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                  <text>SELEÇÃO: ASPECTO PRIMORDIAL DO GERENCIAMENTO DA BIBLIOTECA
UNIVERSITÁRIA NO SÉCULO XXI

LIANE MARIA BERTUCCI
Universidade Estadual de Campinas - Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - Biblioteca
Caixa Postal 6110
13081-970 - Campinas - SP - Brasil
e.mail: lianemb@obelix.unicamp.br

Resumo: O texto procura discutir o processo de seleção dos livros e periódicos que, por compra,
permuta ou doação, são incorporados ao acervo da biblioteca universitária. Em um período de
acelerada automação, com a crescente incorporação de novas tecnologias pelas biblioteca (a
realidade da biblioteca virtual), determinar a inclusão ou não de uma obra no acervo representa
um desafio que, longe de ter sido superado, é permanentemente atualizado devido ao alto grau de
exigência do público universitário, especialmente nas instituições onde a opção pela pesquisa
científica é primordial. Associar qualidade e quantidade com os meios automatizados, que se
sofisticam e multiplicam, representa o esforço necessário para o bom gerenciamento da coleção.
Questões que exigem atenção e especialização do profissional da biblioteca, problemas que o
presente estudo pretende abordar ao avaliar o processo de seleção que acontece em uma
instituição universitária.

Tema: GERÊNCIA DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA

1

�INTRODUÇÃO
Em 26 de setembro de 1999 José Roberto de Toledo escrevia artigo, publicado pelo jornal
Folha de S.Paulo, sobre a revolução que a informática provocava no cotidiano de muitos daqueles
que, por amor ou necessidade, estavam permanentemente envolvidos com os livros. O jornalista
descrevia e comentava os “sebos virtuais” que timidamente chegavam ao Brasil, mas que já
representavam uma transformação significativa no dia-a-dia dos vendedores e compradores de
livros usados em várias partes do mundo. 1
Agrupando acervos, oferecendo diferentes maneiras de pesquisa e variedade de preços, os
“sebos eletrônicos” vasculhariam milhões de títulos, muitos deles raros, em diferentes países. A
busca eletronicamente efetuada significaria assim: rapidez e diversidade na busca, economia e,
principalmente, alta probabilidade de localização do volume desejado.2
Agilidade, diversidade, satisfação e redução nos gastos de tempo e dinheiro, também
estão fazendo com que, cada vez mais, os chamados meios eletrônicos ganhem espaço nas
bibliotecas universitárias brasileiras. O objetivo é o atendimento cada vez mais eficiente da
grande maioria de seus usuários: professores, pesquisadores e alunos, sempre em busca de um
livro ou artigo imprescindível para o estudo que estão desenvolvendo. A biblioteca virtual, bem
como as formas hoje existentes de intercâmbio entre diversas instituições do país, colaboram,
assim, sobremaneira para suprir as necessidade de um público atento às novas idéias que circulam
no Brasil e no mundo. 3
Quando a produção de novos conhecimentos representa a diretriz mestra da instituição, a
demanda pelos serviços que a biblioteca universitária pode oferecer cresce em volume e
exigência e as novidades que a eletrônica pode proporcionar acabam visceralmente ligadas a
qualidade do acervo disponível na instituição. Caso a biblioteca seja da área de ciências sociais e
humanas a cobrança é ainda maior, uma vez que ela representa o próprio laboratório dos usuários.
4

GERENCIAR A COLEÇÃO: QUESTÃO CRUCIAL
Ao nos aproximamos do final do século XX muitas inquietações que, de um modo ou de
outro, estão presentes há anos no universo dos profissionais que atuam nas bibliotecas
universitárias, ganham mais magnitude. Preocupações com o tamanho e custo das coleções, com
1

