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                  <text>Eixo 2 - Práticas
DIAGNÓSTICO DAS BIBLIOTECAS DAS UNIVERSIDADES FEDERAIS DA REGIÃO
SUDESTE: ANÁLISE RECURSOS TECNOLÓGICOS E ORÇAMENTÁRIOS.
DIAGNOSIS OF LIBRARIES OF FEDERAL UNIVERSITIES IN THE SOUTHEAST REGION:
ANALYSIS OF TECHNOLOGICAL AND BUDGETARY RESOURCES.
Autor 11Antônio Afonso Pereira Júnior

Resumo: A pesquisa analisa as bibliotecas universitárias das universidades federais brasileiras da região sudeste quanto
aos recursos orçamentários e tecnológicos para desenvolver serviços e produtos para comunidade acadêmica. O
universo do estudo reúne 19 bibliotecas universitárias federais da região sudeste do país, no recorte temporal de 2017 a
2019. A pesquisa foi um levantamento de marco teórico que apresenta a história da universidade no Brasil e da
biblioteca universitária. E a segunda à coleta dos dados, na forma de um questionário enviado as unidades de
informação. Para a análise dos dados coletados, foram selecionadas algumas categorias a partir do questionário. O
questionário foi elaborado a partir de estudos de Ferreira (1980), Carvalho (1981) e Lubisco (2011), nas questões que
provavelmente teriam maiores impactos nas bibliotecas universitárias. A coleta dos dados teve um retorno de 68,7%. A
investigação buscou interpretar as informações, tendo como base o referencial teórico que norteou o desenvolvimento
da pesquisa, com os gestores das bibliotecas. É importante um conhecimento mais específico da realidade das
bibliotecas universitárias das Universidades Federais, que possibilite uma visão atualizada dessas bibliotecas por meio
de um diagnóstico que permita estabelecer as áreas que devem ser desenvolvidas.
Palavras-chave: Biblioteca Universitária. Universidades Federais. Orçamento público

Abstract:. The research analyzes the university libraries of Brazilian federal universities in the Southeast region
regarding budgetary and technological resources to develop services and products for the academic community. The
universe of the study brings together 19 federal university libraries in the southeast region of the country, in the time
frame from 2017 to 2019. The research was a theoretical landmark survey that presents the history of the university in
Brazil and the university library. And the second to data collection, in the form of a questionnaire sent to the
information units. For the analysis of the collected data, some categories were selected from the questionnaire. The
questionnaire was developed based on studies by Ferreira (1980), Carvalho (1981) and Lubisco (2011), on issues that
would likely have greater impact on university libraries. Data collection had a return of 68.7%. The investigation
sought to interpret the information, based on the theoretical framework that guided the development of the research,
with library managers. It is important to have a more specific knowledge of the reality of university libraries at Federal
Universities, which allows for an updated view of these libraries through a diagnosis that allows establishing the areas
that should be developed.

Keywords: University Library. Federal Universities. Public budget

1

Mestre em Ciência da
antonioapjr@yahoo.com.br.

Informação.

Universidade

Federal

de

Minas

Gerais.

E-mail

de

contato

�1 INTRODUÇÃO
As bibliotecas possuem importante papel na difusão e na democratização do conhecimento,
bem como na gestão do saber. As bibliotecas dão suporte ao ensino difundido dentro da
universidade, assim como às atividades de pesquisa e extensão. As bibliotecas universitárias
brasileiras passaram por momentos de incentivo e de desmonte ao longo do tempo, mas tornaram-se
objeto de estudo de pesquisadores da Ciência da Informação e Biblioteconomia a partir de 1980,
data do primeiro Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias - SNBU. É importante um
conhecimento mais específico da realidade das bibliotecas universitárias das Universidades
Federais, que possibilite uma visão atualizada dessas bibliotecas por meio de um diagnóstico que
permita estabelecer as áreas que devem ser reforçadas para o melhoramento da biblioteca
universitária. Propõe-se uma pesquisa junto às 19 bibliotecas universitárias federais da região
sudeste para responder aos questionamentos e, assim, trazer novos conhecimentos sobre as mesmas.
A região sudeste é a que possui maior número de universidades federais e,
consequentemente, de bibliotecas universitárias. A pesquisa se justifica pela contribuição ao
conhecimento sobre bibliotecas universitárias públicas para a Ciência da Informação e um resgate
do marco teórico das universidades federais, das bibliotecas universitárias, do orçamento público
para universidades e sobre serviços e tecnologias e recursos humanos empregados nas mesmas.
1.1. Objetivo geral
Analisar as bibliotecas universitárias da rede pública na região sudeste quanto aos
recursos humanos, orçamentários e tecnológicos para desenvolver serviços e produtos.
1.2.2 Objetivos específicos
a) identificar o orçamento médio das bibliotecas universitárias;
b) levantar o número de bibliotecários de cada biblioteca;
c) mapear os serviços e os produtos oferecidos por essas bibliotecas;
d) levantar os recursos tecnológicos e de compartilhamento tecnológico existentes nas
bibliotecas.

