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                  <text>Eixo 2 - Práticas

PANORAMA DA PRESERVAÇÃO DIGITAL NAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
BRASILEIRAS
OVERVIEW OF DIGITAL PRESERVATION IN BRAZILIAN ACADEMIC LIBRARIES
Thiago Giordano de Souza Siqueira1
Claudina Assunção de Moraes2

Resumo: O uso e a criação de documentos no contexto digital é uma realidade. Parte dos dados produzidos e
armazenados atualmente encontram-se nesse meio. A preservação dos documentos digitais, sobretudo no contexto
das instituições de ensino superior é uma questão que surge na pauta de discussão no campo da Biblioteconomia e
Ciência da Informação, especificamente no âmbito da gestão das Bibliotecas Universitárias. O trabalho busca
apresentar um panorama de como vem sendo desenvolvida práticas nas bibliotecas universitárias brasileiras.
Trata-se de um estudo exploratório, do tipo descritivo. Utilizando-se de pesquisa bibliográfica para embasamento
dos assuntos pesquisados. Utilizando como instrumento de coleta de dados questionário eletrônico disponibilizado
em fórum de discussão especializado. A abordagem das análises de caráter quali-quantitativa. Destaca a
importância da existência de se definir formatos de arquivos sustentáveis para assegurar a recuperação a longo
prazo. A existência de políticas de preservação digital. E por fim, apresenta os pontos fortes e as debilidades
enfrentadas pelas instituições enquanto organização para gerenciar e desenvolver atividades pertinentes a essa
questão. Algumas instituições já iniciaram o diálogo sobre preservação digital, mas a maioria não possui um a
política. Identificou-se que as bibliotecas possuem restrições orçamentárias e de pessoal que impacta no
desenvolvimento das atividades. E que a solução seria o fortalecimento de ações de cooperação em rede para
otimizar os recursos.
Palavras-chave: Biblioteca Universitária. Preservação digital. Documento digital. Políticas e estratégias. Brasil.
Abstract: The use and creation of documents in the digital context is a reality. Part of the data currently produced
and stored is found in this medium. The preservation of digital documents, especially in the context of higher
education institutions is an issue that appears on the agenda of discussion in the field of Library and Information
Science, specifically in the context of the management of Academic Libraries. The work seeks to present an
overview of how practices have been developed in Brazilian university libraries. This is an exploratory,
descriptive study. Using bibliographic research to support the researched subjects. Using an electronic
questionnaire as a data collection tool available in a specialized discussion forum. The qualitative and quantitative
analysis approach. It highlights the importance of defining sustainable file formats to ensure long-term recovery.
The existence of digital preservation policies. Finally, it presents the strengths and weaknesses faced by
institutions as an organization to manage and develop activities relevant to this issue. Some institutions have
already started the dialogue on digital preservation, but most do not have a policy. It was identified that libraries
have budgetary and personnel restrictions that impact on the development of activities. And that the solution
would be to strengthen network cooperation actions to optimize resources.
Keywords: Academic Library. Digital preservation. Digital document. Policies and strategies. Brazil.

1

Mestre em Biblioteconomia e Ciência da Informação, Universidade de Buenos Aires. Doutorando no Programa
Ciência da Informação, Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho". Bibliotecário na Universidade
Federal do Amazonas. thiago.giordano@gmail.com
2
Bacharel em Biblioteconomia, Universidade Federal do Amazonas. Especialista em Gestão de documentos e
informações, Instituto AVM. Mestranda em Tecnologias Emergentes da Educação, MUST University. Bibliotecária na
Universidade Federal do Amazonas. camclaudina@gmail.com

