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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

DIVERSOS OLHARES: PROJETO DE SINALIZAÇÃO PARA USUÁRIOS COM
DEFICIÊNCIA VISUAL PARA BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

Gracineide Santos Silva
Elisabeth Silva Araujo

RESUMO
A sociedade contemporânea passou por profundas mudanças causadas pelos avanços das
telecomunicações, da telemática, da explosão tecnológica, etc. uma era nova surge a partir da
convergência desses avanços, que, inter-relacionados, formam, as “infovias de informação”,
neste contexto, trazemos o acesso de pessoas com deficiência visual às Bibliotecas
Universitárias. A implantação das políticas inclusivas em nosso país se deu a mais de dez
anos, e percebe-se a necessidade de avaliação de sua aplicabilidade no contexto das
universidades, mas precisamente, ao acesso a informação. Este trabalho tem como objetivo
apresentar um Projeto de sinalização para usuários com deficiência visual em bibliotecas
universitárias, que tem como foco o acesso e o uso aos serviços e acervos, por parte dos
usuários real e potencial com deficiência visual.
Palavras-Chaves: Acessibilidade; Biblioteca Universitária; Deficiência Visual; Serviços de
Informação; Serviço de Referência
ABSTRACT
Contemporary society has undergone profound changes caused by advances in
telecommunications, telematics, the technological explosion, etc. A new era arises from the
convergence of these advances, once interrelated, form the "infovias de informaçao". In this
context, we bring the access of the visually impaired people to University Libraries. The
deployment of the inclusive policies in our country took over ten years and it was realized the
need to evaluate their applicability in the context of universities, specifically to the access to
information. This work aims to present the proposed signage for visually impaired users of
university libraries, which focuses on access and use of the services and collections by the
real and potential users with visual impairments.
Keywords: Accessibility; University Library; Visual Impairment; Information Services;
Reference Service

2562

�1 INTRODUÇÃO
A Constituição Brasileira de 1988 garante o direito de igualdade a todos os cidadãos
sem nenhuma forma de discriminação. Esse direito inclui o acesso à moradia, ao trabalho e a
serviços essenciais como educação e saúde para todas as pessoas, independentemente do sexo,
idade, cor, credo, condição social ou deficiência. Para permitir a inclusão, são necessárias
mudanças culturais e de atitude, além de ações políticas e legislativas, sendo obrigação do
Estado garantir esse direito por meio de sua implementação. Entre as ações necessárias, é
fundamental promover mudanças no ambiente físico para atingir melhores condições de
acessibilidade espacial e permitir a todas as pessoas a realização de atividades desejadas.
O conceito de inclusão se refere à possibilidade de participação social em condições
de igualdade e sem discriminação. No caso de pessoas com deficiência, reconhecer sua
diversidade é fundamental para promover as modificações necessárias para equiparar suas
oportunidades. Por se tratar de um problema complexo, que envolve desde a capacitação do
indivíduo com deficiência até a garantia de seus direitos sociais de acesso a atividades e
serviços de educação, saúde, trabalho, cultura e lazer, vários aspectos inter-relacionados são
necessários para a obtenção efetiva da inclusão (DISCHINGER; ELY; PIARDI, 2012).
Ao longo dos tempos a cegueira, termo substituído hoje pela literatura por Deficiência
Visual, foi tema de discussão e debates, os quais foram evoluindo à medida que a
modernidade foi avançando, dando brechas para que os grupos sociais se organizassem em
prol de discussão mais consistentes, no sentido de proporcionar a essa parcela da sociedade
uma vida mais participativa e atuante. A deficiência visual é uma categoria que inclui pessoas
cegas e pessoas com visão reduzida.