TOLEDO, José Roberto de. “A revolução dos sebos virtuais” Folha de S.Paulo São Paulo, 26 de setembro de 1999.
Caderno Mais !, p.9.
2
Idem.
3
Entre outros trabalhos, veja: CORREA, Elisa C.D.O uso da Internet pelo bibliotecário em Santa Catarina:
apropriação social ou desintermediação ? Florianópolis: Departamento de Sociologia da UFSC, 1999 (Dissertação
de Mestrado em Sociologia Política).
INSTITUTE FOR INFORMATION STUDIES.A Internet como paradigma Rio de Janeiro:Expressão Cultura, 1997
LÉVY, Pierre. O que é o virtual ? São Paulo: Editora 34, 1996
ROSETTO, Márcia. “Os novos materiais bibliográficos e a gestão da informação: livro eletrônico e biblioteca
eletrônica na América Latina e Caribe”. Ciência da Informação. Brasília, v. 26, nº1, p.54-64, jan.-abr. 1997.
TEIXEIRA,Cenidalva M. de S.; SCHIEL, Ulrich. “A Internet e seu impacto nos processos de recuperação da
informação” Ciência da Informação Brasília, v.26, nº1, p.65-71, jan.-abr.1997
4
Sobre as particularidades da biblioteca de ciências sociais e humanas, confira: ANDRADE, Diva. “Critérios para
aquisição de livros: o caso das ciências sociais e humanidades”. Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG
Belo Horizonte, v.21, nº2, p.40-55, 1992.
2

�a utilização da informática, com a reciclagem dos profissionais da área e com as relações
humanas (entre aqueles que atuam na instituição e entre eles e os usuários), são algumas delas.
Questões que se agigantam se pensarmos na presença, hoje diária, das redes de informação na
vida dos cidadãos; no grande número de novas idéias à disposição de uma parcela cada vez maior
de pessoas, e, especialmente, no crescimento do público universitário, com a expansão, em
muitos aspectos discutível, do número de faculdades e universidades pelo país. As bibliotecas e
os que nelas trabalham estão sendo cada vez mais cobrados pelos serviços que prestam.
As formas para tentar responder de maneira satisfatória as exigências por informação
rápida, variada e mais completa possível, são muitas. Entretanto, apesar de, a priori, estar
afastada a idéia de um local que contenha em seu espaço todo o conhecimento produzido pelo
homem, mesmo que em uma determinada área do saber, o livro, materialmente presente na
estante e a disposição dos usuários, continua sendo ainda hoje aquilo que os freqüentadores de
uma biblioteca mais desejam encontrar. O livro acessível para o trabalho ou o deleite. 5
Dificultando a aquisição de publicações, novas ou não, as bibliotecas no Brasil convivem
com um cotidiano marcado pela escassez de recursos financeiros. A pouca quantidade e a falta de
regularidade das verbas representam uma barreira real e difícil de ser superada em praticamente
todas as instituições universitárias do país que buscam atualizar e expandir suas coleções.
Naquelas voltadas para a pesquisa científica a situação torna-se ainda mais grave, pois o livro e as
revistas são as formas mais fecundas do diálogo intelectual.
Os problemas para armazenar e conservar as obras existentes em uma biblioteca
constituem outra questão magna, para resolve-los, sem prejudicar a excelência de uma coleção,
são necessários grandes recursos e avaliações criteriosas. Manter o acervo em boas condições e o
mais completo possível é uma meta sempre almejada. Mais uma vez, a instituição voltada para a
pesquisa requer para sua biblioteca uma atenção especial.
Genericamente, podemos afirmar que o acervo de toda biblioteca, para atender bem ao
seu público, resulta: da análise permanente da comunidade a que serve, de uma política de
seleção/aquisição resultante desta análise, da avaliação constante da coleção e do conjunto das
obras existentes (detectando e acabando com suas lacunas e zelando pela sua conservação), e de
descartes cuidadosos.6 Muito mais complicado que enumerar princípios e metas é transfomá-los
em uma prática satisfatória, condizente com a comunidade servida pela biblioteca. O grande
desafio é responder com propriedade ao dia-a-dia da instituição, o que muitas vezes escapa e
transcende às regras pré-fixadas. Critérios discutidos e previamente estabelecidos são
fundamentais, mas enquanto pistas de um caminho a ser trilhado e não como dogmas que
obrigatoriamente conduzem o trabalho do profissional que atua na biblioteca. O gerenciamento
de um acervo, notadamente de uma instituição universitária, requer muito mais do que normas
escritas para o cuidado, com qualidade, de sua coleção.
Uma atividade “técnica intelectual”, esta é, resumidamente, a definição que podemos dar
para o trabalho de gerenciar um acervo. Tomada emprestada de Waldomiro Vergueiro 7, que a
cunhou ao descrever o processo de seleção, a idéia de algo, concomitantemente, técnico e
intelectual expressaria também a contento o conjunto de atividades que incluem, além da escolha
de títulos, a avaliação, aquisição, manutenção e descarte das obras de uma biblioteca. A harmonia
5

