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                  <text>A UNIVERSIDADE E AS BIBLIOTECAS NA ERA DE SUA VIRTUALIZAÇÃO: TRAJETÓRIAS E ESTRATÉGIAS (O CAMPO: COMUNICAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO)

Maria Nélida González de Gomez
I1ce Gonçalves Milet Cavalcanti
Haydée Christina Botelho
Isabela Mateus de Araujo
Rodrigo Bastos Cobra Ribeiro
Vanessa Paulo Cordeiro de Arruda

1. INTRODUÇÃO

São múltiplas as mudanças que antecipam o advento da Sociedade da Informação. Um dos principais e mais freqüentemente reconhecido dos indicadores é o
novo papel e estatuto do conhecimento, e, em decorrência, o uso intensivo da informação. Manuel Castells prefere falar do modo infonnacional de desenvolvimento
que se caracterizaria porque nele "conhecimento mobiliza a geração de novo conhecimento ... "(CASTELLS. 1998. P. 34).
Vamos agregar outra afirmação: no modo infonnacional de desenvolvimento,
a infonnação sobre a infonnação, informação de "segundo grau" ou metainfonnação, terá a mesma relevância e prioridade que já foram atribuídas à informação.
Em primeiro lugar, consideramos que o conceito de informação designa uma
construção sujeita a uma dupla determinação. Por um lado, a infonnação recebe as
determinações do informar, de um processo de produção que a contextua e a situa
em relação a outras informações, num regime de infonnação ou num "universo de
infonnação" (um modo de inscrição dos saberes culturais em textos, imagens, obras

58

�de arte, com uma base técnica e operacional de preservação, tratamento e transmissão).
Por outro lado, a informação recebe as determinações daquilo acerca do que
informa, - endereçando-nos a uma formação discursiva e seus universos de referência. Estabelece assim relações com uma ordem cultural, estética ou cognitiva, as
quais remetem seus valores semânticos ou os conteúdos aos quais a informação
aponta e nos quais desponta sua informatividade.
Em cada prática ou ação que constitui ou define um valor de informação, podemos diferenciar logo dois "estratos": o da informação de primeiro grau, ou simplesmente informação, e o da informação de segundo grau, ou metainformação, que,
de maneira explícita ou implícita, define as condições de produção e de transmissão
das informações, e de sua transformação em conhecimento.
Um dos papéis principais do plano metainformacional é definir o contexto em
que uma informação faz sentido.
Para que uma comunicação seja efetiva, é necessário que os participantes
além de partilhar uma linguagem, possuam uma base comum de conhecimentos que
permita reconstituir os contextos de cada nova enunciação. Nos processos discursivos habituais ou cotidianos, a maior parte desse contexto está geralmente implícito.
Em geral, porém, todo processo de comunicação de informação requer algum grau
de explicitação do contexto. Qual é a quantidade ou qualidade da informação contextualizadora que depende de cada situação de uso de informação. Por exemplo, é
necessário dispor da escala métrica para "ler" as informações espaciais de um mapa
geográfico.
Se as metainformações formam muitas vezes um pano de fundo compartilhado e pressuposto em ambientes habituais de informação, qualquer mudança no ambiente informacional pode requerer um esforço adicional para explicitar o contexto,
assim como a construção de novos indicadores de metainformação.
Nas sociedades complexas, a metainformação tem múltiplos papéis: a) na
gestão de recursos de informação; b) no desenho e operacionalização de serviços e
59

�produtos de recuperação e transferência de informação; c) nas atividades de pesquisa, gestão e transferência de conhecimentos científicos e tecnológicos; d) na formulação de políticas de informação; e, e) na elaboração de estratégias de ação em qualquer campo da atividade social: dos negócios, da indústria, da sociedade civil organizada.
A Biblioteca Universitária, responsável pelo acesso às informações, é ao
mesmo tempo produtora e usuária de informações sobre as informações, tal como a
informação referencial. Tem assim uma dupla responsabilidade na Gestão do Conhecimento da Universidade, como uma das mediações principais na produção do
conhecimento e do metaconhecimento.
No presente estudo, procuramos estabelecer as trajetórias organizacionais e
tecnológicas da informação referencial, como mapeamento e operacionalização da
metainformação, através de sua passagem da forma de Bibliografias Impressas para
Bases de Dados digitais, e sua posterior migração para o meio interativo das Redes
de Comunicação Remota; e qual é o papel da Biblioteca Universitária nessa cadeia.
Na pesquisa realizada entre 1996 e 1998, tomamos como campo de observação e
análises informações referenciais no domínio dos estudos em Ciência da Informação
e em Comunicação.

