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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

GESTÃO PARTICIPATIVA: O CASO DAS COMISSÕES ESPECIALIZADAS DE
ESTUDO DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO
CEARÁ - UFC
Neiliane Alves Bezerra
Margareth de Figueiredo Nogueira Mesquita
Maria Marlene Rocha de Sousa
Amélia Landim Barrocas
Alberto Sampaio Lima
RESUMO
Nesta pesquisa, abordou-se a gestão participativa e a aprendizagem organizacional como
estratégias de gestão para melhorar a qualidade no atendimento aos serviços e produtos nas
empresas do setor público e do privado. Este artigo apresenta o resultado da avaliação das
Comissões Especializadas de Estudo (CEES) o Sistema de Bibliotecas da Universidade
Federal do Ceará (SB/UFC) acerca da participação das mesmas na tomada de decisão
gerencial, bem como um instrumento para capacitar a aprendizagem organizacional.
Considera-se a criação das CEES uma estratégia bem sucedida para gerar conhecimento
organizacional, motivar a participação no processo decisório, despertar o sentimento de
comprometimento com a missão e metas da instituição. A pesquisa realizada foi do tipo
exploratória e utilizou como instrumento para a coleta de informações, a pesquisa
documentária e o questionário eletrônico, aplicados aos membros das comissões. Após o
estudo, revelou-se que as CEES são espaços de diálogos que fornecem as informações que
ajudam nas tomadas de decisão e, consequentemente, contribuem para o aprimoramento da
qualidade dos produtos e serviços ofertados a sua clientela.
Palavras-Chave: Gestão do conhecimento; Processos e ferramentas; Bibliotecas universitária
Trabalho em equipe.

ABSTRACT
The present article is centered in the thematic one of the management of the university library
with focus in the participatory management and has as research object the Comissões
Especializadas de Estudos (CEES) of the Sistema de Bibliotecas of the Universidade Federal
do Ceará (SB/UFC), created with the intention to generate organizacional knowledge, to
motivate the participation in the power to decide process and to awake the feeling of
commitment with the mission and goals of the organization. The objective of the research was
to know the opinion of the members of the CEES concerning the participation in the quarrel
processes and taking of decision that occur in the meetings of each commission. The research
is of the exploratory type and used as instrument for the collection of information the
documentary research and the electronic questionnaire, applied to the members of the
commissions. After this study, one showed that the commissions work in a climate of
informality, participation and taking of decisions consensus. Moreover, capacity to know to

1188

�hear with attention, civilized divergences, opened communication, shared leadership and well
defined attributions are evidenced in the research as positive. However, the commissions need
to improve how much to the diversity of integrant, the relation with the academic community
and the self-evaluation.
Keywords: Knowledge management; Processes and tools; University libraries; Teamwork.

1 INTRODUÇÃO
No final da década de 1970, a crise do Estado do bem-estar social se intensificou e se
instalou nos países que vivenciaram a denominada “Era dourada do capitalismo”
(HOBSBAWN, 2001), uma situação de ingovernabilidade que atingia as dimensões
econômicas, politicas e administrativas.
Em razão desse fenômeno, as burocracias públicas passaram a ser duramente
criticadas por sua ineficácia e ineficiência e a solução para conter a alardeada crise do Estado
foi importar o modelo de gestão do setor privado para o público, denominado Managerialis
(Gerencialismo), tendo sido implantado inicialmente na Grã-Bretanha (1979) e Estados
Unidos (1980) e, posteriormente passou a ser recomendado para os países capitalistas
periféricos.
No Brasil, a tentativa de adoção do modelo gerencial como instrumento de
modernização da Administração Pública Brasileira, teve o seu auge em 1995 através da
reforma estatal empreendida pelo Ministério da Administração e Reforma do Estado
(MARE), com forte inspiração neoliberal. O gerencialismo é entendido como um “importante
conjunto de tecnologias e práticas que pode ser contemplado como um produto da interseção
das racionalidades das políticas neoliberais e das receitas da gestão empresarial” (GIROTTO;
HIERN; AUDET, 2013).
Apesar da reforma gerencial não ter sido concluída, o governo brasileiro vem
insistindo na qualidade do atendimento prestado aos cidadãos pelos órgãos e pelas entidades
da Administração Pública Federal direta, indireta e fundacional que atendem diretamente aos
cidadãos. A opção pelo “Cidadão-Cliente” foi o princípio que conduziu todas as decisões e
ações relativas à excelência na administração, com a introdução de mudança de uma cultura
burocrática para uma cultura gerencial nos serviços do setor público.
A introdução de novos modelos gerenciais no âmbito das Instituições de Educação
Superior no Brasil gerou um antagonismo de difícil compatibilização. De acordo com
Sampaio e Laniado (2009), os entraves e ameaças para a modernização da gestão universitária

