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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

ORGANIZAÇÃO DA BIBLIOTECA DO ACERVO HISTÓRICO DO CENTRO DE
MEMÓRIA DA MEDICINA - CEMEMOR
Ethel Mizrahy Cuperschmid
Elza Helena de Almeida Hugo
Carla Cristina Vieira de Oliveira
Angélica Siqueira de Castro
Sarah Campos Cardoso
Maria do Carmo Salazar Martina
RESUMO
Descreve-se o trabalho de organização do acervo antigo e de obras preciosas e/ou raras da
Biblioteca do CEMEMOR - Centro de Memória de Medicina de Minas Gerais, sediado na
Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. São descritos os padrões de
seleção das obras e critérios de raridade para a coleção bem como os avanços em sua
organização, o que vêm garantindo a divulgação e o acesso à literatura médica para os
profissionais da área da saúde em específico e toda a comunidade em geral.
Palavras-chave: Obra rara; Biblioteca de Medicina; Organização de Acervo; História da
Medicina
ABSTRACT
Describes the work of organizing the old collection of rare and precious works books of the
Library of CEMEMOR - Memory Center of Medicine of Minas Gerais, located at the Faculty
of Medicine, Federal University of Minas Gerais. Standards and criteria for selection of the
works of rarity for the collection as well as advances in its organization, ensuring access to
medical literature for professionals in the health area in particular and all community at large.
Keywords: Rare books,
Medicine

Library of Medicine, Collection Organization,

History of

1 INTRODUÇÃO
Os Centros de Memória surgiram no Brasil na década de 70, quando as instituições
públicas e privadas sentiram a necessidade de preservação da “memória institucional". As
universidades, detentoras de grandes acervos bibliográficos, saíram na frente, estimuladas que
foram pelo próprio MEC, que recomendava a preservação e organização dos acervos
documentais brasileiros. Reunindo fontes originais de pesquisa, baseados em determinados

3385

�assuntos ou criados em torno de temas específicos, estes Centros de Memória e/ou
Documentação tornaram-se característicos das universidades brasileiras, objetivando a
preservação do patrimônio bibliográfico e arquivístico, e em alguns casos, até parte do
museológico.
Segundo Camargo (1999, p.50), os Centros de Memória:

[...] apresentam como característica fundamental a proposta de trabalho que
envolve a reunião, a preservação e a organização de arquivos e coleções
(geralmente compostos de documentos originais, as “fontes primárias”) e de
conjuntos documentais diversos (de natureza bibliográfica ou arquivística,
originais ou cópias) reunidos sob o critério do valor histórico e informativo,
em torno de temas ou de períodos da história. Trabalha-se, portanto, com
informação especializada.

Neste sentido, o CEMEMOR, Centro de Memória da Medicina de Minas Gerais, foi
inaugurado em 1977 e formalizado pela Resolução 02/79 do Conselho Departamental da
Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, em 12 de junho de 1979.
Também oferece a disciplina História da Medicina semestralmente desde 1978, como
optativa, aberta a estudantes, docentes, funcionários, e demais interessados.
Seus coordenadores foram: Prof. João Amílcar Salgado (idealizador e ainda membro
atuante do CEMEMOR, cujos esforços proporcionaram a formação de grande parte do acervo
existente), Prof. Luiz Cisalpino Carneiro, Prof. Ronaldo Simões Coelho e Prof. Sebastião
Natanael Silva Gusmão e Prof. Ajax Pinto Ferreira.
O CEMEMOR ocupa uma área nobre do 1° andar da Faculdade de Medicina da
UFMG, distribuído num conjunto de 8 salas, denominadas salas Borges da Costa, Clóvis
Salgado, Ezequiel Dias, Guimarães Rosa, Baeta Viana, Samuel Libânio, Adelmo Lodi, e
Biblioteca Dermatológica Prof. Oswaldo Costa.
O CEMEMOR possui ainda o Horto Frei Veloso (Campus Saúde da UFMG), que se
destina ao plantio de ervas medicinais e ao estudo da farmacopéia natural tradicional, e
funciona no prédio anexo à Faculdade de Medicina, aos fundos da Biblioteca J. Baeta Vianna.
O Centro de Memória possui, pela variedade de seu acervo, características ao mesmo
tempo de:
•

Museu (objetos tridimensionais tais como: instrumentos médico-cirúrgicos,

móveis,

peças de vestuário, quadros, esculturas, etc.);
•

Biblioteca (livros, teses, folhetos, periódicos, separatas);

•

Arquivo (documentos diversos, fotografias e convites de formatura de ex-alunos, fotos
históricas, correspondências, etc.).