2. O HORIZONTE CONCEITUAL: A PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO E
META-CONHECIMENTO

Afirmamos que essas informações de segundo grau, que explicitam os contextos da informação, estão antecipando algumas das possibilidades mais imediatas
de uso dessa informação na produção de conhecimento ou tomada de decisão. Nossos mapas de metainformação (catálogos, bases de dados, bibliografias e citações)
são um dos insumos para que um pesquisador, um estudante, uma organização possam adquirir e aprofundar o metaconhecimento necessário para desenvolver com
sucesso seus planos de ação.
60

�Metaconhecimento seria o conhecimento que diferentes sujeitos e instituições
possuem sobre seu próprio conhecimento, sobre os conhecimentos de outros agentes, e sobre as possibilidades e esferas de sua aplicação.
O papel do metaconhecimento é assim fundamental em toda ação ou operação envolvendo o conhecimento:
a) para estabelecer relações entre conhecimentos;
b) nos processos de aprendizagem;
c) nas atividades de sínteses ou "compilação" dos conhecimentos;
d) na passagem ou deslocamento entre níveis e tipos de conhecimentos (entre
o conhecimento teórico e o prático, entre diferentes disciplinas, entre especialistas e leigos).
Podemos dizer, em síntese, que as fontes de metainformação (como as Bases
de Dados Bibliográficos ou a Produção Intelectual) são logo fundamentais nos processos contínuos e correntes de produção de conhecimento e de metaconhecimento,
e não só em termos de controle, recuperação e busca da informação.
Um outro aspecto importante desta abordagem consiste em destacar o caráter
decisional e normativo de nossos dispositivos de informação.
Em geral, podemos afirmar que toda ação, serviço ou produto de informação
deve ser compreendido à luz das práticas sociais que os agenciam, seus objetivos e
seus arcabouços institucionais. Consideramos assim a metainformação como o conjunto de regras, explícitas ou implícitas, que intervêm na produção social de um valor de informação. Tais regras, por outro lado, não são fixas nem imutáveis, estão
sujeitas a reformulação e negociação.
Frohmann afirma que:

"Na medida em que seguir uma regra é uma política e as práticas são necessariamente públicas, as regras estão firmemente embebidas na vida social. Mais
ainda, a identidade da prática de uma regra ou sistema de regras depende de seu
papel na vida social. ... a recuperação de textos designa um conjunto de práticas
sociais específicas. "(FROHMANN. 1990. P. 92, 97).
61

�A estrutura de uma base de dados dependerá dos objetivos das instituições
que as produzem, assim como dos múltiplos contextos (cognitivos, acionais, tecnológicos) sobre os quais ela introduz um recorte seletivo e preferencial.
Falaremos de políticas de informação (ou micropolíticas), para designar as figuras decisionais e normativas do que seja desejável para um agente coletivo ou
institucional acerca da geração, circulação e uso da informação, e os mecanismos
utilizados para sua efetivação. Essas figuras políticas estariam presentes, de forma
implícita ou formalizada nas ações de transferência de informação, e em algumas de
suas dimensões sujeitas a escolha e decisão:
a) os objetivos e julgamentos de valor (tal como relevância e atualidade) que
organizam e direcionam os critérios de seleção;
b) o universo das fontes e o universo de seus produtores;
c) o universo de uso ou destinação;
d) o escopo e abrangência ou domínio intelectual da informação;
e) modelos e operações de tratamento da informação;
f) infra-estruturas tecnológicas.

N em todas essas dimensões estão porém, igualmente e de fato abertas a critérios seletivos e escolhas singularizadas.
As tecnologias de informação interferem na formulação de estratégias de
transferência de informação, na medida em que sua oferta e apropriação estão mediadas ora pelas estratégias de competição ou monopolizadoras dos agentes dos mercados, ora pelas prioridades e regulamentações do Estado.
Nesse sentido, pode falar-se de "padrões de fato" das tecnologias, resultantes
não de estruturas funcionais, mas de segmentações e conjunturas dos mercados, que
tem igualmente um efeito de regulação e constrangimento sobre as práticas de informação.
Por sua vez as organizações, que são os agentes das ofertas de produtos e serviços de informação, metamodelizam as trocas de informação dos geradores e usuários de conhecimento/informação conforme suas metas corporativas. Mediante sua
62

