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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

REVISITANDO AS ORIGENS DA BIBLIOTECONOMIA NO BRASIL:
história, ensino e perfil do profissional da informação.

Cláudia Regina dos Anjos
Cássia Rosania Nogueira dos Santos
Jorge Sebastião Gentil Junior
Leandro Pacheco de Melo
Maria Ione Caser da Costa
Márcia Saraiva Carvalho

RESUMO
Este trabalho apresenta uma abordagem histórica do curso de Biblioteconomia no Brasil e seu
processo de ensino, aponta as mudanças sofridas na atividade profissional do bibliotecário
brasileiro e demonstra as transformações sofridas no currículo de biblioteconomia ao longo do
tempo. Para isso, foram levantados os acontecimentos ocorridos no ambiente
biblioteconômico desde os seus primórdios no Brasil até os dias atuais.

Palavras-Chave: Biblioteconomia; História da Biblioteconomia; Ensino de Biblioteconomia;
Bibliotecário.
ABSTRACT
This historic abordagem trabalho do apresenta uma Librarianship course no Brasil e seu
processo ensino, as Mudanças sofridas aponta profissional do brasileiro na atividade
bibliotecário and as expected Show Transformações librarianship curriculum sofridas not ao
longo do tempo. To isso, foram os raised acontecimentos ocorridos librarianship from os seus
no environment no Brasil até os primórdios Atuais days.

Keywords: Librarianship; History of the Librarianship; School of Librarianship; Librarian.

1 INTRODUÇÃO
As transformações tecnológicas do século XXI têm transformado radicalmente o
ambiente biblioteconômico. As Escolas de biblioteconomia em todo país estão preocupadas
com o rumo da biblioteconomia no Brasil e com o desempenho do profissional bibliotecário.
Estamos num momento de reflexão sobre o fazer biblioteconômico.

3649

�O

presente artigo é fruto desse momento, pois foi gerado em uma disciplina do curso de

mestrado profissional em biblioteconomia com objetivo de contribuir para o debate. Da gama

de possibilidades de conduzir essa reflexão, optou-se por escolher três segmentos para serem
mencionados nesse estudo: história, ensino e perfil do profissional da informação. Uma
diretriz cronológica foi adotada para evidenciar toda revisão de literatura realizada sobre o
assunto.
2 PR ELÚ D IO DA B IB LIO T EC O N O M IA NO BRASIL
Souza (1990), Nastri (1992), Castro (2000), Almeida (2012) e Oliveira, Carvalho, Souza
(2009) sintetizam a cronologia

a seguir como ápice dos acontecimentos relevantes da

biblioteconomia brasileira, iniciada em 1582, data de aparição da primeira biblioteca
monástica no Brasil, localizada em um colégio dos jesuítas, cuja maior era a do Colégio dos
Jesuítas da Bahia, que contava com alguns milhares de livros, em sua maioria, manuscritos,
numa época em que a imprensa no Brasil era proibida até o ano de 2001, data em que foram
estabelecidas as diretrizes curriculares e as Escolas de biblioteconomia brasileiras adquiriram
mais flexibilidade e autonomia para estabelecer seus projetos pedagógicos:
1582

As primeiras bibliotecas foram organizadas pelos padres Jesuítas em seus colégios,
sendo a primeira, na Bahia, onde também surgiu a primeira biblioteca monástica,
com a fundação em 1582, de um mosteiro beneditino elevado a categoria de abadia
em 1584.

1810

A realeza portuguesa, sentindo-se ameaçada, com a invasão das tropas francesas a
Portugal, buscou refúgio na sua colônia brasileira, trazendo consigo, uma numerosa
coleção de livros, que deu origem à Biblioteca Real que mais tarde passaria a
chamar-se Biblioteca Nacional (BN).

1811

Inaugura-se a Biblioteca Pública da Bahia, três anos antes da abertura ao público da
Biblioteca Real, criada em 1810. A Biblioteca da Bahia tem ainda outra vantagem
sobre a Real Biblioteca, porque esta resultou de uma circunstância histórica - a
vinda da família real portuguesa para o Brasil - enquanto aquela surgiu de acordo
com um plano muito bem concebido, inspirado em bibliotecas públicas que
apareceram no séc. XVIII nos Estados Unidos e na Europa.

1814

A biblioteca só abriu suas portas, para o público. Acomodada no hospital da Ordem
Terceira do Carmo, foi transferida para o antigo cemitério da mesma ordem. Ficou
até 1858, quando se mudou para a Rua do Passeio, onde hoje funciona a Escola
Nacional de Música. A transferência foi promovida pelo monge beneditino Camilo
de Monserrate (1818-1870).

1821

1903

D. Pedro regulamentou a liberdade de impressão e abriu caminho para o aumento
da produção de livros no Brasil.

Criação do primeiro curso da América Latina pelo Conselho de Mulheres da
Argentina, em Buenos Aires.

3650

�1911

Criação do curso de biblioteconomia da Biblioteca Nacional, segundo América
Latina, terceiro do mundo (funcionava nos porões da BN). Antecedido apenas pelos
cursos da École de Chartes na França e pelo curso do Columbia College, em Nova
York nos Estados Unidos respectivamente.

1915

O curso da Biblioteca Nacional tornou efetivo e funcionou na biblioteca por mais
de 5 (cinco) décadas.

1920

O ensino da biblioteconomia passaria ao nível superior nos Estados Unidos.

1922

Extinção do curso da Biblioteca Nacional.

1929

Estrutura-se o segundo curso do país, no Instituto Mackenzie em São Paulo, com as
seguintes matérias básicas: Catalogação, Classificação, Referência e Organização.

1931

Restabelecido com novas bases o curso da Biblioteca Nacional pelo Decreto 20.673
em 17/11/1931, agora com a duração de dois anos.

1935

Deixa de existir o curso oferecido pelo Instituto Mackenzie.

1938

Foi fundada a Associação Paulista de Bibliotecários - a mais antiga do Brasil.