1189

�se encontram em seu próprio interior, fazendo-se presentes nas práticas obsoletas, na
dificuldade em adequar-se a um novo contexto de relações sociais em um mundo
economicamente complexo, em virtude do seu conservadorismo persistente, além do
corporativismo e de um individualismo exacerbado.
Este artigo analisa a experiência do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do
Ceará (SB/UFC), centrado na temática da gestão universitária e mais especificamente em
modelos participativos, baseados nos princípios democráticos, buscando estabelecer
estratégias para envolver os funcionários lotados na unidade de informação, na busca de
soluções para os problemas detectados, visando alcançar a qualidade dos produtos e serviços
de informação, demandadas pela comunidade acadêmica em suas atividades de ensino e
pesquisa.
O modelo em estudo se refere às equipes de trabalho, denominadas Comissões
Especializadas de Estudo (CEES), criadas desde 2003 pela direção da BU. O desempenho das
comissões tem sido considerado pelo diretor do Sistema de Bibliotecas/UFC uma forma de
concretizar a gestão participativa e, portanto, uma estratégia válida que precisa ser continuada.
Desta consideração, surgiu a motivação para analisar até que ponto pode-se considerar
que as CEES constituem formas concretas de participação na tomada de decisão na qual se
alia qualidade e participação.

2 A MUDANÇA NA GESTÃO UNIVERSITÁRIA
A Nova Gestão Publica (NGP) foi adotada inicialmente no Reino Unido e Estados
Unidos e, depois, se expandiu por todos os países que desejavam encontrar soluções para
enfrentar as problemáticas de ajuste fiscal. Os problemas vinculados ao gerencialismo nas
Instituições de Educação Superior (IES) e seus impactos diretos no processo de tomada de
decisão, na elaboração e implementação de estratégias tem sido estudados no âmbito anglosaxão e em alguns países europeus que analisam a influência desse fenômeno nas práticas
estratégicas das universidades (GIROTTO; HIERN; AUDET, 2013).
No início dos anos de 1990, nos governos de muitos países europeus, as políticas para
a educação superior assumem uma tendência mercantilista e passam a exigir uma gestão
institucional mais forte, dando-se uma maior autonomia às instituições, ênfase na prestação de
contas e financiamento baseado em indicadores de rendimento e estabelecimento das
competências entre as instituições.
Na visão de Girotto; Hiern e Audet (2013), ocorre uma tendência de converter as
universidades em organizações fortemente vinculadas às atividades econômicas e esse fato se

1190

�reflete em adjetivações como “Universidade Empreendedora”, “Universidades de Êxito
Autossuficientes”, “Espírito Empreendedor Acadêmico”.
Além disso, durante a última década, se observa na literatura acadêmica o discurso
sobre o conceito de governança segundo o qual se passou de um sistema de professorado para
um sistema de “gestores” que estão cada vez mais sujeitos ao mercado externo e às regulações
estatais.
O neoliberalismo encontrou intensiva adesão na esfera administrativa pública
brasileira. No contexto da IES, essa perspectiva emerge, conforme Morosini (2009), passando
a combinar desempenho e distribuição de recursos como imposição das mudanças
econômicas, decorrentes da estruturação do capitalismo. Instala-se a cultura da pedagogia da
qualidade, voltada para a excelência institucional, semelhante ao setor privado.
Não se discorda que as IES devem ser geridas de forma eficiente e eficaz, desde que
não percam de vista o sentido do conjunto da missão institucional, seus objetivos, a
identificação da causa dos seus problemas e deficiências, o fortalecimento das relações de
cooperação entre os diversos atores institucionais, a interrelação entre atividades fins e meios,
que as atividades e serviços desenvolvidos pela universidade são direcionados à sociedade
(DIAS SOBRINHO, 2008).
Esteves (2013), afirma que os estudos sobre os processos de gestão e sobre sua
adaptação nos Planos Diretores Institucionais é fundamental para que se tenham respostas
efetivas nos projetos das universidades federais. O autor, ainda, citou que esses planos
necessitam ser mais participativos e que se deve pensar em novas ferramentas norteadoras
para os projetos e expansões das universidades.
Nesse processo, é fundamental a mudança de mentalidade dos envolvidos e a
capacidade de participar em processos decisórios mais consensuais, o que exige tempo e
habilidade política, envolvendo esforços prolongados e contínuos para o rompimento com
práticas instituídas de caráter limitador (SAMPAIO e LANIADO, 2009).

