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Interfaces - Revista de Extensão da UFMG, Belo Horizonte, v. 7, n. 1, p.01-591 jan./jun. 2019.

�Da extensão universitária à pós-graduação: relato
de experiência sobre o curso Métodos e Técnicas
em Pesquisa Científica
From university extension to post-graduation: report of experience in the course methods and
techniques in scientific research
Maria Elizabeth de Oliveira Costa
Graduada em Biblioteconomia. Universidade Federal de Minas Gerais..
mabethcosta@gmail.com
Jorge Santa Anna
Doutorando na Escola de Ciência da Informação. Universidade Federal de Minas Gerais.
jorjao20@yahoo.com.br

RESUMO
Este trabalho caracteriza-se como um relato de experiência sobre a realização do projeto de extensão Métodos e Técnicas
em Pesquisa Científica: Preparação para Ingresso na Pós-Graduação. O referido projeto é coordenado pelo Centro
de Extensão da Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais com apoio da Fundação de
Desenvolvimento da Pesquisa, e contempla a oferta de um curso de mesmo nome, com aulas teóricas e práticas, com o
intuito de desenvolver nos cursistas competências e habilidades em pesquisas científicas. Por meio deste relato, o objetivo
principal é demonstrar a importância da extensão no aprimoramento das atividades científicas, recorrendo a um estudo
descritivo, com procedimentos de pesquisa bibliográfica e apresentação de caso. Espera-se que os resultados alcançados com
o projeto reforcem o potencial da extensão no desenvolvimento e na melhoria do engajamento das universidades na vivência
social, sobretudo no que tange à aplicação de atividades práticas para estimular o interesse e a formação de competências
ao exercício de pesquisa e escrita científicas. Ao constatar a participação da comunidade externa em um curso que visa
estimular os alunos ao ingresso na Pós-Graduação, percebeu-se a relação indissociável entre extensão, pesquisa e ensino. A
partir dessa articulação, a extensão estimula, possibilita e oportuniza novas formas de produção (pesquisa) e de transmissão
do conhecimento científico (ensino) para toda sociedade, rompendo, nesse sentido, qualquer tipo de limitação.
Palavras-chave: Extensão universitária; Cursos de extensão; Ensino e pesquisa; Metodologia científica.

ABSTRACT
This work is characterized as an experience report about the accomplishment of the extension project Methods and
Techniques in Scientific Research: Preparation for Postgraduate Admission. This project is coordinated by the Extension
Center of the School of Information Science of the Federal University of Minas Gerais, with the support of the Research
Development Foundation, and includes the offer of a course of the same name, with theoretical and practical classes,
with the purpose of developing competencies and skills in scientific research. Through this report, the main objective is
to demonstrate the importance of extension in the improvement of scientific activities, using a descriptive study, with
bibliographic research procedures and case presentation. It is hoped that the results achieved with the project reinforce the
potential of extension in the development and improvement of university engagement in social life, especially with regard
to the application of practical activities to stimulate the interest and the formation of competences to the research exercise
and writing. When verifying the participation of the external community in a course that aims to stimulate the students to
enter the Post-Graduation, it was perceived the inextricable relation between extension, research and teaching. From this
articulation, extension stimulates, enables and gives opportunities for new forms of production (research) and transmission
of scientific knowledge (teaching) to every society, breaking, in this sense, any type of limitation.
Keywords: University extension; Extension courses; Teaching and research; Scientific methodology.

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Da extensão universitária à pós-graduação: relato de experiência sobre o curso Métodos e Técnicas em Pesquisa Científica

