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                  <text>PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO : UM INSTRUMENTO PARA A GERÊNCIA DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

JOSÉ ANTONIO RODRIGUES VIANA
UFF - UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
Biblioteca de Administração e Ciências Contábeis
R. São Paulo, 30 sala 817
Campus do Valonguinho
24040-110 - Centro - Niterói – RJ- Brasil
e-mail: bac@ndc.uff.br

Analisa os diferentes conceitos de planejamento estratégico e seus objetivos, com
ênfase nas particularidades das organizações sem fins lucrativos. Apresenta as fases de
elaboração do planejamento aplicado as bibliotecas universitárias, destacando os fatores
que devem ser considerados antes de sua implementação. Analisa os motivos que levam
a resistência a mudanças por parte dos funcionários e o meios para que se possa
amenizar esta reação negativa. Conclui-se que o planejamento estratégico pode ser
importante na gerência de bibliotecas,
adequadamente para ele.

desde que os bibliotecários se preparem

�1. INTRODUÇÃO

A

globalização das relações humanas , em particular da produção e troca de

informações, está criando no Brasil, um novo paradigma na relação usuário-bibliotecário,
onde temos um usuário cada vez mais bem informado e necessitando de informação cada vez
mais recente e especializada, ele já não pode esperar até que as informações que necessita
sejam publicadas nos meios convencionais , para depois serem adquiridas pelas bibliotecas.
Por isto estas devem estar preparadas para esta nova relação. Um bom meio para se preparar
para o futuro e estar integrado a esta revolução na disseminação da informação é através da
elaboração de um planejamento estratégico.
A realidade das bibliotecas brasileiras em relação a administração é que se trabalha
“apagando incêndios”, resolvendo os problemas a medida que eles acontecem. Adiando
sempre a resolução dos problemas menos urgentes, numa escala que vão dos problemas
maiores (urgentes) aos menores (importantes).
É necessário profissionalizarmos nossa administração, para que possamos lidar com o
nosso ambiente de maneira satisfatória. Um bom começo seria a adoção do planejamento
estratégico como metodologia para atingirmos este fim e para que possamos ao mesmo tempo
conhecermos melhor nossa instituição e não sermos surpreendidos pelas novas exigências da
profissão de bibliotecário.
Antes de se iniciar a discussão sobre o planejamento estratégico em bibliotecas é
necessário definir o seu conceito e seu objetivos, pois comumente esta modalidade de
planejamento é confundida com o planejamento a longo prazo das atividades da biblioteca, o
que é um erro pois este tipo de ação tende-se de acordo com Tregoe(1984) a basear-se em

�projeções das operações atuais no futuro. Chegar-se ao futuro por um plano de longo prazo é,
simplesmente, não estimular os diretores a comandar o futuro de sua organização. Neste tipo
de planejamento não são consideradas as variáveis do ambiente externo.
O planejamento estratégico pode ser conceituado como um processo gerencial que
possibilita ao executivo estabelecer o rumo a ser seguido pela empresa, com vistas a obter um
nível de otimização na relação da empresa com seu ambiente. Este planejamento é,
normalmente, de responsabilidade dos níveis mais altos da empresa e diz respeito tanto a
formulação dos objetivos quanto a seleção dos cursos de ação a serem seguidos para a sua
consecução, levando em conta as condições externas e internas à empresa e sua evolução
estratégica.(Oliveira, 1991)
Segundo Pagnocelli &amp; Vasconcellos Filho (l992) planejamento estratégico é o
processo através do qual a empresa se mobiliza para atingir o sucesso e construir o seu futuro,
por meio de um comportamento proativo, considerando seu ambiente atual e futuro. Uma
biblioteca com

comportamento proativo é aquela que faz acontecer, não espera as coisas

acontecerem para que possa reagir. “Em geral as organizações adotam um comportamento
reativo, alocando a maior parte dos esforços na análise de situações do passado e no
gerenciamento das situações do presente. Com a implementação do planejamento estratégico,
acontece uma mudança de enfoque, que direciona a alocação de esforços para os eventuais
erros futuros. A organização abandona o comportamento reativo e torna-se proativa, com o
objetivo constante de negociar seu ambiente futuro”.(Vasconcellos filho &amp; Fernandes, 1982)
O planejamento estratégico ajuda a alta gestão a identificar ameaças, e a capacitam a
maximizar os benefícios e minimizar as surpresas no macroambiente turbulento e
imprevisível do início do século XXI. Planejamento estratégico , por definição, significa

