do modelo referencial proposto nas figuras 1 e 2.

Partlclp

Mapear
Capital Social

aU'Iame nte das
discuss õ es nas redes

(redes sociais)

Utilizar

Tratar

conhecimento
com partilhado

palavras-chave
adotadas pelos cidadãos
por Folksonomia

na gestão
pública
acesso públic

conheciment
mapeado
(integração)

Figura 3: fluxo de ações de compartilhamento e integração do conhecimento entre
governo-sociedade
Fonte: dados da pesquisa

Com base no método proposto, o estudo até o momento desenvolveu cerca
de 60 novos requisitos a serem incorporados à Plataforma Lattes, sendo que todos
eles foram criados pela pesquisa baseado nas manifestações e trocas simbólicas
realizadas entre os membros das comunidades e redes sociais observadas durante
o estudo. A totalidade destes novos requisitos não se encontram disponíveis neste
trabalho por conta de que a tese exige originalidade e ineditismo no ato de sua
defesa e a mesma ainda não ocorreu .
No entanto, a seguir (quadro 2) é apresentado um grupo com alguns dos
requisitos criados para a Plataforma Latles e compilados em especial para este
trabalho para demonstrar sua criação .

QUADRO 2 - Grupo de requisitos criados através da observação direta nos
sites de redes sociais sobre a Plataforma Lattes

N°

Tema
Dúvida de
conteúdo
Resumo

Comentários usuários
"Alguém sabe a diferença
entre resumo e resumo
expandido em anais de
evento?"

Dúvida de
conteúdo

"Minha mãe tem nome
duplo, quando entro de

1814

Requisito
Conter caixas de texto com
explicações sobre o
conteúdo dos campos,
disponível ao passar do
mouse sobre o campo
Informar ao usuário o(s)
problema(s) detectado(s) que

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Divergência
dados Receita

Dúvida de
campo
Co-orientador
Dúvida de
campo
Tutorial
Construção de
tutorial interativo
no site
Construção de
umaWiki

Curso de Lattes/
Multiplicadores
para ensinar a
usar a
plataforma

novo na minha conta , o 2°
nome dela tá no
sobrenome e já tentei por
só um nome, os 2 juntos,
mas nada dá jeito, alguém
passou por isso?"
"Não há opção para
cadastrar co-orientador de
mestrado e doutorado?"
"Coloca (sic) um tutorial
no lattes, dizendo onde
vai cada coisa . Tipo uma
seção Help."
"O meu mesmo [currículo]
deve ter um monte de
coisas no lugar errado.
Rsss"
"Aonde colocar os
dados?"
"Cara de Face [Facebook]
e interatividade de Orkut. "
"Queria muito fazer um
manual para facilitar
nossas vidas e diminuir
esse tempo né ... "
[referindo-se ao tempo de
preenchimento]"

impedem
cadastro/atualização

Oferecer opção para
cadastro de co-orientador de
mestrado e doutorado
Conter tutorial explicando as
possibilidades de dados a
serem inseridos em cada
campo
Realizar consultas públicas
com usuários da Plataforma
para coletar melhorias e
sugestões para a plataforma
Oferecer aplicativo Wiki para
usuários desenvolverem
coletivamente um manual
Buscar multiplicadores no
ensino da Plataforma dentre
os usuários do sistema

Fonte: dados coletados na pesquisa

5 Considerações Parciais/Finais
Os modelos e-gov necessitam considerar o cenário em que a nova Sociedade
do Conhecimento começa a florescer e nela inserirem-se; passando a considerá-Ia
como uma sociedade que é habituada a se mover, através de espaços
compartilhados na promoção de redes sociais, blogs e nings, bem como através de
espaços de negócios digitais baseados nas possibilidades tecnológicas.
Os governos precisam focar na valorização das demandas da sociedade
contemporânea, declaradas nestes espaços comunicacionais on-line, no sentido de
alcançar o desenvolvimento e adquirir a base necessária para chegar a uma
sociedade que dissemine, estimule, troque e reuse informação e conhecimento ,
como matérias-primas para seu desenvolvimento e de seus membros, auxiliando,
dentre outras facetas , na instrumentalização do cidadão e no desenvolvimento da
sociedade e da gestão pública, através de plataformas e-gov mais interativas e que
compartilhem conhecimento entre governo e sociedade.
Uma das formas de se estimular esta evolução é através da valorização dos
conteúdos presentes nas redes sociais on-line sobre plataformas e-gov criadas de
modo espontâneo pelos cidadãos. Esta valorização deve ser feita pelos governos e
seus modelos e-gov, partilhando com os cidadãos seu interesse e disponibilidade em
compartilhar conhecimento, capital social, expertises e repertórios pessoais através