1940

1942

1944

1945

Extinção do curso do Instituto Mackenzie e ressurge como Escola de
Biblioteconomia, hoje Fundação Escola de Sociologia e Política (FESP). O curso
visava dar sustentação à rede de bibliotecas públicas da capital paulista. Com o
estímulo da difusão da visão americana em São Paulo, houve a difusão das
bibliotecas públicas na cidade de São Paulo e a criação da Escola de
Biblioteconomia. Com o fim da guerra, o domínio no campo da ciência,
especialmente na produção de energia nuclear, era entendido como questão de
soberania.
Implantado o curso da Escola de Biblioteconomia da Bahia - Salvador, BA
(integrada à Universidade da Bahia em 1958).
Implantado o Curso de Biblioteconomia da Faculdade de Filosofia "Sedes
Sapientae”, São Paulo - SP, cujas atividades foram encerradas em 1960.
Implantado o curso de Biblioteconomia da Faculdade de Filosofia, Ciências e
Letras da Universidade de São Paulo, SP. Esse curso era conhecido como "Curso
do Sr. Aquiles Raspantin". As atividades do curso foram encerradas e não existe
uma data referencial para tal fato na documentação encontrada.
Implantado o curso da Faculdade de Biblioteconomia da Universidade Católica de
Campinas - Campinas, SP.

1947

Implantado o curso da Escola de Biblioteconomia e Documentação da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul- Porto Alegre, RS.

1948

Implantado o Curso de Biblioteconomia Nossa Senhora de Sion - São Paulo, SP,

3651

�cujas atividades foram encerradas em 1949. Neste mesmo ano, foi implantado o
Curso de Biblioteconomia da Prefeitura Municipal do Recife - Recife, PE, cujas
atividades foram encerradas em 1950. Posteriormente vinculado à Universidade
Federal de Pernambuco. Nesse mesmo período, pesquisadores brasileiros criam a
Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.

1949/
1951

Realizados estudos para a criação de um órgão para conduzir as pesquisas
científicas no Brasil, que se concretizou com a criação do CNPq e a Conferência
sobre o Desenvolvimento dos Serviços de Bibliotecas Públicas na América Latina
na Biblioteca Municipal de São Paulo.

DÉCADA DE 50 - OS PROFISSIONAIS DA ÁREA INICIARAM SUA LUTA PARA SE
FIRMAREM COMO CLASSE PROFISSIONAL DE NÍVEL SUPERIOR.

1950

1951

Implantado o Curso de Biblioteconomia e Documentação da Universidade Federal
de Pernambuco - Recife, PE. Implantado o curso da Escola de Biblioteconomia de
Minas Gerais - Belo Horizonte, MG (incorporada à Universidade de Minas Gerais
em 1963).
Implantado o Curso de Biblioteconomia do Instituto Caetano de Campos - São
Paulo, SP (Atividades encerradas em 1972 ou 1953; divergência na documentação
consultada).

1952

Implantado o Curso de Biblioteconomia e Documentação da Universidade Federal
do Paraná - Curitiba, PR.

1953

Primeiro Congresso de Bibliotecas do Distrito Federal, em Brasília.

1954

Primeiro Congresso Brasileiro de Biblioteconomia (e Documentação) - em Recife o CBBD, sob os auspícios do Departamento de Documentação e Cultura da
Prefeitura da Cidade. A partir do segundo, realizado em Salvador, eles se dizem de
Biblioteconomia e Documentação. [Em 2002, o nome mudou para Congresso
Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação]. Criação
do Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação (IBBD), com o apoio da
UNESCO.

1955

O Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação (IBBD) lança o primeiro
curso de pós-graduação (especialização) na área, o Curso Documentação Científica
(CDC). Implantado o Curso de Biblioteconomia da Biblioteca Pública do
Amazonas - Manaus, AM. As atividades foram encerradas e não existe referência à
data na documentação consultada.

1957

Implantado o curso da Escola de Biblioteconomia e Documentação da Associação
da Companhia de Santa Úrsula - Rio de Janeiro, RJ.

1958

A Portaria no. 162 do Ministério do trabalho, de 07.10.1958, reconhecia a
Biblioteconomia como profissão liberal.

3652

�DÉCADA DE 60 - A PROFISSÃO PASSOU A SER CONSIDERADA DE NÍVEL
SUPERIOR, REGULAMENTADA PELA LEI N. 4.0874/62.
1960 /
1980

1962

1965

1967

1969

1974

1975

1976

Houve padronização dos currículos mínimos.

Decreto n. 550, de 1 de fevereiro de 1962, alterou o Regulamento dos cursos da
Biblioteca Nacional e estabeleceu as disciplinas dos mesmos. O curso passou de 2
para 3 anos de duração elevando-o a Nível Superior. A Lei n. 4.084, de 30/06/1962,
regulamentada pelo Decreto no. 56.725, de 16/08/1965, passou a dispor sobre as
atividades profissionais dos bibliotecários em todo o Brasil, e consagra a expressão
Bacharel em Biblioteconomia e Doutor em Biblioteconomia.
Regulamentação da profissão através do Decreto n. 56.725, de 16 de agosto de
1965. Eleição do primeiro Conselho Federal de Biblioteconomia.
Fundada, em Belo Horizonte, a Associação Brasileira de Escolas de
Biblioteconomia e Documentação (ABEBD), hoje Associação Brasileira de
Educação em Ciência da Informação (ABECIN).
O Curso de Biblioteconomia da Biblioteca Nacional passou a pertencer a
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).
Implantado o Curso de Biblioteconomia da Fundação Universidade do Rio Grande
do Sul, Rio Grande, RS, data imprecisa na bibliografia, porém registrada conforme
histórico do curso no site da instituição.
Implantado o curso da Faculdade de Biblioteconomia e Documentação Tereza
D'Avila de Lorena,SP.
Implantado o curso da Faculdade de Biblioteconomia das Faculdades Integradas
Teresa D'Avila Santo André, SP (divergências: 1974 ou 1976). Também nesse ano,
implantado o Curso de Escola de Biblioteconomia da Universidade Federal Minas
Gerais.