�1 INTRODUÇÃO
A sociedade atual sofre transformações e vêm organizando-se experimentando mudanças
culturais nos quais, a cada dia, ter acesso a uma maior quantidade de informação e, em consequência,
produzem mais documentos, que aparecem já em formato digital.
É comum a produção, distribuição e uso de informação em formato digital. As bibliotecas,
começaram a desenvolver suas coleções de forma a adquirir, receber ou produzir documentos digitais
que algumas vezes não existem em formato analógico, estabelecendo desta forma um novo tipo de
coleção e conformando um patrimônio digital.
Ademais, a preferência pelos documentos digitais se fortalece sob a justificativa de que ocupa
pouco espaço e se produz em volume desde o ponto de vista da capacidade de armazenamento da
informação, em comparação com a forma analógica equivalente. Somado a isso, permite o acesso
simultâneo de várias pessoas ao mesmo documento e são facilmente transferíveis, replicáveis,
editáveis e em alguns casos, permitem estabelecer vínculos entre os diversos conteúdos por meio de
uma conexão com outro documento (link).
Nesse contexto, surge a necessidade de fomentar a gestão de um novo tipo de informação, a
informação digital. Isso se deve ao fato que os documentos digitais baseados estão substituindo
rapidamente seus equivalentes em papel. É amplamente aceito que a tecnologia da informação vem
alterando os conceitos de documentos e registros e os documentos digitais. No entanto, são muito
mais frágeis que o papel. Na verdade, o registro de todo o período atual da história está em perigo.
Estas informações com conteúdo e o valor histórico de muitos registros governamentais,
organizacionais, legais, financeiros e técnicos, científicos bases de dados e documentos pessoais
podem ser irremediavelmente perdidos para as gerações futuras se não tomarmos medidas adequadas
para preservá-los (ROTHENBERG, 1998).
Ao passo que existe a rápida obsolescência dos formatos, equipamentos e softwares que
permitem criar, acessar e ver os documentos digitais, é importante destacar que os suportes físicos em
que se armazena a informação se deterioram muito rápido e entre outros fatores, a falta de padrões
entre outras condições podem interferir de modo negativo e favorecendo a perda da informação
registrada nesse formato. Portanto, a conservação requer um trabalho sistemático que inclui processos
de produção, armazenamento, manutenção e gestão.

�A Biblioteca Universitária (BU) é, ou deveria ser, o centro das instituições de ensino superior.
Isso porque apresenta a função de ser ferramenta que brinda o acesso a informação para alunos,
docentes, pesquisadores, além de atender a comunidade externa por meio das ações de extensão.
Assim, o tema desta investigação fundamenta-se na importância de mapear as práticas vigentes de
preservação digital no âmbito das bibliotecas universitárias brasileiras.
Trata-se de um estudo exploratório-descritivo, de caráter quali-quantitativo. Utilizando de
pesquisa bibliográfica. Apresenta como objetivo geral identificar as práticas que estas bibliotecas
desempenham para que os documentos digitais incorporados às suas coleções possam ser acessados a
médio e longo prazo. Buscando apresentar conceitos-chaves que favoreçam a compreensão e
sensibilização para a temática; explorar os problemas, situações e estratégias referidas à preservação
do conhecimento em formato digital; e, por fim, avaliar as estratégias e procedimentos de preservação
dos documentos digitais pelas bibliotecas universitárias.

2 REVISÃO DE LITERATURA
2.1 O DOCUMENTO ELETRÔNICO
É cada vez maior a consolidação da produção ou transformação de documentos ao formato
eletrônico: livros, periódicos, bases de dados, planilhas, imagens, gravações sonoras, fotografias,
entre outros. As transformações não se detêm aos conteúdos nem a essência das mensagens
transmitidas, mas “[...] na forma e o meio através dos quais os documentos passaram a ser
produzidos e registrados: um meio mais leve, ágil e dinâmico em suas possibilidades de
processamento e comunicação” ALVARENGA (2001, p. 7).
Em ambientes organizacionais, orientados por processos de gestão, houve mudanças no
ciclo documental, desde a produção ao descarte, ocasionado pela digitalização dos documentos e
facilitados pela comunicação eletrônica. Ademais, se pode agregar que um documento pode conter
figuras, gráficos, dados estruturados, representações como vídeos, entre outros objetos informativos
com diferentes formas de visualização.
Isto posto, conforme assinala Moyano Grimaldo (2004) que os documentos eletrônicos
podem classificar-se como documentos de nascimento digital - representados por aqueles
documentos que tenham sido criados diretamente neste formato; e os documentos digitalizados –
aqueles cujo nascimento não tem sua origem nos computadores em vez disso, eles são digitais após
passarem por um processo de digitalização.

