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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

NOVAS POSSIBILIDADES DE ATUAÇÃO PARA O BIBLIOTECÁRIO
UNIVERSITÁRIO NO SÉCULO XXI

Cláudia Regina dos Anjos
Ana Paula da Cruz Calixto
Robson Dias Martins,
Elisete de Sousa Melo
RESUMO
O Movimento de Acesso Livre às informações que permite o acesso ao conteúdo de
documentos, principalmente, de pesquisas em formato digital provocou uma mudança no
fluxo das informações em nossa sociedade. Essa transformação possibilitou uma ampliação da
visibilidade da informação científica gerando novas formas, processos e ferramentas
tecnológicas de trabalho. O propósito deste estudo foi apresentar novas formas de atuação
por parte dos bibliotecários oriundas dessa mudança no fluxo. Buscaram-se na literatura
brasileira novas formas de atuação dos profissionais da informação e verificou-se que o EScience, os Repositórios institucionais e Editoração eletrônica de periódicos científicos se
apresentam como tendências mercadológicas. Contudo, observou-se que a literatura nacional
referente ao E-science é muito reduzida e que profissionais de outras áreas, principalmente,
professores tem atuado nesse campo. Por fim, constatou-se que o trabalho multidisciplinar e
colaborativo é fundamental para o cumprimento dessas novas tarefas nas quais a habilidade
de interação e a disponibilidade em obter novos conhecimentos se tornam essenciais para os
profissionais e as inovações tecnológicas colaboram para o enriquecimento profissional.

Palavras-chave: Bibliotecários; Bibliotecários especializados; Inovações tecnológicas;
Repositórios Institucionais (RI); Editoração eletrônica.
ABSTRACT
The information it provides access to the contents of documents, especially research in digital
format Open Access Movement caused a change in the flow o f information in our society.
This transformation has enabled an expansion of the visibility of the scientific information
generating new forms, processes and technology tools work. The purpose of this study was to
present new ways of acting on the part of librarians arising from this change in the flow.
Brazilian literature nicer new ways of acting information professionals and found that the EScience, institutional repositories and electronic publishing of scientific journals present
themselves as market trends. However, we observed that the national literature on E-science
is very limited and professionals in other fields, mainly teachers has acted in this field.
Finally, we found that the multidisciplinary and collaborative work is essential to meet these
new tasks where the ability to interact and availability to obtain new knowledge becomes
important for practitioners and technological innovations collaborate for the advancement of
the profession.
Keywords: Librarians; Specialized librarians; Technological innovations; Institutional
Repositories (IR); Desktop publishing..

403

�INTRODUÇÃO
A evolução das bibliotecas mostra que, ao longo da história da humanidade, sempre
houve transformações nos suporte de registro do conhecimento e que em sua trajetória elas
sempre contribuíram para o desenvolvimento do conhecimento e para o progresso humano.
Milanesi (1993) relata que, das placas de argila da Antiguidade passando pelos rolos de
pergaminho da Idade Média, até os livros em papel e eletrônicos da atualidade, houve várias
mudanças na forma de pensar sobre o uso da biblioteca.
Martins (1996) relembra que, na Idade Média, a biblioteca era basicamente secreta,
acessível a uma pequena minoria religiosa conhecida como "verdadeiros tesouros", "locais
sagrados", depósitos de coleção de livros.
Martins (1996, p. 323) mostra que o advento da tipografia, na Renascença, começou a
levar o conhecimento a público. O aparecimento do livro começou a ter um sentido social e
perpetuou a biblioteca na sociedade.

[...] a biblioteca passa a gozar, nos tempos modernos, do estatuto de
instituição leiga e civil, pública e aberta, tendo o seu fim em si mesma e
respondendo necessidades inteiramente novas [...]
Mas, hoje quais seriam as necessidades da biblioteca? Atualmente a biblioteca não deve
ser vista como uma coleção de livros e outros documentos devidamente classificados e
catalogados, pois a ideia de biblioteca como depósito ou coleção de livros já está ultrapassada
(PRADO, 1992).

