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�V CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO

SÃO PAULO - 8 a 15 DE JANEIRO DE 1967

PATROCINADO PELO INSTITUTO NACIONAL DO LIVRO

TEMA II - Processos Técnicos

INTEGRAÇÃO E CENTRALIZAÇÃO DOS PROCESSOS TÉCNICOS

NO CAMPO DAS CIÊNCIAS BIO-MÊDICAS
por
DINAH AGUIAR POBLACIÓN

025.02816 - C.D.D. 17â

025.2/4:57:61(81611) - C.D.U.

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�V CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO. SÃO PAULO -r8 a 15 de janeiro de 1967. PATROCINADO PELO INSTITUTO NACIONAL DO LIVRO

TEMA 2 - PROCESSOS TÉCNICOS

INTEGRAÇÃO E CENTRALIZAÇÃO DOS PROCESSOS TÉCNICOS NO CAMPO DAS CIÊNCIAS
BIO-MÉDICAS*
por
Dinah Aguiar Población
Diretor da Biblioteca da Escola Paulista de Medicina
Coordenador do Grupo de Bibliotecários Blo-MÓdicos da A.P.B.

1 - Introdução
2 - Grupo de Bibliotecárbs Bio-Medicos em São Paulo
3 - Projeto de Centralização Regional de Processos Técnicos
a - Aspecto ético
b - Formação Profissional
c - Aspecto econômico-financeiro
d - Aspectos técnicos: Seleção e aquisição - Catalo
gação e classificação - Divulgação - Serv^
ços complementares e sub-produtos.
4 - Vantagens do Projeto
5 - Conclusão

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�V CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOTQA E DOCUMENTAÇÃO. SÃO PAULO —
8 a 15 de janeiro de 1967. PATROCINADO PELO INSTITUTO NACIONAL DO LIVRO

TEMA 2 - PROCESSOS TÉCNICOS

INTEGRAÇÃO E CENTRALIZAÇÃO DOS PROCESSOS TÉCNICOS NO CAMIX) DAS CIÊNCIAS
BIO-MÉDICAS*
por
Dinah Aguiar Población
Diretor da Biblioteca da Escola Paulista de Medicina
Coordenador do Grupo de Bibliotecários Bio-Medicos da A.P.B.

Baseando-nos em experiência realizada pelo Grupo de Bibliotecários BioUedicos Paulista, constateunos que o trabalho em equipe e a cooperação entre bi
bliotecas, tende a evoluir para um Serviço de integração e centralização de * »
. .
processos técnicos
no campo da especialidade.
0 projeto inclui vários aspectost ético, profissional, econômico-financeiro e técnico.

Propoe-se a criaçao de centros bio-medicos regionais, im -

plantaçao de novas técnicas de automação, recuperação da informação e divulga
çao. bem como a inclusão do Curso de Pos-Graduação para Bibliotecários Bio-Me
dicos nos Cursos de Biblioteconomia.

"Libraries working together. sharing
their souccs and materiais, can meet thc full ■

needs of their users. This cooperjstive approach
on the part of librarias is the raost importantsingle reoommendation of this document" - A.L.A.
Public Library Service. 1956.

•Trabalho endossado pelo Grupo de Bibliotecários Bio-Medicos

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�Em um campo de desenvolvimento tão rápido, no qual as
pesquisas, os processos de comunicação, as publicações, os documentos,a
divulgação, o registro e a recuperação da informação, fizeram uma revoou
ção científica nas bibliotecas especializadas e de pesquisas,

( 1 ) ve-

rifica-se que essa contínua "explosão da informação", não pode mais depender de uma biblioteca ou de um bibliotecário individual, que tenha a
pretensão de assumir a responsabilidade de controlar a literatura, dec^
dir todos os problimas técnicos, administrativos, econômicos e, ao mesmo tempo, informar eficientemente o pesquisador interessado nas multi pias disciplinas científicas.
Individualmente, nenhuma instituição ou organização consegue recursos financeiros suficientes para adquirir, armazenar e or
ganizar esta enorme produção, nem meios para empregar novas tecnxcas eautomação para armazenagem e recuperação da informação.
A Biblioteca científica, na idade da revolução cient^
fica e tecnológica (22), devido a sua importância, representa na sua es
trutura um problema científico e só a concepção de uma unidade de integração, apresenta a chave para o desenvolvimento futuro de suas ativi^
des, visando atingir os seus objetivos "na competição pacífica".
Para atender ã diversidade de informações decorrentes
do rápido desenvolvimento das ciências interdisciplinares, devem ser c^
adas novas proposições fora do conceito tradicional de Biblioteca.
Os projetos de serviços centralizados de processos
técnicos (2,25) e de pesquisas, os problemas de coordenação de bibliot£
cas (21), a necessária cooperação entre bibliotecas especializadas(11
têm sido considerados mundialmente como uma atividade que exige um es forço evidente e um estímulo profissional, para coordenação dos esforços
A idéia de colaboração preocupa os bibliotecários detodo o mundb e uma porção substancial da literatura profissional corren
te, se preocupa com a proposição de soluções para este problema, concen

