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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

A GESTÃO DO CONHECIMENTO POTENCIALIZADA PELA GESTÃO
PARTICIPATIVA
Selma Regina Ramalho Conte

RESUMO
Apresenta a Gestão Participativa como uma forma de promover o desenvolvimento
organizacional baseando-se nas pessoas. Aponta a comunicação, ocorrendo em todos os
níveis da organização; e, o relacionamento interpessoal, na formação de grupos e equipes,
como as principais características dessa forma de gestão. Analisa o instrumento
administrativo comissões aplicável em todos os tipos de organizações, suas funções,
características, vantagens e desvantagens. Relata experiências de unidades de informação na
aplicação da Gestão Participativa, assim como exemplos dos trabalhos em comissões,
envolvendo tanto as equipes dessas unidades como as comunidades a que servem. Descreve o
trabalho em comissões realizado no Sistema de Bibliotecas (SiBi) da Universidade Federal do
Paraná (UFPR) como potencializador na Gestão do Conhecimento aliado à aplicação da
Gestão Participativa. Exemplifica a atuação de algumas comissões, seus entrelaçamentos e a
abrangência dessa atuação. Pontua mudanças na cultura organizacional, mudanças
comportamentais e uma melhor aplicação do capital intelectual disponível.
Palavras-Chave: Gestão Participativa. Gestão do Conhecimento. Comissões.
ABSTRACT
Presents the participative management as a way to promote organizational development
basing on people. Points the information sharing occurring at all levels of the organization;
and the personal relationship, self-managed teams, as the main characteristics of this kind of
management. Analyzes the applicable committees as an instrument on all types of
organizations, their functions, features, advantages and disadvantages. Report experiences of
informations units in the implementation of participatory management, as well as examples of
work in committees, involving both these teams units as the communities which they serve.
Describes the work done by the committees in the Sistema de Bibliotecas (SiBi) of the
Universidade Federal do Paraná (UFPR), increasing the management knowledge combined
with application of participative management participatory. Exemplifies the work of some
committees, their interlace and the scope. Score changes in organizational culture, changes in
the behavior and better application of intellectual resources available.
Keywords: Participative management. Knowledge management.Committees.

1 INTRODUÇÃO
Entendida também como administração participativa ou democrática, a Gestão
Participativa tem se mostrado como uma estratégia que permite arregimentar esforços e

596

�dividir responsabilidades em todos os níveis da hierarquia organizacional. Esse modo de
gestão reflete as relações entre o indivíduo e seu trabalho.
Quando aplicada a unidades ou sistemas de informação a Gestão Participativa procura
envolver os trabalhadores dessas unidades assim como a comunidade a que servem,enfocando
as relações humanas, a qualidade do ambiente organizacional e dos serviços prestados. A
forma mais comum de se aplicar a Gestão Participativa tem sido com o uso de comissões.
Tendo como missão ofertar à comunidade universitária e à comunidade em geral o
controle e o acesso adequados às informações em Ciência e Tecnologia, essenciais para as
atividades universitárias, tanto de cunho acadêmico como administrativo, e para o pleno
exercício da cidadania, o Sistema de Bibliotecas (SiBi) da Universidade Federal do Paraná
(UFPR) vem fortalecer o compromisso de seus servidores com a própria universidade, seus
usuários e a comunidade.
Para consolidar esse compromisso o SiBiimplanta o Programa de Gestão do
Conhecimento (PGC) colocado em prática por meio do trabalho em comissões. Deste modo
caracteriza a Gestão Participativa, onde as decisões são compartilhadas, as necessidades de
mudanças são analisadas, a produção do conhecimento é incentivada, e, principalmente, fazse o melhor uso de seu capital intelectual.
Relata-se a experiência do trabalho em comissões, a composição inicial, seus
entrelaçamentos, situações de conflitos, e ações e ajustes que se fizeram necessários para o
andamento dos trabalhos. Aponta mudanças de comportamento dos servidores e na cultura
organizacional, a busca por novos conhecimentos e a disposição em participar.
Conclui-se afirmando que o trabalho em comissões proporciona a aproximação dos
servidores e sua valorização, tanto no SiBi como na própria UFPR. Éum fator de mudanças e
uma experiência bastante positiva.

