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                  <text>DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA PARA A COMUNIDADE: IMPLANTANDO UM
PARADIGMA.

Rejane Pereira da Silva Gonçalves
Universidade de Mogi das Cruzes
Biblioteca Central
Av. Dr. Cândido Xavier de Almeida Souza, 200 – CEP 08780-911
Vila Partênio – Mogi das Cruzes – SP – Brasil
Tel(X11) 4798-7115 Fax: (X11) 4798-7117
E-mail: rejane@adm.umc.br
rejane@ibm.net

1

�DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA PARA A COMUNIDADE: IMPLANTANDO UM
PARADIGMA

Rejane Pereira da Silva Gonçalves
Universidade de Mogi das Cruzes
Resumo:
O trabalho tem por objetivo refletir sobre uma nova missão da biblioteca da
Universidade de Mogi das Cruzes de tornar-se um centro de conhecimento também
para o aluno fundamental o que incentivou o estabelecimento do interesse de conhecer
melhor os objetivos e ferramentas utilizadas na Universidade, visando a identificação do
nível de qualidade dos serviços oferecidos a clientela.
Para realização deste trabalho foram necessários estudos iniciais para delimitar o tema
central, deste modo o projeto está desenvolvido em partes: a justificativa em que se
apresentam as entidades institucionais, sociais, científicas e pessoais do proposto.
Historicamente observamos que há necessidade de uma pesquisa envolvendo a
biblioteca da UMC, a partir da fundamentação científica teórico-conceitual e a
metodologia adequada ao tema: Serviços de Extensão/ Bibliotecas Comunitárias, que
oferecerá a integração da Biblioteca Universitária da UMC e a “E.E. Prof. Cid Boucalt”
no processo de formação do aluno fundamental no município de Mogi das Cruzes.
A fim de compreender quem é o aluno leitor que encontramos hoje nas escolas e
bibliotecas, seus anseios, dificuldades e necessidades com relação a leitura, é que nos
propusemos a realizar este trabalho. Assim pretende-se com este estudo contribuir para
o estabelecimento de uma nova atitude dos profissionais de biblioteca, atestando sobre a
importância da leitura de tornar-se uma área para exploração e enriquecimento cultural,
orientar no uso dos livros, fazer um ambiente favorável à formação do hábito e
estimular a beleza literária.
No processo metodológico estabeleceu-se o sujeito, material e procedimento a serem
utilizados para a realização da pesquisa conforme descrito a seguir. Sujeito: professor,
alunos da escola do 1º e 2º grau. Material: orientação, observação direta como
organizar, conservar a biblioteca de sua escola. Procedimento: inicialmente
compreender a escola, a direção, o corpo docente e o aluno-leitor que encontramos hoje
nas escolas, seus anseios e dificuldades com relação à leitura.

APRESENTAÇÃO
Considerando que a produtividade e qualidade, hoje são temas principais e de
valor fundamental para uma empresa ou instituição de ensino no Brasil cabe aos
2

�bibliotecários universitários a responsabilidade de se qualificar urgentemente em virtude
do crescimento acelerado da área de informação, bem como do alto custo dos recursos
informacionais atualmente existentes, e não deixar que as dificuldades de manutenção
dos novos recursos informacionais o atrapalhe e sim procurar cada vez mais, o
desenvolvimento e treinamento destes novos métodos, para chegarem ao século XXI
hábeis o suficientes, independente do grau de escolaridade em que atuem.

Há necessidade das bibliotecas, assim como demais áreas de leitura possibilitar
o acesso a pesquisa e não espaços proibidos da livre circulação, guardiãs de locais
demarcados e vigiados, por que o segredo do sucesso da leitura está nestes espaços
onde poderemos formar leitores.
A motivação pelo tema da biblioteca universitária se tornar um centro de
conhecimento para a comunidade, inclusive para o aluno fundamental, incentivou o
estabelecimento do interesse em disseminar os objetivos e ferramentas utilizadas na
UMC para os estudantes da Escola Estadual Professor CID BOUCAULT , visando a
identificação e melhoria do nível de qualidade dos serviços oferecidos à clientela.

