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                  <text>Práticas
GESTÃO DE DADOS DE PESQUISA NA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA: ELABORAÇÃO
DE UM PLANO DE AÇÃO À LUZ DO SISTEMISMO DE BUNGUE
RESEARCH DATA MANAGEMENT AT THE UNIVERSITY LIBRARY: DEVELOPING AN
ACTION PLAN IN THE LIGHT OF BUNGUE’S SYSTEMISM
Crislaine Zurilda Silveira1
Karyn Munyk Lehmkuhl 2
Sirlene Pintro3
Thayse Hingst4
Resumo: O aumento da produção e a utilização cada vez maior de dados de pesquisa leva à necessidade da gestão
desses recursos para garantir a disponibilização, o acesso e a reutilização dos mesmos. Entre os atores atuantes nesse
contexto encontra-se a Biblioteca Universitária, a qual cada vez mais tem desempenhado um papel importante no
referido processo. Assim, este trabalho tem como objetivo elaborar um plano de ação para a gestão de dados de
pesquisa, a partir da análise do metamodelo C-E-S (Composition-Environment-Structure), considerando a atuação da
Biblioteca Universitária da Universidade Federal de Santa Catarina (BU/UFSC). Trata-se de uma pesquisa-ação, na
qual utilizou-se o metamodelo C-E-S para delineamento do cenário de atuação da Comissão de Concepção do Serviço
de Suporte à Pesquisa e Gestão de Dados de Pesquisa da BU/UFSC, o qual, após sua análise, permitiu a elaboração do
plano de ação para gestão de dados de pesquisa. Foram definidas seis etapas que envolveram os membros da comissão,
que identificaram 91 atividades para compor o plano de ação baseado na ferramenta 5W2H (What - O que? / Why - Por
quê? / Where - Onde? / When - Quando? / Who - Quem? / How - Como? / How much - Quanto custará?). O objetivo
foi alcançado devido à participação ativa e colaborativa dos membros da comissão, os quais destacaram que a referida
atividade colaborativa auxiliou na organização das atividades e ações da comissão, ampliou o entendimento dos
objetivos e direcionou os novos passos a serem seguidos pela comissão.
Palavras-chave: Sistemismo. Modelo CESM de sistema. Gestão de dados de pesquisa. Biblioteca Universitária.

Abstract: The research data increased production and use has led to the need of managing these resources in order to
ensure their availability, access and reuse. Among the players involved in this context is the University Library, which
has been playing an important role in this process. Thus, this work objective is drawing up an action plan for research
data management at the Federal University of Santa Catarina University Library (BU/UFSC). The action plant was built
following the analysis of the Composition-Environment-Structure (C-E-S) metamodel. Regarding the methodology, this
is an action-research, in which the C-E-S metamodel was used to outline the scenario for the Working Committee for
the Design of a Research Support and Research Data Management Service at BU/UFSC. After the metamodel analysis
it was possible to draw up an action plan for research data management. Based on the 5W2H tool (What? Why? Where?
When? Who? How? How much?), with the working committee members involvement, 91 activities that must
compound the action plan were pointed out. This was achieved thanks to the committee members active and
collaborative participation. They pointed out that this collaborative activity helped them to organize the committee's
activities and actions, it increased their understanding about the committee goals and directed the committee next steps.
Keywords: Bunge’s systemism. Research data management. University library.

1

Mestra em Gestão de Unidades de Informação. Bibliotecária da UFSC. E-mail de contato: crislaine.silveira@ufsc.br.
Mestra em Ciência da Informação. Bibliotecária da UFSC. E-mail de contato: karyn.lehmkuhl@ufsc.br.
3
Doutora em Ciência da Informação. Bibliotecária da UFSC. E-mail de contato: sirlene.pintro@ufsc.br.
4
Bacharela em Biblioteconomia. Bibliotecária da UFSC. E-mail de contato: thayse.hingst@ufsc.br.
2