2 GESTÃO PARTICIPATIVA

Dentre os programas de envolvimento de pessoas na administração das organizações
aGestão Participativa tem se apresentado como uma forma de promover o desenvolvimento
baseando-se nas pessoas, independente do nível hierárquico e do potencial de contribuição
(CHIAVENATO, 2000, p.406; CHIAVENATO, 1997, p. 62; MCGREGOR, 1980, p.118;
PREDEBON; SOUSA, 2003, p.1).
Como pressuposto, a Gestão Participativa oferece a oportunidade de tomar parte nas
decisões da organização estabelecendo vínculos de confiança, relações de comprometimento,

597

�satisfação no trabalho, motivação e responsabilidade pelos resultados, assim como estímulo à
criatividade, à proatividade e ao empenho das pessoas (CHIAVENATO, 2000, p.407;
CHIAVENATO, 1997, p.63, p.65; MATOS, 1979, p.8; PREDEBON; SOUSA, 2003, p.4).
Em contrapartida, para a sua plena realização, a Gestão Participativa procura utilizar a
máxima capacidade do capital intelectual da organização, suas habilidades técnicas e de
comunicação, apoiada por uma cultura organizacional que suporte o envolvimento das
pessoas, as necessidades de mudançase as soluções para tal(CHIAVENATO, 2000, p.406­
407; MCGREGOR, 1980, p.108; PREDEBON; SOUSA, 2003, p.1, p.3).
Entre as principais características da Gestão Participativa destacam-se a comunicação
e o relacionamento interpessoal (CHIAVENATO, 1997, p.38; PATEMAN, 1992, p.90). Em
ambos os processos assimilam-se valores, normas, procedimentos e resultados, permitindo a
socialização do conhecimento, ligada a processos grupais e à cultura organizacional
(NONAKA; TAKEUCHI, 1997, p. 68), da mesma forma as informações recebidas e coletadas
nessa vivência afetam o conhecimento e o modo de proceder dos envolvidos (CHOO, 2006, p.
116).
A comunicação, para uma prática eficaz da Gestão Participativa, deve ocorrer em
todos os níveis da organização, tanto horizontal como vertical. A informação, compartilhada
por todos, torna-se um recurso decisivo (CHIAVENATO, 1997, p.38; PATEMAN, 1992,
p.90). Essa comunicação deve estabelecer um fluxo informacionaleficiente e desinteressado,
onde são identificadas as melhores alternativas para o desempenho organizacional (MOTTA,
1988, p. 81), dando embasamento às decisões.
A característica relacionamento interpessoal enfatiza a formação de grupos ou equipes,
estimula a participação, desenvolve o senso de eficiência e confiança mútua (CHIAVENATO,
1997, p. 38-39; CHIAVENATO, 2000, p. 407; MCGREGOR, 1980, p. 108; PATEMAN,
1992, p. 91). Como salienta Berry (1996, p. 231-232) o trabalho em equipes é baseado na
colaboração, coesão e compromisso, justapondo as contribuições, respeitando e aceitando as
individualidades e as opiniões divergentes.Para Chiavenato (1997, p. 63) o trabalho em
equipes é considerado parte essencial da Gestão Participativa.
Casado (2002, p. 237) salientaque organizações alteram seus modelos de gestão para o
trabalho em equipes, e odistingue dentre as principais qualidades profissionais.Este convívio
social, trabalhar em equipes, possibilita o crescimento individual, que por sua vez reflete no
âmbito profissional. É da mesma autora a conceituação:

598

�Equipe é o conjunto de pessoas que buscam um objetivo comum, clara e
explicitamente formulado. Cada uma usa suas habilidades e se esforça no
cumprimento de sua tarefa de acordo com o objetivo maior. Os componentes
de uma equipe têm grande clareza da divisão de responsabilidades e das
fronteiras de suas ações, bem como de suas atribuições. O foco da definição
de equipe é a responsabilidade pelo cumprimento das atribuições que levarão
à consecução dos objetivos comuns. (CASADO, 2002, p. 240)

O trabalho desenvolvido pelas equipes deve estar não só em consonância com os
objetivos da organização, mas deve ser realizado a fim de encontrar as melhores alternativas e
soluções para que a organização atinja seus objetivos, agindo como facilitador.
Analisando especificamente o instrumento administrativo comissões, Koontz e
O'Donnell (1962, p. 245, p. 247) consideram a ação grupal essencial ao trabalho em
comissões, podendo ter caráter administrativo, decisório, consultivo ou deliberativo; uma
ferramenta

de

trabalhoque

pode

ser

empregada

em

todos

os

tipos

de

organizações(MEGGINSON; MOSLEY; PIETRI JR., 1998, p. 270), na expansão das ideias e
para assessorar a tomada de decisões (CHIAVENATO, 2004, p. 199), dando flexibilidade às
organizações (KOONTZ; O'DONNELL, 1962, p. 252).
Para Newman (1975, p. 231) o número de componentes de uma comissão deve estar
de acordo com a função da comissão, que na regra geral mantém o menor número possível.
Chiavenato (2004, p. 199) considera os limites de cinco a seis componentes, no mínimo, e de
15 a 16 componentes, no máximo. Segundo Casado (2002, p. 242) o número de componentes
está relacionado aos objetivos da comissão; o número elevado de participantes dificulta a
comunicação, traz lentidão e imprecisão, podendo inclusive minimizar a satisfação pelo
trabalho bem feito, como a não assunção de responsabilidades em caso de resultados
negativos.
A razão mais importante para o uso de comissões nas organizações é a deliberação e a
tomada de decisões em grupo. A diversidade de experiências e conhecimento, e as várias
especialidades do grupo propiciam aanálisedos problemas como um todo e sob
váriosaspectos, favorecendo a identificação das melhores soluções (CHIAVENATO, 2004, p.
199, KOONTZ; O'DONNELL, 1962, p. 248; MEGGINSON; MOSLEY; PIETRI JR., 1998,
p. 271; NEWMAN, 1975, p. 223).Tomar decisões em grupo resguarda a coerência do próprio
grupo evitando que interesses pessoais prevaleçam nas decisões (CHOO, 2006, p. 317).
Casado (2002, p. 243) aponta, ainda, que a existência de regras, padrões morais e valores
legitimam o comportamento dos componentes e a definição dos papéis a se desempenhar
esclarece as expectativas.