�INTRODUÇÃO
A universidade exerce um papel fundamental no desenvolvimento da sociedade, visto que promove a formação profissional exigida pelo
mundo do trabalho. No entanto, o compromisso social das instituições
universitárias é mais amplo e complexo, considerando os pilares que sustentam as atividades dessas organizações: o ensino, a pesquisa e a extensão.
Embora esses pilares tenham características específicas – o que
promove atividades das mais diferenciadas – deve-se considerar a interação entre eles, com o intuito de que a universidade cumpra seu papel como
organismo que viabiliza o desenvolvimento econômico e cultural das nações.
Portanto, a universidade precisa romper com quaisquer práticas
que possibilitem, de alguma forma, o tratamento diferenciado a esses elementos, visto que a falta de valorização de algum deles tende impactar na
gestão dos demais. Com efeito, o ensino, a pesquisa e a extensão precisam
ser conduzidos de forma homogênea pelos gestores, considerando a interdisciplinaridade e a relação de dependência entre cada um desses pilares.
O debate acerca da indissociabilidade entre esses pilares tem permeado o contexto das universidades brasileiras. Esse discurso é fundamental para garantir uma gestão mais efetiva das instituições, sobretudo
no setor público, cujos princípios norteadores da democracia e da igualdade de direitos precisam ser considerados. O tema ganha repercussão na literatura ao enfatizar a formação de novas práticas pedagógicas, nas quais
o conhecimento possa ser produzido, reproduzido e socializado (PUHL e
DRESCH, 2016). Logo, a integração entre os pilares provoca uma atitude
inovadora e transformadora da realidade social (PIVETTA et al., 2010),
além de viabilizar um fazer autônomo, competente e ético por parte das
instituições (MOITA e ANDRADE, 2009).
Conforme observado por Moita e Andrade (2009), o ensino, a pesquisa e a extensão precisam estar manifestos em todos os níveis de ensino, o que implica considerar a indissociabilidade dessa tríade no âmago da
Pós-Graduação. Assim, projetos de extensão também possuem relações
com esse nível de ensino, o que permite aproximar ainda mais a teoria da
prática, ou seja, a pesquisa de sua aplicabilidade social.
Com base nas discussões acerca da interação entre ensino, pesquisa e extensão, este texto objetiva demonstrar a importância da extensão no aprimoramento das atividades científicas, relatando as atividades
realizadas pelo projeto de extensão intitulado Métodos e Técnicas em Pesquisa Científica: Preparação para Ingresso na Pós-Graduação. Parte-se do
fundamento de que a extensão universitária muito pode contribuir na capacitação dos profissionais – inseridos em diferentes áreas – para o de-

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Interfaces - Revista de Extensão da UFMG, Belo Horizonte, v. 7, n. 1, p.01-591 jan./jun. 2019.

�senvolvimento de pesquisas científicas.
O projeto de extensão é coordenado pelo Centro de Extensão (CENEX) da Escola de Ciência da Informação (ECI) da Universidade Federal
de Minas Gerais (UFMG) com apoio da Fundação de Desenvolvimento da
Pesquisa (FUNDEP), e contempla a oferta de um curso de mesmo nome,
com aulas teóricas e práticas, com o intuito de desenvolver nos cursistas
competências e habilidades em pesquisas científicas.
Tal projeto foi planejado com o intuito de formar diferentes turmas, enquanto estivesse em vigor. Foi ofertado em 2017 e 2018, com possibilidade de ser estendido até o ano de 2019. Em linhas gerais, as atividades pedagógicas tiveram, a priori, uma dupla contribuição: viabilizaram a
formação de competências para o exercício da pesquisa científica e despertaram, nos cursistas, o interesse de participação nos processos seletivos em nível de Pós-Graduação.
O presente trabalho caracteriza-se como descritivo, bibliográfico e qualitativo. Primeiramente, serão apresentados os principais fundamentos teóricos e metodológicos sobre a extensão universitária; em seguida, serão relatados os aspectos gerenciais voltados para a realização do
projeto de extensão: objetivos do projeto, conteúdos temáticos abordados
ao longo das aulas ministradas, formação e perfil das turmas. Além disso,
o trabalho também apresenta possíveis resultados com base nas principais
conquistas e nos desafios enfrentados ao longo das atividades desenvolvidas pelo projeto.

EXTENSÃO
UNIVERSITÁRIA:
COM O ENSINO E A PESQUISA

INTEGRAÇÃO

A extensão universitária representa uma forma de aproximação
entre universidade e sociedade por meio de ações que permitam ampliar
a produção e o uso de conhecimento. É mediante as ações extensionistas
que a universidade fortalece o diálogo com diferentes atores do contexto
social e também desenvolve práticas socioeducativas, com as quais consiga superar os indícios de desigualdade e exclusão que ainda permeiam o
contexto social (RODRIGUES et al., 2013).
Essas atividades proporcionam diferentes contribuições, tanto no
que se refere ao fortalecimento da relação entre educação e sociedade –
viabilizando a prática do que é ensinado e aprendido nas ações formativas
– quanto na contribuição para o desenvolvimento pessoal, profissional e
cidadão. Assim, a extensão universitária possui uma tripla função ao promover a formação profissional e humanística, por conseguinte, provoca a
transformação social (DESLANDES e ARANTES, 2017).
Embora o discurso sobre a extensão universitária tenha se intensificado no Brasil, no início do século XX, a valorização dessas atividades

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Da extensão universitária à pós-graduação: relato de experiência sobre o curso Métodos e Técnicas em Pesquisa Científica