�planejar o futuro perante as limitações psicológicas e físicas e os pontos fortes e fracos de
uma organização, considerando as alterações do comportamento do macroambiente referentes
aos segmentos econômicos, políticos, tecnológicos, sociais, ecológicos, legais, geográficos,
demográficos e, principalmente, competitivos.( Rasmussen, 1990 )
O Planejamento estratégico se volta para o alcance de resultados, através de um
processo contínuo e sistemático de antecipar mudanças futuras, tirando vantagens das
oportunidades que surgem, examinando os pontos fortes e fracos da organização,
estabelecendo e corrigindo cursos de ação a longo prazo. A adoção deste planejamento
requer, normalmente uma mudança bastante significativa na filosofia e na prática gerencial da
maioria das empresas públicas e privadas, o planejamento estratégico não é implantável por
meio de simples modificações técnicas nos processos e instrumentos decisórios da
organização. É , na realidade, uma conquista organizacional que se inicia a nível de mudanças
conceituais na gerência, resultando em novas formas de comportamento administrativo, além
de novas técnicas e práticas de planejamento, já que planejar não é tentar adivinhar o futuro, e
sim se antecipar aos fatos.
No caso específico das bibliotecas, é necessário ressaltar que ela possui algumas
particularidades não encontradas nas empresas privadas, Motta (1982) relacionou quatro
características das organizações sem fins lucrativos:
1. A sobrevivência e a ação independem dos mecanismos de mercado ou da existência
de lucro ou superávit.
2. A remuneração global independe, em grande parte, do preço do serviço pago pelos
clientes.

�3. Os objetivos são baseados em interesses comunitários mais amplos, cujo alcance
ultrapassa os limites de satisfação de seus interesses particulares.
4. A cultura organizacional tende a se caracterizar por forte senso de identidade e de
aderência à missão sócio-econômica.
O prazo de duração do planejamento estratégico é chamado horizonte estratégico.
Geralmente as empresas utilizam o prazo de cinco anos.

2. FASES DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

Existem algumas divergências sobre o número de fases dos planejamento entre os
vários autores pesquisados, neste artigo escolhemos os mais aplicáveis as bibliotecas
brasileiras. São eles:
A definição do negócio da organização: precisamos definir dentro de uma visão
estratégica qual o negócio de nossa biblioteca? Será emprestar livros e periódicos, ou atender
os usuários? Isto é ter uma visão limitada da nossa instituição, pois o nosso “negócio” é a
informação. E tendo isto em mente, ficará mais fácil atender as demandas do ambiente
externo, e não ficarmos dependentes do suporte em que esta informação é apresentada (livros,
periódicos, disquetes, CD-ROM, etc.)
Formular a missão da empresa: segundo Pagnocelli &amp; Vasconcellos Filho (1992), a
missão é a expressão da razão da existência da empresa, em um ambiente em crescente
mutação, é fundamental dotá-la de flexibilidade para que possa acompanhar as mudanças
ambientais. É mais difícil do que parece a equipe definir a sua missão, pois segundo S. Tilles,

�no trabalho acima citado, “Você pode não aprender muito ao ler a missão de uma empresa,
mas você aprenderá muito a tentar escrevê-la”.
A missão é a resposta as perguntas “Para que serve nossa biblioteca?”, “Quem é o
nosso usuário?”. Ela deve ser elaborada sem se referir a uma situação particular e sim, a razão
de ser da organização. Um exemplo seria o seguinte: “A missão de nossa biblioteca é
proporcionar ao usuário a informação por ele requerida da melhor maneira possível, visando
atender suas necessidades com qualidade, rapidez e eficiência”. Para se definir a missão é
preciso saber quem é o nosso usuário, onde ele se encontra, e de que maneira podemos
atende-lo melhor , a missão da biblioteca deve ser passada a todos os funcionário e servir
como base para a orientação de todos os serviços, manuais e regulamentos.
Com o negócio e a missão definidos preciso pensar nos princípios da organização; que
são os balizamentos que vão direcionar o processo decisório e orientar a conduta de seus
funcionário no cumprimento de sua missão. Os princípios devem ser claros e concisos, e
devem ser divulgados por todos os setores. Como princípios gerais a toda biblioteca podemos
citar para facilitar o entendimento:
1. Ética nas relações humanas
2. Respeito ao dinheiro público
3. Buscar o constante aperfeiçoamento tecnológico visando o bem estar do usuário
4. Excelência no atendimento e na prestação de serviços ao usuário
5. Valorização do funcionário
6. Participação
7. Criatividade no trabalho
8. Liberdade com responsabilidade

