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                  <text>GERÊNCIA DA PROMOÇÃO NA BmLIOTECA CENTRAL DA
UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

SUELI ANGELICA DO AMARAL
(Professora do Departamento de Ciência da Informação e
Documentação da Universidade de Brasília)

RESUMO:
Apresenta proposta de projeto integrado da gerência da promoção em bibliotecas
universitárias a ser desenvolvido na Biblioteca Central (BCE) da Universidade de
Brasília (UnB), por meio de parceria entre o Departamento de Ciência da
Informação e Documentação (CID) da UnB e a BCE. O projeto será desenvolvido a
partir do segundo semestre de 1998, como parte dos requisitos acadêmicos da
disciplina Seminário em Ciência da Informação, ministrada em nível de Mestrado e
Doutorado no CID. No projeto, a promoção é vista de forma integrada ao
planejamento da biblioteca, como atividade de marketing sob a ótica do processo
promoção/ comunicação. As diretrizes metodológicas da fundamentação teórica do
projeto baseiam-se no modelo desenvolvido e apresentado pela professora da
disciplina. Os resultados obtidos serão apresentados no próximo seminário nacional
de bibliotecas universitárias.

Palavras-chave: Promoção - bibliotecas universitárias, Marketing de sefVlços de
informação

INTRODUÇÃO
A integração ensmo, pesqUIsa e extensão é fundamental para qualquer
universidade. Na Universidade de Brasília (UnB), esse princípio básico foi
contemplado na proposta aqui apresentada. Na disciplina Seminário em Ciência da
Informação, do Curso de Mestrado e Doutorado em Ciência da Informação, no
181

�Departamento de Ciência da Informação e Documentação da UnE, que será
oferecida no segundo semestre de 1998, como parte dos trabalhos acadêmicos
propostos aos alunos da disciplina, o estudo da promoção integrada ao planejamento
de uma unidade de informação permitirá o desenvolvimento de projeto sobre essa
temática, tendo como cenário a Biblioteca Central (BCE) da UnE.
Escolha do tema

Na prática em bibliotecas universitárias, a promoção abrange uma infinidade
de técnicas, táticas, materiais e meios, que podem ser utilizados em distintos níveis
de sofisticação conforme desejados ou possíveis de serem mantidos. Entretanto, para
Cronin, (1981), a essência da promoção é algo mais que a soma desses significados
e métodos. É uma atividade, como qualquer outra, discreta e contínua como a
catalogação ou classificação e idealmente reflete o estilo particular de administrar,
ou filosofia de apresentação, que pode e certamente permeia o serviço bibliotecário
como um todo. Cronin (1981) enfatiza que a promoção inclui a habilidade de
antever mudanças sociais e organizacionais, interpretar as implicações dessas
mudanças e converter esse conhecimento em vantagem.
Analisada sob esse aspecto, o papel do gerente diante da promoção é de
fundamental importância, uma vez que sua crença na filosofia administrativa
adotada resultará em seu maior empenho na motivação da equipe para o
desempenho das atividades profissionais.
Entretanto, no Brasil, a prática da promoção, tanto em bibliotecas
universitárias, como nas demais unidades de informação, ainda não se incorporou,
de modo efetivo nas atividades administrativas. É comum, quando de modo isolado,
são idealizados marcadores de livro, cartazes e folhetos ou outro tipo de material
para divulgar produtos e/ou serviços de informação. Dessa forma, apenas elaborando
algumas peças promocionais, tanto as bibliotecas universitárias quanto as demais
unidades de informação admitem estar fazendo "o marketing" . Realizadas
isoladamente, essas atividades restringem o potencial das técnicas mercadológicas.