�ocorreu apenas a partir da década de 1980, no momento em que a extensão
assume contornos de política pública. A partir de então, são criados projetos que vão além dos muros das universidades, conduzidos por uma gestão
específica, com a distribuição de recursos e com o planejamento adequado
para o desenvolvimento efetivo das atividades extensionistas (MONFREDINI, 2015).
Com efeito, a extensão se concretiza mediante projetos de cunho
social, conduzidos por ações abrangentes que visam atingir públicos diferenciados, de modo a alcançar instâncias que vão além do espaço interno
da instituição de ensino superior. Desse modo, os projetos desenvolvidos
na extensão proporcionam o acolhimento das pessoas, formando-as intelectual e profissionalmente, desencadeando novas oportunidades e transformando a universidade em um espaço favorável à interação, à aprendizagem e ao conhecimento (SÍVERES, 2013).
Nesse sentido, a extensão universitária representa o vínculo direto
entre comunidade e instituição educacional e pode ser conceituada como
“um processo interdisciplinar educativo, cultural, científico e político,
que, sob o princípio da indissociabilidade, promove a interação transformadora entre universidade e outros setores da sociedade” (FÓRUM..., 2010
apud FERNANDES et al., 2012, p. 170).
Ao mesmo tempo em que a universidade transforma os indivíduos por meio das ações extensionistas, ela também é transformada por
eles, configurando-se como um ambiente democrático, o qual representa
a evolução cultural e histórica das sociedades. A extensão deve ser o campo
de atuação para uma relação dialética entre saberes, com base no respeito
às diferenças e na crença de que o conhecimento é uma construção coletiva
(GARCIA, BOHN e ARAÚJO, 2013). Portanto,
A extensão universitária, entre a diversidade de entendimentos, pode ser considerada uma
diretriz institucional, um processo mediador de construção do conhecimento e uma atividade
que aponta para a finalidade do percurso da aprendizagem, qualificando o valor epistemológico, ético e político da instituição, que deve ser vivenciado, cotidianamente, pelos sujeitos
acadêmicos e comunitários, pelos processos instituídos e instituintes, e pelos resultados individuais e coletivos (SÍVERES, 2013, p. 20, grifo nosso).

A relação de reciprocidade entre sociedade e universidade é concretizada por meio da extensão universitária, a qual, para realizar esse
fim, precisa estar integrada com as demais atividades, projetos e funções
desenvolvidas na instituição. A extensão, portanto, precisa estar associada ao ensino e à pesquisa, como forma de garantir uma formação integral
que contemple os três componentes do tripé que sustenta a universidade
(RIBEIRO et al., 2016).
Segundo Puhl e Dresch (2016), considerar a extensão, a pesquisa
e o ensino como práticas indissociáveis constitui uma estratégia no sentido de romper, ou superar, a dicotomia entre teoria/prática, sujeito/objeto,
empiria/razão. O intuito dessa superação é estabelecer um novo funda-

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Interfaces - Revista de Extensão da UFMG, Belo Horizonte, v. 7, n. 1, p.01-591 jan./jun. 2019.

�mento epistêmico. Os autores consideram, também, que as dicotomias estabelecidas inibem a produção de conhecimento por elas não valorizarem
o potencial oriundo das relações interdisciplinares.
Por isso, é preciso pensar a extensão como uma prática associada
ao ensino e à pesquisa, sendo elas dependentes e complementares uma das
outras. Além de ampliar o acesso à universidade, concretizando a democratização do conhecimento, ao tornar indissociável a tríade ensino-pesquisa-extensão, a instituição assume outras responsabilidades e desafios,
sobretudo ao construir novos padrões de relacionamento entre profissionais, acadêmicos e comunidade (TAVARES et al., 2007).
Soares, Farias e Farias (2010) mencionam que os elementos que
compõem o tripé universitário precisam ser tratados em patamar de
igualdade, embora, na maioria das vezes, esse tratamento aconteça de
forma desigual. Para que sejam tratados sob o mesmo nível de importância, faz-se necessário instituir um modelo de educação que corresponda à
formação integral e tridimensional de todos os envolvidos com a prática
educativa.
Baseando-se na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
(LDB), Soares, Farias e Farias (2010) defendem a necessidade de as universidades estabelecerem um modelo educativo o qual atenda três diretrizes ou fundamentos: 1) incentivar o trabalho de pesquisa; 2) comunicar
o saber por intermédio do ensino; e 3) promover a extensão. Para esses
autores, a extensão é um produto que se constrói por meio das atividades de pesquisa e ensino, ou seja, por meio das atividades extensionistas é
possível difundir as conquistas e benefícios advindos da criação cultural,
científica e tecnológica experienciadas na instituição acadêmica.
Assim, no que diz respeito ao ensino, a universidade deve se preocupar com práticas pedagógicas que garantam a formação integral do
indivíduo, com ênfase na aquisição de conhecimento, para uso na experiência profissional. Quanto à pesquisa, essa se desenvolve junto à prática
educativa, estimulando à reformulação do que já é conhecido, para fins de
ampliação e produção de novos conhecimentos. Por sua vez, a extensão
permeia o ensino e a pesquisa, associando-os à realidade empírica, com o
intuito de desencadear mudanças, benefícios, aplicações e reconstruções.
Embora esses três elementos propiciem experiências a discentes e a docentes, é papel da extensão permitir a associação paralela e imediata entre
o conhecimento científico e o conhecimento popular (FERNANDES et al.,
2012).
De acordo com Moita e Andrade (2009), a indissociabilidade entre
os três elementos que permeiam a prática universitária precisa ser considerada em todos os níveis de formação, não se restringindo, tão somente,
à Graduação. Portanto, os autores defendem a ideia de que, na Pós-Graduação, a extensão e o ensino não podem ser considerados como acessórios da pesquisa, mas sim como continuações naturais dessa. Devem ter
como finalidade a intervenção e a efetivação dos estudos científicos de-

