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                  <text>UM NOVO OLHAR SOBRE OS LIMITES E POSSIBILIDADES DA
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA E OS MEIOS ELETRÔNICOS:
a busca de uma nova identidade.

Edna Gomes Pinheiro (
Univ. Fed. do Ceará (UFC). Lotação provisória na Univ. Fed. da Paraíba e-mail: ednapinheiro@hotmail.com
Maria Helena da Silva Virgínio((
Universidade Federal da Paraíba- e-mail: raro@funape.com.br

Apresenta vários referenciais para reflexão e discussão com relação ao fenômeno
emergente de informatização como algo irreversível e do novo liberalismo mundial
em que tudo se justifica em função do mercado. Questiona o futuro das bibliotecas
universitárias frente aos ambientes eletrônicos em especial a internet, como um dos
principais instrumentos de pesquisa que vem modificando, a natureza, o
tratamento, a recuperação e a disseminação dos registros gráficos e
consequentemente, o método de trabalho, as diretrizes políticas e econômicas e, os
orçamentos superonerosos, dessas instituições, com as despesas associados ao
material impresso - não se espera mais pela importação de livros e pela impressão
de periódicos - Afirma que o grande número de informações disponíveis na rede,
citado como vantagem é atualmente classificado como um problema, no que se
refere a coleta e a organização estruturada das informações haja vista a
informação ser temporária no ciberespaço. Revela que a habilidade(ou
inabilidade) de as Bibliotecas Universitárias dominarem esses ambientes, na
verdade, não garantirão a sua sobrevivência. Frisa que se vão desaparecer, e dar
lugar as bibliotecas virtuais, digitais, ou sem paredes, é uma questão de grande
transcendência e, eventualmente, de discussão, que só o tempo dirá. Ressalta que o
verdadeiro caldeirão tecnológico gerou nas bibliotecas universitárias, novos
paradigmas capazes de fazê-las compreender os meios eletrônicos como algo
estratégico, e não apenas operacional que mudou, profundamente, sua identidade,
uma vez que o paradigma da tecnologia fornece a base material para que isso
ocorra.

�Palavras-chave: Internet, biblioteca universitária, meios eletrônicos.

1

INTRODUÇÃO

“A fantasia é reveladora. É um meio de conhecimento. Tudo o que é imaginado é
verdadeiro. Nada é verdadeiro se não for imaginado.
(Eugène Ionesco)

Intertextualizamos as palavras de Ionesco para iniciar esse estudo. Às vezes é
melhor utilizarmos palavras alheias, combinada com as nossas próprias palavras
para explicar o que queremos dizer.
O nexo entre essas palavras está numa espécie de ilustração para o que nos
propomos estudar, a grande virada das bibliotecas universitárias na conquista de
uma nova identidade face aos meios eletrônicos, pois, se a invenção da imprensa
foi revolucionária ao viabilizar uma maior disseminação de conceitos, a era virtual
é transgressora, na medida em que redefine o conceito de acesso à informação.
Até pouco tempo atrás, falar em novas tecnologias nas unidades de informação
universitárias, era uma utopia. Hoje, é uma realidade. A pesquisa de Ramalho
(1992, p.52) realizada apenas há 7 anos, corrobora com esta afirmação quando
conclui: "considerando os avanços no campo das novas tecnologias da informação,
seu desenvolvimento e aplicação na biblioteca universitária brasileira, no momento
atual, acontece num ritmo muito lento.”
Contudo, hoje não é preciso ser nenhum apaixonado pelas novas tecnologias para
constatar que o desenvolvimento vertiginoso e a fusão entre as tecnologias levaram
a biblioteca universitária a imergir neste contexto em busca de catalisar o
processo de mudança global nas suas relações de trabalho e prestação de serviços.