Deste modo o presente projeto está desenvolvido em partes: A justificativa em
que se apresenta as necessidades institucional, social e cientifica e pessoal da pesquisa
proposta.

Segue-se a introdução em que o referencial teórico e os objetivos serão

focalizados .

Justificativa

Historicamente observamos que há necessidade de uma pesquisa, envolvendo a
3

�biblioteca da UMC, a partir da fundamentação científica teórico-conceitual e
metodologia adequada na área leitura, escrita e leitor, que oferecerá a integração da
Biblioteca Universitária da UMC para a comunidade no processo de formação do aluno
fundamental no município de Mogi das Cruzes.
O presente trabalho coloca as unidades de informação como fornecedores de
insumos de valor estratégico no processo de crescimento e modernidade, adequando
seus produtos (bens e serviços) às novas necessidades e exigências dos seus clientes.
A formação do bibliotecário tem sido tema de estudo de pesquisadores como o
trabalho de Belluzo (1993) contribui com dados relevantes para o treinamento de
recursos humanos em bibliotecas universitárias, objeto de estudo de

sua tese de

doutorado.
De acordo com Oliveira (1994), o bibliotecário que não conseguir se adaptar às
mudanças proporcionadas pela tecnologias entrará em "crise". Assim sendo, este
projeto de pesquisa espera colaborar com bases informacionais para a qualidade dos
serviços de informação da Biblioteca da Universidade de Mogi das Cruzes, de maneira
que o profissional possa melhor atender as necessidades dos usuários da comunidade.
De acordo com Abramovich (1993:16), “o primeiro contato com o texto é feito
oralmente, através da voz da mãe, do pai, ou dos avós, contando contos de fada,
trechos da Bíblia, histórias inventadas (tendo a criança ou os pais como personagens),
livros atuais, poemas sonoros e outros mais, contando durante o dia - numa tarde de
chuva, num momento de aconchego, à noite antes de dormir...”.
O interesse da autora do presente pela Biblioteca Universitária se tornar um centro de
conhecimento para o aluno fundamental, está ligado aos onze anos (1989-2000) em que vem
administrando a Biblioteca Central da Universidade de Mogi das Cruzes, tarefa na qual tem
constatado na biblioteca a leitura nos alunos, sugerindo possibilidades simples de trabalhar a
4

�leitura de uma forma significativa para estes. A fim de compreender quem é o aluno leitor que
encontramos hoje nas escolas/bibliotecas, seus anseios, dificuldades e necessidades com relação
a leitura e que nos propusemos a realizar este trabalho.
Esperamos que esta pesquisa possa auxiliar professores e bibliotecários que também
atuam neste mesmo desejo de aprender e vencer as dificuldades.
De acordo com Melwin Dewey apud (Silva, 1993:77), “Os bibliotecários são
educadores e não servidores porque foi-se o tempo em que a biblioteca se parecia com
um museu e o bibliotecário era catador de ratos entre livros embolorados e os visitantes
olhavam com olhos curiosos tomos e manuscritos antigos. Agora a biblioteca é no mais
alto sentido, um professor e o visitante é o leitor entre os livros, como um trabalhador
entre suas ferramentas” apud Mueller, op.cit. p.11)

INTRODUÇÃO

O interesse de tornar a Biblioteca da UMC em centro de conhecimento, surgiu
como resultado da preocupação em situações vindas de nossos alunos.
De acordo com Prado (1992:9), “se a escola inicia o aluno na instrução, a
biblioteca

completa

sua

função

é de

agente educacional

proporcionando

enriquecimento da cultura do aluno nos diferentes campos, oportunidade para o seu
desenvolvimento social e intelectual, e horas de distração através de livros de leitura
recreativa, de muito bom resultado quando bem dirigida”.
O interesse pela leitura surgiu da crescente preocupação da chefia da Biblioteca
Central em oferecer atualidade, precisão, interpretabilidade e rapidez nos serviços
prestados, uma vez que a biblioteca tem que enriquecer seu acervo e aprimorar seus

