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BIBLIOTECÁRIO UNIVERSITÁRIO: REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA
PROFISSÃO

​Maria Catarina Cury
​Consultora em Recursos Humanos/Educação
cury.catarina@uol.com.br

Maria Solange Pereira Ribeiro
Bibliotecária UNICAMP
solangepr@uol.com.br

Nirlei Maria Oliveira
Bibliotecária – CREUPI
nmoliveira@uol.com.br

RESUMO
Poder da informação, interface com o usuário, guardião do saber, são as principais metáforas
da profissão que permeiam as representações sociais que os bibliotecários universitários
constróem nas imagens de si e do outro. A pesquisa buscou em Roger Chartier o conceito de
representação e a distinção entre representação e representado uma vez que as representações
dos bibliotecários estão por suposição em um campo de competências e concorrências onde
os desafios se enunciam em termos de poder, dominação e identificação profissional.

Palavras-chave: Bibliotecário universitário–representações sociais; Bibliotecário
-metáforas; Bibliotecário - relações de poder.
A modificação dos instrumentos culturais na história da humanidade,
apresenta-se, via de regra, como uma profunda modificação, como crise colocada ao modelo
cultural precedente. A chegada de uma sociedade de formiga, começou com as massas, e

1

�assim, foram elas as primeiras a serem submetidas ao enquadramento das racionalidades
niveladoras. A cultura, nesta perspectiva, fornece imagens e modelos que dão forma às novas
aspirações individuais que modificam a linguagem ordinária. O fluxo subiu e atingiu os
intelectuais possuidores dos saberes gerados por eles mesmos e absorvidos no sistema. As
águas desse fluxo, hoje transformadas em gotas d'água no mar, ou em metáforas de uma
disseminação da língua que não tem mais autor, tornaram-se o discurso indefinido do outro.
Sobre um outro plano, as imagens se aproximam do real, transformadas em ideais,
fazem-se modelos que incitam uma certa práxis. Um grande impulso do imaginário em
direção ao real tende a propor "mitos" de auto-realização e uma ideologia com receitas
práticas para o bem-estar dessa práxis. Esse conceito de aproximação do coletivo, a exemplo
das formigas, traz implícita a idéia divulgada por Michel de Certeau sobre a modificação da
relação da cultura com a sociedade. Por esse motivo, podemos compreender essa aproximação
como um motejo ao singular e extraordinário. Podemos ainda visualizar o movimento que o
impulsiona, não só do real ao imaginário, mas também do imaginário ao real.
Essas maneiras de fazer constituem as variadas práticas pelas quais os usuários se
reapropriam do espaço organizado pelas técnicas de produção socio-cultural; estabelece
contratos numa rede de relações com e na economia cultural dominante usando para tanto
inúmeras e diversas transformações, segundo suas próprias regras. O trabalho com as
representações de um determinado grupo social permite, pelo conhecimento dos objetos
sociais, a possibilidade de apreender o uso que dele fazem os indivíduos ou os grupos.
A sociedade está mudando, não apenas mudando o mercado de trabalho; antes, a
cultura não mais se restringe a um grupo social nem é uma propriedade particular das

2

�especialidades profissionais como os docentes, bibliotecários, gerentes, profissionais liberais.
A cultura não é mais estável e definida por um código aceito por todos.
Em uma visão histórico-materialista a ordem é inversa, a mudança do mercado de
trabalho muda também a sociedade. Se as mudanças caminham na sociedade alterando seus
fluxos e influxos, elas acabam por acontecer nas diversas áreas de conhecimento e nos fazeres
técnicos, acabam portanto, a acontecer no fazer bibliotecário.
O espaço a ser decifrado nas representações do bibliotecário para compreender os
mecanismos pelos quais um grupo impõe ou tenta impor a sua concepção do mundo
sociocultural, foi a proposta do presente trabalho. Tomamos aqui a conceituação de Roger
Chartier no sentido que as representações coletivas, construídas conforme as variáveis sociais
ou meios intelectuais, são habitualmente produzidas por disposições partilhadas e próprias de
um determinado grupo. Daí a importância de relacionar os discursos proferidos na pesquisa
com o locus de quem os utilizou. A existência de práticas sociais revestidas de uma lógica
autônoma e que não podem ser reduzidas a representações, implica em tornar operatórios o
saber biblioteconômico e o conjunto de formas de apropriação. As representações traduzem
suas posições, aspirações e interesses, confrontados objetivamente e, ao mesmo tempo,
descrevem o meio social do trabalho tal como pensam que ele é, ou como gostariam que
fosse.
Considera-se aqui toda forma de apropriação desigual, por isso as representações
se colocam num campo de concorrências e de competições em que os desafios se enunciam
em termos de poder e dominação. As lutas de representações assumem importância
semelhantes às lutas econômicas e localizam ou definem pontos de afrontamentos tão mais
decisivos quanto menos materiais; tanto mais ideológicos quanto mais informacionais. Por