�intervenção, nos propõem otimizar esses fluxos de infonnação através de processos
de agregação de valor, porém, conforme sua definição preferencial e seletiva de valor. Podem assim produzir, ao mesmo tempo, a ampliação e a redução ou perda de
valores de uso da infonnação. Nesse sentido, afirmamos que toda ação de transferência de informação agrega e desagrega valores de informação.
Finalmente, os modelos elaborados pelos profissionais de informação podem
contribuir para ampliar, reproduzir ou estreitar os julgamentos seletivos e regras que
definem um ambiente informacional numa esfera de ação.
É necessário assim a definição de estratégias de desenvolvimento informaci-

onal e metainformacional para as Bibliotecas Universitárias (arcabouços organizacionais, tecnologias e modelos) de modo que, antes de contabilizar o impacto atual das
tecnologias de informação, participem em plenitude do Projeto da Universidade do
Futuro.
Neste trabalho enfatizaremos o papel dos arcabouços organizacionais das
ações de informação na agregação e desagregação seletiva de valores de informação.

3. METAINFORMAÇÃO E METACONHECIMENTO ATÉ A DÉCADA DE
80: O mBDIIBICT; AS BmLIOGRAFIAS NACIONAIS.

Uma das premissas dos modelos organizacionais das ações de informação,
consistia em atingir a universalidade pela totalidade.
Alguns séculos antes da emergência do conceito de Sociedade Global, o lluminismo idealizava as condições de constituição de uma Sociedade Universal. Mais
de dois séculos depois, após a 28 Guerra, surgiram as Instituições Internacionais ainda vigentes, bem como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização
das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
No domínio das ações e instituições de informação, foram também idealizadas e levadas a prática iniciativas de caráter abrangente e totalizador. Dois modelos
são significativos. O primeiro, o idealizado por Paul Otlet, tem um princípio de con63

�cretização na Federação Internacional de Documentação (FID)o segundo, agenciado
pela UNESCO, idealiza os Sistemas Nacionais de Informação CientíficoTecnológica.
O primeiro modelo, se constitui em tomo do conceito de Bibliografia, que
tem em Paul Otlet um dos seus fundadores. Na concepção de Paul Otlet, o objetivo
final da Bibliografia, antes de ser Bibliografia Universal era ser Livro Universal,
Fonte, Summa, o "Biblion" que estabeleceria elos entre elementos e materiais dispersos em todas as publicações relevantes.
Nessa direção, o desenvolvimento das bibliografias seguia dois princípios: o
princípio monográfico ou princípio mosaico, e o princípio enciclopédico.
O princípio mono gráfico daria lugar a uma das primeiras tecnologias de informação: a ficha (folhas soltas e padronizadas) que, como unidades discretas de
registro, permitiriam a "consulta": uma interrogação rápida, seletiva e proposital de
fontes de informação.
Tratar-se-ia de liberar o "valor de uso" do conteúdo do documento, através de
um processo de análise ou "dissecção".
O princípio mono gráfico, analítico, seria compensado dialeticamente pelo
princípio enciclopédico, sintético, operado através da nova agregação e redistribuição seletiva e significativa dos itens de informação. Por este princípio, o valor de
uso ficaria liberado, assim, não só dos limites do documento, mas também dos limites do acervo de uma unidade de informação.
Todos os "repertórios" (o resultado da dialética do princípio mosaico e o
princípio enciclopédico) estariam inteletualmente interrelacionados por metodologias de arranjo sistemático, tais como as oferecidas pelos esquemas gerais de classificação. A Classificação Decimal Universal (CDU) ofereceria um "imenso mapa do
conhecimento", permitindo, por sua incorporação do mecanismo modular e compositivo das facetas, um arcabouço onde as idéias poderiam articular-se umas com as
outras de diversas maneiras. A totalidade do conhecimento universal correspondia,
assim, à unidade complexa e totalizadora de um Esquema Geral de Classificação.
64

�As Bibliografias Brasileiras Impressas foram desenvolvidas dentro desse
conceito Bibliográfico pelo Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação
(IBBD). A essa ação corresponde a primeira bibliografia nacional na área de Documentação.

°

escopo e abrangência da Bibliografia Brasileira de Documentação é defini-

do pelo conceito de "Documentação". Na introdução de sua edição de lançamento,
assinado pelo Prof. Edson Nery da Fonseca, se lê:
'~