�Observa-se que o documento nativo digital é o que se cria diretamente neste formato, como
um documento gerado em um processador de textos ou em una página Web. O documento
transformado, por conseguinte, é aquele que foi digitalizado, estando o documento já existente em
formato analógico (impresso), mas que foi transformado em uma versão eletrônica pelas
tecnologias digitais. Como exemplo, o livro despois de ser digitalizado se converte em um arquivo
Portable Document Format (PDF).
O documento eletrônico é uma unidade de registro de informações, acessível por meio de
equipamento eletrônico. Segundo Lima (2004) os documentos eletrônicos são informação
manipulada e armazenada com o uso do computador ou outro dispositivo móvel, portanto, estão
intrinsecamente ligados à estrutura tecnológica em que estão inseridos, impossibilitando sua
consulta fora daquele ambiente.
Em vista do exposto, o documento eletrônico é entendido como informações fornecidas e
acessíveis por mecanismos eletrônicos, que podem estar disponíveis em programas de computador,
arquivos de texto, páginas da rede mundial de computadores (internet), entre outros. Desta forma,
podem ser: um gráfico, uma figura estática ou em movimento, sons ou uma combinação deles,
armazenados em diferentes modalidades de apresentação e em diferentes suportes.
A principal característica dos documentos eletrônicos e do crescimento exponencial em sua
utilização "[...] é sua estrutura organizacional, que torna mais rápida sua produção, seu
armazenamento e sua disseminação, quando comparado com documentos convencionais elaborados
em papel” ALVES (2004, p. 20). Ainda de acordo com Alves (2004), a utilização de documentos
eletrônicos apresenta várias vantagens, tais como: possibilidade de armazenamento de grandes
quantidades de informação, e principalmente o fato de permitir o acesso simultâneo e ilimitado em
qualquer momento ou lugar, além de permitir acesso aos textos completos.
Assim, o documento eletrônico dá origem a novos recursos, como repositórios. A palavra é
sinônimo de arquivo, ou seja, local de guarda de documentos, ou seja, no inglês: repository. Um
repositório configura-se como uma biblioteca digital com o objetivo de armazenar, preservar e
garantir o acesso gratuito, pela internet, a documentos e outras produções científicas no âmbito de
uma instituição.
Segundo Kuramoto (2009, p. 203) e Swan (2010, p.167) em uma instituição de ensino e
pesquisa, sobretudo, essa iniciativa permite maior visibilidade às pesquisas desenvolvidas e mesmo
ao quadro de pesquisadores da instituição. Além de ampliar a possibilidade de ter citações em
outros trabalhos, facilita a sua promoção de forma que assim seguramente o conhecerão como

�investigador/autor no meio acadêmico. Da mesma forma, estas instituições ao manter seus
repositórios atualizados se tornam mais competitivas à medida que alcançam a visibilidade de suas
produções – fator muito importante principalmente quando se tratam de pesquisas subsidiadas com
recursos financeiros públicos – sendo um retorno à sociedade.

2.2 PRESERVAÇÃO DIGITAL

De acordo com Ferreira (2006), a preservação digital se define como a capacidade de
garantir que a informação digital permaneça acessível e com qualidade de autenticidade para que
possa, no futuro, ser interpretada numa diferente plataforma de tecnologia que não é a mesma
utilizada no momento da criação.
A preocupação com a preservação se deve ao fato de que os documentos digitais apesar de
que tenham sido aplicadas as técnicas de preservação adequadas, defeitos mínimos em seu conteúdo
podem invalidar todos os arquivos. Isso ocorre porque as particularidades da tecnologia utilizada
para criar os arquivos e formar os grupos de bits3. Ou seja, que o conjunto de bits fixados em um
arquivo, conformam uma estrutura que necessita ser respeitada rigorosamente a fim de garantir o
acesso ao documento na íntegra.
Na Carta para la preservación del patrimonio digital a UNESCO (2003 p.80, tradução
nossa), apresenta o patrimônio digital como sendo “[…] recursos únicos que são fruto do saber ou a
expressão dos seres humanos. Compreende recursos de caráter cultural, educativo, científico ou
administrativo e informação técnica, jurídica, médica e de outras classes, que se geram diretamente
no formato digital ou se convertem a este a partir de material analógico já existente”.
A ciência e o fazer conhecimento acontece numa dinâmica onde cada vez mais são
produzidos documentos em formato digital, sejam: textos, fotos, planilhas, base de dados, gravações
sonoras, páginas web e muitos outros formatos digitais. São registros do saber e da produção
humana que mudaram de suporte e por isso, é uma herança comum a toda a humanidade – e que
necessita ser preservada.
Para isso, devem ser consideradas uma serie de estratégias que precisam ser desenhadas para
garantir a longevidade da preservação de um documento digital, esse estudo é preliminar e aqui se
limitará ao aspecto da existência de políticas de preservação no âmbito das universidades brasileiras
e sobre quais os formatos de arquivo que estas utilizam para lograr êxito na preservação.
3

Bits - (simplificação para dígito binário, em inglês, binary digit) é a menor unidade de informação que pode ser
armazenada ou transmitida.