�2 MARCO TEÓRICO, METODOLOGIA E ANÁLISE DOS RESULTADOS
Para entender o histórico da biblioteca universitária, é preciso entender a história da
universidade brasileira, máxima corroborada por Toscano e Santos Júnior (2013) diante da
afirmação de que precisa haver uma compreensão histórica ao longo da trajetória das universidades
públicas. A universidade brasileira começou a ser desenhada no período colonial. De acordo com
Cid (1997), a Companhia de Jesus, fundada por Inácio de Loyola no século XVI, trouxe os jesuítas
que tiveram uma enorme importância no ensino superior dos países católicos. Segundo Moraes
(2006), a biblioteca universitária brasileira tem sua origem na Bahia com a expulsão da Companhia
de Jesus.
A biblioteca da Bahia, ligada ao ensino das ciências, possuía os livros de Newton e
Descartes. Em 1760, a biblioteca do Colégio de Santo Alexandre, no Pará, tinha mais de 2.000
volumes. No Rio de Janeiro, o Colégio dos Jesuítas tinha em torno 5.000 volumes no século XVIII.
Segundo Fávero (2000), com o regime republicano, o ensino superior foi mantido como atribuição
do poder federal, mas não de maneira exclusiva. Na Constituição de 1891 (art. 35, parágrafo 3º)
cita-se “ser atribuição do Congresso Nacional criar instituições de ensino superior e secundário nos
Estados”. Fávero (2000) relata que o projeto de universidade do governo Vargas propaga a ideia da
universidade técnica, voltada para a formação profissional do trabalhador brasileiro, dentro de uma
lógica autoritária e definidora da identidade nacional. Em 1964 ocorreu o golpe militar. Em 20 de
agosto de 1965, o presidente Castelo Branco sanciona a Lei nº 4.759, determinando que as
universidades e escolas técnicas das capitais sejam qualificadas pelo termo federal e denominadas
pelo respectivo estado-membro, por exemplo, a universidade de Minas Gerais passava a ser
chamada de Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); já aquelas que detinham sua sede fora
da capital do estado, seriam qualificadas como federais seguidas do nome da cidade.
A Reforma Universitária de 1968 não especificou diretrizes de mudança ou adaptação para a
biblioteca universitária, o que dificultou a interpretação quanto às alterações nas bibliotecas. No
advento da Nova República, em 15 de março de 1985, assumiu o governo do Brasil o senhor José
Sarney (1985 – 1990). Então emergiram princípios fundamentais para as universidades públicas: a
autonomia universitária e a necessidade de democratização do acesso à universidade pública, com
ampliação das vagas para um maior contingente populacional. (TOSCANO; SANTOS JÚNIOR,
2013).