palavra Documentação é aqui empregada numa acepção muito ampla,

compreendendo a organização do trabalho intelectual, a informação científica, a
bibliologia, a bibliografia, a bibliofilia, a biblioteconomia, a bibliotecografia, a bibliotecnia, as artes gráficas. A indústria e o comércio de livros, a Museologia, a
Arquiv%gia, em fim, todas as técnicas .,. de produção, reunião e difusão de documentos. "(BBDOC. 1960. P. 9).
Num segundo momento, a idéia de uma ação de informação dirigida à reunião representacional de uma totalidade do conhecimento, ficaria ligada a figura do
Estado-Nação, como se um espaço ideal do saber reproduzisse as fronteiras do território.
Na década de 60, a UNESCO assume o papel de promover atividades de informação científico-tecnológica. Em 1972, na XVII Conferência Geral da entidade é
criado o programa inter-governamental UNISIST (Sistema Mundial de Informação
Científica e Tecnológica), que teria como uma de suas finalidades superar as assimetrias entre os países "desenvolvidos" e "em desenvolvimento", favorecendo a
transferência de informações científico-tecnológicas.
Cada país membro deveria criar "organismos centrais de coordenação", que
seriam responsáveis pelas políticas nacionais de informação. Em 1974, uma nova
Conferência Inter-Governamental da UNESCO, elaborou o conceito de Sistema Nacional de Informações (NATIS).
A partir de 1974, o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), antes Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação (IBBD), seria
65

�o órgão estatal responsável pela coordenação do sistema de informação científica e
tecnológica do país.
Nesse mesmo período, a Bibliografia Brasileira de Documentação foi absorvida e transfonnada na Bibliografia Brasileira de Ciência da Infonnação.
Nessa segunda fase, as bibliografias vêem reforçada sua dupla função : a de
controle bibliográfico do conhecimento registrado, e a de controle e mapeamento da
produção intelectual nacional, visando a constituição de um sistema Nacional de
Informação Científica e Tecnológica. A idéia de totalidade não tem como meta a
universalidade mas uma esfera idealmente cooperativa e internacional, e, de fato,
sob a hegemonia modelar da UNESCO.
A informação de segundo grau ou metainformação era reconhecida por seu
potencial para acompanhamento, gestão e avaliação da produção científica.
A partir do final da década do 80, o IBICT não inclui entre as suas atribuições
prioritárias a publicação de bibliografias impressas. Contribuem para isso duas mudanças:
a) o papel do mICT passaria de órgão acolhedor ou responsável pelo controle da produção intelectual e bibliográfica nacional a órgão coordenador
de ações descentralizadas das grandes instituições setoriais envolvidas nas
atividades de informação científica e tecnológica;
b) as novas facilidades da tecnologia digital apontavam para o desenvolvimento de bases de dados de acesso em linha .
Em nossa área específica de estudo, o Centro de Informações em Ciência da
Informação (CCI) assume o controle da Literatura Brasileira em Ciência da informação. A Bibliografia Brasileira da área ficaria incluída na Base de Dados LICI, do
acervo Institucional do mICT, podendo ser recuperada isoladamente graças a comandos estabelecidos no desenho da base.

66

�Quadro 1

Informação Referencial:
Bibliografias Impressas'"

I
Ciência da Informação
CNPqJ1BBD
CNPqJ1BCT

-u .1, 181111!al
-u 2, 1961]1191D

Comunicação

INTEC)M

BBDOC
-u .H,191111911
-$IpI. I, 19j' 111911
191JI19H
-U.5, 1918119W

ou.

-1.1,1911

-I.J, 19j'911!l1D
-I -', 1!l11

-1.5, 1!l12
-1.6, I!l1J
- 1.1, 19j' 1I1!l11

BBCI
-U.6, 19W1198J
-fi pl. 6, 1!l1[lf1!l!J
-u.1, 193U19~
EMBRAPA
MEOCAPES

-1~M!lIl Ctma~

AB:D mUIlt 05 &amp;Uarl05
-u.l,19m
-u2,1931

Na área de Comunicação, o acompanhamento da produção científica brasileira foi desenvolvido, em diferentes momentos e por diferentes agentes e organizações:
a) através de um movimento associativo (INTERCOM);
b) como parte das Bibliografias Nacionais Brasileiras;
c) sob a responsabilidade da Universidade de São Paulo e com o apoio do
ffiICT.

67

�4. DIGITALIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO REFERENCIAL E ACESSO

