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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

PRÁTICAS DE USUÁRIOS POTENCIAIS DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA:
USO DE FONTES DE INFORMAÇÃO EM ARQUIVOLOGIA
Edilene Toscano Galdino dos Santos
Eliane Bezerra Paiva
Genoveva Batista do Nascimento
RESUMO
Visando colaborar com a biblioteca universitária no conhecimento das necessidades
informacionais de seus usuários potenciais, realizou-se uma pesquisa de cunho exploratório
com o objetivo investigar o uso das fontes de informação utilizadas pelos alunos concluintes
do Curso de Graduação em Arquivologia da Universidade Federal da Paraíba, do período de
2011 a 2013. A metodologia incluiu uma pesquisa bibliográfica e uma pesquisa documental,
que abrangeu a análise das referências dos Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) dos
alunos. Para a análise dos dados adotou-se uma abordagem quanti-qualitativa. Os resultados
da pesquisa apontam para o uso diversificado de fontes de informação, com ênfase na língua
portuguesa e cronologia recente. O tipo de fonte de informação mais utilizado pelos
concluintes foram os livros, os quais fundamentam as ideias abordadas nos TCCs. O segundo
tipo de fonte mais utilizado foram os artigos de periódicos que, embora tenham uma relativa
vantagem em relação aos livros, devido a uma expressiva quantidade apresentada em formato
eletrônico, não superaram os livros em formato impresso. A Internet e a legislação foram
outras tipologias muito usadas, revelando que o curso emprega uma base conceitual baseada
em legislação.Também foram utilizadas: teses, dissertações, monografias e dicionários
especializados em Arquivologia. Outros tipos de fontes de informação como tabelas de
temporalidade, atas, regimentos, normas técnicas, editais, diagnósticos, apostilas (textos), etc.
também estavam presentes, mas em menor proporção. Conclui-se que, embora a Internet seja
um recurso muito difundido nos dias atuais, os livros impressos constituem a fonte de
informação mais utilizada pelos alunos de Arquivologia.
Palavras-Chave: Biblioteca Universitária. Usuários Potenciais. Fonte de Informação. Estudo
de Usuários. Arquivologia.

ABSTRACT
In the intent of collaborating with university library in the knowledge of informational needs
of its potential users, it is developed an exploratory research that aims to investigate the use of
sources of information used by the graduating students of Archivology in the Federal
University of Paraíba, from 2011 to 2013. The methodology has included a bibliographical
and a documental research that covered the analysis of references of the Completion of
Course Works (TCC) of the students. In the data analysis it was adopted a quantitativequalitative approach. The research results indicate the diversified use of sources of
information, with emphasis on the Portuguese Language and recent chronology. The most

3510

�used source of information by the students are books, which fundament the ideas developed in
the TCCs. The second most used source of information are journals that, although they
present a relative advantage in relation to books due to an expressive quantity of them are
presented in electronic format, they do not surpass the printed books. Internet and legislation
are other typologies very used, revealing that the course has a conceptual basis based on
legislation. There are also used thesis, dissertations, monographs and specialized dictionaries
in Archivology. Other kinds of sources of information such as temporality tables, minutes,
bylaws, technical standards, notices, diagnoses, handouts (texts), etc are also present, but in
lower proportion. Therefore, it is concluded that, although Internet is a very widespread
nowadays, the printed books constitute the most used source of information by the
Archivology students.
Key-words: University Library. Potential Users. Source of Information. User Studies.
Archivology.

1 INTRODUÇÃO
Um dos principais objetivos da biblioteca universitária é dar apoio às atividades de
ensino, pesquisa e extensão da sua instituição mantenedora, disponibilizando à comunidade
acadêmica recursos que atendam às suas necessidades informacionais. E para atingir tal
objetivo a biblioteca necessita conhecer as demandas de sua comunidade.
A comunidade usuária de uma biblioteca é composta de: usuários reais, aqueles que
efetivamente utilizam os recursos da biblioteca, e usuários potenciais, aqueles a quem a
biblioteca visa atender (SANZ CASADO,1994). Em se tratando da biblioteca universitária, os
usuários potenciais correspondem a toda a comunidade universitária, composta por alunos,
professores, pesquisadores e servidores da instituição. Conhecer as necessidades de
informação dos seus usuários torna-se, então, uma tarefa essencial para a biblioteca
universitária, para que possa atender aos anseios da sua clientela.
Visando colaborar com a biblioteca universitária no conhecimento das necessidades
informacionais de seus usuários potenciais, realizou-se uma pesquisa de cunho exploratório
com o objetivo investigar o uso das fontes de informação utilizadas pelos alunos concluintes
do Curso de Graduação em Arquivologia da Universidade Federal da Paraíba. O presente
texto é o relato dessa pesquisa, que teve como questões motivadoras as seguintes: Quais as
fontes de informação utilizadas pelos concluintes do Curso de Arquivologia? Como se
configuram essas fontes?
Entendemos que o uso das fontes de informação revela a satisfação das necessidades
informacionais dos usuários. Os resultados obtidos na pesquisa podem colaborar com a
biblioteca universitária no processo de gestão das suas coleções da área de Arquivologia.