�A primeira política pública feita para as bibliotecas universitárias, o Plano Nacional de
Bibliotecas Universitárias - PNBU, foi apresentada pela Secretaria de Ensino Superior - SESu do
Ministério da Educação - MEC por meio da Portaria nº 287, de 24 de abril de 1986. A criação do
PNBU, para Chastinet (1990), ocorreu devido ao fortalecimento da pós-graduação na década de 70,
o que refletiu positivamente na biblioteca universitária. Os profissionais realizaram discussões entre
as instituições e em 1979 criaram seu fórum de debates, o SNBU. A política nacional de educação
superior, feita pelo MEC, através da SESu, institucionalizou o PNBU.
A viabilidade do PNBU deveu-se ao empenho da coordenadora do plano e sua liderança,
Yone Chastinet e as articulações com os bibliotecários e dirigentes das universidades, pois as
condições institucionais frágeis e a questão orçamentária contribuíram para a desativar o programa.
Uma outra tentativa de política pública foi a sanção da Lei nº 13.005, de junho de 2014, que contém
o Plano Nacional de Educação – PNE, que propõe ampliar e reestruturar as bibliotecas da educação
superior.
Segundo Cunha e Diógenes (2016), a cooperação entre bibliotecas foi incentivada por
instituições, tais como o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia - IBICT, antigo
Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação - IBBD, desenvolvedor de projetos de
cooperação. Entre esses projetos, destacam-se o Catálogo Coletivo Nacional de Publicação Seriadas
e a Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações. O Catálogo Coletivo Nacional de
Publicação Seriadas - CCN, por sua vez, foi criado em 1954, pelo IBBD, atual IBICT reúne
informações de periódicos científicos abrigados nas bibliotecas das universidades federais. Ainda
nos anos 70 surgiu o projeto CALCO, segundo Lima (1999) o BIBLIODATA/CALCO paralisou
suas atividades porque a rede não conseguia gerar os recursos financeiros necessários para ampliar
os equipamentos que haviam sido inicialmente disponibilizados pela FGV para instalação do
catálogo coletivo. Outro destaque é a base cientifica Scientific Eletronic Library Online (SCIELO)
criada em 1998 e o Portal de periódicos da CAPES, de 2000.
Para Cunha (2000), a tecnologia é um vetor de mudança e afetará as atividades acadêmicas
e a própria natureza da educação superior. Krzyzanowski (2007) discorre que, no Brasil, a área da
informação técnico-científica, observa uma evolução crescente dos meios tradicionais para os
recursos informatizados.

�As implementações de experiências de interação nos serviços bibliotecários foram bemsucedidas, com o intuito de ampliar e facilitar a identificação e localização, para posterior obtenção
de documentos primários com o apoio da tecnologia de cooperação. Lubisco (2011) constatou que
até mesmo os serviços essenciais para o funcionamento de uma biblioteca necessitam de uma
tecnologia envolvida para funcionar.
Segundo Noh (2015), a evolução da web desenvolve o contexto da sociedade e por sua vez
da biblioteca universitária. A era do 1.0, da informação passiva, deu lugar à interatividade na
web2.0. Já a web 3.0 é a realidade para nativos digitais, que estão usando o mundo virtual cada vez
mais em todos os seus contextos, para lazer como redes sociais (Facebook e Instagram) para
educação (zoom, Teams), saúde (aplicativos de plano de saúde e do SUS para agendar consultas,
exames), finanças (internet banking). A era 4.0 será a do online constante, ou seja, “sempre ligado”.
A tecnologia e ser humano estarão permanentemente conectados.
O orçamento público constitui uma ferramenta dos diversos níveis de governo, no qual são
projetados os ingressos e gastos orçamentários a serem realizados em determinado período, com o
objetivo de executar os programas das políticas de governo, transferências constitucionais, legais e
voluntárias, além dos pagamentos de dívidas e encargos (BEZERRA FILHO, 2012). A execução
orçamentária contempla os gastos realizados pelos órgãos públicos em bens e serviços, com a
dotação autorizada pelo orçamento. O orçamento das universidades prevê a existência de
despesas não-obrigatórias (água, luz, trabalhadores terceirizados, bolsas acadêmicas, insumos de
pesquisa, compra de equipamentos básicos para laboratórios) e obrigatórias (salários dos servidores
e as aposentadorias), sendo variável em cada universidade. Apesar de a Constituição Federal fixar a
autonomia de gestão financeira para as instituições federais, a Emenda Constitucional nº 95 de
2016, impôs um crescente contingenciamento orçamentário restringindo o repasse financeiro da
União para as IFES, o que tem incentivado as universidades a uma busca gradativa por captação de
recursos próprios, as chamadas receitas próprias, que também são alvo das políticas de ajuste fiscal.
A realidade é corte de gastos e recursos cada vez mais finitos. A situação dos orçamentos
das bibliotecas universitárias deve ser comprometida devido tantos cortes. A pesquisa caracteriza-se
por ser descritiva e exploratória, utilizando os procedimentos de pesquisa bibliográfica e
documental para a abordagem do histórico da biblioteca universitária.

