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                  <text>Eixo 2 - Práticas
OS EFEITOS DA PANDEMIA NO COTIDIANO DO MUSEU UNIVERSITÁRIO LITERÁRIO:
ACERVO DE ESCRITORES MINEIROS
THE EFFECTS OF THE PANDEMIC ON THE DAILY LIFE OF THE UNIVERSITY LITERARY
MUSEUM: ACERVO DE ESCRITORES MINEIROS
Autor 11Antônio Afonso Pereira Júnior

Resumo: A pesquisa analisa o museu universitário Acervo de Escritores Mineiros da Faculdade de Letras da
Universidade Federal de Minas Gerais quanto sua resposta para superar os desafios impostos pela Pandemia da Covid19. Um breve relato sobre as mudanças impostas pela pandemia e seus efeitos na sociedade. A importância do
patrimônio cultural e histórico de um povo e de como esse interesse permanente para a constituição de sua identidade A
pesquisa foi um levantamento do histórico do museu literário que apresenta uma história rica e a sua relevância para a
comunidade acadêmica. Os estudos de estudos de Benjamim (1987), Milanesi (2002), Julião (2015), Marques (2015),
Berti e Araújo (2017), Pinheiro (2007) e Smith (1999-2000). É importante o conhecimento da realidade dos museus,
das bibliotecas e dos arquivos das universidades, que possibilite uma visão atualizada e amparada pelas novas
tecnologias por meio de uma nova maneira de interagir com usuários, sejam pesquisadores e visitantes para estabelecer
contato com o passado e com a memória nacional.

Palavras-chave: Arquivo. Biblioteca. Museu. Pandemia.
Abstract: The research analyzes the university museum Acervo de Escritores Mineiros of the Faculty of Letters of the
Federal University of Minas Gerais regarding its response to overcoming the challenges posed by the Covid-19
Pandemic. A brief account of the changes imposed by the pandemic and its effects on society. The importance of the
cultural and historical heritage of a people and how this permanent interest to the constitution of their identity The
research was a survey of the history of the literary museum that presents a rich history and its relevance to the
academic community. The studies of studies by Benjamim (1987), Milanesi (2002), Julião (2015), Marques (2015),
Berti and Araújo (2017), Pinheiro (2007) and Smith (1999-2000). It is important to know the reality of museums,
libraries and university archives, enabling an updated vision supported by new technologies through a new way of
interacting with users, whether researchers and visitors, to establish contact with the past and with the national
memory.

Keywords: Archive. Library. Museum. Pandemic.

1

Mestre em Ciência da
antonioapjr@yahoo.com.br

Informação.

Universidade

Federal

de

Minas

Gerais.

E-mail

de

contato

�1 INTRODUÇÃO
O planeta está passando pela pandemia de coronavírus, também conhecida de COVID-19,
causada pelo coronavírus 2 da síndrome respiratória aguda grave - SARS-CoV-2. O surto foi
identificado pela primeira vez na cidade Wuhan , na China, em dezembro de 2019. A Organização
Mundial da Saúde – OMS declarou o surto uma emergência de saúde pública de interesse
internacional em 30 de janeiro e uma pandemia em 11 de março. A pandemia atingiu o Brasil, em
26 de fevereiro, o primeiro caso foi em São Paulo. (BRASIL, 2021)
Os principais sintomas da COVID-19 são: tosse, febre, cansaço e dificuldades de respirar.
Vale ressaltar que algumas pessoas portadoras da doença podem apresentar sintomas leves ou
nenhum, e mesmo assim, podem contagiar outros indivíduos. É uma doença altamente contagiosa e
em muitos casos requer tratamento intensivo, especialmente para pessoas idosas e/ou que possuam
doenças preexistentes como diabetes, problemas cardíacos e/ou respiratórios. (BRASIL, 2021)
A pessoa infectada pode permanecer assintomática ou os sintomas podem surgir em um
período de dois a 15 dias após o contágio, sendo os sintomas iniciais próximos de uma gripe comum
podendo evoluir rapidamente para falta de ar e pneumonia severa, necessitando de internação e
tratamento intensivo. Em razão da velocidade de transmissão da COVID-19, milhares de pessoas
podem ser infectadas e progredir para estágios avançados da doença, causando mortes e um colapso
do sistema de saúde, por isso foram adotadas uma série de medidas de restrição social no país.
(BRASIL, 2021).
As medidas preventivas recomendadas incluem lavar as mãos, cobrir a boca ao tossir, ao sair
de casa e manter distanciamento de outras pessoas, usar máscara facial em locais públicos. O
isolamento social das pessoas que suspeitam estar infectadas. As autoridades em todo o mundo
responderam implementando restrições de viagens, bloqueios, controles de riscos no local de
trabalho e fechamento de escolas, universidades, museus, bibliotecas, cinemas e do comércio,
mantendo aberto somente os serviços essenciais para sobrevivência da população.