ON LINE LOCAL

Na década do 90, encontramos um novo panorama. O desenvolvimento da
Pós- Graduação no país, vem fortalecendo o papel das universidades na produção de
conhecimentos científico-tecnológicos. Para reconstruir a situação da informação
referencial , aplicamos um questionário não só às instituições que tinham sido produtoras de bibliografias impressas em Ciência da Informação e Comunicação, mas
também às Universidades Públicas que possuíam Pós-Graduação nessas áreas, assim
como à algumas Instituições Culturais, que teriam também um papel significativo
nas pesquisas das Ciências Humanas.
Como resultado, obtivemos o cadastro de aproximadamente 20 bases de dados, com 12 entidades produtoras (entre Instituições de Ensino Superior, Instituições
de Pesquisa e Desenvolvimento, e Instituições Culturais). Nesse conjunto, um número significativo das bases de dados cadastradas eram produto da automação dos Catálogos Coletivos das Bibliotecas ou dos Sistemas de Bibliotecas das Universidades,
ou do controle automatizado da produção institucional, principalmente de Dissertações e Teses. Conforme ROWLEY, podemos falar neste caso de Bases de Dados
Catalográficos. Tratava-se logo de Bases de Dados Catalográficos, de acesso em
linha local , desempenhando a função de catálogo coletivo.
Um Catálogo Coletivo implica ao mesmo tempo em duas realizações:
a) .Por um lado, consiste na Rede de Unidades de Informação, institucional
ou inter-institucional, que age de forma cooperativa e coordenada no controle de acervos documentais (de monografias, periódicos, teses, entre outros), de modo a possibilitar a composição representacional de um universo de fontes documentárias a partir dos acervos localizados e dispersos
nas diferentes unidades cooperadas. É possibilitado assim o acesso, desde
qualquer uma das unidades envolvidas, ao corpo das fontes em sua totali-

68

�dade, primeiro através da informação referencial, e depois dando acesso
aos documentos primários;
b) por outro lado, o próprio Catálogo Coletivo, fonte secundária de informação, que pode desdobrar-se num conjunto de produtos (Catálogo de Títulos, Cadastro de Bibliotecas ou Unidades de Informação Participantes
etc.) e pode apresentar-se em diferentes formatos e veículos (Catálogos
Impressos, CD-ROM, Base de dados de acesso on-line e por redes de comunicação remota).
Tratando-se em sua maioria de bases de dados catalográficas de acervos universitários ou de instituições culturais orientadas à preservação do patrimônio cultural nacional, elas incluem a produção brasileira literária e cultural, nas áreas envolvidas, dentro do escopo e abrangência de seus objetivos organizacionais. Assim, nas
Instituições Universitárias, os acervos estão atrelados em grande parte às bibliotecas
setoriais, cujo escopo e abrangência são definidos pelas Faculdades, Escolas, Centros e Departamentos que constituem a estrutura organizacional das universidades.
Nossos mapas de metainformação, na universidade, tiveram que adequar-se
primeiro às categorias organizacionais e depois às grandes classes dos sistemas de
classificação tradicionais, como a Classificação Decimal Universal (CDU) ou a
Classificação Decimal de Dewey - Dewey Decimal Classification - (CDD), ou, em
alguns casos, à outros esquemas classificatórios das áreas do conhecimento, como o
do CNPq. Logo, é um mapa voltado para dentro da universidade priorizando critérios de vinculação disciplinar, em boa medida inadequados com respeito às formas
atuais de produção de conhecimento: interdisciplinar, organizada em tomo de problemas ou "missões" . No caso da Ciência da Informação e da Comunicação, a produção de conhecimentos é feita em redes abertas e diversificadas. Os pesquisadores
se movimentam assim, desde seus domínios mais específicos à Sociologia, à Cosmologia, à Economia, ao Direito, à Filosofia e às Ciências da Computação, entre
outras; das fontes convencionais às fontes inesperadas: a tradição oral, a música po-

69

�pular, os jornais, exposições da produção industrial - o invisível do que é visível no
cenário hwnano.
É interessante observar, aliás, o efeito que a desativação do conceito de "Bi-

bliografias Brasileiras", teve sobre o metaconhecimento da produção científica brasileira. Na medida em que a base de dados catalográficos exerce o controle bibliográfico sobre os itens docwnentários que compõem wn acervo ou coleção, o mapa
da produção intelectual nacional fica disperso, com justaposições e ausências significativas, nos plurais catálogos coletivos de diversas bibliotecas e sistemas e redes
de bibliotecas.
Quadro 2

Digitalização da Informação Rfterencial*

Ins1ituições de
Pesquisa e
Desenvolvimento

Instttuiç(ies de
Ensino Superior
U.. . . . . . F. . .lIl.R.t;I:lnI • • 'luIU-I(."'j

UI",. . . I."',,, d. RIa ... ..II.....UHU
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Prod~

I'lsll.Jdcn5

contce
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ConNlf
IlJlloarMoo
~r~

Ins I lJdcn5)

Temos outras mudanças significativas: a produção de "metainformação" é
cada vez mais wna função associada à produção da informação de primeiro grau. As
universidades, entidades produtoras de informação de primeiro grau (resultados de
70

�pesquisas, dissertações e teses), com grande parte de sua produção intelectual digitalizada, converteu-se num dos mais importantes repositórios brasileiros de informação acessível por computador. Podem assim assumir facilmente o duplo papel de
produtoras dos dois tipos de informação: a de primeiro grau (os textos completos da
produção intelectual) e a de segundo grau (a representação referencial e cadastral de
produtos e produtores de informação).