Na definição pedagógica a pessoa é cega mesmo

possuindo resíduos visuais quando necessita de instrução em Braille; a pessoa com baixa
visão ou visão reduzida pode ler tipos impressos ampliados ou com o auxílio de potentes
recursos ópticos - a lupa, por exemplo (INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT, 2014).
É importante ressaltar que não se pode negar a deficiência e muito menos minimizar a
marginalização social que sofrem as pessoas que estão fora dos padrões aceitos socialmente.
Considerando que o objetivo do presente trabalho é apresentar o Diversos Olhares: projeto de
sinalização voltado para bibliotecas universitárias, que tem como prioridades e objetivos
identificar e analisar as dificuldades, necessidades e aspirações dos usuários real e potencial
com deficiência visual, sobretudo no que se refere ao processo de busca por informações
dentro do ambiente das bibliotecas que compõem o sistema, além de apresentar o a
Sinalização através do sistema braille e o mapa tátil como instrumentos de acesso e o uso da
informação por parte de usuários com deficiência visual.

2563

�Na atualidade, a compreensão científica da deficiência visual está bastante ampliada e
as possibilidades de interação dos sujeitos com deficiência visual na sociedade bastante
facilitada devido, principalmente, as novas tecnologias; no entanto, o acesso a todo esse
desenvolvimento tecnológico ainda é restrito e em muitos casos, incorreto ou ineficaz.
Em nosso país a desigualdade persiste, pois a má distribuição de renda decorrente de
um processo histórico. Por meio deste perpassa o fortalecimento da desigualdade que implica
na exclusão. Facion (2005) chama atenção para o aspecto da invisibilidade, conceito
diretamente relacionado ao de exclusão, afirmando que o maior obstáculo para que exista uma
política social eficiente é o fato de os pobres que compõem um terço da base da pirâmide
serem invisíveis tanto politicamente por falta de representação, quanto economicamente, por
estarem na faixa mais baixa de renda, e socialmente, porque sequer são reconhecidos pelo
Estado (FACION, 2005, p. 05).
Não adianta planejar leis e políticas inclusivas voltadas para o ambiente universitário
se não se promover no âmbito social e acadêmico a equidade das condições de acesso ao
ensino, a pesquisa e a extensão. Não basta garantir o acesso ao ensino superior, é preciso
garantir sua permanência produtiva e sua saída qualificada. Para viabilizar a inclusão de
alunos com deficiência visual na Biblioteca Universitária, por exemplo, é indispensável
contar com infraestrutura (salas bem equipadas, sinalização de acervos, serviços e predial),
acervos e profissionais especializados.

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
O termo deficiência visual refere-se a uma situação irreversível de diminuição da
resposta visual, em virtude de causas congênitas ou hereditárias, mesmo após tratamento
clínico e, ou cirúrgico e uso de óculos convencionais. A diminuição da resposta visual pode
ser leve, moderada, severa, profunda (que compõem o grupo de visão subnormal ou baixa
visão) e ausência total da resposta visual (cegueira) (ZANUNCIO; VILELA; MAFRA, 2011).

2.1 Sistemas de classificação: “onde encontro aquele livro”?
Classificar o conhecimento é tão antigo quanto o surgimento da humanidade, significa
ação ou efeito de classificar e como método foi empregado no início de seu surgimento de
diversas formas na proporção em que o conhecimento se desenvolvia. No estudo, o
entendemos como um conjunto temático que torna possível a representação documental cujo
objetivo é a recuperação da informação de forma mais eficaz para o usuário.

2564

�De modo geral, os sistemas de classificações são conjuntos artificiais de signos
uniformes que permitem a comunicação entre a linguagem natural dos usuários e a unidade de
informação, eles são utilizados para figurar o conteúdo dos documentos, por isso alguns
autores os definem como sistemas simbólicos instituídos com intuito de facilitar a
comunicação.

2.1.1 Classificação Decimal de Dewey
A classificação Decimal de Dewey foi desenvolvida em 1876 por Melvil Dewey,
atualmente é o sistema de classificação bibliográfica mais utilizada em todo o mundo, desde
sua criação ate os dias atuais passou por várias edições, sendo a de 2004 a mais atual, que
corresponde a 22° edição. Sua primeira edição foi publicada anonimamente e era denominada
Classification and Subject Index for Cataloguing and Arranging the Books and Pamphlets of a
Library, a 2° edição foi publicada em 1885, com o nome Decimal Classification and Relative
Index, desta vez com indicação de responsabilidade, mas somente na sua 16° edição a obra
passa a ser denominada de Dewey Decimal Classification (DDC), conhecida em português
como Classificação Decimal de Dewey (CDD) (ANDRADE, BRUNA; SALES, 2011).
Dewey dividiu o conhecimento humano em 9 classes, e reservou uma classe para
reunir obras relacionadas a assuntos gerais para isso usou uma notação com números
decimais.