�Em 05 de agosto de 2021, mais de 200 milhões de casos de contaminação do COVID-19
foram relatados no mundo, em 240 países e territórios, resultando em mais de 4 milhões de mortes.
No Brasil foram contaminados mais 20 milhões pessoas e quase 560 mil mortes. Até agora, os
maiores números de confirmações e vítimas fatais de todo o período da pandemia em solo brasileiro
ocorreram no dia 23 de junho de 2021, com mais 115.228 casos, e em 9 de abril de 2021, com 4.249
óbitos. (BRASIL, 2021)
Na história da humanidade ocorreu várias epidemias. A segurança humana torna-se um fator
primordial para enfrentar o evento pandêmico. O conceito de segurança humana foi criado pela
Organização das Nações Unidas – ONU, em um contexto de pós-guerra, e em 2003 a Comissão de
Segurança Humana das Nações Unidas, definiu no relatório Human Security Now de 2003, que:

A segurança humana significa proteger as pessoas de situações críticas e ameaças
difundidas. A criação de sistemas políticos, sociais, ambientais, militares e culturais para
juntos oferecer às pessoas elementos básicos de sobrevivência, subsistência e dignidade.
(COMMISSION SECURITY NOW, 2003, p. 4, tradução nossa).

Um surto da magnitude do COVID-19 causa mudanças profundas no cenário mundial. Afeta
negócios, Governos e sociedade. O fechamento das escolas, universidades e espaços culturais
culminou em uma migração temporária para o mundo digital e o processo disruptivo na atuação das
bibliotecas, arquivos, museus e centros de memórias. O futuro das bibliotecas, centros de memória,
museus e demais espaços de conhecimento e pesquisa no mundo pandêmico e pós-pandemia será
muito discutido em pesquisas nos próximos anos. E com razão: as bibliotecas e os demais espaços
estão tentando encontrar o seu caminho em um momento tão delicado e conturbado para
humanidade. Essa disrupção aconteceu no Acervo de Escritores Mineiros – AEM, órgão
suplementar da Faculdade de Letras – FALE da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG.
Vamos conhecer mais sobre espaço a seguir.
2. O ESPAÇO DE CULTURA ACERVO DE ESCRITORES MINEIROS
O AEM é um espaço permanente de exposição, foi inaugurado em dezembro de 2003.
Ocupa uma área de 6980 m², do terceiro andar da Biblioteca Universitária da Universidade Federal
de Minas Gerais – UFMG, no campus Pampulha.

�Foi construído com apoio da Financiadora de Inovação e Pesquisa – Finep, uma empresa
pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, através do fundo setorial de
investimento CT-Infra/Finep, criado para viabilizar a modernização e ampliação da infraestrutura e
dos serviços de apoio à pesquisa desenvolvida em instituições públicas de ensino superior e de
pesquisas brasileiras, por meio de criação e reforma de laboratórios e compra de equipamentos, por
exemplo, entre outras ações. O Acervo de Escritores Mineiros presta atendimento a visitantes e
pesquisadores, recepciona órgãos oficiais, culturais e de imprensa, permitindo consulta no local,
com acesso ao banco de dados da UFMG.
O patrimônio cultural e histórico de um povo é de interesse permanente para a constituição
de sua identidade. Assim, o AEM é um espaço de preservação da memória da literatura mineira e
constitui-se no maior projeto do Centro de Estudos Literários e Culturais – CELC, da FALE.
Concebido a partir de uma perspectiva museográfica e cenográfica, recria o ambiente de trabalho
dos escritores nele representados, abrigando uma biblioteca com mais de 60 mil livros, dos quais se
destacam obras raras do período do modernismo brasileiro, bem como preciosas coleções de
periódicos, documentos, correspondência, fotografias, obras de arte e objetos pessoais. Além da
área reservada para a exposição dos acervos, há um espaço para o trabalho dos pesquisadores e
bolsistas, com sala de reuniões e infraestrutura operacional. Sistemas de iluminação, ventilação e
segurança dentro dos padrões técnicos apropriados garantem a conservação e preservação dos
acervos. O AEM conta atualmente com o acervo de 26 escritores, reunindo documentos, objetos
pessoais, livros, móveis, fotografias, medalhas e os mais diversos tipos de suportes informacionais
que preservam a história e a memória do escritor.
O primeiro acervo doado foi o fundo documental da escritora Henriqueta Lisboa, em 1989.
Para abrigar um acervo de escritor, consideram-se alguns critérios, a saber: a) a relevância literária
do escritor e sua obra; b) o valor histórico e cultural dos fundos documentais do escritor; c) as
condições de preservação do arquivo e as formas de seu repasse à Universidade. Para o recebimento
de um acervo, é necessário que a proposta seja aprovada pelo Conselho Diretor do CELC, a partir
de uma discussão sobre o interesse do acervo ou da coleção.