3511

�Assim, justificamos a realização da pesquisa que se configura como um estudo de uso das
fontes de informação arquivísticas.
Como campo de pesquisa voltado à prática científica, os estudos de usuários tem se
revelado uma importante área da Ciência da Informação, visto que tem apresentado as fontes
às quais o usuário recorre para a realização de suas pesquisas científicas.
Para Araújo (2012, p. 146) o Estudo de Usuário é uma prática que tem se mostrado
como ferramenta para “avaliação de fontes de informação disponíveis e dos serviços
oferecidos pelas bibliotecas”. No que se refere às fontes de informação, é visível a prática
contemporânea de pesquisa com a utilização da Internet, em que periódicos eletrônicos
multiplicam-se, repositórios de acesso livre ganharam credibilidade com informação cada vez
mais advinda de pesquisas com rigor metodológico, além das bibliotecas manterem-se como
importantes centros de informação para pesquisas científicas, automatizando seus catálogos,
tudo isto em favorecimento da busca e uso da informação pelo usuário.
Nesse contexto, as fontes de informação se inserem em uma nova perspectiva
contemporânea de uso de forma que Tomaél et al. (2001, p. 2) afirmam que
todos terão que buscar novos conhecimentos e habilidades, não
necessariamente sobre tecnologias eletrônicas ou sobre documentos. Será
preciso desenvolver aptidão literária “cibercultura” envolvendo uma prática
não necessariamente sobre tecnologias eletrônicas ou sobre documentos.
Será holística, entendendo como a tecnologia eletrônica (e a não-eletrônica)
gerencia a informação para seu uso efetivo. As mudanças devem ser
apreendidas e consolidadas.

Dessa forma, o usuário passa a ter novas possibilidades de fontes de informação, tendo
que adquirir novos hábitos com habilidades específicas para lidar não apenas com as fontes
tradicionais, mas com novas modalidades de acesso à informação com foco na produção de
novos conhecimentos.
A biblioteca já não é apenas uma depositária de acervos impressos passando a agregar
em sua estrutura recursos informáticos que possibilitam acesso rápido a fontes de informação,
sendo inserida em sua prática de educação de usuário a formação de competência
informacional para um usuário que demanda por informação em bases de dados
disponibilizadas pela biblioteca.
Ainda que a Internet seja o mecanismo mais divulgado no mundo contemporâneo
como forma de acesso à informação, a biblioteca universitária ainda goza de certo prestígio
por conter informação especializada a cada curso do âmbito da universidade. Isto indica que,
a biblioteca universitária pode ser considerada como um filtro de informação, visto que a

3512

�Internet por meio do google, a exemplo, fornece ao usuário uma revocação maior que sua
necessidade de informação útil, ao passo que ao se recorrer a uma base de dados específica
existente na biblioteca universitária, a revocação pode ser alta, porém a margem de
informação útil aumenta por estar em bases de dados especializadas.
Nessa perspectiva, a literatura científica especializada evolui a partir da geração de
pesquisas que se desenvolvem em determinada área do conhecimento e são responsáveis pelo
aparecimento de diversas formas de comunicação científica. Ao mesmo tempo em que
comunicam o conhecimento, essas diferentes formas de comunicação científica se constituem
em fontes de informação, ao serem utilizadas pela comunidade científica na construção de
novos conhecimentos.
Torna-se, assim, importante, conhecer as fontes de informação utilizadas por cientistas
e pesquisadores, pois, estas podem demonstrar as tendências de pesquisa e os rumos de
determinada área do conhecimento. Ao mesmo tempo, as unidades de informação carecem
conhecer as fontes de informação utilizadas por determinada clientela para que possam atingir
os objetivos de atender às necessidades de informação de seus usuários.
Consideramos que é uma tarefa imprescindível para as unidades de informação
conhecerem as práticas informacionais de seus usuários, o que justifica a realização da
pesquisa sobre o uso das fontes de informação pelos concluintes do Curso de Arquivologia,
pois, o uso dessas fontes configura-se numa prática informacional desses alunos, que,
potencialmente, são usuários da biblioteca universitária. Conforme Araújo (2001, p.32) as
práticas informacionais correspondem a "ações de recepção, geração e transferência da
informação que se desenvolvem através de circuitos comunicacionais".
Em sua estruturação, o presente texto está composto por essa introdução, uma breve
revisão da literatura sobre estudos de usuários e fontes de informação, os procedimentos
metodológicos, que contemplam a trajetória da pesquisa e o seu ambiente, que é o curso de
Arquivologia da UFPB, os resultados obtidos, interpretados sob uma abordagem quantiqualitativa e as conclusões alcançadas na pesquisa.