5

�serviços visando proporcionar apoio informal de qualidade aos docentes, pesquisadores,
discentes e á comunidade de Mogi das Cruzes e região.
Assim pretende-se com este trabalho, contribuir para o estabelecimento de uma
nova atitude dos profissionais de biblioteca, alertando sobre a importância da leitura de
tornar-se uma área para exploração e enriquecimento cultural, orientar no uso dos livros,
fazer um ambiente favorável à formação do hábito de ler e estimular a beleza literária.
Apesar dos avanços tecnológicos na área da comunicação a leitura, continua
sendo essencial para o ser humano na comunicação impressa.
Diante deste fato, a família deve participar na educação da leitura até a
alfabetização, porque será um importante instrumento de educação, sendo que no futuro
deverá haver colaboração entre professores e biblioteca, pois assim estarão realizando o
ensino com qualidade com base na educação moderna.
Para atingir suas finalidades e responder às reais necessidades de sua clientela, a
biblioteca precisa contar com a colaboração dos professores, pois a influência do
profissional de informação será de suma importância, quer na seleção de livros, na
decoração ou no tratamento dos leitores, portanto o bibliotecário tem como obrigação
orientar incentivar, participar das atividades dos professores, ser entusiasta, porque
certamente contribuirá para o desenvolvimento de um bom leitor ou pesquisador.

Histórico da UMC

A Organização Mogiana de Educação e Cultura (OMEC) iniciou suas atividades
em 1962, sendo fundada pelo Professor Manoel Bezerra de Melo. Em, 1964, a OMEC
passou a atuar no ensino superior, com a Faculdade de Filosofia de Mogi das Cruzes.
Em 1973, já concentrando outros cursos, foi reconhecida como a primeira Universidade
6

�particular do Estado de São Paulo, começando assim a formação do grande complexo
de ensino superior denominado Universidade de Mogi das Cruzes (UMC),
permanecendo a OMEC como sua mantenedora.
Após mais de 25 anos de atividades e formando cerca de 4000 profissionais
anualmente, hoje a UMC atende aproximadamente 16000 alunos em seus dois campi,
que totalizam mais de 240 mil metros quadrados, oferecendo 24 cursos dispostos nas
suas três áreas de ensino: Ciências Biomédicas, Ciências Exatas e Ciências Humanas.
Com uma estrutura profissional que promove agilidade e eficácia em seus
empreendimentos, bem como a excelência na qualidade de seus serviços, a
Universidade pode tranqüilamente vislumbrar seu futuro, oferecendo aos seus alunos
uma infra-estrutura completa que engloba orientação profissional, professores
qualificados, laboratórios e equipamentos de última geração, além da perfeita adequação
dos seus cursos com as reais necessidades do mercado de trabalho.
Tendo como missão a promoção da educação e suas áreas correlatas, por meio
do aprimoramento da relação ensino-aprendizagem, da pesquisa multidisciplinar e da
prestação de serviços à sociedade, a UMC é orientada pelos princípios cristãos da
justiça e da ética, valorizando a competência, o profissionalismo, a participação, o
espírito de equipe, a dedicação, o respeito ao indivíduo, à Instituição e à hierarquia, a
solidariedade, a disciplina, a cooperação, a integridade e a eficiência.

A Biblioteca Central da Universidade de Mogi das Cruzes está localizada no
prédio "UMC - Centro Cultural", com uma área de 1530m² possibilitando amplos
ambientes e qualidade nos serviços oferecidos à demanda dos pesquisadores, docentes e
discentes da UMC.
A Biblioteca Central UMC, possui um acervo de boa qualidade, sendo que a
7

�instituição vem investindo em atualizações constantes dos títulos existentes.
O acervo foi automatizado em 1997, passando a funcionar em rede local
mediante a utilização do Sistema Microisis e através do trabalho desenvolvido por
consultores e pela equipe da BICEN, conseguiu-se aprimorar os serviços contribuindo
assim com maior eficiência no desenvolvimento das atividades de ensino e pesquisas
da UMC.
Constituiu-se uma Comissão de Biblioteca, que é composta Pelo Presidente da
Comissão (Pró Reitor Acadêmico), Diretores(Centro de Ciências Biomédicas, Exatas,
Humanas, Graduação, Pesquisa e Pós Graduação) e a Chefe da Biblioteca.
A Portaria UMC/GVR-015/97 de 18 de Junho de 1997, regulamenta a coleta, o
registro e a divulgação da Produção Bibliográfica da Universidade de Mogi das Cruzes.