2

�Portanto, o que antes foi imaginado, hoje se tornou verdadeiro... a fantasia é
realmente reveladora. Daí a razão em fazer dos pensamentos de Ionesco os nossos
pensamentos.
Nessa perspectiva, a Biblioteca universitária reconhece que participar do
"caldeirão tecnológico", com o intuito de acompanhar as mudanças emergentes de
uma sociedade que se auto denomina informatizada, é indispensável para a sua
sobrevivência. Isto poderá ser traumático e caótico, devido os desafios e os
impactos da tecnologia no acesso a informação causados por diversos fatores,
dentre eles: a ausência de uma infra-estrutura adequada e a falta de capacitação
do capital humano.
Contudo, mergulhar profundamente nesse processo é aumentar suas perspectivas
de futuro, é criar um espaço promissor no fornecimento de serviços informacionais
compatíveis com as necessidades dos seus clientes que devido o alcance dos meios
eletrônicos estão cada vez mais exigentes. Este é portanto, o momento certo para a
biblioteca universitária se posicionar frente às novas tecnologias, seus desafios e
seus impactos junto ao mercado informacional. E, assim encontrar caminhos para
que atinja a maturidade dentro da chamada nova era da informação.
As palavras nos fazem refletir. E, na nossa maneira fragmentada de ver os fatos, é
impossível não admitir que o grande salto da biblioteca universitária para a nova
era informacional está na ousadia, disposição e interesses constantes em
encontrar e adotar as melhores estratégias para disseminar seus produtos e
serviços, como também capacitar o seu capital humano a manusear com
desenvoltura as novas tecnologias.
Com o risco de dizer o óbvio, mas visando a sistematização, podemos considerar
que em termos de objetivos, não há provavelmente nada de novo nesta explanação,
mas importante é lembrarmos a que ponto é intenso este ritmo de transformação e
decisivo para os processos informacionais da Biblioteca universitária.
Assim, a biblioteca universitária visando a uma melhor adequação dos seus
objetivos, está procurando transformar as suas estruturas tradicionais
adequando-as às necessidades da era digital, substituindo sua passividade por uma
atuação participativa e crítica, além de uma visão mais holística do todo.

3

�2 A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA PENSANDO DIGITALMENTE NO
UNIVERSOS DOS CHIPS.

É epistêmico que a comunicação científica seja resultante da socialização das
pesquisas, cujos resultados são compartilhados e disseminados entre a comunidade
acadêmico/científica. Paradoxalmente, constata-se o desaparecimento do
pesquisador introspecto (isolado), permutado pelo pesquisador comprometido com
a academia, criativo, habilidoso, produtivo e com produções recheadas de novos
conceitos, novas formas com o propósito de servirem como fio condutor para as
transformações sociais.
À luz dessas reflexões, surge um paradigma de comunidade científica atrelado a
um novo pesquisador. Emergem novos canais de comunicação, nos quais o
processo de transferência de informação tradicional dá lugar ao processo de
transferência de informação via redes de comunicação eletrônica. Nesse contexto, a
velocidade de transformação e da informação no âmbito científico revela
característica peculiar de uma sociedade que vive em constantes mutações dentro
de suas organizações e instituições no espaço macro e micro.
Para garantir o espaço global, a nível de sobrevivência pertinente a essas
transformações e informações, faz-se necessário delinear o processo de mudanças
bem organizadas (levando em conta os fatores internos e externos), atentando para
os entraves que venham surgir para que não interfiram de forma negativa no
gerenciamento das ações a serem desenvolvidas e implementadas.
Isto posto, constata-se a existência de instituições que foram planejadas, e
arquitetadas com a finalidade de resguardar esse espaço para a produção científica
e tecnológica, e concomitantemente garantir o mesmo para as transformações
oriundas da sociedade. Nesse contexto, apresentam-se com destreza as
universidades e institutos de pesquisas e desenvolvimento que trazem uma nova
envergadura de acepção e concepção dentro da esfera global de sociedade
informada e informatizada.