O momento é de transição tanto para a biblioteca quanto para o profissional
bibliotecário, o ambiente tradicional cede espaço para um local prazeroso para o usuário, onde
ele possa encontrar informação, conhecimento, integração e acessibilidade. A biblioteca de
hoje não tem fronteiras. Quanto ao profissional, este deve estar aberto às novas formas de
trabalhar junto aos usuários internos da sua instituição , oferecendo produtos e serviços à
comunidade externa da sua organização.
Deste modo, as bibliotecas vêm se adaptando ao processo de transformação imposto
pelas novas tecnologias, afastando a ideia de depósito estático como na Idade Média onde
poucos tinham acesso, permitindo que o usuário acesse catálogos de bibliotecas virtuais,
através da Internet, bases de dados online etc.

404

�[...] As bibliotecas por sua vez, deverão estar preparadas para mudanças,
redimensionando seus espaços, trabalhos, serviços e produtos,
acompanhando a evolução tecnológica disponível, principalmente voltada
para um usuário (cliente) cada vez mais conhecedor de tecnologias de
comunicação de dados (VICENTINI, 1997 apud SANTOS; PASSOS, 2000,
p. 16).
No contexto universitário, a biblioteca assume papel de destaque no suporte à pesquisa.
Pois, além de atuar como espaço de inter-relacionamento da comunidade acadêmica em todos
os níveis - dos alunos e professores aos técnicos e dirigentes das diversas unidades - também
estabelece relações que vão do apoio ao ensino à disseminação da produção científica.
unha (2010) alerta que as bibliotecas estão deixando de ser a principal fonte de busca
dentro do mundo acadêmico. Para ele, o impacto da Internet fez com que as bibliotecas
perdessem a supremacia na realização deste papel fundamental.
Se por um lado, a Internet fez com que as bibliotecas perdessem sua supremacia no que
tange a ser o único repositório de informações para os pesquisadores, já que o livro e o
periódico físico deixaram de ser os principais suportes para transportar ideias, por outro lado,
graças a ela outras oportunidades de trabalho se abrem no mundo acadêmico para os
bibliotecários.

[...] Leite (2009, p. 99) afirma que “bibliotecários tomam-se
imprescindíveis mediadores entre informação científica e seus leitores,
atendendo as expectativas de quem a produz e de que a utiliza” [...]
(VIEIRA; SILVA, 2012, p. 89).
Para Targino (2010) a biblioteca do século XXI é caracterizada por disponibilizar
informações de qualquer parte do mundo por meio das redes eletrônicas de informação, com
ênfase na Internet.
Os cientistas e pesquisadores ao longo dos anos sempre registraram e partilharam com a
sociedade suas descobertas através da comunicação científica. No entanto, o advento da
Internet tem modificado o modo de fazer, de registrar e de difundir a ciência.
Um ícone da forma de pensar e comunicar a ciência do século XXI é o Open Access
Movement (Movimento do Acesso Aberto), movimento que defende o acesso aberto a artigos
de pesquisas principalmente através de meios digitais. Esse acesso deve ser feito sem
restrições, online, livre de qualquer cobrança de taxa ou necessidade de assinatura ou
pagamento de licenças. Permitindo que qualquer um possa: pesquisar, consultar, imprimir,
copiar e disseminar texto integral de artigos e outras fontes de informação científica. Esse
movimento teve início com a Declaração de Budapeste, um dos primeiros manifestos de apoio