599

�A transferência de informações, também considerada uma importante razão no uso de
comissões, pode ser feita simultânea e uniformemente aos interessados, levando à economia
de tempo e permitindo, como resposta às comissões, uma diversidadede sugestões
(CHIAVENATO, 2004, p. 200; KOONTZ; O'DONNELL, 1962, p. 251). Destaca-se,
também, a motivação pela participação em comissões (KOONTZ; O'DONNELL, 1962, p.
252), e que tomar parte no planejamento e nas decisões leva a um sentimento de
pertencimento e de realização.
Dentre as desvantagens no uso de comissões Koontz e O'Donnell (1962, p. 253-255)
destacam o custo monetário e do tempo dos componentes nas comissões; a indecisão, muitas
vezes opiniões divergentes e assuntos aleatórios demandam tempo nas deliberações; e a
responsabilidade, os componentes das comissões podem não se sentir igualmente
responsáveis pelas decisões da comissão por se situarem em vários níveis hierárquicos
(CHIAVENATO, 2004, p. 199).
Para que uma comissão atue com eficiência sua autoridade, responsabilidade e
objetivos devem ser determinados com exatidão;e seus componentes devem ser apropriados à
função da própria comissão (CHIAVENATO, 2004, p. 199; NEWMAN, 1975, p. 222, p.
230), além de serem objetivos e imparciais (NEWMAN, 1975, p. 227); a coordenação ou
presidência da comissão deve ser capaz de manter a cooperação, vencer as intransigências ou
mesmo a acomodação entre os componentes (CHIAVENATO, 2004, p. 200; MEGGINSON;
MOSLEY; PIETRI JR., 1998, p. 272).

3 Gestão Participativa em Unidades de Informação
Apontada por Pereira et al. (2000, p. 27) como uma filosofia de trabalho na gerência
de unidades ou sistemas de informação,fortalecida pela democratização das relações sociais,
pela complexidade das organizações e pela rapidez das mudanças,aGestão Participativa tem
sido aplicada com sucesso à sistemas de bibliotecas universitárias, públicas, ecomunitárias.
Alguns relatosindicam a aplicação em bibliotecas inseridas em sistemas de bibliotecas e que
optaram por implantar aGestão Participativa. Aqui se enquadram os relatos de Vanti (1999) e
Andrade et al. (1998).
Vanti (1999, p. 335) apresenta a implantação da Gestão Participativa para um
ambiente de qualidade centrado nas relações humanas. Destaca os aspectos liderança e
motivação contínua como extremamente importantes. A resistência inicial foi vencida quando
ficou claro que a transição dependia da colaboração de todos. Aponta considerável melhoria
no clima organizacional e que a diferença está em "gerenciar com pessoas e não as pessoas"