�2.2 FORMATOS DE ARQUIVO DIGITAL

Primeiro há que entender que para cada formato de arquivo é gerado por um software em
particular, possui uma especificação técnica. Possivelmente, dentro desta especificação técnica,
haverá uma versão de um formato em particular, que por sua vez, também possuirá detalhes
técnicos específicos. E, dependendo do formato de arquivo, a versão poderá conter especificações
técnicas diferenciadas para cada versão distinta do mesmo formato.
A grande variação de formatos de arquivo se produziu com o surgimento dos
microcomputadores e computadores pessoais. Atualmente existe uma quantidade imensa de
especificações técnicas para esses formatos assim como também novos softwares sendo criados e
postos no mercado diariamente. As especificações de cada formato são de caráter muito técnico e
estão no âmbito dos desenvolvedores de software em geral – e ditas especificações tratam de
explicar com detalhe como as sequências de bits no arquivo devem ser estruturadas e onde cada tipo
de dado deve ser registrado. Evidentemente, para cada tipo de arquivo digital haverá diferenças nas
especificações.
De acordo com Arms; Fleishhauer; Murray (2013) são sete os fatores de sustentabilidade
que se aplicam a formatos digitais para todas as categorias de informação e influenciam a
viabilidade e o custo provável de preservar o conteúdo de informação em face de mudanças futuras
no ambiente tecnológico em que os usuários e as instituições de arquivamento operam. Conhecê-los
poderá significar o delineamento de uma estratégia baseada em ações de preservação sejam elas a
migração para novos formatos, a emulação de software atual em computadores futuros ou de uma
abordagem híbrida. Os setes fatores são: Abertura da especificação (Disclosure), Adoção
(Adoption),

Transparência

(Transparency),

Auto-documentação

(Self-documentation),

Dependências externas (External Dependencies), Impacto de patentes (Impact of patents),
Mecanismos de proteção técnica (Technical Protection Mecanisms).
Na verdade, ao ter em consideração tais fatores, permitirá definir sobre a sustentabilidade
dos formatos de arquivo mais adequados para preservação, estes aplicam-se em todas as categorias
de informação e influenciam a viabilidade dos processos.

2.3 GESTÃO DE COLEÇÕES DIGITAIS

�Uma grande parte cada vez maior de informações e documentos nascem em formato
eletrônico e tem ganhado cada vez mais adeptos no mundo e sobretudo nas bibliotecas
universitárias, as quais carecem de espaço físico ou recursos financeiros suficientes para a aquisição
de obras em duplicação suficiente para atender a comunidade universitária. Destaca-se que este
fenômeno tem aumentado substancialmente os desafios de construção de implementação de
políticas de desenvolvimento de coleções, especialmente as coleções digitais.
Em frente a gama de informações que a todo instante está disponível, tanto no meio
eletrônico como na forma impressa, saber selecionar o material e as fontes de informação confiáveis
não é uma tarefa fácil, nem para os usuários, tampouco para os bibliotecários. Profissionais estes
que além de selecionar, devem preocupar-se em permitir acesso e pensar forma de preservar esses
recursos a longo prazo.
O termo “longo prazo” pode ser entendido como “[...] tempo suficiente para se preocupar
com os impactos da evolução tecnológica, incluindo suporte a novas mídias e formatos de dados ou
com a mudança da comunidade de usuários” (Consultative ..., 2002, p.11, tradução do autor apud
Grácio, 2012, p.61).

3 METODOLOGIA

Trata-se de um estudo exploratório-descritivo, de caráter quali-quantitativo. Para a coleta de
de dados foi estruturado um questionário on-line no software livre LimeSurvey otimizado pelo Centro
de Tecnologia da Informação e Comunicação (CTIC) da Universidade Federal do Amazonas,
encaminhado pela lista de discussão da Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias (CBBU) da
Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições
(FEBAB) e disponibilizado entre o período de 04 a 25 de fevereiro de 2021.
Obtiveram-se 61 respostas parciais, 29 completas, totalizando 90 respostas as quais
representam instituições distintas. Para análise, optou-se por analisar apenas os questionários
respondidos em sua totalidade, invalidando os respondentes que iniciaram a resposta ao questionário,
mas optaram por abandoná-lo em algum momento antes da finalização.
Foram descritas as percepções obtidas por meio dos questionários completos. Entre as
limitações da pesquisa encontram-se: a) a não obtenção do retorno de todas as bibliotecas
universitárias do país, considerando ainda que nem todas participam da lista da CBBU; b) a
possibilidade de que a pessoa que recebeu o e-mail com o convite para participar da pesquisa não

�possuir de informações suficientes no momento para preencher ao questionário e por isso tenha
abandonado a pesquisa.