As classes principais são: 000 Generalidades; 100 Filosofia e disciplinas

relacionadas; 200 Religião; 300 Ciências Sociais; 400 Línguas; 500 Ciências Puras; 600
Tecnologia (Ciências Aplicadas); 700 Artes, Recreação e Artes Cênicas; 800 Literatura (Belas
Letras); 900 Geografia. Biografia. História.

2.1.2 A Classificação Decimal Universal - (CDU),
A Classificação Decimal Universal - (CDU), é um mecanismo pré - estabelecido
como instruções, com a finalidade de ser utilizada pelo profissional da informação no auxílio
na identificação do assunto no documento independente do suporte nas quais as informações
estão inseridas e conseguintes, classificar o documento utilizando as regras descritas na
mesma. Conforme Souza (2010), “a CDU é compreendida como uma linguagem de indexação
e de recuperação de todo o conhecimento registrado e na qual cada assunto é simbolizado por
um código baseado nos números arábicos”. Dessa forma, evidencia-se a necessidade de meios
de padronização e direcionamento na recuperação da informação universal sob todo o
conhecimento científico.

2565

�Os belgas Paul Otlet e Henri La Fontaine, após várias pesquisas no intuito de criar um
meio de controle e identificação bibliográfica, criaram o Manual Du Repertoire
Bibliographique Universal, desenvolvida a partir da 19° edição da CDD e fora publicada em
1904 a 1907, conhecida como Classificação de Bruxelas. Somente em 1927, a segunda edição
fora publicada com o título Classification Decimale Universelle em edição francesa, e em
1933 publicaram a Edição - Padrão Internacional descrita como Máster Reference File. Em
1934 a 1948, foi publicada a 3° edição em alemão. A CDU encontra- se na língua inglesa que
é a oficial, na francesa, italiana, portuguesa e alemã. A primeira edição média na língua
portuguesa foi publicada em 1976, pelo Instituto Brasileiro de Informação e TecnologiaIBICT, no entanto a segunda parte, já fora publicada em 2005.
A notação da CDU é mista, pois contém sinais, símbolos, números decimais, sinais
gráficos e letras, visto que, quando estabelecido o código e ordenação é determinável a
classificação do documento. A CDU é composta pelas tabelas principais ou sistemáticas, essa
tabela comporta todo o conhecimento científico, sendo dividida em 10 classes principais de 0
a 9, e a classe 4 se encontra vaga, pois fora transferida para classe 8 em 1964. Cada classe é
subdividida em 10 seções, e as mesmas são novamente desdobradas em 10 subclasses. Veja,
por conseguinte como são apresentadas as 10 classes: 0 Generalidades; 1 Filosofia; 2
Religião; 3 Ciências Sociais; 4 Vaga; 5 Ciências Puras; 6 Ciências Aplicadas; 7 Artes.
Recreação. Diversão. Esportes; 8 Linguística.Literatura; 9 História, Geografia. Biografias
Não estamos aqui para defender um sistema ou outro, este breve comentário sobre
estes dois sistemas e para evidenciar a importância e a presença quase que indiscutível em
toda e qualquer biblioteca universitária. Prateleiras e corredores das bibliotecas são
“decorados” com seus números e símbolos. Cada bibliotecário de referência procura a melhor
técnica de informar a seus usuários “onde” encontrar o material (livro, periódico, DVD, etc).
Mas aqueles usuários que não enxergam ou enxergam pouco como irão chegar à informação
desejada? Como tornar acessíveis estas prateleiras, estantes e corredores para os usuários
com deficiência visual?

