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MíDIAS SOCIAIS EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS:
ESTUDO DE CASO NA BIBLIOTECA DA UNESP DO CAMPUS DE
BAURU
Breno Luiz Ottoni1, Lucilene Cordeiro da Silva Messias2, Camila
Fernandes de Oliveira3, Silvia Natha/y Yassuda4
1Bibliotecário, Universidade Estadual Paulista, Bauru , São Paulo
2Bibliotecária, Mestre em Ciência da Informação e Especialista em Comunicação nas
Organizações, Universidade Estadual Paulista, Bauru, São Paulo
3Assistente de Serviços de Documentação, Informação e Pesquisa e Graduanda em
Comunicação Social - Jornalismo, Universidade Estadual Paulista, Bauru , São Paulo
4Bibliotecária, Mestre em Ciência da Informação, Universidade Estadual Paulista,
Bauru , São Paulo

Resumo
A evolução das bibliotecas está diretamente atrelada às inovações
tecnológicas incorporadas à sociedade . Os investimentos em tecnologias da
informação instituíram uma nova dinâmica na produção, organização e distribuição
de produtos e serviços informacionais. A internet propiciou mudanças nos processos
de interação social e ampliou as possibilidades de colaboração e compartilhamento
entre indivíduos e organizações. A participação das bibliotecas nas mídias sociais
tem sido estimulada devido às potencialidades que essas plataformas oferecem na
otimização dos processos de marketing e comunicação. Entretanto, diante de tantas
opções disponíveis na web, é preciso prudência na seleção daquelas pertinentes
aos objetivos institucionais, Sendo inviável conectar-se a todas as mídias e explorar
adequadamente todos os recursos disponíveis, relatamos a experiência da Divisão
Técnica de Biblioteca e Documentação da Unesp/Bauru na condução de uma
pesquisa que objetivou identificar a participação da comunidade acadêmica nessas
plataformas de comunicação, bem como a motivação para o uso e as expectativas
em relação à participação da biblioteca , Os resultados subsidiaram as decisões
quanto aos conteúdos publicados no blog e no Twitter da unidade, além de motivar a
participação também no Facebook, apontada como uma das mídias mais acessadas
pelos nossos usuários. A pesquisa também apontou a necessidade de investimentos
na divulgação do perfil institucional, de modo a despertar a participação dos seus
usuários.

Palavras-chave:

Redes

sociais; Mídias

sociais; Bibliotecas

Universitárias;

Biblioteca 2.0.

Abstract
The evolution of libraries is directly linked to technological innovations
incorporated into the society. Investments in information technology have introduced
a new dynamic in the production and distribution of products and informational
services. The Internet facilitated changes in the processes of social interaction and

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increased the possibilities of collaboration and sharing between individuais and
organizations. The participation of libraries in social networks has been stimulated
due to the potential these platforms offer for the optimization of marketing and
communications. However, faced with so many options available on the web,
prudence is necessary when the selection of those tools that is relevant to the
institutional goals. Accepting that connecting to ali media and properly exploit ali
available resources is impracticable, we report the experience of the Technical
Library and Documentation Technical Division of Unesp / Bauru in the conduct of a
research aimed to identify the role of the academic community in social networks, as
well as the motivation for the use and expectations regarding the involvement of the
library. The results have allowed decisions about the content published on the weblog
and the Twitter profile of the unit, while pointing out the need for investment in the
dissemination of the institutional profile , so as to arouse the participation of its users
and develop a Facebook page , as pointed out by users one of the most accessed
media.

