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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

CONTROLE DE QUALIDADE EM CATALOGAÇÃO COOPERATIVA

Zuleika de Souza Branco
Denise Ramires Machado
Beatriz Helena Pires de Souza Cestari
Zita Prates Oliveira
RESUMO
O artigo discute os procedimentos de controle de qualidade em catalogação adotados pelo
Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (SBUFRGS). Define
que o processo de catalogação consiste em descrever documentos de forma a representá-los e
diferenciá-los dentro de um catálogo, visando a recuperação da informação. Analisa como o
processo de controle de qualidade pode ser aplicado na catalogação para melhorar a qualidade
dos registros bibliográficos. Destaca os itens a considerar no controle de qualidade: produtos
ou serviços, processos e pessoas. Relaciona esses itens aos elementos de controle de
qualidade na catalogação destacados na literatura. Sintetiza que a adoção de padrões,
políticas, precisão, consistência e completeza dos registros bibliográficos, e o
aperfeiçoamento do catalogador são os elementos básicos do controle de qualidade na
catalogação. Considerando o contexto de catalogação cooperativa, analisa os objetivos, os
elementos e as atividades de controle de qualidade na catalogação do SBUFRGS e conclui
que o controle de qualidade adotado é centrado no produto e não nos processos e nas pessoas.
Palavras-Chave: Controle de qualidade em catalogação; Bibliotecas universitárias;
Catalogação cooperativa; Sistema de bibliotecas
ABSTRACT
The text discusses the procedures of cataloging quality control adopted by the Libraries
System of the Universidade Federal do Rio Grande do Sul (SBUFRGS). Defines that the
cataloging process describes documents to represent and differentiate them within a catalog,
in order to improve the information retrieval process. Examines how the quality control
process can be applied to cataloging to improve the quality of bibliographic records.
Highlights what to consider in quality control: products or services, processes and people.
Relates these items to the elements identified in the cataloging quality control literature.
Summarizes as the basic elements of the cataloging quality control the adoption of standards
and policies, accuracy, consistency and completeness of bibliographic records, and the
improvement of catalogers’ skills. Considering the context of cooperative cataloging policy,
analyzes the goals, elements and activities of the SBUFRGS practices in cataloging quality
control and concludes that these practices are centered on product but not on processes and
people.
Keywords: Cataloging quality control; University libraries; Cooperative cataloging; Libraries
system

2434

�1 INTRODUÇÃO
A razão de ser da biblioteca universitária é a prestação de serviços de informação
especializada aos integrantes da instituição Universidade. Para tal, a biblioteca reúne e
organiza grande volume de documentos armazenados localmente ou acessíveis on-line.
Além de disponibilizar informações especializadas, o catálogo da biblioteca tem
diferentes funções e usos. Registrando e organizando os metadados que descrevem os
documentos do acervo e o acesso ao catálogo, possibilita ao usuário identificar a existência de
um documento no mesmo e saber sua localização física local ou acessá-lo através de link
remoto. À equipe da biblioteca, os registros do catálogo fornecem dados básicos para a
seleção/aquisição de novos recursos bibliográficos e o desenvolvimento de coleções.
A eficácia dos procedimentos de recuperação de informações e de gerência de
coleções está diretamente associada à qualidade dos registros bibliográficos, contendo
metadados que retratam de forma precisa e abrangente as características de cada documento
do acervo.
Considerado o contexto do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Rio
Grande do Sul (SBUFRGS), em que a catalogação é realizada de forma cooperativa e
descentralizada, a questão da qualidade dos registros bibliográficos torna-se ainda mais
relevante. Além disto, a possibilidade de aquisição de sistema de descoberta, que modifica a
interface e os recursos de pesquisa disponibilizados para os usuários das bibliotecas, acentua a
necessidade da busca sistemática pela qualidade do catálogo.

2 OBJETIVO
O presente trabalho tem por objetivo contribuir para a área da Biblioteconomia com
um estudo sobre gerenciamento de dados bibliográficos, refletindo acerca da importância do
controle de qualidade na catalogação. Expõe conceitos referentes ao tema, analisa as ações
adotadas pelo SBUFRGS com esta finalidade e sua convergência com os tópicos identificados
na literatura especializada.

3 CATALOGAÇÃO, CATÁLOGOS E NGC (NEXT GENERATION CATALOGUES)
A catalogação é uma das atividades biblioteconômicas fundamentais, cabendo a ela
descrever documentos de forma a representá-los e diferenciá-los em um acervo. Também lhe
cabe definir dados de localização e pontos de acesso por meio dos quais tais documentos
possam ser recuperados. Conforme Mey (1987, p. 144), a catalogação tem por objetivo “[...]