600

�(VANTI, 1999, p. 338). Andrade et al. (1998, p.311-312) descrevem um plano de ações
voltado à valorização das pessoas, incluindo mudanças comportamentais, para a implantação
de uma nova filosofia de trabalho. Por envolver o comportamento de pessoas pode ser um
processo lento, neste sentido é indispensável que o processo de transição seja disciplinado e
organizado.
A Gestão Participativa, no caso das bibliotecas públicas e das comunitárias, é relatada
por Machado e Vergueiro (2010, p. 249) que apontam a postura dos gestores dos espaços de
acesso à informação relacionada àcultura organizacional. Mencionam a necessidade de um
processo educacional de todos os envolvidos para a implantação docomportamento
participativo, e ainda, a identificação de métodos, técnicas e mecanismos de participação
(MACHADO; VERGUEIRO, 2010, p. 249, p. 251). Consideram que tanto bibliotecas
públicas como comunitárias podem compartilhar suas experiências na implantação dessa nova
forma de gestão (MACHADO; VERGUEIRO, 2010, p. 253).
Adesignação de comissões tem se mostrado constante na aplicação da Gestão
Participativa em unidades de informação.
Nascimento, Couto e Bastos (2000, p. 11),frente a circunstâncias gerenciais buscam a
participação que traz a inovação,a flexibilidade, a criatividade, a ação e a comunicação, e para
tantorecomendam a criação de comissões,com reuniões frequentes, oportunizando a exposição
e troca de ideias.Aconselham, ainda, a instituir um programa de autoavaliação com critérios
de desempenho elaborados pela própria equipe.
Na busca por modelos de organização e gestão de bibliotecas, especificamente
bibliotecas universitárias do estado de Santa Catarina, Prado e Abreu (2005, p. 117-118)
salientam que aGestão Participativa se dá, principalmente, por meio de comissões. A
composição destas comissões pode tanto abranger a equipe de trabalho da biblioteca como
seus usuários. A pesquisa indica que a comissão para desenvolvimento de acervos é a mais
comumente estabelecida, envolvendo, além de bibliotecários, docentes e discentes das
instituições.Ponto este corroborado por Pinheiro (2013, p. 38) ao citar a criação de uma
comissão de desenvolvimento de coleções, com a participação da comunidade universitária,
propiciando um equilíbrio deinteresses (PINHEIRO, 2013, p. 39).Silveira, Costa eSilva(2012,
p. 6) ao relatarem a composição de uma comissão para a construção de uma política para a
formação e desenvolvimento de coleções, neste caso envolvendo bibliotecários, apontam a
experiência participativa como uma oportunidade para a implantação de um novo modelo de
gestão.

601

�Neste sentido, Godoy (2010, p. 4, p. 8) relata a implantação de uma nova organização
administrativa baseada na Gestão Participativa, aplicada a um sistema de bibliotecas,
fundamentada em planejamento estratégico e plano de desenvolvimento institucional.Aponta
a comunicação como elo entre o planejamento e a equipe de trabalho; anecessidade de
suprimir tarefas especializadas e rotinizadas em excesso; e ainda, que toda a equipe deve
conhecer os valores e os objetivos que orientam o trabalho, assim como "é fundamental a
integração multidisciplinar da equipe" (GODOY, 2010, p. 5).
O relato de Gurgel et al. (2006, p. 2-3), também sobre sistema de bibliotecas,
demonstra um amplo uso de comissões na busca por soluções e otimização dos recursos.
Destaca, como ponto positivo, a participação dos bibliotecários em mais de uma comissão, de
acordo com o interesse de cada um. Aponta adaptações que se fizeram necessárias, tanto na
participação como na temática das próprias comissões (GURGEL et al. 2006, p. 4-5).Salienta
a plena participação dos bibliotecários na gestão da organização, uma visão sistêmica
ampliada, a obtenção constante de novos conhecimentos, mudanças comportamentais, e o
quanto é indispensável investir no capital intelectualda organização (GURGEL et al. 2006,
p.9).
As experiências relatadas indicam anseios e necessidades na busca por novas formas
de gestão em Unidades de Informação, e corroboram a aplicação da Gestão Participativa por
meio do trabalho em comissões desenvolvido no SiBi, mostrado a seguir.

4

A

GESTÃO

PARTICIPATIVA

NO

SISTEMA

DE

BIBLIOTECA

DA

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ
A implantação do PGC no SiBi (CAMARGO et.al., 2012) em 2009, veio ao encontro
das expectativas trazidas com o incremento do seu quadro de servidores, bibliotecários ou
não;assim como para consolidá-lo, no sentido de estabelecer políticas e diretrizes imparciais,
e fortalecê-lo, ao aplicar suas políticas e diretrizes uniformemente, como organização que
valoriza o conhecimento gerado por suaequipe(CAMARGO et.al., 2012, p.2).Atualmente são
217 servidores, distribuídos por 18 bibliotecas, geograficamente dispersas, sendo quatro delas
fora de Curitiba, PR, o que torna indispensável uma maior integração entre as unidades e seus
servidores, e do SiBi como um todo.
Em auxílioàs ações levantadas para a implantação do PGC -uma comissão foi
constituída para formulação da proposta de implantação do Programa -foram criadas as
seguintes

subcomissões

específicas:

Subcomissão de Multimídia;

Subcomissão de

Repositórios - esta subcomissão foi posteriormente absorvida por uma comissão;

602

�Subcomissão do Portal Corporativo; Subcomissão do Mapa do Conhecimento; Subcomissão
de

Investigação

Administrativos;

Científica;