A Portaria UMC/GVR-016/97 de 18 de Junho de 1997, regulamenta o
funcionamento do Banco de dados Bibliográficos da Universidade de Mogi das Cruzes
e dá outras providência correlatas, uma das finalidades da Biblioteca Central é
centralizar informações bibliográficas; para cumprir este objetivo foi implantado o
Banco de dados bibliográficos, para o qual é realizada a coleta e armazenagem e o
tratamento técnico das informações bibliográficas, possibilitando sua difusão e uso pela
comunidade.
Portaria UMC/GVR-017/97 de 18 de junho de 1997, aprova a Estrutura
Organizacional e o Regimento Interno da Biblioteca Central da Universidade de Mogi
das Cruzes.
O acervo é de livre acesso ao público em geral que pode efetuar empréstimos,
com exceção das obras de referência e periódicos, disponíveis apenas para consulta.
A seleção de publicações, fica a cargo do corpo docente da Instituição. As
8

�solicitações são analisadas e homologadas pelos membros da Comissão da Biblioteca.
Para dar atendimento à Comunidade Universitária e ao público em geral, a
Biblioteca Central atende de Segunda-feira a Sexta-feira das 7:30h às 22:30h e aos
sábados das 7:30h às 17:00h.
A Biblioteca Central da UMC presta serviços de: consulta, empréstimo,
comutação bibliográfica, assistência ao usuários, serviços de alerta, empréstimos entre
bibliotecas, levantamento bibliográfico, normalização

técnica dos documentos,

treinamento informal de usuários, acesso a bases de dados nacionais e internacionais
através de CD-ROM e/ou Internet, sumários correntes.
O interesse em colaborar com a escola pública surgiu da crescente preocupação
da importância da Biblioteca Central da Universidade de Mogi das Cruzes garantir
acesso democrático à informação.
Assim, pretende-se contribuir para o estabelecimento de uma nova atitude dos
profissionais da biblioteca universitária, alertando sobre a importância de uma filosofia
de qualidade em seus serviços e produtos, congregando esforços para alcançar o
máximo de rendimento com o mínimo de dispêndio, valendo-se de métodos, técnicas e
procedimentos que facilitem a sua atuação, levando-se em consideração, as expectativas
e necessidades dos usuários.
A adoção da filosofia da qualidade torna-se necessária para uma gestão mais
eficaz da biblioteca garantindo, assim, a sua sobrevivência diante das exigências cada
vez maiores dos usuários que têm atualmente a facilidade de comparar diferentes
unidades e serviços de informação com uso das tecnologias de informação disponíveis.
Da mesma forma que as Universidades se voltam para

as necessidades

educacionais, culturais, cientificas e tecnológicas do país, as bibliotecas universitárias
visam a esses mesmos objetivos, apoiando e participando ativamente do projeto
9

�educacional da instituição a que está vinculada.
Portanto, a biblioteca universitária caracteriza-se como uma organização sem
autonomia, dependente da Universidade à qual pertence, com a função específica de
apoiar as atividades da instituição universitária, provendo infra-estrutura bibliográfica,
do documentária e informacional.
Como conseqüência a universidade melhora seus padrões de ensino, pesquisa e
extensão para que a biblioteca universitária possa ser considerada com uma
“enciclopédia” viva no mundo moderno, funciona como um Centro de armazenamento
e classificação do saber acumulado da humanidade e de irradiação de informação e das
variadas formas de cultura.
A Biblioteca Central da UMC tem constituído uma referência no município de
Mogi das Cruzes – SP, proporcionando os horizontes que não basta aprender a ler e
escrever, mas é necessário dar condições de cidadania e as bibliotecas são de suma
importância para que o aprendizado seja continuado com leituras permanentes e
diversificadas.
A administração sente a necessidade de dar melhores ferramentas às bibliotecas
para que funcionem com eficácia, estas, por sua vez, funcionando adequadamente,
propiciam apoio aos programas educacionais.
Para atingir suas finalidades e responder às reais necessidades de sua clientela, a
biblioteca precisa estar preparada administrativamente e tecnicamente, ter como missão
propósitos e objetivos bem definidos, dispor um bom acervo bibliográfico, contar com o
pessoal capacitado e em número suficiente, dispor de equipamentos e materiais
necessários, bem como oferecer serviços produtos de qualidade.
Através dos tempos, o processo produtivo do homem passou por diversas fases
com características bastante diversificadas, entretanto a qualidade existe desde o
10