2.1 Gestão Participativa
A administração do século XXI tem se apoiado em modelos participativos de gestão
para administrar o seu capital intelectual com vistas a adquirir vantagem competitiva,
combinando conhecimentos, informações e tecnologias para inovar, agregar valor a produtos
e serviços e garantir a sustentabilidade em um ambiente de economia globalizada e altamente
seletiva.

1191

�O clima de crise e incerteza que afeta as organizações e os seus componentes
impulsiona a busca de alternativas que viabilizem novas formas de funcionamento, objetivos,
cultura e processos organizacionais que incluam a ética, a responsabilidade social, a cidadania
corporativa e o desenvolvimento sustentável nas políticas gerenciais e empresariais (MACIEL
e SILVA, 2008).
Nessa perspectiva, emerge no âmbito da administração a gestão participativa como
uma das estratégias das empresas para envolverem seus colaboradores no processo produtivo,
conciliando interesses entre vida pessoal e vida no trabalho.
O termo “participação” na área da administração comporta concepções teóricas
diferentes e divergentes. Mendonça (1987 apud PREDEBON; SOUSA, [2014]), compreende
e concebe o termo participação em cinco categorias: socialista, democrática, relações e
desenvolvimento humano, produtividade e eficiência. Além disso, é preciso compreender
alguns temas como divisão do trabalho, alienação, integração e conflito.
Apesar da gestão participativa não ser um tema recente, o entendimento do conceito
no seio da administração ainda é polêmico e visto como uma forma de colocar o colaborador
para participar da gestão, das decisões, ou seja, fazer com que se sinta integrado no processo
de trabalho e que tenha possibilidade de agir sobre esse processo. (FARIA, 1987 apud
PREDEBON; SOUSA, [2014], p. 3).
A gestão participativa é uma forma de gestão que se encontra no primado da gestão
capitalista. O primeiro registro de participação nos lucros foi em 1797, na Pensilvânia, e o
pioneiro do movimento de gestão participativa, segundo Freitas (1991 apud PREDEBON;
SOUSA, [2014].), foi Herbert Henry Dow, do Grupo Dow Chemical, que em 1897 implantou
o plano de participação nos lucros e convidava os trabalhadores a que investissem na empresa
e acreditassem no seu futuro.
Na história da industrialização no Brasil, o grande empresário Irineu Evangelista de
Souza, mais conhecido como “Barão de Mauá” ou “Visconde de Mauá” é apresentado como
exemplo de administrador que adotou o estilo de gestão participativa (FONTES FILHO, s.d.),
(PINTO, COSTA, 2009). Mauá implantava em seus empreendimentos um modelo inovador e
característico de gestão de pessoal, tais como: o sistema de gerência altamente
descentralizado, o qual valorizava a responsabilidade individual de cada empregado e o
trabalho; investia em salários mais altos para ter o melhor pessoal a seu lado; para os cargos
mais altos, distribuía lucros. Distribuindo autoridade ampliava seu raio de ação.
Na visão de Fontes Filho (s.d., p.12), “Mauá apostou na diversificação e foi um
criador das mudanças, num mundo onde os grandes empresários privados costumavam ter

1192

�uma única empresa”. Dessa forma, Mauá inaugurava um modelo de administração
participativa, praticando a premiação positiva, contratando empregados quando a base do
sistema produtivo era a mão-de-obra escrava, condenava o nepotismo e valorizava a
meritocracia (FONTES FILHO, s.d.).
Além disso, o reconhecimento de Mauá como empreendedor se atribui a sua
capacidade de lidar com planejamento, análises econômicas e informações de mercado e que,
em diversas situações, foi capaz de analisar o cenário para tomada de decisão, confere a Mauá
um comportamento empreendedor, pois não tinha medo do novo e ultrapassou sua existência
(FONTES FILHO, s.d., p. 11).
Para Santos et al. (2001), a participação e o comprometimento de todos com a missão
da organização são os pilares de sustentação da gestão participativa. O comprometimento é a
característica mais importante da administração participativa, pois disciplina a atuação
individual. A participação deve ser entendida como um processo na organização e não apenas
como uma estratégia que gera assembleias de negociação ou decisão.
Silveira (2014), afirma que a democratização das relações sociais, o desenvolvimento
de uma classe trabalhista, a elevação do nível educacional, a complexidade e a intensificação
das comunicações são algumas das razões que justificam a adoção de modelos de gestão com
um maior grau de envolvimento e participação.
Gestão participativa ou administração participativa é o conjunto harmônico de
sistemas, condições organizacionais e comportamentos gerenciais que provocam e incentivam
a participação de todos no processo de administrar. Visando, através dessa participação, o
comprometimento com os resultados (eficiência, eficácia e qualidade) não deixando a
organização apresentar desqualificação (MARANALDO, 1989, p. 60).
Esse processo de participação constrói processos verdadeiramente democráticos. Não
é apenas para um processo consultivo ou comunicativo que ocorre de forma vertical. É uma
construção coletiva e todos se consideram colaboradores com potencial para emitir opinião
que redundem em melhoria no processo de trabalho e qualidade nos produtos e serviços.
(STWART, 1998).
São citadas como características da gestão participativa, além do enriquecimento do
perfil do gestor e da coerência entre estratégia e ação: criação de atores e disseminadores;
repartição das funções de gerenciamento entre direção/gerentes e subordinados; inserção de
uma gestão global e finalizada; articulação entre indivíduos e grupos; busca de sinergia e
complementaridade entre o funcionamento cotidiano e as perspectivas.