182

�Mesmo que a promoção seja uma atividade de marketing, relativamente bem
aceita, em certas ocasiões, ela não é bem entendida nem suficientemente assimilados
os seus elementos básicos. Consequentemente, esse fato impede que a promoção
possa ser realizada de forma consistente e efetiva.
No caso específico da Biblioteca Central (BCE) da Universidade de Brasília
(UNB), a possibilidade de cooperação entre a BCE e o Departamento de Ciência da
Informação e Documentação (CID) da Universidade vem permitir a efetivação de
proposta de projeto integrado que possibilitará condições favoráveis a transformar a
situação relativa ao desenvolvimento das atividades promocionais nessa biblioteca.
Existe um acordo de trabalho entre esses órgãos, de modo a tomar a BCE,
sempre que possível, um laboratório para o ensino ministrado pelo CID. Daí a
proposta de, no próximo semestre letivo (2/98), ser desenvolvido um projeto sobre a
promoção como atividade de marketing integrada ao planejamento da BCE, como
parte dos requisitos acadêmicos de disciplina ministrada no CID. O momento é
especialmente oportuno, considerando-se o interesse das partes envolvidas: direção
da BCE, professora da disciplina e alunos. A direção da BCE manifestou-se
favorável ao desenvolvimento da proposta, por entender sua validade em função das
metas de trabalho da biblioteca. Por sua vez, a coordenação do projeto atende ao
interesse de pesquisa da professora, que ministrará a disciplina. No tocante aos
alunos, o assunto, além de ter sido indicado como de interesse, propiciará exemplar
condição de desenvolvimento profissional, uma vez que os interessados mantém
vínculo de trabalho com a biblioteca. O projeto será desenvolvido por um grupo de
alunos da pós-graduação, sob a coordenação da professora, como atividade prática
da disciplina Seminário em Ciência da Informação.
Fundamentação teórica do desenvolvimento do projeto

O objetivo do projeto é evidenciar as atividades promocionais, como parte
integrante do planejamento das demais atividades, produtos e serviços da BCE,
destacando-se a inter-relação existente entre eles.

183

�o

estudo consistirá na aplicação de diretrizes para o desenvolvimento da

promoção propostas por Amaral (1998, p.227-235), fundamentadas no modelo da
teoria da comunicação.
Inicialmente, o mesmo modelo da teoria da comunicação inspirou Weingand
(1987, p.112-113), tomando possível sua adaptação às unidades de informação nos
Estados Unidos em um esquema, denominado por ela de plano de informação
pública.
Segundo a autora (Weingand, 1987, p.112-113), a primeira etapa do plano é
defender com clareza a unidade de informação e os seus produtos: o que a unidade
faz e por quê. Isto pode ser conseguido com a auditoria de marketing, que mostra
esses aspectos. Outra forma de demonstrar o que a biblioteca faz e por que, é
focalizar os beneficios, embora defInir precisamente o beneficio oferecido ao cliente
que usa o produto da unidade de informação possa ser uma tarefa arriscada.
A segunda etapa, sugerida pela autora, consiste em responder as seguintes
questões:

1. O que será comunicado? (mensagem) A equipe de planejamento precisa saber
como essa mensagem se relaciona com os objetivos, metas e prioridades.
2. Por quê? A missão da organização deve permitir responder essa questão.

3. Para quem? (receptor) A mensagem precisa ser direcionada ao mercado-alvo.
4. Como? (meio ou canal) A importância de um bom relacionamento com as várias
mídias é enorme. Os meios de comunicação de massa podem ser incluídos, mas não
se deve limitá-los aos jornais diários e semanais, revistas, televisão e rádio e à
gráfIca da biblioteca. Há um número enorme de canais para alcançar os mercadosalvo, incluindo: press kit, fotografIas, press releases, memos para notícias rápidas,
colunas, histórias, conferências, eventos especiais, materiais diversos (buttons,
marcadores, plásticos e decalques para paralamas de carros, relatórios anuais),
posters, brochuras, mala direta, anúncios de utilidade pública, boletins, discursos,
aparições públicas, apresentações em mídias. Testes para selecionar os meios ou
canais apropriados podem ser condensados com as seguintes questões:
184

�a) como alcançar o mercado-alvo?
b) O mercado-alvo é receptivo a essa mensagem?
c) A unidade de informação pode criar ou desenvolver o tipo de canal para essa
mensagem?
d) A unidade de informação pode arcar com os custos?
e) O canal selecionado pode enviar a mensagem no devido tempo e de modo
satisfatório?

f) Há alguma possibilidade de a escolha do canal ter conseqüências negativas,
podendo a mensagem ter sua interpretação confundida ou ser recebida por outros
mercados não desejados?
Pode ser claro que estas questões sejam estabelecidas quando a unidade de
informação conduz a auditoria de marketing e identifica seus mercados-alvo, seus
pontos fortes e fracos e assim por diante. Selecionar o canal adequado é uma
atividade introduzida, visando o estágio fmal

do ciclo do planejamento.

Essencialmente, isto envolve toda a informação e os demais componentes já
incluídos na equipe de planejamento.