�9. Espírito de equipe
Não perder de vista os princípios do setor são uma das chaves para o sucesso da
Biblioteca, estes princípios também devem ser divulgados para os usuários, para que todos
possam cobrar, quando se estiver caminhando para outra direção.
A próxima fase do planejamento é a análise do ambiente, que consistem em, após
uma análise minuciosa da realidade do país e do mundo e das tendências para o futuro, na
identificação no ambiente externo, de oportunidades e ameaças, e no interno, dos pontos
fortes e fracos da instituição.
O ambiente externo de uma biblioteca consiste em seus usuários, a comunidade de
modo geral, pela estrutura administrativa do órgão a que está vinculada, os seus fornecedores,
pelo governo e pelas outras bibliotecas .
Oportunidades são situações externas, que se adequadamente aproveitadas pela
organização, poderão favorecer a organização, desde que esta esteja preparada para aproveitar
a situação. Uma oportunidade seria a facilidade de se conseguir informação neste novo século,
a explosão da Internet, a consulta a bibliotecas virtuais, os novos meios de armazenagem de
informações, o desenvolvimento da informática e das tecnologias de recuperação de
informação, enfim todas as mudanças que estão acontecendo que podem servir para facilitar o
nosso trabalho e o do usuário.
Ameaças são situações externas, que se não eliminadas, minimizadas ou evitadas pela
organizações, poderão afetá-la negativamente. Uma ameaça, seria a rapidez do avanço
tecnológico da informação, pois a biblioteca que não se adaptar as essas novas relações
biblioteca-informação, estará colocando em risco a sua própria existência. A biblioteca que só

�conta com seu catálogo interno para atender o público, em alguns anos estará obsoleta e será
substituída por novos fornecedores de informação.
Motta (1982) ressalta que as organizações sem fins lucrativos sofrem menos com as
ameaças, pois já que não trabalham com a economia de mercado, objetivando o lucro, sua
sobrevivência é garantida, desde que estejam cumprindo sua missão social, além disso seus
dirigentes não tem autonomia necessária para acompanhar as mudanças do ambiente externo,
logo sua existência não pode ser ameaçada por esse imobilismo. Apesar da sobrevivência da
biblioteca estar garantida por este ponto vista, é desmotivador perceber a sua diminuição de
importância dentro de uma instituição...
É importante notar que uma mesma situação pode significar uma oportunidade ou
ameaça, dependendo da visão estratégica da direção da biblioteca, que pode ou não, ter se
preparado, e caminhado em direção a este futuro, o já mencionado comportamento proativo.
“Forças ou pontos fortes são características da empresa, que devem ser potencializadas
para otimizar seu desempenho, e propiciam uma condição favorável para a empresa.
Fraquezas ou pontos fracos são características da empresas, que devem ser
minimizadas para evitar influências negativa sobre o seu desempenho”. (Pagnocelli &amp;
Vasconcellos Filho, 1992)
Os pontos fortes e fracos tem como características poderem ser controlados pelos
dirigentes da biblioteca, ao contrário das oportunidades e ameaças, que por pertencerem ao
ambiente externo, são incontroláveis; porém na maioria das vezes previsíveis; se a instituição
trabalhar com cenários estratégicos, que são projeções de possíveis futuros, com base em
dados sócio-econômicos, tendencias tecnológicas, análise da situação de países mais
desenvolvidos na área de informação, debates com profissionais de diversas áreas. Podem ser