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�-5trando os esforços em programas de atividades cooperativas, tanto nospaises considerados modelos, como também, naqueles que se acham em vias
de desenvolvimento.
As primeiras experiências de cooperação regional debibliotecas especializadas nos Estados Unidos, datam do século XVIII;em 1906, o problema das bibliotecas regionais, foi discutido pela primeira vez no senado da Finlândia (14) e, desde 1953 vem sendo feita
centralização das bibliotecas médicas na Checoá-ovâquia.

a-

(16)

Como já tivemos oportunidade de verificar, os proces
sos biblioteconômicos no Brasil, sofrem um retardamento de pelo menos10 anos nos progressos atingidos pelos vários paises; portanto, cremos
que no campo da cooperação e da centralização, já estamos ultrapassando os limites dos dados estatísticos, sem nada fazer para concretizaros planos tão discutidos e já aprovados.

GRUPO DE BIBLIOTECÁRIOS BIO-MÊDICOS EM SÃO PAULO

A exemplo do que já vem sendo feito em vários Serviços Regionais de Bibliotecas Especializadas, no Exterior (2,6,8,9,13,15,19), desde junho de 1963, o Grupo de Bibliotecários Bio-Médicos vem
trabalhando em cooperação, realizando reuniões mensais, onde são discu
tidos problemas básicos de serviços técnico-administrativos, procurando meios para resolvê-los e, ao mesmo tempo, atualizando os conhecimcn
tos biblioteconômicos, através da literatura especializada e divulgação
da experiência individual de cada membro participante.
Reunido pela primeira vez com representantes de 6 bi^
bliotecas, o grupo conta, agora, com a adesão de 25 bibliotecas.

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�-4Após três anos e meio de trabalho ininterrupto, pode
mos dizer que já adquirimos alguma experiência em atividade de equipee destacamos como resultados positivos dessa, o seguinte:
1 - Catálogo Coletivo de Periódicos. Compromisso assumido em 1964 pela Biblioteca Central da Reitoria da U.S.P., para atu
alização e publicação em 1966, do Catálogo Coletivo de Periódicos de Ciências Bio-Mêdicas, exigido pelos nossos pesquisadores como elemento
básico de trabalho diário.
2 - Aquisição planifiçada. Estudo das possibilidades
de aquisição planificada de publicações seriadas, para as BibliotecasBio-Mêdicas paulistas. Seleção dos títulos de acordo com a especialida
de de cada instituição, eliminação da duplicação de títulos de pouca consulta e inclusão de outros títulos muito procurados através das pes
quisas feitas pelo Catálogo Coletivo e não localizados em nossas biblw
tecas.
3 - F*rocessos técnicos a) Estudo, discussão e trabalho
experimental de catalogação de publicações seriadas. Iniciado em 1963,
o trabalho foi dividido em partes e cada capítulo foi estudado por catalogadoras especializadas de cada biblioteca participante. Cada traba
Iho foi submetido à apreciação do Grupo e, após aprovação preliminar,foi submetido à fase experimental, sofrendo alterações e ampliações de
acõrdo com a comprovação prática. Somente em 1966, publicamos a edição
preliminar para receber críticas e sugestões para nova edição.
b) Estudo minucioso e criterw
so da Catalogação de SIMPÓSIOS, feito pelas colegas Dna. Mercedes de Ia
Fuente e Dna. Maria Pompéia de Mello, do Instituto Adolfo Lutz. As regras especiais propostas, estão sendo aplicadas em nossas Bibliotecas com bons resultados práticos.
c) Resolução em conjunto dos problemas encontrados na Catalogação de Monografias e Livros, apresentados por vários membros do Grupo.