�1 INTRODUÇÃO
A constante evolução da pesquisa científica na contemporaneidade traz consigo a produção
cada vez maior de dados de pesquisa e, em conjunto, a maior utilização dos mesmos para a
exploração de novos conhecimentos. Chega-se a um momento do contexto científico em que os
dados de pesquisa não são apenas produtos decorrentes do trabalho de pesquisa, mas fazem parte de
uma conjuntura que estabelece a necessidade e a garantia de disponibilização, acesso e reutilização
dos mesmos.
Entende-se, também, que o aumento da produção de dados de pesquisa acentua ainda mais a
necessidade de gestão dos mesmos para disponibilização à comunidade e consequente reuso. Nesse
contexto, o uso de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) é imprescindível para um bom
gerenciamento.
A gestão de dados de pesquisa tem se tornado presente no âmbito da comunidade científica,
especialmente no contexto do acesso aberto à informação. As demandas pela gestão destes dados
envolvem uma série de atores (pesquisadores, agências de fomento, revistas científicas,
bibliotecários) que preocupados com o armazenamento, recuperação, disponibilização, uso (e reuso)
preocupam-se com as formas de se dar apoio a estes processos.
A Biblioteca Universitária da Universidade Federal de Santa Catarina (BU/UFSC) desde
2016 tem se preocupado com a demanda referente à gestão de dados de sua comunidade de
pesquisadores e, por isso, estabeleceu por meio da Portaria nº 1202/2016/GR de 25 de maio de 2016
a Comissão de Concepção do Serviço de Suporte à Pesquisa e Gestão de Dados de Pesquisa.
(UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA, 2016).
Ao longo das reuniões muitos assuntos foram discutidos e um cenário se delineou com base
em um trabalho de análise das atas. A consolidação deste cenário foi realizada a partir do
metamodelo C-E-S (Composition-Environment-Structure)5, que é base da abordagem sistemista de
Mario Bunge, sendo que o sistemismo é uma visão de mundo que pode ser utilizada como base para
estudos empíricos de qualquer sistema na área da Ciência da Informação, incluindo sistemas
técnicos e sociais que tenham foco em informação, sejam unidades ou serviços de informação
(SILVA; VIANNA; KERN, 2016).
5

Cabe ressaltar que a consolidação da figura C-E-S foi realizada num trabalho submetido para avaliação neste evento.

�A análise do desenho C-E-S se constituiu como fonte para a elaboração de um plano de ação
para nortear os trabalhos da comissão supracitada. Assim, este trabalho tem como objetivo elaborar
um plano de ação para a gestão de dados de pesquisa, a partir da análise do metamodelo C-E-S.

2 GESTÃO DE DADOS DE PESQUISA

As consequências dos avanços tecnológicos influenciaram no crescimento das publicações
científicas e muito fortemente nos dados que são produzidos durante todo o trabalho de pesquisa. É
o cenário da e-Science que se caracteriza pelo uso intensivo de tecnologias de informação e
comunicação, pela geração exponencial de dados de pesquisa e a possibilidade do trabalho em rede
por parte dos pesquisadores (GORE, 2011).
Nesse contexto, os dados científicos ou de pesquisa se configuram em um recurso rico e que
merece a devida atenção. As potenciais recompensas de realizar a gestão de dados de pesquisa
incluem evitar o retrabalho, garantir a longevidade dos dados, proporcionar o compartilhamento e
uso multidisciplinar possibilitando novos insights e o fortalecimento da integridade na ciência
(LEWIS, 2010). De modo geral, toda a sociedade pode se beneficiar da disponibilidade dos dados,
especialmente quando seguem os preceitos do acesso aberto. O compartilhamento e o acesso aos
dados de pesquisa, em especial aquelas que contaram com financiamento público, além de
contribuir para outras possíveis pesquisas também representam um retorno do financiamento
público em pesquisa (OECD, 2007).
Assim, as demandas relacionadas à gestão de dados de pesquisa já se fazem sentir no
contexto internacional. As publicações periódicas científicas têm solicitado aos autores que
informem formas de acesso aos dados vinculados ao artigo a ser submetido ou mesmo que constem
em algum repositório e em acesso aberto. Diversas agências de fomento à pesquisa exigem planos
de gerenciamento de dados no momento da solicitação de financiamento, bem como a
disponibilização dos dados em repositórios. No Brasil, temos o exemplo da Fundação de Amparo à
Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), a qual reconhece a importância da gestão adequada
dos dados como parte essencial às boas práticas de pesquisa. A FAPESP disponibiliza em seu site
uma página dedicada a explicar a importância dos dados de pesquisa, bem como informa que, para
determinados editais, um plano de gestão de dados faz parte dos anexos obrigatórios das propostas
submetidas à agência (FAPESP, [2017]).