�feitos diversos cenários para uma mesma situação, indo dos mais pessimista ao mais otimista.
Grahan Jr. &amp; Gray (1994) apresentam uma breve metodologia para a preparação de cenários:
1. Estudar os fatos de uma situação
2. Selecionar um possível desenvolvimento
3. Tentar prever os resultados que possam ser obtidos caso o desenvolvimento ocorra
Segundo eles a vantagem da construção de cenários “são a falta de necessidade de
computações extensas ou hipóteses complicadas e o baixo custo”.
As forças e fraquezas da biblioteca podem ser apuradas por conversas com os
funcionários e usuários, entrevistas, questionários, caixa de sugestões, etc.
Entre as forças e fraquezas, podem ser citadas, a qualificação dos funcionários,
tecnologia, recursos financeiros, estrutura administrativa, treinamento, relacionamento com
usuários, motivação dos funcionários, autonomia, liberdade de expressão, comunicação,
atualidade dos acervos, estado das instalações físicas, parceria entre os setores da instituição,
etc.
Conhecendo o negócio, a missão e o ambiente em que a biblioteca está inserido,
podemos passar a formulação dos objetivos, “que são resultados quantitativos e qualitativos
que empresa precisa alcançar em um prazo determinado, no contexto de seu ambiente, para
cumprir sua missão. Estes objetivos devem ser em número reduzido, viáveis e apresentados
de

forma clara”. (Pagnocelli &amp; Vasconcellos Filhos, 1992). É possível incluir nestes

objetivos, um desafio, que é uma realização que deve ser continuamente perseguida,
perfeitamente quantificável e com prazo estabelecido, que exige um esforço extra e representa
a modificação de uma situação, bem como contribui para ser atingida uma situação desejável.

�Como alcançar isto? As etapas para se alcançar este “sonho possível” são as metas, que são os
passos com prazo definido para se chegar lá.
Motta (1982) afirma que a estabilidade de organizações como a Biblioteca dificulta a
formulação de objetivos, já que quanto mais claros e quantificáveis forem estes, existe um
risco maior de não serem concretizados, afetando assim a imagem externa de coerência e
consistência, base das organizações públicas.
Um exemplo de um objetivo em uma biblioteca seria o seguinte: Aumentar a
frequência de usuários em 30% em 2000. Note-se que nesta fase ainda não definimos como
chegar a este resultado. Isto é possível através da formulação de estratégias, que são os
caminhos que a empresa deve seguir para atingir seus objetivos. Que estratégias seriam
necessárias para se alcançar o objetivo acima?
Podemos citar algumas:
Automatizar os serviços
Atualizar o acervo
Criar um espaço para exposições e debates na biblioteca
Depois disso é chegada a hora de se transformar estas estratégias em projetos, esta fase
consiste no estabelecimento e na administração dos projetos necessários ao desenvolvimento
do planejamento estratégico proposto. Um projeto pode ser considerado “um trabalho com
data de início e fim previamente estabelecidas, coordenador responsável, resultado final
predeterminado

e

no

qual

são

alocados

os

recursos

necessários

ao

seu

desenvolvimento”(Oliveira, l991). Um exemplo de projeto seria o seguinte: “Projeto para a
informatização das rotinas do balcão de empréstimos”, que estaria dentro da estratégia

�“Automatizar os serviços” e do objetivo “Aumentar em 30% a frequência dos usuários em
1998”.
Após este processo será necessário divulgar para todos os funcionários o plano,
de preferência na forma de um manual, para que todos possam conhecer em detalhes.
O planejamento estratégico não é um instrumento estático e inflexível, já que ele é
sujeito as variações do ambiente interno e externo, e por isso é necessário que haja um
controle

e avaliação contínua de seus resultados, para possíveis correções de rota e

confirmação dos resultados positivos. Esta fase é um importante fator para que o
planejamento não vá parar na gaveta do dirigente ou simplesmente não seja abandonado por
uma nova direção.
Esta fase foi definida por Oliveira (1991) como “uma função do processo
administrativo que, mediante a comparação com padrões previamente estabelecidos, procura
medir e avaliar o desempenho e o resultado das ações, com a finalidade de realimentar os
tomadores de decisões, de forma que possam corrigir ou reforçar esse desempenho ou
interferir em funções do processo administrativo, para assegurar que os resultados satisfaçam
aos desafios e aos objetivos estabelecidos.”
O controle não deve ser entendido como uma atividade com a finalidade de punir os
responsáveis por um possível resultado negativo no alcance de um objetivo, e sim como um
instrumento para se corrigir uma rota e possibilitar ao dirigente conhecer melhor a sua
organização,

suprindo-o com informações, que poderão até ser usadas para se alterar e

atualizar o planejamento original.