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�-5d) Tradução da lista de cabe
çalhos de assunto da "National Library of Medicine", edição de 1966, proposta no curso do Prof* Gaston Litton como elemento profissional de
trabalho, indispensável para o progresso das bibliotecas médicas bras^
leiras e inclusão de remissivas, exigidas pelos especialistas nacionais
que colaboraram na tradução.
4 - Empréstimo-entre-bibliotecas.

Projeto de regula

mento e um formulário padronizado para o empréstimo nacional, foi apre
sentado pela colega Dna. Guiomar Pinto da Fonseca, do Serviço Médico do Estado. Após aprovação, foi adotado pelo Grupo.

PROJETO DE CENTRALIZAÇÃO REGIONAL DE PROCESSOS TÉCNICOS

0 particular interesse das autoridades governamenlais
norteamericanas, concretizaram o conceito de "Regional Medicai Library
Service" e tornaram possível a extensão do acesso á literatura médica,
às escolas médicas, hospitais e centros médicos oficiais e particulares
através de centros que atendessem a uma determinada área geográfica.
0 planejamento de um projeto

regional de centraliza

ção de processos técnicos, requer uma efetiva discussão do conceito

e

requer algo mais do que generalizações. O plano pode variar de acórdocom a região e com o grau no qual éle deverá ser desenvolvido, pois, i
nicialmente, inclue vários aspectos:
1 - Aspecto ético
2 - Formação profissional

\

3 - Aspecto económico-financeiro
4 - Aspecto técnico: a) Seleção e aquisição; b) Cata
logação e classificação; c) Divulgação; d) Ser
viços complementares e sub-produtos.

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�-6ASPECTO ÉTICO

A observância do CÓdgo de Ética Profissional será bá
sica para o trabalho coletivo ou em equipe, que não diminui a responsa
bilidade de cada profissional pelos seus atos e funções, sendo os prin
cipios deontológicos que se aplicam ao indivíduo, os mesmos que regemos trabalhos de Grupos.

(4)

0 bibliotecário tem o dever de praticar tão nobre ati
vidade com exata compreensão de sua responsabilidade, exercendo seu mis
tér com dignidade e consciência, observando na profissão e fora dela as
normas de ética profissional, pautando seus atos pelos mais rígidos prin
cipios morais, de modo a se fazer estimado e respeitado.
0 bibliotecário deve ter para com seus colegas a consideração, o apreço e a solidariedade que refletem a harmánia da classe
e lhe aumentam o conceito público, e nunca praticar quaisquer atos de concorrência desleal aos colegas.
No Projeto de um Centro de Processos, que coexistiría
com as Bibliotecas Especializadas em relações não de competição mas sim
de cooperação profissional, técnica e econômica, teriam de ser estabel&lt;e
cidas normas quanto as discordancias em relaçao as opinioes, a política
administrativa ou trabalhos que devem ter cunho estritamente impessoal;
porém a crítica, que não pode visar o colega, mas a matéria, não pode deixar de ser feita, pois a tolerância e a indiferença, por parte de co
nhecedores da matéria, é tão ofensiva a ética científica, como o é a c^^
tica pessoal e injusta ã ética profissional.
Comentando o trabalho em equipe e o pioblema da etica
profissional, o professor Gaston Litton féz a seguinte observação:
" Trabalhar coletivamente é melhor que trabalhar inde
pendentemente, porque:
1 - Ê possível aproveitar uma experiência múltipla evariada.

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corre o risco de ser parcializado.

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0
soas é maior que a soma total de trabalhos feitos
por um mesmo número de pessoas fora da coletivida
de.

4 - Ebcistem bases para um programa em continuidade, ao
passo que uma pessoa sozinha facilmente poderia a
bandonar o trabalho.
5 - As possibilidades de algum pensamento verdadeironen
te original são maiores, quando várias pessoas es
tão pensando e compartindo suas experiências no desenvolvimento do mesmo assunto. Realmente, exis
te magia no contato mental contínuo de pessoas in
teressadas e enfrentando o mesmo problema.
6-0 trabalho de equipe é laais ameno, porque a companhia de colegas acaba com a solidão, aborrecimento e pessimismo, que são frequentes causas do fra
casso de indivíduos que trabalham isoladamente".
E continua o Professor Litton:
" 0 trabalho de equipe requer:

1 - Um reconhecimento por parte de todos, do grande objetivo do projeto.
2 - A necessidade de sacrificar pequenas preferências, ás vêzes, em fa\or
de uma uniformidade ou padrão de trabalho.
3 - Um reconhecimento de que os hábitos de trabalho do colega não são os
mesmos empregados por nós, mas, isto não quer dizer que aquêles são
inferiores ou que os nossos são melhores.
4 - Capacidade de trabalhar em harmonia, sem atritos com os outros. Será
que os bibliotecários não têm a mesma capacidade dos músicos, quetocam juntos em grandes orquestras?".