2 REVISANDO A LITERATURA: USUÁRIOS E FONTES DE INFORMAÇÃO
Os Estudos de Usuários são pesquisa desenvolvidas para investigar o que os
indivíduos necessitam em matéria de informação ou para conhecer se as necessidades
informacionais de usuários de uma determinada unidade de informação estão sendo satisfeitas
(FIGUEIREDO, 1994)

3513

�Conforme relatam Gasque e Costa (2010), as primeiras pesquisas no campo dos
Estudos de Usuários foram impulsionadas por dois eventos ocorridos após a década de 1940:
a Conferência de Informação Científica da Royal Society, em 1948, no Reino Unido e a
Conferência Internacional de Informação Cientifica, em 1958, nos Estados Unidos. As
discussões oriundas desses dois eventos despertaram a atenção dos seus participantes e da
comunidade internacional para a importância de tais estudos.
Inicialmente, os Estudos de Usuários desenvolveram-se a partir do comportamento do
público comum de bibliotecas públicas ou do uso das fontes de informação por cientistas. Ao
longo do tempo, os estudos evoluíram do foco do sistema para o usuário (CENDÓN; ROLIM,
2013).
Os Estudos de Usuários podem ser classificados em dois grandes grupos, que se
caracterizam conforme abordagem adotada. Os estudos da Abordagem Tradicional enfocam
os sistemas de informação (conteúdo e/ou tecnologia), enquanto que os da Abordagem
Alternativa são centrados no usuário da informação. A presente pesquisa se insere na
Abordagem Alternativa, pois, voltamos nossa atenção para o usuário como elemento central
dos sistemas de informação, daí a proposta de estudar as fontes de informação por eles
utilizadas.
Os estudos sobre fontes de informação estão inseridos na área da organização da
informação, ligada à Ciência da Informação e à Biblioteconomia. Tradicionalmente, nesses
estudos, predomina, o paradigma positivista e sob esse enfoque todos os documentos gerados
pelo sistema de comunicação científica são considerados fontes de informação.
A história das fontes de informação se mescla com a história das bibliografias que se
inicia na Antiguidade e se estende até os dias atuais, incluindo listas de manuscritos
(consideradas ancestrais da bibliografia), autobibliografias, além de repertórios impressos até
as bibliografias especializadas.
O conceito de fonte de informação é amplo e remete a inúmeros tipos de recursos
informacionais.

Conforme Cunha (2001, p. viii), o conceito de fonte de informação [...]

“pode abranger manuscritos e publicações impressas, além de objetos, como amostras
minerais, obras de arte ou peças museológicas” [...].
As formas de classificações das fontes variam conforme os objetivos propostos.
Mueller (2003) relata que as fontes produzidas, ao longo do processo de pesquisa, podem ser
classificadas como primárias, secundárias e terciárias. As fontes primárias são aquelas
produzidas com a interferência direta do autor da pesquisa e incluem relatórios técnicos, teses
e dissertações, patentes, normas técnicas, trabalhos apresentados em eventos científicos, como

3514

�congressos, conferências, simpósios, etc., e artigos científicos. As fontes secundárias surgem
para facilitar o uso do conhecimento disperso nas fontes primárias. Tais fontes apresentam a
informação filtrada e organizada. São as enciclopédias, os dicionários, os manuais, as tabelas,
as revisões de literatura, os tratados, certas monografias, os anuários, os livros-texto, entre
outras. As fontes terciárias servem para guiar os usuários para as fontes primárias e
secundárias e incluem as bibliografias, os serviços de indexação e de resumo, os guias de
literatura, os catálogos coletivos, os diretórios, etc.
Como toda classificação é arbitrária, existem autores que distinguem apenas fontes
primárias e secundárias. As primárias correspondem à literatura propriamente dita, e as
secundárias, aos serviços bibliográficos.
Os estudos desenvolvidos na década de 1980, no contexto das empresas e
organizações, contribuíram para o estabelecimento de novos critérios para a classificação das
fontes de informação em: fontes externas ou internas à organização, documentais e informais.
As fontes documentais compreendem documentos de várias naturezas, como livros,
periódicos, filmes, etc.; e as fontes informais emanam de contatos informais, conversas,
depoimentos, entrevistas, entre outras.
Outra forma de classificação das fontes surgiu a partir da explosão da informação e da
emergência do controle bibliográfico especializado. Surge então outra classificação: as fontes
de informação gerais e as fontes especializadas. As fontes gerais correspondem a obras que
incluem diversos assuntos, enquanto as fontes especializadas abrangem áreas de assuntos
específicas (CAMPELLO; MAGALHÃES, 1997).
As fontes de informação especializadas tiveram origem a partir do surgimento dos
grandes serviços bibliográficos, no final do século XIX e início do século XX, e abrangiam
grandes áreas de assunto, como Química, Engenharia, Zoologia e Medicina. Na atualidade,
esses serviços constituem empreendimentos comerciais, que atendem a uma clientela
específica, e apresentam serviços sob medida (CAMPELLO; MAGALHÃES, 1997).
A emergência da Internet possibilitou o aparecimento de inúmeras fontes de
informação que constituem produtos elaborados sob medida para atender a necessidades
específicas de usuários dos diversos segmentos sociais.