�principio.
Para Barbalho (1996) "O desafio da sobrevivência da tecnologia fez emergir
novas técnicas gerenciais: a reengenharia, o benchmarking, o TQM baseado em
atividades".
Hoje em dia , as escolas e sobretudo as Universidades adotam a visão de que a
biblioteca universitária é o “Centro de Recursos de Aprendizagem” e de Informação “
(CRAI), pois este centro deve abrigar todos os tipos de instalações e materiais que
subsidiam o pesquisador em suas descobertas e que ajudam o docente e o discente a
conduzirem o processo de instrução e de aprendizagem, portanto, a biblioteca concebida
como um lugar onde livros são classificados, estocados e usados é coisa do passado.
Assim a colaboração com a escola publica é de suma importância porque para
se ter uma biblioteca em funcionamento com qualidade total, os técnicos tem de ser de
altíssimo nível, e isto vem de encontro ao que deparamos no nosso país.
Se o professor quiser que seus alunos gostem de aprender e continuem a
aprendizagem através da leitura, é preciso que este professor não continue isolado em
sua disciplina e busque habilidade para identificar as convivências de sua especialidade
com outras áreas do conhecimento, portanto ficará sob a responsabilidade das entidades
de ensino ( Professores, funcionários e biblioteca) edificar ima ponte de conhecimento
para a sociedade de alunos viajar

sob a quantidade de informações existente

atualmente.
Como sugere Ramos (1997) "Se os bibliotecários estão em busca de excelência
em suas bibliotecas, é preciso que sejam feitas mudanças".
Pinto (1993:136) salienta que " não basta que as unidades de informação
possuam apenas qualidade aparente, ou seja, que sua coleção esteja organizada
tecnicamente. È preciso que seus serviços e produtos tenham uma qualidade real". È
11

�necessário que a informação esteja elaborada com precisão e de acordo com o nível de
compreensão e necessidade do usuário. Outro aspecto importante, é a cordialidade no
trato com os seus clientes. O agrupamento dessas ideais é não contribuir para que a
biblioteca apresente uma qualidade real e não aparente.
Assim os bibliotecários podem avaliar a qualidade de um serviço de informação
como participantes e planejadores desse serviço, entretanto, conforme Stradling apud
Belluzzo,(1993:126), "O sucesso dessas avaliações dependem de serem feitas perguntas
certas às pessoas que realmente usam a biblioteca e da concentração individualizada
em cada serviço".
Encorajar os usuários a avaliar constantemente os serviços oferecidos pela
biblioteca é útil para se encontrar as evidências que irão nortear a melhoria da
qualidade.
"A implantação de um sistema de qualidade em unidades de informação é uma
questão de promover a sensibilização da equipe, treiná-la para bem executar suas
atividades técnicas rotineiras, para

coleta e utilização adequadas dos dados

estatísticas, bem como na interação com os usuários de modo a perceber suas
expectativas, codificando-as em medidas quantitativas e qualitativas". As autoras neste
trabalho mostram a simplicidade de operação de algumas ferramentas de qualidade e
informam que a sua utilização adequada permite a transformação dos dados estatístico
emoções gerenciais.
Os professores e um grupo de 16 alunos da E. E. PROF. CID BOUCAULT de 1º
e 2º GRAU de Vila Nova Jundiapeba, em Mogi das Cruzes visitam a Biblioteca Central
UMC, assistem a uma exposição sobre os serviços executados e orientações de
atividades que podem ser inseridas em uma biblioteca escolar para ser desenvolvido um
trabalho de promoção a leitura.
12