�Diante desse cenário, recai sobre as instituições de pesquisa e de ensino superior atender a
essa nova demanda de gestão dos dados produzidos por seus pesquisadores. Mais especificamente,
às bibliotecas universitárias coube o compromisso de oferecer soluções e serviços que permitam a
disponibilização e preservação dos dados de pesquisa (LEHMKUHL; GAVRON; ALVES; BEM,
2018).
A atuação da biblioteca universitária e do bibliotecário na gestão de dados de pesquisa é
discutível. Lewis (2010) comenta que a gestão de dados científicos é uma extensão do papel da
biblioteca universitária. Por outro lado, os desafios em termos de infraestrutura, habilidades e
mudanças de cultura demandam ações orquestradas por várias partes interessadas e por isso de
grande complexidade. Porém, Hey e Hey (2006) defendem que as bibliotecas serão colocadas no
centro do desenvolvimento da infraestrutura de pesquisa da próxima geração.
Os bibliotecários sempre precisaram reinventar seus papéis, expandindo suas experiências e
competências tecnológicas (LATHAM, 2017). Portanto, sendo os dados de pesquisa uma fonte
valiosa de informação, a biblioteca naturalmente passa a ocupar um papel de destaque nesse
contexto e aos bibliotecários caberá preparar-se para atuar com gestão de dados.
Assim, a Biblioteca Universitária da UFSC, desde 2016 vem discutindo a gestão de dados
científicos e as ações necessárias para a implantação de serviços relacionados a ela. As discussões
são diversas e complexas e o trabalho precisa contar com organização e sistematização. Assim, a
adoção do metamodelo C-E-S auxilia na organização das diferentes frentes de trabalho da comissão.

3 SISTEMISMO BUNGUIANO

Bunge (1979) considerava que o individualismo e o holismo são inadequados para estudar
os fatos sociais, pois o primeiro ignora as propriedades emergentes de qualquer sociedade, como
coesão social e mobilidade social, e o último se recusa a explicá-las de maneira concreta. Dito de
outra forma, essas teorias não conseguiam abarcar de forma abrangente o estudo de problemas
sociais, onde estes sendo sistêmicos não podem ser resolvidos fazendo uma coisa de cada vez, visto
que afetam vários outros sistemas ao mesmo tempo - biológico, econômico, cultural e político, e
envolvem muitos recursos inter-relacionados (BUNGE, 2000).
Para abarcar toda a complexidade envolvida no estudo de problemas sociais, Bunge (2004)
propõe o sistemismo, o qual considera uma abordagem adotada por qualquer pessoa que se esforça

�para explicar a formação, manutenção, reparo ou desmontagem de uma coisa concreta e complexa,
considerando suas partes e suas relações com outras disciplinas.
Na perspectiva sistemista de Bunge tudo no universo é, foi ou será parte de um componente
num sistema. Sistema é um objeto complexo, cujas partes ou componentes são mantidos juntos por
laços de algum tipo, que podem ser lógicos, no caso de um sistema conceitual, ou materiais, no caso
de um sistema concreto, sendo que a coleção de todas essas relações forma sua estrutura (BUNGE,
2004).
Os fundamentos do sistemismo podem ser explicados pelos postulados, redução sistemista
ou modelo de sistema e sete regras metodológicas (SILVA; VIANNA; KERN, 2016). Os
postulados bunguianos são:
a)