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�-82 - FORMAÇÃO PROFISSIONAL

Nos países que atingiram maturidade profissional,

-

tais como Estados Unidos e Inglaterra, descrevem a educação que é dada
aos bibliotecários bio-médicos, através de treinamento especial e cursos para complementar o treinamento formal.

(3,5,23)

Boas técnicas de orientação podem ser aprendidas pelo processo de erros e acertos, como vem acontecendo há anos em nossomeio, porém, teriamos melhor e mais rápido aproveitamento ae as adquiríssemos através de um estudo orientado.

(17)

Desde que a formação do bibliotecário especializadoé feita de forma empírica, chamamos a atenção para a necessidade de
bliotecário Bio-Médico, que deve ser objeto de curso sistemático e per
manente de PÓs-Graduação das Escolas de Biblioteconomia do país.
Os técnicos, após graduação básica do curso de biblio
teconomia, com a tenria e a filosofia recebidas no curso regular, deven
adquirir prática através de um estágio-treino de tempo integral, no mí
1

nimo de um ano, em bibliotecas bio-médicas de alto padrão. Após esse período, a formação profissional deve ser completada por cursos de pós
-graduação.
O desenvolvimemto da formação de bibliotecários bio-médicos, assim
,

como foi proposto, nos possibilitará atingir nossoot(j[e

tivo, a fim de conseguirmos profissionais de alto gabarito, com nívelcultural e conhecimentos especializados necessários, para dialogar e ;
compreender o pesquisador e o cientista. (24)
0 bibliotecário para servir ao investigador, deve ter
habilidade analítica; deve ser um intérprete de seus objetivos; acompa
nhar o seu raciocínio; conhecer a terminologia especializada; ser ex tremamente capaz e altamente eficiente, para poder estabelecer contato
e não servir de mero ouviente, sem entender a mensagem de um interlocu
tor que fala uma linguagem completamente desconhecida.

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�-9Se o bibliotecário não fôr um especialista no assunto,
como seria o ideal, deve pelo menos, ter um interesse e uma aptidão especial para se dedicar ao estudo da sistemática da especialidade, conhe
cer a linguagem científica, os cabeçalhos de assunto, a extensão da literatura, a bibliografia especializada, as atividades documentárias nacionais e internacionais, os processos de mecanização, as implicações sociológicas da profissão, a organização da in^ituição a que serve, osobjetivos e finalidades do corpo científico e administrativo, a relação
da sua instituição com as congêneres e complementares no campo da especi
alidade, tanto nacionais como estrangeiras.

(12)

0 bibliotecário bio-médico, para atingir o seu ojetivo e obter o seu devido lugar dentro da instituição a que serve, para poder exigir os seus direitos e corresponder ao padrão universitário

a

que tem direito, deve ter um preparo especial além do básico; para mer£
cer ser chamado de BIBLIOTECÁRIO, elemento qualificado para suas funções
e não simplesmente de técnico especializado em arrumar biblioteca e fazer fichinhas.

3 - ASPECTO ECONÔMICO-FINANCEIRO

Nos recursos orçamentários de cada instituição científica ou educacional, existe um item especial, destinado ao MaterialBibliográfico.

A aplicação dessa verba, geralmente obedece a um plan£

jamento e a uma política interna, na dependência da filiação aos órgãos
governamentais: estaduais, municipais, federais ou de instituições decaráter particular.

Tendo-se em vista a centralização da aquisição dm

tro do campo específico bio-médico, a seleção visaria a extensão da 1^
teratura, procurando abranger o maior volume das publicações solicitadas, eliminando, na medida do possível, a duplicação de coleções pouco
usadas, que muitas vézes são adquiridas por vários departamentos den tro da mesma instituição, por simples comodismo ou vaidade.