5. De quem são as responsabilidades ? Embora esta questão seja a última, isto não
significa que ela seja a menos importante. Se a unidade de informação pode arcar
com a designação de uma pessoa tempo integral, para lidar com a promoção e a
orientação do esforço de marketing, isto seria ideal. Geralmente, essas tarefas fazem
parte da descrição das responsabilidades de um membro da equipe, mas é
fundamental que uma pessoa seja designada para assurnrr essa coordenação e
acompanhamento efetivo dessas operações multi-facetadas.
O plano de informação pública, apresentado por Weingand (1987, p.114117), não é fácil de ser elaborado e levado a termo com sucesso, apesar de ser um
elemento crucial do processo de marketing/ planejamento em unidades de
informação.
O desafio da efetiva comunicação, como objetivo adicional para a unidade de
informação, é, definitivamente, divulgar os recursos disponíveis da organização.
185

- - - - -

---

�Portanto, Weingand (1987, p.1l4-1l7) ressalta a importância do suporte
administrativo, incluindo o aspecto econômico, humano e psicológico. Para ela
(Weingand, 1987, p.1l4-1l7), o nível apropriado desse suporte começa com a
resolução da direção da biblioteca, seu time de diretores, gerentes, conselho
executivo, elementos da escola ou de qualquer outra organização mantenedora da
unidade de informação. Essa resolução assegura que a promoção seja realizada a
longo prazo, como atividade continuada e pode estabelecer seu comprometimento
filosófico e financeiro no processo do planejamento como um todo. Isto deve estar
escrito em um documento, em linguagem a mais específica possível, abrangendo
todos os itens, tais como a necessidade de treinamento da equipe; cooperação com
outras agências, bibliotecas e grupos; compromisso da equipe de compartilhar
informação com a comunidade; literatura promocional; e a designação de um
membro da equipe como coordenador.
Weingand (1987, p.1l6) determina que além do comprometimento da
resolução dos diretores, com periodicidade diária, semanal, mensal e anual deve
permanecer o compromisso efetivo da promoção, como parte integrante do esforço
de marketing I planejamento da unidade de informação. Esta extensão do suporte
administrativo, desde o nível político até a prática implementada diariamente, é
básica para o sucesso das atividades de promoção.
O modelo proposto por Weingand (1987, p.1l2-1l3) foi observado por
Amara I (1998, p.228), que propôs algumas adaptações para enriquecê-lo,
considerando que, segundo Kotler &amp; Armstrong (1998, p.319), o processo de
comunicação eficaz envolve nove elementos. Dois deles são os mais importantes:
emissor e receptor. Dois são ferramentas: mensagem e mídia. Quatro são funções de
comunicação : codificação, decodificação, resposta e feedback. O último elemento é
o ruído.
Os autores (Kotler &amp; Armstrong, 1998, p.319) definem esses elementos da
seguinte forma:

186

~

- - - - - - -

-

�1. emissor é a parte que emite a mensagem para outra parte, o receptor.

2. Codificação é o processo de transformar o pensamento em forma simbólica.
3. Mensagem é o conjunto de símbolos que o emissor transmite.
4. Mídia é o canal de comunicação através do qual a mensagem passa do emissor ao
receptor.
5. Decodificação é o processo pelo qual o receptor confere o significado aos
símbolos transmitidos pelo emissor.
6. Receptor é a parte que recebe a mensagem emitida pela outra parte, o emissor.
7. Resposta é a reação do receptor após ter sido exposto à mensagem.
8. Feedback ou retro alimentação é a parte da resposta do receptor que retoma ao
elllissor.
9. Ruído é a distorção ou estática não planejada durante o processo de comunicação,
que resulta em uma mensagem chegando ao receptor diferentemente da forma como
foi enviada pelo emissor.
No modelo proposto por Weingand (1987, p.112-113), as barreiras da
promoção não são definidas como etapa específica no processo de comunicação,
uma vez que o ruído não é contemplado no modelo da autora, apesar terem sido
considerado alguns dos problemas da promoção.
Se o relacionamento da promoção com a comunicação é algo integrado, a
adaptação do processo de comunicação às atividades promocionais não poderá
deixar de incluir um dos elementos desse processo. A inclusão desse elemento
referente ao ruído facilitará a visualização do processo como um todo, contribuindo,
positivamente, para a efetividade da promoção em unidades de informação.
Feita a transposição desses elementos, considerando a realização de
atividades promOCIOnaIs em unidades de informação, podemos esquematizar o
seguinte:
1. emissor - Quem promove? É a própria unidade de informação, que, por essa

razão, precisa saber por que promove?
2. Codificação - Como promover? É o processo em si.
187

�I

3. Mensagem -

°

que se promove?