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Da extensão universitária à pós-graduação: relato de experiência sobre o curso Métodos e Técnicas em Pesquisa Científica

�senvolvidos por alunos de Pós-Graduação, visando modificar a realidade
estudada pelos pesquisadores.
Na Pós-Graduação, a pesquisa constitui a prática básica inerente
aos cursos de natureza tanto lato quanto stricto sensu. As atividades de
pesquisa, no âmago da Pós-Graduação, contemplam exigências epistemológicas, metodológicas e técnicas, bem como práticas e posturas acadêmico-científicas, as quais precisam ser adotadas pelos integrantes da
comunidade pós-graduanda - docentes e discentes - de modo a assegurar resultados fecundos tanto na construção de conhecimentos quanto na
formação de novos pesquisadores (SEVERINO, 2009).
Independente da forma com que seja conduzido, o ato de pesquisar, na sociedade contemporânea, valoriza o conhecimento produzido pelos indivíduos e as experiências vivenciadas nos diferentes contextos da
sociedade. Assim, pesquisar significa pensar o papel dos envolvidos com
a pesquisa, sob a perspectiva do aprender a aprender, considerando que
dois elementos fundamentais da aprendizagem estejam presentes nesse
processo: o ato da criatividade e a valorização da subjetividade (GOULART,
2004).
Por fim, por meio desse discurso sobre a indissociabilidade entre
ensino, pesquisa e extensão, e considerando, especificamente, a importância de as universidades enfatizarem ações que integrem esses três elementos, apresenta-se, a seguir, um relato de experiência sobre o projeto
de extensão que visou desenvolver competências para a prática da pesquisa, de modo a motivar os participantes e capacitá-los para o ingresso nos
cursos de Pós-Graduação.

MATERIAIS E MÉTODOS
Considerando o papel da extensão em tornar a universidade mais
próxima da comunidade e promover uma maior integração entre alunos,
professores, profissionais, dentre outros agentes, o projeto Métodos e
Técnicas em Pesquisa Científica foi pensado a partir da percepção sobre
a necessidade de se estimular profissionais e/ou estudantes a ingressarem na Pós-Graduação. Presumiu-se o potencial de um projeto de extensão que intencionasse oferecer cursos que desenvolvessem habilidades em
pesquisa, voltados a profissionais de diversas áreas do conhecimento.
Com esse propósito, o projeto foi registrado junto ao CENEX da
ECI/UFMG como pertencente à área de Ciências Sociais Aplicadas e à subárea de Ciência da Informação. O objetivo geral do projeto foi o de preparar o
aluno e/ou profissional para a Pós-Graduação. Quanto aos objetivos intermediários, destacam-se os três primordiais: 1) introduzir os fundamentos
do método científico; 2) instruir sobre a produção de projetos de pesquisa;
e 3) orientar a elaboração de artigos científicos. Em linhas gerais, o curso

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�pretendia, como público-alvo, abarcar, principalmente, graduados de todas as áreas do conhecimento ou pessoas interessadas em fazer uma Pós-Graduação, sendo elas vinculadas ou não à UFMG.
Após a validação do projeto pelo CENEX-ECI, esse foi registrado
no Sistema de Informação da Extensão (SIEX), junto à UFMG. O início do
curso foi previsto para o segundo semestre de 2017, e seu término para
dezembro de 2018, podendo esse prazo ser estendido por mais um ano, até
2019. No decorrer desse período, teve-se a pretensão de formar diferentes
turmas. Para formação dessas, era exigido o mínimo de dez alunos e o
máximo de 30 alunos.
Com um total de 40 horas, distribuídas em dez aulas (dez encontros), o plano do curso foi organizado em três módulos: Fundamentos
(duas aulas); Elaboração de projeto de pesquisa (quatro aulas); e Elaboração de artigo científico (quatros aulas) – sendo essas realizadas na modalidade presencial, nas salas de aulas da ECI. Cada módulo foi conduzido
por um professor dessa escola, o qual contou, também, com a ajuda de dois
monitores (alunos de Mestrado e Doutorado) da mesma unidade acadêmica. O Quadro 1 especifica a carga horária do curso, os principais conteúdos
temáticos e os métodos de ensino correspondentes a cada módulo.
Quadro 1 - Carga horária, conteúdos temáticos e métodos de ensino correspondentes
a cada módulo.
MÓDULO

Fundamentos

Elaboração
de projeto de
pesquisa

Elaboração
de artigo
científico

CARGA
HORÁRIA

8 horas (dois
encontros)

PRINCIPAIS CONTEÚDOS
TEMÁTICOS ABORDADOS

PRINCIPAIS MÉTODOS DE
ENSINO ADOTADOS

1 - Origem da ciência;
2 - Tipos de conhecimento;
3 - Introdução ao método científico;
4 - A formação e divisão das áreas
científicas;
5 - Principais metodologias de
pesquisa nas diferentes áreas do
conhecimento.