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Quanto ao perfil das bibliotecas que participaram da pesquisa, observa-se que 75.86% estão
vinculadas a instituições públicas de ensino e 24.14% a instituições privadas. No que se refere a
estrutura organizacional e administrativa, tratam-se de bibliotecas em sua maioria (62.07%)
centralizada em detrimento de 37.93% descentralizada.
No que diz respeito a plataforma que utilizam para guardar as coleções digitais, nota-se que
68.97%) utiliza o DSpace 31.03% utilizam alguma outra plataforma que possivelmente seja
desenvolvida por uma equipe técnica da própria instituição, uma vez que não foi assinalada alguma
das outras possíveis plataformas existentes no mercado: EPrints, Fedora, Greenstone, Islandora,
Ganesha, Invenio, GSDL, Dienst, NewGenlib, VuDL, XTS, Tainacan.
No Quadro 1, observa-se a dispersão geográfica das IES respondentes da pesquisa.
Quadro 1 - Estado está localizada a biblioteca

Estado
Minas Gerais (MG)
São Paulo (SP)
Sergipe (SE)
Rondônia (RO)
Rio Grande do Sul (RS)
Paraíba (PB)
Bahia (BA) (A5)
Amazonas (AM)
Santa Catarina (SC)
Roraima (RR)
Rio Grande do Norte (RN)
Rio de Janeiro (RJ)
Pernambuco (PE)
Paraná (PR)
Mato Grosso (MT)
Goiás (GO)
Ceará (CE)

Contagem
5
3
2
2
2
2
2
2
1
1
1
1
1
1
1
1
1

Percentagem
17,24%
10,34%
6,90%
6,90%
6,90%
6,90%
6,90%
6,90%
3,45%
3,45%
3,45%
3,45%
3,45%
3,45%
3,45%
3,45%
3,45%

Fonte: Dados da pesquisa.

Compreendendo os serviços ofertados pelas bibliotecas, identificou-se que apenas 27.59% das
bibliotecas oferecem algum serviço de digitalização de documentos.
E indicaram ainda que os cinco tipos de documentos digitalizados com maior frequência,
evidenciando-se, conforme o Quadro 2.

�Quadro 2 – Tipos de documentos digitalizados

Ocorrências
6
3
3
3
2
1
1
1
1
1
1
1

Tipos de documentos
Artigos de periódicos
Capítulos de livros
Teses
Dissertações
Documentos administrativos
Capítulos de livros de docentes
Artigos de jornais de docentes
Documentos de projetos cadastrados na IES
Partes de teses e dissertações
Periódicos antigos editados pela Faculdade de Medicina
Disponibiliza scanners planetários para os usuários
Teses e Dissertações antigas da Faculdade de Medicina

Fonte: Dados da pesquisa.

Observa-se que uma das bibliotecas não presta o serviço, mas proporciona condições aos usuários
para fazê-lo, a medida em que disponibiliza o scanner para que o próprio usuário assim o faça.

Apenas 27.59% informaram realizar cópia de documentos para outra mídia. Destacando-se
como práticas: a cópia em CD; arquivamento no servidor da biblioteca; cópia temporária para
dispositivos móveis de armazenamento (HDD e SSD externos); inserção no Repositório Digital
Institucional; transformação em formato PDF ou PDF-A.
O papel dos formatos de arquivos é importante de serem diagnosticados por apresentarem
características em maior ou menor grau de adequação para a preservação em longos períodos. Na
cadeia de produção de documentos, principalmente os que já nascem em formato digital, devem ser
levadas em consideração no momento da criação. Os autores ao iniciar o ciclo de informação devem
dar os primeiros passos para garantir a persistência dos materiais digitais.
Por outro lado, 72,41% que informaram não realizar cópia, tinham um espaço onde
poderiam apontar os fatores que contribuíam para que isso não ocorresse, e sinalizaram as seguintes
questões: não dispor de pessoal suficiente no quadro de colaboradores (2); ainda não ser uma
prática discutida/estabelecida na IES (3); não possuir de equipamentos adequados para executar o
serviço (2); não possuir dotação orçamentária prevista para compra dos recursos necessários (1);
não tem projeto de digitalização (2); possuem um projeto mas ainda não foi executado (1); ainda
estão iniciando as articulações institucionais para o planejamento desta atividade (1) ou pelo fato de
ser uma biblioteca em implantação e por isso não dispor de materiais bibliográficos que necessitem
de cópia em mídias diferentes.