tudo, que seja concreto ou abstrato, é um sistema, um componente real ou potencial

componente de um sistema;
b)

sistemas possuem características sistêmicas (emergentes) que não se encontram em

seus componentes;
c)

todos os problemas devem ser abordados de forma sistêmica e não fragmentada;

d)

todas as ideias devem ser colocadas juntas em sistemas (teorias); e

e)

o teste de qualquer coisa, seja ideia ou artefato, assume a validade de outros itens,

que são tomados como benchmarks, pelo menos de forma provisória (BUNGE, 2000).
A partir dos postulados, os sistemas podem ser reduzidos ou modelados a partir do
metamodelo CESM ou composition-environment-structure-mechanism, no qual a composição é a
coleção de partes ou componentes de um sistema, o ambiente é a coleção de itens externos que
influenciam ou que são influenciados pelos componentes, a estrutura é a coleção de ligações entre
componentes e entre esses e os itens do ambiente e o mecanismo é a coleção de processos que
geram a novidade qualitativa causando crescimento, manutenção ou o desmantelamento do sistema
ou de alguma de suas partes (BUNGE, 1997).
Já as regras metodológicas que orientam a modelagem dos sistemas são descritas em sete
itens:
a) coloque cada fato social em seu contexto mais amplo (ou sistema);
b) divida cada sistema em sua composição, ambiente e estrutura;
c) descreva os vários níveis do sistema e exiba suas relações;
d) identifique o(s) mecanismo(s) que mantém o sistema funcionando ou que pode(m) levar a
seu crescimento ou decadência;

�e) certifique-se de que o mecanismo proposto é compatível com as leis e normas conhecidas
e, se possível, verifique as hipóteses ou teorias, alterando experimentalmente as variáveis;
f) prefira hipóteses, teorias e explicações mecânicas (dinâmicas) a fenomenológicas
(cinemáticas);
g) em caso de mau funcionamento do sistema, reexamine o CESM e busque consertar o
sistema, alterando alguns ou todos os seus componentes (BUNGE, 1997).
Considerando o objetivo deste trabalho, serão abordados apenas os três primeiros itens das
regras bunguianas.

4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

A criação de um plano de ação com a participação da equipe, conforme foi conduzido,
configura-se como uma pesquisa-ação. Esta é apresentada por Thiollent (1985, p. 14) como “Um
tipo de pesquisa com base empírica que é concebida e realizada em estreita associação com uma
ação ou ainda, com resolução de um problema coletivo”.
A metodologia possui um caráter prático e situacional, lidando com a busca à resolução de
um problema específico de uma determinada comunidade (SEVERINO, 2007; GIL, 2010). Além do
caráter prático da pesquisa-ação, outro aspecto principal reside na participação ativa do grupo
envolvido, quando “[...] as pessoas implicadas tenham algo a ‘dizer’ e a ‘fazer’” (THIOLLENT,
1985, p. 16).
Hernández Sampieri, Fernández Collado e Baptista Lucio (2013) apontam ciclos para que
seja realizada a pesquisa-ação, 1) detecção do problema; 2) elaboração do plano de ação; 3)
implementação e avaliação do plano; 4) Feedback. O plano de ação é considerado por Thiollent
(1985) como uma exigência fundamental para que a resolução do problema coletivo seja obtida.
Assim, no presente trabalho, a detecção do problema se deu a partir da análise da
complexidade realizada por meio da verificação das atas de reuniões (2016 a 2020), o qual foi
consolidada por meio do metamodelo C-E-S e será detalhado na próxima seção.
A elaboração do plano se deu através de ações que visaram envolver os membros da
Comissão de Concepção do Serviço de Suporte à Pesquisa e Gestão de Dados de Pesquisa da
BU/UFSC. Esse envolvimento se consolidou por meio de reuniões e aplicação de questionários que
buscaram dividir a complexidade em atividades, sintetizá-las e elaborar o plano por meio da
ferramenta 5W2H (What - O que? / Why - Por quê? / Where - Onde? / When - Quando? / Who -

�Quem? / How - Como? / How much - Quanto custará?). A etapa de implementação e avaliação não
foi realizada neste trabalho devido à falta de tempo hábil. É importante ressaltar que os participantes
das atividades propostas são bibliotecários membros da comissão supracitada e vinculados à
BU/UFSC. Por fim, foi aplicado um questionário para verificar a percepção dos membros quanto à
elaboração participativa do plano.