405

�ao Open Archives, foi uma iniciativa a nível mundial nomeada Budapeste, porque o Open
Society Institute (OSI) está sediado lá.
Leite (2009, p.17) diz que “A Budapest Open Acess Initiative, em 2001, recomendou
duas estratégias complementares para que de fato a literatura científica esteja disponível e
acessível” que são o uso das vias dourada e verde. O autor completa que as duas formas
principais de publicação de artigos acadêmicos: a Via Verde - que trata da criação de
Repositórios Institucionais (RI) para a organização e disseminação da produção científica das
instituições de pesquisa, compreende o auto-arquivamento de manuscritos em repositórios
institucionais em acesso aberto e a Via Dourada - que diz respeito à produção e ampla
disseminação de periódicos eletrônicos de acesso aberto na rede. Kuramoto (2009) informa
que Stevan Harnad, foi o criador da terminologia das duas vias. Na concepção de seu mentor,
a via verde é o local onde estão localizados os Repositórios Institucionais que possibilitam
que as “instituições de pesquisa pensem na importância do estabelecimento de políticas de
informação institucionais que trazem benefícios à gerência da produção científica” isso
provoca maior acesso à informação científica (KURAMOTO, 2009). Já, na via dourada, há
uma potencialização da comunicação científica quando da publicação dos artigos de pesquisa
em periódicos de acesso aberto. Afinal, essa ampliação possibilita um aumento do diálogo
com seus pares. Além disso, as barreiras econômicas desaparecem, existindo uma fluxo direto
de comunicação que representa avanços científicos.
Albagli, Appel e Maciel (2013, p. 15) informam que os seguidores da ciência aberta
defendem que a ampla disseminação das informações e conhecimentos estimula o aumento
dos depósitos de conhecimento, garante as taxas de retornos sociais dos investimentos em
ciência e tecnologia, como também a ampliação dos índices gerais de produtividade científica
e de inovação.
Ambos os movimentos acreditam na premissa que publicar torna-se uma opção cada vez
mais real e traz inúmeras vantagens para o mundo da pesquisa científica, visam ao acesso sem
barreiras à informação científica e proporcionam visibilidade à pesquisa científica do Século
XXI.
O Movimento do Acesso Aberto vem ocasionando um dilúvio informacional que está
provocando mudanças no comportamento profissional do bibliotecário, fazendo com que ele
atue como coprodutor do conhecimento científico. Aqui será abordada a participação do
bibliotecário em 3 (três) novas práticas essenciais para o fortalecimento da ciência aberta: escience, repositórios e editoração de periódicos científicos.

406

�E-Science
Albagli, Appel e Maciel (2013) contam que o termo e-Science foi introduzido por John
Taylor em 2001 e é usado para designar a ciência desenvolvida por meio de colaborações
globalmente distribuídas viabilizadas pela Internet.
A e-Science ou Cyberscience, no Brasil, é também chamada de e-Ciência, e-Pesquisa,
refere-se à coleção de ferramentas e tecnologias necessárias para apoiar a pesquisa científica
do século atual.
Podemos dizer que a e-Science baseia-se na perspectiva de compartilhar dados entre
pesquisadores/cientistas distribuídos por todo o mundo, permitindo que estes possam acessar
manipular, extrair e reusar dados científicos utilizando o acesso remoto e promovendo
cooperação, colaboração e interdisciplinaridade.
Para Cunha (2010), a e-Science poderia ser chamada de repositório de dados

científicos, já Costa (2013) esclarece que esses dados podem ser coletados por: telescópios,
satélites, sensores especializados entre outros.
Bell (2011, p. 11) observa que existe uma necessidade de tratar dessa nova informação

científica e tecnológica, que culminou com o surgimento da e-Science.
Cunha (2010) alerta que esses dados devem ser considerados como informação
científica e, portanto, precisam ser tratados de forma a viabilizar sua organização, recuperação
e difusão para auxiliar no desenvolvimento de pesquisas futuras.
O autor adverte que a tarefa da biblioteca universitária de incorporar essa nova área não
será rápida nem tranqüila e frisa e também necessitará de treinamento de recursos humanos
para assumirem as novas funções inerentes à gestão desses dados. A biblioteca universitária
terá que fazer investimentos em: segurança, preservação, acesso e controle de dados e
metadados.
Bell (2011) crê que o problema da qualidade da informação armazenada na Web pode
preservar o papel da biblioteca universitária. Segundo ele, os bibliotecários devem assegurar a
relevância e o valor dos serviços que eles e suas instituições fornecem e prevê que, mesmo
que seja alterada a natureza da biblioteca universitária e do trabalho do bibliotecário, este
profissional continuará a desempenhar um papel essencial na prestação desses serviços.

Repositórios
“Os repositórios digitais provedores de dados destinados ao gerenciamento de
informação científica” (LEITE, 2009, p.