�3. FATORES QUE DEVEM SER CONSIDERADOS ANTES DA ELABORAÇÃO DE UM
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

Apesar das vantagens já apresentadas neste artigo, existem uma série de considerações
que devem ser analisadas antes de sua elaboração, já que este método não deve ser
considerado uma fórmula mágica para a resolução de problemas na organização. A seguir
apresentaremos alguns desafios a serem superados:
Um dos fatores que podem atrapalhar a formulação do planejamento estratégico, é a
existência de sucesso sem planejamento, uma situação comum em nossas bibliotecas. Já que
tudo está aparentemente sem problemas, forma-se um consenso que não são necessárias as
mudanças que este processo trará. Este raciocínio não tem fundamento, porque devido a
evolução constante da disseminação da informação e de sua tecnologias, estar fazendo
sucesso hoje, não é garantia do sucesso no futuro. A Biblioteca não deve ser olhar o passado
para tomar suas decisões, e sim tentar evitar erros futuros.
Um outro problema seria contratar uma pessoa ou equipe para fazer o planejamento. É
imprescindível a presença da direção na elaboração do plano, pois são as pessoas que
conhecem a realidade interna da organização, evitando que o planejamento seja excelente
apenas no papel, sem utilidade para a vida real. Os consultores externos devem ser
contratados, mas, para uma função de assessoramento, pois este dominam a técnica, além de
terem uma visão externa menos influenciada pela experiência diária dos que trabalham na
instituição, eles são os mais indicados para elaborarem reuniões e seminários para explicar a
todos os funcionários a sua importância e as fases para se alcançarem resultados satisfatórios.

�Também não se devem esperar resultados rápidos, pois o planejamento deve ser
entendido “como um processo contínuo, abrangente e participativo, cujos benefícios para a
empresa

vão

aflorando

ao

longo

do

tempo,

de

maneira

racional,

lógica

e

estruturada”(Oliveira, 1991).
Talvez o mais importante fator, seja a resistência dos funcionários as mudanças,
principalmente se a biblioteca ou a instituição a qual ela pertence, possuir um histórico de
planos iniciados e abandonados, criando uma situação de descrédito com o anúncio de um
novo planejamento.
Davis &amp; Newstron (1996) definiram que a resistência a mudanças “consiste em
qualquer atitude intencional de um funcionário para desacreditar, atrasar ou impedir a
implementação de um mudança no trabalho. Os funcionários resistem a elas por ameaçarem
suas necessidades de segurança, uma interação social, posição e estima pessoal”.
Zander ( 1971 ) enumerou algumas situações que conduzem a resistência a mudanças
pelos funcionários de uma organização, para poder assim tentar ameniza-las:
1. Pode-se esperar resistência se a natureza da modificação não estiver clara para as pessoas
que serão afetadas por ela.
2. Indivíduos diferentes percebem significados diferentes em modificações propostas.
3. Pode-se esperar resistência por parte das pessoas que serão afetadas pela modificação e
sejam forçadas a aceitá-la; essa resistência diminui na medida em que essas pessoas possam
dizer alguma coisa com referência a natureza ou direção da modificação.
4. Pode-se esperar certa resistência se a modificação é feita em bases pessoais, mais do que
por imposições ou sanções impessoais.

�5. Pode-se esperar resistência se a modificação ignorar as instituições grupais já estabelecidas.
É necessário respeitar a cultura da organização.
Daí pode-se concluir que um grande passo para diminuir as resistências
consiste na informação e participação de todos os funcionários no planejamento da Biblioteca.
A respeito disso , Vasconcellos Filho &amp; Fernandes (1982) verificaram que “a elaboração e a
implementação de um sistema de planejamento estratégico introduzem mudanças na filosofia
de atuação, na maneira de fazer as coisas, nas políticas e normas da organização, o que leva os
funcionários da organização a oferecerem resistência ao sistema de planejamento. Isto pode
ser minimizado com um trabalho de conscientização da importância do processo e das
mudanças e problemas que ele trará, e de que como afetará a vida de todos os envolvidos no
ambiente interno e externo”.