1815

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

de ações conjuntas para : TRANSFORMAR '* DESENVOLVER'* INOVAR a
sociedade.
Seria interessante e oportuno que o governo revisse suas práticas de busca
por requisitos que desenvolvam e aperfeiçoem suas plataformas e-gov, através do
acesso ao conteúdo que os cidadãos compartilham nas redes sociais sobre estas
plataformas, a fim de que passe a basear-se também no capital social presente nas
trocas ocorridas através de redes sociais, como uma condição a ser objetivada para
o desenvolvimento de um e-gov de sucesso, atendendo tanto aos requisitos
governamentais, quanto aos requisitos da participação cidadã a contribuir de forma
conjunta com seu governo, ao invés do que ocorre hoje na relação e na tomada de
decisão na esfera pública, que é na, maioria das vezes, centralizada nas agências
governamentais.
Com base no estudo realizado percebe-se que existem muitas insatisfações
dos usuários da Plataforma Lattes que são ao mesmo tempo membros de
comunidades e redes sociais. E, caso essas insatisfações fossem rastreadas
continuamente pelo governo e corrigidas no sistema Lattes, elas trariam
aprimoramento a mesma e, com isso maior satisfação dos seus usuários.
Um dos maiores problemas no desenvolvimento de sistemas computacionais
é a etapa de levantamento de requisitos. Contudo, caso este método desenvolvido
seja aplicado, os próprios usuários das plataformas e-gov contribuirão na
identificação destes requisitos , tornando os sistemas de governo eletrônico
personalizados de acordo com suas necessidades e demandas específicas.

6 Referências
ANDERSEN, K.v.; HENRIKSEN, H.Z. E-government maturity models: Extension of
the Layne and Lee model, Government Information Quarterly, v, 23, n, 2, p. 236-248 ,
2006.
BARROS, F. L. de. Redes sociais em campos políticos internacionais-globais para o
desenvolvimento: perspectivas a partir da experiência brasileira , In: SEMINÁRIO
NACIONAL MOVIMENTOS SOCIAIS , PARTICIPAÇÃO E DEMOCRACIA, 2., 2007 .
Anais ... Florianópolis: Núcleo de Pesquisa em Movimentos Sociais, 2007 .
BARBOSA, A. F. FARIA; F. I. de; PINTO, S. L. ; Governo Eletrônico: Um modelo de
referencia para a sua implementação, In : CONGRESSO ANUAL DE TECNOLOGIA
DE INFORMAÇÃO - CATI 2004 - FGVEAESP. Anais ... São Paulo: 2004. Disponível
em :
http://www.buscalegis.ufsc.br/revistas/index.php/buscalegis/article/viewFile/19564/19
128 Acesso em : 11 de mar. 2012 .
BAUM, C.; DI MAIO, A. . Gartners four phases of e-Government mode!. Gartner
Group, 2000 . http://www.gartner.com/DisplayDocument?id=317292 Acesso em : 21
mar. 2012 .
CARBO, T. ; WILLlAMS, J.G. Models and Metrics for Evaluating Local Electronic
Government Systems and Services, Electronic Joumal of e-Govemment, v, 2, n. 2
2004(95-104) . Disponível em : www.ejeg .com Acesso em: 02 abro2012 .

1816

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNl ck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

CGI BRASIL. Pesquisa sobre o uso das tecnologias da informação e comunicação
TIC
Governo
Eletrônico
-2010.
Disponível
em :
no
Brasil:
http://www.cetic.br/tic/egov/2010/index.htm Acesso: 12 mar. 2012.
DODEBEI , V, L. D. Tesauro : linguagem de representação da memória documentária.
Niterói; Rio de Janeiro: Intertexto; Ed . Interciência, 2002 .
ESTEVES, J.; JOSEPH, R.C . A comprehensive framework for the assessment of eGovernment projects. Government Information Ouarterly, 25, 2008, p.118-132.
Disponível em : www.sciencedirect.com Acesso em : 07 mar. 2012 .
GARTNER GROUP. Key Issues in e-Government Strategy and Management,
Research notes, maio, 2000 .
GUPTA, M.P. ; JANA, D. E-government evaluation : a framework and case study.
Government Information Ouarterly, 20, p. 365-387, 2003 .
HILLER, J. S.; BELANGER, F. Privacy stratgies for electronic government. Rowman
and Littlefield Publishiers, Lahan, Maryland, North America, p. 162-198, 2001 .
HOLMES, D. E-gov: ebusiness strategies for government. London : Nicholas Brealey
Publishing , 2001 .
JAYASHREE, S.; MARTHANDAN, G. Government to e-Government to e-society.
Journal of Applied Sciences, v. 10, n. 19, 2010 . p. 2205-2210 .
KRISHNA, A. Enhancing political participation in democracies.: what is role of social
capital? Comparative Political Studies, v. 35, n. 4 , p. 437-460, may 2002 .
LAIA, M. M. de. Políticas de Governo eletrônico em estados da federação brasileira:
uma contribuição para análise segundo a perspectiva institucional. Belo Horizonte,
2009. Tese (Doutorado em Ciência da Informação) - Universidade Federal de Minas
Gerais, 2009. Disponível em : http://dspace.lcc.ufmg.br/dspace/bitstream/1843/ECID7V2JEZ/1/052510 revis o final marconi 3.0.pdf Acesso em : 25 mar. 2012 .
LAYNE, K.; LEE, J. Developing fully functional E-government: A four stage model,
Government Information Ouarterly, v. 18, n. 2, 2001 .
LEFEVRE, F. ; LEFEVRE, A. M. C; TEIXEIRA, J. J. V. O discurso do sujeito coletivo:
uma nova abordagem metodológica em pesquisa qualitativa. Caxias do Sul : EDUCS,
2000.
OLlVARES, J. L'Administració Oberta de Catalunya (AOC): Institucions de govern en
xarxa . Barcelona , Spain : Catalonia e-Governance Forum , 2005. Disponível em :
http://www.gencat.caUforum-egovernance/2005/doc/olivares.pdf Acesso em : 26 mar.
2012 .
PEW RESEARCH CENTER. Social networking sites and our lives, Jun . 2011 .