4. Mídia - Quais os canais de comunicação a serem utilizados na promoção?

5. Decodificação - Como é recebida a promoção? É o processo de entendimento

pelo receptor da mensagem enviada
pela unidade de informação.
6. Receptor - Para quem se promove?
7. Resposta é a reação do receptor após ter sido exposto à mensagem.

8. Feedback ou retro alimentação é a parte da resposta do receptor, que retoma à

unidade de informação.
9. Ruído refere-se às barreiras da promoção.
Se os elementos mais importantes nesse esquema de promoção são a unidade
de informação, enquanto emissora e a comunidade usuária de produtos e serviços de
informação, enquanto receptores, os recursos humanos passam a ser vistos também
como a parte mais importante de todo processo de promoção. Assim, a equipe da
unidade de informação, que a representa enquanto EMISSORA (quem?) e a outra
parte, os usuários, enquanto RECEPTORES (para quem?) merecem destaque.
As ferramentas são os procedimentos utilizados, as decisões estratégicas e
táticas. É saber o que dizer e escolher o veículo e a forma adequados: MENSAGEM
(o que ?) e MÍDIA (qual canal de comunicação ?).
As funções de comunicação envolvem, novamente, o emissor e o receptor,
em relação ao processo em si (como ?): na CODIFICAÇÃO, por parte do emissor e
na DECODIFICAÇÃO, por parte do receptor. Assim o emissor precisa atuar em
sintonia com o receptor, pois a reação do usuário manifestada na RESPOSTA,
merece ser o foco de atenção do emissor.
Isto porque, para o emissor, essa resposta será apenas uma expectativa,
mesmo quando a promoção é bem planejada por ele.

°

planejamento melhora as

condições dessa realização, quando podem ser previstas ocorrências não desejadas,
mas sempre poderão existir ocorrências inesperadas. Por isso mesmo, o emissor
deve estar atento ao FEEDBACK ou RETROALIMENT AÇÃO, oferecido como
188

�retomo da reação do receptor. Trata-se de procedimento complexo, que dependerá
da receptividade às criticas, da atenção e acurada interpretação do fato ocorrido e
observado.
O último elemento, RUÍDO é representado pelas barreiras da promoção, que
poderão ser estudadas a partir das dificuldades técnicas, fmanceiras, administrativas,
institucionais, relacionadas ao meio ambiente e à variedade das necessidades e
exigências dos usuários diante das diferentes formas de comunicação, elencadas
conforme adaptação de Amaral (1998, p.108) aos múltiplos problemas dos serviços
de divulgação apontados por Guinchat &amp; Menou (1994, p.348-349).
No esquema da figura 1 pode ser observado o modelo promoção/
comunicação em unidades de informação.
Fig. 1: Promoção / Comunicação em unidades de informação

eMll,Oft
Porquê?'

De acordo com o detalhamento do esquema da figura 1, foram indicados os
principais pontos a serem observados em cada fase do processo promoção/
comunicação nas figuras 3 a 10, apresentadas a seguir.

189

�:jElVIISSOR: UNIDADE DE INFORMAÇÃO ,
j
Por que promove?
:1
Objetivos organizacionais
I!Comprometimento I Filosofia administrativa
:IMissão
:!Objetivos
:IMetas
~1

Fig. 2: Emissor (Promoção/ comunicação em unidades de infonnação)
.=......'----------_. ,

.,..-=.

1 0 :~::r~!!!e? I
!l
Apelo
:
.,"""

'I racional
lemocional
lmoral

I

1I

I

I

Fig. 3: Mensagem (Promoção/ comunicação em unidades de infonnação)
CANAL
ij Qual o canal para promover?

,!

:1

ilEstratégia
IITátic a
:Instrumento promocional

,
;

Fig. 4: Canal (Promoção/ comunicação em unidades de infonnação)
..H.....................

. HHHH'H'H' ......................... i

CODllITCAÇÃO
(Com.o prom.over'?)

!~::::~o

'

I
"I.