2.2 Sistema Braille: breve histórico e questões iniciais
O braille é um sistema de leitura e escrita tátil para pessoas cegas que contém seis
pontos em relevo, dispostos em duas colunas de três no sentido vertical na mesma janela,
formando sessenta e quatro combinações. Surgiu há, aproximadamente, 178 anos para dar um
sentido à vida das pessoas cegas. O braille torna-se uma possibilidade real das pessoas com

2566

�deficiência visual ingressarem na chamada “cultura letrada” (PARREÃO; RODRIGUES,
2009).
Uma primeira versão do sistema braille foi apresentada à França por seu inventor, Luís
Braille, em 1829, sendo a sua versão definitiva divulgada em 1837. Por algum tempo, a
reglete e o punção se constituíam nos únicos meios para a produção do livro ou de qualquer
texto Braile. Não poderia precisar a época em que se imprimiu pela primeira vez um livro em
Braille, pela via de uma máquina de impressão, mas é certo que a mecanização da produção
do texto Braille se deu de forma bastante lenta, afetando sobretudo os países mais ricos e os
grandes centros economicamente mais fortes (BELARMINO, 2001).
No Brasil, por exemplo, até os anos oitenta do século XX, somente os estados do Rio
de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais dispunham de máquinas de impressão em braille,
ficando a política de produção do livro didático e de outros livros em Braille centrada no Rio
e em São Paulo.
A partir da década de noventa, surgiu o softwares de voz, permitindo o acesso das
pessoas cegas ao mundo informático, e consequentemente, a automação dos processos de
impressão braille, assim como o incremento e aperfeiçoamento dos softwares de
reconhecimento de textos através do processo de digitalização, todas essas descobertas
permitiram-nos pensar que estamos vivendo um período de transição, uma época onde
assistimos a uma espécie de alargamento das possibilidades de ação no âmbito dos processos
de ensino/aprendizagem das pessoas cegas e deficientes visuais (BELARMINO, 2001).
É assim que do ponto de vista das estruturas materiais, a era tecnológica que também
penetrou o acesso à informação e toda a vida cotidiana das pessoas cegas evidencia um
prognóstico bastante favorável à valorização do sistema Braille, à ampliação dos acervos
Braille nas bibliotecas e serviços especializados, do seu reconhecimento para além das
fronteiras desses serviços especializados, nos outros serviços da sociedade civil como um
todo.
Segundo Belarmino (2001), para uma satisfatória assimilação de informações,
experiências significativas e compreensão do mundo, usufruindo integralmente da língua, ler
e escrever constituem aquisição intelectual de valor inestimável.

Por sua simplicidade,

facilidade de utilização, sistematização, coerência lógica, equilíbrio e polivalência o Braille
constitui-se num instrumento sociocultural insubstituível na vida pessoal, familiar, social e
profissional das pessoas com deficiência visual.
O braille, de acordo com Belarmino (2001) é reconhecidamente o único meio natural,
universal e indispensável de leitura e escrita para pessoas com deficiência visual e confere

2567

�àqueles que o utilizam como sistema original de leitura e escrita, e o utilizam intensivamente
e sem restrição, maior capacidade para desenvolver hábitos de leitura estável, ascensão aos
estudos superiores e obter maior sucesso profissional. Saliente-se ainda a importância
fundamental do Braille no reforço da identidade pessoal, auto-estima, autonomia, inclusão
social dos indivíduos com deficiência visual, considerando o livre exercício desse sistema,
direito que deve proteger-se e tornar-se acessível a todos.