5. BffiLIOTECAS DIGITAIS, BffiLIOTECAS VIRTUAIS

Com a rápida expansão das redes de comunicação remota no complexo universitário brasileiro pela conexão RNPIINTERNET, aconteceu a migração progressiva das bases de dados referenciais e catalográficas de acesso local e em linha para
formas de acesso remoto, via Telnet ou Internet.
Para acompanhar este processo, e dada a multiplicidade de definições encontradas na literatura, construímos, a efeitos deste estudo, duas categorias para caracterizar os arcabouços socio-técnicos dessa migração:
a) Bibliotecas Digitais: quando as Bases de Dados Catalográficos Digitais
são disponibilizadas para acesso local e remoto via Internet, visando o uso
do acervo por diferentes formas de consulta e empréstimo - incluídos os
serviços de comutação;
b) Bibliotecas Virtuais: quando além das Bases de Dados Catalográficos de
acesso on-line (local ou remoto) através de "links" e de repositórios de informação de primeiro grau, disponibiliza o acesso e uso de informações
que alargam o ambiente informacional da universidade além das fronteiras
de seus acervos e de seus espaços organizacionais e locais de consulta e
interação.
Conforme o resultado de nossa primeira análise, as Bibliotecas Digitais são as
herdeiras das Bases de Dados Catalográficas - para umas poucas bibliotecas , a migração ao meio de comunicação remoto e interativo significou também a experi71

�mentação da virtualização. Uma mesma infra-estrutura tecnológica levou à construção de diferentes dispositivos de informação.

Quadro 3

Acesso Remoto/Bibliotecas Virtuais'*'

I nsUuições de Ensino Superior

Pesquisa e Desenvolvimento

'Pefbdo : 01RJ~il22RJ~

6. PANORAMA ATUAL: PRODUTORES ATUAIS E POTENCIAIS DE
META-CONHECIMENTO.

No cenário atual, o monitoramento da produção local de conhecimentos envolve diferentes atores do Estado e da Sociedade:
a) O Ministério da Ciência e Tecnologia, o CNPq e o IBICT, com sua tradição de planejamento, gestão e exploração de Bases de Dados e de Indicadores em Ciência e Tecnologia;
b) a CAPES, que foi aperfeiçoando seus instrumentos de acompanhamento e
avaliação dos Programas de Pós-Graduação;
c) as próprias Universidades ;

72

�d) as Sociedades Científicas, tais como, em nosso campo de estudo, a ANCIB, a INTERCOM, a COMPÓS.
Estes atores constituem, no conjunto, algumas das principais parcerias para a
construção e atualização dos mapas de metainfonnação. A Base de Dados SITE, de
Teses e Dissertações, desenvolvida pelo mICT, está buscando o caminho para a
efetivação dessas parcerias.

Quadro 4

o PANORAMA ATUAL
ARCABOUÇO INSTITUCIONAL

(R'odutoresAtuaise Potendais de Meta-Conhedmento)

I
CAPES
I

IBICT

I

I

Pás-Graduação em
Ciência da Irtormação

pós·GradJação em
Comuri cação

PUOOAMI'I. .,.h!Ib"" IIljb~.
CIeI'do ... hIlmIzr;ib
UF_.h!IIo.m c~ ... 1'1onnzr;ib
U1IIG'I\lO&gt;(lrZllo.ac;8o Im amada

UflUC.RI-lad;:!o~~ ... Cl!táI
dli l'1onn zr;ib
Un B'P60~.m Cl!hdllda t'IOnnzr;ib
UIRP~-0n0u.c;60.m Cl!hdlldll t'IOnnzr;ib

Sociedades Científicas
e Profissionais

PUCRM.II!'h!IIo.m conu1ao;11o_
PUC8""~"",ad. BUbs d. P60-

~.mC""U'oIao;IIo. a.~1aO
UFIilVI'I'CII ...... de P6oOrZII~.m
C~
UfF/U",tZllo.m C~."'I!II.m.