1977

Implantado o Curso de Faculdade de Biblioteconomia da Pontifícia Universidade
Católica de Campinas. Implantado o Curso de Biblioteconomia da Faculdade de
Filosofia, Ciências e Letras de Catanduva, SP (divergências: 1976 ou 1977).
Implantado, também nesse ano, o Curso de Biblioteconomia e Documentação da
Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - Marília, SP.

1978

Implantado o Departamento de Biblioteconomia da Universidade de Brasília - DF.
Também implantado o Departamento de Biblioteconomia e Documentação da
Universidade Federal da Paraíba.

1980

Implantado o Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal de Goiás Goiânia, GO. Houve 2 (dois) Encontros Nacionais de Ensino em Biblioteconomia e
Documentação, 5 (cinco) Encontros do CBBD e 8 (oito) Encontros Nacionais de
Estudantes de Biblioteconomia e Documentação (ENEBD). Fundação da
Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Ciência da Informação e
Biblioteconomia (ANCIB), que também viria a ser uma forte propulsora da
produção de conhecimentos em Biblioteconomia e CI no Brasil. Nesse mesmo ano,
houve a criação de duas revistas: a Transinformação da PUCCAMP e a Revista de
Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS.

3653

�1981

Implantado o Curso da Faculdade de Biblioteconomia Teresa Martin do Instituto
Educacional Teresa Martin - São Paulo, SP.

1984

Implantado o Curso de Biblioteconomia das Faculdades Integradas Tiradentes Aracajú, SE.

1985

Implantado o Curso da Faculdade de Biblioteconomia e Botucatu da Associação de
Ensino de Botucatu - Botucatu, SP (Atividades interrompidas em 1986).
Foram estabelecidas as diretrizes curriculares e as escolas de Biblioteconomia
brasileiras adquiriram mais flexibilidade e autonomia para estabelecer seus projetos
pedagógicos

2001

Fonte: Nastri (1992); Castro (2000); Souza (1990); Almeida (2012) e Oliveira, Carvalho;
Souza (2009).
3 O ENSINO DA BIBLIOTECONOMIA NO BRASIL
O curso de Biblioteconomia no Brasil surgiu primeiramente nos estados do Rio de
Janeiro e São Paulo. No Rio de Janeiro iniciou no ano de 1911, na Biblioteca Nacional, com
predominância humanística, e formava o “erudito-guardião” . No estado de São Paulo, o curso
surgiu no ano de 1929, no Mackenzie College, voltado para uma visão técnica relacionada ao
processo de organização de serviços de informações.
A polêmica entre Rio e São Paulo, quantos aos aspectos técnicos, foi marcante. Para ele,
um exemplo ilustrativo dessa rivalidade:
[...] deu-se com relação à permanência ou não das reticências nas fichas
catalográficas, quando na folha de rosto de um livro não houvesse
informações relativas à autoria. Enquanto os bibliotecários paulistas
consideravam as reticências desnecessárias, os bibliotecários cariocas os
julgavam imprescindíveis. (CASTRO 2000 apud ALMEIDA, 2012, p.103).
O autor acredita que a história do ensino da biblioteconomia no Brasil pode ser dividida
em 6 (seis) fases:
FASE I

FASE II

FASE III

FASE IV

1879-1928
1929-1939
1940-1961
1962-1969
Movimento
Predomínio Consolidação Uniformização
fundador da do modelo e expansão do dos conteúdos
Bibliotecono
pragmático modelo
pedagógicos e
mia no Brasil, americano
pragmático
regulamentação
da profissão.
de influência em relação americano
humanística
ao modelo
francesa, sob a humanista
liderança da francês
anterior.
Biblioteca
Nacional.
Fonte: (CASTRO, 2000, p. 26-29) e (ALMEIDA, 2012, p.7).

FASE V

FASE VI

1970-1995
Crescimento
quantitativo
dos cursos e
novas
metodologias
e abordagens
emprestados
de
outros
campos do
saber.

2001
Estabeleciment
o das diretrizes
curriculares
nacionais para
os cursos de
graduação em
Biblioteconomi
a e implantação
de novos cursos
no país.

3654

�4 OS PIONEIROS DA BIBLIOTECONOMIA BRASILEIRA
Muitos bibliotecários deram sua contribuição social e cultural para o Brasil, muitos
comungaram o mesmo objetivo de disseminar informação e conhecimento e promover o
desenvolvimento cultural e social do nosso país.

Destacam-se como os primeiros

bibliotecários brasileiros:

Antonio da Costa (1647-1722), francês, irmão da Companhia de Jesus, conhecia quase
todos os ofícios ligados ao livro, tais como: tipógrafo, impressor, encadernador e
bibliotecário. Foi diretor da biblioteca do Colégio da Bahia, organizando seu catálogo
(primeiro instrumento biblioteconômico produzido no Brasil, um catálogo sistemático com o
respectivo índice temático e onomástico). Também classificou toda a biblioteca por assuntos,
com índice com os nomes dos autores.

Pedro Gomes Ferrão Castelo Branco que imprimiu, pela Tipographia de Manuel
Antônio da Silva, o segundo texto biblioteconômico, o Plano para o estabelecimento de huma

bibliotheca publica na cidade de S. Salvador Bahia de Todos os Santos. Tendo sido
reproduzido integralmente no jornal editado por Hipólito da Costa em Londres.

Antonio Ferrão Muniz Aragão (bisneto de Pedro) também dirigiu a Biblioteca Pública
da Bahia, escrevendo um ensaio sobre a classificação das ciências, impresso em 1878, nele a
palavra cibernética foi pela primeira vez usada, em língua portuguesa.

Benjamim Franklin Ramiz Galvão - Barão (1846-1938), médico e humanista,
professor de Grego no colégio Pedro II, gaucho, efetuou a primeira grande reforma da
Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, consubstanciada no Decreto n° 6.141, de 04 de março
de 1876, quando a dirigiu, de 1870 a 1882. Realizou em 01 de julho de 1879 o primeiro
concurso público para preenchimento de uma vaga de “oficial de biblioteca”, concurso através
do qual ingressou no quadro de funcionários o historiador Capistrano de Abreu. Iniciou a
publicação dos Anais da Biblioteca Nacional em 1876, e a ele deve-se também a Exposição
Histórica do Brasil. Também organizou o Catálogo do Real Gabinete Português de Leitura.