3

�fim, as formas institucionalizadas e objetivadas a partir de seus representantes (coletivo ou
pessoas) marcam de forma visível as representações do grupo, da classe social ou da
comunidade de representados.
As estruturas definidas pelas representações não são dados objetivos; são todas
elas historicamente produzidas pelas práticas articuladas quer sejam sociais, políticas ou
discursivas que constróem as suas figuras. Daí a caracterização das práticas discursivas como
produtoras de divisões e ordenamento ao mesmo tempo em que são práticas de apropriação
cultural e têm suas determinações sociais. Dentre essas determinações encontramos algumas
metáforas que tentam definir ou construir uma representação social do fazer biblioteconômico
como marca do profissional, por meio de expressões já consagradas de si para si como: o
guardião do saber, intermediário/interface do conhecimento , intermediário/interface da
informação.
No mundo contemporâneo dominado pela informação, o que conta não é o
músculo – saber-fazer, mas a informação – saber-saber; não o saber organizar a produção, mas
o saber tratar a informação. No entanto não significa que isto expresse o surgimento de um
poder tecnocrático que dominaria uma pirâmide do saber, mas uma ciência que permitiria
compreender os meios pelos quais se pode transmitir a informação e não somente estocá-la. A
divisão entre o fazer e o pensar decidem o funcionamento cotidiano da utilização da
informação assim como simultaneamente o organizar a produção de forma eficaz e o tratar a
informação tanto para a indústria como para os serviços.
O profissional bibliotecário tem-se destacado no fazer, organizar e estocar
informações. Fazeres estes, que legitimam seu valor na sociedade e um comportamento que
cria princípios de ação para exercer poder e gerir representações positivas para a categoria. Na

4

�luta para dominar seu campo de ação e delimitar fronteiras entre áreas de conhecimento, o
bibliotecário capitaliza saberes e conhecimentos que se objetivam em suas competências. Para
AUTHIER(1999) as competências são armas que se expressam como qualidades ou atributos
humanos sendo portanto a competência, um conhecimento humano, um saber dominar uma
atividade ou uma maneira de ser. Considera ainda que a única maneira de encontrar um
sentido nas coisas é estar atento para o significado que cada pessoa atribui àquilo que faz e/ou
conhece.
A representação do bibliotecário como aquele que detém o poder da informação,
tem por base o conceito histórico da biblioteca como centro de poder. Em análise ampla, por
todas as épocas se constata a presença do poder, pelas forças de controle de detenção e
utilização dos meios de informação. Desta forma, as bibliotecas, reconhecidas como
instrumentos sociais pelos governantes, ligam-se à idéia de serem depositárias de bens
culturais. A imagem da biblioteca como poder, é uma relação estreita a nível ideológico
fortemente marcada pela presença do político nela refletido via instituição, canalizando as
representações políticas vigentes em determinado período. Como centro de poder nela se
reflete invariavelmente as mudanças políticas.
Ao longo do tempo as bibliotecas são representações diretas

das diversas

mentalidades dominantes. Assim considerado, conhecimento é sinônimo de poder e
informação, ao longo da história, cultura e poder são indissociados. Se na sociedade
capitalista a informação é mercadoria, ela explica e acentua o distanciamento na relação
desigual do conhecimento.
DAS METÁFORAS