2435

�vincular as mensagens contidas nos itens a mensagens internas dos usuários, de forma a tornar
esses itens acessíveis ao universo de usuários”.
Além das normas em que o bibliotecário se baseia para catalogar, como o Código de
Catalogação Anglo Americano (CCAA2) e os manuais de políticas e procedimentos do
serviço de catalogação, ele deve levar em consideração, ao criar os registros bibliográficos
que integram o catálogo, para quem está sendo descrito o acervo da biblioteca.
A catalogação deve visar tanto o controle e organização da biblioteca a qual o acervo
descrito está vinculado, quanto responder às necessidades de seus usuários. Para que possa
cumprir suas funções, a catalogação deve possuir algumas características: integridade, clareza,
precisão, lógica e consistência (MEY; SILVEIRA, 2009).
Observadas as características indispensáveis à catalogação, isso se reflete em seu
principal produto: o catálogo. Na definição clássica de Cutter (1876), relacionada basicamente
ao uso de documentos impressos, o catálogo de biblioteca tem por função mostrar quais obras
a biblioteca possui sobre um determinado autor, título ou assunto específico, permitindo ao
usuário encontrá-las, auxiliando-o também na escolha de um livro de acordo com sua edição
(bibliograficamente) ou de acordo com seu caráter (literário ou tópico). Já incorporando o
conceito de documentos e catálogos digitais, os Princípios Internacionais de Catalogação de
2009 (IFLA, 2009) estabelecem que o catálogo de biblioteca deve possibilitar ao usuário:
a) encontrar recursos bibliográficos numa coleção como resultado de uma pesquisa;
b) identificar um recurso bibliográfico ou agente;
c) selecionar um recurso bibliográfico que seja apropriado às suas necessidades;
d) adquirir ou obter acesso a um item descrito;
e) navegar num catálogo ou para além dele.

Atendendo a estas demandas de um catálogo mais abrangente em seu conteúdo (fontes
impressas e digitais) e que facilite o acesso ao texto dessas fontes além dos limites físicos da
biblioteca, surge o catálogo de nova geração (NGC na sigla em inglês). Utilizando sistema de
descoberta, ele disponibiliza recursos que o catálogo tradicional não pode oferecer, tais como
navegação facetada, interface intuitiva e avaliação de resultados pelo usuário. Os dois tipos de
catálogos, o tradicional e o de nova geração, utilizam os mesmos registros bibliográficos,
porém, fornecem aos usuários serviços de informação muito diferentes. (HAN, 2012).
A utilização dos registros bibliográficos em novas formas de recuperação e
apresentação dessas informações traz desafios para as equipes das bibliotecas, principalmente
no que se refere à qualidade dos registros incluídos na base de dados. A falta de cuidado com

2436

�a qualidade dos dados inseridos e a não utilização de padrões prejudica a recuperação e acesso
às informações, o gerenciamento do acervo e o usuário, tanto nos catálogos tradicionais
quanto nos de nova geração.

4 CONTROLE DE QUALIDADE E CONTROLE DE QUALIDADE EM CATALOGAÇÃO
Para melhorar a qualidade dos registros bibliográficos é necessário refletir sobre o que
é controle de qualidade e como ele pode ser implantado na catalogação.

4.1 Controle de qualidade
Conforme Torres (2011), o controle de qualidade é um processo utilizado para garantir
um certo nível de qualidade em um produto ou serviço. Pode incluir qualquer ação que a
empresa considere necessária para estabelecer o monitoramento e verificação de determinadas
características de um produto ou serviço.
Um Sistema de Controle de Qualidade, também chamado de QMS - Quality
Management System, é importante porque, a partir do momento que determinadas medidas
são adotadas, permite definir políticas, procedimentos e ações de maneira uniforme que
proporcionarão a melhoria e controle das diversas “atividades-chave” e processos
desenvolvidos por uma organização. Deve-se considerar neste processo o grau de satisfação,
bem como as expectativas e necessidades dos sujeitos envolvidos, tais como clientes,
comunidades e sociedade em geral.
Para implementar um Sistema de Controle de Qualidade, deve-se destacar alguns
conceitos de Qualidade Total em Serviços:
a) todos na organização têm algo a contribuir para a qualidade final percebida pelo
cliente;
b) todos os custos relacionados com qualidade devem ser envolvidos nas análises;
c) todo esforço bem direcionado de melhoria em qualidade repercute na
competitividade;
d) há sempre uma forma melhor de fazer as coisas;
e) a qualidade deve ser construída ao longo do processo e não apenas verificada ao
final (GIANESI; CORREA ,1996).

Frequentemente o controle de qualidade é confundido com a garantia de qualidade,
embora existam diferenças básicas entre eles. O controle de qualidade tem a ver com o
produto, enquanto garantia da qualidade é orientada para o processo (TORRES, 2011).