5 RESULTADOS

A elaboração do plano de ação para a gestão de dados de pesquisa, visando nortear os
trabalhos da Comissão de Concepção do Serviço de Suporte à Pesquisa e Gestão de Dados de
Pesquisa., seguiu diversas etapas, as quais podem ser visualizadas na Figura 1. Ressalta-se que
todas as etapas foram realizadas durante as reuniões da referida Comissão, sendo um total de quatro
reuniões nas quais houve a participação de todos os membros.
Figura 1 – Etapas da elaboração do plano de ação

Fonte: Elaborado pelas autoras.

Na primeira etapa, análise da complexidade, foi apresentado o metamodelo C-E-S elaborado
a partir da síntese das atas de reuniões de 2016 a 2020. A partir disso, foram discutidos os papéis
dos componentes (C) do sistema (Biblioteca, Pesquisadores, Repositório de dados e dados de

�pesquisa), as ligações (E) com os elementos do ambiente (S) (Reitoria, Centros de Ensino,
Movimento de Acesso aberto...), conforme pode ser verificado na Figura 2.
Figura 2 – Metamodelo do sistema de gestão de dados de pesquisa da UFSC

Fonte: Silveira, Kern, Lehmkuhl (2021)6
Notas:
* Pró-Reitoria de Pesquisa (PROPESQ)
** Superintendência de Governança Eletrônica e Tecnologia da Informação e Comunicação (SETIC)
*** Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT)

Na discussão do metamodelo de sistema em conjunto com os participantes foi possível
relembrar antigas discussões, tornando o conhecimento uniforme entre aqueles que já fazem parte
da Comissão desde o início e os novos membros. Ainda, foi sugerido que o metamodelo fosse
utilizado para ambientação de futuros novos integrantes. Durante a discussão foi possível perceber
que a implementação de um sistema de gestão de dados de pesquisa é algo complexo que envolve
vários atores internos e externos à universidade, além da criação de várias políticas.
Na etapa seguinte, visando dividir a complexidade, foi solicitado que os participantes
avaliassem a figura (Figura 2) e identificassem grandes temas que fariam parte das próximas fases
da elaboração do plano de ação. Os temas sugeridos pelos membros da comissão foram:
a) Depósito de dados (disponibilização dos dados);

6

Trabalho em avaliação.

�b) Gestão dos dados de pesquisa;
c) Acesso Aberto;
d) Capacitações (orientação, sensibilização);
e) Captação de recursos;
f) Segurança das informações;
g) Melhores práticas;
h) Diagnóstico organizacional;
i) Políticas de gestão;
j) Preservação digital;
Com a ideia de estímulo dos participantes a manifestarem suas opiniões, incentivou-se que
os mesmos falassem sobre temas relacionados à gestão de dados de pesquisa e, dessa forma,
algumas categorias mostraram-se semelhantes.
Na fase seguinte, transformar em atividades, foi solicitado que os participantes sugerissem
atividades a serem desenvolvidas no âmbito da Comissão que tivessem relação com os grandes
temas. Com a realização de reuniões online surgiu o desafio de estimular a participação para isso,
utilizou-se a ferramenta Mentimenter7. As respostas eram anônimas e visavam estimular que os
participantes indicassem ações que possuíam relação com os grandes temas. Foram lançadas 14
questões e os participantes tiveram, em média, três minutos para responder cada uma. Foram
registradas 150 atividades.
Na etapa de síntese foram identificadas as atividades em duplicidade e as atividades que
tivessem relação com outros grandes temas foram reagrupadas, totalizando 90 atividades para
compor o plano de ação.
A etapa seguinte consistiu na definição do plano de ação, o qual foi elaborado usando a
ferramenta 5W2H, sendo consolidado numa planilha do software Excel, conforme exemplo
disponível no Quadro 1.