4

�A existência da Universidade perpassa por períodos seculares, resguardando para
a sociedade o exercício da teoria/prática quanto formadora e gestora de
conhecimentos, assumido de forma constante e/ou estandardizada. A padronização
da Universidade revela-se no âmbito das relações transcorridas pela historicidade
latente com o poder político, sistema de produção organizada e a sociedade como
principal protagonista.
A sociedade homóloga, ratificando o papel que a universidade exerce perante ela
como transformadora, viabilizando a interação, seguida de perto pelos seus
princípios ancorados à filosofia de Universidade/regionalidade, relacionando a
produção e a socialização de conhecimentos acerca do olhar macro na
responsabilidade de formar cidadãos ávidos e criativos para confrontar com a
sociedade tecnológica que prima por profissionais qualificados que adequem ao
novo perfil delineado pela mesma.
Constatamos assim, que a universidade ao vislumbrar a necessidade emergente de
fazer parte da imensa revolução que permite a informática na organização e
transmissão do conhecimento, procura repensar seus espaços informacionais e
adequar as suas bibliotecas abrindo horizontes para o mundo que a cerca.
Com processo de aperfeiçoamento tecnológico nas bases de comunicação
ampliadas, ou seja, as disponibilidades de informação chegaria sob feito
”rightlyte” (instantâneo e qualidade). Por outro lado, permitirá o uso de
ferramentas de indexação e busca de informação intensiva e refinada. As
bibliotecas configuram-se como base de dados, além dos museus e laboratórios.
Outros dados podem ser encontrados na teia oriundos de trabalhos de pesquisa,
experimento, coleções de obras, software aplicativo e uma diversidade de serviços.
Nesta perspectiva, a biblioteca universitária colaborando com o ensino, pesquisa e
extensão - tripé da universidade - aparece como protagonista de uma missão
inovadora: criar novas formas de mediação para a obtenção e transferência de
informação, haja vista a introdução da informática e a celeridade dos meios
eletrônicos na recuperação, tratamento e disseminação da informação terem
mudado o conceito tradicional de biblioteca, e, substancialmente, o perfil do seu
capital humano.
No que diz respeito a essa situação Dowbor (l995, p. 15) anuncia: “de alguma

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�forma, a integração informação/informática, a automação de catálogos, a criação
de bases de dados (...) os avanços em armazenagem e recuperação eletrônica das
informações estão mudando a natureza dos serviços de uma biblioteca.” Portanto,
a aplicação da tecnologia permeia todos os serviços informacionais. Mas, para que
isso realmente aconteça no espaço acadêmico é necessário o engajamento das
universidades nos sistemas de banco de dados globalizados a nível mundial.
Através das redes de comunicação eletrônica, particularmente a INTERNET.
Inegavelmente a INTERNET apresenta um efeito camaleônico para a biblioteca
universitária, visto que, não se pode mais falar em tempo e velocidade como
entendíamos anteriormente, pois agora é impressionante a velocidade com que as
informações circulam e chegam as telas de forma interativa. O
leitor/cliente/usuário passivo está desaparecendo e isso requer um grande jogo de
cintura para a biblioteca universitária, que individualmente pode disponibilizar
seus acervos, num tempo real envolvendo todo um universo.
Atualmente, a biblioteca universitária trabalha com uma nova perspectiva, está
utilizando os meios eletrônicos tirando proveito do seu potencial. Hoje, ela pensa
digitalmente, e ao pensar dessa forma usa a tecnologia digital como vantagem
competitiva, aplica as informações coletadas com sua clientela em suas ações,
entendendo que a internet muda a economia e reescreve as leis de oferta e da
procura, além de cultivar uma constante postura de renovação.
Na verdade a biblioteca universitária não é mais valorizada pela informação que
retém, como no passado. Hoje, ela é reconhecida pela informação que é capaz de
disponibilizar para um maior número de usuários. Ela agora pensa digitalmente,
usufruindo de um conjunto de informações que fluem da rede eletrônica
transformando-as em valor - um produto ou serviço. Pensar digitalmente é operar
um teclado usando a linguagem do monitor como interação do pensamento, com o
programa (software) ou a rede (network), é entender que os meios eletrônicos vão
enriquecer a cultura através da expansão da distribuição da informação. Enfim,
pensar digitalmente é se preocupar com o futuro, pois como diz a futurológo Jacob
“ o futuro será indubitavelmente digital.”

6

�3 OS NOVOS ENGENHOS: Biblioteca universitária, Biblioteca virtual... ou
Biblioteca sem parede?

“Não há rastros definindo o tamanho dos passos de quem ousar construir novos
caminhos.”
(autor desconhecido)