�Outro ponto a ser investigado foi a respeito das tipologias documentais que as bibliotecas
preservam ou possuem interesse em preservar utilizando-se da estratégia da realização de cópia em
outra mídia ou formato, podemos observar no Quadro 3.
Quadro 3 – Tipo de documento que as bibliotecas preservam ou tem a intensão de preservar

Tipo de documento
Livros, com texto completo, disponível na internet
Normas, com texto completo, disponível na internet
Patentes, com texto completo, disponível na internet
Periódicos de acesso livre
Periódicos eletrônicos assinados pela biblioteca
Dissertações e Teses, em formato eletrônico
Produção científica dos servidores (professores, técnicos,
pesquisadores, etc.), em formato eletrônico
Produção científica dos alunos, em formato eletrônico
Outros

Contagem
12
9
3
10
4
24

Percentagem
41,38%
31,03%
10,34%
34,48%
13,79%
82,76%

25

86,21%

23
3

79,31%
10,34%

Fonte: Dados da pesquisa.

No terceiro bloco de questões, buscou-se compreender como o tema da preservação digital vem
sendo percebido e tratado pelas IES. Nesse sentido, apenas 17.24% declararam possuir um plano/política de
preservação de documentos digitais e possuem um documento normativo institucionalizado. Os outros
82.76% informaram a não existência, no entanto, destes, 16,66% assinalaram que embora não
institucionalizado, já se encontra na fase de elaboração.

No que se refere ao tempo que vem sendo ou poderá ser feita a preservação do documento
digital na biblioteca – ainda que estejam dispostos em outro espaço físico, observa-se a Figura1.

Figura 1 - Tempo definido para preservação dos documentos digitais.

Fonte: Dados da pesquisa.

�A importância da existência de um documento institucionalizado, seja um plano, uma
política ou um conjunto de diretrizes a serem seguidas; definindo e estabelecendo as
responsabilidades; corrobora para que a cultura da preservação digital não fique restrita a iniciativas
individuais e sem padrão institucional bem como assegurar a que os processos de preservação
digital sejam mantidos como objetivos institucionais, mesmo com as mudanças periódicas de gestão
das IES. Isso porque a consolidação de uma cultura organizacional para preservação digital pode
requerer tempo.
Nesse sentido, Grácio (2012, p.89), afirma que
Nas IES, em função do grande volume de informações em formato digital produzido, dos
tipos de informação institucional e das características da informação digital, a preservação
digital precisa ser uma responsabilidade compartilhada. A gestão da instituição deverá
envolver as instâncias administrativas, legais, tecnológicas e informacionais, definindo as
responsabilidades de cada um.
[...] As instâncias superiores da IEs devem se
responsabilizar pela definição dos objetivos a serem alcançados com a preservação digital,
pela montagem da equipe multidisciplinar, pela disponibilização dos recursos permanentes
no orçamento da IESs e pela garantia da continuidade dos programas de preservação

digital.

Foram apresentadas como base para a escolha do tempo de preservação dos documentos: o
regimento do portal da IES; a Tabela do Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ) considerando
a tipologia do documento, bem como a Rede Cariniana de Preservação Digital4.
Buscou-se fazer uma análise organizacional com a intensão de conhecer se a instituição é
capaz de entender a necessidade da preservação digital, conhecer o envolvimento dos atores que
compõem a instituição e os entraves que presentes e que impactam no desenvolvimento de
atividades inerentes a preservação digital, conforme se observa no Quadro 4.
Quadro 4 – Fatores importantes para a biblioteca desenvolver atividade de preservação digital

Fatores importantes para a biblioteca
Ter tecnologia disponível
Ter verba destinada
Fazer migração (cópia, duplicação,
refrescamento) de conteúdos digitais
Obedecer a lei de direito autoral
Ter política de seleção de documentos digitais
Ter recursos humanos especializados

1
2
3
4
5
Não
Pouco
Muito
Neutro Importante
importante importante
importante
3,45%
10,34%
86,21%
3,45%
6,90%
10,34%
79,31%