1 - Aulas teórico-expositivas;
2 - Discussão de textos;
3 - Relato de casos práticos;
4 - Rodas de conversa sobre
pesquisas científicas e
experiências profissionais.

16 horas
(quatro
encontros)

1 - Conceitos de metodologia
científica;
2 - Classificação das pesquisas;
3 - Instrumentos de coleta e análise
de dados;
4 - A estrutura do texto científico;
5 - A escrita e a normalização do
texto;
6 - As partes de um projeto de
pesquisa.

16 horas
(quatro
encontros)

1 - O texto científico;
2 - O artigo científico e demais tipos
e gêneros textuais;
3 - Apresentação das partes de um
artigo;
4 - Publicação de artigos científicos.

1 - Aulas teórico-expositivas;
2 - Revisão de textos em grupo;
3 - Atividades práticas para
elaboração de um projeto;
4 - Rodas de conversa sobre
temas de pesquisa;
5 - Seminários dos projetos
desenvolvidos.

1 - Aulas teórico-expositivas;
2 - Aulas de laboratório para
estruturar o artigo;
3 - Rodas de conversa sobre os
artigos;
4 - Exposição de eventos e
periódicos eletrônicos.

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Da extensão universitária à pós-graduação: relato de experiência sobre o curso Métodos e Técnicas em Pesquisa Científica

�A plataforma utilizada para a realização das inscrições foi a da
FUNDEP, acessada pelo campo destinado a cursos e atividades extensionistas gerenciados por essa instituição (Figura 1). Foram utilizados, como
estratégia de divulgação, posts de notícias publicados no site da FUNPED e
da ECI (Figura 2).
Figura 1 - Plataforma desenvolvida para inscrição no curso

Fonte: Extensão Universitária (2018).

Figura 2 - Post de notícia sobre o Curso Métodos e Técnicas em Pesquisa Científica,
publicado no site da ECI

Fonte: Extensão Universitária (2018).

Após divulgação do curso, e cumprido o prazo para as inscrições,
formou-se a primeira turma - com 12 alunos. As aulas foram ministradas
do dia 1 ao dia 21 de julho de 2017. O programa do curso foi devidamente cumprido, tanto no que se refere à carga horária quanto aos conteúdos
abordados. Em conformidade com a proposta/plano do projeto, a turma I

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�teve a participação de profissionais de diferentes áreas do conhecimento,
de acordo com os dados apresentados no Gráfico 1.
Gráfico 1 - Distribuição dos participantes quanto à área de formação profissional
(Graduação) - Turma I

Fonte: Dados da pesquisa (2018).

Os dados expostos no Gráfico 1 demonstram que a maioria dos
participantes são profissionais formados nas áreas de Biblioteconomia,
História, Administração e Sistemas de Informação. Além disso, destaca-se, também, a presença de um aluno que ainda não concluiu a graduação
(Biblioteconomia) e de dois participantes que já se encontravam desenvolvendo pesquisas nos programas de Pós-Graduação de diferentes instituições. A grande maioria foi composta por indivíduos vinculados à UFMG
(Gráfico 2), seja na condição de servidor seja na de estudante.
Gráfico 2 - Quantidade de cursistas vinculados à UFMG - Turma I

Fonte: Dados da pesquisa (2018).

Com o término do curso ofertado para a turma I, a equipe responsável pelo projeto constatou a viabilidade de formar uma nova turma no
mês de agosto de 2017. Sendo assim, procedeu-se às estratégias de divulgação, conforme apresentado nas figuras 1 e 2. No mês de setembro, após

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Da extensão universitária à pós-graduação: relato de experiência sobre o curso Métodos e Técnicas em Pesquisa Científica

�a prorrogação do prazo de inscrições, obteve-se um total de 12 inscritos.
As aulas foram ministradas do dia 16 ao dia 27 de outubro de 2017. Nessa
nova turma, a única mudança realizada no plano do curso diz respeito à
inversão da ordem de execução dos módulos dois e três. A mudança foi sugerida pelos membros da equipe do projeto, visto que consideraram mais
adequado o desenvolvimento do artigo antes da elaboração do projeto de
pesquisa. Essa decisão se justifica, pois, ao estimular os alunos a escrever,
são trabalhadas estratégias de desenvolvimento das técnicas de escrita e
de estruturação de um texto científico, facilitando, portanto, as complexidades que permeiam a escrita, a estruturação e a elaboração de um projeto
de pesquisa.
Semelhante à turma anterior, a turma II contou com participações
oriundas de diversas áreas de formação (Gráfico 3).
Gráfico 3 - Distribuição dos participantes quanto à área de formação profissional
(Graduação) - Turma II

Fonte: Dados da pesquisa (2018).