3386

�O CEMEMOR apesar de deter em seu espaço físico um acervo tão valioso, possui
uma infra-estrutura muito aquém do necessário para uma correta salvaguarda, pesquisa,
segurança e correta conservação dos exemplares que dispõe. Não conta com nenhum sistema
de iluminação ou ventilação adequadas e nenhum sistema de segurança para o acervo.
É interessante observar que a Resolução 02/79 não estabelecia a criação de uma
Biblioteca e nem de um Arquivo. No entanto, estas coleções passaram a ser os maiores
atrativos do CEMEMOR, seja pela raridade de seus exemplares, seja pela importância de seus
doadores.
O acervo bibliográfico está constituído de, aproximadamente, 15.000 exemplares entre
livros, teses, periódicos e folhetos. Nele podemos encontrar obras raras e preciosas, e será
doravante denominado acervo histórico.
Grande parte destas obras é do século XIX, quando a comunicação científica médica
era basicamente publicada em francês e alemão.
O acervo do CEMEMOR foi formado, desde sua inauguração em 1977,
principalmente, de doações de professores e profissionais egressos dos cursos, muitos destes
de reconhecimento internacional cujas obras doadas tornaram-se raras, quer seja pela
relevância do conhecimento comunicado, pela data de publicação das obras, ou devido à
magnitude de seu proprietário e doador, tais como: Oswaldo Costa, Miguel Couto,
Washington Pires, Eduardo Borges da Costa, Baeta Vianna, Pedro Nava, Mário Hugo
Ladeira, entre outros, o que justifica, sobretudo, a preservação, a difusão e a divulgação do
acervo.
Doações chegavam, a todo momento, de colaboradores do Centro de Memória, de
entusiastas da história e da ciência médica, de familiares de médicos falecidos, etc.
De acordo com Fontanelli (2005, p.14),
[...] a missão do centro de memória e a função que os documentos
preservados e organizados representam são questões fundamentais a se levar
em conta durante o processo de constituição do setor, para que as atividades
e o valor atribuído aos documentos ou mesmo sua missão não sejam
desvirtuados.

É importante registrar que o CEMEMOR quando criado, não tinha definido a sua
abrangência ou “campo de atuação”. Ou seja, não se estabelecia, até então, se a memória a ser
resguardada seria apenas a da Faculdade de Medicina, ou a história da medicina de Minas
Gerais, ou a história da medicina no Brasil ou no mundo.

3387

�Neste sentido, a falta de uma política de seleção pré-estabelecida e sem critérios de
limite histórico, propiciou o recebimento de obras de todas as áreas do conhecimento e de
todas as datas, gerando um volume enorme de exemplares em duplicatas e de obras sem
interesse ou relevância para o CEMEMOR. Este artigo é baseado em monografia de 2010 que
descreve a trajetória da organização do acervo bibliográfico na instituição (HUGO,2010).

2 REVISÃO DA LITERATURA
Os Centros de Memória centram-se em modos distintos do eixo memória-nação de
construção da relação entre memória e história. Os Centros de Memória de memória de
empresas ou mesmo universitários tomam a iniciativa de preservar sua memória como
história, como imortalização e como legitimação. Segundo Fonseca (2013, p.17) Por este
motivo reúnem acervos relacionados a elas mesmas para direcionar leituras acerca de suas
próprias trajetórias e de seus sujeitos ao longo do tempo. O foco central abrange a
organização ou reorganização de memórias individuais e coletivas, o reforço de identidades, a
preservação de espaços coletivos e legados culturais.
Considera-se Patrimônio cultural o conjunto de produções tangíveis e intangíveis do
ser humano e seus contextos sociais e naturais que constituem objeto de interesse a ser
preservado para futuras gerações. Já o Patrimônio Cultural Científico inclui o conhecimento
científico e tecnológico produzido pelo homem que são testemunhos dos processos científicos
e do desenvolvimento tecnológico. No Brasil, este Patrimônio tangível encontra-se nas
Universidades e parte dele ainda está por ser “descoberto”.
Os Centros de Memória criados em muitas universidades brasileiras desde a década de
1970, já se tornaram um fenômeno comum ao ambiente universitário. Em geral é um espaço
institucional propício ao trabalho interdisciplinar. Segundo Camargo (1999, p.50), sua
proposta de trabalho envolve a reunião, a preservação e a organização de arquivos e coleções,
bem como a de conjuntos documentais diversos reunidos sob o critério do valor histórico e
informativo, em torno de temas ou períodos da história.
Estes Centros são lugares de memória e funcionam como receptáculos e difusores de
conhecimento e informação, ou seja, espera-se que eles sejam capazes de acionar mecanismos
de reavivamento da memória voltada ao ensino, pesquisa e extensão.
Em sua missão de preservar o Patrimônio e os bens culturais, o CEMEMOR percebeu
a importância de definir a raridade e a preciosidade das obras bibliográficas de seu acervo.
Com esta medida, torna-se possível democratizar o acesso e promover a transformação do
conhecimento do público, uma vez que ele terá acesso à informação especializada.