5

�Para os bibliotecários universitários os significados dos seus fazeres são
evidenciados em várias referências metafóricas, que por vezes são contraditórias mas que
interseccionam e trazem à tona representações da profissão. Informação é poder - metáfora
comumente proferida pelo profissional e que estabelece a importância do bibliotecário no
espaço social informacional. O espaço de atuação do bibliotecário compreende o setor de
referência e o setor de processamento técnico onde constatamos duas representações, embora
estes dados não estivessem nos objetivos iniciais da pesquisa de estabelecer relações entre
setores. Percebe-se uma divisão ideológica entre os setores permeada por uma luta simbólica
entre o fazer da referência e o fazer do processamento técnico. O bibliotecário que atua no
setor de processamento técnico - tratador da informação - opera no processo de produção por
unidade onde é possível observar uma racionalização, isto posto em tratamento estandartizado
da informação, com ritmo, regulagem e interferência de constância, ou seja, um trabalho que
se expressa pela “mão força”, sem nenhuma interferência no saber teórico. Neste setor, os
profissionais possuem uma representação positiva desta metáfora. Para este grupo de
profissionais a informação é poder, mesmo que na prática este poder opere nas
micropartículas de informações padronizadas e operacionais. Ainda que o tratamento da
informação se dê

de forma fragmentada, há uma vontade de interferir e direcionar a

informação para o usuário. Dominar a informação é o imaginário de poder no setor de
processamento técnico.
Os bibliotecários do setor de referência possuem uma representação negativa da
metáfora informação é poder; resultado inusitado tendo em questão que este profissional atua
como disseminador da informação, opera em redes eletrônicas de informação, bancos de
dados, bibliotecas virtuais etc. entendido no atual contexto como aquele que faz a informação
circular. Este resultado contraria o discurso que o setor referência é o mais importante da

6

�biblioteca. Isto para muitos profissionais constitui-se um poder perante o grupo anterior,
quando, na verdade, os dois grupos operam no mesmo grau de importância sem qualquer
interferência direta em conteúdos das informações por ele manuseadas, desconhecendo o
valor intrínseco da mesmas. O fazer circular a informação do setor de referência, não opera
agregando conhecimentos às informações solicitadas, quase transformados em empacotadores
e entregadores de informações. O poder neste setor está em entregar a informação, sem
contudo obter poder por manuseá-la ou passá-la a outro. O poder da informação está no poder
que o usuário dá à informação recebida.
Percebe-se entre os componentes de cada setor uma luta simbólica pelo poder, isto
posto em domínios de pontos, vírgulas, ou por ser solicitado e reconhecido pelos usuários.
Concretamente o profissional não exerce nenhum poder sobre a informação dada ao usuário,
ou sobre a descrição dos registros bibliográficos. Para LOJKINE,(1999)
”o poder da informação não se limita à estocagem e circulação de
informações codificadas sistematizadas por programas de computador
ou difundidas por mass-media, mas envolve, sim, sobretudo criação,
acesso e intervenção sobre informações estratégicas - econômicas,
políticas, cientificas e ética. Pouco adianta estocar informações se não
há possibilidade de intervir nelas”
Desta forma, a luta simbólica entre setores se dá nas micropartículas do saberfazer, ambos com rotinas diferenciadas e valores distintos sobre o seu fazer e o fazer do outro,
ainda assim, constituem-se em “mão força".
Para atuação dos grupos como “mão inteligente” requer uma desconstrução ou
reconstrução do seu saber profissional. A “mão inteligente” expressa um profissional que
domina não apenas conceitos de informática, mas atua em espaço sem divisão de trabalho
manual e intelectual, com criatividade e acesso às informações estratégicas, no sentido de
estar a par, intervir e participar de decisões. Como nos informa LOJKINE(1999)” para termos

7

�“mão inteligente” precisaríamos nos acostumar à idéia de que essa “mão” só se desenvolve
“junto a liberação da boca para falar.” Esse falar, traduzido num processo de comunicação (
sem falhas e sem erros), requer conhecimento, que permita uma difusão da informação; para
tanto se faz necessário estar integrado num ambiente cultural mais amplo de comunicação,
que o torna um mediador, aquele que faz a interface; termo originário da informática definido
como: “elemento que proporciona uma ligação física ou lógica entre dois sistemas ou partes
que não poderiam ser conectadas diretamente1”. A expressão interface, quando empregada
para definir funções de pessoas, revela um imaginário de tornar-se perfeito, produtivo,
eficiente, servir o outro automaticamente, “ficar entre”, ser facilitador.
Esta interface é fortemente exercida com o usuário presencial que necessita de
equipamentos e do bibliotecário, e ainda, carece da biblioteca tradicional. Este papel é
disputado entre profissionais do mesmo setor que buscam o reconhecimento pelas atividades
prestadas, estabelece-se assim, uma luta invisível para o exercício da interface, ou para ser
aquele que conduz, ou ensina, ou encaminha, ou entrega papéis aos usuários. A disputa por
este papel não se dá mais entre os pares, mas entre diversos profissionais que dominam com
eficácia esta tecnologia colocando em dúvida o futuro do bibliotecário mesmo como
organizador do suporte informacional. Concordamos com LOJKINE (1999, p.292) quando
menciona que:
“uma crise de identidade em todas as categorias profissionais situadas
em
fronteiras
móveis,
categorias
que
são
suporte;
interface...experimentam uma perda de identidade e uma
desqualificação de seu trabalho, sentindo-se reduzidos as condições
de operários especializados da informática.”.
Para angústia de muitos bibliotecários o usuário remoto possui uma
independência de recursos tecnológicos e conhecimentos suficientes que lhe permitem ter