~

UFA3I",""' .... "d. P60&lt;1nldo.ac;8o.m
C&lt;lOU1ao;11o. ~
UFIlJ".'::'&lt;1nIdo.ac;8o.m C~
UM EB""A'ocr .... "d. P&amp;I&lt;1nIdo.ac;8o.m
C~S&gt;doI

UIIIG'UI!.lz!dorm ccmu1ao;11o
Dn MIr.hllo.m COOU1ao;11o
U.ICAJIIRPI&lt;ll ...... d. __ ClnoUoc;6o.m
WI,,",1cd

U.18 .Ol.cwo d. __ ClnoUoc;6o.m
CIeI'do5 daCom.r1ao;11o .... h!Ib.m
a.mOlas
UI R'Cu-.o de P6oOrZIIld&gt; Im CIeI'do5 da
C~

~&amp;aM:iJI .. ~

Como estas parcerias poderiam contribuir para a passagem da Biblioteca Digital à Biblioteca Virtual? Que outros interlocutores e parcerias teriamos que agregar, navegantes e cartógrafos do metaconhecimento? Seria necessário, porém, dar
alguns passos a mais, para considerar o que seria a virtualização da própria universidade, meta e direção da Biblioteca Virtual.

73

�--------------

-

-

7. A VIRTUALIZAÇÃO DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA: NO
CAMINHO DA UNIVERSIDADE-REDE

A Universidade Moderna assimilou, ainda que não sempre com êxito, a dupla
orientação à formação humanista e científica (incluídas as Ciências Aplicadas e as
Engenharias), reinventando, assim, a Universidade Medieval.
O nome, nele mesmo, Universitas, remetia a um universo do Saber e a uma
comunidade universal dos que sabem. No mundo contemporâneo, novas figuras de
"reunião" do saber devem substituir aquelas expectativas de universalidade pela totalidade.
Hoje, a virtualização da Universidade Latino-Americana seria sua reinvenção
pela reformulação de uma dupla vinculação: a vinculação epistemológica e a vinculação social.
As orgruv.zações produtoras e de transferência de conhecimento deveriam ser
concebidas antes como galáxias - um segmento do universo em expansão - , ou
como redes, sem contornos nem totalidade. A Universidade Virtual estaria mais
próxima da Politécnica (organização de ensino e estudo de diversas ciências aplicadas e tecnologias) que da Universidade Clássica. Alguns falam de dois modos de
conhecimento, o modo "1" e o modo "2".
O modo 1, o idealizado pela Universidade Clássica, seria aquele produzido
pelo corpo de pesquisadores acadêmicos, dentro de um arcabouço de áreas de conhecimento especializadas, as disciplinas, reunidas em unidades agregadoras, como
as Faculdades, os Departamentos, os Núcleos ou os Programas. Formam-se assim
corpos de conhecimento em tomo de princípios altamente abstratos, cuja forma de
constituição e agregação atende prioritariamente aos interesses e pontos de vista das
comunidades especializadas dos produtores.
Os mercados do conhecimento do modo 1 seriam assim formados pelas próprias comunidades produtoras (pesquisadores, docentes, alunos, profissionais) e estariam sujeitos à critérios de valor que se constituem nessas redes de intercâmbio
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�simbólico (hierarquias acadêmicas, ordens de mérito estabelecidos conforme Sociedades Científicas), e só a posteriore são consideradas sua veiculação e apropriação
em outros domínios (as atividades práticas, as patentes, as "joint ventures", o pagamento de royalties, a obtenção de fundos e fmanciamento). A visibilidade e distribuição dos produtos deste conhecimento é realizado através de periódicos, conferências, as redes de relações entre os pesquisadores, assim como por Sociedades Científicas geralmente disciplinares e temáticas.
O controle de qualidade, como "vigilância epistemológica", é exercido pelos
pares, e não prevê alguma forma de julgamento social relevante ("accountability").
A universidade dita os canon do conhecimento e organiza o conhecimento conforme
essas estruturas canônicas.
Essa orientação à "formação" cultural , confronta-se hoje com as ofertas e
demandas do modo 2 do conhecimento . Trata-se de um conhecimento corporativo,
recqrtado e construído em tomo da busca de produtividade e de lucro das organizações em sua maioria orientadas aos mercados. O modo 2 de produção de conhecimento, teria como finalidade a eficácia e a obtenção de lucro ou vantagens competitivas, e estaria sendo construído fora das universidades, tal como aquele produzido
nos departamentos de pesquisa e desenvolvimento das grandes empresas, e seria
muito mais flexível para adaptar-se às mudanças do meio ambiente e às novas tecnologias de informação.
Nossas unidades de informação e de metainfonnação seguem os critérios de
seleção e organização dos conhecimentos no modelo epistemológico e organizacional da Universidade Clássica - ou do modo 1 do conhecimento. Não se trataria, porém, de uma substituição. O conhecimento do modo 2 depende todavia do modo 1
no que diz respeito aos recursos humanos, programas de pesquisa, redes de especialistas e paradigmas organizados de saberes. O futuro da universidade depende, de
novo, de sua potência de aprendizagem.