2437

�Mesmo sendo clara esta diferença, às vezes pode não ser fácil identificar as características
peculiares que diferenciam controle e garantia de qualidade. O que deve ficar claro é que o
controle de qualidade é a avaliação de um produto, processo, atividade ou serviço. Já a
garantia de qualidade é projetada para tornar os processos suficientes para alcançar os
objetivos.
Para Torres (2011), o controle de qualidade não pode abranger apenas os produtos,
serviços e processos, mas também as pessoas. Os funcionários são uma parte importante de
qualquer negócio. Se uma empresa tem funcionários que não têm qualquer habilidade ou
formação adequada, têm dificuldade em compreender ou estão mal informados, a qualidade
pode ser seriamente prejudicada.
É interessante ressaltar que o termo “controle da qualidade total” foi usado pela
primeira vez por Armand Feigenbaum em 1956, quando propôs a idéia de que a qualidade só
poderá resultar de um trabalho conjunto de todos os envolvidos no desempenho da
organização, não apenas de um grupo de pessoas. A abordagem proposta por Feigenbaum dá
ênfase à comunicação entre os departamentos da empresa, principalmente os responsáveis por
produção, materiais e design. (FARIA, [201-?]).
O objetivo básico do controle de qualidade é assegurar que os produtos, serviços ou
processos preencham requisitos específicos e que sejam confiáveis e satisfatórios para os
clientes. Essencialmente, o controle de qualidade envolve a análise de um produto, serviço ou
processo para determinados níveis mínimos de qualidade. O objetivo de uma equipe de
controle de qualidade é identificar produtos ou serviços que não cumprem as normas
específicas de uma empresa de qualidade. (TORRES, 2011).
A partir do momento que se tem os objetivos definidos, baseados no resultado que se
deseja alcançar, pode-se seguir alguns passos recomendáveis que permitirão uma garantia de
qualidade. Exemplos:
a) definir requisitos e critérios que permitam avaliar posteriormente se o trabalho
desenvolvido está gerando resultados positivos;
b) conduzir as diretrizes necessárias para sua aplicabilidade;
c) monitorar a manutenção e o desenvolvimento do trabalho realizado;
d) qualificar os sujeitos envolvidos no processo;
e) indicar especialistas nacionais e estrangeiros nas áreas de interesse para definição
conjunta dos métodos e critérios a serem aplicados;
f) participar de eventos que proporcionem atualização e qualificação dos
procedimentos que envolvem o trabalho realizado;

2438

�g) apresentar, através da capacitação e experiência dos profissionais, laudos, pareceres
e opiniões sobre o trabalho realizado.

É fundamental melhorar os processos em um sistema de controle de qualidade. A
partir do momento que são estabelecidos objetivos claros e reais, bem como são
desenvolvidas estratégias adequadas, é possível atingir resultados satisfatórios.

4.2 Controle de qualidade em catalogação
Em seu artigo de revisão, Schultz-Jones (2012) situa o início das discussões sobre o
assunto na década de 1970-1980, analisando temas como a qualidade da catalogação
cooperativa de consórcios como Online Computer Library Center (OCLC), a adoção de
padrão mínimo de catalogação pela Library of Congress (LC) e as diferentes percepções de
qualidade de catalogação entre bibliotecário e usuário. Dias (1999, p. 1) destaca ser “[...] de
grande importância a conscientização do bibliotecário de que é através dele que tais
informações bibliográficas são inseridas ou captadas em grandes Bases Bibliográficas” para
assegurar a qualidade de dados de catalogação. Dez anos depois Fujita, Rubi e Boccato (2009)
também destacam a necessidade de uma mudança de postura do bibliotecário em
conscientizar-se da adoção de critérios de qualidade na catalogação, considerando a maior
visibilidade dos catálogos disponibilizados via internet. As autoras indicam a política de
tratamento da informação documentária como um elemento de qualidade na catalogação, a
qual poderá impactar positivamente na recuperação da informação.
Para Graham (1990), a qualidade da catalogação é um somatório de dois elementos:
completeza e precisão do registro. Completeza diz respeito a quanto os metadados
representam o documento; precisão, à correção das informações fornecidas no registro
bibliográfico. Na mesma linha de raciocínio, Morris e Wool (1999) definem como elementos
básicos da qualidade da catalogação a adoção de padrões reconhecidos de descrição,
indexação e formato de registro, além da completeza das informações acerca dos documentos
catalogados e a precisão e confiabilidade das informações contidas nos registros. Registros
bibliográficos incompletos, mal grafados ou com pontos de acesso equivocados tornam
impossível a localização de um dado documento.
Bereijo (1998) reforça essas afirmações, ao destacar os problemas criados pelos erros
de catalogação em ambientes informatizados:

2439

�A criação de registros bibliográficos em ambientes on-line requer uma maior
precisão quanto à tipografia, ortografia, pontuação, espaços, codificação de
campos e subcampos. Os erros cometidos nessas áreas podem resultar na
impossibilidade de recuperação do registro, o que não ocorre nos ambientes
manuais, onde ao classificar as fichas ou ao executar buscas, a mente
humana pode interpretá-los como se estivessem corretamente elaborados. Os
ambientes automatizados apresentam, portanto, um nível de tolerância mais
baixo aos erros tipográficos e de catalogação. (BEREIJO, 1998, p. 323,
tradução nossa).
A impossibilidade de recuperação do registro é o principal problema relacionado a
erros na catalogação: há todo o custo de catalogação e o usuário permanece sem acesso ao
documento. E ainda mais, caso o erro seja identificado, há o custo do retrabalho para a sua
correção.
Segundo Souza e Mostafa (1999, p. 128), “a qualidade de um catálogo reside na
coerência e consistência de seus dados, daí o grande empenho em estabelecer regras de
aceitação mundial, de forma a permitir uma rápida e eficiente troca de informações
bibliográficas”. O uso de regras e padrões é um dos fatores que ajuda na consistência e
coerência dos registros bibliográficos.
Analisando os catálogos de nova geração, Han (2012) reporta que os usuários
consideram muito útil a navegação por facetas neles disponíveis, pelas possibilidades de
refinamento de resultados que oferecem (data, assunto, formato, etc.). Alerta, entretanto, que a
utilidade desse recurso no desempenho do catálogo decorre da qualidade da catalogação dos
registros bibliográficos. Pesquisa de Denton e Coysh (2011) constata que registros
imprecisos, inconsistentes e incompletos não contribuem para ampliar os resultados de
pesquisa por navegação facetada.
Harmon (1996) alerta para a perda da qualidade da catalogação em decorrência dos
cortes de pessoal e da criação de registros bibliográficos mais enxutos visando à redução dos
custos bibliotecários. Segundo ele:
[...] nenhuma máquina, por mais avançada que seja, pode recuperar dados
que não estejam lá [no catálogo]. Nem vemos, em futuro próximo, sistemas
capazes de localizar dados incorretamente registrados, grafados e
codificados. Tais registros constituem uma redução significativa na
qualidade do produto tradicionalmente criado e utilizado por bibliotecas
acadêmicas e centros de pesquisa” (HARMON, 1996, p. 306, tradução
nossa).
Da sua visão pode-se inferir a necessária qualificação do catalogador para a criação de
registros bibliográficos corretos, capazes de serem recuperados e pertinentes às questões de
informação propostas pelos usuários do catálogo.

2440

�Baptista (2006) destaca, a respeito da formação do catalogador:
A constatação que se torna praticamente inevitável é que, a par da formação
acadêmica, a catalogação demanda atualização constante e treinamento
contínuo. E esse treinamento se dá, via de regra, nos ambientes de trabalho,
e não necessariamente na universidade, na medida em que é neles que se
colocam em prática as formas de organizar a informação que efetivamente
atendem os objetivos institucionais de cada tipo de organização.”
(BAPTISTA, 2006, p. [7]).
O Quadro 1 compila os elementos para controle de qualidade em catalogação
identificados na literatura. Analisando esses elementos, observa-se que alguns se repetem e
que cada um deles está relacionado a um item específico dos citados por Torres (2011) a
serem observados no controle de qualidade - produtos ou serviços, processos e pessoas.

Quadro 1 - Elementos do controle de qualidade na catalogação
Autores

Elementos de qualidade na catalogação

Graham (1990)

Completeza do registro
Precisão do registro
Bereijo (1998)
Precisão da tipografia, ortografia, pontuação, espaços,
codificação de campos e subcampos
Dias(1999)
Conscientização do bibliotecário
Morris e Wool Adoção de padrões reconhecidos
(1999)
Completeza das informações dos documentos catalogados
Precisão das informações dos registros
Confiabilidade das informações dos registros
Souza e Mostafa Uso de regras e padrões
(1999)
Coerência dos dados
Consistência dos dados
Baptista (2006)
Atualização e treinamento constantes para o catalogador
Fujita, Rubi e Conscientização do bibliotecário
Boccato (2009)
Política de tratamento da informação documentária
Mey e Silveira Integridade
(2009)
Clareza
Precisão
Lógica
Consistência
Fonte: Dados do referencial teórico deste trabalho.

Torres (2011)
Produtos
Produtos
Produtos
Pessoas
Processos
Produtos
Produtos
Produtos
Processos
Produtos
Produtos
Pessoas
Pessoas
Processos
Produtos
Produtos
Produtos
Produtos
Produtos

É possível inferir que a qualidade na catalogação está diretamente relacionada à
adoção de padrões, políticas, precisão, consistência e completeza dos registros bibliográficos.
É importante também que o aperfeiçoamento do catalogador seja contínuo visando à
qualificação e à evolução do profissional e, consequentemente, do catálogo.

2441

�5 CONTROLE DE QUALIDADE EM CATALOGAÇÃO NO SBUFRGS
O SBUFRGS, a partir da adoção do software Aleph, estabeleceu políticas e práticas de
catalogação com o intuito de aprimorar a qualidade da mesma. A seguir são apresentados o
contexto, os objetivos e os elementos do controle de qualidade na catalogação adotados pelas
bibliotecas da UFRGS.