Os dados expostos no Gráfico 3 demonstram disparidade quanto
às áreas de formação em que os participantes são graduados. Destaca-se
o curso de Biblioteconomia (seis alunos), seguido do curso de Psicologia
(dois alunos). A maioria dos cursistas (oito alunos) possuía algum vínculo
com a UFMG: cinco servidores e três alunos de Pós-Graduação (Gráfico 4).
Gráfico 4 - Quantidade de cursistas vinculados à UFMG - Turma II

Fonte: Dados da pesquisa (2018).

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Interfaces - Revista de Extensão da UFMG, Belo Horizonte, v. 7, n. 1, p.01-591 jan./jun. 2019.

�Os dados expostos no Gráfico 3 demonstram disparidade quanto
às áreas de formação em que os participantes são graduados. Destaca-se
o curso de Biblioteconomia (seis alunos), seguido do curso de Psicologia
(dois alunos). A maioria dos cursistas (oito alunos) possuía algum vínculo
com a UFMG: cinco servidores e três alunos de Pós-Graduação (Gráfico 4).
Gráfico 5 - Distribuição dos participantes quanto à área de formação profissional
(Graduação) - Turma III

Fonte: Dados da pesquisa (2018).

A área de Biblioteconomia teve maior representatividade entre os
alunos (seis alunos), seguida pelas áreas de Direito, Psicologia e Administração (com dois alunos cada uma). Assim como nas duas turmas anteriores, a turma III caracterizou-se como heterogênea, sendo representada
por profissionais e estudantes vinculados a diferentes profissões e áreas
do conhecimento.
No que se refere ao vínculo com a instituição, os dados assemelham-se às turmas anteriores, pois a maioria dos alunos fazia parte da comunidade acadêmica na condição de servidores (cinco alunos), alunos de
Graduação e/ou de Especialização (cinco alunos) (Gráfico 6).
Gráfico 6 - Quantidade de cursistas vinculados à UFMG - Turma III

Fonte: Dados da pesquisa (2018).

Com o intuito de descontrair e estimular os participantes da turma
III, foi realizada, no último dia de aula, uma confraternização, de modo

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Da extensão universitária à pós-graduação: relato de experiência sobre o curso Métodos e Técnicas em Pesquisa Científica

�que o curso, além de proporcionar a troca de conhecimentos, também
possibilitou um momento oportuno de socialização, permeado pela troca
de experiências, vivências e práticas entre os participantes.

POSSÍVEIS RESULTADOS: CONQUISTAS E DESAFIOS INERENTES À EXPERIÊNCIA RELATADA
Ao longo do desenvolvimento do projeto Métodos e Técnicas em
Pesquisa Científica, é possível descrever – a partir das experiências vivenciadas e dos resultados alcançados – alguns pontos positivos e negativos.
Os pontos positivos servem para fortalecer o aprendizado da equipe envolvida, contribuir para a proposição da melhoria de atividades que ainda serão ofertadas, bem como contribuir para o planejamento de futuros
projetos dessa natureza. Em relação aos resultados negativos, esses precisam ser estudados com mais profundidade, a fim de serem evitados em
outros momentos.
Como pontos positivos, a princípio, cita-se a integração e as iniciativas da equipe que participou do projeto ao perceberem a dificuldade e
até mesmo o desestímulo de muitos graduados da UFMG em darem continuidade aos estudos e ingressarem na Pós-Graduação. A participação de
bibliotecários, professores e técnicos administrativos vinculados à ECI foi
fundamental para garantir tanto a elaboração dos conteúdos programáticos trabalhados nos módulos quanto às estratégias e os métodos de ensino
adotados pelos docentes.
A formação de uma equipe interdisciplinar para conduzir o projeto e a intenção de oferecer aulas relacionadas à metodologia de pesquisa
se mostrou como uma iniciativa válida, como apresentado no estudo de
Oliveira, Souza e Ferreira (2016). Esses autores partem do princípio de que
o ensino de Metodologia precisa ser reforçado, visto que, no decurso da
Graduação, esse não estimula a criticidade dos alunos, mas, tão somente,
é apresentado como um conjunto de saberes considerados como válidos e
inquestionáveis em determinada época, visando habilitar o graduando a
um ofício (ao exercício profissional).
No que se refere à condução das aulas, percebeu-se a participação
e o engajamento dos alunos com as atividades desenvolvidas. A interação
entre professores e alunos viabilizou o compartilhamento de conhecimentos. Esses foram transmitidos de forma dinâmica, agradável e com a
seriedade necessária para estimular o senso crítico de todos os envolvidos
– capacidade essa fundamental a qualquer pesquisador.
Além disso, considera-se como uma conquista a aplicação de atividades práticas, sobretudo àquelas voltadas à elaboração de textos escritos no formato de artigo e projeto de pesquisa. Ao serem estimulados a
escrever, os alunos foram colocados em contato com o universo da leitura