Manuel Cícero Peregrino da Silva (1866-1956), educador e jurista pernambucano,
também dirigiu a Biblioteca Nacional (1900-1924), promovendo a inauguração do atual
edifício em 29 de outubro de 1910. Uma reforma consubstanciada no regimento aprovado

3655

�pelo Decreto n° 8.835 de 11 de julho de 1911. Criou o Curso de Biblioteconomia (primeiro
da América latina e terceiro do mundo. O curso foi efetivamente iniciado em 1915, e dava
ênfase especial ao aspecto cultural e informativo, e se preocupava menos com o enfoque
técnico. Passou por várias reformas, estando presentemente integrado na Universidade
Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).

Rubem Borba de Moraes (1899-1986), historiador e bibliógrafo paulista organizador
da Biblioteca Pública Municipal de São Paulo, hoje Biblioteca Mário de Andrade, e, em 1936,
após regressar dos Estados Unidos, enviado pelo Departamento de Cultura para estudar a
organização e funcionamento das bibliotecas, inicia a reorganização da Biblioteca Municipal
e cria o segundo curso de biblioteconomia, tendo sido este, posteriormente absorvido pela
Escola de Sociologia e Política. Foi o promotor da terceira grande reforma da Biblioteca
Nacional, que dirigiu de 1945 a 1957, editou o Manual bibliográfico de estudos brasileiros
(1949) e autor da Bibliographia brasiliana (1958 e segunda edição de 1983).

Alfredo do Vale Cabral, em 1880, publicou a 'Bibliografia da língua Tupi ou Guarani
também chamada de língua geral do Brasil.

João de Saldanha da Gama em 1884, publicou o 'Plano do catálogo sistemático da
Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro';

5 O CURRÍCULO DE BIBLIOTECONOMIA NO BRASIL
A história mostra que o ensino de Biblioteconomia começou pelas questões
humanísticas e seguiu por questões técnicas obtendo grande evolução até atingir os níveis de
graduação e pós-graduação (mestrado e doutorado).
O Projeto Político Pedagógico do Curso de Bacharelado em Biblioteconomia da
UNIRIO (2010) observa que no começo o ensino de Biblioteconomia ficava a cargo dos
diretores de seção da Biblioteca Nacional e eram formados pelas seguintes disciplinas básicas:
•

Bibliografia;

•

Paleografia e Diplomática;

•

Iconografia e Numismática.

3656

�No Rio de Janeiro na década de 40 o curso da Biblioteca Nacional foi reformado. Passa
a promover uma formação básica profissional, em princípio, útil a qualquer tipo de biblioteca.
Os cursos ficaram, então, constituídos:

•

C urso F undam ental de Biblioteconomia (1° ANO) - destinado a preparar candidatos

aos serviços auxiliares de biblioteca, com as seguintes disciplinas:
a) Organização de Bibliotecas; b) Catalogação e Classificação;
c) Bibliografia e Referência; d) História do Livro e das Bibliotecas.

•

C urso Superior de Biblioteconomia (2° ANO) - destinado a preparar os candidatos

aos serviços especializados e de direção de bibliotecas, com as seguintes disciplinas:
Organização e Administração de Bibliotecas;
1

Catalogação e Classificação;

2

História da Literatura (aplicada à Bibliografia);

3

Disciplina Optativa - Noções de Paleografia e Catalogação de Manuscritos e de Livros
Raros e Preciosos; Iconografia; Bibliotecas de Música; Bibliotecas Infantis e
Escolares; Bibliotecas Especializadas

e Bibliotecas Universitárias; Bibliotecas

Públicas ou qualquer disciplina ou grupos de disciplinas cursadas na Faculdade
Nacional de Filosofia, ou instituto congênere, sobre assuntos de interesse para a
cultura do bibliotecário.

•

Cursos Avulsos - Conservação e Restauração de Livros, Estampas e Documentos;

Bibliografia

de Balzac;

Iconografia;

Paleografia;

Documentação;

Literatura

Latino-

Americana, dentre outros, destinados a atualizar os conhecimentos dos bibliotecários já
formados.
Em 1962, o Decreto n°. 550, reformula o Curso de Biblioteconomia da Biblioteca
Nacional, passando de 2 para 3 anos de duração, elevando-o a Nível Superior. É fixado o
Currículo do Curso da seguinte forma:

3657

�1° ANO
Técnica do Serviço de Referência
•
•
•
•

2° ANO
3° ANO Catalogação
Organização e Técnica de Especializada
Documentação
Bibliografia Geral;
• Bibliografia Especializada;
• Classificação
Especializada;
Introdução À Catalogação e • Catalogação e Classificação;
Classificação;
• Literatura
e
Bibliografia • Produção
de
Literária;
Documentos;
Organização e Administração de
Bibliotecas;
• Introdução à Cultura Histórica • Paleografia;
e Sociológica.
Introdução à Cultura
História do Livro e das
Filosófica e Artística.
Bibliotecas

NOTA: Além destas quinze disciplinas obrigatórias, o aluno para diplomar-se, ficava
obrigado a prestar exame em um curso avulso, dentre os vários oferecidos pela Biblioteca
Nacional.

O primeiro currículo mínimo estabelecido por meio do Parecer n° 326, datado de

16/11/1962 e homologado pela Portaria Ministerial de 04/12/1962, compreendia as
seguintes matérias:
•

História do Livro e das Bibliotecas;

•

História da Literatura;

•

História da Arte;

•

Introdução aos Estudos Históricos e Sociais;

•

Evolução do Pensamento Filosófico e Científico;

•

Organização e Administração de Bibliotecas;

•

Catalogação e Classificação;

•

Bibliografia e Referência;

•

Documentação;

•

Paleografia.