19-20) são caracterizados por permitir o

armazenamento, a recuperação e a disseminação de documentos acadêmicos, administrativos

407

�e científicos de uma instituição, além de divulgar a informação técnico-científica. Eles podem
ser institucionais; temáticos ou disciplinares e de teses e dissertações. Podem ser cumulativos
e permanentes, abertos e interoperáveis, devem possuir texto completo em formato digital e
ter como foco a comunidade.
Segundo Leite (2009, p. 21), o repositório institucional é um “serviço de informação
científica dedicado ao gerenciamento da produção intelectual de uma instituição” . Ele busca
reunir, armazenar, organizar, preservar, recuperar e ampliar a disseminação da informação
científica produzida pela instituição.
Para a criação de Repositórios Institucionais são necessárias as seguintes de etapas:
• planejamento - definição das políticas e da estrutura do repositório;
• implantação - metadados, controle de autoridade e definição da URL do repositório;
• funcionamento -

povoamento; diretórios internacionais, métodos de estatística;

modelo de avaliação e estratégias de marketing do repositório.
O repositório do Portal do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia
(IBICT), na seção Repositórios Digitais, divide os repositórios em dois tipos: Repositórios
Institucionais e Repositórios Temáticos. Para o IBICT, os Repositórios Institucionais lidam
com a produção científica de uma determinada instituição, já os Repositórios Temáticos lidam
com a produção científica de uma determinada área, sem limites institucionais. O mesmo site
apresenta uma lista dos repositórios brasileiros, de acesso aberto (INSTITUTO BRASILEIRO
DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA, 2014).
O Site Repositórios Digitais esclarece que um repositório é constituído por documentos
primários digitais nascidos originalmente em disquetes, CD-ROM, DVD, Internet, etc. ou por
documentos que foram digitalizados:

[...] possível também integrar vários suportes de registro de informação
diferentes (texto, som, imagem, etc.). Os Repositórios possibilitam o acesso
livre à informação, por exemplo, permitem ao utilizador consultar, copiar,
fazer download, distribuir, imprimir, pesquisar ou fazer referência a textos
dos documentos [...] (REPOSITÓRIOS, 2014).
O mesmo site fala que é possível encontrar, em suporte digital, produtos e serviços das
organizações nos repositórios digitais

que

possibilitam o acesso remoto através de

computadores ligados em rede e, ao mesmo tempo, permitem também a utilização simultânea
por diversos usuários.

408

�Leite (2009, p. 37) aponta que, na maioria dos países, a criação de repositórios
institucionais tem sido uma iniciativa que é realizada, em parte,

nas bibliotecas das

instituições de ensino e pesquisa e explica que isso se dá porque os processos envolvidos nas
rotinas de um repositório institucional possuem natureza muito próxima e similar aos
trabalhos desenvolvidos em ambientes digitais por bibliotecas e bibliotecários.
Vieira e Silva (2012, p. 89) observam que:

[...] “bibliotecários tomam-se imprescindíveis mediadores entre informação
científica e seus leitores, atendendo as expectativas de quem a produz e de
que a utiliza”. Ainda segundo o mesmo autor, em vários países a criação de
RIs tem sido uma iniciativa que surge nas bibliotecas das instituições de
ensino e pesquisa. Isso ocorre, porque os processos envolvidos nas rotinas
de um RI possuem natureza muito próxima e semelhante aos trabalhos
desenvolvidos em ambientes digitais por bibliotecas e bibliotecários [...]
E acrescentam que:

[...] O bibliotecário foi o grande responsável pela implementação do
repositório do CETEC. Por isso, ele planejou e executou uma série de
tarefas, desde a montagem da equipe até as questões de processamento
técnico do material disponibilizado [...] (VIEIRA; SILVA, 2012, p. 92).
Resumidamente, os repositórios institucionais permitem que os bibliotecários atuem
como mediador entre a informação científica e os pesquisadores, pois são eles que
proporcionam condições adequadas à gestão da informação científica, organizando a
informação para a recuperação

conforme os moldes dos

sistemas

de informação

convencionais.

Editoração de Periódicos Científicos
De acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), uma publicação
periódica científica é:

Um dos tipos de publicações seriadas, que se apresenta sob a forma de
revista, boletim, anuário etc., editada em fascículos com designação
numérica e/ou cronológica, em intervalos pré-fixados (periodicidade), por
tempo indeterminado, com a colaboração, em geral, de diversas pessoas,
tratando de assuntos diversos, dentro de uma política editorial definida,
e que é objeto de Número Internacional Normalizado (ASSOCIAÇÃO
BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2003, p. 2).