5.1 Contexto da catalogação nas bibliotecas da UFRGS
O SBUFRGS é formado por 33 bibliotecas dispersas em quatro campi em Porto
Alegre e uma no município de Imbé. Utiliza o software Aleph v. 20 para gerência integrada
das atividades, serviços das bibliotecas e catálogo on-line da Universidade. Adota padrões
internacionais para entradas e descrição bibliográfica (CCAA2), registro de dados
bibliográficos (MARC 21) e intercâmbio de informações (ISO 2709 e ANSI Z39.2).
O módulo de catalogação do Sistema de Automação de Bibliotecas da UFRGS (SABi)
abrange três bases de dados: bibliográfica - URS01, de autoridades - URS10 e administrativa
- URS50 (registros de itens, transações de circulação de coleções e controle de aquisição).
Desde o ano 2000 o SBUFRGS adota a política de catalogação cooperativa e
descentralizada. Cooperativa porque somente um registro bibliográfico é criado para uma
obra. As demais bibliotecas que a possuem devem cooperar com o registro existente na base,
incluindo seus campos específicos (notas, assunto, produção intelectual) e as informações de
aquisição e de itens. Descentralizada porque é executada pelos catalogadores em cada
biblioteca do Sistema utilizando software em versão multiusuário para gerência da
catalogação. Anterior a essa data, o processo de catalogação adotava, simultaneamente, as
versões mono e multiusuários do sistema SABi, versão Isis, conforme a estrutura de rede de
dados disponível em cada biblioteca. Esta situação inviabilizava a adoção da política de
catalogação cooperativa no SBUFRGS.
Sobre a necessidade do uso de padrões para controle de qualidade em um ambiente de
catalogação cooperativa, Souza e Mostafa (1999, p. 128) afirmam: “Por se tratar de um
sistema cooperativo, normas e padrões são fundamentais para garantir a qualidade dos
registros catalográficos e estabelecer padrões mínimos, com a finalidade de alcançar a
consistência de dados e facilitar o intercâmbio dos mesmos.”
A documentação dos procedimentos adotados também é relevante tendo em vista que
a consistência somente pode ser mantida caso sejam conhecidos os padrões e políticas
utilizados na criação dos registros. A documentação utilizada pelas bibliotecas participantes
do consórcio OCLC (2014a, 2014b, 2014c) exemplifica a complexidade do controle de

2442

�qualidade em catalogação cooperativa. No SBUFRGS, as políticas, os manuais de
procedimentos e demais documentação de interesse para a catalogação são disponibilizados
no site Document@, juntamente com o histórico da catalogação no SABi registrado em
apresentações e trabalhos.

5.2 Objetivos do controle de qualidade em catalogação no SBUFRGS
A partir das considerações de Torres (2011) sobre a necessidade de estabelecer
objetivos para um controle de qualidade, o SBUFRGS definiu os seguintes objetivos:
a) trabalhar em conjunto para otimizar o acesso à informação disponibilizada pelas
bibliotecas;
b) identificar os procedimentos de controle de qualidade de registros bibliográficos
adotados pelo SBUFRGS;
c) identificar elementos relevantes para qualificar a catalogação de documentos nas
bibliotecas no momento em que o SBUFRGS se propõe a adquirir um sistema de
descoberta, o qual deverá modificar o processo de recuperação de informações no
catálogo.

Tais objetivos permitiram estabelecer os elementos do controle de qualidade no
SBUFRGS.

5.3 Elementos do controle de qualidade em catalogação no SBUFRGS
As estratégias escolhidas para o controle de qualidade no SBUFRGS envolvem os
seguintes elementos:
a) adoção de padrões internacionais de descrição bibliográfica e de entradas: CCAA2,
MARC 21, Dublin Core (para o Lume, repositório digital da Universidade);
b) políticas de catalogação estabelecidas e documentadas (quem faz o quê, uso de
formulários de solicitação, orientações sobre o que é permitido ou não
incluir/alterar em registro bibliográfico cooperativo, nível mínimo de catalogação
adotado, etc.);
c) habilitação dos catalogadores para leitura técnica, domínio das normas/padrões de
catalogação, de estratégias de pesquisa, do idioma português e de outros idiomas;
d) consistência sistemática dos registros das bases de dados via:
- detecção, fusão e exclusão de registros duplos;

2443

�- utilização do recurso do Aleph Mudanças globais para correção de grandes
volumes de registros bibliográficos;
- inclusão de remissivas no catálogo de autoridades, exclusão/alteração de
registros de autoridades e em seus registros bibliográficos associados;
- emissão de listagens de inconsistências em campos/subcampos dos registros
bibliográficos para correção das mesmas.

Tais ações buscam contemplar padrões de qualidade na catalogação, bem como o
aperfeiçoamento dos catalogadores ao utilizar ferramentas de comunicação interna, como
e-mail e telefone (helpdesk), apresentações, seminários e treinamentos para esclarecer dúvidas
(OLIVEIRA et al., 2012).
Na catalogação cooperativa uma biblioteca não cataloga simplesmente para si, assim
como no caso do uso de sistema de descoberta, em que o catálogo será visto em um contexto
maior do que ele mesmo. Não há um catálogo a prova de erros e inconsistências, porém sua
qualidade pode ser aprimorada, buscando consistência.