Subcomissão

de

Produção

Científica

e Documentos

Subcomissão de Eventos - esta subcomissão foi posteriormente

transformada em comissão, pois sua atuação se estendeu para todo o SiBi(CAMARGO et.al,
2012, p. 4-5).
Atualmente o SiBi conta com 21 comissões e 5 subcomissões de trabalho assim
constituídas: Comissão da Feira de Cursos e Profissões da UFPR;Comissão de
Acessibilidade; Comissão de Bibliografia Básica; Comissão de Circulação; Comissão de
Comutação Bibliográfica; Comissão de Conservação Preventiva e Restauração; Comissão de
Educação Continuada dos Servidores;Comissão de Educação Continuada dos Usuários;
Comissão de Eventos; Comissão de Formação e Desenvolvimento de Coleções; Comissão de
Gestão de Software de Gerenciamento de Acervo; Comissão de Gestão do Portal da
Informação; Comissão de Levantamento Patrimonial; Comissão de Normas; Comissão de
Organização, Administração, Manutenção e Desenvolvimento do Repositório Digital
Institucional - absorveu a Subcomissão de Repositórios; Comissão de Periódicos; Comissão
de Preparo Técnico; Comissão de Relatórios SiBi; Comissão de Serviço de Referência e
Informação; Comissão de Sinalização; Comissão do PGCe suas subcomissões. Eventualmente
são criadas novas comissões para situações específicas a exemplo da Comissão Especial para
Desfazimento de Acervo.
Todas as comissões são formalmente constituídas, nomeadas por portarias e
atualizadas anualmente. Cada comissão tem seu próprio coordenador, bibliotecário ou não,
indicado pela Direção do SiBi, ou, em caso de substituição, pelos componentes da própria
comissão.
Assim, a Gestão Participativa concretiza-se no SiBi.
Em um primeiro momento a composição das comissões ocorreu de forma voluntária,
os bibliotecários puderam escolher a comissão de acordo com sua área de interesse. O
ingresso nas comissões foi estendido a todos os servidores do SiBi, também de acordo com
sua área de interesse. Entretanto, no decorrer dos trabalhos, observou-se que determinadas
comissões precisavam ter entre seus componentes as pessoas que exerciam as atividades
correspondentes à função da comissão, aexemplo da Comissão de Serviço de Referência e
Informação composta por bibliotecários e auxiliares que atuam no Serviço de Referência. Da
mesma forma, no decorrer dos trabalhos, as comissões convidam novos membros quando
competências e habilidades condizentes à função da comissão são observadas ou se destacam.
Vale salientar que o número de componentes das comissões de serviços - Circulação,

603

�Comutação Bibliográfica,Educação Continuada do Usuário,Periódicos, Preparo Técnico,
Serviço de Referência e Informação - corresponde a cada uma das bibliotecas do SiBi. Isso se
aplica

também

às

comissões

de

Acessibilidade,Conservação

Preventiva

e

Restauração,Formação e Desenvolvimento de Coleções, Levantamento Patrimonial e
Sinalização.
Um ponto importante a ser considerado, para àqueles que compõemuma comissão,
éconhecer o trabalho desenvolvido nas bibliotecas, pois são os componentes das comissões
que levam as demandas das suas unidades, atuando como representantes de todo o quadro
funcional. Esta atuação se dá, principalmente, nas comissões de serviços. É nesse ponto que
percebe-sea ação do processo educacional mencionado por Machado e Vergueiro (2010, p.
249-250). Os componentes das comissões compreendem sua posição dentro das comissões e o
que esta posição representa, percebem que precisam olhar o SiBi como um todo, fundamentar
suas decisões e ponderar sobre as consequências que advierem, consequências estas que
afetam o ambiente interno e externo ao SiBi.
Observa-se que as comissões estão entrelaçadas, pois um mesmo servidor atua em
mais de uma comissão. São os chamados "elos de ligação" propostos por Chiavenato (1997, p.
41), esses elos apontam àqueles que mais contribuem com a organização (CHIAVENATO,
2000, p. 407). Neste sentido Casado (2002, p. 243) indica a análise das interações grupais pela
técnica da sociometria, como medida para as relações interpessoais. A concentração dos
mesmos componentes em várias comissões pode demonstrar um maior grau de
entrelaçamento; pode também, por vezes, gerar situações delicadas, quando há que se
encontrar os limites entre duas ou mais pessoas(CASADO, 2002, p. 240), ou entre duas ou
mais comissões.
No que tange àsmudanças organizacionais e situações conflitantes um dos primeiros
passos para a implantação do PGC, e consequentemente ao trabalho em comissões sob os
auspícios

da Gestão

Participativa,

foi

oferecer

aos

servidores

palestrasregulares

sobreCulturaOrganizacional, Gestão do Conhecimento, Gestão de Conflitos e Auto
Conhecimento.
As comissões organizam-se para reuniões de acordo com a necessidade que a função
da comissão exige, e/ou ainda, de acordo com a disponibilidade de seus componentes. As
reuniões são previamente agendadas, e este agendamento está disponível para consulta a
todos os servidores. Todas as reuniões são abertas à participação de todos e, para tanto, as
comissões diversificamos locais das reuniões nas váriasbibliotecas distribuídas nos campi da
UFPR. As deliberações são relatadas nas memórias das reuniõescom livre acesso a todos os