Keywords: Social network; Social Media; University Libraries; Library 2.0.
1 Introdução
As bibliotecas estão em constante processo de evolução resultante das
transformações paradigmáticas vivenciadas em sociedade. Em suma, produtos,
serviços e processos refletem o contexto social , cultural e tecnológico do momento.
Atualmente presenciamos a expansão do que se denomina Web 2.0, o termo
cunhado por Tim O'Reilly sintetiza o conjunto de tendências econômicas, sociais e
tecnológicas que coletivamente fundam a próxima geração da internet - uma mídia
mais madura e distintiva, caracterizada pela participação ativa dos usuários.
(MUSSER apud CAMPOS , 2007).
A web 2.0 tem sua estrutura pautada no compartilhamento, na colaboração e
na conectividade entre usuários. Essas potencialidades interativas instituíram uma
nova dinâmica entre produtores e consumidores de conteúdos informacionais. Se
outrora , os primeiros gozavam de absoluto controle sobre suas publicações,
atualmente dividem a responsabilidade com os consumidores, que assumiram uma
postura mais dinâmica e ativa no direcionamento de conteúdos, dificultando a
delimitação precisa de papéis.
As mídias sociais como plataformas de comunicação representam uma
alternativa econômica e abrangente de marketing informacional. Obviamente, as
bibliotecas cientes de tais oportunidades vêm aos poucos incorporando novas
linguagens e mecanismos de comunicação à sua realidade, modificando
sensivelmente a produção, oferta e a divulgação de produtos e serviços de
informação. O diálogo com o público também é ampliado, tornando o espaço das
bibliotecas mais dinâmico e rico na promoção e produção de conhecimento.
Em referência a Web 2.0 surge uma nova tendência no universo
informacional, denominado Biblioteca 2.0, que, em linhas gerais, significa maior
participação e interação do usuário na definição de serviços e produtos
informacionais disponibilizados pelas bibliotecas na web. Maness (apud
BLATTMANN ; SILVA, 2007) define Biblioteca 2.0 como uma aplicação das
tecnologias baseadas na web para interatividade, centrada no usuário, na

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colaboração e na multimídia para os serviços e coleções ofertados pela biblioteca via
web.
Casey e Savastinuk (apud CAMPOS, 2007) corroboram com o conceito , ao
afirmarem que a base da Biblioteca 2.0 é a mudança com foco no usuário. Trata-se
de um modelo que encoraja os usuários a participarem da criação dos serviços
físicos ou virtuais que desejam com base em uma avaliação constante e consistente
dos serviços.
Como canais que agregam perfis de interesses comuns e parcerias no mundo
virtual, as novas mídias de comunicação promovem o diálogo e as redes
interacionais entre indivíduos e comunidades, eliminando barreiras temporais,
espaciais, lingüísticas e culturais. Sendo assim, as bibliotecas utilizam esses canais
no intuito de efetivar a aproximação com o seu público, adequando produtos e
serviços às necessidades e expectativas da comunidade.
O desafio que se apresenta às bibliotecas na utilização das mídias sociais
está na infinidade de opções disponíveis na rede e a dificuldade em identificar
aquelas que efetivamente possam cumprir com os objetivos comunicacionais da
instituição. Considerando o tempo previsto diariamente no planejamento e no
gerenciamento das informações e a impossibilidade de administrar o perfil
institucional de modo abrangente, considera-se de suma importância identificar
aquelas pertinentes ao tipo de comunicação e público que se pretenda abranger.
Diante dessas considerações, surgiu o questionamento, será que os usuários
da Biblioteca Universitária da Unesp de Bauru utilizam as ferramentas da web 2.0?
Em caso afirmativo, quais suas expectativas?
Nesse sentido, relatamos a experiência da Divisão Técnica de Biblioteca e
Documentação da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (Unesp),
câmpus de Bauru, que há pouco mais de um ano tem empenhado esforços no intuito
de melhorar a comunicação com a comunidade acadêmica utilizando as redes
sociais online . Para tanto, foi realizada uma pesquisa entre a comunidade
acadêmica, objetivando identificar a participação dos usuários nas redes sociais,
além da motivação para o uso e as expectativas em relação à participação da
Biblioteca, validando a utilízação das ferramentas de comunicação da web 2.0 pela
Biblioteca de Bauru, a partir da percepção do usuário.
A realização da pesquisa justifica-se pela possibilidade de direcionar o uso
assertivo das mídias sociais pela Biblioteca, concentrando esforços em ferramentas
que efetivamente representem um diferencial positivo à unidade, evitando o
desperdício de tempo e investimento em mecanismos pouco representativos ao
público e a instituição.
Os resultados subsidiaram as decisões quanto aos conteúdos
disponibilizados na internet e a adequação do perfil às expectativas da comunidade,
propondo melhorias e/ou mudanças para as ferramentas a partir dos indicativos dos
usuários, optando também pela manutenção, exclusão ou inserção da participação
em mídias sociais.