4. CONCLUSÃO

O planejamento estratégico é um importante instrumento na administração de uma
biblioteca, pois se não temos objetivos a serem alcançados, como poderemos avaliar os
nossos serviços?
Se as bibliotecas brasileiras não estiverem preparadas para o futuro, serão
ultrapassadas por outras organizações prestadoras de informação, pois com a crescente
demanda por informação neste mundo globalizado, o usuário procurará quem atender suas
necessidades, e esta instituição poderá ou não ser a biblioteca; isto dependerá dos esforços
que fizermos hoje.

�Nesta realidade, o planejamento estratégico serviria como uma bússola, orientando a
biblioteca em sua jornada para o futuro, para que ela continue sendo a principal organização
responsável pela disseminação da informação.

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. DAVIS, Keith,

NEWSTROM, John W. Comportamento humano no trabalho: uma

abordagem organizacional. São Paulo: Pioneira, 1996. v.2, 194p.

2. FISCHMANN, Adalberto, ALMEIDA, Martinho Isnard R. Planejamento estratégico na
prática. 2.Ed. São Paulo: Atlas, 1991. 164 p.

3 .GRAHAM JR., Cole, HAYS, Steven. Para administrar a organização pública. Rio de
Janeiro: Jorge Zahar, 1994. 280p.

4. LOPES, Carlos T. Guimarães. Planejamento e estratégia empresarial. São Paulo: Saraiva,
1978. 194p.

�5. MOTTA, Paulo Roberto. Planejamento estratégico em organizações sem fins lucrativos:
considerações sobre dificuldades gerenciais. In: VASCONCELLOS FILHO, Paulo et al.
Planejamento empresarial: teoria e prática. Rio de Janeiro: LTC, 1982. P. 143-156.

6. OLIVEIRA, Djalma de P. Rebouças de . Planejamento estratégico: conceitos, metodologias
e práticas. 5. Ed. São Paulo: Atlas, 1991. 267p.

7. PAGNOCELLI,

Dernizo, VASCONCELLOS FILHO, Paulo. Sucesso empresarial

planejado. Rio de Janeiro: Qualitymark, 1992. 413p.
8. TREGOE, Benjamin B. , ZIMMERMAN, John W. A estratégia da alta gerência. Rio de
Janeiro: Zahar, 1982. 132p.

9. RASMUSSEN, U.W. Manual de metodologia do planejamento estratégico. São Paulo:
Aduaneiras, 1990. 256p.

10 .VASCONCELLOS FILHO, Paulo de, FERNANDES, Marcos Antonio da C. Planejamento
estratégico: vantagens &amp; limitações. In: VASCONCELLOS FILHO, Paulo de et al.
Planejamento empresarial : teoria e prática. Rio de Janeiro: LTC, 1982. p. 79-107.

11. VASCONCELLOS FILHO, Paulo de, MACHADO, Antônio de Matos V. Planejamento
estratégico: formulação, planejamento e controle. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e
Científicos, 1979. 181p.

�12. ZANDER, Alvin. Resistências às modificações: análise e prevenção. In: BALCÃO, Yolanda,
CORDEIRO, Laerte. O comportamento humano na empresa: uma antologia. Rio de
Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1971. P.371- 380.

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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Planejamento estratégico: um instrumento para a gerência de bibliotecas universitárias.</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Analisa os diferentes conceitos de planejamento estratégico e seus objetivos, com ênfase nas particularidades das organizações sem fins lucrativos. Apresenta as fases de elaboração do planejamento aplicado as bibliotecas universitárias, destacando os fatores que devem ser considerados antes de sua implementação. Analisa os motivos que levam a resistência a mudanças por parte dos funcionários e o meios para que se possa amenizar esta reação negativa. Conclui-se que o planejamento estratégico pode ser importante na gerência de bibliotecas, desde que os bibliotecários se preparem adequadamente para ele.</text>
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