1193

�Muito se fala de participação no âmbito da gestão universitária, mas não há clareza de
como se dá a sua efetivação, já que o termo assume muitos significados. A estrutura
centralizadora e burocrática da universidade, a dimensão política e a sociocultural são fatores
que limitam a implementação de propostas de modernização (SAMPAIO; LANIADO, 2009,
p. 167).
A dimensão institucional inclui os aspectos que se situam dentro da própria
organização ou, ainda, que estejam fora dela, tais como: legais, financeiros, comunicação
interna, estrutura organizacional e outros aspectos correlatos. A dimensão política se refere
aos limites identificados nas relações entre indivíduos e grupos, as tensões que se
estabeleceram, assim como a fragmentação e os conflitos entre os membros da administração
central e grupos presentes na organização universitária. Na dimensão sociocultural estão
agrupados os discursos que remetem à existência de hábitos, valores e crenças presentes no
ambiente organizacional e se reportam à sociedade como um todo.
Valores como cooperação, participação, transparência, ética pública, austeridade
administrativa, democracia interna e cidadania requalificam a temática da gestão universitária
e as práticas nela presentes.

2.2 As Comissões Especializadas de Estudo: contribuição no processo decisório
A direção da Biblioteca Universitária (BU), apostando no potencial criativo e inovador
dos seus colaboradores para criar conhecimento organizacional e incentivar a participação,
convocou os funcionários do Sistema de Bibliotecas/UFC para comporem, voluntariamente,
às Comissões Especializadas de Estudo (CEES).
A criação das CEES fazia parte das ações previstas no planejamento estratégico para o
quadriênio 2003-2007. Segundo Cid et al. (2006), as CEES unem saberes, informação e
conhecimento científico para a resolução de problemas. Dessa forma, as decisões
administrativas são descentralizadas e imprimem um caráter participativo à gestão da
biblioteca universitária.
O Quadro 1 elenca as principais comissões já criadas no SB/UFC, destacando os
objetivos que cada comissão estabeleceu para si.

1194

�Quadro 1. Comissões do Sistema de Bibliotecas da UFC
CO M ISSÕ ES

O BJETIVO S

C atalogação

Elaborar a política de indexação do Sistema de Bibliotecas da UFC;
apresentar alternativas visando à eliminação de inconsistências de
catalogação no Sistema Pergamum.

A cervo

Atualizar constantemente a política de desenvolvimento do acervo,
considerando aspectos como acessibilidade, suportes impressos e
eletrônicos, tipo de material.

A cessibilidade

Dotar o SBUFC com todos os requisitos de acessibilidade para
atender, adequadamente, usuários com deficiência.

Educação
de U suários

Propor cursos e treinamentos para usuários recém-ingressos e veteranos
nos cursos de graduação e pós-graduação, acerca do uso de todos os
serviços ofertados pelo SBUFC.

Realizar eventos de cunho educativo sobre voltados para a
preservação do acervo e exploração do seu potencial informativo;
realizar eventos integração dos funcionários como forma de melhorar
o relacionamento interpessoal.
Atualizar e elaborar manuais e guias sobre normalização de trabalhos
N orm alização
acadêmicos, com base nas normas internacionais e nacionais e
divulgar para toda a comunidade acadêmica.
Promover a capacitação e a qualificação de servidores, lotados no
Pessoal
SBUF, em parceria com a Superintendência de Recursos Humanos da
UFC.
Avaliar, constantemente a qualidade dos produtos e serviços ofertados
Serviços
pelo SBUFC à comunidade acadêmica.
Fonte: Dados da Pesquisa, 2014.
Eventos

Cada comissão deve:
Escolher seu relator e coordenador juntamente com seus membros; elaborar seu plano
de ação, aliado às estratégias gerais do SB/UFC; elaborar sua metodologia de trabalho; enviar
seus relatórios anuais sobre as ações realizadas, bem como as perspectivas para o ano
seguinte; apresentar o produto de seu trabalho (propostas, intervenções, sugestões e decisões)
à direção da biblioteca; socializar o conhecimento produzido em cada comissão por meio de
relatórios, manuais e guias, em reuniões ou em seminários.
A função das CEES é buscar soluções para os problemas relativos a cada uma das
dimensões elencadas no Quadro 1, estritamente relacionadas com a melhoria da qualidade dos
produtos e serviços ofertados ao usuário.