3 MATERIAIS E MÉTODOS
Os materiais utilizados para o desenvolvimento da pesquisa foram constituídos dos
Trabalhos de Conclusão de Curso dos alunos do Curso de Arquivologia da UFPB.

3515

�No que se refere à tipologia, a pesquisa realizada foi de cunho exploratório uma vez
que não tínhamos conhecimento sobre o uso de fontes de informações pelos alunos de
Arquivologia da UFPB e, conforme Richardson (2009, p.66) esse tipo de pesquisa ocorre
"quando não se tem informação sobre determinado tema e se deseja conhecer o fenômeno”.
Inicialmente, realizamos uma pesquisa bibliográfica, considerada por Marconi e
Lakatos (2007, p. 43), "um procedimento formal, com método de pensamento reflexivo que
requer um tratamento científico e constitui-se no caminho para se conhecer a realidade ou
para descobrir verdades parciais". Essa pesquisa constou de um levantamento bibliográfico
sobre usuários e fontes de informação, para compor o aporte teórico do estudo.
Também realizamos uma pesquisa documental. Segundo Santos,
A pesquisa documental, é realizada em fontes como tabelas estatísticas,
cartas, pareceres, fotografias, atas, relatórios, obras originais de qualquer
natureza (pintura, escultura, desenho, etc.), notas, diários, projetos de lei,
ofícios, discursos, mapas, testamentos, inventários, informativos,
depoimentos orais e escritos, certidões, correspondência pessoal ou
comercial, documentos informativos arquivados em repartições públicas,
associações, igrejas, hospitais, sindicatos. (SANTOS, 2000).
A pesquisa documental correspondeu ao levantamento dos TCCs dos concluintes do
Curso de Graduação em Arquivologia da UFPB do período compreendido de 2011 a 2013 que
depositaram cópias dos seus trabalhos na Coordenação do referido Curso. Assim, o universo
da pesquisa correspondeu aos 12 TCCs depositados.
Ao encerrarem o Curso de Graduação em Arquivologia na UFPB os concluintes optam
por fazerem em seu TCC, um artigo científico, um projeto de pesquisa ou de intervenção em
arquivos ou uma monografia. Assim, no referido período, até a data do início da pesquisa,
foram depositados 12 TCCs, em formato de CD-ROM e impresso, os quais constituíram o
universo da pesquisa.
A partir da leitura dos trabalhos, realizamos uma análise das referências indicadas nos
TCCs para levantar as fontes de informação utilizadas pelos concluintes. A coleta de dados
ocorreu no mês de abril de 2014.
Para analisar as fontes de informação utilizadas pelos concluintes de Arquivologia,
optamos por uma abordagem quanti-qualitativa por entendermos que "a integração das
abordagens quantitativa e qualitativa permite que o pesquisador faça um cruzamento de suas
conclusões de modo a ter maior confiança que seus dados não são produto de um
procedimento específico ou de alguma situação particular" (GOLDENBERG, 2004, p. 62), o
que pode esclarecer melhor o fenômeno estudado.

3516

�Os procedimentos de análise incluíram a criação de categorias de análise sob a ótica da
Análise de Conteúdo de Bardin (BARDIN, 2010). Elegemos as seguintes categorias de
análise: tipologia, cronologia, idiomas e elite de autores das fontes de informação. Optamos
por apresentar os dados coletados através de tabelas, visando melhor compreensão dos
resultados obtidos na pesquisa.
3.1 O Curso de Arquivologia da UFPB
Antes de adentrar na análise das fontes de informação utilizadas pelos concluintes,
torna-se necessário fazer um breve histórico do Curso de Arquivologia da UFPB.
Tendo como premissa a formação do profissional arquivista, regulamentado
pela lei de n° 6.546/1978, o Curso de Graduação em Arquivologia da Universidade Federal da
Paraíba - UFPB, nasce a partir do Programa de Expansão das Universidades Federais REUNI, lançado pelo Governo Federal no ano de 2007. Assim, o curso de Arquivologia foi
criado na modalidade de Bacharelado, sendo este vinculado ao Departamento de Ciência da
Informação - DCI da UFPB, através da Resolução 42/2008.
O curso é constituído por 184 créditos, integralizado uma carga horária de 2.760
horas-aula, oferecido no turno noturno, tendo duração mínima de 5 e máximo de 8 anos para a
formação profissional.
A primeira turma do curso de Arquivologia teve entrada no segundo semestre do ano
de 2008. A aula foi celebrada pelo professor Armando Malheiros, a convite do Departamento
de Ciência da Informação da UFPB, sendo proferido no dia 29 de novembro de 2008. Os
primeiros graduados da turma pioneira formaram-se no ano de 2013, embora alguns alunos
tenham antecipado seus TCCs por motivo de abreviação do curso.
O curso surge como o intuito de formar profissionais para atuarem nos arquivos, nas
mais diversas atividades, sendo a mais destacada a gestão de documentos. Conforme consta
do Projeto Político Pedagógico do Curso de Arquivologia da UFPB (UNIVERSIDADE...,
2008, p. 9), esta atividade visa:
[...] garantir que a informação esteja disponível quando e onde seja
necessária a organização e aos cidadãos; assegurar a eliminação [de
documentos] que não tenham valor administrativo fiscal e legal; assegurar o
uso adequado do gerenciamento eletrônico da informação; contribuir para o
acesso e preservação dos documentos de caráter permanente.