6 ATIVIDADES DE CONSISTÊNCIA DAS BASES URS01 E URS10 DO SABi, COM
VISTAS À QUALIFICAÇÃO DA CATALOGAÇÃO NO SBUFRGS

O SABi possui duas bases relacionadas à catalogação: a base URS01, de registros
bibliográficos, e a base URS10, de registros de autoridade.
A base URS01 contém registros recentes e criados nas versões anteriores do SABi,
antes da política de catalogação cooperativa; a base URS10 contém registros de autoridade
novos e inseridos a partir dos cabeçalhos existentes na URS01, antes do trabalho de controle
de autoridades. Devido ao histórico de criação dessas bases, ainda são identificadas
inconsistências, duplicidades e registros incompletos. Estes problemas estão sendo resolvidos
via atividades de controle de qualidade de catalogação no SBUFRGS, descritas no Quadro 1.

2444

�Quadro 2 - Atividades de consistência das bases SABi
Atividade
Consistência nas bases de dados
URS01 e URS10
Consistência nas bases de dados
URS01 e URS10 (procedimento
regular)
Emissão e envio às bibliotecas de
listagens com inconsistências de
campos e subcampos em registros,
para correção
(procedimento regular)
Exclusão de registros duplos
(monografias)
incluídos até jun./2011

Descrição
Registros alterados
Registros eliminados

Registros avaliados
Registros excluídos
Registros não duplos
Itens transferidos
Consistência de entradas e Registros avaliados
transferência de informações dos Registros corrigidos
campos de Autoridades:
Registros transferidos
150 -&gt; 100, 110, 111, 130, 151
Registros excluídos
Bibliográfico
Registros incluídos
650 -&gt; 600, 610, 611, 630, 651
Exclusão de registros duplos Registros avaliados
(analíticas)
Registros transferidos
incluídos até jun./2011
Registros excluídos
Alerta de inclusão de registros E-mails enviados
bibliográficos duplos
Inclusão de remissivas
Solicitações atendidas
Solicitações rejeitadas
** Inclui analíticas de eventos UFRGS (Salão de Iniciação

Quantidade
9.331
2.097

Período
maio a dez.
2000
jan. 2001dez. 2000 a
dez. 2008

6.656
5.238
1.418
6.429
17.767
9.152
7.158
1.457
3.559

nov. 2008 a
mar. 2014
jan. 2010
mar. 2014

a

20.063**
2.106
691
321

jan. 2011
dez. 2013

a

jul. 2011 a
mar. 2014
1.388
dez. 2012 a
mar. 2014
8
Cientifica, Salão de Extensão,

Mostra Perspectivas da Ciência, e outros)
Fonte: Dados de controle da Comissão de Automação.

A seguir estão detalhadas as atividades de controle de qualidade da catalogação no
SBUFRGS, realizadas após a adoção do software Aleph.

6.1 Consistência nas bases de dados URS01 e URS10
A consistência das bases URS01 e URS10 foi realizada durante oito meses por um
grupo de catalogadores do SBUFRGS, logo após a migração da base SABi, software
proprietário, para o software Aleph 500. O trabalho eliminou inconsistências de entradas em
registros na base de Autoridades (criada a partir das entradas 1XX e 6XX dos registros
bibliográficos) e ajustou as mesmas nos registros da base Bibliográfica. Em 2001 passou a ser
um procedimento regular realizado pela Comissão de Automação (COMAUT).

2445

�6.2 Emissão e envio às bibliotecas de listagens com inconsistências de campos e
subcampos em registros, para correção
A base bibliográfica URS01, criada após a migração do SABi, apresentou uma série
de problemas:
a) discrepâncias de entradas entre os registros produzidos individualmente pelas
bibliotecas, antes da implantação da política de catalogação cooperativa;
b) inconsistências nos campos de informações codificadas (Líder, 008, 0XX);
c) seleção inadequada de campos de informações variáveis;
d) outras questões decorrentes da troca de formato de registro para o MARC 21.

Para minimizar tais problemas foram criadas críticas de preenchimento de alguns
campos e subcampos, visando dar consistência às informações dos registros bibliográficos,
com a emissão mensal de listas de registros para correção pelas bibliotecas. Este foi um
procedimento padrão durante oito anos. A partir de 2009, o envio de e-mails solicitando
correções passou a ser realizado quando identificada uma inconsistência recorrente nos
registros incluídos.

6.3 Exclusão de registros duplos (monografias) incluídos até jun./2011
A exclusão de registros duplos foi realizada com o objetivo qualificar o processo de
recuperação da informação e dar maior confiabilidade aos dados utilizados na aquisição e
circulação de documentos e no desenvolvimento de coleções. Iniciada em 2008 e ainda em
execução, visa excluir registros duplos oriundos da conversão da base bibliográfica SABi
versão Isis para a versão Aleph. Estes registros, denominados de conversão, foram criados
quando o processo da catalogação utilizava simultaneamente as versões mono e multiusuário
do SABi - Isis (dependendo da estrutura de rede de dados existente em cada biblioteca), as
quais inviabilizavam a adoção da política de catalogação cooperativa.

Tabela 1 - Registros duplos excluídos (monografias) 2008 - 2014
%
Tipos de registro duplo
N°
3.803
73
Criados entre 1990 - 1999
1.435
27
Incluídos entre 2000 - 2011
5.238
100
Total
Fonte: Dados de controle da Comissão de Automação.