1

Termo extraído do Dicionário de Informática Inglês/Português. 4.ed. Rio de Janeiro: Sucessu, 1985
8

�acesso à informação desejada. Com o advento da Internet, cada vez mais o usuário é colocado
em contato com a interface amigável isto quase sempre na forma de softwares facilitadores de
busca e acesso à informação. O universo de mídias e informação estão à disposição dos
usuários no conforto da sua sala. Como bem enfatizou COELHO NETO (1997):
“os caminhos que levam à fonte agora são inúmeros, não há mais
guardas nas fronteiras para o saber se você está de posse da identidade
ideológica, teológica ou doutrinária correta e não há mais nem mesmo
as fronteiras...e as pessoas sabem muito bem o que querem. Se não
sabem, descobrem logo". Desta forma necessita cada vez menos do
bibliotecário, para conduzi-los pelos caminhos e sendas dos catálogos,
redes, bancos de dados, etc. enfim aquele que conecta o usuário ao
mundo informacional.
O processo de interface deu origem a outras metáforas quanto à descrição da
função do bibliotecário estimulados a acompanhar a modernização introduzida pela
tecnologia de forma a exigir novas denominações para suas ocupações a saber: profissional da
informação, gerente informacional, cientista da informação, etc.; com as tecnologias houve
uma desestruturação do saber-fazer formal do bibliotecário, em especial com o aparecimento
da Internet que vem colocando de lado todos os instrumentos de organização e de acesso à
informação. O que se presencia na praxis cotidiana é um distanciamento entre o avanço das
terminologias e o fazer gerencial, que na maioria das vezes se resume em questões meramente
administrativas.
Nas várias representações que o bibliotecário faz de si já foi “filtro” ou censor de
leituras. Com a evolução da biblioteca e respectiva abertura de acervo, tornou-se mediador
entre o usuário e o material bibliográfico. Atualmente ele se vê fazendo a interface entre o
usuário e a informação oriunda da parafernália tecnológica e disposta nas novas mídias. Para
atuar com a informática e tentar atualizar sua praxis, o bibliotecário faz uma apropriação das
metáforas maquínicas, para se autodenominar moderno, sem atentar para o verdadeiro sentido

9

�e a carga ideológica implícita no termo. Este profissional é um componente de ligação, entre o
usuário e a informação, com seus fazeres ordinários automatizados. O computador dá uma
aparência do novo, do moderno, mas este profissional ainda lida com instrumentos tal qual
elaborados há um século. Não houve atualização dos instrumentos do fazer biblioteconômico,
conforme CASTRO E RIBEIRO (1997,p.22):
“​ (...)substituímos os velhos catálogos em fichas para a tela do
computador, substituímos o empréstimo manual por código de barras.
Em resumo, o que mudou? Provavelmente só utilizamos os novos
recursos para agilizarmos as atividades(..)há um imaginário construído
pelo e para o bibliotecário de que as novas tecnologias da informação
engrandecem a profissão, resolvem velhos problemas de
armazenamento e transferência de conhecimento. Este discurso serve
para escamotear uma prática onde mudaram os meios, mas a essência
é a mesma”
A biblioteca num passado remoto, era vista como instituição respeitável, um lugar
sagrado e quase inacessível que se modifica à medida que as formas de organização social
evoluem e alteram a mentalidade dominante. Sob o aspecto cultural a biblioteca estava ligada
ao conhecimento da literatura, das artes e das humanidades. Luz do saber - termo comumente
designativo das bibliotecas como guardiãs do saber - implicava em conhecimentos como
possibilidade de restauração humanística da sociedade através do eruditismo e das filosofias,
oriundas do Iluminismo; o cultivo da instrução como forma de aprimoramento do espírito.
Daí ser a biblioteca espaço de leitura instrutiva.
Na atualidade a biblioteca tem valor pelo que serve e não pelo que guarda na
dimensão do verdadeiro e do belo, designada luz do saber, tesouro da humanidade assistido
por um bibliotecário culto e sábio. Com a explosão informacional e tecnológica, a biblioteca
coloca-se como um apêndice da escola/universidade, como lugar de acesso à informação
imediata. O bibliotecário moderno está absorvido em técnicas de organização e tratamento da
informação para disponibilizar nos aparelhos tecnológicos. Não está envolvido com as