Portanto, para que estes objetivos possam se fundamentar o curso em pauta
contempla em sua grade curricular,

3517

�[...] conteúdos básicos profissionais e complementares a fim de formar uma
estrutura programática que permita ao aluno uma formação que lhe dê
condições de fazer opções diferenciadas para mundo do trabalho. (FREIRE;
SILVA, 2013, p. 36)

Contudo, a criação do Curso de Arquivologia da UFPB, mostra em sua estrutura
curricular componentes que se conectam, se interligam, no intuito de apresentar aos
acadêmicos contextos e características de cunho social, através da vivência e das práticas
arquivísticas atuais, tendo como premissa a qualificação do profissional arquivista.

4 RESULTADOS FINAIS
A partir da análise dos trabalhos que foram depositados na Coordenação do Curso de
Arquivologia, realizamos um levantamento dos títulos dos TCC e seus respectivos autores,
conforme consta do Quadro1, a seguir:
Quadro 1: Relação dos Concluintes e seus respectivos TCC
1

CONCLUINTE
NASCIMENTO, M.S.

2

RODRIGUES, S.F.

3

SANTOS, J.L.

4

SIQUEIRA NETO, W.

5
6

SOUZA, V.A.A.
TAVARES, D.W.S.

7

ARAÚJO, R.M.G.

8

OLIVEIRA, J.T.R.

9

BANDEIRA, P.M.

10

LEITE, J.R.

11

MEDEIROS, S.R.S.D.

12

SOUSA, D.E.L.

TÍTULO DO TCC
Os profissionais de arquivo de instituição federal de
ensino superior: uma análise do perfil dos arquivistas e
técnicos de arquivo atuantes na UFPB Campus I- João
Pessoa.
Arquivo privado condominial: análise a partir da
aplicação prática de um plano de gestão documental no
Residencial Parque dos Ipês- PB.
A segurança da informação em acervos arquivísticos:
estudo de caso no Arquivo Geral da Pró-Reitoria
Administrativa da Universidade Federal da Paraíba.
Legislação arquivística: um estudo sobre as fontes do
direito arquivístico.
Arion Farias: retrato de um acervo privado pessoal.
A miopia do olhar: representações sociais dos alunos de
Arquivologia e Biblioteconomia da UFPB a respeito do
Curso de Arquivologia e da profissão arquivística.
A gestão da informação arquivística em ambientes
públicos e sua adaptação à Lei 12.527/2011: um olhar
sobre os arquivos das atividades meios e fins dos
hospitais públicos municipais de João Pessoa.
Gestão documental: proposta de implantação na
Secretaria de Administração do Ministério da Fazenda
na Paraíba/SAMF-PB.
O caso da editoração da PBCIB: um olhar do arquivista
sobre a editoração científica.
Práticas arquivísticas como estratégias de organização
de prontuários pertencentes à Unidade de Saúde da
Família Água Fria da cidade de João Pessoa.
Instituições arquivísticas: propostas de ações educativas
na Fundação Casa de José Américo e no Arquivo
Afonso Pereira na cidade de João Pessoa- PB
A cosmologia das águias: entre átomos e bits.

Natureza
Monografia

Monografia

Monografia

Monografia
Monografia
Monografia

Projeto

Projeto

Artigo
Artigo

Artigo

Artigo

Fonte: Dados da pesquisa

3518

�A análise do Quadro 1, revela que a maioria dos concluintes de Arquivologia optou
por realizar em seu trabalho de conclusão de curso uma monografia. Isto indica que, mesmo
tendo outras opções, a monografia ainda é o trabalho de conclusão de curso que mais
representa a conclusão de uma jornada de um curso superior. O artigo ficou em segundo
lugar, revelando que a opção pelo artigo se dá pela rapidez, visto que sua estrutura em
extensão é menor que a monografia. Observamos que isto ocorreu pelo fato de a alguns
alunos terem abreviado o curso, sobretudo, devido à exiguidade do tempo disponível ao aluno
para conclusão das tarefas peculiares a esse momento acadêmico. O trabalhos em forma de
projeto podem revelar uma atuação no campo de trabalho, em que há um aproveitamento da
experiência em instituições que já se constituem ambiente de prática do concluinte.
No que se refere aos temas tratados nos TCCs, estes foram muito variados, dentre
quais podemos destacar: Perfil do profissional arquivista; Gestão documental em arquivo
privado; Segurança da informação em acervos; Fontes do direito arquivístico; Arquivo
privado pessoal; Perspectiva dos alunos sobre o curso de Arquivologia; Lei de Acesso à
Informação; Gestão de documentos em arquivo público; Editoração científica; Práticas
arquivísticas; Educação patrimonial e Tecnologia da informação.