7

Mentimenter é uma ferramenta online que permite criar apresentações e interagir com o público por meio de quizzes,
perguntas e respostas, nuvens de palavras em tempo real. Disponível em: https://www.mentimeter.com/.

�Quadro 1 – Síntese as ações através do plano 5W2H
What?

Why?
É preciso criar políticas e diretrizes que permeiem toda a etapa de
Criar de políticas de gestão de dados
gestão de dados. Portanto poderão ser criadas várias políticas.
Captar recursos para implementar a
É preciso pensar quais recursos serão necessários para a
gestão de dados
implementação da gestão de dados na UFSC
Capacitar a comissão
Para elevar o nível de conhecimento da comissão sobre a temática
Capacitar os profissionais das
A capacitação da equipe é fundamental para que ela possa ser
bibliotecas setoriais e setor de
disseminadora das informações acerca da gestão de dados de
Circulação da Biblioteca Central
pesquisa
A capacitação da comunidade é um etapa importante para que ela
Capacitar a comunidade
entenda o que é a gestão de dados e se envolva com a temática
A identificação das melhores práticas é uma tarefa importante, pois
Identificar as melhores práticas
a troca de experiências auxilia nas tomadas de decisão
Abarcar outros pesquisadores e verificar se as necessidades foram
Atualizar o Diagnóstico organizacional
alteradas em relação ao diagnóstico anterior .
Selecionar a ferramenta para a gestão de A definição da ferramenta de gestão de dados é uma tarefa de suma
dados
importância.
São importantes, pois visam divulgar para comunidade da UFSC e
Criar ações de divulgação
para instituições externas informações sobre a gestão de dados de
A segurança dos dados é de suma importância, portanto esta
Garantir a segurança das informações
temática precisa estar contemplada nas decisões da Comissão
Sensibilizar a Administração da Central Para que os representantes da instituição colaborem e incentivem a
UFSC
comunidade a gerir os dados de pesquisa
É importante que a instituição tome ciência e se posicione acerca
Estimular o acesso aberto na UFSC
das ações que envolvem o acesso aberto.
Realizar um diagnóstico tecnológico
É preciso verificar junto a SETIC e TECDI a situação tecnológica da
institucional
UFSC
A definição dos fluxos será uma etapa importante, pois poderá
Definir fluxos para a gestão de dados
impactar na elaboração das políticas
Verificar práticas de preservação digital É preciso verificar as práticas de preservação que estão sendo
externas à UFSC
discutidas fora do âmbito da UFSC
A definição dos serviços que envolverão a gestão de dados é uma
Definir serviços a serem oferecidos
etapa importante, pois ajuda a prever quais recursos serão
necessários: pessoal, espaço, tecnologias

How?
13 atividades
9 atividades
8 atividades
8 atividades
8 atividades
7 atividades
6 atividades
6 atividades
6 atividades
6 atividades
3 atividades
3 atividades
3 atividades
2 atividades
2 atividades
1 atividade

Fonte: Elaborado pelas autoras.

As informações de Where, Who, When e How Much serão definidos de acordo com cada
atividade. O What? (o quê?) consistiu em definir objetivos gerais que permearão o planejamento
das atividades a serem realizada pela Comissão; o Why (por quê?) consistiu em estimular uma
reflexão dos membros sobre os objetivos da comissão e do plano; o How? (como?) consistiu em
vincular aos objetivos gerais as atividades identificadas na etapa de transformação em atividades,
totalizando 91 atividades. Por fim, para cada atividade foi definido o Where? (onde?), isto é, onde
cada atividade poderá ser realizada; o Who? (quem?), isto é, quem serão os setores envolvidos; o
When? (quando?), isto é, prazos previstos para cada atividade ser iniciada e o How much?
(quanto?), uma previsão de custos a serem investidos na gestão de dados.