1195

�Na dinâmica desse processo, os integrantes das comissões tem total autonomia para
expressarem o seu ponto de vista, dar sugestões e ideias. Nesse diálogo, são partilhados
saberes e conhecimentos que redundam em informações para auxiliar a tomada de decisão.
Conforme a visão de Nonaka e Takeuchi (1997), acerca da criação de conhecimento
na empresa, as CEES podem ser consideradas formas de transformar conhecimento tácito em
explícito, daí, gestão do conhecimento e da informação são formas concretas de participação,
comprometimento e desenvolvimento do trabalho. O objetivo das CEES tem como foco a
qualidade dos produtos, serviços e satisfação dos usuários.

Figura 1. Comissões do Sistema de Bibliotecas da UFC

Fonte: Dados da pesquisa, 2014.

Cruz (2002, p.35), elenca algumas vantagens que a implementação do trabalho em
equipe proporciona às organizações: a) velocidade, b) complexidade, c) foco no cliente, d)
criatividade, e) aprendizagem organizacional e f) ponto único de contato.
Reforçando também o valor do trabalho em equipe, Robbins &amp; Finley (1997, p. 8-9),
identificam como vantagens: aumento da produtividade, melhoria na comunicação, realização
de tarefas que grupos comuns não podem fazer, melhoria no uso dos recursos, criatividade nas
resoluções de problemas e tomada de decisões de alta qualidade, resultando em melhores
processos, produtos e serviços.
Na visão de Parker (1995), uma equipe deve apresentar as seguintes características:
propósito claro, informalidade nas reuniões, participação, saber ouvir com atenção,

1196

�divergência civilizada, decisões de consenso, comunicação aberta, papéis e atribuições bem
definidas, liderança compartilhada, relações externas, diversidade de estilo e autoavaliação.

3 MATERIAIS E MÉTODOS
A metodologia utilizada foi a pesquisa exploratória, tendo como população pesquisada
todos os membros das comissões. Para coleta de dados foi utilizado o questionário eletrônico,
criado com o auxilio da ferramenta Google Docs, que fornece suporte via formulário
eletrônico para se viabilizar as análises quantitativas. O universo da pesquisa foram os 41
integrantes das CEES que receberam os formulários online. Desse total obteve-se 70% de
participação.
As variáveis submetidas à avaliação foram adaptadas das características ou
comportamento de uma equipe eficaz, segundo Glenn M. Parker (1995): 1. Propósito claro; 2.
Informalidade; 3. Participação; 4. Ouvir com atenção; 5. Divergência civilizada; 6. Decisões
de consenso; 7. Comunicação aberta; 8. Papéis e atribuições bem definidas; 9. Liderança
compartilhada; 10. Relações com a comunidade acadêmica; 11. Diversidade de integrantes;
12. Autoavaliação.
Rensis Likert, em 1932, elaborou uma escala para medir esses níveis chamada de
Escala de Likert para possibilitar uma melhor análise estatística, com intuito de medir atitudes
através de uma série de afirmativas relacionadas ao objeto pesquisado e seu grau de
concordância ou discordância relacionada a este (BRANDALISE, 2005). As respostas
assumiram uma escala classificada de 1 a 4, sendo cada valor associado às seguintes opções
de resposta: 1. Concordo totalmente; 2. Concordo; 3. Discordo; 4. Discordo totalmente.

4 ANÁLISE DOS RESULTADOS
Foi procedida uma análise dos dados e discussão dos resultados coletados a partir da
pesquisa documental exploratória, bem como do questionário eletrônico criado e aplicado por
meio do suporte da ferramenta Google Docs. Na sequência, são delineados os principais
aspectos resultantes da pesquisa:
1. Propósitos claros
A visão, as metas, as tarefas estão definidas e aceitas por todos. Há um plano de ação
em andamento. Nesse item confirma-se a existência dos propósitos das comissões a partir da
verificação do documento que condensa o Planejamento Estratégico do Sistema de
Bibliotecas/UFC, elaborado para o período do ano corrente. O planejamento foi construído de

1197

�forma participativa em um seminário com duração de 2 dias, com todos os funcionários
lotados na unidade.
2. Informalidade
Nesse item procurou-se identificar se as pessoas se sentiam à vontade e descontraídas.
E se não existiam sinais de tédio ou tensões que levassem a conflitos. A informalidade,
segundo Parker (1995), é uma das características ou comportamento de uma equipe eficaz, é
uma variável que tem por objetivo conhecer se as reuniões das comissões acontecem em um
clima confortável e descontraído. Nesse aspecto, o Gráfico 1 mostra que 63% dos
entrevistados concordaram totalmente que predomina um clima de informalidade, 33%
concordaram e apenas 4% discordaram.