2446

�Entre 2008 e 2014 foram excluídos 5.338 registros, dos quais 73% correspondem
àqueles de conversão (objetivo inicial do trabalho) e 27%, ou seja, H do total excluído, aos
registros duplos. Estes últimos incluídos em desacordo com a política de catalogação
cooperativa adotada no SBUFRGS a partir do ano 2000.

Tabela 2 - Registros duplos excluídos, por ano de inclusão no SABi, 1990 - 2011

N°

Ano
1990/99
3.803 *

2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010

2011

34

90

165

216

264

193

264

181

277

169

21

18

reg.

* Registros duplos de conversão
Fonte: Dados de controle da Comissão de Automação.

Entre os motivos para tão grande número de registros duplos incluídos após a
implantação da política de catalogação cooperativa, podem ser listados: a alteração frequente
nas equipes das bibliotecas com o ingresso de novos bibliotecários (entre 2003 e 2009
ingressaram mais de 50 profissionais concursados); a desatenção dos catalogadores ao
pesquisar a base antes da inclusão de novo registro; a divulgação ineficiente das políticas de
catalogação no SBUFRGS ou ainda falhas no programa de treinamento para catalogação no
SABi.

6.4 Consistência de entradas e transferência de informações dos campos de Autoridades
e do Bibliográfico
Uma avaliação dos campos de autoridades foi realizada com a finalidade de aumentar
a consistência de entradas de nomes nas bases bibliográfica/autoridades e de ajuste do
formato SABi para o MARC 21. O estudo definiu a exclusão dos campos 195, 196, 197 e 198
e a transferência de seu conteúdo para os respectivos campos 100, 110, 111 e 130 de
autoridades. Além disso, constatou-se a necessidade da transferência de informações de
assuntos não tópicos existentes nos campos 150 e 650 para os campos 100, 110, 111, 130 e
151 (autoridades) e 600, 610, 611, 630 e 651 (bibliográfico). Com esse procedimento, as
entradas de nome tornaram-se mais consistentes e únicas e os campos 150 e 650 passaram a
ser usados somente para assunto tópico. A atividade de consistência é realizada regularmente
com a avaliação, correção, transferência, exclusão e inclusão de registros nas bases de
Autoridades e Bibliográfica.

2447

�6.5 Exclusão de registros duplos (analíticas) incluídos até jun./2011
A exclusão de registros duplos é realizada com o objetivo de qualificar o processo de
recuperação da informação excluindo da base bibliográfica registros duplos de analíticas
oriundos da conversão do SABi versão Isis para a versão Aleph. O procedimento permitiu
concentrar, em um número menor de registros bibliográficos, o grande volume de analíticas
de produção intelectual registradas nos anais de eventos promovidos pela UFRGS: Salão de
Iniciação Científica (25 edições até 2013), Salão de Extensão (13 edições até 2012), Salão de
Ensino (9 edições até 2013), Feira de Iniciação Científica (19 edições até 2010) e outros.

6.6 Alerta de inclusão de registros bibliográficos duplos
O problema recorrente de inclusão de registros bibliográficos duplos após 2000, ano
da implantação da política de catalogação cooperativa, exigiu a adoção de procedimento
formal e permanente de identificação de possível duplicidade. Um programa monitora os
registros incluídos diariamente na base bibliográfica e emite e-mail de alerta enviado à
biblioteca, para exclusão ou justificativa da duplicidade. Em 33 meses de vigência da rotina
foram enviados 321 alertas, numa média de 10 alertas/mês. Assim, pode-se afirmar que o
preço da unicidade dos registros no SABi é o permanente monitoramento da inclusão dos
mesmos na base.

6.7 Inclusão de remissivas
Com a consistência de nomes e transferência das informações para os campos 1XX e
6XX do formato SABi foi possível implantar os campos de remissivas na base de
Autoridades. Como piloto foi selecionada a inclusão de remissiva de nome pessoal. Em 16
meses foram incluídas 1.388 remissivas na base. Após estudo e avaliação, apenas 8
solicitações foram rejeitadas. A Comissão de Automação responde pela inclusão de % do
volume total de remissivas (73%), reforçando o papel das mesmas como importante
instrumento de consistência das bases de Autoridades e Bibliográfica do SABi.

Tabela 3 - Inclusão de remissivas no SABi, por solicitante, dez. 2012 - mar. 2014
%
Solicitante
N°
1.013
73
Comissão
375
27
Bibliotecas
1.388
100
Total
Fonte: Dados de controle da Comissão de Automação.

2448

�7 CAPACITAÇÃO EM CATALOGAÇÃO NO SBUFRGS
Entre 2000 e 2013 foram realizadas sete atividades específicas com o objetivo de
capacitar os catalogadores do SBUFRGS e uma capacitação integrada à visão geral dos
módulos (Aquisição/Periódicos, Catalogação e Circulação) que compõem o SABi. Este
treinamento é oferecido a cada mudança de versão do software Aleph ou quando do ingresso
de novos bibliotecários na Universidade.
O Quadro 2 lista as capacitações oferecidas e registra o longo intervalo de tempo (2 a
3 anos) entre a realização de cada uma delas, tornando mais lento o processo de atualização
dos catalogadores.