�Por fim, foi realizada a avaliação da atividade, visando identificar junto à equipe as lições
aprendidas e os pontos que poderiam ser melhorados. Quanto às lições aprendidas os participantes
pontuaram:
- a importância de organizar as atividades e ações da Comissão para melhorar a execução;
- o auxílio no aprofundamento das reflexões sobre a gestão de dados e na maneira de
trabalhar de forma colaborativa;
- a ampliação do entendimento dos objetivos e os caminhos da Comissão;
- a importância de os membros participarem tanto do planejamento quanto da execução das
ações.
Dentre os pontos a melhorar, a equipe pontuou a necessidade de ampliar o tempo para as
discussões e para organização das ações dentro das grandes áreas, além de usar ferramentas mais
visuais como o Jamboard e o Padlet.

6 DISCUSSÕES

Com base no relato apresentado é possível perceber que a temática gestão de dados inclui
tarefas complexas e morosas. No caso da UFSC, para tentar dirimir essas duas questões, em 2016
foi criada a Comissão de Concepção do Serviço de Suporte à Pesquisa e Gestão de Dados de
Pesquisa. Nesses anos de atuação da Comissão muitas discussões ficaram pelo caminho, sendo que
não foram dados os encaminhamentos necessários. Por isso, o trabalho colaborativo de construção
de um plano de ação foi importante pois possibilitou reativar antigas discussões e fornecer uma
perspectiva futura para os trabalhos da Comissão.
Nesse sentido, o uso da ferramenta 5W2H para elaborar o plano de ação ajudou a ordenar as
atividades levantadas pela Comissão, pois é uma ferramenta de gestão que consiste em estruturar o
pensamento de forma organizada e materializada antes de se implantar alguma solução (BEHR;
MORO; ESTABEL, 2008).
Ao se analisar o metamodelo C-E-S foi possível realizar um diagnóstico e perceber que a
temática referente à gestão de dados de pesquisa envolve vários atores institucionais, sofre
influências do ambiente externo e afeta vários sistemas, exigindo uma visão sistêmica e não setorial
para a resolução dos problemas (BUNGE, 2000).
Dentre as ações que mais apareceram durante a elaboração do plano de ação se destacam
aquelas relacionadas à capacitação dos próprios membros da comissão, da comunidade e de outros

�bibliotecários pertencentes ao sistema de bibliotecas, além de ações voltadas à sensibilização dos
setores estratégicos da instituição, tais como a Reitoria e as Pró-reitorias e criação de ações para a
divulgação sobre a temática para toda a comunidade.
Além disso, a definição de políticas para a gestão de dados e a definição de diretrizes para a
disponibilização dos dados no repositório também foram atividades que ganharam destaque nas
discussões.

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A percepção da necessidade de gestão dos dados de pesquisa, considerando o contexto do
acesso aberto à informação, intensificou os esforços da BU/UFSC no sentido de apoiar e
desenvolver ações relacionadas a esse processo dentro da comunidade acadêmica e científica da
UFSC. A partir da criação da Comissão de Concepção do Serviço de Suporte à Pesquisa e Gestão
de Dados de Pesquisa, em 2016, diversas foram as atividades desenvolvidas com o propósito de
estimular, ampliar e fortalecer a gestão de dados de pesquisa dentro da instituição.
Dentre as diversas atividades já desenvolvidas desde o início da comissão e ainda a serem
desenvolvidas, estabeleceu-se a elaboração de um plano de ação para a gestão de dados de pesquisa
a partir da análise do metamodelo C-E-S, objetivo deste trabalho. Pode-se afirmar que o objetivo foi
alcançado, visto que foi obtido êxito na estruturação do plano de ação, o qual foi detalhado no
decorrer da explanação.
Durante a elaboração do plano de ação, em todas as fases propostas, houve a participação
ativa e colaborativa dos membros da comissão, os quais destacaram que a referida atividade
colaborativa auxiliou na organização das atividades e ações da comissão, ampliou o entendimento
dos objetivos e direcionou os novos passos a serem seguidos pela comissão.
Dentre os desafios enfrentados na execução das etapas propostas é possível afirmar que a
etapa de síntese das ações foi a que apresentou maiores dificuldades, pois a restrição do tempo e o
desconhecimento de uma ferramenta que ajudasse a melhorar a visualização e identificação das
ações semelhantes foram fatores limitantes.
Pode-se afirmar que o metamodelo C-E-S é uma ferramenta que colaborou com a Comissão
de Concepção do Serviço de Suporte à Pesquisa e Gestão de Dados de Pesquisa na tomada de
decisões e análise da complexidade da temática de gestão de dados, sendo válido e eficaz para o
alcance do objetivo do trabalho.