O currículo mínimo do Curso de Biblioteconomia, segundo a Resolução CFE n° 8

de 29/10/1982, passou então a constituir-se de três grupos de matérias:

a) Matérias de Fundamentação Geral:
•

Comunicação

•

Aspectos Sociais, Políticos e Econômicos do Brasil Contemporâneo

•

História da Cultura

3658

�b) Matérias Instrumentais:
•

Lógica

•

Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa

•

Língua Estrangeira Moderna

•

Métodos e Técnicas de Pesquisa

c) Matérias de Formação Profissional:
•

Informação Aplicada à Biblioteconomia

•

Produção dos Registros do Conhecimento

•

Formação e Desenvolvimento de Coleções

•

Controle Bibliográfico dos Registros do Conhecimento

•

Disseminação da Informação

•

Administração de Bibliotecas

Desde 1996, deixou de existir os currículos mínimo e plenos e passam a vigorar áreas
curriculares assim estabelecidas:
•

Fundamentos Teóricos da Biblioteconomia e da Ciência da Informação

•

Organização e Tratamento da Informação

•

Recursos e Serviços de Informação

•

Gestão de Unidades de Informação

•

Tecnologia da Informação

•

Pesquisa

Considerou-se conveniente trabalhar o ensino das tecnologias da informação e a
pesquisa. A opção foi, assim, manter quatro grandes áreas:

•

Fundamentos Teóricos da Biblioteconomia e da Ciência da Informação

•

Organização e Recuperação da Informação

•

Recursos e Serviços de Informação

•

Gestão da Informação e de Unidades de Informação

Em 2001, foram aprovadas as Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de
Biblioteconomia, que determinam as seguintes competências e habilidades aos graduados:

3659

�Competências gerais:
• Gerar produtos a partir dos conhecimentos adquiridos e divulgá-los;
• Formular e executar políticas institucionais;
• Elaborar, coordenar, executar e avaliar planos, programas e projetos;
• Utilizar racionalmente os recursos disponíveis;
• Desenvolver e utilizar novas tecnologias;
• Traduzir as necessidades de indivíduos, grupos e comunidades nas respectivas áreas de
atuação;
• Desenvolver atividades profissionais autônomas, de modo a orientar, dirigir, assessorar,
prestar consultoria, realizar perícias e emitir laudos técnicos e pareceres;
• Responder a demandas sociais de informação produzidas pelas transformações tecnológicas
que caracterizam o mundo contemporâneo.

Competências específicas:
• Interagir e agregar valor nos processos de geração, transferência e uso da informação, em
todo e qualquer ambiente;
• Criticar, investigar, propor, planejar, executar e avaliar recursos e produtos de informação;
• Trabalhar com fontes de informação de qualquer natureza;
• Processar a informação registrada em diferentes tipos de suporte, mediante a aplicação de
conhecimentos teóricos e práticos de coleta, processamento, armazenamento e difusão da
informação;
• Realizar pesquisas relativas a produtos, processamento, transferência e uso da informação.

6 O ENSINO DE BIBLIOTECONOMIA NO BRASIL SEGUNDO ALGUNS AUTORES

FRANCISCO DAS CHAGAS DE SOUZA, 1991.
[...] o ensino de Biblioteconomia no Brasil vive um viés e que esse fato tem
contribuído para que a construção escolar do bibliotecário brasileiro seja
fortemente concentrada nos aspectos da organização documental. Isso tem
sido resultado de uma cultura profissional bibliotecária voltada para a
estocagem de informação. Essa cultura, conforme se viu, atende a interesses
internacionais e bitola a capacidade de criação dos nossos profissionais, na
medida em que a escola de Biblioteconomia a aceita e desenvolve seu
ensino nessa direção.
Naturalmente, ficaram apontados os motivos porque a construção escolar do
bibliotecário brasileiro, hoje, não é diferente. Na verdade, a escola continua
a trabalhar na mesma perspectiva do passado e, inclusive, não parece ser

3660

�capaz de fazer uma leitura do mercado e a análise de novas exigências.
Mas, de tudo isso, o que fica como preocupação é como será a construção
do bibliotecário brasileiro de amanhã. Em razão disso, é que se deve
perscrutar de forma muito realista as tendências do mercado bibliotecário
brasileiro, pois estas é que determinarão os rumos da profissão, caso se
considere que a profissão e seu profissional devem responder a exigências
de mercado. E por falar em mercado, é preciso que a escola de
Biblioteconomia insira, de forma concreta, entre as suas prioridades de
ensino, com a densidade necessária, os aspectos que levem o profissional
bibliotecário brasileiro a dar a devida importância ao objeto de trabalho
usuário. Mas não uma visão estereotipada de usuário, e sim o indivíduo,
com as suas peculiaridades, em função de sua participação na realidade de
nossa sociedade. Só assim, será possível a sobrevivência dessa profissão,
embora com perfil provavelmente diferente deste de hoje (SOUZA, 1991, p.
187).
[...] No Brasil mesmo, durante todo o século XIX, ocorreram várias
atividades significativas para a prática bibliotecária, seja representada pela
vinda do núcleo do acervo da futura biblioteca nacional brasileira, seja pelas
inovações tecnológicas introduzidas no catálogo do Gabinete Português de
Leitura do Rio de Janeiro ou ainda por iniciativas de intelectuais brasileiros,
no sentido de dotar o país de uma estrutura na Biblioteca Nacional,
compatível com bibliotecas similares de países desenvolvidos. Todavia
deve ser ressaltado que tais iniciativas fogem, na realidade, à influência
portuguesa e tomam como fontes ora os Estados Unidos, ora a Bélgica, ora
a Inglaterra (SOUZA, 1990, p. 20).
[...] Foi necessário que a Biblioteca Nacional fosse comandada por um
outro reformador cuja direção iniciou em 1900. Esse reformador, o
pernambucano Manuel Cícero Peregrino da Silva que além de conseguir
edificar um prédio novo, criou algumas outras atividades como um
programa de conferências, um prêmio para estímulo à pesquisa
bibliográfica e também o curso de biblioteconomia que, segundo Edson
Nery da Fonseca, foi o primeiro da América Latina e o terceiro do mundo.
Criado ern1911 como parte do decreto n. 8.835 que estabelecia o
Regulamento da Biblioteca NacionaI. O Curso adotou como parâmetro da
École de Chartes, de Paris. Apesar de todo o esforço empreendido o mesmo
não iniciou antes de 1915. Sua duração era de 1 (um) ano e para freqüentálo os candidatos deveriam ter concluído um Curso de Humanidades e
submeterem-se a um exame de admissão (SOUZA, 1990, p. 33).
[...] Curso de Biblioteconomia criado no País, dentro de um contexto sóciopolítico-econômico resultante de mudanças profundas, veio a se
caracterizar como um momento marcante por significar uma mudança de
trajetória da Biblioteconomia no País, deixando patente ainda uma vez
mais a sua vinculação à classe dominante. Desde a idéia até os alunos, o
Curso, salvo raras particularidades, é um projeto da elite como toda a
Biblioteconomia brasileira dos anos 40 e 50 próximos [...] (SOUZA, 1990,
p. 45).
[...] O curso tinha quatro disciplinas: Bibliografia, Diplomática,
Iconografia e Numismática. E de acordo com; Edson Nery da Fonseca os
conteúdos técnicos de catalogação, classificação, organização e
administração de bibliotecas eram ministrados na disciplina Bibliografia
[...] (SOUZA, 1990, p. 33).