3388

�A definição de raridade de um livro depende de diversos fatores, como por exemplo, o
material usado em sua confecção, a primeira edição, a importância histórica, indicações de
propriedade, entre outros. Apenas a antiguidade de uma obra não caracteriza a sua raridade. A
raridade ou preciosidade de uma obra é determinada por sua procura e por particularidades
inerentes a cada exemplar.
No Brasil existem controvérsias entre bibliotecários, curadores e bibliófilos quanto ao
significado de uma obra rara, o que faz com que cada instituição elabore seus próprios
critérios, a maioria das vezes baseados nas experiências de outras instituições, e na
determinação de raridade adotada pela Biblioteca Nacional, localizada no Rio de Janeiro.
O valor de um livro antigo depende do estado em que se encontra, da encadernação
que possui ou de alguma particularidade que o exemplar apresenta, ou seja, nem todos os
exemplares de uma obra rara valem o mesmo preço. A procedência de um livro é muito
importante para avaliá-lo, bem como uma assinatura, um ex-libris, uma anotação feita por um
livreiro ou leiloeiro, o tipo de encadernação, etc.
O valor de mercado ou a dificuldade de localização de uma obra não é o principal fator
para se considerar uma obra como rara, mas sim o seu conteúdo e a importância histórica do
mesmo.
Para se elaborar critérios, deve-se estabelecer uma metodologia de pesquisa
bibliográfica em catálogos on-line, dicionários e outras obras de referências especializadas,
levando-se em conta a historicidade da obra e observando o contexto no qual a obra está
inserida.
A análise desses critérios deve ser realizada, no mínimo, sob uma das
seguintes perspectivas: a) a do bibliotecário, em face de um acervo
considerado antigo; b) a do gerente da instituição, perante um acervo que
desconhece e considera “valioso”, por constituir parte da história da
instituição; e c) a do usuário, que sintetiza as perspectivas anteriores.
(PINHEIRO, 1989, p.21).

Baseado nas recomendações da Biblioteca Nacional e na literatura disponível, decidiuse estabelecer alguns critérios de raridade para uma primeira triagem no acervo histórico do
CEMEMOR.
•

Definição do limite histórico: foram consideradas todas as obras médicas editadas no
Brasil até 1900, todas as obras estrangeiras dos séculos XVI, XVII e XVIII, e as obras
do século XIX selecionadas por especialistas da área;

•

Observação dos aspectos bibliológicos: foram observadas as edições luxuosas, os
suportes de impressão, as ilustrações e beleza tipográfica, as obras manuscritas, os

3389

�volumes produzidos artesanalmente, etc.;
•

Observação do valor cultural da obra: foram analisados os aspectos da memória
institucional e autores renomados, as primeiras edições e tiragens limitadas, os facsimilares, as edições esgotadas e/ou censuradas, as coleções especiais e edições
populares, as obras cientificas que datam do período inicial de ascensão da ciência
médica, memórias históricas de famílias nobres e usos e costumes, edições de
clássicos, etc.;

•

Características do exemplar: foram avaliadas as marcas de propriedade, os ex-libris, as
dedicatórias,

as

assinaturas

de personalidades

ou

professores

ilustres,

de

encadernadores, comerciantes ou livreiros, restauradores, anotações na obra, etc;
•

Pesquisa bibliográfica: foram feitas consultas a especialistas da área médica que
apontaram características das obras tais como unicidade, relevância e raridade e
pesquisa em sites que disponibilizam coleções de obras raras tais como a Biblioteca
Nacional, Biblioteca de Manguinhos, Biblioteca Nacional da França, National Library
o f Medicine e Library o f Congress.
A Biblioteca Nacional estende o conceito de obra rara para livros publicados no Brasil

até a data de 1841. No entanto, partindo do princípio de se tratar de obras específicas da área
médica, achou-se por bem definir no CEMEMOR todas as obras publicadas no Brasil no
século XIX como obras raras e/ou preciosas.