5.1 Fontes de informação utilizadas pelos concluintes
A análise das referências apresentadas nos TCCs revelou a presença de uma tipologia
diversificada de fontes de informação utilizadas pelos concluintes do Curso de Arquivologia
da UFPB. A Tabela 1, a seguir, apresenta os diversos tipos de fontes de informação e os
respectivos percentuais correspondentes.
Tabela 1: Tipologia das fontes de informação utilizadas
TIPO DE FONTE
Livros
Artigos de periódicos
Leis e decretos
Internet
Anais de eventos
Dissertações
Dicionários
Monografias
Teses
Outros
TOTAL

NÚMERO
147
49
42
42
20
10
7
5
3
13
338

PERCENTUAL
43,5%
14,5%
12,4%
12,4%
6,0%
3,0%
2,0%
1,5%
0,9%
3,8%
100%

Fonte: Dados da pesquisa 2014

3519

�Os dados apresentados na Tabela 1, revelam que, embora estejamos em uma
Sociedade da Informação em grande parte devido à facilidade de acesso à informação por
meio eletrônico, a maior parte das fontes de pesquisa que os alunos recorreram correspondeu
aos livros, com 43,5%. Observamos na pesquisa que a maioria desses livros estão em formato
impresso, ou seja, a opção dos alunos ainda se concentra em um fonte de informação formal
e, também, pode ser considerada um ponto tradicional na busca por informação.
O artigo de periódico como fonte de informação foi usado por 14,5% dos alunos,
sendo esta uma fonte de informação primária, de acesso fácil devido ao advento do periódico
eletrônico.
Sendo um curso que se utiliza em sua prática profissional de uma estrutura legal, as
fontes de legislação foram contempladas com 12,4% de uso para a construção dos Trabalhos
de Conclusão de Curso. Com o mesmo percentual de legislação, o uso das fontes identificadas
como sendo de Internet correspondeu a 12,4%, atingindo ambos os tipos de fontes o terceiro
lugar de uso pelos alunos do Curso de Arquivologia.
Os anais de eventos (congressos, seminários, simpósios, etc) alcançaram o percentual
de 6%, revelando o uso da literatura cinzenta, e a credibilidade que a mesma apresenta para
compor um trabalho com uma metodologia científica.
Percentuais menores alcançaram as teses (0,9%), dissertações (3,0%) e monografias
(1,5%). Inferimos que estes resultados tenham ocorrido devido ao Curso de Arquivologia ser
novo e ainda não haver um acervo dessas fontes (dissertações e teses). Contudo, vale ressaltar
a existência e disponibilidade na Internet da Base de Dados de Teses e Dissertações (BDTD)
do Instituto Brasileiro de Informação Ciência e Tecnologia (IBICT). Supomos que o que pode
ocorrer é o desconhecimento, por parte dos concluintes, da disponibilidade dessa importante
fonte de informação para o desenvolvimento dos trabalhos de acadêmicos.
Ainda que pareça uma margem percentual baixa de uso, os dicionários representam
2% das fontes utilizadas pelos concluintes. A interpretação desse dado quantitativo é que há
um uso significativo dessa fonte de informação, pois há uma busca pelos significados dos
termos técnicos da área de Arquivologia que ajudam a esclarecer o conteúdo que foi
desenvolvido.
Outras tipologias de fontes de informação aprecem com um percentual de 3,8%. Este
dado mostra que há um uso de fontes primárias como: atas, regimento, editais e diagnósticos.
Mas também foram usados tabela de temporalidade, apostila (texto) e normas técnicas.

3520

�5.2 Elite de autores
A partir dos dados coletados na pesquisa elencamos os autores mais citados nos
Trabalhos de Conclusão de Curso dos alunos do Curso de Arquivologia. A Tabela 2,
apresenta a seguir os autores por ordem dos mais citados:

Tabela 2: Elite de autores
AUTOR
BELLOTTO, H.L.
PAES, M.L.
LOPES, L.C.
ROUSSEAU, J.; COUTURE, C.
SCHELENBERG, T.R.
ARQUIVO NACIONAL
DUARTE, Z.
GIL, A.C.
CONARQ
JARDIM, J.M.
LE GOFF,
MARQUES, A.A.C.
SÁ-SILVA, J.R.; ALMEIDA,C.D.;GUINDANI, J.F.
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
DEMAIS AUTORES (1= 0,29%)
TOTAL

NÚMERO
7
6
4
4
4
3
3
3
2
2
2
2
2
2
292
338

PORCENTAGEM
2,0%
1,7%
1,2%
1,2%
1,2%
0,9%
0,9%
0,9%
0,6%
0,6%
0,6%
0,6%
0,6%
0,6%
86,4%
100%

Fonte: Dados da pesquisa 2014

Conforme dados apresentados na Tabela 2, dentre as 338 referências apresentadas nos
TCCs dos alunos de Arquivologia, 292 autores foram citados apenas uma vez, o que
correspondeu a 0,2% das citações.