10

�questões da cultura, nem da formação pedagógica e nem de relações humanas, tampouco são
bibliotecários que sabem ler . Assim como nos informa COELHO NETO (1997, p. 29) a
biblioteca não é mais um templo único e nem o bibliotecário um oficiante sagrado pois,
“... o bibliotecário que se forma hoje no Brasil é um bibliotecário
generalista que descobre cada vez mais que não detém nenhum
conhecimento específico”.
Para concluir, as metáforas que permeiam o imaginário dos bibliotecários,
(informar é ter poder, guardião do saber, mediador da informação, cientista da informação,
gerente informacional,etc), explicitadas nesta pesquisa, não têm lugar no processo evolutivo
por que passa a biblioteca. Explicamos: são metáforas que não condizem com a praxis e/ou
formação do profissional para a atualidade. Isto posto, acreditamos que novas metáforas têm
surgido com o avanço tecnológico e as conseqüentes mudanças na cultura organizacional.
Um retomar por parte do bibliotecário no sentido de atualizar seus paradigmas, se
faz necessário, principalmente ajustá-los ao fazer comprometendo este fazer com o saber, o
que possibilitará novas questões epistemológicas com o desenvolvimento de estudos, através
de pesquisas inovadoras que permitam a aplicação de novos métodos, sem a repetição
contínua daqueles já suficientemente experimentados. A inovação permitirá, quiçá, uma linha
atual de pensamento para a Biblioteconomia.

ABSTRACT

11

�Power of information, interface with the user, guardian of the knowledge, these are the main
profession’s metaphors that define the socials representations built by university librarians in
the imagery of themselves. The research found in Roger Chartier the concept of
representation and the distinction between representation and represented, considereing that,
librarians representations are supposed in a area of competence and competition, where the
challenges are expressed in terms of power, domination and professional identification.

Key-words:

University

librarians-socials

representations;

Librarina-metaphors;

Librarian-relations of power.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AUTHIER, Michel. A economia da competência. Margem, n.8,p.47- 51,dez.1998
CERTEAU, Michel de. A cultura no plural. Campinas: Papirus, 1995.

12

�__________________ . A invenção do cotidiano: a artes de fazer. Rio de Janeiro: Vozes,
1996.
CHARTIER, Roger. História cultural: entre práticas e representações. Rio de Janeiro:
Bertrand Brasil, 1988.
________________. O mundo como representação. Estudos Avançados, v.5, n.11, p.173-191,
jan./abr.1991.
COELHO NETO, Jose Teixeira. As duas crises da biblioteconomia.Transinformacao,v.9,n,1,
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DICIONARIO de informática inglês-português. 4.ed. Rio de Janeiro: SUCESSU, 1985
LOJKINE, Jean. A revolução informacional. 2.ed. São Paulo: Cortez, 1999.
CASTRO, César Augusto, RIBEIRO, Maria Solange Pereira. Sociedade da informação:
dilema para o bibliotecário. Transinformacao, v.9, n.1, p.1725, jan/abr.1997.

13

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          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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              <text>Cury, Maria Catarina, Ribeiro, Maria Solange Pereira, Oliveira, Nirlei Maria</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
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          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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              <text>UFSC</text>
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          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <text>2000</text>
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          <name>Language</name>
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          <name>Type</name>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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              <text>Poder da informação, interface com o usuário, guardião do saber, são as principais metáforas da profissão que permeiam as representações sociais que os bibliotecários universitários constróem nas imagens de si e do outro. A pesquisa buscou em Roger Chartier o conceito de representação e a distinção entre representação e representado uma vez que as representações dos bibliotecários estão por suposição em um campo de competências e concorrências onde os desafios se enunciam em termos de poder, dominação e identificação profissional.</text>
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