�O AEM consegue integrar três ambientes: museu, arquivo e biblioteca de forma harmônica.
Esse é o grande diferencial do setor: guarda a coleção bibliográfica, cartas, fotos, móveis de
escritório, objetos pessoais, coleção de quadros, obras de arte e idiossincrasias dos escritores. Isso
traz a biografia intelectual dos escritores que reflete o percurso de suas vidas e obras neste espaço
multifacetado, que é completo para que os pesquisadores possam tentar recuperar a memória do
escritor pesquisado.
Os livros do setor não são emprestados, por serem classificados como coleção especial, as
consultas das obras são feitas somente no local, até porque o AEM possui exemplar único de alguns
livros, que nem mesmo a Biblioteca Nacional do Brasil possui. Alguns livros com dedicatórias e
autógrafos de diversos escritores, como por exemplo, de Carlos Drummond de Andrade e grifos dos
próprios escritores mostrando anotações e destaques para a leitura que faziam das obras,
constituindo-se em fonte rica de pesquisa e sempre muito requisitada pelos usuários do AEM.
Os arquivos dos escritores representam a fonte de pesquisa mais utilizada pelos
pesquisadores. Fonte única e primária, como cartas, recorte de jornais, de revistas, fotografias,
manuscritos de seus livros, entre outros documentos pessoais e oficiais, já que a maioria era
servidor público, como Cyro dos Anjos que era assessor do Ministro da Justiça e imortal da
Academia Brasileira de Letras. Os espaços possuem uma elevação do plano expográfico para
exaltar a coleção em questão e para garantir a estética dos cenários museográficos. Tal disposição
permite que o visitante viaje no tempo. A estética proporciona uma experiência entre o
conhecimento e o entretenimento.
Os espaços são exposições permanentes que foram batizadas de Laboratório do Escritor,
tentando reproduzir o seu escritório, onde esses artistas criavam suas obras. Os documentos que
ficam expostos ao lado dos cenários são protegidos por vitrines, impedindo que as pessoas toquem
nos documentos, cartas, fotos e objetos pessoais. Buscar sua memória através de sua biblioteca e
arquivo, conhecer suas idiossincrasias, gostos, desejos, sonhos, fetiches, taras e medos do autor,
reproduzindo seu escritório através de sua galeria de museu.