2.3 Os usuários com deficiência visual: precisamos enxergar suas questões
Na classificação das deficiências, ou seja, na tipificação das alterações das estruturas
ou funções corpóreas, provocadas por doenças ou anomalias, a cegueira ou deficiência visual
é deficiência sensorial, entende-se como aquela em que há perdas significativas nas
capacidades dos sistemas de percepção do indivíduo, gerando dificuldades em perceber
diferentes tipos de informações ambientais.
As Restrições espaciais para percepção sensorial referem-se às dificuldades para a
percepção das informações do meio ambiente devido à presença de barreiras ou ausência de
fontes informativas adequadas às quais impedem ou dificultam a obtenção de estímulos por
meio dos distintos sistemas sensoriais (DISCHINGER; ELY; PIARDI, 2012).
As condições de orientação espacial são determinadas pelas características ambientais
que permitem aos indivíduos reconhecer a identidade e as funções dos espaços e definir
estratégias para seu deslocamento e uso. Para se orientar espacialmente, vários processos
interligados ocorrem. Em primeiro lugar, é necessário obter informações ambientais por meio
dos sistemas perceptivos. Essas informações, em um segundo momento, devem ser
processadas cognitivamente para permitir a elaboração de representações mentais e a
definição de ações. Assim, as condições de orientação dependem tanto das configurações
arquitetônicas e dos suportes informativos adicionais existentes (placas, sinais, letreiros etc.)
como das condições dos indivíduos de perceber, processar as informações espaciais, tomar
decisões e agir. Neste sentido, acreditamos ser de extrema importância à adoção de
Sinalização também em braille e o uso de mapa tátil e piso tátil direcional nas bibliotecas
universitárias.
As bibliotecas universitárias devem garantir o efetivo uso de seus espaços, serviços e
equipamentos por todos. Para o uso efetivo, muitas vezes, é necessária a inclusão de
equipamentos ou dispositivos de tecnologia assistiva, tais como pisos táteis e sistemas de voz
em computadores, e sinalização adequada para pessoas com deficiência visual.

2568

�3 MATERIAIS E MÉTODOS
Tendo como ponto de partida a acessibilidade comunicacional ou informacional, que
se refere à facilitação do acesso a um local tendo por base a divulgação de informações a
respeito do mesmo, é imprescindível que as bibliotecas universitárias desenvolvam projetos
de sinalização em suas unidades, através de um sistema de comunicação visual, que inclui
placas também no sistema braille, mapa tátil e piso tátil direcional.
O presente projeto esta sendo desenvolvido nas bibliotecas que compõem o sistema
integrado de bibliotecas de uma universidade nordestina. Para alcance dos objetivos propostos
no Projeto em andamento, considerando o perfil do sistema, o mesmo possui unidades na
Capital, Agreste e Sertão do estado, foram realizadas reuniões do Grupo de referência,
objetivando levantar nuances que precisavam ser melhor estudadas e avaliadas pelo sistema.
Depois de apontada a acessibilidade de usuários com deficiência visual como ponto de
relevante importância, o iniciou o processo de levantamento de dados sobre o assunto, tendo
como eixos de estudo a legislação, arquitetura e instrumentos de acessibilidade. Em momento
posterior, o Grupo de referência se reuniu para discussões da literatura levantada e lida e deu
inicio a redação do projeto. A etapa seguinte tratou da submissão do projeto aos diretores do
sistema, que prontamente referendaram o documento. A etapa atual e a de obtenção de
orçamento para a execução do mesmo.
Os instrumentos de sinalização propostos pelo projeto são: as Placas de sinalização
com o sistema braile, o mapa tátil e piso tátil direcional.

3.1 Placas de sinalização
Com relação às placas de sinalização, o projeto baseou-se nas diretrizes da NBR
9050/2004. As informações em braille não dispensam a sinalização visual com caracteres ou
figuras em relevo, exceto quando se tratar de folheto informativo. As informações em Braille
devem estar posicionadas abaixo dos caracteres ou figuras em relevo.
3.1.1 Letras e números - Dimensionamento
A dimensão das letras e números deve ser proporcional à distância de leitura,
obedecendo à relação 1/200. Recomenda-se que textos e números obedeçam às seguintes
proporções, conforme Figura 1.
a) largura da letra = 2/3 da altura;
b) espessura do traço = 1/6 da altura (caractere escuro sobre fundo claro) ou 1/7 da altura
(caractere claro sobre fundo escuro);
c) distância entre letras = 1/5 da altura;