Ninguém hoje sabe qual será a biblioteca do amanhã. Talvez ela perca uma parte
da riqueza semântica que possuiu no passado e assuma um papel semiológico novo,
diferente daquele do passado. Seu papel criador e formador seja assumido por
outra identidade- a da sociedade globalizada ou sociedade planetária.
Aqueles mais informados não têm dúvida de que a biblioteca universitária diante
das novas tecnologias já é outra. Se está melhor ou pior é um outro tipo de questão.
O importante é que ela confirme sua participação e compromisso perante a
universidade que se não a homologou, como sua representante oficial de maior
valor, deveria fazê-lo.
Um exemplo claro da mudança de identidade da biblioteca universitária está na
incorporação da INTERNET no seu cotidiano. Inegavelmente, ela faz parte do seu
dia-a-dia. É um recurso que oferece novas possibilidades e começa a marcar tentos
fantásticos, com isso tende a hipervalorizar o trabalho informacional, pois a
possibilidade de trazer lugares diante da realidade virtual, entrar em cenários que
quiser ou que poder imaginar nos faz ver que a sociedade se tornou mais
integrada, com mais aldeias globais e que podemos nos sentir cidadãos de mundo,
de acordo com os nossos interesses.
É realmente fantástico percebermos isso, afinal de conta por mais de quinhentos
anos, todo o conhecimento humano e informação foi armazenados em documentos
de papel e hoje podem ser armazenados digitalmente, o que torna fácil o acesso, a
armazenagem e a disseminação da informação, pela trilha aberta da internet.
Contudo, se o impacto da INTERNET na biblioteca universitária, por um lado já
é um fato concreto, que trouxe benefícios, por outro, trouxe preocupações no que
se refere a uma dupla ruptura: no modo de conceber a informação (produção por

7

�processos micro-eletrônicos) e no modo de difundir as informações. São mudanças
estruturais de produção e destruição. A informação, agora, não tem dono e possui
uma rapidez fulminante. Dessa forma, a biblioteca universitária apresenta a
informação sob uma geografia própria (ciberespaço), em lugares definidos (sites) e
correspondentes vias de acesso (links).
Bowmann (1994) corrobora com essa afirmação quando diz: “o rápido crescimento
da internet em termos de volume de dados, usuários e diversidade de informações
é posto como causa de problemas de difícil solução para o conjunto de ferramentas
disponível na atualidade.”
Quem pensar em INTERNET apenas como uma linguagem, uma forma de enviar
textos e imagens, ou um meio de conexão de computadores, estará confundindo
alguns dos seus recursos com suas características fundamentais: instantaneidade,
capacidade de armazenamento de dados, busca automática de informações e
direcionamento individual. Essas características, quando combinadas entre si,
serão determinantes para a revolução da biblioteca universitária no contexto da
informação interativa.
Diante do exposto, percebemos razões emocionalmente muito fortes, que nos levam
a falar do futuro da bibliotecas universitárias como uma tarefa arriscada, visto que
as chances de errar são grandes, quando formulamos conjecturas. O que sabemos
de antemão é que na era digital ela deve rever sua missão, redesenhar sua história
e incorporar uma nova identidade, pois o progresso chegou sem pedir licença e
não dá mais para ignorar todo esse mundo virtual das redes eletrônicas, dos
computadores, dos chips e das máquinas.
Mesmo reconhecendo e participando efetivamente desse novo contexto
informacional, quando nos deparamos com a pergunta, a biblioteca tradicional vai
dar lugar a biblioteca sem parede? Preferimos responder que essa é uma questão
que só o tempo dirá. A certeza que temos é que o homem continuará, de qualquer
forma, a inventar dispositivos para dar permanência ao seu pensamento e tudo
fará também para que esses dispositivos sejam adequados ao seu tempo, como
aconteceu em toda a história da humanidade.
4

CONSIDERAÇÕES FINAIS

8

�Em um espaço de tempo de apenas uma geração o homem passou a compartilhar
um novo mundo repleto de computadores e máquinas afins. O fascínio exercido
pela máquina sobre a maioria das pessoas faz com que estes dispositivos se
constituam em privilegiados instrumentos causadores de profundas
transformações na sociedade.
Consequentemente, as mudanças que as novas tecnologias vêm produzindo nas
universidades hodiernas atingem também a biblioteca universitária e as relações
efetivas com a clientela, por fazer o conhecimento compartilhado chegar aos
usuários instantaneamente, transformando-os em um novo espectador interativo.
Percebemos assim, que os meios eletrônicos, principalmente a internet considerada fator estratégico e não apenas operacional - mudaram sensivelmente,
a forma de fazer pesquisa nas bibliotecas, além dos serviços informacionais
ofertados.
Isto posto, constatamos que o futuro chegou... a biblioteca universitária acoplou a
configuração do momento interligando-se em quaisquer das versões eletrônicas
que se mostram para o acesso imediato de uma informação que se auto denomina
temporária mas que vai muito além pela sua complexidade e precisão, formatando
os novos tempos e perfilando a chamada realidade virtual.
É uma conclusão óbvia. Mas, às vezes a obviedade nos faz questionar os limites de
nossas conclusões e estudar possibilidades de ultrapassá-las, na busca de uma
situação melhor.
Nossa intenção foi apenas trazer algumas reflexões sobre o grande salto da
biblioteca universitária no mundo dos meios eletrônicos, mas especificamente da
INTERNET, no intuito de usufruir da diversidade dos serviços disponíveis, a fim
de atender de forma rápida e precisa à demanda de sua clientela.
Todos os aspectos listados acima nos dão uma idéia geral da complexidade do
assunto em pauta. Contudo, mesmo cientes disto e da recente explosão consumista
dessa infovia, que não tem donos nem responsáveis e que começa a apresentar
problemas, dentre eles: a temporalidade da informação no ciberespaço provocando
verdadeiro caos para a recuperação, tratamento e disseminação da informação,
temos convicção que a internet deve ser usada como um fator de incremento dos
serviços informacionais, pois nos considerando cidadãos e consumidores da