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2 Revisão de Literatura
As bibliotecas universitárias como espaços projetados para apoiar as
atividades de pesquisa, ensino e extensão representam um núcleo de agregação e
disseminação de informações, dependentes das mais diversas ferramentas de
comunicação para cumprir com os objetivos institucionais.
Tradicionalmente, o papel das bibliotecas limitava-se à preservação da
memória cultural e intelectual das civilizações. Atualmente elas representam
espaços dinâmicos de comunicação, promovendo e estimulando a produção de
conhecimento. Nos espaços acadêmicos, atua enquanto extensão da sala da aula,
estabelecendo vínculos efetivos com os discentes, docentes e funcionários da
universidade no intuito de promover o diálogo, a troca de experiências e a profusão
do conhecimento técnico e científico.
Com o advento das novas tecnologias, as possibilidades de comunicação
foram ampliadas. Se antes o contato direto e pessoal predominava, atualmente é o
contato virtual que estimula a maior parte das interações sociais,
No espaço virtual , tempo e distância adquirem um novo significado: as
palavras de ordem são velocidade e colaboração. A conexão 24/7, ou seja, 24 horas
por dia, sete dias por semana , proporciona aos usuários da rede participação e
atualização constantes.
Presenciamos na internet o fenômeno das chamadas redes sociais, sites em
que usuários interagem entre si, discutindo algum tema , alimentando o conteúdo ou
colaborando para o desenvolvimento de um site. As redes sociais são chamadas de
redes, pois os internautas estão interligados em uma rede mundial de computadores
e compartilhando informações. Os usuários estabelecem relações sociais por meio
de conversas, produção e troca de informações na internet. (SILVA; BACALGINI,
2009).
É muito comum a utilização dos termos redes sociais e mídias sociais como
sinônimos, entretanto Telles (2011 , p. 17) afirma que eles não significam a mesma
coisa. O primeiro é uma categoria do outro.
Sites de relacionamento ou redes sociais são ambientes cujo foco é
reunir pessoas, os chamados membros, que, uma vez inscritos,
podem expor seu perfil com dados fotos pessoais, textos,
mensagens e vídeos, além de interagir com outros membros, criando
listas de amigos e comunidades . [.. .] As mídias sociais são sites na
internet construídos para permitir a criação colaborativa de conteúdo,
a interação social e o compartilhamento em diversos formatos.

Sendo assim: Facebook, Orkut, Myspace, entre outros são consideradas
redes sociais, enquanto o Twitter (microblogging , Youtube, SlideShare, Digg e Flickr
podem ser classificadas como mídias sociais. (TELLES, 2011).
Sites de redes sociais na internet foram definidos por Boyd e Ellison (apud
RECUERO, 2009, p.102) "como aqueles sistemas que permitem a construção de
uma persona através de um perfilou página pessoal; a interação através de
comentários; e a exposição pública da rede social de cada ator".
A grande diferença entre sites de redes sociais e outras formas de