Uso aqui a palavra livro em sentido genérico.
Veja: EVANS, G.Edward. Developing library and information center collections. 2ª ed. Littleton: Libraries
Unlimited, 1987, p.19.
7
VERGUEIRO, Waldomiro. Desenvolvimento de Coleções. São Paulo: Polis / APB, 1989.
6

3

�entre estas atividades, isto é, o gerenciamento, mesmo quando realizado por mais de um
profissional, é requisito prévio e crucial para que a excelência da biblioteca seja uma realidade. É
imperioso que se estabeleça sempre qual o profissional responsável pelas etapas do processo de
cuidados com o acervo, isto sim, pode e deve ser definido, rigidamente, a priori, o que não
inviabiliza mas, ao contrário, torna imprescindível a troca constante de opiniões entre aqueles que
gerenciam, em seus aspectos técnicos e intelectuais, uma biblioteca. 8
A SELEÇÃO, UM PROCESSO SEM FIM
Cuidar para que a coleção não pereça, devido ao uso constante, aos problemas (muitas
vezes acidentais) com o armazenamento ou ao vandalismo de alguns usuários. Recuperar obras
valiosas mas deterioradas pelo tempo e utilização, em vários casos com o auxílio de profissionais
especialmente contratados para tal finalidade (através, por exemplo, de reencadernação ou
restauro), zelar pela limpeza periódica dos volumes existentes. Reivindicar verbas, da instituição
universitária ou de agênciais financiadoras, para a compra de obras para o acervo e fazer, com a
agilidade necessária, o acompanhamento burocrático, muitas vezes longo e enfadonho, que este
tipo de atividade exige são aspectos técnicos indispensáveis do gerenciamente das bibliotecas.
Aspectos imbricados com a avaliação dos interesses da comunidade na qual esta biblioteca esta
inserida e da seleção e eventual descarte de obras em desuso: tarefas intelectuais.
Nas bibliotecas universitárias, devido ao próprio perfil das instituições, o aspecto
intelectual ganha destaque. Caso a opção pela atividade de pesquisa seja uma característica
marcante da instituição a complexidade aumenta. A tarefa de selecionar efetivamente engloba a
avaliação da comunidade, sem a qual não poderá haver escolha das obras a serem adquiridas ou
incorporadas (muitas através de doações) ao acervo, e o descarte, que é uma seleção daquilo que
não permanecerá na biblioteca. 9
Seleção é, assim, aspecto primordial e permanente do gerenciamento da biblioteca
universitária e a presença dos meios eletrônicos, que facilitam e agilizam acesso e troca de
informações e obras entre instituições, não diminue mas torna ainda mais evidente esta realidade.
Uma biblioteca será tão requisitada para parceira de intercâmbio eletronicamente realizado
quanto melhor for seu acervo e mais satisfatório for o atendimento que proporcionar aos seus
usuários preferenciais (aqueles que pertencem a instituição na qual ela está inserida). Afinal, para
que haja troca é necessário que as partes tenham algo para intercambiar, e quanto mais melhor,
pois as bibliotecas têm muito a ganhar com este contato permanente. É, desta forma, imperioso
que as instituições tenham a preocupação de aprimorar, em qualidade e quantidade seu acervo,
não ficando apenas na expectativa que outras universidades o façam e possam então servir como
“fornecedoras”, virtuais ou não, de obras. 10 É evidente que repartir despesas e baraterar custos é
uma necessidade, tanto quanto manter uma coleção o mais completa possível, dentro dos
interesses particulares de cada comunidade. Certamente, estes são grandes desafios que as
bibliotecas universitárias terão que enfrentar no século XXI.