3,45%

13,79%
3,45%
10,34%
3,45%

34,48%
6,90%
13,79%
27,59%

51,72%
89,66%
72,41%
68,97%

Fonte: Dados da pesquisa.
4

É uma rede de serviços de preservação digital de documentos eletrônicos brasileiros criada e coordenada pelo Instituto
Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT). Para saber mais sobre a rede consulte:
https://cariniana.ibict.br/

�Os elementos destacados no Quadro 4 se relacionam entre si de alguma forma, no entanto,
mais que planejar é preciso pensar em estratégias de manutenção dessa prática, sendo, portanto,
necessário dispor de recursos financeiros suficientes para levar a cabo as atividades.
O fato de que a preservação digital é cara, os fundos são escassos e as responsabilidades são
difusas sugere que as atividades de preservação digital se beneficiam da cooperação.
Cooperação pode incrementar a capacidade de produtividade de um suprimento limitado de
fundos de preservação digital através do compartilhamento de recursos, eliminando
redundâncias e explorando a economia de escala. (LAVOIE, DEMPSEY, 2004, tradução
nossa).

No que se refere a atualização de equipamentos e recursos tecnológicos nas IES, é possível
comparar dados dos Quadros 4 e 5. Nota-se que, ter tecnologia disponível é fator muito importante
para o desempenho da atividade em questão, em contrapartida, grande parte também informou ter
média ou muita dificuldade para desenvolvê-la por conta da obsolescência tecnológica.
Como estratégia de preservação, é importante considerar duas questões: a primeira
relacionada ao suporte e a segunda ao conteúdo do objeto digital. Quanto ao suporte, são
comumente utilizados a migração (transferência periódica de um objeto digital para um
software/hardware mais atual), refrescamento (mudança de suporte) ou emulação (imitação de um
espaço virtual obsoleto). Para Dias e Weber (2013) o refrescamento não é considerado uma
estratégia de preservação digital, visto que se limita a atualização de plataforma do documento
digital. Não deve ser aplicado de forma isolada, mas utilizado junto às outras estratégias que fazem
parte da preservação digital.
Nessas circunstâncias, é possível inquerir que o sistema de preservação digital pode ser
desconstruído em várias camadas funcionais incluindo criação e gerenciamento de metadados,
processos para acessar e usar o conteúdo, validação da autenticidade ou integridade dos materiais.
Logo, temos funções diversas e que requer divisão do trabalho e um certo grau de especialidade.
A preservação digital é percebida como um fator muito importante que a biblioteca
considera para a temática da preservação digital, em contrapartida, é possível sinalizar que esta
ainda é uma ameaça aos direitos de propriedade intelectual e parte dos embates ou resistências que
possam existir nas IES podem ser atribuídas a lei de direitos autorais.

�Quadro 5 – Fatores que dificultam a prática da preservação digital nas bibliotecas

Fatores que dificultam viabilizar a preservação
digital
Falta de conhecimento da tecnologia envolvida na
preservação
Obsolescência tecnológica
Falta de recursos financeiros
Falta de profissionais qualificados nessa área
Falta de recursos para atualização dos
profissionais
Falta de política de seleção de documentos digitais
Falta de conhecimento suficiente do uso da lei de
direitos autorais
Falta de condições ambientais para
acondicionamento do material (desumidificador/
umidificador; excesso de poeira, climatização
inadequada, espaço físico)
Falta de segurança (muito material não
inventariado, furtado, depredado ou não
devolvido)
Outros

1
Não sei

2
3
4
5
Não há
Pouca
Média
Muita
dificuldade dificuldade dificuldade dificuldade
34,48%

37,93%

27,59%

6,90%

17,24%
17,24%
13,79%

41,38%
20,69%
37,93%

20,69%
62,07%
41,38%

6,90%

17,24%

42,38%

31,03%

13,79%

24,14%

20,69%

41,38%

20,69%

34,48%

27,59%

17,24%

6,90%

17,24%

20,69%

55,17%

3,45%

27,59%

24,14%

27,59%

17,24%

44,83%

10,34%

27,59%

6,90%

10,34%

3,45%

3,45%

17,24%

Fonte: Dados da pesquisa.