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�-10Planejada a seleção, numa área geográfica que apre sente uma grande concentração de instituições e pesquisadores, como éo caso de São Paulo, poderiamos extender êsse planejamento não só ás instituições oficiais, mas também a Laboratórios farmacêuticos. Hospitais, Centros de Estudos, Associações médicas. Clinicas particulares e
todas as demais entidades interessadas no campo bio-médico.
Os recursos financeiros destinados à aquisição de ma
terial, seriam entrosados para obter um rendimento efetivo da verba, a
través de aquisição direta, podendo-se optar pela obtenção do original,
microfilmes, microfichas ou fotocópias.

(10)

4 - ASPECTO TfcCNICO

Na organização de um Centro de Processos Técnicos ,
teremos a única oportunidade para instalar desde o inicio os avança dos métodos do controle bibliográfico, substituindo os velhos métodos
tradicionais, pelas técnicas modernas e os programas, incluindo a mecanização.

(7)
0 sucesso do projeto dependerá do trabalho de coope

ração, do entusiasmo e da fibra dos membros participantes, que deverão
estar bem identificados com os objetivos a serem atingidos.
a) Seleção e aquisição;

Um Conselho tecnico-cient^

fico formado por representantes das várias instituições participantes,
decidirá sõbre a qualidade e quantidade do material bibliográfico a ser adquirido.

As solicitações dos especialistas seriam centralizadas

e, após os serviços de rotina de aquisição, seriam imediatamente cata
logadas e divulgadas através de boletins de aquisição.
b) Catalogação e classificação;

(18)

Com uma catalogação

simplificada e uniforme, já inicialmente elaborada pelo processamento
da aquisição, a obra seria entregue a uma equipe de bibliotecários qua
lifiçados, com experiência em catalogação de assuntos e classificação,
familiarizados com a terminologia médica, com as operações de pesqui-

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�-lisa e com os cabeçalhos de assunto.
A catalogação cooperativa centralizada, uniformizaxá
as regras de catalogação; a adoção da mesma classificação possibilitará a padronização dos catálogos e organização dos acervos, de acordo com um sistema único de localização para orientar o pesquisador que ne
cessita do mesmo material e mesmos assuntos que estão localizados nasvárias bibliotecas da especialização bio-médica.
As primeiras tentativas para uniformização das biblio
tecas bio-médicas, foram coroadas de pleno êxito, pois, as publicações
seriadas já estão recebendo o mesmo tratamento e a catalogação já está
uniforme.

Êsse mesmo procedimento está sendo adotado em relação aos -

Simpósios e há grande tendência para adotar a classificação da "National Library of Medicine" e a da "Medicai Subject Headings List".
c) Divulgação;

A responsabilidade de trazer bem in-

formadas as entidades que participam e cooperam nas atividades do Centro, exige uma divoilgação imediata e bem coordenada de todos os proces
sos de aquisição de seriados, monografias, enciclopédias, obras de referência, teses, livros didáticos, materiais especiais, filmes, microfilmes, diapositivos, material audio-visual e outros documentos de interêsse técnico, científico ou administrativo.
As bibliografias de assuntos especializados^solicita
das pelos pesquisadores, bibliografias nacionais, listas de publicações
nacionais, serviços de traduções e listas de artigos traduzidos, terra^
nologia científica, divulgação da normalização científica e orientação
para autores^e editores, todas essas atividades poderiam ser desenvolvidas nos centros regionais que se entrosariam, através de permuta deinformações e publicações.
d) Serviços complementares e sub-produtos;

Conside-

rando a possibilidade de aquisição e processos de catalogação e classi^
ficação centralizados, justifica-se plenamente a centralização dos ser
viços de permuta, tanto no âmbito nacional como no internacional.

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âmbito nacional poderá ser feita através dos vários centros regionaise no âmbito internacional« através de instituições como a "National M
brary Association (M.L.A,)" e o "U.S. Book Ebcchange (USBE)".
Outros serviços complementares, tais como: Empréstimo-entre-bibliotecas, que já vem sendo feito, poderia ter suas proporções ampliadas, através do metódico fornecimento de fotocópias ou mi crofilmes;

Treinamento de pessoal - orientação aos bibliotecários re-

cém formados e introdução às técnicas da documentação especializada. Estágio preparatório para ingressar no Curso de PÓs-Graduação para Bibliotecários Bio-MÓdicos.
Como sub-produtos teríamos:

Atualização dos conheci

mentos técnicos e científicos, através de palestras, conferências, mesas redondas e reuniões para leitura e comentários da literatura biblio
teconõmica.