Gráfico 2. Informalidade

□ C oncordo to ta lm e n te
d C oncordo
d Discordo
d D iscordo T otalm en te

Fonte: Dados da Pesquisa, 2014.

3. Prticipação
O Gráfico 2, revela que em relação à participação, 59% dos entrevistados concordaram
totalmente e 41% apenas concordaram que existe muita discussão nos grupos e todos os
membros são incentivados a participarem das discussões e decisões. Portanto, a participação é
uma variável percebida por todos como um processo que se concretiza nas reuniões.
Segundo Gandin (1995) para que as pessoas participem, devem, antes de tudo, ser
levadas a sério. O importante é definir que, para construir um processo participativo com
distribuição de poder, não é suficiente pedir sugestões e aproveitar aquelas que pareçam
simpáticas ou que coincidem com pensamentos ou expectativas dos que coordenam. É
necessário que o plano se construa com o saber, com o querer e com o fazer de todos. Deve-se
entender que nessa gestão deve se assumir responsabilidades e que se houverem resultados
podem existir recompensas (BIZON, 2013).

1198

�Gráfico 2.Participação
0%

■ C o n c o rd o to ta lm e n te
■ C o n c o rd o
I D iscordo
■ D iscordo T o ta lm e n te

Fonte: Dados da Pesquisa, 2014.

4. Ouvir com atenção
Os membros das comissões revelaram que sabem ouvir sugestões, ideias e críticas dos
participantes. Consta-se a predominância dessa resposta mostrada no Gráfico 3, pelo
percentual de 63% dos entrevistados que concordaram e 37% concordaram totalmente com
essa característica da equipe.
Saber ouvir opiniões diferentes e aprender a lidar com opiniões divergentes são
características necessárias aos gestores para levarem à frente uma proposta de trabalho
coletivo. Além disso, recomenda-se oferecer subsídios teóricos para elucidar dúvidas
existentes e comentar experiências conhecidas. Segundo Andrade (2008, p. 14), a
administração participativa abre as portas para a inclusão das ideias dos funcionários nos
diversos níveis da organização, fazendo com que esses profissionais se tornem mais
motivados e se sintam parte integrante do processo.
Gráfico 3.Ouvir com atenção

□ Concordo totalmente
□ Concordo
□ Discordo
n Discordo Totalmente

Fonte: Dados da Pesquisa, 2014.

5. Divergência civilizada
Pelo percentual das respostas apresentadas no Gráfico 4, foi verificado que 59%
optaram pela opção concordo, e 37% que optaram por concordo totalmente, constatando-se
que os conflitos e as divergências existentes não são evitados e nem reprimidos, mas aceitos
como impulsionadores de mudanças. O papel do gerente, mediante tais situações, começa

1199

�com um cuidadoso diagnóstico da situação específica de conflito, devendo reunir e orientar as
pessoas envolvidas de como proceder de forma racional reduzindo assim de imediato o
conflito (VIEIRA, 2014).
Apenas 4% dos entrevistados não percebem as divergências nas discussões e se as
opiniões forem diferentes, não haverá punições.

Gráfico 4. Divergência

0%
4% I

■ C o n co rd o to ta lm e n te
37%
59%

■ C o nco rdo
■ Discordo
■ Discordo T o ta lm e n te

Fonte: Dados da Pesquisa, 2014.

6. Decisões de consenso
O consenso nas decisões importantes apresentado no Gráfico 5, por meio de votação,
foi apontado por 56% dos entrevistados que concordaram totalmente com a utilização desse
instrumento de decisão. Também foi expressivo o percentual de 37% daqueles que
concordaram e apenas 7% discordaram que a tomada de decisão é feita de forma consensual.
“É uma forma moderna de reduzir conflitos, aumentar a produtividade e alcançar a excelência
empresarial com distribuição de resultados” (LERNER, 1996, p. 11).

Gráfico 5. Decisões de consenso
0%
■ C o n c o rd o to ta lm e n te
■ C o n c o rd o
■ D is c o rd o
■ D is c o rd o T o ta lm e n t e

Fonte: Dados da Pesquisa, 2014.