Nota-se que divisão de trabalho para preservação de materiais impressos está bem estabelecida. A
divisão de trabalho em relação à preservação digital ainda não foi determinada em algumas IES e é fator de
grande dificuldade apontada pelos respondentes da pesquisa. De fato, por ser uma tarefa que possui um certo
grau de complexidade da parte de infraestrutura tecnológica e operacional a distribuição das
responsabilidades de preservação digital torna-se uma tarefa de difícil tomada de decisão.
Apenas 2,03% (7) das bibliotecas sinalizaram que possuem na estrutura organizacional uma
pessoa/equipe/setor com dedicação para realização das atividades de preservação digital. A preservação
digital deve estar inserida nos objetivos institucionais e envolver a comunidade pertencente a IES como um
todo, para que tenha êxito é importante envolve-los e iniciar uma transição da cultura organizacional onde
estejam envolvidas a área de gestão institucional, a área administrativa, área técnica e operacional.
Assim, a cultura organizacional influencia o comportamento dos indivíduos e dos grupos existentes
na instituição diante se um problema e criam uma forma de resolvê-lo. Exige-se, portanto, maior interação
entre os atores envolvidos.

É sabido que as dificuldades são muitas e o trabalho em cooperação técnica pode ser a
estratégia mais efetiva sobretudo para as instituições públicas de ensino que sofrem a cada ano mais
limitações orçamentárias. No entanto, existe um método básico, testado e que já foi aceito como
solução por muitas instituições desde 2013. Trata-se da Rede Cariniana que surgiu no âmbito do
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) uma rede de serviços de

�preservação digital de documentos eletrônicos brasileiros, com o objetivo de garantir seu acesso
contínuo a longo prazo.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A evolução constante das TIC apresenta novas possibilidades para a preservação de acervos
documentais das bibliotecas universitárias brasileiras. Entretanto, sua aplicação deve ser conduzida
acompanhada de uma política de gestão da tecnologia e recursos essenciais, sob pena de expor o
acervo à fragilidade da informação digital.
Para que os formatos de arquivos possam continuar sendo acessados ao longo do tempo,
diversas decisões ações deverão ser tomadas. Pois, tecnologias de software e hardware não duram
mais que algumas décadas, assim, o sucesso das estratégias de preservação implica considerar
ações. E para isso algumas informações se tornam essenciais, como o nome do formato de arquivo
original e sua versão. Essas informações e várias outras, que dependem do formato de arquivo
específico, por exemplo, se é de áudio ou de vídeo (assim necessitando de algoritmos de
compressão específicos), serão preservados através de metadados.
Não existe uma estratégia única de preservação que solucione todos os problemas existentes.
Cada camada que compreende fases da preservação digital possui processos, técnicas e estratégias
distintas que podem ser adequadas a uma realidade, dependendo do tipo de documento digital que
se pretende preservar.
É importante que as IES se articulem em rede para traçar uma estratégia de definição de
formatos de arquivos e metadados para preservação. Apesar de, no Brasil, existir a Rede Cariniana,
que é um esforço conjunto o qual propõe parcerias com instituições de pesquisas no Brasil para
preservar acervos digitais de forma distribuída, observa-se que ainda não há um conjunto único e
largamente utilizado por todas as instituições. No entanto, parece ser este um excelente recurso
cooperativo a ser amplamente explorado.
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contexto das bibliotecas tradicionais e digitais. DataGramaZero, v. 2, n. 6, 2001. Disponível em:
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>O uso e a criação de documentos no contexto digital é uma realidade. Parte dos dados produzidos e armazenados atualmente encontram-se nesse meio. A preservação dos documentos digitais, sobretudo no contexto das instituições de ensino superior é uma questão que surge na pauta de discussão no campo da Biblioteconomia e Ciência da Informação, especificamente no âmbito da gestão das Bibliotecas Universitárias. O trabalho busca apresentar um panorama de como vem sendo desenvolvida práticas nas bibliotecas universitárias brasileiras. Trata-se de um estudo exploratório, do tipo descritivo. Utilizando-se de pesquisa bibliográfica para embasamento dos assuntos pesquisados. Utilizando como instrumento de coleta de dados questionário eletrônico disponibilizado em fórum de discussão especializado. A abordagem das análises de caráter quali-quantitativa. Destaca a importância da existência de se definir formatos de arquivos sustentáveis para assegurar a recuperação a longo prazo. A existência de políticas de preservação digital. E por fim, apresenta os pontos fortes e as debilidades enfrentadas pelas instituições enquanto organização para gerenciar e desenvolver atividades pertinentes a essa questão. Algumas instituições já iniciaram o diálogo sobre preservação digital, mas a maioria não possui um a política. Identificou-se que as bibliotecas possuem restrições orçamentárias e de pessoal que impacta no desenvolvimento das atividades. E que a solução seria o fortalecimento de ações de cooperação em rede para otimizar os recursos.</text>
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