�A equipe de docentes da E. E. PROF. CID BOUCAULT tomaram conhecimento
de diversas atividades e procedimentos da parceria para que possam ter uma biblioteca
rica de conhecimento, aonde seus alunos possam fazer suas pesquisas, e assim a partir
de maio de 1999 a Biblioteca Central UMC tem participado para o desenvolvimento de
atividades externas com a criação da Biblioteca ”Machado de Assis”.
Nas entidades de informação isso faz com que o produto desenvolvido para um
grupo específico nem sempre seja adequado para outro grupo, em virtude do nível do
usuário, há que se considerar que dentro do mesmo grupo há diferenças culturais que
irão influenciar a qualidade que, portanto, será notada através da qualidade percebida
pelos clientes.
Os leitores da Biblioteca Machado de Assis vão encontrar não só os livros, mas a
motivação para voltar e encontrar-se com a leitura pelo resto da vida, uma vez que estão
executando os serviços administrativos, técnicos, marketing e agora a informática.
A mesma oferece trabalho condizentes com o objetivo da Biblioteca Central
UMC, no sentido de garantir acesso democrático aos alunos da E.E. PROF. CID
BOUCAULT ao mundo da leitura.
A biblioteca já em funcionamento é freqüentada por alunos, professores e
funcionários, são organizadas atividades com objetivo de contribuir para colocá-los no
mundo da leitura e familiarizá-los com o uso e encontrar as publicações que procuram
no acervo.
Assim podemos caracterizar a E.E. PROF. CID BOUCAULT desempenhando o
papel da educação formal, contudo a biblioteca e outros setores desta escola instituirão
conhecimento que estará aberto para todos os alunos por toda vida.
Para tornar disponível essa parceria com a escola são necessários : boa vontade,
recursos humanos (Diretor da Escola, Professores, Funcionários, alunos, bibliotecários,
13

�pais e comunidade local), espaço físico, móveis, publicações (doações, permuta),
materiais de consumo, equipamentos (máquina de escrever, computador).
Desse projeto nasceu outro que está sendo desenvolvido no interior da
Biblioteca Central UMC, que é a instalação do

software Microisis na Biblioteca

Machado de Assis, a partir de Dezembro de 1999.
Este equipamento está sendo utilizado para suprir as necessidades dos alunos,
que o usaram para desenvolver trabalhos escolares que por sua vez arrecadaram receita
para a biblioteca efetuar a compra de materiais de consumo necessários.
Ainda, para melhor atender, efetuamos treinamento para os alunos e professores
a fim de proporcionar a continuidade dos serviços técnicos e a manutenção do software
Microisis.
Como percebemos o uso do computador na biblioteca escolar vem de encontro
para atender aos corpos docente e discente que depois da criação da biblioteca
compreendem que a mesma pode colaborar, e muito, para a formação do leitor.
Sendo assim, dentro de uma universidade a colaboração, o convênio com a
escolas tem como finalidade a prática social e processos cotidianos, de forma a educar e
formar profissionais leitores.
Indispensável, que se pense em educação continuada tanto para bibliotecários e
professores a fim de que se cruzem os saberes de hoje com os de ontem conforme a
própria formação de cada um.

OBJETIVO GERAL

Sistematizar conhecimentos e praticas para formação de ambientes de bons
leitores a partir do aluno fundamental.
14

�OBJETIVOS ESPECÍFICOS

-

Tornar um Centro de Documentação para exploração e enriquecimento
cultural.

-

Difundir boa leitura na escola e universidade

-

Orientar o uso do livro, prevendo a pesquisa e a educação individual.

-

Criar um ambiente favorável para a leitura, assim como desenvolver a
opinião literária.

CONCLUSÃO

È importante ressaltar que a biblioteca universitária em parcerias com escolas de
ensino fundamental e médio que está sendo implantada na UMC deverá atender a
comunidade acadêmica da E.E. PROF. CID BOUCAULT, uma vez que ela tem buscado
parcerias, de modo que os alunos possam fazer uso da biblioteca não só no momento de
provas, mas também em todos os dias do ano letivo.
Segundo Foucambert (1994,p.7), “Aprender a ler é primeiro, advinhar e depois
cada vez mais acertar, ler é tratar com os olhos uma linguagem feita para os olhos”.
De acordo com Bamberger (1995, p.52), “ Os países em que se dedica mais
tempo a leitura na escola, as crianças também lêem mais em casa”.