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�e da escrita científicas, desenvolvendo estratégias e habilidades que, mesmo sendo incipientes/preliminares, serviram como incentivo ao hábito,
ao gosto e, principalmente, ao aperfeiçoamento desse fazer.
A esse respeito, considera-se que a interação entre teoria e prática representou o fundamento das aulas de Metodologia Científica. Com
efeito, nessas aulas, tornou-se necessário “compreender alguns conceitos que visam esclarecer os tipos de conhecimentos, os métodos para organizar toda uma linha de pensamento em produção científica”, além de
estimular o raciocínio e a capacidade de contextualizar o conhecimento
em todas as dimensões possíveis, privilegiando o compartilhamento e a
socialização (OLIVEIRA, SOUZA e FERREIRA, 2016, p. 14).
Outra conquista percebida com a aplicação deste projeto de extensão diz respeito à participação da comunidade externa à UFMG. Esse
fato consolida o papel social da universidade em face da democratização
do conhecimento. Além disso, ao possibilitar essas oportunidades à comunidade externa, a universidade deixa de ser um ambiente fechado, restrito, para transformar-se em um espaço de convivência, permeado pelo
respeito à diversidade social, exercendo, dessa forma, influências e sendo
por todos influenciada, haja vista a transformação da realidade para o bem
comum.
O espaço universitário precisa voltar-se para a situação econômica, política, social, cultural, dentre outras, possibilitando a participação
de todos os indivíduos envolvidos com a transformação da sociedade. Em
vez de restritiva e limitadora, a universidade deve valorizar o acolhimento,
visto que o conhecimento, o qual tanto almeja, é ampliado à medida que se
prioriza a participação coletiva, sem estabelecer padrões, modismos e estereótipos que acabam por alimentar as desigualdades sociais (FERNANDES et al., 2012). Por meio dessa valorização, “a população recebe o aprendizado e é beneficiada no que diz respeito ao desenvolvimento na vida de
cada ser, provocando, assim, mudanças sociais” (RODRIGUES et al., 2013,
p. 141).
Ao estimular e desenvolver competências em pesquisa – sendo
os alunos do curso indivíduos pertencentes a diferentes áreas de conhecimento, bem como oriundos de diferentes contextos e instâncias da sociedade – acredita-se estar lutando por uma universidade inclusiva, libertadora e de transformação. Como esclarecido no estudo de Spatti, Serafim e
Dias (2016, p. 355), a universidade precisa integrar-se ao tecido social, de
modo a produzir mudanças relevantes em seu entorno, e não apenas responder aos sinais externos que recebe. Para esse fim, “a formação crítica
e reflexiva, a produção de conhecimento socialmente pertinente e o fortalecimento da extensão comunitária estão entre as ações que julgamos ter
potencial para induzir a mudança necessária”.
Não restam dúvidas de que muitos desafios permearam o desenvolvimento do projeto Métodos e Técnicas em Pesquisa Científica, como,
principalmente: a substituição de docentes, o número pequeno de partici-

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Da extensão universitária à pós-graduação: relato de experiência sobre o curso Métodos e Técnicas em Pesquisa Científica

�pantes nas aulas, a dificuldade de formar turmas com o mínimo de alunos
exigido, a ausência de uma estratégia integrada de divulgação, dentre outras.
Os problemas de gestão e de planejamento nos cursos de extensão permeiam o contexto das universidades brasileiras. Diferentes aspectos relativos à infraestrutura, à oferta de pessoal, entre outros detalhes,
acabam por prejudicar, de alguma forma, o andamento das atividades.
Portanto, como relatado no estudo de Fernandes et al. (2012), a extensão
universitária, em muitos casos, restringe-se apenas às atividades assistenciais e contribuem com o campo de estágio nas aulas teóricas, o que a
torna um elemento acessório no comparativo com as demais preocupações e prioridades da instituição.
Nesse contexto, melhorias podem ser realizadas no projeto no decorrer dos próximos meses, de modo que mais turmas possam ser ofertadas – no ano de 2018 e de 2019 – em consonância com o número de vagas
e com foco na melhoria contínua das atividades a serem desenvolvidas.
Sendo assim, as próprias experiências constatadas desde o lançamento do
projeto, e relatadas neste texto, podem servir como indícios para subsidiar
possíveis intervenções que minimizem ou eliminem os desafios enfrentados até o presente momento.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os resultados parciais oriundos da realização do projeto de extensão descrito neste artigo servem como fundamento para reforçar o potencial da extensão, visto que possibilitou a preparação de profissionais
e estudantes de diferentes áreas do conhecimento para ingresso na Pós-Graduação. Ao garantir essa oportunidade, a extensão estimula a construção de uma universidade pública mais inclusiva, libertadora, igualitária
e transformadora.
Por meio das atividades realizadas ao longo do projeto, constata-se que o objetivo desse foi atingido, sobretudo por promover: a integração da equipe gestora; a participação e o engajamento dos alunos com as
atividades desenvolvidas; atividades práticas com o intuito de estimular
o interesse e a formação de competências no exercício da pesquisa e da
escrita científica; e a participação de alunos da comunidade externa.
Com efeito, ao constatar a participação da comunidade externa à
UFMG em um curso voltado para estimular os alunos ao ingresso na Pós-Graduação, percebe-se a relação indissociável entre extensão, pesquisa
e ensino. Nesse contexto, ao promover essa articulação, a extensão estimula, possibilita e oportuniza novas formas de produção (pesquisa) e de
transmissão (ensino) do conhecimento científico, promovendo contribuições para a própria sociedade.