7. Cmunicação aberta
Conforme apresentado no Gráfico 6, houve uma incidência maior de respostas na
escala de valor que expressa a opinião de (70%) dos membros das comissões que
concordaram totalmente que as decisões são tomadas em reuniões e 19% por cento apenas
concordaram. A comunicação não é aberta para 11% dos entrevistados que percebem algumas

1200

�decisões tomadas fora das reuniões. Cabe ao administrador informar, apoiar, orientar e
facilitar o trabalho do grupo. As informações precisam estar disponíveis aos membros, para
tomadas de decisões corretas e os funcionários realmente vestirem a camisa da empresa.
Através desse modelo, o todo trabalhando em conjunto tem um poder de produtividade muito
maior do que a soma das partes isoladas (VIEIRA, 2014, p.13).

Gráfico 6.Comunicação aberta
0%

□ Concordo totalmente
□ Concordo
□ Discordo
□ Discordo Totalmente
Fonte: Dados da Pesquisa, 2014.

8. Papéis e atribuições bem definidas
Um percentual de 59% dos entrevistados concordou que os papéis desempenhados
pelos membros das comissões estão claramente definidos. Já 39% incidiram sobre a
concordância total. Apenas 11% discordaram da justa distribuição de trabalho entre os
membros das equipes, como pode ser observado no Gráfico 7 a seguir. Os papéis e as
atribuições definidos para cada participante são discutidos em cada comissão, ficando a cargo
do coordenador delegar responsabilidade, autoridade, liberdade e autonomia de ação. Cabe a
ele, também, a definição dos papéis de cada membro e o acompanhamento da realização das
tarefas.

Gráfico 7. Papéis e atribuições bem definidas
0%

□ Concordo totalmente
□ Concordo
□ Discordo
59%

□ Discordo Totalmente

Fonte: Dados da Pesquisa, 2014.

1201

�9. Liderança compartilhada
Embora a equipe tenha um coordenador, as funções de liderança mudam
constantemente, conforme as circunstâncias, necessidades da comissão e habilidades dos
integrantes.
Conforme apresentado no Gráfico 8, foi identificado que 56% dos membros optaram
pela resposta concordo, 33% concordam totalmente e apenas 11% discordam. Em um grupo
que se propõe a realizar uma atividade complexa, a liderança é fundamental. Esta liderança
pode ser partilhada por um grupo ou ser relativamente distribuída por todos.
Gráfico 8. Liderança compartilhada
0%
□ C o n c o rd o to ta lm e n te
□ C o n c o rd o
□ D iscordo
Cl D iscordo T o ta lm e n te

Fonte: Dados da Pesquisa, 2014.

10.Relações externas
Significa a mobilização por recursos, credibilidade externa e reconhecimento são os
motores dessa abertura da equipe para fora.
O Gráfico 9 mostra que a credibilidade junto à comunidade universitária representada
por relacionamentos importantes fora do grupo é percebida por 48% dos membros
entrevistados, 33% concordaram e 19% revelaram que a equipe não desenvolve ações para
estabelecer relacionamento com a comunidade externa. O Sistema de Bibliotecas estabelece
relações com a comunidade por meio da Comissão de Eventos, como as campanhas anuais de
preservação do acervo, os treinamentos ofertados à comunidade pelas Comissões de Usuários
e de Normalização. Além do apoio e da infraestrutura da BU e das Pró-Reitorias para
realização de seminários, treinamentos e assessorias.

Gráfico 9. Relações com a comunidade universitária
0%

□ C o n c o rd o to ta lm e n te
□ C o n c o rd o
Cl D is c o rd o
Q D is c o rd o T o ta lm e n t e

Fonte: Dados da Pesquisa, 2014.

1202

�11. Dversidade de integrantes
Todos os funcionários lotados na Biblioteca Universitária são convidados a participar
das comissões. Esse trabalho não é remunerado e as reuniões ocorrem em horário de trabalho,
geralmente uma vez por mês, dependendo da necessidade de cada comissão. O Gráfico 10
mostra que 48% dos respondentes discordaram que a equipe possua uma grande variedade de
tipos de integrantes. 37% dos respondentes concordaram com a carência de diversificação de
integrantes nas comissões. Concordaram totalmente com essa característica da equipe apenas
11% dos entrevistados e apenas 4% dos entrevistados discordaram totalmente com essa
característica de uma equipe diversificada e consideraram que há predominância de
bibliotecários nas comissões.

Gráfico 10. Diversidade de integrantes
4%

I C o n c o r d o t o t a lm e n t e
I C o n c o rd o
I D is c o r d o
I D i s c o r d o T o t a lm e n t e

Fonte: Dados da Pesauisa. 2014.