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comunicação mediada pelo computador é o modo como permitem a visibilidade e a
articulação na manutenção dos laços sociais estabelecidos no espaço off-line .
As redes possibilitam o estudo em grupo, a troca de informações, a
divulgação dos mais diversos conteúdos informacionais, por meio de mecanismos
para comunicação com outros usuários, tais como blogs, microblogs, wikis, fóruns,
chats, e-mails ou mensagens instantâneas, além de identificar e agrupar pessoas
que possuem interesses comuns e assim criar uma rede de aprendizado, de
transmissão de conhecimento, divulgação de conteúdos das mais diversas áreas.
No âmbito econômico, as empresas vislumbram nas redes e mídias sociais
um meio de construção e fortalecimento do networking, servindo como um amplo
espaço para negociação de produtos e serviços, além de um canal econômico para
marketing e divulgação e a possibilidade de estabelecer e estreitar relacionamentos
com clientes e parceiros.
As instituições públicas vislumbram as mesmas oportunidades suscitadas
pelo setor privado com a utilização das mídias sociais, possibilitando a adoção de
uma atitude transparente diante de seu público, divulgando informações oficiais,
prestando contas e oferecendo um canal ágil e dinâmico de comunicação. Sendo a
acesso à informação direito do cidadão e dever do Estado, é imprescindível que a
máquina pública invista na utilização assertiva dos canais virtuais, divulgando as
informações de interesse coletivo com maior rapidez e confiabilidade.
Mas se por um lado a adoção das mídias sociais potencializa o marketing e a
comunicação nas organizações, por outro, pode oferecer riscos se não for bem
administrado. O perfil institucional deve estar alinhado aos objetivos
comunicacionais da empresa, às peculiaridades da mídia e às expectativas do
público alvo . Os conteúdos divulgados devem ser atualizados, confiáveis e precisos,
caso contrário, a imagem da instituição estará seriamente comprometida, e o que é
pior, os aspectos negativos ampliados pela superexposição da rede,
Para que se possa implementar ações de comunicação organizacional nas
mídias sociais, Sousa e Azevedo (2010) apontam a necessidade de sincronia entre
cultura, identidade e públicos da empresa . A correta utilização da mídia social na
comunicação organizacional deve estar embasada no conhecimento da dinâmica de
cada site de rede social.
Ao escolher o Twitter, a empresa deve se organizar para respeitar as
características específicas dele: as mensagens devem ser curtas,
indicar links, esclarecer dúvidas, divulgar promoções de maneira
objetiva e com no máximo 140 caracteres. Mas se a empresa quer
usar os blogs como meio de comunicação, então ela pode oferecer
mais informação sobre seu produto ou serviço de maneira mais
detalhada e criativa, nele os recursos visuais e de áudio podem ser
mais explorados. Há também as redes de relacionamento, como é o
caso de um perfil no Orkut que permite a criação de comunidades da
empresa para divulgar eventos, promoções ou simplesmente ampliar
a rede de amigos. É importante que as mídias se encaixem na
cultura , identidade e públicos da empresa, para que assim as
pessoas sintam a empresa próxima a elas. (SOUSA; AZEVEDO,
2010, p. 7)

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A decisão quanto à adoção de uma mídia social em uma organização não
pode ser baseada em modismos, pois pressupõe a realização de um planejamento
prévio, que dentre outros aspectos, deve considerar os objetivos organizacionais
com a implantação da mídia, as necessidades e expectativas do público alvo, a
natureza dos conteúdos postados, a equipe de gestão, etc. Sousa e Azevedo (2010,
p. 7 ) compartilha da reflexão ao afirmar que:
Certos procedimentos devem ser incluídos no planejamento de uso
das mídias sociais nas empresas. Antes de qualquer tomada de
decisão é preciso entender como a empresa encontra-se no
ciberespaço, questões do tipo o que falam , quem fala e onde falam
devem ser respondidas para então pensar nas ações adequadas
para atuar nas mídias sociais. Em seguida, é preciso definir a equipe
responsável que gerenciará as mídias sociais (profissionais de
marketing, comunicação devem estar entre eles). A partir disso, é
escolher a linha de comunicação que será utilizada o que engloba
linguagem (formal ou informal); o público de interesse; a abordagem
(pessoal ou institucional) ; a periodicidade das atualizações das
informações e o tempo de resposta aos comentários, a linha de
comunicação define também as ações que serão tomadas em casos
de crises e a postura tomada diante de críticas. Resolvidos esses
passos, é escolher qual tecnologia, Twitter, blog , Orkut etc. será
usada.