3 MATERIAIS E MÉTODOS
O Centro de Memória, quando fundado, possuía a função original de organização de
informações e atualmente ele passou a exercer também uma atividade de preservação e de
organização de fontes originais de pesquisa.
Uma particularidade do CEMEMOR é aproximar fonte de informação e pesquisa do
interessado, seja ele aluno, professor, curioso ou pesquisador. Também tem como missão a
guarda de fontes documentais produzidas pelo poder público que estão em risco de se perder
ou prestes a ser danificadas e torna-las acessíveis á consulta pública.
Castelfranchi (2010, p.14-15) afirma que “a ciência, assim como a arte, a filosofia, a
religião, o esporte, é uma parte importante de nossa cultura, que os cidadãos têm direito de
usufruir e apreciar”.
Recuperar, organizar, dar a conhecer a memória da empresa não é juntar em álbuns
velhas fotografias amareladas, papéis envelhecidos. É usá-la a favor do futuro da organização
e seus objetivos presentes (NASSAR, 2004).

3390

�Conforme muito bem traduz Worcman (2004), “a memória tampouco é um depósito
de tudo o que nos aconteceu. A memória é, por excelência, seletiva”.
O CEMEMOR acumulou durante mais de 30 anos de existência, uma quantidade de
livros, periódicos, documentos, instrumentos cirúrgicos, quadros, fotos e objetos diversos de
inestimável valor histórico, que se encontravam armazenados e resguardados dos usuários,
sem tratamento e conhecimento da comunidade.
O primeiro passo no sentido de organizar esse material e assim poder disponibilizá-los
para consulta e pesquisa, foi a implementação de uma organização baseada na seleção,
inventário, conhecimento e conservação do acervo.
Segundo Mambro (2012, p.5), o acervo de um Centro de Memória é constituído pelas
seguintes modalidades de documentos/informações:
• Arquivo Institucional composto de documentos arquivísticos da instituição ou de um
setor da instituição;
• Arquivo Informacional composto de informações sobre a produção científica da área;
• Acervos Recolhidos que podem ser de natureza arquivística, bibliográfica ou coleções
documentais diversas.
A organização do “acervo histórico” do CEMEMOR por meio do tratamento técnico
constituído pela descrição física, do conteúdo e registro do patrimônio utilizando sistemas de
bases de dados a serem definidos posteriormente, constituir-se-á em mais uma fonte de
informação, sendo imprescindível para:
•

A visibilidade global do acervo existente no Centro de Memória;

•

A disponibilização das informações do acervo total na WEB para acesso amplo e
irrestrito;

•

A pesquisa histórica e comparativa do desenvolvimento das ciências médicas
registradas cronologicamente no acervo bibliográfico.
Para que o Centro de Memória cumpra a sua finalidade, necessário se faz que a

organização de seu acervo, a preservação das fontes documentais, a acessibilidade aos
exemplares raros e preciosos e a disponibilidade das informações neles contidas sejam
garantidas.
Estas obras encontram-se ainda ausentes de qualquer catálogo on line da Instituição,
armazenadas, com acesso restrito ao público, o que justifica sua imediata organização. A
coleção de obras raras é considerada prioridade. As obras preciosas do acervo histórico serão
trabalhadas na sequência.