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�Quanto aos desafios identificados, consideram-se como principais: dificuldade quanto à disponibilidade de professores para ministrar
as aulas; substituição de docentes e monitores; e baixo número de participantes da comunidade externa no comparativo com a comunidade interna. Esses problemas servem como base para fundamentar propostas de
intervenção e melhorias nas próximas atividades a serem realizadas, ou
podem servir como subsídio ao planejamento e execução de outros projetos dessa natureza.
Por fim, ao findar este relato de experiência, verifica-se a necessidade do desenvolvimento de novos estudos, tanto de natureza descritiva
quanto empírica, acerca do modo com que os cursos de extensão vêm sendo gerenciados pelas universidades brasileiras. Em suma, relatos e pesquisas aplicadas que demonstrem o potencial da extensão e as conquistas
e desafios a ela inerentes servem para embasar propostas de intervenção
que viabilizem uma universidade cada dia mais engajada com o desenvolvimento da nação.

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Da extensão universitária à pós-graduação: relato de experiência sobre o curso Métodos e Técnicas em Pesquisa Científica

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        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>A ABMG tem como principal missão congregar bibliotecários, instituições e pessoas interessadas em Biblioteconomia, Ciência da Informação e áreas afins. Defender os interesses e apoiar as reivindicações dos associados. Representar os associados junto aos órgãos da classe nacionais e internacionais, aos órgãos públicos e privados e incentivar o aprimoramento da profissão e o desenvolvimento cultural  através de cursos, congressos, seminários, palestras e outros.meuip.co</text>
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    <description>A resource consisting primarily of words for reading. Examples include books, letters, dissertations, poems, newspapers, articles, archives of mailing lists. Note that facsimiles or images of texts are still of the genre Text.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
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              <text>Da extensão universitária à pós-graduação: relato de experiência sobre o curso Métodos e Técnicas em Pesquisa Científica</text>
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              <text>Jorge Santa Anna </text>
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              <text> Maria Elizabeth de Oliveira Costa</text>
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              <text>Artigo de Periódico</text>
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              <text>Cursos de Capacitação </text>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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              <text>Este trabalho caracteriza-se como um relato de experiência sobre a realização do projeto de extensão Métodos e Técnicas em Pesquisa Científica: Preparação para Ingresso na Pós-Graduação. O referido projeto é coordenado pelo Centro de Extensão da Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais com apoio da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa, e contempla a oferta de um curso de mesmo nome, com aulas teóricas e práticas, com o intuito de desenvolver nos cursistas competências e habilidades em pesquisas científicas. Por meio deste relato, o objetivo principal é demonstrar a importância da extensão no aprimoramento das atividades científicas, recorrendo a um estudo descritivo, com procedimentos de pesquisa bibliográfica e apresentação de caso. Espera-se que os resultados alcançados com o projeto reforcem o potencial da extensão no desenvolvimento e na melhoria do engajamento das universidades na vivência social, sobretudo no que tange à aplicação de atividades práticas para estimular o interesse e a formação de competências ao exercício de pesquisa e escrita científicas. Ao constatar a participação da comunidade externa em um curso que visa estimular os alunos ao ingresso na Pós-Graduação, percebeu-se a relação indissociável entre extensão, pesquisa e ensino. A partir dessa articulação, a extensão estimula, possibilita e oportuniza novas formas de produção (pesquisa) e de transmissão do conhecimento científico (ensino) para toda sociedade, rompendo, nesse sentido, qualquer tipo de limitação.</text>
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          <name>Source</name>
          <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
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              <text>Interfaces - Revista de Extensão da UFMG, Belo Horizonte, v. 7, n. 1, p.01-591 jan./jun. 2019.</text>
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