!continuidade
!planejamento integra~o
icomo parte. do planejamento
..
.
!comp rome1Jrnento I filosofia administrativa
,
,

I
i

jSuporte administrativo

I
I
I

190

�T""'''''''''''''''''''''''''''''''''''''''

I

"'__

o

."

'w"

--"

._"m""""",,,, .. v""'''''''''''N,,mTf

Recursos Financeiros

.

!lorçamento

!fontes alternativas de recursos
!custos
!
!preços

I

Recursos Materiais

itipologia dos instrumentos promocionais
!
' de comurucaçao
' !canrus
!tempo (quando e por quanto tempo)
!
.
!eqUlpamentos
!instalações (espaço fisico)
Imateriais de escritório

I
!

Recurso&lt; Humanos
.

ieqUlpe
.
!conhecttnento
lhabilidades
i
.
ltremamento s
!responsab~dades
jComprometttnento
i

Fig. 5: Codificação (Promoção/ comunicação em unidades de informação)

'r-'

I

I

I

lCognitivo

I

RECEPTOR
i(Para quem promover'?)
;
I
Mercado-alvo

I

jconhecimento

!

i

II

,

jAfetivo
igostos
.ipreferências
icrenças I convicções
.,

iComportamentais
ação
i

Fig. 6: Receptor (Promoção/ comunicação em unidades de informação)
191

�.

DECODIFICAÇÃO

I

i(Como a, ~romoção é en~endida?) 1
Análise do conswrudor

!

I

i

l

laspectos culturais
!aspectos sociais
iaspectos psicológicos
iaspectos demográficos
iaspectos educacionais
laspectos tecnológicos
laspectos legais

II

I

I
i

I
I

1 :~ctOS~OlitiC~s . . . . . . . . . . . . . .. J
Fig. 7: Decodificação (Promoção/ comunicação em unidades de informação)

l(Reação do receptor à promoção&gt;,!
IAtenção e observação
IEstimulo à resposta
IRelacionamento

.......................q
Fig. 8: Resposta (Promoção/ comunicação em unidades de informação)
.----..........- ..- .................- . - - - -...- - - - " ' ---;i...=
.... ''''::.c....-",.....,""".........

RETROALTIMENTAÇÃO
(Insumo da promoção)

IReceptividade às sugestões, criticas e reclamações
iRelacionamento com a clientela

Fig. 9 :Retroalimentação (Promoção/ comunicação em unidades de informação)
RUÍDO (Barreiras da promoção)
(1) Dificuldades relativas à diversidade de preferências dos usuários versus
diferentes formas de comunicação:
a. não identificação das necessidades, expectativas,
preferências, percepções dos usuários;
b. deficiências dos estudos de usuários;
c. dificuldades na elaboração de perfis de interesse;

desejos,

motivações,

192

I

�d. não receptividade às críticas, reclamações e sugestões dos usuários;
e. oferta de produtos e serviços de informação tradicionais, sem questionamento ou
avaliação.
(2) Dificuldades financeiras:
a. orçamento não específico para a promoção na previsão orçamentária;
b. captação de recursos não consolidada;
c. frnanciamentos alternativos não buscados;
d. falta de recursos financeiros para diversificação, personalização e aprimoramento
dos produtos e serviços.
(3) Dificuldades institucionais:
a. inadequado status da unidade de informação;
b. excesso de hierarquia, em função da posição da unidade no organograma da
instituição mantenedora;
c. problemas de relacionamento com o mantenedor.
(4) Dificuldades técnicas:
a. desconhecimento e despreparo dos recursos humanos envolvidos ou falta de
envolvimento da equipe com as tarefas;
b. equipe de trabalho integrada apenas por bibliotecários, sem participação de
pessoal de outras áreas;
c. desconhecimento das técnicas apropriadas para cada tipo de instrumento
promocional, programação visual, comunicação e outras;
d. falta de profissionalismo.
(5) Dificuldades administrativas:
a. problemas de gestão e liderança;
b. inexistência de filosofia administrativa;
c. desconhecimento de marketing;
d. falta de compromisso com a qualidade.
(6) Dificuldades relativas ao meio ambiente:
a. desconhecimento do macroambiente (desconsideração das variáveis sobre
política, economia, tecnologia, cultura, legislação, social, educação);
b. inadequado ambiente físico da unidade de informação.
Ruído (Promoção/ comunicação em unidades de informação)
193