3661

�MARLENE OLIVEIRA; GABRIELLE FRANCINNE CARVALHO; GUSTAVO TANUS
SOUZA, 2009.
[...] de um modo geral o ensino da Biblioteconomia e percebe uma: a)
Predominância do ensino prático (e, muitas vezes, exageradamente
tecnicista) em detrimento do estudo dos aspectos teóricos e fundamentais
dos problemas biblioteconômicos; b) ausência de uma abordagem integrada
das atividades e serviços da Biblioteconomia/Documentação que faça uso
das técnicas de analise de sistemas e encare as diversas disciplinas como um
todo orgânico e não como partes isoladas e estanques; c) fidelidade
dogmática a códigos de catalogação, normas de documentação e sistemas de
classificação, muitas vezes idolatrados com cegueira que não vislumbram
os fins que devem servir e ignorância do processo de entropia a que estão
sujeitos em face da dinâmica da informação documental, do avanço da
tecnologia da informação e da psicologia dos usuários (OLIVEIRA;
CARVALHO; SOUZA, 2009, p. 19).
[...] O primeiro curso de mestrado iniciou-se em 1970, no antigo Instituto
Brasileiro de Bibliografia e Documentação - IBBD, que a partir de 1976,
passou a ser chamado de Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e
Tecnologia - IBCIT. A partir de então a Biblioteconomia passa a estreitar
seus laços com a recente Ciência da Informação. Percebe-se, então, que
tanto os cursos de graduação em Biblioteconomia quanto os PPGCI
atuantes têm sua maioria na região Sudeste com 16 (dezesseis) cursos de
Biblioteconomia, seguido do Nordeste com 8 (oito), o Sul com 6 (seis),
Centro-Oeste com 4 (quatro), e somente 2 (dois) no Norte. Os PPGCI
também estão, em maioria, na região Sudeste com 5 (cinco): USP, UNESP,
IBICT/UFRJ, UFF, UFMG, o Nordeste com 3 (três), UFPB, UFBA, UFPE,
o Sul com 2(dois), na UFSC e na UEL, com mestrado profissional, e o
Centro-oeste com 1(um) na UNB. A região Norte não conta com nenhum
PPGCI. Percebe-se que todos os PPGCI estão ligados a centros, escolas ou
departamentos que oferecem também graduação em Biblioteconomia com
exceção do IBICT/UFRJ que não se não tem vínculos acadêmicos e/ou
administrativos com o curso de graduação de Biblioteconomia da UFRJ [...]
a prática bibliotecária brasileira não pode ser a mesma que ocorre em outros
países e, realmente, não o é dadas as nossas condições sóciohistóricas. Por
essa circunstância, as técnicas e procedimentos operacionais utilizados,
também não poderiam ser as mesmas adotadas em outros países. A
aceitação do transplante só poderia ser inquestionável se fossemos igual
aquela sociedade, como não somos, nem haveríamos de ser, pois o povo
brasileiro no que tange as questões sociais, culturais e éticas apresentam um
miríade de interpretações. Assim, “talvez por esta diferença de visões é que
a Biblioteconomia praticada e ensinada no Brasil pareça ainda muito
estranha para a maior parte da sociedade do país. (SOUZA, 1997, p. 9-10
apud OLIVEIRA; CARVALHO; SOUZA, 2009, p. 19).
[...] No Brasil, desde a criação do primeiro curso em 1911 pela Biblioteca
Nacional do Rio de Janeiro até 2009, dois anos antes do seu centenário,
totaliza-se 36 cursos regulares em funcionamento para seu ensino, muitos
destes cursos tiveram sua criação ao longo da história aqui retratada,
podendo perceber a criação mais recente somente de um, no estado de São
Paulo, o qual remonta ao ano de 2009 (OLIVEIRA; CARVALHO;
SOUZA, 2009, p. 21).

3662

�ANTÔNIO AGENOR BRIQUET DE LEMOS, 1973.
[...] A partir de 1915, data em que começou a funcionar o primeiro curso, o
ensino da Biblioteconomia evoluiu bastante, existindo atualmente 19 cursos
de graduação, 1 de pós-graduação em nível de mestrado e 1 de
especialização, em 14 unidades da Federação. Os cursos de graduação
apresentam conteúdo relativamente homogêneo, havendo diferenças quanto
à duração das disciplinas que os compõem e, mais recentemente, na
abordagem dos tópicos relativos à Mecanização e Automação. A causa
principal dessa homogeneidade é o currículo mínimo que todos os cursos
são obrigados a seguir. A evolução dos estudos teóricos no campo da
organização de sistemas de recuperação de informações tem apresentado
resultados importantes e revelado princípios fundamentais que deveriam ser
incorporados organicamente ao ensino da Biblioteconomia (LEMOS, 1973,
p.1).