A pesquisa apontou Heloísa Liberalli Bellotto como

autora mais citada, tendo sido referenciada sete vezes (2,0%) dentre o total dos trabalhos
pesquisados. A autora aborda temáticas sobre linguagens documentárias e questões inerentes
a gestão de arquivos permanentes, assim, é bastante utilizada uma vez que as temáticas de
pesquisa dos alunos de Arquivologia estão direcionadas em sua maioria, para aplicação das
práticas arquivísticas, especificamente a gestão dos documentos arquivísticos. Em segundo
lugar, apareceu Marilena Leite Paes, referenciada seis vezes (1,7%). A citada autora aborda
questões sobre a Arquivologia, enfocando a teoria e a prática arquivística através de uma
linguagem concisa e fácil de ser compreendida. Já o autores Luiz Carlos Lopes, Jean-Yves
Rousseau e Carol Couture, Theodore R. Schellenberg, citados quatros vezes cada (1,2%),
referenciam em suas obras assuntos sobre a moderna arquivística administrativa, discorre
sobre a importância da avaliação dos documentos, bem como, a importância de se constituir
uma arquivística integrada, respectivamente. O Arquivo Nacional e a autora Zeny Duarte,

3521

�citados três vezes (0,9%), são reportados respectivamente, o primeiro por trazer em seu
dicionário de descrição arquivística termos e conceitos utilizados na área, o que facilita o
entendimento do pesquisador, por se tratar de uma fonte específica. Sendo a autora citada em
trabalhos cujas temáticas são direcionada à preservação de acervos documentais, bem como,
arquivos de família e pessoal. Os autores citados duas vezes (0,6%), são fontes tidas como
complementares por tratarem de assuntos específicos da arquivística, a exemplo do Conselho
Nacional de Arquivos (CONARQ), que propõe diretrizes para os arquivos e o autor José
Maria Jardim, que elenca em seus estudos e publicações temáticas focadas na gestão e
políticas de arquivos e interdisciplinares como Jacques Le Goff, Jackson Ronie Sá-Silva,
Cristovão Domingos de Almeida e Joel Felipe Guindani, que tratam sobre pesquisa
documental.
Cada área do conhecimento possui sua elite de autores que representa os principais
teóricos daquele campo do saber. Reconhecidamente, "o capital científico possui sua lei
própria de acumulação, sendo normalmente adquirido pela produção científica reconhecida
para o progresso da ciência e legitimada como importante para os agentes científicos"(CAFÉ
et al., 2011, p. 21). Assim, ressaltamos a importância da elite de autores identificada na
pesquisa. Essa elite é reconhecida nessa área do conhecimento não apenas pela quantidade de
suas publicações científicas, mas, sobretudo, por suas ligações a grupos de pesquisas e
instituições de ensino.

5.3 Cronologia das fontes de informação
Conforme as datas em que foram publicadas as fontes de informação, utilizadas pelos
concluintes do Curso de Arquivologia da UFPB, estão distribuídas na Tabela 3, a seguir:

Tabela 3: Cronologia das fontes de informação
PERÍODO
1920-1929
1930-1939
1940-1949
1950-1959
1960-1969
1970-1979
1980-1989
1990-1999
2000-2009
2010TOTAL

NÚMERO
1
2
3
0
4
9
13
67
168
71
338

PERCENTUAL
0,3%
0,6%
0,9%
0%
1,2%
2,7%
3,8%
19,8%
49,7%
21,0%
100%

Fonte: Dados da pesquisa 2014

3522

�A Tabela 3 apresenta a cronologia das fontes de informação usadas pelos alunos de
Arquivologia. No que se refere às data de publicação das fontes de informação, a maioria dos
concluintes utilizou o maior número de fontes de informação referentes ao período de 2000 a
2009 (49,7%) e ao período de 2010 à atualidade (21,0%).

Estes dados demonstram a

preocupação dos alunos em utilizarem literatura recente. Percebemos que as fontes citadas
pelos alunos referentes aos períodos mais antigos (1920-1929, 1930-1939 e 1940-1949)
atingiram percentuais menores de citação (0,3%, 0,6% e 0,9%, respectivamente) e
constituem-se em fontes legislativas, tais como Leis e Decretos. Também constatamos que
não ocorreu nenhuma citação referente ao período de 1950-1959.
5.4

No que refere aos idiomas utilizados pelos alunos do Curso de Arquivologia na

composição de seus TCCs, os resultados da pesquisa são apresentados na Tabela 4, a seguir:

Tabela 4. Idiomas das fontes consultadas
IDIOMA
Português
Inglês
Francês
Espanhol
Total

QUANTIDADE
331
4
2
1
338

PORCENTAGEM
97,9
1,2
0,6
0,3
100

Fonte: Dados da pesquisa 2014

A pesquisa identificou que a maioria dos concluintes usa como idioma a língua
vernácula, em seguida está a língua inglesa com um insignificante 1,18%. O francês e o
espanhol têm um uso quase nulo (0,6% e 0,3%, respectivamente). Inferimos que os alunos
ainda não dominam as línguas estrangeiras.Fica evidente a barreira linguística, visto que, é
fato pela experiência em sala de aula que os alunos não são versados em idiomas, embora
haja o esforço atual de uma ação governamental com o “inglês sem fronteiras” em dotar o
aluno brasileiro de uma segunda língua, neste caso específico a língua inglesa (BRASIL,
2013). Este problema não se reflete apenas em TCCs, mas segue adiante com a produção
científica brasileira tendo pouca abrangência internacional, porque é publicada, em sua
maioria, em língua portuguesa enquanto o idioma adotado na ciência mundial é o inglês
(PACKER, 2011).