8

ANDRADE, Diva e VERGUEIRO, Waldomiro. Aquisição de Materiais de Informação. Brasília: Briquet de
Lemos / Livros, 1996, p.14-15.
9
EVANS, G. Edward. Idem. “(...) weeding is nothing more than selection in reverse”, p.22
10
Entre os textos que abordam a temática: MARCHIORI, Patrícia Z. “Acessar ou possuir, eis a questão ...” In:
Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, 9º, Curitiba, Anais...Curitiba: UFPR; PUC do Paraná, 1996.
4

�Muitos estudos abordam a formação dos acervos, discutindo seu tamanho e qualidade.
Chegam inclusive a traduzir sua utilização em números: 20% atenderia a demanda de 80% dos
usuários de uma biblioteca. Acervos grandes tenderiam, proporcionalmente, a satisfazer cada vez
menos pessoas, os especialistas das áreas servidas pela biblioteca. Tal situação significaria
portanto menos usuários e maior custo.11 Entretanto uma biblioteca universitária é, em muitos
casos, uma biblioteca de especialistas: os pesquisadores universitários. Se o número de
pesquisadores representar uma parcela importante da comunidade universitária, o acervo tem
então por obrigação crescer e se especializar nas diversas áreas dos frequentadores da biblioteca.
Em todos os países modernos, independência e prosperidade nos seus mais variados
sentidos, foi resultado do investimento em conhecimento. No Brasil, há vários anos, as
instuições de pesquisa são em grande parte as universidades, portanto a qualidade e diversidade
das coleções das suas bibliotecas é fundamental. Os acervos precisam crescer, e não de forma
aleatória, mas de maneira consistente, integrada com a demanda de uma comunidade excepcional
a dos produtores de conhecimento. A atuação de um especialista junto a biblioteca fazendo a
seleção, torna-se então primordial.
O Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo, estabeleceu na década
de 1990 critérios comuns de seleção para direcionar a escolha das obras das bibliotecas da USP.
São eles:
qualidade do conteúdo, adequação ao currículo acadêmico e linhas de pesquisa;
autoridade do autor ou corpo editorial;
demanda;
acessibilidade da língua;
custo justificável;
atualidade da obra;
conveniência do formato e compatibilização com equipamentos existentes;
disponibilidade em outras bibliotecas;
valor efêmero ou permanente;
quantidade de exemplares necessários;
áreas de abrangência do título;
qualidade visual e auditiva de materiais especiais 12
Critérios básicos que, certamente, concorrem para o bom gerenciamento dos acervos
existentes na Universidade de São Paulo, para a qualidade de suas coleções, exemplo a ser
imitado por outras instituições. O documento elaborado pela USP especifíca também a
necessidade de cada biblioteca do sistema traçar sua própria política de desenvolvimento do
acervo.13 Mas o dia-a dia muitas vezes requer ainda mais.
11

Entre os diversos trabalhos que tratam do tema: MIRANDA, Antonio. “Acervos de livros das bibliotecas das
instituições de ensino superior no Brasil:situação problemática e discussão de metodologia para seu diagnóstico
permanente”. Ciência da Informação Brasília, v..22, nº1, p.30-40, jan.-abr.1993.
12
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Sistema Integrado de Bibliotecas. Subsídios para o estabelecimento de
política de desenvolvimento de acervos para as bibliotecas do SIBi/USP. São Paulo: SIBi/USP, 1998, 14 p. Cadernos
de Estados, nº 7, p.5-6.
13
Idem, p.2 . Recomendam que cada biblioteca do sistema contenha em sua política de desenvolvimento de acervo:
os objetivos da Instituição; estudos da comunidade a que serve; necessidades de crescimento e equilíbrio de acervo;
diretrizes de distribuição de verbas; prioridades de aquisição conforme os níveis do acervo; análise dos pontes fortes
e fracos da coleção, adequando-a às necessidades de seus usuários; normas de acordos cooperativos.
5