Quadro 3 - Capacitação em catalogação no SBUFRGS, 1998 - 2013
Ano
1998
2000
2001
2004
2006
2010
2000
a
2012

Atividade

N°
horas
Curso técnico-prático de catalogação AACR2: pontos de acesso 30
Treinamento específico de processamento técnico no SABi 20
versão Aleph (catalogação, autoridades, itens e OPAC)
7
Treinamento no uso das ferramentas do SABi em catalogação
12
Treinamento no uso do SABi versão 11.5 para catalogadores
Seminário sobre armazenamento e recuperação da informação 6
no SABi
40
Curso de Atualização em Catalogação: AACR2 em MARC 21
Capacitação no uso do SABi: Módulo de Catalogação* 10
(políticas, funcionalidades, planilhas, registros de: autoridade,
bibliográfico, produção intelectual da UFRGS e itens)

N°
participantes
39
79
30
20
65
46
198

2013

51
Reunião técnica sobre controle de autoridades e remissivas no 4
SABi
*Treinamento oferecido nas mudanças de versão do SABi para Alep h v. 11.5 (2000) e v.14.2
(2004) e a cada ingresso de novos bibliotecários no SBUFRGS (2008 a 2012).
Fonte: Relatórios anuais da Comissão de Automação 1998-2013.

8 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O SBUFRGS adota, com maior ou menor ênfase, quatro dos elementos do controle de
qualidade na catalogação identificados na literatura: padrões internacionais para definir
entradas, descrição e registro de dados bibliográficos dos documentos (processos), política
definida e documentação consolidada dos procedimentos adotados na catalogação
(processos), treinamento para catalogadores (pessoas), e consistência e controle regular do
conteúdo dos registros incluídos nas bases SABi (produtos).
Entretanto, transpondo alguns elementos da qualidade total em serviços para o
universo da catalogação no SBUFRGS, observa-se que, embora haja contribuição de todos

2449

�(catalogadores, indexadores, Comissão de Automação) para a qualificação do catálogo, a
qualidade da catalogação está sendo verificada, prioritariamente, no final do processo, com o
trabalho intensivo de controle e consistência dos registros (produtos finais da catalogação).
Esta qualificação deveria ser construída ao longo do processo de criação dos registros com um
programa regular de capacitação dos catalogadores.
A importância da capacitação dos profissionais para a qualificação do produto de seu
trabalho é reforçada por dois autores: Torres (2011) enfatiza que o controle de qualidade
abrange não só produtos, serviços e processos, mas também pessoas, que são parte importante
de qualquer instituição; e Baptista (2006) alerta que os catalogadores devem receber
treinamento contínuo e atualização constante. No SBUFRGS este é um elo frágil no controle
de qualidade da catalogação. A capacitação dos catalogadores ocorre de forma pontual e não
como parte de um programa formal de treinamento contínuo para a atividade.
Os estudos em catalogação devem ser permanentes, não apenas para suprir as
deficiências decorrentes de pouco aprofundamento em questões relativas à descrição de
documentos durante a formação dos bibliotecários, mas também pelo fato dela ser objeto de
discussão contínua na área de tratamento da informação. Na atualidade, estes estudos são
fundamentais

considerando

a

perspectiva

das

bibliotecas

adotarem

sistemas

de

descoberta/catálogos de nova geração.
Mesmo com a possibilidade da busca "inteligente" oferecida pelos sistemas de
descoberta, os registros devem ser catalogados consistentemente para assegurar que os índices
de recuperação do sistema forneçam resultados relevantes nas pesquisas efetuadas.

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de ensino universitário. Informação &amp; Informação, Londrina, v. 11, n. 1, jan./jun. 2006.
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2452

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Controle de qualidade em catalogação cooperativa</text>
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              <text>Branco, Zuleika de Souza, Machado, Denise Ramires, Cestari, Beatriz Helena Pires de S., Oliveira, Zita Prates</text>
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          <description>An account of the resource</description>
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              <text>O artigo discute os procedimentos de controle de qualidade em catalogação adotados pelo Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (SBUFRGS). Define que o processo de catalogação consiste em descrever documentos de forma a representá-los e diferenciá-los dentro de um catálogo, visando a recuperação da informação. Analisa como oprocesso de controle de qualidade pode ser aplicado na catalogação para melhorar a qualidade dos registros bibliográficos. Destaca os itens a considerar no controle de qualidade: produtos ou serviços, processos e pessoas. Relaciona esses itens aos elementos de controle de qualidade na catalogação destacados na literatura. Sintetiza que a adoção de padrões, políticas, precisão, consistência e completeza dos registros bibliográficos, e o aperfeiçoamento do catalogador são os elementos básicos do controle de qualidade na catalogação. Considerando o contexto de catalogação cooperativa, analisa os objetivos, os elementos e as atividades de controle de qualidade na catalogação do SBUFRGS e conclui que o controle de qualidade adotado é centrado no produto e não nos processos e nas pessoas.</text>
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