�A validade dessa proposta fundamentou-se no princípio que na concepção do
fluxo do processo promoção / comunicação, conforme sugerido, percebeu-se que as
etapas cruciais referem-se ao receptor, decodificação, resposta e retroalimentação.
Isto porque, ainda que pouca literatura brasileira de ciência da informação exista
sobre promoção, nesse mesmo tipo de literatura existem alguns trabalhos sobre
planejamento de unidades de informação, que abordam os aspectos em destaque
para a abordagem das etapas do processo relativas ao emissor e à codificação. Sobre
a mensagem e o canal, a literatura de comunicação pode ser consultada, facilitando o
enfoque enfatizado nessas etapas do fluxo. Entretanto, sobre o usuário do setor de
informação, enquanto receptor, que deveria ser entendido sob ponto de vista
cognitivo, afetivo e comportamental no fluxo do processo promoção/ comunicação,
pouco foi publicado. Pouco foi discutido também sob essa ótica, e, portanto, daí em
diante, o fluxo deve ser mais estudado, ficando prejudicado o entendimento de como
se processa a decodificação, uma vez que os estudos de usuários não abordam todos
os aspectos da análise do consumidor, necessários à percepção dessa etapa do fluxo
em questão, como propõe Amaral (1996). Sobre a reação do receptor à promoção,
menos ainda vem sido estudado, mesmo porque, a própria promoção é desenvolvida
timidamente no setor de informação, conforme evidenciado por Cunha (1984),
Silveira (1989) e Amaral (1990 e 1998). Se esta é a situação, como pensar em
retro alimentação ? Consequentemente, as considerações a respeito dos ruídos do
processo promoção/ comunicação muito ajudarão, levando-se em conta as medidas
preventivas, que poderão ser tomadas para evitar ou corrigir as dificuldades
possíveis de ocorrer durante o processo.
Portanto, para facilitar a percepção do impacto da promoção junto aos
usuários de um serviço de informação será necessário discutir e aprofundar os
estudos sobre essas etapas do processo promoção / comunicação, conforme
apresentado. É nesse sentido que a presente proposta se toma válida, por permitir o
estudo da realidade enfrentada pela BCE, em relação ao modelo proposto.

194

�CONSIDERAÇÕES FINAIS

Como resultados esperados do desenvolvimento do projeto, após testada a
metodologia proposta, conta-se apresentar o relato da experiência no próximo
seminário nacional de bibliotecas universitárias.
ABSTRACT

It presents proposal of integrated project of the management of promotion in
academic libraries to be developed at Central Library (BCE) of University of
Brasilia (UnB) , by patemship between Department of Information Science and
Documentation (CID) ofUnB and BCE. The project will be developed in the second
semester of 1998 by students, as part of academic requirements of discipline
Seminar in Information Science in Master Science and Phi1osophy Doctor Degree
leveI. Promotion is seen as integrated part of library planning, as a marketing
activity of the promotionl communication processo A theoretical foundation of the
project is based on a proposal model developed by the teacher of the discipline. The
expected results will be presented in next national academic libraries seminar.

195

II
j

�REFERÊNCIAS BmLIOGRÁFICAS

AMARAL, Sueli Angelica do. Análise do consumidor brasileiro do setor de
infonnação: aspectos culturais, sociais, psicológicos e políticos. Perspectivas em
Ciência da Informação, v.l , n.2, jul./dez. 1996, p.207-224.
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AMARAL, Sueli Angelica do. O marketing nas bibliotecas brasileiras de
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196

�</text>
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                <text>SNBU - Edição: 10 - Ano: 1998 (UFC - Fortaleza/CE)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Apresenta proposta de projeto integrado da gerência de promoçao em bibliotecas universitárias a seor desenvolvido na Biblioteca Central (BCE) da Universidade de Brasília (UnB),por meio de parceria entre o Departamento de Ciência da Informaçao e Documentação (CID) da UnB e a BCE. O projeto será desenvolvido no segundo semestre de 1998, como parte dos requisitos acadêmicos da disciplina Seminário em Ciência da Informaçao, ministrada em nível de mestrado e doutorado no CID. No projeto, a promoção é vista de forma integrada ao planejamento da biblioteca, como atividade de marketing sob a ótica do processo promoção/comunicação. As diretrizes metodológicas da fundamentação teórica do projeto baseiam-se no modelo desenvolvido e apresentado pela professora da disciplina. Os resultados obtidos serão apresentados no próximo Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias.</text>
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