15

�Se várias instituições/ biblioteca que montarem seus projetos e se unirem, como
diz o projeto PROLER para formação de leitores, estaremos democratizando a
biblioteca e cumprindo o papel da verdadeira biblioteca que é interagir com o usuário.
È preciso o dialogo entre professores e bibliotecários para redescobrir e dar mais
atenção a dimensão da educação, fazendo que em conjunto possam traçar planos para
elaboração do gosto pela leitura e para formação do leitor.
Para dar continuidade à parceria com a escola de ensino fundamental, devemos
ter uma atitude positiva de levar um projeto avante e buscar apoio administrativo da
instituição (universidade e escola) de forma que trabalhemos unidos a favor da
formação do leitor.

REFERÊNCIAS
ABRAMOVICH, F. Literatura infantil: gostosuras e bobices. São Paulo: Scpione,
1993.
BARBALHO, C.R. S. Gestão pela qualidade: referencial teórico.
Transinformação, Campinas,SP. v.8, n.3, p.97-120, set./dez.,1996.
BAMBERGER, R. Como incentivar o hábito de leitura. São Paulo: Ática, 1995.
BELLUZO, R. C. B., MACEDO, N. D. A gestão da qualidade em
serviços de informação: contribuição para uma base teórica. CI.Inf., Brasília,
v.22, n..2, p.:124-132, maio/ago., 1993.
FOUCAMBERT, J. A . A leitura em questão. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994.
PINTO, V. B. Informação: a chave para a qualidade total: Ciência da
Informação, Brasília, v.22, n.2, p.133-137. 1993.
PRADO, H. A. de . Organização e administração de bibliotecas. São
Paulo: T.A. Queiroz. 1992. 209p.
Ramos, M. E. M. Por uma política de qualidade nos serviços de
informação em bibliotecas universitárias Paranaenses. Campinas. Dissertação
(Mestrado) - Pontifícia Universidade Católica de Campinas. 1997.
16

�SILVA, E. T. da. Leitura na escola e na biblioteca. Campinas, SP: Papirus, 1993.
.

17

�</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Da biblioteca universitária para a comunidade: implantando um paradigma.</text>
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              <text>O trabalho tem por objetivo refletir sobre uma nova missão da biblioteca da Universidade de Mogi das Cruzes de tornar-se um centro de conhecimento também para o aluno fundamental o que incentivou o estabelecimento do interesse de conhecer melhor os objetivos e ferramentas utilizadas na Universidade, visando a identificação do nível de qualidade dos serviços oferecidos a clientela. Para realização deste trabalho foram necessários estudos iniciais para delimitar o tema central, deste modo o projeto está desenvolvido em partes: a justificativa em que se apresentam as entidades institucionais, sociais, científicas e pessoais do proposto. Historicamente observamos que há necessidade de uma pesquisa envolvendo a biblioteca da UMC, a partir da fundamentação científica teórico-conceitual e a metodologia adequada ao tema: Serviços de Extensão/ Bibliotecas Comunitárias, que oferecerá a integração da Biblioteca Universitária da UMC e a “E.E. Prof. Cid Boucalt” no processo de formação do aluno fundamental no município de Mogi das Cruzes. A fim de compreender quem é o aluno leitor que encontramos hoje nas escolas e bibliotecas, seus anseios, dificuldades e necessidades com relação a leitura, é que nos propusemos a realizar este trabalho. Assim pretende-se com este estudo contribuir para o estabelecimento de uma nova atitude dos profissionais de biblioteca, atestando sobre a importância da leitura de tornar-se uma área para exploração e enriquecimento cultural, orientar no uso dos livros, fazer um ambiente favorável à formação do hábito e estimular a beleza literária. No processo metodológico estabeleceu-se o sujeito, material e procedimento a serem utilizados para a realização da pesquisa conforme descrito a seguir. Sujeito: professor, alunos da escola do 1º e 2º grau. Material: orientação, observação direta como organizar, conservar a biblioteca de sua escola. Procedimento: inicialmente compreender a escola, a direção, o corpo docente e o aluno-leitor que encontramos hoje nas escolas, seus anseios e dificuldades com relação à leitura.</text>
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