CRISTINA DOTTA ORTEGA, 2004.
[...] Na década de 50, Margaret Egan e Jesse Shera, membros da Escola de
Biblioteconomia de Chicago, avaliam que a atenção dos bibliotecários
durante os anos anteriores esteve voltada para a revolução da comunicação
de massa e seu provável efeito sobre os serviços de biblioteca para o leitor
em geral, enquanto poucos se preocuparam com a revolução da organização
e serviços de biblioteca, a qual foi tratada por outro campo, nomeado
"comunicação da informação especializada" e desenvolvido por
documentalistas e especialistas de informação. Shera apontou a própria
Escola como uma das principais responsáveis pela repulsa dos
bibliotecários por habilidades técnicas (ORTEGA, 2004).
J. H. SHERA,1977.
[...] O objetivo da biblioteconomia seja qual for o nível intelectual em que
deve operar é aumentar a utilidade social dos registros gráficos, seja para
atender à criança analfabeta absorta em seu primeiro livro de gravuras, ou
um erudito absorvido em alguma indagação esotérica. Portanto, se a
biblioteconomia deve servir à sociedade em toda extensão de suas
potencialidades, deve ser muito mais do que um monte de truques para
encontrar um determinado livro numa estante particular, para um consulente
particular. Certamente é isso também, mas fundamentalmente
biblioteconomia é a gerência do conhecimento. Por isso, estes novos
mecanismos projetadas para manipular conhecimentos a fim de que o
homem possa alcançar melhor compreensão do universo no qual se
encontra, são de especial interesse para o bibliotecário. Pois o bibliotecário
fará mal sua tarefa se não compreender todo o papel do conhecimento na
sociedade que ele serve e a parte que as máquinas podem realizar no
processo da"ligação do tempo". O bibliotecário é o supremo "ligador do
tempo", e a sua disciplina é a mais interdisciplinar de todas, pois é a
ordenação, relação e estruturação do conhecimento e dos conceitos.
(SHERA, 1977, p. 11).

3663

�KIRA TARAPANOFF, 1990.
[...] Coube à Universidade de Brasília, em 1964, o pioneirismo de realizar a
primeira experiência de um curso de mestrado em Biblioteconomia e
Documentação no País [...] Por razões as mais diversas, em 1965 o curso foi
suspenso [...] (TARAPANOFF, 1985 apud SOUZA, 1990, p. 105).

7 MUDANÇAS SOFRIDAS NA ATIVIDADE PROFISSIONAL DO PROFISSIONAL
DA INFORMAÇÃO

Lojkine (1995 apud ANJOS, 2008) afirma que a era da informação mudou o perfil de
várias áreas profissionais e isso não foi diferente com a biblioteconomia. Assim, os
bibliotecários tiveram que acompanhar essas mudanças para exercer, com plenitude, suas
atividades profissionais. As transformações sofridas por este personagem ao longo do último
século são evidenciadas no quadro a seguir:

PERFIL DO PROFISSIONAL
INÍCIO
Possuía uma visão humanista, ligado a cultura e as artes sob forte influência
DO SÉCULO XX francesa, devido a origem do curso de biblioteconomia estar ligada a École
ATÉ A DÉCADA DE Nationale des Chartes, em Paris.
30
Passa a receber uma formação mais técnica sob influência norte americana,
DÉCADA DE 30
devido a criação dos primeiros cursos paulistas em biblioteconomia
direcionados ao ensino técnico, originados da School of Library Economy,
fundada por Melvil Dewey na cidade de Columbia, em Nova York.
Acontece o primeiro congresso, Congresso Brasileiro de Biblioteconomia em
DÉCADA DE 50
1954 no Recife, originando uma maior participação dos profissionais e uma
educação continuada dos mesmos.
A profissão passa a ser reconhecida oficialmente em nível superior, sendo
DÉCADA DE 60
estabelecida uma legislação profissional e sendo criados os primeiros órgãos
de classe.
São criados os primeiros cursos de pós-graduação, desenvolvendo assim, a
DÉCADA DE 70
pesquisa e o surgimento dos primeiros periódicos nacionais voltados para
biblioteconomia e ciência da informação, aumentando a disseminação da
informação dentro da área.
Passa a ter um perfil de agente cultural e da informação. Sendo direcionado à
DÉCADA DE 80
entidades educacionais e, muitas vezes, atuando como educador.
Com o crescimento editorial e com o avanço das novas tecnologias de
INÍCIO
informação ele passa a ser um profissional da informação e, nesse momento,
DA
torna-se o “Moderno profissional da informação” e passa a ser considerado
DÉCADA DE 90
um “Moderno gerente informational”.
Panorama do perfil do bibliotecário e da educação continuada no Século XX:

Fonte: Anjos (2008, p. 3).

3664

�8 A FORMAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO BRASILEIRO
A formação do bibliotecário no país é resultado de dois modelos distintos de ensino: o
modelo francês e o modelo norte-americano. Hoje o Brasil conta com 39 escolas de
biblioteconomia espalhadas por todas regiões do país conforme o quadro:

CURSOS DE BIBLIOTECONOMIA EXISTENTES POR REGIÃO
QUANTIDADE DE CURSOS
REGIÕES

TOTAL

FEDERAIS/ ESTADUAIS

PARTICULARES

NORTE

2

0

2

NORDESTE

8

0

8

CENTRO-OESTE

3

2

5

SUDESTE

7

10

17

SUL

6

1

7

TOTAL

26

13

39

Cursos de biblioteconomia existentes por região

Fonte: Site do Conselho Regional de Biblioteconomia 6° Região MG/ES. Acesso em:
6/5/2014

As instituições que ministram o curso de biblioteconomia no Brasil são:
INSTITUIÇÕES QUE MINISTRAM O CURSO DE BIBLIOTECONOMIA NO BRASIL
(Segundo INEP)
INSTITUIÇÃO