�Professores, pesquisadores e alunos sugerindo. Comissões opinando sempre, tudo
concorre para que a qualidade do acervo seja mantida e incrementada. Entretando, o cotidiano de
seleções e verbas requer uma atenção constante, muito além de regras fixas ou do olhar que
podem oferecer pessoas que não fazem parte do quadro de profissionais da biblioteca. No caso de
instituições voltadas para a pesquisa, onde fontes e bibliografia variada são uma necessidade
permente, a questão é ainda mais séria. Fundamental então é a presença de um profissional que
conheça, por sua formação, o universo onde atuam os usuários da biblioteca, um conhecedor
efetivo da área em que a biblioteca esta inserida: ele também, em certa medida, um pesquisador
que capte, com os critérios de sua formação e atuação no meio, as necessidade e tendências do
mundo acadêmico.
É este particular universo acadêmico que deve dirigir a aplicação das normas
estabelecidas previamente para seleção. Trabalho intelectual que inclue a organização de
procedimentos para compra (como o armazenamento e encaminhamento de sugestões), o
estabelecimento do número de exemplares de um livro que deve ser adquirido pela biblioteca e
em quais línguas e edições. A atividade engloba a solicitação de permutas e doações,
determinando a incorporação ou não ao acervo de doações espontâneas, e também é reponsável
pelos descartes (primeiro redistribuindo o material dentro da universidade afinal, o acervo
universitário é único e deve ser sempre melhorado e, se for o caso, encaminhando-o a outras
instituições).14 Por fim, quem seleciona deve indicar quais obras devem permancer no acervo, por
menor que seja sua consulta diária, pois muitos desses materiais são fontes preciosas de pesquisa,
que mesmo consultadas pontualmente têm valor inestimável para professores e alunos de
universidades voltadas para a produção do conhecimento.
Evidentemente, que a atuação deste profissional só será possível com o contato
permanente com a comunidade, com a manutenção de seus próprios interesses acadêmicos (um
dos meios de sua atualização na área em que trabalha) e, principalmente, com a parceria com os
bibliotecários, detentores de imprescindíveis conhecimentos especializados sem os quais a
biblioteca ficaria paralisada. 15
Assim, será este conjunto de profissionais, conhecedores do meio em que exercem sua
profissão, que poderá elaborar e implementar uma polítca racional de gerenciamente e
crescimento qualitativo dos acervos das bibliotecas universitárias, e isso em seus mais variados
aspectos. Distribuir responsabilidades entre pessoas qualificadas, para que realizem diferentes
etapas do trabalho requerido por uma biblioteca, é uma forma de contribuir para que ensino de
boa qualidade e pesquisas significativas sejam uma realidade no Brasil no século XXI.

14

No caso de doações, é imprescindível que a biblioteca deixe explícito para o doador que, a partir da entrega do
material, a universidade terá incondicionalmente controle sobre seu destino, seja ele a incorporação, a permuta ou o
descarte. Auxílios (como a contratação de pessoal extra, por exemplo) para agilizar a preparação do material doado, e
assim sua mais rápida utilização pelos usuários, também são benvindos, desde que não impliquem em ingerência nos
procedimentos técnicos estabelecidos pelo sistema de bibliotecas ou qualquer outro tipo de vínculo mais efetivo com
a universidade.
15
Veja a experiência da biblioteca do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP: BERTUCCI, Liane
M. “O bibliógrafo na UNICAMP: especialização e tecnologia rumo ao século XXI”. In: Seminário Nacional de
Bibliotecas Universitárias, 10º, Fortaleza, Anais... Fortaleza: UFC; UNIFOR, 1998
6

�BIBLIOGRAFIA
ALONSO,M.D. “Descarte” Revista de Biblioteconomia de Brasília Brasília, v.2, nº16, p.191-206,
ju.1988
ANDRADE, Diva e VERGUEIRO, Waldomiro. Aquisição de Materiais de Informação.
Brasília: Briquet de Lemos / Livros, 1996.
ANDRADE, Diva. “Critérios para aquisição de livros: o caso das ciências sociais e
humanidades”. Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG Belo Horizonte, v.21, nº2,
p.40-55, 1992.
BERTUCCI, Liane M. “O bibliógrafo na UNICAMP: especialização e tecnologia rumo ao século
XXI”. In: Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, 10º, Fortaleza, Anais... Fortaleza:
UFC; UNIFOR, 1998
BROADUS, Robert N. Selecting materials for libraries. New York: H.W.Wilson, 1981.
CORREA, Elisa C.D.O uso da Internet pelo bibliotecário em Santa Catarina: apropriação social
ou desintermediação ? Florianópolis: Departamento de Sociologia da UFSC, 1999 (Dissertação
de Mestrado em Sociologia Política).
EVANS, G. Edward. Developing library and information center collections. 2ª ed. Littleton:
Libraries Unlimited, 1987.
FIGUEIREDO, Nice M. de. Avaliação de coleções e estudo de usuários Brasília: Associação dos
Bibliotecários do Distrito Federal, 1979.
FIGUEIREDO, Nice M. de. Desenvolvimento e avaliação de coleções. Rio de Janeiro: Rabiskus,
1993
INSTITUTE FOR INFORMATION STUDIES. A Internet como paradigma Rio de Janeiro:
Expressão e Cultura, 1997
KUTZIK, J.S. “Bridging the gap” Library Mosaics v.8, nº 4, p.11, July / August 1997.
LÉVY, Pierre. O que é o virtual ? São Paulo: Editora 34, 1996
LÉVY, Pierre.Cibercultura São Paulo: Editora 34, 1999.
MAGRILL, Rose M. CORBIN, John. Acquisitions management and collection development in
libraries. 2ª ed. Chicago: American Library Association, 1989.