Partindo desse princípio, a Biblioteca realizou um estudo junto à comunidade
unespiana no intuito de identificar a participação em relação ao nosso perfil
institucional nas mídias sociais, bem como as suas necessidades e expectativas. Os
resultados subsidiaram o direcionamento de conteúdos prestados, alinhando os
objetivos comunicacionais da Biblioteca às necessidades dos usuários.

3 Materiais e Métodos
O desenvolvimento da pesquisa com os usuanos estruturou-se em duas
etapas. A primeira constitui-se da revisão bibliográfica com o intuito de obter
embasamento teórico sobre o assunto abordado e possivelmente encontrar alguma
ação similar em outro centro de informação. A revisão subsidiou de maneira eficiente
a pesquisa realizada com os usuários da Biblioteca da Unesp de Bauru. Na segunda
etapa, foi utilizado o conhecimento adquirido para o planejamento da coleta de
dados, a realização do que foi planejado e o estudo baseado nos resultados.
Para a coleta de dados, utilizou-se o instrumento denominado questionário.
Segundo Sampieri, Collado e Lúcio (2006 , p. 325), o questionário "consiste em um
conjunto de questões com relação a uma ou mais variáveis a serem medidas".
Quanto à forma do questionário, optou-se por incluir perguntas abertas e perguntas
fechadas de múltipla escolha . Marconi e Lakatos (2010) esclarecem que as
perguntas abertas possibilitam ao respondente explicitar em linguagem própria suas
opiniões e expectativas, além de investigações aprofundadas sobre o assunto a ser
pesquisado. Segundo Marconi e Lakatos (2010, p. 189), as perguntas de múltipla
escolha "são perguntas fechadas, mas que apresentam uma série de possíveis
respostas, abrangendo várias facetas do mesmo assunto".

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Procurou-se obter informações sobre a efetiva utilização das ferramentas de
comunicação online, possibilitando ao usuário escolher uma ou várias dentre
inúmeras opções disponíveis. Entre as informações solicitadas nas questões de
múltipla escolha estavam:
a) freqüência de utilização dessas ferramentas;
b) local mais utilizado para acessá-Ias;
c) teor das informações acessadas pelos usuários nas redes sociais;
d) conhecimento e a interação com os perfis e as mídias
disponibilizadas pela Biblioteca .
Já as questões abertas possibilitaram o reconhecimento e o direcionamento
dos conteúdos almejados pelos usuários.
Para atingir o maior número possível de usuários, o questionário foi
disponibilizado de duas formas : virtual e impresso. O virtual foi elaborado utilizando
a ferramenta Google Docs 1. A escolha foi motivada pela possibilidade do
questionário ser respondido pela internet e das respostas serem armazenadas em
uma planilha , configurando uma facilidade para exportação dos dados e posterior
análise.
Realizou-se um teste do questionário com oito usuários de redes sociais, que
fizeram uma avaliação satisfatória e sugeriram melhorias, a partir das quais
ocorreram algumas alterações para a finalização da estrutura do questionário.
A aplicação do questionário foi realizada em dois momentos, no início de cada
semestre letivo de 2011 . Inicialmente foram tabuladas as questões de múltipla
escolha e posteriormente foram realizadas as interpretações das questões abertas. A
união dos dados coletados proporcionaram as avaliações apresentadas a seguir.