CIDADE/UF

SUDESTE
Universidade Santa Ursula - USU

RIO DE JANEIRO-RJ

Universidade Federal Fluminense - UFF

NITEROI-RJ

Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ

RIO DE JANEIRO-RJ

Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO

RIO DE JANEIRO-RJ

Universidade Federal do Espírito Santo - UFES

VITORIA-ES

Escola Superior de Ensino Anísio Teixeira - CESAT

SERRA-ES

Centro Universitário Assunção - UniFAI

SAO PAULO-SP

Instituto Manchester Paulista de Ensino Superior - IMAPES

SOROCABA-SP

Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação - FaBCI

SAO PAULO-SP

Universidade Federal de São Carlos - UFSCAR

SAO CARLOS-SP

Universidade de São Paulo - USP

SAO PAULO-SP

3665

�Faculdades Integradas Coração de Jesus - FAINC

SANTO ANDRE-SP

Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesauita Filho - UNESP

MARILIA-SP

Pontifícia Universidade Católica de Campinas - PUC-Campinas

CAMPINAS-SP

Faculdade de Ciências da Informação de Caratinga - FCIC

CARATINGA-MG

Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG

BELO HORIZONTE-MG

Centro Universitário de Formiga - UNIFORMG

FORMIGA-MG

SUL
Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUCPR

CURITIBA-PR

Universidade Estadual de Londrina - UEL

LONDRINA-PR

Fundação Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC

FLORIANOPOLIS-SC

Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC

FLORIANOPOLIS-SC

Fundação Universidade Federal do Rio Grande - FURG

RIO GRANDE-RS

Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS

PORTO ALEGRE-RS

CENTRO-OESTE
Universidade Federal de Goiás - UFG

GOIANIA-GO

Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT

RONDONOPOLIS-MT

Instituto de Ensino Superior da Funlec - IESF

CAMPO GRANDE-MS

NORDESTE
Universidade Federal da Paraíba - UFPB

JOAO PESSOA-PB

Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN

NATAL-RN

Universidade Federal do Maranhão - UFMA

SAO LUIS-MA

Universidade Federal da Bahia - UFBA

SALVADOR-BA

Universidade Federal de Pernambuco - UFPE

RECIFE-PE

Universidade Federal do Ceará - UFC

FORTALEZA-CE

Universidade Estadual do Piauí - UESPI

TERESINA-PI

Universidade Federal do Ceará - UFC

JUAZEIRO DO NORTECE

NORTE
Universidade Federal do Pará - UFPA

BELEM-PA

Universidade Federal do Amazonas - UFAM

MANAUS-AM

Instituições que ministram o curso de biblioteconomia no Brasil (Segundo INEP).

Fonte: Site do Conselho Regional de Biblioteconomia 6° Região MG/ES. Acesso em:
6/5/2014

3666

�9 PUBLICAÇÕES DO PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO
Como retrato e resultado do ensino de Biblioteconomia, a produção científica e
publicações da área se fazem iminentes de ser divulgadas e disseminadas. Desta forma, as
publicações periódicas passam a ser necessariamente implementadas. Seguem, então, algumas
publicações:
PUBLICAÇÕES
PERIÓDICAS
PRIMÁRIAS:

PUBLICAÇÃO
PERIÓDICA
SECUNDÁRIA:

PUBLICAÇÕES
FORMATOS
ELETRÔNICOS:

EM

Ciência
da
informação
(semestral, IBICT, 1972)
- Revista da Escola de
biblioteconomia
da
UFMG
(semestral 1972)
Revista
brasileira
de
biblioteconomia e documentação
(trimestral, Federação Brasileira
de Associações de Bibliotecários
- FEBAB, 1973)
- Revista de biblioteconomia de
Brasília (semestral, Departamento
de
Biblioteconomia
da
Universidade de Brasília e
Associação dos Bibliotecários do
Distrito Federal, 1973)

- Bibliografia brasileira de
ciência
da
informação,
iniciada em 1960 como
Bibliografia brasileira de
documentação, adotou o atual
título
a
partir
do
vol.6(1980/1983).

DataGramaZero,
Encontros
bibli, Intexto, Informação &amp;
informação, Revista digital de
biblioteconomia e ciência da
informação, Informação &amp;
sociedade
:
estudos,
Perspectivas em ciência da
informação (que substituiu a
Revista
da
Escola
de
Biblioteconomia da UFMG) e
Transinformação.

10 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Observou-se com este trabalho um panorama geral do ensino de biblioteconomia no
Brasil e as diversas mudanças de conteúdos com o passar dos anos. Essa trajetória de
transformações sofridas no processo educacional é decorrência das necessidades sociais.
Nesse contexto, é imprescindível que as Escolas de biblioteconomia estejam sempre atentas a
necessidade de evolução dos Currículos. Constatou-se também a visão de alguns autores
renomados sobre o perfil do profissional bibliotecário brasileiro.

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históricos da criação e do desenvolvimento do ensino. Dissertação (mestrado) - Universidade
de Brasília, Faculdade de Ciência da Informação, Programa de Pós-Graduação em Ciência da
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        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>SNBU - Edição: 18 - Ano: 2014 (UFMG - Belo Horizonte/MG)</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: Bibliotecas Universitárias e o Acesso Público à Informação: articulando leis, tecnologias, práticas e gestão</text>
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                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>UFMG</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
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              <text>Revisitando as origens da Bibliteconomia no Brasil: história, ensino e perfil do profissional da informação</text>
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          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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              <text>Anjos, Cláudia Regina dos, et al.</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Belo Horizonte (Minas Gerais)</text>
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          <name>Publisher</name>
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              <text>UFMG</text>
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          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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          <name>Language</name>
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          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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              <text>Este trabalho apresenta uma abordagem histórica do curso de Biblioteconomia no Brasil e seu processo de ensino, aponta as mudanças sofridas na atividade profissional do bibliotecário brasileiro e demonstra as transformações sofridas no currículo de biblioteconomia ao longo do tempo. Para isso, foram levantados os acontecimentos ocorridos no ambiente biblioteconômico desde os seus primórdios no Brasil até os dias atuais.
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