604

�servidores por meio das ferramentas disponibilizadas pelo PGC: AgendaSiBi,BoletimSiBi, e­
mail corporativo, conferências on-line e Seminário deIntegração Profissional (SIP).
De acordo com a função da comissão eda decisão a ser tomada e sua abrangência as
deliberações são encaminhadas às reuniões de Chefias das Bibliotecas para adequações,
providências e decisões finais.
Embora todas as comissões sejam de extrema importância para o SiBi, o trabalho de
algumas delas, pela sua relevância tanto para o público interno quanto para o público externo,
pode ser aqui destacado.
Comissão de Acessibilidade.Procura atender às políticas de inclusão de Pessoas com
Deficiência (PCD) doSiBi e trabalha em parceria com o Núcleo de Apoio às Pessoas com
Necessidades Especiais da UFPR. A comissão conta, também, com o apoio da Biblioteca de
Ciência e Tecnologia (BCT) na implantação de projetos de acessibilidade. A BCT teve seu
espaço físico totalmente adaptado, após sua reforma em 2010, e teve implementadas as
seguintes ações: aplicação da NBR 9050 nos espaços da biblioteca; padronização da largura
dos corredores entre as estantes permitindo mobilidade adequada;instalação de elevador de
pessoas para acesso a todos os andares; adaptação dos banheiros existentes para atender aos
usuários internos e PCD, assim como a construção de um banheiro adequado;aumento da
fonte usada nas etiquetas de lombadas e rebaixamento, à altura dos olhos, da guia de
orientação das estantes;restauração e adaptação de guarda-volumes dentro das especificações
de acessibilidade; balcão de empréstimo projetado seguindo os padrões de ergonomia,
acessibilidade e estética, visando oferecer maior conforto e qualidade aos funcionários e
usuários; instalação de pisos táteis direcionais visando à orientação segura de pessoas com
deficiência visual, bem como mesa tátil falante utilizada na biblioteca com mapa tátil para
identificar e orientar os usuários no acesso e uso dos recursos, áreas de serviço, regulamentos,
horários e outras informações; instalação do Laboratório deAcessibilidade (Laboratório de
Informática) projetado para ser acessível a todos e equipado para o atendimento também aos
PCD. Dentre os equipamentos possui Linha Braille e leitor autônomo e instantâneo que utiliza
a tecnologia de síntese de voz para descrevertextos em papel ou textos de páginas da internet,
geralmente inacessíveis aosusuários com deficiência visual, contribuindo na busca por formas
alternativas de acesso à informação. Atualmente a BCT centraliza o atendimento de
solicitações de acessibilidade ao acervo do SiBi. A atuação da comissão propiciou, também,
uma pesquisa sobre acessibilidade nas bibliotecas do SiBi, por meio de observações e
entrevistas, tanto com gestores quanto com alunos com deficiência,matriculados em diferentes
cursos da UFPR. A pesquisa constatou que ações envolvendo a acessibilidade se efetivam nas

605

�bibliotecas, porém ainda há barreiras a serem transpostas, tanto atitudinais quanto físicas
(STROPARO, 2014).
Comissão de Educação Continuada dos Servidores. Anualmente estabelece o
Programa de Capacitação Permanente dos Servidores do SiBi. O Programa pode ser
entendido como uma ferramenta de incentivo à qualificação e ao aprendizado organizacional.
Procura atender às necessidades de treinamento de forma ágil, sem, contudo, sobrecarregar a
carga de trabalho dos servidores, por meio de cursos, oficinas e palestras. Se ocupa, também,
de reuniões de trabalho como a Reunião Técnica com o representante do Software de
Gerenciamento de Acervo, e a Reunião dos Bibliotecários para uma discussão aberta com o
intuito de angariar ideias para ações e projetos futuros, ambas anualmente. Organiza, ainda, a
cada dois anos, o Seminário de Integração Profissional (SIP). Em cada edição é escolhido um
tema;são apresentadosos trabalhos elaborados pelos servidores;os relatórios das Comissões de
Trabalhos;os projetos desenvolvidos nas bibliotecas e demais unidades que compõem o SiBi;
e o relato de experiências adquiridas no desenvolvimento de atividades pelos servidores.
Organiza também a Semana do Livro eda Biblioteca. Ressalta-se que a execução do programa
é efetuada pela Comissão de Eventos, que tem em seu quadro os mesmos membros - a
Comissão de Eventos, de um modo geral, executa o programa feito pela Comissão de
Educação Continuada dos Servidores. Para trabalhar em equipe,sem sobrecargas, cada
componenteda Comissão de Eventosse responsabiliza por umaparte do evento, mantendo toda
a comissão informada sobre o desenvolvimento dos trabalhos.A organização de cursos ou
palestras para usuários fica soba responsabilidade da Comissão de Educação Continuada dos
Usuários, e sua implantação também ocorre por meio de uma parceria com a Comissão de
Eventos.De acordo com sua função, a Comissão de Eventos organiza qualquer evento de
interesse dos servidores do SiBi,a exemplo do I Seminário de Inclusão no Ensino Superior da
UFPR, solicitado pela Comissão de Acessibilidade e que poderá vir a ter continuidade nos
próximos anos.
Comissão de Educação Continuada dos Usuários.Responsável por promoverações
voltadas para a educação de usuários no SiBi. Elaborou o Programa de Educação de Usuários
do SiBi com um diagnóstico para avaliação do cenário interno relativo ao desempenho das
atividades de educação de usuários nas bibliotecas. Esse diagnóstico objetivou identificar o
nível de conhecimento dos servidores em determinados portais e serviços informacionais e
assim conhecer as aptidões dos mesmos para ministrar os cursos que viriam a compor o
programa. O diagnóstico possibilitou, ainda, a oferta de cursos de capacitação para a equipe
do SiBi, e da própria comissão, e a tomada de decisão sobre os pontos que precisavam ser