�Ocorreu a aplicação de questionários de análises quantitativa e qualitativa que foram
enviados a todas bibliotecas das universidades da região sudeste, pedindo os dados no período do
triênio de 2017 a 2019. A estratégia quantitativa é a pesquisa de levantamento, que segundo
Creswell (2010) proporciona uma descrição quantitativa de tendências, atitudes e características na
análise de uma população. Os questionários foram enviados por e-mail. Decorridos dois meses do
envio por e-mail, obteve-se o total de treze respostas, o equivalente a 68,42% da população.
Uma preocupação do estudo foi verificar o entendimento de cada unidade sobre os recursos
orçamentários a ela destinado. É bastante expressivo o índice daquelas universidades que destinam
recursos específicos para a biblioteca (76,9%). Este quantitativo é pertinente, mas não o ideal, já
que outras 23,1% não possuem recursos específicos.
Apesar disso, pode-se inferir que os gestores entrevistados possuem pouco conhecimento
acerca do orçamento da própria biblioteca em que trabalham. Os treze respondentes não possuíam
acesso a esses dados ou não tinham interesse em obtê-los.
Este fato pode demonstrar também uma posição passiva quanto a este desconhecimento e falta de
acesso aos dados orçamentários. A questão orçamentária é fundamental para o desenvolvimento da
biblioteca universitária. Para aqueles que responderam afirmativamente à existência de recursos
específicos para a biblioteca, foi solicitado informar o valor orçamentário nos anos de 2017, 2018 e
2019. Os resultados estão dispostos no Quadro a seguir:
QUADRO DO ORÇAMENTO E A MÉDIA DAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

Fonte: Elaborado pelo autor, 2021.

�Apenas seis participantes da pesquisa (46,2%) apresentaram essa informação. Os valores
orçamentários estão discriminados em ordem crescente por ano, assim como uma média dos
mesmos. Comparando-se as médias, percebe-se um valor significativamente maior para o ano de
2018. Em 2019 temos valores depreciados em relação a 2018.
Os atendimentos especiais ofertados pelas bibliotecas, as respostas são diversas e
pulverizadas. Treinamentos específicos para os docentes/pesquisadores e empréstimo especial com
quantidade maior de itens bibliográficos contaram com mais de um respondente. A pesquisa
bibliográfica, que é um atendimento especial, só obteve uma resposta. Outras respostas se diluem
em termos bibliotecários, mas sem muita clareza da função dos mesmos. Perguntou-se sobre o tipo
de software usado pelas bibliotecas universitárias. As bibliotecas universitárias da região sudeste
usam somente softwares brasileiros. Pergamum é o software para gerenciamento da biblioteca e do
acervo mais utilizado, com 61,5% do total. O Pergamum - Sistema Integrado de Bibliotecas - é um
sistema informatizado de gerenciamento de dados, direcionado aos diversos tipos de centros de
informação. Foi desenvolvido e é assistido pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Em
segundo lugar, com menos expressão, está o SophiA, com 23,1%. Este software foi desenvolvido
pela empresa Prima de São José dos Campos, São Paulo. Os canais de atendimento mais utilizados
pelos usuários são o telefone e o e-mail, ambos com 29,5% das respostas. Seguem, com percentuais
menos expressivos, o WhatsApp, o chat e o Messenger. Outros canais, mesmo o de referência
virtual são menos utilizados. Todas as bibliotecas universitárias apresentaram algum recurso
tecnológico. Não se percebem tecnologias de grande alcance para interação com outras bibliotecas
fora da universidade ou sistemas internacionais. Os itens mais citados, com 10,5% das respostas, se
referem a e-books, empréstimo entre bibliotecas e treinamento à pesquisa em bases de dados.
Seguem, também com índices expressivos, o repositório institucional da produção científica. A
biblioteca universitária pública no Brasil dentre outras bibliotecas é mais aquinhoada e poderia
contar com recursos tecnológicos mais sofisticados. Tais informações deixam impressão de que a
biblioteca universitária não está recebendo a atenção merecida.

�Sobre os recursos humanos os dados obtidos, pode-se verificar que as bibliotecas
universitárias da amostra, em sua maioria (61,6%), possuem até 30 bibliotecários. Duas bibliotecas
declararam dispor mais de cem bibliotecários e apenas uma declarou mais 200 bibliotecários em sua
unidade. Deve-se considerar, no entanto, o tamanho dessas universidades pois algumas possuem
mais de um campus e muitas bibliotecas setoriais.
O bom funcionamento da biblioteca universitária depende do número de bibliotecários, mas
também do quantitativo de professores e alunos que atende. No que diz respeito à comunidade
acadêmica, foram levantados os quantitativos de professores e alunos das universidades. Cabe
ressaltar que duas universidades passaram os dados de 2019, e as demais não especificaram o ano
de referência.