4 Resultados parciais I finais
A análise dos resultados possibilitou a definição de algumas estratégias de
ação referentes às ferramentas de comunicação web 2.0. O questionário foi
disponibilizado a um universo de aproximadamente 5.500 usuários da Biblioteca,
obteve-se o retorno de 653 respostas.
A maior porcentagem de respondentes pertencem à categoria dos alunos
(graduação e pós-graduação), em torno de 96% . Apenas 3% correspondem à
categoria dos docentes. Atribui-se essa diferença ao provável perfil de interesse em
relação à participação nas ferramentas web 2.0.
As quatro ferramentas de comunicação online mais utilizadas no momento da
realização da pesquisa podem ser observadas no quadro a seguir:

-

Q ua d ro 1 Ferramentas W eb20 mais utllza
T d as pe os respon d entes
MSN
84%
77%
Orkut
68%
Facebook
49%
Twitter
Fonte : Elaborado pelo autor

1

https://docs.google.com/

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Percebe-se o interesse dos usuanos pelas ferramentas web 2.0 que
possibilitam muitas opções de compartilhamento de informações e conectividade
entre grupos que possuem o mesmo interesse por um determinado assunto.
Ressalta-se o avanço de utilização da ferramenta Facebook e a possível diminuição
de utilização da ferramenta Orkut no momento de desenvolvimento do artigo .
Questionou-se sobre a freqüência de acesso as ferramentas web 2.0. Em
torno de 77% dos usuários responderam que acessam diariamente. Essa análise
validou a expectativa sobre a importância em gerenciar periodicamente os
conteúdos veiculados pela Biblioteca da Unesp.
Sobre o questionamento em relação às informações e conteúdos mais
procurados nas redes sociais, a variável "Manter contato com amigos" obteve em
torno de 93% das respostas. Contudo, a variável "Pesquisa e Estudo" obteve em
torno de 63% enquanto "Informações sobre Empresas/Instituições" obteve em torno
de 37% . É importante destacar que essa questão permitia a escolha em mais de
uma opção de resposta. O resultado das questões abertas demonstrou a
importância em divulgar informações sobre a Biblioteca, como novas aquisições,
informar sobre palestras e treinamentos e também divulgar informações sobre as
atividades que ocorrem no câmpus. Evidencia-se que as ferramentas web 2.0
cumprem a finalidade de buscas de informações relacionadas a interesses
profissionais e educacionais.
O aspecto mais preocupante das análises realizadas, e que suscitou
alterações imediatas nas estratégias da Biblioteca em relação às ferramentas web
2.0, foi que 61 % dos usuários que responderam ao questionário desconheciam as
ferramentas da Web 2.0 disponibilizadas pela Biblioteca.

5 Considerações Parciais/Finais
Após a análise das respostas foram definidas algumas ações relacionadas às
ferramentas de comunicação web 2.0 da Biblioteca. Decidiu-se por intensificar a
atualização do blog da Biblioteca, definindo periodicidades, conteúdos postados e
responsáveis por cada atualização. Incorporou-se a participação efetiva dos usuários
nos conteúdos, divulgando entrevistas com os usuários sobre a Biblioteca, bem
como seus interesses de leituras. Optou-se também pela divulgação mensal de
resenhas literárias, com o objetivo de divulgar o acervo de literatura da Biblioteca .
Foram mantidas as atualizações mensais das aquisições recentes da Biblioteca,
bem como a divulgação e orientação de ferramentas disponibilizadas pela Biblioteca
e informações de cunho geral relacionados a livros, leitura, à Biblioteca e à
Universidade.
Optou-se também pela manutenção do perfil no Twitter, que basicamente
divulga textos curtos com novidades institucionais, bem como notícias e informações
de interesse acadêmico. Essa ferramenta possibilita atualizações em tempo real e
sem necessidade de formatações mais sofisticadas, o que permite agilidade na
divulgação das informações e diálogos rápidos e precisos com os usuários. O Twitter
mantem sua função na divulgação de: informações postadas no blog da Biblioteca;
notícias de destaque relativas a Unesp, ao câmpus de Bauru , e a leitura; informes
instantâneos como lembretes aos usuários e avisos de indisponibilidade do sistema .
O desenvolvimento institucional da página da Biblioteca no Facebook foi