�Dentre os desafios a serem enfrentados pela Comissão, a curto prazo está a definição das
prioridades de ação e, a médio e longo prazo, estão a implementação das atividades, o estímulo ao
envolvimento dos pesquisadores e as burocracias para a aprovação das políticas.
Por fim, espera-se que esse trabalho possa auxiliar profissionais bibliotecários nas tomadas
de decisão que envolvam problemas complexos.

REFERÊNCIAS
BEHR, A.; MORO, E. L. S.; ESTABEL, L. B. Gestão da biblioteca escolar: metodologias, enfoques
e aplicação de ferramentas de gestão e serviços de biblioteca. Ciência da Informação, Brasília, v.
37, n. 2, p. 32-42, maio/ago. 2008. Disponível em:
http://revista.ibict.br/ciinf/index.php/ciinf/article/view/1043/756. Acesso em: 29 jun. 2021.
BUNGE, M. A systems concept of society: Beyond individualism and holism. Theory and
Decision, Boston, v. 10, n. 1-4, p. 13-30, Jan. 1979.
BUNGE, M. Mechanism and explanation. Philosophy of the Social Sciences, Waterloo, v. 27, n. 4,
p. 410-465, Dec. 1997.
BUNGE, M. Systemism: the alternative to individualism and holism. Journal of Socio-Economics,
Oxford, v. 29, n.2, p. 147-157, 2000.
BUNGE, M. How does it work? The search for explanatory mechanisms. Philosophy of the Social
Sciences, Waterloo, v. 34, n. 2, p. 182-210, June 2004.
FAPESP. Gestão de Dados. [2017]. Disponível em: https://fapesp.br/gestaodedados. Acesso em:
02 jul. 2021.
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57fc5004baaac?OpenDocument&amp;Highlight=2,1202%2F2016. Acesso em: 23 jun. 2021.

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              <text>O aumento da produção e a utilização cada vez maior de dados de pesquisa leva à necessidade da gestão desses recursos para garantir a disponibilização, o acesso e a reutilização dos mesmos. Entre os atores atuantes nesse contexto encontra-se a Biblioteca Universitária, a qual cada vez mais tem desempenhado um papel importante no referido processo. Assim, este trabalho tem como objetivo elaborar um plano de ação para a gestão de dados de pesquisa, a partir da análise do metamodelo C-E-S (Composition-Environment-Structure), considerando a atuação da Biblioteca Universitária da Universidade Federal de Santa Catarina (BU/UFSC). Trata-se de uma pesquisa-ação, na qual utilizou-se o metamodelo C-E-S para delineamento do cenário de atuação da Comissão de Concepção do Serviço de Suporte à Pesquisa e Gestão de Dados de Pesquisa da BU/UFSC, o qual, após sua análise, permitiu a elaboração do plano de ação para gestão de dados de pesquisa. Foram definidas seis etapas que envolveram os membros da comissão, que identificaram 91 atividades para compor o plano de ação baseado na ferramenta 5W2H (What - O que? / Why - Por quê? / Where - Onde? / When - Quando? / Who - Quem? / How - Como? / How much - Quanto custará?). O objetivo foi alcançado devido à participação ativa e colaborativa dos membros da comissão, os quais destacaram que a referida atividade colaborativa auxiliou na organização das atividades e ações da comissão, ampliou o entendimento dos objetivos e direcionou os novos passos a serem seguidos pela comissão.</text>
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