606

�reforçados. O Programa previu o levantamento das fontes de informação disponibilizadas pelo
SiBi, além do Portal da CAPES, a criação dos programas e planos de aulas dos cursos
oferecidos pelo SiBi, elaboração de material de apoio para os cursos de capacitação, a
divulgação do programa e sua avaliação. Dentre a capacitação para os usuários destacamsevisitas orientadas, orientações acadêmicas, orientações às bases de dados e cursos de
extensão. A comissão elaborou, também, o Guia do Usuário SiBi.
Comissão de Formação e Desenvolvimento de Coleções.Estabeleceu e formalizouos
procedimentos de uma Política de Desenvolvimento de Coleções aplicável a todas as
bibliotecas do SiBi mas, ao mesmo tempo,resguardando as especificidades e particularidades
dos diversos serviços ou coleções. Atualizada periodicamente, procura adequar-se às
constantes mudanças que ocorrem nas bibliotecas, nos seus acervos, no mercado editorial, na
legislação e, principalmente, às crescentes e diversificadas necessidades de seus usuários.
Comissão de Normas.Pode ser considerada a mais antiga comissão já constituída no
SiBi, pois vem atuando desde 1977 quando elaborou o Roteiro para Apresentação de
Publicações. Reuniu-se novamente em 1981 para compor as Normas para Apresentação de
Trabalhos, e em 1992para a sua atualização.Em 2000 é composta para elaborar um novo
documento: Normas para Apresentação de Documentos Científicos, atualizada em 2007.
Atualmente a comissão está desenvolvendo o Manual de Normalização de Documentos
Científicos. O diferencial nesta versão é a orientação aos autores a respeito da descrição de
imagens, tabelas, gráficos e fórmulas matemáticas, tornando-os acessíveis às pessoas com
deficiência visual.
Comissão de Organização, Administração, Manutenção e Desenvolvimento do
Repositório Digital Institucional. O Repositório Digital
pelasbibliotecas

digitais

de

periódicos;

deteses,

Institucionalé

dissertações,

composto

monografias

de

especialização,monografias de graduação, livros e relatórios técnicos; e de vídeos da TV
UFPR. Abrange, também, a Comissão da Verdade UFPR, cuja coleção abrigará mais de 35
mil páginas de documentos da UFPR, como as atas do Conselho Universitário,referentes ao
período da Ditadura no Brasil. A motivação para o desenvolvimento da Biblioteca Digital de
Periódicos (BDP), que conta com 52 títulos e mais de 10 mil artigos, éauxiliar no
desenvolvimento das publicações institucionais; ampliar o envolvimento técnico do SiBi na
Universidade; ampliar as atribuições do pessoal das bibliotecas; epromover a visibilidade do
SiBi. Dentre as ações da comissão destacam-se aelaboração das Diretrizes para Entrada e
Permanência de Periódicos na BDP; atendimento às equipes editoriais;oficina para editores;
elaboração

das

Diretrizes

para

Atribuição

de

Identificador

Persistente

(DOI);

607

�estabelecimentodo calendário de oficinas e treinamentos para editores; auxilio na transição
das equipes editoriais; auxilio aos editores quanto à mudança de extrato de área na Capes e
inclusão em demais indexadores; monitoramento constante das publicações; manutençãoda
excelência nas publicações institucionais; ecapacitação constante da própria comissão. Quanto
ao atendimento aos editores, as ações e os objetivos da comissão se voltam ao uso da
plataforma OJS; identificar os papéis no sistema (editor-gerente, editor, editor de seção, editor
de layout, revisão, avaliador, autor, leitor); auxiliar na transição de editores; inclusão e
configuração de novos periódicos; interface entre editores e equipe técnica; oficinas e
treinamentos; atendimento às equipes editoriais; atendimento aos autores/leitores para
submissão; diagnóstico das publicações quantoà periodicidade, volumes e fascículos,
indexadores, normalização, padronização; e auxilio na solicitação do ISSN.
Comissão do Programa de Gestão do Conhecimento.Procura manter um ambiente
propício ao compartilhamento de informações e conhecimento entre os servidores. Para tanto,
por meio de suas subcomissões, elabora o BoletimSiBi, publicação mensal com notícias
sócio-técnico-administrativas; promove encontros de estudos abordando um tema específico a
fim de consolidar o conhecimento, e de leitura, com o objetivo de incentivar o hábito da
leitura, não apenas como uma atividade de lazer mas de vinculação social. Procura, também,
identificar o conhecimento e proporcionar o acesso às informações referentes a cada servidor;
assim como identificar redes sociais no SiBi (LIMA; ARAÚJO; NAVES, 2012, p. 1).