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motivado por uma constatação, a de que parte dos usuários estava migrando do
Orkut para essa mídia, que em termos gerais possibilita um maior compartilhamento
e conectividade entre os usuários. A utilização do Facebook tem papel semelhante
ao Twitter, com dois diferenciais de destaque: a participação dos usuários - a
ferramenta foi apontada na pesquisa como mais utilizada que o Twitter e as
possibilidades de interação são maiores que o microblog; e o fato do Facebook ter
mais recursos que o Twitter, permitindo postagens mais longas e a utilização de
vídeos e imagens.
É importante ressaltar que todas as ações foram pautadas pelas preferências
e sugestões dos usuários, O resultado também apontou a necessidade de
intensificar a divulgação das ferramentas web 2.0 e mídias sociais da Biblioteca no
sentido de motivar a participação efetiva dos usuários Em uma avaliação preliminar,
consideramos razoável o envolvimento dos usuários com as nossas mídias sociais e
ferramentas web 2,0, com perspectivas animadoras em atingir uma parte expressiva
da comunidade acadêmica de Bauru . Obviamente ainda necessita de investimentos
e atividades de promoção e divulgação mais abrangentes, entretanto essas ações já
estão previstas no planejamento anual da Biblioteca.

6 Referências
BLATTMANN , U.; SILVA, F C. C. da. Colaboração e interação na web 2.0 e
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Rio Branco: Intercom, 2010 . Disponível em : &lt;
http://www.intercom.org .br/papers/regionais/norte20 10/resumos/R22-0015-1 .pdf&gt;
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TELLES, A. A revolução das mídias sociais: estratégias de marketing digital para
você e sua empresa terem sucesso nas mídias sociais: cases, conceitos, dicas e
ferramentas . 2. ed . São Paulo: MBooks do Brasil , 2011 .

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                <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Mídias sociais em Bibliotecas Universitárias: estudo de caso na Biblioteca da UNESP do Campus de Bauru.</text>
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              <text>Ottoni, Breno Luiz; Messias, Lucilene Cordeiro da S.; Oliveira, Camila Fernandes de; Yassuda, Silvia Nathaly</text>
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              <text>A evolução das bibliotecas está diretamente atrelada às inovações tecnológicas incorporadas à sociedade. Os investimentos em tecnologias da informação instituíram uma nova dinâmica na produção, organização e distribuição de produtos e serviços informacionais. A internet propiciou mudanças nos processos de interação social e ampliou as possibilidades de colaboração e compartilhamento entre indivíduos e organizações. A participação das bibliotecas nas mídias sociais tem sido estimulada devido às potencialidades que essas plataformas oferecem na otimização dos processos de marketing e comunicação. Entretanto, diante de tantas opções disponíveis na web, é preciso prudência na seleção daquelas pertinentes aos objetivos institucionais. Sendo inviável conectar-se a todas as mídias e explorar adequadamente todos os recursos disponíveis, relatamos a experiência da Divisão Técnica de Biblioteca e Documentação da Unesp/Bauru na condução de uma pesquisa que objetivou identificar a participação da comunidade acadêmica nessas plataformas de comunicação, bem como a motivação para o uso e as expectativas em relação à participação da biblioteca. Os resultados subsidiaram as decisões quanto aos conteúdos publicados no blog e no Twitter da unidade, além de motivar a participação também no Facebook, apontada como uma das mídias mais acessadas pelos nossos usuários. A pesquisa também apontou a necessidade de investimentos na divulgação do perfil institucional, de modo a despertar a participação dos seus usuários.</text>
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