A maior concentração está nas universidades que contam com 500 a 1000

professores (38,5%).
Ao analisar essas informações observam-se duas questões importantes. Diz respeito à gestão
dos recursos humanos e orçamentários que não conta com a biblioteca universitária como liderança.
Como informa um dos respondentes, tais recursos variam de acordo com o tempo de cada reitor e
sua visão mais clara ou não quanto à funcionalidade inovadora da biblioteca universitária.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Por meio das análises e resultados, percebe-se que apesar de perda orçamentária, redução de
número de bibliotecários e com recursos tecnológicos limitados, as bibliotecas universitárias da
região sudeste realizam com pouco esforço uma série de serviços para suas respectivas
comunidades acadêmicas.
É importante refletir sobre a questão orçamentária, tecnológica e os recursos humanos na
biblioteca universitária, rever sua história e seu valor institucional, seu alcance, sua funcionalidade
dentro da universidade federal assim como seu crescimento para melhorar a gestão e inovação.
A queda acentuada de orçamento pode se tornar uma oportunidade de parcerias e consórcios,
seja como possibilidade de amenizar ou mesmo solucionar possíveis problemas relacionados à
(falta) de verba orçamentária quanto a atingir novos patamares de acesso e uso de recursos
informacionais.

�Cada resposta obtida requer uma análise profunda de como os bibliotecários, que são os
gestores dos sistemas de bibliotecas, entendem os aspectos dos recursos humanos, orçamentários e
tecnológicos, como eles influem no cotidiano e na prestação de serviços à comunidade universitária.
O entendimento pode propor soluções para lidar com os cortes orçamentários, como proposições de
parcerias, consórcios.
E até mesmo o bibliotecário universitário poderá se reposicionar na estrutura da
universidade, tendo um destaque na gestão pública. Existe uma carência de estudos, sendo este um
estudo basilar de foco regional que poderá, posteriormente, motivar uma pesquisa em âmbito
nacional, com atores como Central Brasileira de Bibliotecas Universitárias da FEBAB ou o grupo
de trabalho de estudos sobre biblioteca universitária do CFB. Pode-se pensar, ainda, em estudos
comparativos entre países, como por exemplo Brasil e Estados Unidos, Rússia, China, entre outros.
Podem ser estabelecidos requisitos para qualificar uma biblioteca universitária, além do seu acervo.
Outro assunto que fica latente, e que pode ser observado nas entrelinhas da pesquisa, é a
questão da liderança do bibliotecário. Diante de tudo exposto, não há uma política específica e
muito menos sua inclusão explícita em planos, programas e ações governamentais para as
bibliotecas universitárias. Os bibliotecários gestores das bibliotecas universitárias precisam entender
sobre os meandros da burocracia federal, entender a questão orçamentária, entender de política e do
seu funcionamento dentro da universidade. Deve saber, ainda, sobre as instâncias que refletem os
valores acadêmicos.
REFERÊNCIAS
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documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2011.
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
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              <text>Diagnóstico das bibliotecas das universidades federais da região sudeste: análise dos recursos tecnológicos e orçamentários.</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>A pesquisa analisa as bibliotecas universitárias das universidades federais brasileiras da região sudeste quanto aos recursos orçamentários e tecnológicos para desenvolver serviços e produtos para comunidade acadêmica. O universo do estudo reúne 19 bibliotecas universitárias federais da região sudeste do país, no recorte temporal de 2017 a 2019. A pesquisa foi um levantamento de marco teórico que apresenta a história da universidade no Brasil e da biblioteca universitária. E a segunda à coleta dos dados, na forma de um questionário enviado as unidades de informação. Para a análise dos dados coletados, foram selecionadas algumas categorias a partir do questionário. O questionário foi elaborado a partir de estudos de Ferreira (1980), Carvalho (1981) e Lubisco (2011), nas questões que provavelmente teriam maiores impactos nas bibliotecas universitárias. A coleta dos dados teve um retorno de 68,7%. A investigação buscou interpretar as informações, tendo como base o referencial teórico que norteou o desenvolvimento da pesquisa, com os gestores das bibliotecas. É importante um conhecimento mais específico da realidade das bibliotecas universitárias das Universidades Federais, que possibilite uma visão atualizada dessas bibliotecas por meio de um diagnóstico que permita estabelecer as áreas que devem ser desenvolvidas.</text>
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