�O fundo memorialístico dos escritores expostos no AEM é fruto de uma tríade: biblioteca,
arquivo e objetos pessoais, quer irão compor o cenário museográfico do escritor. A tradição separa
estas categorias, enfatizando as diferenças, ou especificidades e ignorando as semelhanças. Segundo
Smith (1999-2000), museus, arquivos e bibliotecas não nasceram separados, mas foram se
afastando ao longo do tempo. Smith (1999-2000) acredita que, ao que tudo indica, as primeiras
instituições acumulavam tanto materiais bibliográficos quanto de natureza arquivística – relações de
propriedades de terras e respectivos impostos. Smith (1999-2000) diz ainda que a área de
conhecimento da Ciência da Informação somente será reconhecida em sua utilidade social quando a
mesma conseguir propor soluções para problemas de acesso à informação.
A distinção entre biblioteca, museu e arquivo, em particular, não faz sentido no AEM, pois
tudo é único. A expressão do escritor atinge seu ápice somente com a união dos três ambientes na
busca da recuperação da memória do autor. Segundo Smith (1999-2000), o documento e a
informação são as duas faces da mesma moeda, sendo que uns prestam mais atenção a uma face,
outros à outra, mas não é possível descolar as faces da moeda. As ciências sociais geram uma tensão
entre documento e informação. A institucionalização da informação, operada pela Biblioteconomia,
Arquivologia e Museologia, encontra sua justificativa cultural, social e econômica à medida que
esta informação é disponibilizada para a sociedade, ou comunidade, que financia a manutenção
deste estoque.
Segundo Walter Benjamin (1987) disse que “dá para saber muito sobre uma pessoa pelos
livros que ela possui: gostos, interesses, hábitos. Os livros guardados, os que são descartados, os
lidos, bem como os que não são lidos, dizem algo sobre quem é você”.
A paixão pela escrita, pela impressão, pelo livro, sua portabilidade, resistência e origem.
Como um colecionador sagaz, ele argumentava que conseguia decifrar a essência de uma
pessoa através das suas leituras. A biblioteca era uma testemunha fiel da personalidade de
seu colecionador. As encadernações conseguem preservar seu colecionador, portanto o
colecionador vive nos seus livros. Dessa maneira, só depois que o colecionador colocasse o
seu último livro na prateleira de uma estante e morre, que sua biblioteca pudesse falar de
seu criador, sem a presença de seu dono para confundir, os fascículos poderiam revelar o
conhecimento e privacidade de seu proprietário. (BENJAMIN, 1987 p.279)

�Milanesi também disse sobre a biblioteca:
Em outras palavras, na medida em que um depósito de bens cresce, e há a necessidade de
controlá-lo, aumenta também a complexidade dos meios para achar no palheiro a agulha
desejada. Se esse endereço, por uma desgraça, for esquecido, o bem, provavelmente, se
perderá. Nesse caso, o depósito deverá ser reorganizado, com gastos e perda de tempo,
para, novamente, tornar-se útil. De geração em geração o estoque aumenta e quanto maior
for, mais difícil se torna a recuperar o que nele se encontra. A chave de acesso, dessa forma,
pode não ser um bem em si, mas é a possibilidade de tê-lo. As gerações em sequência não
só recebem o que foi acumulado anteriormente, mas também os meios para achar o que
precisam. Nesse sentido, acervos e códigos integram-se num complexo que se constitui no
mapa da produção humana, a grande memória que mantém vivos todos os cérebros mortos.
(MILANESI, 2002, p.14).

O museu é uma construção que permite aumentar a consciência através das significações e
ressignificações e múltiplas funções que os adornos, objetos, livros ganham no espaço. A estética, a
afetividade, o conhecimento, a lembrança, a experiência pessoal que cada um traz consigo da
cultura material e imaterial sobre o escritor formando uma nova memória daquele personagem
exposto.
Museus são instituições que, em última instância, desempenham o papel de dar extroversão
à dimensão imaterial do patrimônio que conservam e expõem. Eles transformam coisas em
objetos, quando as deslocam do ambiente cotidiano, distanciando-as do universo
estritamente concreto, e as ingressa em uma ordem simbólica, conferindo-lhes novos
significados. Mantermos com as coisas uma relação de instrumentalidade, contígua ao
nosso corpo. (JULIÃO, 2015 p. 88).

O Arquivo, o museu e a biblioteca tentam produzir o efeito de sacralizar o indivíduo, mas esses
documentos pessoais ao mesmo tempo que revelam sua personalidade, por vezes ocultam. Sobre o arquivo
do escritor, Reinaldo Martiniano Marques, professor da FALE/UFMG, pondera:
O interesse pela guarda e conservação de arquivos literários por parte de universidades e
fundações, públicas e privadas, assim como a disponibilização de seus documentos e
materiais para a consulta por pesquisadores, estudantes e a comunidade em geral, têm
propiciado o crescente interesse por pesquisa em acervos de escritores e fontes primárias da
literatura. (MARQUES, 2015, p. 90).

3. OS DESAFIOS DISRUPTIVOS PARA OS MUSEUS UNIVERSTÁRIOS
Neste mundo onde o distanciamento social é obrigatório o espaço digital é o local seguro
para trocar de informações para pesquisa e entretenimento. As informações ilimitadas disponíveis a
um clique do mouse. O mundo não é mais o mesmo. As tecnologias vão auxiliar nesta disrupção
drástica. A nova geração de usuários está mais aberta aos benefícios do mundo disruptivo.