3391

�O objetivo da ação da equipe do CEMEMOR é organizar o acervo bibliográfico
histórico no sentido de restaurar, preservar e conservar um patrimônio científico universitário
que é público, garantindo o acesso à literatura médica para os profissionais da área da saúde
em específico, e toda a comunidade em geral.
As etapas deste processo são:
•

Selecionar o acervo bibliográfico por área, assunto, data, autor, título etc;

•

Acondicionar a coleção em local seguro e em ambiente adequado;

•

Inventariar as obras;

•

Salvaguardar as obras já em processo de deteriorização;

•

Analisar a coleção identificada, destacando-se seu valor e raridade;

•

Estabelecer uma política para definição de obras preciosas e/ou raras;

•

Identificar as obras preciosas e/ou raras, através de apoio bibliográfico e experiência
da equipe;

•

Patrimoniar e agregar valor a esta coleção;

•

Viabilizar a restauração e higienização técnica das obras;

•

Proporcionar o tratamento técnico deste acervo, utilizando padrões nacionais e/ou
internacionais de catalogação, indexação e classificação;

•

Incluir a coleção no sistema Pergamum da UFMG;

•

Elaborar catálogo de obras preciosas e/ou raras; e

•

Promover a divulgação da coleção e valorização da Biblioteca.

A primeira etapa do trabalho foi concentrar, num mesmo espaço físico, toda a coleção
bibliográfica que estava armazenada em diferentes locais, pois os mesmos eram totalmente
inadequados. Nesta etapa foram selecionados:
•

Livros e periódicos médicos separados por especialidade;

•

Livros de outras áreas (direito, religião, geografia, gramáticas, história, etc.);

•

Periódicos de assuntos diversos;

•

Obras de referência (dicionários, enciclopédias, etc.);

•

Obras de literatura, etc.
Em seguida, devido a obras no espaço da biblioteca, as obras foram retiradas do local

e passaram por uma segunda seleção. Neste estágio foram separadas as obras em duplicidade
do acervo histórico do CEMEMOR, em duplicidade com o Sistema Pergamum da UFMG e
aquelas que se encontravam fora do corte cronológico estabelecido (até dezembro de 1959).

3392

�Desta forma, de setembro de 2012 a janeiro de 2014, 2.222 exemplares foram
acomodados em 126 caixas de tamanhos variados:
•

Em duplicidade com o Sistema de Bibliotecas foram preenchidas 74 caixas,
totalizando 1.153 obras;

•

Em duplicidade com o acervo do CEMEMOR foram 13 caixas com 236 livros;

•

Fora do corte foram encontrados 630 livros que perfizeram 34 caixas;

•

Fora do corte e em duplicata - tanto no CEMEMOR quanto no Sistema de Bibliotecas
- foram encontrados 200 livros que ocuparam 5 caixas.
Estas 126 caixas encontram-se na Galeria Antônio Gomide, cada uma contendo a

listagem com referência, número do acervo - no Sistema de Biblioteca - e observações gerais
como a sua condição material, marca de propriedade, dedicatória dentre outros.
Este universo de 2.222 exemplares passará por uma comissão de avaliação e seleção,
posteriormente o que não estiver de acordo com a política de desenvolvimento do acervo do
CEMEMOR será encaminhada para outras bibliotecas e centros de memória da medicina no
Brasil na modalidade de doação.
Esta etapa, que incluiu a avaliação da coleção e permitiu a constatação esta era
demasiada numerosa, uma vez que havia muitas duplicatas que podiam e deviam ser
encaminhadas para outras instituições. Assim, a identificação e o conhecimento da coleção
foram fundamentais para a racionalização do acervo, conforme a missão do CEMEMOR.
A seleção das obras que irão compor o acervo histórico da biblioteca do CEMEMOR,
também foram avaliados as assinaturas, as dedicatórias, aquelas em melhor estado de
conservação, ou com qualquer outra característica de destaque, como ex-libris.
A etapa de limpeza do acervo foi de fundamental importância, devido às péssimas
condições de conservação. As coleções foram higienizadas manualmente, usando o aspirador
Rainbow - filtragem das sujidades do ar e dos livros por meio de turbilhonamento,
proporcionando uma limpeza mais eficiente, acomodando as sujeiras na água.
Depois de higienizados e acomodados em estantes de aço os livros de encadernação de
couro receberam o tratamento com a cera CR 185 Leather dressing, e foram revestidos com
lombadas de Poliéster para receberem a etiqueta de localização na estante. Foram usadas as
Etiquetas 0080 - 252959 PIMACO transparentes 25,4 x 66,7, para se preservar ao máximo as
características das encadernações das obras.
Os livros de brochura foram tratados de maneira diferenciada, só higienizados com o
aspirador e revestidos em sua totalidade com jaquetas confeccionadas de Poliéster tipo cristal