5 CONSIDERAÇÕES
A atuação das Comissões do SiBi, como instrumento de Gestão Participativa, é
marcada pelas seguintes características: o entrelaçamento e a interdependência,queocorre
entre a Comissão de Eventos e a Comissão de Educação Continuada dos Servidores, a
Comissão de Educação Continuada dos Usuáriose a Comissão de Acessibilidade; a
abrangência das suas atividadesem busca da ampliação da visibilidade da UFPR demonstrada
pelaComissão de Organização, Administração, Manutenção e Desenvolvimento do
Repositório Digital Institucional; a divisão de tarefas e responsabilidades, tanto dentro de uma
comissão como entre as comissões, efetuada pela Comissão de Eventos e pela Comissão de
Educação Continuada dos Usuários; e a aplicação prática de todo o trabalho desenvolvido,
feita pela Comissão de Acessibilidade em conjunto com a BCT e a Comissão de Normas, na
edição do Manual de Normalização de Documentos Científicos.
Nota-se que o trabalho em comissões representa um importante fator de mudançano
SiBi. Proporciona a aproximação dos servidores,mesmo que dispersos geograficamente; o

608

�compartilhamento de ideias; a identificação de experiências e conhecimentos; a valorização
da buscapor soluções em grupo; assim como proporciona um melhor aproveitamento do
capital intelectual disponível no SiBi.
Percebe-se, gradualmente,mudanças comportamentais. Estas mudanças estão atreladas
ao interesse e aparticipação das pessoas.Hoje os servidores mostram-se mais abertos às
mudanças,aceitando-as mais facilmente, e estão dispostos a participar e compartilhar.
Observa-se a busca constante por atualização e aperfeiçoamento por parte dos
servidores, tanto com a participação em eventos quanto em cursos técnicos e de pósgraduação. A cultura organizacional já se alterou a ponto de suportar e concretizar essa
atualização e aperfeiçoamento. A aplicação da Gestão Participativa dá credibilidade
ereconhecimento aos servidores, dentro do ambiente organizacional e entre a comunidade
universitária.
Constata-se que há ainda muitas questões a serem discutidas no SiBi, mas a
experiência de se trabalhar com comissões a partir da Gestão Participativa é bastante positiva.
Após a implantação do PGC foramestabelecidas várias comissões que completam o quadro
atual.
O trabalho nas comissões é exercido com ética e competência profissionais.

6 CONCLUSÃO
Ao se colocar a participação em prática inicia-se um processo de crescimento e
aprendizagem, não só organizacional, mas também individual. Busca-se novas formas de
introduzir as mudanças necessárias aos avanços da tecnologia, na prestação dos serviços, e na
disponibilização denovos serviços a uma clientela sempre exigente.
Ao mesmo tempo busca-se um ambiente engrenado, coeso e propício à integração,
onde todos assumem sua cota de responsabilidade, com ética e profissionalismo.
Todos os envolvidos precisam estar cientes de que a comunicação é um fator
preponderante à integração, e praticá-la.
Pode-se afirmar que a Gestão Participativa aliada à Gestão do Conhecimento
representam a base para uma organização que pretende aceitar o desafio de avançar e
melhorar continuamente.

609

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        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Apresenta a Gestão Participativa como uma forma de promover o desenvolvimento organizacional baseando-se nas pessoas. Aponta a comunicação, ocorrendo em todos os níveis da organização, e, o relacionamento interpessoal, na formação de grupos e equipes, como as principais características dessa forma de gestão. Analisa o instrumento administrativo comissões aplicável em todos os tipos de organizações, suas funções, características, vantagens e desvantagens. Relata experiências de unidades de informação na aplicação da Gestão Participativa, assim como exemplos dos trabalhos em comissões, envolvendo tanto as equipes dessas unidades como as comunidades a que servem. Descreve o trabalho em comissões realizado no Sistema de Bibliotecas (SiBi) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) como potencializador na Gestão do Conhecimento aliado à aplicação da Gestão Participativa. Exemplifica a atuação de algumas comissões, seus entrelaçamentos e a abrangência dessa atuação. Pontua mudanças na cultura organizacional, mudanças comportamentais e uma melhor aplicação do capital intelectual disponível.</text>
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