1817

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Disponível em : http://pewinternet.org/-/media//Files/Reports/2011/PIP%20%20Social%20networking%20sites%20and%20our%20Iives.pdf Acesso em : 22 fev.
2012 .
PINHEIRO, L. V. R. Ciência da informação e sociedade: uma relação delicada entre
a fome de saber e de viver, In : ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA E PÓSGRADUAÇÃO EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 10, João Pessoa , 2009 . Anais
eletrônicos.. . João Pessoa, 2009. Disponível em :
http://ibict.phlnet.com .br/anexos/LenaResponsabilidadeSocia12009ENANCIB .pdf
Acesso em : 15 mar, 2012.
PUTNAM , R. Comunidade e democracia: a experiência na Itália moderna. Rio de
Janeiro: FGV, 1996.

°

RECUERO, R. da C. que é mídia social? Social Media, 02 out. 2008. [post] .
Disponível em :
http://www.pontomidia .com .br/raquel/arquivos/oqueemidiasocial.htmI Acesso
em : 06 abr. 2012 .
RECUERO, R. C. Redes sociais na Internet. Porto Alegre: Sulina, 2009 . Disponível
em : http://www.redessociais.netlcubocc redessociais.pdf Acesso em : 13 mar. 2012 .
RILEY, T. Electronic governance and electronic democracy: Living and working in the
connected world, Brisbane, Australia : Commonwealth Heads of Government
Meeting , c 2000.
SIAU, K.; LONG, Y. Synthesizing e-government stage models - a meta-synthesis
based on meta-ethnography approach , Industrial Management + Data Systems, v,
105, n. 3/4, p. 443-458, 2005 . Disponível em : www.emeraldinsight.com/02635577.htm Acesso: 10 mar. 2012.
UN/ASPA. UNITED NATIONS. United Nations e-government survey 2008: from egovernment to connected governance. New York: UN, 2008.
WIMMER, M. A. A European perspective towards online one-stop government: the
eGOV project. Electronic Commerce Research and Applications, v. 1, n. 1, p. 92-103,
Spring 2002 , Disponível em :
http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S 156742230200008X Acesso em : 09
de mar. 2012 .

1818

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="49">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51396">
                <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51397">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51398">
                <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51399">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51400">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51401">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51402">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51403">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51404">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="64104">
              <text>Modelo de construção e integração do conhecimento através das redes sociais para o aprimoramento de plataformas de governo eletrônico.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="64105">
              <text>Dziekaniak, Gisele</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="64106">
              <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="64107">
              <text>UFRGS</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="64108">
              <text>2012</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="64110">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="64111">
              <text>Este trabalho é derivado do estudo de doutorado em andamento da autora e visa demonstrar, através de um modelo teórico-conceitual, um método desenvolvido para extrair conhecimento das redes sociais, a fim de propor melhorias nas plataformas de governo eletrônico (e-gov). Este método é baseado no mapeamento, modelagem e elicitação de conhecimento e culmina na construção de requisitos desenvolvidos a partir do capital social mapeado das redes sociais, a fim de aprimorar as plataformas governamentais. Para tanto se utilizou a pesquisa bibliográfica sobre modelos de governo eletrônico, redes sociais e modelagem de conhecimento, bem como se fez uso da observação direta não participativa nos sites de redes sociais como Facebook, Orkut, Twifter, blogs, nings e OpenBook em busca do conhecimento compartilhado pelos usuários da Plataforma Lattes - plataforma que serviu como análise de viabilidade ao estudo. A técnica utilizada para análise dos posts foi o Discurso do Sujeito Coletivo em Lefévre, Lefévre e Teixeira (2000). Constatou-se que, apesar dos usuários manifestarem descontentamento e apresentarem dúvidas e sugestões ao sistema Lattes, através das redes sociais que participam, estes elementos não chegam até as agências governamentais. No entanto, quando mapeado, modelado e elicitado, o conhecimento referido pode auxiliar as agências governamentais a aprimorarem suas plataformas, tornando-as mais acessíveis aos cidadãos, tanto na contribuição para o desenvolvimento de sistemas que se baseiam no compartilhamento de conhecimento, como na sua construção coletiva. Sendo a proposição final deste estudo, um modo de realizar esta integração.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="69525">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