2569

�d) distância entre palavras = 2/3 da altura;
e) intervalo entre linhas = 1/5 da altura (a parte inferior dos caracteres da linha superior deve
ter uma espessura de traço distante da parte superior do caractere mais alto da linha de baixo);
f) altura da letra minúscula = 2/3 da altura da letra maiúscula.
Figura 1 dimensões das letras

3.1.2 Arranjo
O arranjo de seis pontos e o espaçamento entre as celas Braille, conforme figura 2,
devem atender às seguintes condições:
a) diâmetro do ponto na base: 2 mm;
b) espaçamento vertical e horizontal entre pontos - medido a partir do centro de um ponto até
o centro do próximo ponto: 2,7 mm;
c) largura da cela Braille: 4,7 mm;
d) altura da cela Braille:7,4 mm;
e) separação horizontal entre as celas Braille: 6,6 mm;
f) separação vertical entre as celas Braille: 10,8 mm;
g) altura do ponto: 0,65 mm.
Figura 2: Cela Braile

Fonte: ABNT/2004

2570

�Os textos, figuras e pictogramas em relevo são dirigidos às pessoas com baixa visão,
para pessoas que ficaram cegas recentemente ou que ainda estão sendo alfabetizadas em
Braille. Devem estar associados ao texto em Braille.
As figuras em relevo devem atender às seguintes condições:
a) contornos fortes e bem definidos;
b) simplicidade nas formas e poucos detalhes;
c) figura fechada, completa, com continuidade;
d) estabilidade da forma;
e) simetria.
Os caracteres em relevo devem atender às seguintes condições, conforme
exemplificado na figura 3:
a) tipos de fonte, conforme 5.5.4 da NBR 9050, já citadas;
b) caracteres grafados em maiúsculas;
c) altura do relevo: 0,8 mm a 1,0 mm;
d) altura dos símbolos: mínimo 150 mm;
e) altura dos caracteres: 16 mm a 51 mm ;
f) distância entre caracteres: 5 mm;
g) distância entre linhas: 45 mm.
Figura 3 Sinalização tátil
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Fonte: ANBT/2004

Percebemos a importância de sinalizar também o acervo utilizando o sistema braille.
Esta será feita através da transcrição, processo que utiliza impressora, existe ainda a
impressão por clichê, máquina Perkins e, claro, os processos manuais, este processo consiste
na conversão dos caracteres comuns para seus correspondentes no alfabeto braille. Para fazer
a transcrição deve-se ter pleno domínio do sistema braille, pois além da correspondência de
caracteres há também a formatação do texto.
Todo tipo de texto possui uma formatação própria, e é esta formatação que dá a ele
sentido. Visualmente ela pode ser representada por parágrafos, grifos, textos em caixas, etc.,

2571

�no Braille também, por isso existem técnicas e caracteres auxiliares que ajudam no
entendimento do deficiente. É importante lembrar que existem normas para a padronização
dos impressos em braille, criadas pela Comissão Brasileira de Braile. O braille pode ser
impresso em papel de gramatura entre 120g/m2 e 180g/m2, que atenda a dimensão mínima
Postal (15 x 10 cm) e máx. A3 (29,7 x 42 cm). As bases para impressão são o papel, etiqueta
adesiva e outros.
A sinalização utilizando também o sistema braille será aplicada nos seguintes locais:
a)
b)
c)
d)

Portas;
Corredores;
Estantes;
Prateleiras.
A seguir, temos alguns exemplos da sinalização a ser implantada na identificação do

Acervo.

Figura 4 Exemplo de sinalização

Fonte: SILVA, 2014
Obs: O texto em Braille é meramente ilustrativo, não corresponde à informação
apresentada.