9

�sociedade da informação não podemos deixar de contar com a biblioteca
universitária, aliada as novas tecnologias, para abrir os horizontes de pesquisa e
estimular a nossa criatividade.
A luz dessa exposição, as palavras de Clavin são oportunas para finalizar esse
relato: “Quem somos nós, quem é cada um de nós senão uma combinatória de
experiência, de informações, de leituras, de imaginações? Cada vida é uma
enciclopédia, uma biblioteca, um inventário de objetos, uma amostragem de
estilos, onde tudo pode ser continuamente remexido e reordenado de todas as
maneiras possíveis.”
Dessa forma, a mesma certeza que temos em poder remexer e reordenar nossas
vidas, clicar ou deletar nossas experiências e nossos arquivos existenciais, também
têm as bibliotecas universitárias, a certeza de poder fazer o mesmo nas suas
estruturas, na sua história e nos seus cenários... frente ao impacto fulminante da
era digital....diante desse maravilhoso mundo novo.

5

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

1 BUARQUE, C. Pequeno dicionário da crise universitária. Florianópolis : UFSC,
1992

2 DELYRA, Jorge L. A universidade e a revolução informática. Revista da
Universidade de São Paulo. n. 22, set./nov., 1997

3 DOWBOR, Ladislau. Novos espaços do conhecimento. Transinformação.
Brasília, v.7, n. 1/3, p. 15-32, 995

4 GALDERLMAN, Henrique. De Gutenberg à internet. Rio de Janeiro : Record,
1997.

10

�5 MACEDO, Horácio C. M. A Universidade num país periférico. Brasília. vol.8,.
n. 43. jul/ set, 1989.

6 RAMALHO, Francisca Arruda. Configuração das bibliotecas universitárias do
Brasil face as novas tecnologias da informação. Informação &amp; Sociedade: estudos,
v.2, n.1, p.38-54, 1992

7 SILVA, João Augusto Ramos e. A internet e o processo de globalização nos
mercados. Estudos avançados em Administração. João Pessoa, v.3, n. 2, 441449, 1995

11

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              <text>Apresenta vários referenciais para reflexão e discussão com relação ao fenômeno emergente de informatização como algo irreversível e do novo liberalismo mundial em que tudo se justifica em função do mercado. Questiona o futuro das bibliotecas universitárias frente aos ambientes eletrônicos em especial a internet, como um dos principais instrumentos de pesquisa que vem modificando, a natureza, o tratamento, a recuperação e a disseminação dos registros gráficos e consequentemente, o método de trabalho, as diretrizes políticas e econômicas e, os orçamentos superonerosos, dessas instituições, com as despesas associados ao material impresso - não se espera mais pela importação de livros e pela impressão de periódicos - Afirma que o grande número de informações disponíveis na rede, citado como vantagem é atualmente classificado como um problema, no que se refere a coleta e a organização estruturada das informações haja vista a informação ser temporária no ciberespaço. Revela que a habilidade(ou inabilidade) de as Bibliotecas Universitárias dominarem esses ambientes, na verdade, não garantirão a sua sobrevivência. Frisa que se vão desaparecer, e dar lugar as bibliotecas virtuais, digitais, ou sem paredes, é uma questão de grande transcendência e, eventualmente, de discussão, que só o tempo dirá. Ressalta que o verdadeiro caldeirão tecnológico gerou nas bibliotecas universitárias, novos paradigmas capazes de fazê-las compreender os meios eletrônicos como algo estratégico, e não apenas operacional que mudou, profundamente, sua identidade, uma vez que o paradigma da tecnologia fornece a base material para que isso ocorra.</text>
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