7

�MARCHIORI, Patrícia Z. “Acessar ou possuir, eis a questão ...” In: Seminário Nacional de
Bibliotecas Universitárias, 9º, Curitiba, Anais...Curitiba: UFPR; PUC do Paraná, 1996.
MERCADANTE, Leila e ARNOLDI, Maria Eli. Orientação para aquisição de material
bibliográfico. Brasília: Programa Nacional de Bibliotecas Universitárias, 1986.
MIRANDA, Antonio. “Acervos de livros das bibliotecas das instituições de ensino superior no
Brasil:situação problemática e discussão de metodologia para seu diagnóstico permanente”.
Ciência da Informação. Vol.22, nº1 (jan.-abr.1993), p.30-40.
OSBURN, Charles, ATKINSON, Ross (ed.). Collection management: a new treatise. Greenwich:
JAI, 1991.
PORTERFIELD, D.M. “The plight of the paraprofessional” Library Mosaics v.8, nº 4, p.8-10,
July / August 1997.
ROSETTO, Márcia. “Os novos materiais bibliográficos e a gestão da informação: livro eletrônico
e biblioteca eletrônica na América Latina e Caribe”. Ciência da Informação. Vol. 26, nº 1
(jan.-abr.1997), p. 54-64.
SANDLER, M. “ Transforming library staff roles” Library Issues v.17, nº 1, p.1 - 4, September
1996.
SCHREINER, Heloísa B.; SERAFIM, Loiva T.; GATTELAN, Paulo C. e JESUS, Roselaine P.
de. Compra de material bibliográfico para bibliotecas universitárias brasileiras. Brasília:
Programa Nacional de Bibliotecas Universitárias, 1991.
TEIXEIRA,Cenidalva M. de S.; SCHIEL, Ulrich. “A Internet e seu impacto nos processos de
recuperação da informação” Ciência da Informação Brasília, v.26, nº1, p.65-71, jan.-abr.1997
TOLEDO, José Roberto de. A revolução dos sebos virtuais Folha de S.Paulo São Paulo, 26 de
setembro de 1999. Caderno Mais !, p.9
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Sistema Integrado de Bibliotecas. Subsídios para o
estabelecimento de política de desenvolvimento de acervos para as bibliotecas do SIBi/USP. São
Paulo: SIBi/USP, 1998, 14 p. Cadernos de Estados, nº 7.
VERGUEIRO, Waldomiro. Desenvolvimento de Coleções. São Paulo: Polis / APB, 1989.
VERGUEIRO, Waldomiro. Seleção de materiais de informação. Brasília: Briquet de Lemos /
Livros, 1995.

8

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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Seleção: aspecto primordial do gerenciamento da biblioteca universitária no Século XXI. 21</text>
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          <name>Coverage</name>
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              <text>O texto procura discutir o processo de seleção dos livros e periódicos que, por compra, permuta ou doação, são incorporados ao acervo da biblioteca universitária. Em um período de acelerada automação, com a crescente incorporação de novas tecnologias pelas biblioteca (a realidade da biblioteca virtual), determinar a inclusão ou não de uma obra no acervo representa um desafio que, longe de ter sido superado, é permanentemente atualizado devido ao alto grau de exigência do público universitário, especialmente nas instituições onde a opção pela pesquisa científica é primordial. Associar qualidade e quantidade com os meios automatizados, que se sofisticam e multiplicam, representa o esforço necessário para o bom gerenciamento da coleção. Questões que exigem atenção e especialização do profissional da biblioteca, problemas que o presente estudo pretende abordar ao avaliar o processo de seleção que acontece em uma instituição universitária.</text>
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