Além do acervo, outras placas serão implantadas utilizando o sistema braille. As
placas de sinalização são responsáveis pelo deslocamento dos usuários no âmbito das
bibliotecas, tornando possível a tomada de decisão precisa no que diz respeito aonde e para
onde ir, ou seja, qual setor procurar? Qual o material de interesse? Além do acesso às
informações sobre a segurança (extintores, saídas de emergência), mobilidade (escadas,

2572

�elevadores, rampas). As placas de sinalização servem para promover uma maior
independência dos usuários, lhe garantindo o acesso descomplicado às instalações e serviços.
Exemplos de sinalização utilizando o sistema braille:

Figura 5 Indicação de banheiros e acesso para portadores de deficiência

Fonte: (www.arcomudular.com.br)

Figura 6 Saída de emergência e final de escada

Fonte: (www.acessoirestrito.org)

Figura 7 Portas

Fonte: www.gefokal.com.br

2573

�3.2 Mapa tátil
O mapa tátil, bem definido por Zanuncio,Vilela e Mafra (2011) é um dispositivo que
permite que pessoas cegas ou de baixa-visão possam por via tátil, adquirir uma informação
relevante de ambientes, processos e organogramas entre outras aplicações. Quando uma
pessoa explora um mapa tátil, conexões cerebrais são ativadas, formando uma informação
concreta na memória.
Estes ainda devem ter informações acessíveis. Devem combinar textos em braille e
alto-relevo, e ainda, identificação das trilhas táteis no espaço mapeado. As trilhas e legendas,
sempre em alto-relevo, devem ser construídas com cores (baixa visão) e texturas diferentes.
Por exemplo, em uma trilha composta de piso tátil direcional é importante que se possa
apresentar a representação deste trecho, com textura o mais semelhante à do piso direcional.
Plásticos de uma forma geral, em especial os acrílicos, tem texturas e cores que “imitam” as
dos pisos, trazendo facilidade de projeto e fabricação (ZANUNCIO; VILELA; MAFRA,
2011).
Os mapas devem, ainda, ser acessíveis a pessoas de baixa-visão, ou seja, devem conter
informações que embora não táteis sejam de fácil leitura. Pessoas nesta condição têm pouca
acuidade visual, em especial na terceira e quarta idade sofrem com problemas relacionados à
visão advindos do desgaste natural gerado pela idade. Novamente o contraste de cores e
luminâncias é uma variável importante para os mapas, bem como a tipologia utilizada. O
mesmo se pode extrapolar para as figuras e símbolos.
Mapas táteis são representações gráficas em textura e relevo que servem para
orientação e localização de lugares e objetos para portadores de deficiência visual, portanto
são valiosos instrumentos de inclusão social, oferecendo igualdade e oportunidade de
autonomia ao deficiente visual. Igualdade de oportunidades é definida como sendo o processo
pelo qual os diversos sistemas da sociedade - ambiente físico, de serviços, de atividades, de
informação e de documentação - são colocados à disposição de todos, inclusive das pessoas
com deficiência.

2574

�Figura 8 Exemplo de Mapa Tátil

Fonte: www.arcomudular.com.br

O mapa tátil é considerado um instrumento componente do sistema de informação
ambiental com pretensões de humanizar o ambiente construído. Apesar da relação física que
ainda existe entre a pessoa cega e o mapa tátil, a relação é sobretudo cognitiva, já que, o que
mais está em atuação são os fatores relacionados aos processos cognitivos tais como atenção,
memória, processamento da informação e tomadas de decisão (ALMEIDA; MARTINS;
LIMA, 2007).
Considerando o aspecto custo, preocupação que permeia todo gestor público, acreditase que os mapas táteis podem ser considerados de fácil acesso e implantação, e um importante
mecanismo para reduzir a exclusão dos deficientes visuais no cotidiano das universidades,
considerando os espaços da biblioteca.

3.3 Piso tátil direcional
De acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) em sua NBR
9050/2004 os pisos devem ter superfície regular, firme, estável e antiderrapante sob qualquer
condição, que não provoque trepidação em dispositivos com rodas (cadeiras de rodas ou
carrinhos de bebê). Admite-se inclinação transversal da superfície até 2% para pisos internos
e 3% para pisos externos e inclinação longitudinal máxima de 5%. Inclinações superiores a
5% são consideradas rampas e, portanto, devem atender a 6.4. Recomenda-se evitar a
utilização de padronização na superfície do piso que possa causar sensação de insegurança
(por exemplo, estampas que pelo contraste de cores possam causar a impressão de
tridimensionalidade).