�O AEM diante da pandemia estabeleceu novas práticas informacionais. A utilização maciça
das suas redes sociais para que o espaço nobre da memória mineira continue a entreter, educar e
emocionar as pessoas. O AEM durante o período em que vigora o isolamento social, decorrente da
pandemia do coronavírus, realiza atividades em ambiente virtual, elaboradas por dois dos seus
projetos de extensão - '‘leitura Dramática e Encenação no AEM’' e “Encontro Marcado”.
“Momento Leitura” – Série de vídeos com sugestões de leituras, publicados no Facebook e
Instagram às segundas-feiras. “Leituras” – Leitura dramática de textos literários realizada pelos
bolsistas e parceiros do projeto “Leitura Dramática e Encenação no Acervo de Escritores Mineiros”.
A cada sexta-feira, uma nova leitura é disponibilizada nas redes sociais do AEM. “Encontro
Marcado nas redes” – Quinzenalmente, às quintas-feiras, Kaio Carmona, o poeta e professor de
Letras, convida escritores para um bate-papo sobre o universo literário. Nos dias que antecedem o
evento, o público é convidado a encaminhar questões para serem incluídas na conversa.
No canal do Youtube, é possível encontrar disponível para acesso todo o conteúdo das ações
já desenvolvidas, como edições passadas do “Encontro Marcado”, vídeos que contam um pouco da
história do Acervo de Escritores Mineiros, entre outros. As redes sociais do Acervo dos Escritores
Mineiros:
https://www.instagram.com/escritoresmineiros/
https://pt-br.facebook.com/escritoresmineiros/
https://www.youtube.com/acervodeescritoresmineirosufmg
É com estas práticas informacionais que o AEM atraí novos públicos e mantêm vivo e fiel
seu público. Isso inclui repensar o próprio espaço físico tradicional do AEM, passando de um lugar
tranquilo, repleto de estantes com livros e objetos decorativos, onde criam o simulacro dos
escritórios dos autores, para algo totalmente diferente.
As Práticas informacionais representam a busca por informação pautada na relação
informacional influenciada pelas interações sociais, de modo que compreendem os usuários
e a informação em espaços diferentes, independentes, porém recíprocos. (BERTI &amp;
ARAÚJO, 2017, p.395)

Para que o AEM, qualquer centro de memória, ou museu permaneça relevante, precisa se
tornar um espaço vibrante para colaboração e atividades inovadoras, além de um espaço silencioso,
reflexivo para realização de estudo e pesquisas aos fundos memorialísticos.

�A Biblioteca do AEM é catalogada de acordo com o código de Catalogação AngloAmericano, 2ª edição (AACR2) e classificada pelo Sistema de Classificação Decimal de Dewey –
CDD.
A ordem de itens por tamanho, que atribui ao arranjo da coleção uma organização
simétrica, independentemente do conteúdo de cada item do acervo é o mais antigo sistema
de organização de bibliotecas que remonta às bibliotecas claustrais, denominado Sistema de
Localização Fixa, posto que implica a atribuição de notação que fixa o item em local
determinado. Este sistema, encarado como estético, posto que gerava uma biblioteca
visualmente organizada. (PINHEIRO, 2007, p. 28).

Os livros são cadastrados no Pergamum – Sistema Integrado de Bibliotecas, desenvolvido
pela PUC Paraná. Esse sistema contempla as principais funções de uma biblioteca, trabalhando de
forma integrada, com o objetivo de facilitar a gestão dos centros de informação, especialmente as
bibliotecas universitárias. E pode trabalhar de forma remota, através do que ficou popular em
tempos de pandemia, o famoso Home Office. A Rede Pergamum conta com aproximadamente 8000
bibliotecas em todo o Brasil, o que dá visibilidade ao acervo e ao trabalho do AEM. O
processamento da biblioteca, está sendo feito de modo remoto.
A parte arquivística está passando por um novo arranjo, pelo tipo de formato do documento,
para que melhore a questão da ocupação do espaço, visando otimizar já que o espaço físico do setor
é cada dia menor, pois não para de acrescentar novas coleções ao setor. Quando essa fase for
concluída criará um banco de dados com os metadados dos documentos e pôr fim a digitalização
dos mesmos para serem colocados e disponibilizados numa intranet. Promover a inclusão digital
gerará uma expansão ao acesso das informações do AEM.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Pensar no futuro é difícil neste momento. A ajuda das tecnologias pode se tornar uma grande
aliada das instituições de educação, de pesquisa e de cultura ajudando-as a maximizar as
experiências de aprendizagem e acesso. Também podem estimular a colaboração interdisciplinar e a
livre troca de pesquisa e conhecimento. Essas funções oferecem um futuro inspirador para o AEM.
No entanto, hoje em dia o esforço do espaço tem sido para manter as tarefas diárias tradicionais,
com orçamentos bem limitados e cada vez menores.