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�As estratégias de virtualização teriam que propor além de uma maior interatividade entre áreas do conhecimento e subdivisões da organização universitária,
(vinculação epistemológica, intra-organizacional e das universidades entre si), novas
fonnas de vitalizar os vínculos sociais da universidade. Novamente, uma questão
mais decisional e valorativa do que infra-estrutural e tecnológica. É ao serviço da
conectividade epistemológica e social que as tecnologias digitais e interativas defInirão seu desempenho.

Quadro 5

o PANORAMA ATUAL
ARCABOUÇO INSTITUCIONAL
(Produtores Atuàs e Potenciais de Meta-Conhecimento)

I
CAPES

1
Pós -Graduação em
Ciêrcia da Irtormação
PUcx:AMAU!.tzsIo Im allllOlI&gt;clcnonm.
CI!I"da da hilmIor:;!&gt;
UF_.h!IIoemCIL!hcIIIda hilmId&gt;
URlClIJI6oOrllfuoc;§o em ClIfId"da

1

IBICT

I
pós· GradJação em
Comuricação

UFRl'CllII-IElci;~~~ ... CI!Id!I

PUCRIoU!.h!IIoem Con.-1ao;!1oSOC2ll
PUC8P1""a"",ade EsUlo&lt; d. PllO~emC&lt;m""'~e Somolc:zo
UFEllVI'\'&lt;II""""'" JOe.o&lt;l""~.m
Com.rIc:zo;6c&gt;
UFFm",tIlfO"" C~.tn!ll.m"

Un8'Po.~.mCl!hdlldlll"lOrnl~

UFR:lS"I&lt;lIJ"""d. pceoOllduoc;§o"m

d,,-.d&gt;

USFI'Pce~.mCl!hdlld"l"IOrnI..;:t&gt;

Sociedades Científicas
e Profissionais

~

COOU1~.~
UFIUII'llOoOIIduoc;§o"m c~

UM BlFlftOIJzm"de PllOoOIIduoc;§o.m
C~a:&gt;doI

URlOMo./ZI!oom Can.-1~
Un _.tzI!o.m C&lt;lITU1&lt;Z1&lt;;15o
UllCA.MFlPI&lt;IIRIIIII de POo-~om
WI ... "",
Ulla lOS.ouoode __ ~.m
C~daCOOU1~MO.tzsIo.m

Sorrl61as
UBFIC...,.,.., ~""~lmCl!tt:IIIsd"
C om.rICZSI;I5&lt;&gt;
~B.abr:It&lt;ll~

A Biblioteca Universitária Virtual, seria aquela que abre as redes de infonnações e meta-infonnações para permitir um novo Mapa do Conhecimento e do Metaconhecimento - aquele que permite reunir sem dissociar diferentes modos de gerar
conhecimento, favorecendo a dupla vinculação do saber, a epistemológica entre tipos e níveis de saber, e a social, entre diferentes setores sociais. Deverá ser um mapa
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�que sustente uma nova Política do Conhecimento, numa refonnulação da relação
entre o 'poder conhecer' de nossas histórias, nossas competências e nossos recursos,
e o ' querer conhecer' dos atores sociais, comprometidos com a universidade - uma
rede de virtualização em que possam ser problematizadas e renovadas todas as redes
sociais da atividade econômica, estatal e comunitária.

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�8. BIBLIOGRAFIA

01 BmLIOGRAFIA BRASILEIRA DE DOCUMENTAÇÃO (BBDOC) 18/11/ 1960. Rio de Janeiro: IBBD, v. 1, p. 1-237, 1960.
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1995.
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04 HAZEN, D. C. ColIection Development Policies in the Information Age. College
&amp; Research Libraries , v. 56, n. 1, p. 29-31 , 1995.
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Chicago: American Library Association, 1983
06 mICT. Catálogo Coletivo Nacional de Publicações Seriadas. Brasília, 1994.
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10 ROWLEY, Jennifer. Informática para bibliotecas. Brasília: Briquet de Lemos
Livros, 1994

78

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              <text>Estudo sobre a trajetória organizacional e tecnológica da informação referencial, como mapeamento e operacionalização da metainformação, através de sua passagem da forma de bibliografias impressas para Bases de Dados digitais, e sua posterior migração para o meio interativo das Redes de Comunicação Remota. Analisa informações referenciais no domínio dos estudos em Ciência da Informação entre 1996 e 1998.</text>
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