2575

�Figura 9 Exemplo de Piso Tátil Direcional

Fonte: www.extingoias.com.br

Com relação ao piso tátil direcional, a NBR 9050/2004, este piso deve ser utilizado
quando da ausência ou descontinuidade de linha-guia identificável, como guia de
caminhamento em ambientes internos ou externos, ou quando houver caminhos preferenciais
de circulação. Além do piso será necessária também a sinalização em escadas, indicando o
inicio e o fim das mesmas também em texto em braille.

4 RESULTADOS PARCIAIS
O princípio da igualdade de direitos significa que as necessidades de cada pessoa têm
igual importância, devendo constituir a base do planejamento social, e todos os recursos
devem ser empregados para garantir que as pessoas tenham as mesmas oportunidades de
participação.
Pretende-se com o projeto garantir a acessibilidade dos usuários com deficiência
visual aos acervos e serviços do sistema integrado de bibliotecas da universidade em questão,
garantido maior mobilidade e independência.

5 CONSIDERAÇÕES PARCIAIS
Nos dias atuais, a compreensão científica da cegueira está bastante evoluída, com isso,
os sujeitos com deficiência visual estão mais integrados à sociedade e essa interação está
bastante facilitada por meio do advento tecnológico; todavia, a acessibilidade aos aparatos
tecnológicos que venha a facilitar suas vidas ainda é bastante restrita nas Instituições Federais
de Ensino Superior.
A inclusão do indivíduo com deficiência visual por meio da educação superior é uma
necessidade contemporânea, mas revela seu oposto, a exclusão, visto que, apesar de todo o
desenvolvimento tecnológico a pessoa com deficiência visual, em quase sua totalidade, vê-se

2576

�excluído desse processo tanto pela inadequação às suas condições de sujeito sem visão quanto
pela dificuldade financeira de aquisição de equipamentos, infraestrutura e profissionais
especializados para atendê-lo.
A legislação que trata da inclusão já deu grande avanço, mas ainda se fazem
necessárias ações concretas que possam garantir o atendimento preferencial de alunos com
necessidades educacionais especiais desde o ensino regular até o universitário. A pessoa com
deficiência visual necessita de suporte para a ampliação de suas leituras e acesso aos vários
suportes e meios de informação.
Tendo como premissa a acessibilidade, o projeto Diversos Olhares busca ampliar as
possibilidades de acesso e o uso da informação aos serviços no ambiente das bibliotecas que
compõem o sistema integrado de bibliotecas, em estudo. Com a implantação de Sinalização
dos acervos, setores e serviços através do Sistema Braille, bem como o uso de Mapas Táteis e
Piso Tátil Direcional, o projeto visa dar mais mobilidade e independência ao usuário com
deficiência visual.

6 REFERÊNCIAS
ALMEIDA, M. D. F. X. D. M.; MARTINS, L. B.; LIMA, F. J. D. Mapa tátil: um enfoque
ergonômico.

In: ENCONTRO NACIONAL

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Revista do Instituto de Ciências Humanas e da Informação, v. 25, n.2, p.31-42, jul./dez. 2011.
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http://www.ufpi.br/subsiteFiles/ppged/arquivos/files/eventos/evento2009/GT.

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2578

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Ciência da Informação&#13;
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>A sociedade contemporânea passou por profundas mudanças causadas pelos avanços das telecomunicações, da telemática, da explosão tecnológica, etc. uma era nova surge a partir da convergência desses avanços, que, inter-relacionados, formam, as ―infovias de informação‖, neste contexto, trazemos o acesso de pessoas com deficiência visual às Bibliotecas Universitárias. A implantação das políticas inclusivas em nosso país se deu a mais de dez anos, e percebe-se a necessidade de avaliação de sua aplicabilidade no contexto das universidades, mas precisamente, ao acesso a informação. Este trabalho tem como objetivo apresentar um Projeto de sinalização para usuários com deficiência visual em bibliotecas universitárias, que tem como foco o acesso e o uso aos serviços e acervos, por parte dos usuários real e potencial com deficiência visual.
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