�O AEM tem por objetivo resgatar a memória literária através de um ambiente onde a estética dos
espaços museográficos e a exaltação das personalidades ali expostas estejam aliadas às tecnologias de
conservação, preservação e difusão deste conhecimento para despertar o encantamento pelos artistas, pela
literatura, pela história e pelo próprio espaço e agora pelo mundo virtual. As novas formas de acesso o

AEM terá que se adaptar ao novo normal que a humanidade está passando. O setor está se
posicionando em relação aos desafios e descobertas desse novo mundo que surgirá pós-pandemia. É
necessário criar uma maneira de atuar e promover discussão sobre questões importantes: como o
papel do espaço de cultura, o equilíbrio do mundo digital e o físico diante das coleções e serviços
dos espaços culturais.
A implementação dos processos digitais otimiza a análise, a visualização e a própria
preservação da coleção. A adoção das redes sociais ajuda a melhorar a eficiência operacional,
reduzir custos operacionais com automação de processos. O gerenciamento dessas bases de dados
dos acervos pode ser compartilhado em consórcios de compartilhamento de dados é o futuro
promissor para as instituições. Tornando acessível a essência do AEM e desenvolve novas
perspectivas, novos serviços, novos produtos atraindo um público novo, isso tudo para melhor
atender os usuários no pós-pandemia. Esses serviços fornecem recursos relevantes para apoiar
atividades criativas para maximizar as experiências de aprendizado dos usuários. A consolidação de
plataformas digitais de conteúdo/streamings estabelece ganho como “ao vivo” em lives em tempo
real e o alinhamento de propósitos do momento criativo para o planejamento de cenários curto,
médio e longo prazo.
Olhar para a missão do espaço, a fim de sentir onde ela é essencial – direito à garantia da
informação. A construção coletiva de conhecimento para comunidade, visando minimizar sequelas
do isolamento social. A compreensão do papel da biblioteca, arquivo e museu contemporâneos e a
chancela da confiabilidade da informação do AEM é um trunfo para transpor o mundo digital
repleto de desinformação. Uma maneira de pensar sobre possível futuro é recriar um novo conjunto
de paradigmas ou visões do setor e de seus papéis diante do novo mundo. E manter a sua essência
na continuidade do papel útil no futuro da educação, entretenimento e utilidade pública.

�Escrever a história de algo, ou alguém é contar, ou recontar fatos, interpretar acontecimentos
sobre duas grandes dimensões tempo e espaço. O museu, o arquivo e a biblioteca tentam criar ou
recriar discursos para o futuro da coletividade, que orienta as gerações futuras, ou seja, a memória
que tenta vencer o esquecimento. As redes sociais do AEM vão recriar essa percepção, ou
reinventá-lo para este novo normal. Nesta nova realidade, imposta pela COVID-19 o mundo digital
estará cada vez mais presente nas nossas vidas para continuar a missão de contar histórias, entreter,
educar e admirar a arte e a história.
REFERÊNCIAS
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documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2011.
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Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: Biblioteca universitária: tradição, práticas e inovações</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Os efeitos da pandemia no cotidiano do Museu Univesitário Literário: acervo de escritores mineiros.</text>
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              <text>A pesquisa analisa o museu universitário Acervo de Escritores Mineiros da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais quanto sua resposta para superar os desafios impostos pela Pandemia da Covid-19. Um breve relato sobre as mudanças impostas pela pandemia e seus efeitos na sociedade. A importância do patrimônio cultural e histórico de um povo e de como esse interesse permanente para a constituição de sua identidade. A pesquisa foi um levantamento do histórico do museu literário que apresenta uma história rica e a sua relevância para a comunidade acadêmica. Os estudos de estudos de Benjamim (1987), Milanesi (2002), Julião (2015), Marques (2015), Berti e Araújo (2017), Pinheiro (2007) e Smith (1999-2000). É importante o conhecimento da realidade dos museus, das bibliotecas e dos arquivos das universidades, que possibilite uma visão atualizada e amparada pelas novas tecnologias por meio de uma nova maneira de interagir com usuários, sejam pesquisadores e visitantes para estabelecer contato com o passado e com a memória nacional.</text>
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