3393

�401 - (75 mil / larg. 1,00m - comp. 50m / 76mm / Op.8465). Também receberam etiquetas de
localização na lombada.
No início de 2014, em limpeza semestral terceirizada, foram localizados traços de
insetos xilofágicos. Foi solicitada a consultoria de bibliotecária especializada em conservação
e restauro de obras raras que passou recomendação específica de limpeza, acomodação e
quarentena das obras. Assim, as obras serão novamente avaliadas antes de retornarem às
estantes.
A terceira etapa foi o inventário das obras, feito em arquivo/planilha Excel, constando
os dados técnicos da obra (referência bibliográfica) e características especiais como
dedicatórias, assinaturas, carimbos, etc.
A decisão tomada para o andamento desta etapa foi a de mantermos na coleção apenas
as obras médicas, observando-se o limite histórico da década de 50 (sujeito a alterações
futuras). Foram listados os livros dos séculos 18, 19 e início do século 20 até 1959.
Exemplo:
OBSERVAÇÕES

ÍTEM

ANO

DESCRIÇÃO

1835

TAVERNIER, A. Manuel de clinique chirugicale. Obra para reparo.
Deuxième édition. Paris: Libraire de Deville Cavellin. Encadernada. Doação 1
549p.
de Washington Pires.

A organização dos livros constituiu-se basicamente do armazenamento cronológico
dos mesmos nas estantes. As etiquetas receberam a seguinte identificação:

1887
LATTEUX
(Patologia Clínica)

(ano de publicação da obra)
(sobrenome do autor)
(especialidade)

Após o término do inventário de cada especialidade médica, foi feita a divulgação da
mesma na página do CEMEMOR http://www.medicina.ufmg.br/cememor/, link Material
Didático / Acervo, para que a comunidade acadêmica e demais interessados pudessem
acompanhar o andamento dos trabalhos.
O processo de organização do acervo do CEMEMOR foi minucioso e desafiador
devido à precariedade e às condições escassas em que foi realizado, mas procurou-se observar
métodos e técnicas da ciência da informação e aplicou-se a todo o momento o bom senso e o
estabelecimento da promoção da conservação, guarda e preservação, acesso e proteção do
acervo.

3394

�A partir de 2012 as obras raras começaram a ser inseridas no Sistema Pergamum Sistema Integrado de Bibliotecas. Trata-se de um sistema informatizado de gerenciamento de
dados que utiliza o formato MARC 21, direcionado aos diversos tipos de Centros de
Informação. O Sistema contempla as principais funções de uma Biblioteca, funcionando de
forma integrada da aquisição ao empréstimo, com o objetivo de facilitar a gestão dos centros
de informação, melhorando a rotina diária com os seus usuários. Tem como principal objetivo
aproveitar as ideias de cada Instituição a fim de mantê-lo atualizado e atuante no mercado,
tornando-o capaz de gerenciar qualquer tipo de documento. Desta forma, o acervo estará mais
acessível para o pesquisador e será acessado de qualquer lugar do mundo, atingindo um
público mais amplo do que aquele da página do CEMEMOR.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Hoje, os Centros de Memória assumem o papel de centros de referência para
estudantes e pesquisadores que buscam conhecer a cultura e a história de determinada
localidade ou de determinada área.
Portanto, estes centros devem estabelecer uma política de preservação de seus acervos
históricos, tornando-os acessíveis ao público de maneira eficaz e responsável, garantindo a
memória da instituição. Devem fazer com que, por meio dessa documentação preservada,
desenvolvam-se pesquisas que tragam benefícios para o futuro resgatando-se elementos
culturais do passado.
Desde 2007, quando os esforços para a revitalização do CEMEMOR iniciaram, já
contamos com equipe formada de historiador, pesquisador e bibliotecário. Conforme os
projetos aprovados em editais há um número flutuante de estagiários de diversas áreas do
conhecimento - História, Letras, Museologia, Conservação e Restauro, Arquivologia.
Também contamos com pesquisador voluntário desde 2009 e atividade de especialista da área
de Ciência da Informação durante um ano - 2012.
O CEMEMOR faz parte da Rede de Museus e Espaços de Ciência e Cultura da
UFMG, composta de 17 espaços, dentre museus e centros de memória. Espera-se que ao
participar de um grupo que pretende discutir, estabelecer normas e procedimentos e promover
o patrimônio científico universitário, o CEMEMOR se beneficie de acordos firmados entre a
Rede e cursos regulares de graduação como Conservação e Restauro, Ciência da Informação,
Arquivologia e Museologia.
Entre 2008 e 2009 foram feitos estudos para a inclusão do acervo no sistema PHL Personal Home Library. Este sistema é uma aplicação Web especialmente desenvolvida para