3523

�5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A pesquisa desenvolvida para investigar as fontes de informação utilizadas pelos
alunos concluintes do Curso de Graduação em Arquivologia da Universidade Federal da
Paraíba, demonstrou que os alunos utilizaram uma grande variedade de fontes de informação
na construção dos seus TCCs. Certamente, que essa variedade de fontes utilizadas ocorreu em
consequência da grande diversidade de temas abordados nos trabalhos dos alunos.
Embora as fontes de informação utilizadas pelos alunos de Arquivologia sejam em sua
maioria pertencentes ao século XXI, em que há predominância da Internet para o acesso e uso
da informação, o livro impresso ainda detêm um grande prestígio por parte dos alunos de
Arquivologia, pois elegeram essa fonte de informação como a mais utilizada para uma nova
geração de informação científica.
As fontes utilizadas, em sua maioria, são recentes do que inferimos a preocupação dos
concluintes em utilizar literatura atualizada. No que concerne aos idiomas das fontes
utilizadas pelos alunos, a maioria é a língua portuguesa. Inferimos que isso se deve ao fato
deste idioma ser a língua pátria. Quanto aos autores mais citados, estes são os mais indicados
em sala de aula no Curso de Arquivologia da UFPB, apontando de certa forma que serão os
mais utilizados pelos alunos em suas pesquisas, visto que, estes autores são os mais
explorados e referenciados no contexto acadêmico arquivístico. No Brasil, a Arquivologia
ainda é uma área com publicações específicas incipiente, ocasionado falta de materiais no
levantamento das fontes.
A realização da pesquisa deixa claro a importância da biblioteca universitária
conhecer que tipos de fontes de informação são utilizados por seus usuários potenciais, pois
isto pode revelar as suas necessidades de informação. E, certamente, para que a biblioteca
realize a gestão de suas coleções, de forma eficaz, torna-se necessário conhecer o que seus
usuários necessitam para, a partir daí, prover o seu acervo, de forma a atender às reais
necessidades da comunidade universitária.
Recomendamos que a biblioteca universitária conheça seus usuários potenciais por
meio da realização de outras pesquisas que possam demonstrar o uso e o interesse de seus
usuários potenciais, indo além da área de Arquivologia, mas, também, abrangendo outras
áreas do conhecimento, para que a biblioteca possa realizar a contento as suas funções de
mantenedora de recursos informacionais de excelência.

3524

�REFERÊNCIAS
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abordagem interacionista. Informação &amp; Sociedade: Estudos, João Pessoa, v. 22, n. 1, p.
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Londrina, v.6, n. 1, p. 31-54, jan./jun. 2001.
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Projeto Político Pedagógico do Curso de Arquivologia. João Pessoa: [s.n.], 2008.

3526

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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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              <text>Visando colaborar com a biblioteca universitária no conhecimento das necessidades informacionais de seus usuários potenciais, realizou-se uma pesquisa de cunho exploratório com o objetivo investigar o uso das fontes de informação utilizadas pelos alunos concluintes do Curso de Graduação em Arquivologia da Universidade Federal da Paraíba, do período de 2011 a 2013. A metodologia incluiu uma pesquisa bibliográfica e uma pesquisa documental, que abrangeu a análise das referências dos Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) dos alunos. Para a análise dos dados adotou-se uma abordagem quanti-qualitativa. Os resultados da pesquisa apontam para o uso diversificado de fontes de informação, com ênfase na língua portuguesa e cronologia recente. O tipo de fonte de informação mais utilizado pelos concluintes foram os livros, os quais fundamentam as ideias abordadas nos TCCs. O segundo tipo de fonte mais utilizado foram os artigos de periódicos que, embora tenham uma relativa vantagem em relação aos livros, devido a uma expressiva quantidade apresentada em formato eletrônico, não superaram os livros em formato impresso. A Internet e a legislação foram outras tipologias muito usadas, revelando que o curso emprega uma base conceitual baseada em legislação.Também foram utilizadas: teses, dissertações, monografias e dicionários especializados em Arquivologia. Outros tipos de fontes de informação como tabelas de temporalidade, atas, regimentos, normas técnicas, editais, diagnósticos, apostilas (textos), etc. também estavam presentes, mas em menor proporção. Conclui-se que, embora a Internet seja um recurso muito difundido nos dias atuais, os livros impressos constituem a fonte de informação mais utilizada pelos alunos de Arquivologia.</text>
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