12. Autoavaliação
Essa variável teve por finalidade identificar se o processo de autoavaliação é realizado
periodicamente pelas comissões, para identificar o que interfere em sua eficácia, pois a
autoavaliação é sempre imprescindível em qualquer processo que envolva resultados de
prestação de serviços. O Gráfico 11 mostra que prevaleceu essa opinião em 22% dos
entrevistados que concordaram totalmente e 59% apenas concordaram. Já as discordâncias
representam 15% entre os que discordam e 4% que discordam totalmente.
A autoavaliação é encarada, nas comissões, como um processo regulador inerente à
gestão que busca melhorias contínuas que trarão benefícios para todos.

Gráfico 11. Autoavaliação
4%
□

C o n c o r d o t o t a lm e n t e

□

C o n c o rd o

□

D is c o r d o

□

D i s c o r d o T o t a lm e n t e

Fonte: Dados da Pesquisa, 2014.

1203

�5 CONIDERAÇÕES FINAIS
A presente pesquisa revelou que é possível, no contexto da gestão universitária,
especificamente no subsistema universitário biblioteca, incentivar a participação dos
funcionários nos processos de trabalho para se atingir resultados satisfatórios.
O que tem facilitado o trabalho das Comissões Especializadas de Estudo é a ideia de
sistema que se difundiu nas Bibliotecas da UFC. Esse fato é relevante porque se fortalece o
sentimento de pertença a um setor de trabalho dentro da universidade, mesmo considerando
que as bibliotecas estão fisicamente instaladas em campi distantes geograficamente.
Conceber uma organização como um sistema vivo é um grande desafio para uma
sociedade alicerçada no modelo cartesiano que já solidificou o conceito de organização como
conjunto de partes interligadas, obedecendo a comandos exteriores. A criação das CEES se
baseia na concepção de organização como agrupamentos humanos, considerados sistemas
vivos, redes sociais responsáveis pela criação do conhecimento, pois Capra (2002) diz que são
nos indivíduos e não nas máquinas que está presente a criatividade, a capacidade de aprender,
a mudança e o desenvolvimento.
Com base nesse pensamento, admite-se que são os seres humanos que criam, utilizam
e compartilham suas ideias para criar riqueza em uma organização, agregando valor a
produtos e serviços. E é essa a lógica de trabalho das CEES, uma vez que seus objetivos estão
orientados para aumentar a satisfação da comunidade acadêmica com os produtos e serviços
por ela demandados.
Não se pode afirmar, ainda, que a gestão da biblioteca tenha atingido a excelência na
qualidade. Porém, é preciso saber combinar pontos fortes e oportunidades para minimizar ou
eliminar os pontos fracos presentes no ambiente interno da instituição. A excelência ou não
qualidade do serviço público ofertado ao cidadão-cliente é responsabilidade de todos,
incluindo a alta administração até o nível operacional.
Com isso, as Comissões Especializadas de Estudo podem ser consideradas uma prática
bem sucedida de gestão participativa no serviço público e que ajudam a extirpar, aos poucos,
a imagem consagrada de servidores públicos apáticos e acomodados, à medida que se cria a
cultura participativa, comprometida com o trabalho.

6 REFERÊNCIAS
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organização. 2008. 45f. Monografia (Especialização) - Escola Superior de Magistratura em
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
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              <text>Gestão participativa: o caso das comissões especializadas de estudo do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Ceará - UFC.</text>
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              <text>Bezerra, Neiliane Alves, Mesquita, Margareth de Figueiredo Nogueira, Sousa, Maria Marlene Rocha de, Barrocas, Amélia Landim, Lima, Alberto Sampaio </text>
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          <name>Date</name>
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          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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            <elementText elementTextId="74401">
              <text>Nesta pesquisa, abordou-se a gestão participativa e a aprendizagem organizacional como estratégias de gestão para melhorar a qualidade no atendimento aos serviços e produtos nas empresas do setor público e do privado. Este artigo apresenta o resultado da avaliação das Comissões Especializadas de Estudo (CEES) o Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Ceará (SB/UFC) acerca da participação das mesmas na tomada de decisão gerencial, bem como um instrumento para capacitar a aprendizagem organizacional. Considera-se a criação das CEES uma estratégia bem sucedida para gerar conhecimento organizacional, motivar a participação no processo decisório, despertar o sentimento de comprometimento com a missão e metas da instituição. A pesquisa realizada foi do tipo exploratória e utilizou como instrumento para a coleta de informações, a pesquisa documentária e o questionário eletrônico, aplicados aos membros das comissões. Após o estudo, revelou-se que as CEES são espaços de diálogos que fornecem as informações que ajudam nas tomadas de decisão e, consequentemente, contribuem para o aprimoramento da qualidade dos produtos e serviços ofertados a sua clientela. </text>
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