3395

�administração de coleções e serviços de bibliotecas e centros de informações.
Foi concebido como uma alternativa moderna e eficiente às bibliotecas e usuários com poucos
recursos (financeiro e de pessoal) e que pretendem organizar suas coleções, automatizar
rotinas e serviços e/ou disponibilizar e compartilhar seus catálogos através da Web. Esta
alternativa não funcionou por motivo de falta de assistência do fornecedor. Entretanto, desde
março de 2012, a Biblioteca CEMEMOR participa do sistema Pergamum.
Através de um acordo com o então diretor da Faculdade de Farmácia, prof. Lauro
Mello, a bibliotecária Simone Aparecida dos Santos, trabalhou uma vez por semana na
catalogação das obras raras. Apesar da complexidade desta atividade foram catalogados 81
títulos. Assim, as obras raras passaram a ser visíveis no catálogo via pesquisa. Ficou
estabelecido que o acervo não será emprestado, haverá apenas consulta local. As obras não
terão número de patrimônio da Biblioteca Universitária, utilizarão o código de registro não
patrimoniável.
Vale ressaltar que o CEMEMOR depois de 6 anos de esforços conseguiu para o seu
quadro

permanente

um

funcionário

do

quadro

da

UFMG,

no

cargo

bibliotecário/documentalista.
Ao finalizar o trabalho de seleção e formação da coleção de obras preciosas e/ou raras
da Biblioteca do CEMEMOR da UFMG espera-se contribuir para a valorização do livro raro,
criar uma memória institucional e local da área médica, e buscar a preservação deste
conhecimento para as gerações futuras. Acervos raros devem ser usados como fonte de
pesquisa para gerar novas informações, pois informações antigas, transportadas para uma
nova geração e inseridas no cotidiano de uma realidade existente no presente, servem de base
para a criação de informações futuras.
O Centro de Memória deverá se empenhar em tornar-se um centro de referência de
pesquisa da área médica, em parceria com os demais espaços de formação desta Faculdade,
em especial com a Biblioteca J.Baeta Vianna e em consonância com a vocação que esta
instituição pública vem desenvolvendo desde o início de suas atividades.

REFERÊNCIAS
BIBLIOTECA NACIONAL. (Brasil) PLANOR. Critérios de raridade empregados para a
qualificação
de
obras
raras.
Disponível
em:
&lt;http://www.bn.br/planor/
documentos/criterioraridadedioraplanor.doc&gt;. Acesso em fev. 2014
CASTELFRANCHI, Yurij. Por que comunicar temas de ciência e tecnologia ao público?
(Muitas respostas óbvias... mais uma necessária). In: Jornalismo e ciência: uma perspectiva
ibero-americana.

3396

�Rio de Janeiro: Museu da Vida, Casa Oswaldo Cruz, Fiocruz, 2010. p. 13-21. Disponível em:
http://www.museudavida.fiocruz.br/media/Livro%20NEDC%20web.pdf Acesso em maio de
2014.
CAMARGO, Célia R. Os Centros de documentação das universidades: tendências e
perspectivas. In: SILVA, Zélia Lopes da (org). Arquivos, patrimônio e memória:
trajetórias e perspectivas. São Paulo: Ed. UNESP/FAPESP: 1999. p.49-63.
FONSECA, Thais Nívea de Lima e. História, Memória e Documento. In: LINHALES, Meili
Assbú; NASCIMENTO, Adalso (org). Organizando arquivos, produzindo nexos:
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              <text>Descreve-se o trabalho de organização do acervo antigo e de obras preciosas e/ou raras da Biblioteca do CEMEMOR – Centro de Memória de Medicina de Minas Gerais, sediado na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. São descritos os padrões de seleção das obras e critérios de raridade para a coleção bem como os avanços em sua organização, o que vêm garantindo a divulgação e o acesso à literatura médica para os profissionais da área da saúde em específico e toda a comunidade em geral. </text>
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