409

�Maimone e Tálamo (2008) sinaliza que há um aumento da participação do bibliotecário
no processo editorial das revistas científicas.

[...] Autores, editores e bibliotecários precisam desenvolver determinadas
competências que garantam a manutenção desses pilares como caminho
para alcançar os princípios defendidos pelo movimento do acesso aberto
[...] (GRANTS; BEM; ALVES, 2014, p.2).
Segundo as autoras,

as publicações eletrônicas decorrem

do desenvolvimento

de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC’s), que alcançaram grande avanço nas
últimas décadas, possibilitando, através de recursos eletrônicos, a disponibilização dessas
publicações.
Elas lembram que, sob o prisma da atividade editorial, tanto em termos das publicações
tradicionais, quanto das eletrônicas percebe-se o empenho em tornar as informações cada vez
mais acessíveis e “assimiláveis” (sentidas) pelos diversos públicos.
Neste

contexto, aparecem

os

profissionais

ligados

à

produção

(realização)

desses empreendimentos que percorrem um caminho extenso:

Na sua origem, a participação do bibliotecário no mercado de trabalho
acontece de forma empírica. Dizemos empírica, pois seu “posto de trabalho”
sempre estava atrelado às atividades tidas como de cunho “técnico”. Essa
percepção simplista do campo de trabalho deste profissional vem se
modificando a cada dia à medida que se incorporam atributos intelectuais às
atividades realizadas através do tratamento analítico de informações e também
pela crescente introdução de novas tecnologias no cenário informacional,
tornando necessária sua constante atualização. Assim, parece plausível que
o bibliotecário realize, ao mesmo tempo, atividades consideradas tradicionais
e atividades emergentes (MAIMONE; TÁLAMO, 2008, p. 309).
Araújo (2012) considera a biblioteca universitária um importante componente no
sistema de comunicação científica. Ela informa que o papel do bibliotecário no processo de
editoração de periódicos vai além de fazer a divulgação do portal e, por conseguinte, dos
periódicos e dar suporte aos editores e outros usuários. Ele pode ocupar também os cargos: de
gestor do portal de periódicos, de avaliador técnico das revistas, de capacitado de editores,
etc.

410

�CO NSID ERA ÇÕ ES FINAIS
Neste trabalho, foi observado que o papel do bibliotecário é fundamental no processo
de comunicação científica, principalmente na biblioteca universitária, pois um expressivo
percentual da produção científica encontra-se nas universidades.
Assim, existe espaço para o profissional bibliotecário criar serviços e produtos,
demonstrando que a sua atuação é essencial na produção científica. Ele é um canal de
disseminação da informação e, como tal, deve assegurar seu papel como coprodutor de
conhecimento científico na sociedade da informação, já que gerencia a informação e melhora
a comunicação.

R EFER ÊN C IA S

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413

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Novas possibildades de atuação para o bibliotecário universitário do Século XXI.</text>
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              <text>Anjos, Cláudia Regina dos, Calixto, Ana Paula da Cruz, Martins, Robson Dias, Melo, Elisete de Sousa</text>
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              <text>O Movimento de Acesso Livre às informações que permite o acesso ao conteúdo de documentos, principalmente, de pesquisas em formato digital provocou uma mudança no fluxo das informações em nossa sociedade. Essa transformação possibilitou uma ampliação da visibilidade da informação científica gerando novas formas, processos e ferramentas tecnológicas de trabalho. O propósito deste estudo foi apresentar novas formas de atuação por parte dos bibliotecários oriundas dessa mudança no fluxo. Buscaram-se na literatura brasileira novas formas de atuação dos profissionais da informação e verificou-se que o EScience, os Repositórios institucionais e Editoração eletrônica de periódicos científicos se apresentam como tendências mercadológicas. Contudo, observou-se que a literatura nacional referente ao E-science é muito reduzida e que profissionais de outras áreas, principalmente, professores tem atuado nesse campo. Por fim, constatou-se que o trabalho multidisciplinar e colaborativo é fundamental para o cumprimento dessas novas tarefas nas quais a habilidade de interação e a disponibilidade em obter novos conhecimentos se tornam essenciais para os profissionais e as inovações tecnológicas colaboram para o enriquecimento profissional. </text>
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