Treinamento para implantação da mecanização e automação,-

Orientação a editores e autores:

Normalização das publicações cientí-

ficas, de acordo com as normas internacionais: orientação para autores,
quanto ã forma de apresentação dos trabalhos, referências bibliográficas e correção de bibliografias.

VANTAGENS DO PROPOSTO CENTRO'DE PROCESSOS TÉCNICOS

DÓste estudo preliminar, poderão ser concluidas vantagens e desvantagens da centralização dos processos técnicos no campo
bio-médico, desenvolvendo-se o conceito de unidade das bibliotecas cíot
tificas e especializadas.

0 estabelecimento da divisão de trabalho da

biblioteca científica, de acõrdo com a especialização e a clientela di^
ferenciada, reclama novos métodos e técnicas.
Baseamo-nos em pesquisas, feitas sêbre as práticas ja
adotadas em serviços centralizados e de cooperação, preconizadas por Anna Vejsová (27)
1 - Catálogos coletivos, elementos essenciais para a
cooperação inter-bibliotecária.
2 - Mecanização dos catálogos coletivOs

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�-133 - Centralização da catalogação, regras padronizadas
de catalogação e classificação uniformes, são
necessárias.
4 - Coodenação do sistema de aquisição (compra e per
muta) para evitar duplicação e conseguir a má
xima econâmia.
5 - Trabalho de equipe, que permite a análise das prá
ticas adotadas e permuta de experiências entre
bibliotecários da mesma especialidade.
6 - Aquisição de máquinas ultra modernas, existente-no campo fotográfico e da eletrônica, para r£
produção de documentos e recuperação mecânica
da informação.
Continuando sua exposição, Anna Vejsová,

(27) comen-

ta o sucesso de um projeto de centralização e salienta: ”Antes de adotar novos métodos de trabalho, é necessário dispender um longo período
na preparação adequada dos membros que irão adotá-los, na parte técnica, como também na motivação psicológica".
Os princípios tradicionais e filosóficos de nossa
formação profissional, resultaram no individualismo e auto suficiência
que sufocam o desenvolvimento de nossos serviços; porém, não podemos nos esquecer da afirmação de Luther Terry (26) "absolute self-sufficien
cy in library resources has come to be recognized as an illusion", e -

\

sómente a centralização dos processos técnicos com o trabalho de equipe
bem entrosada, poderá acelerar a solução para o probléma constante das
bibliotecas: crescimento vertiginoso dos acêrvos, solicitações contí .9
nuas por parte dos leitores e pessoal reduzidíssimo.

CONCLUSÃO

Reconhecidas as deficiências do nosso atual sistema-

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�-14de Bibliotecas Autônomas e falta de treinamento para bibliotecários es
pecializados no campo bio-médico, consideramos que o Projeto de um Cen
tro Regional de Processos Técnicos« resolveria as necessidades básicas
de nossos pesquisadores e da clientela especializada, através do desen
volvimento e execução de serviços de informação rápida e eficiente e fornecimento imediato de todos os documentos necessários aos cientistas
e aos corpos docente e discente.
Considerando as razões enumeradas nos vários tópicos
deste documento, recomendamos:
1 - Criação de ura Centro Regional de Processos Xécnl^
COS, no Campo Bio-Medico, em São Paulo.
2 - Criação do Curso de PÓs-Graduação para Bibliotecários Bio-Medicos, nas Escolas de Bibliotec£
nomia.
3 - Criação de vários Centros Regionais de Bibliotecas Bio-Medicas, para efetivar o intercãmbiode publicações e duplicatas, a pesquisa biblto
gráfica, o empréstimo através da fotoduplicação e o treinamento de pessoal técnico especia
lizado, para serviços de rotina e mecanização.

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�-15REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1 - ADAMS, Scott - The scientific revolution and the research library.
Lib. Resources, 9: 133-142, 1965.

2 - ANNAN, Gertrude L.

; FELTER, J. \\\

; MEYERHOFF, E. &amp; ASH, L.

Regional plans for medicai library Service: New York State andNew York Metropolitan Area.

Bull, Med« Lib» Assn. 52: 503-508,

1964.

3 - ANNAN, Gertrude L. —- Library technicians: need, training, potential.

Bull. Med. Libr. Assn. 52: 72-80, 1964.

4 - BRASIL. CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA.

CÓdigo de ética médica ,

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              <text>Baseando-nos em experiência realizada pelo Grupo de Bibliotecários Biomédicos Paulista, constatamos que o trabalho em equipe e a cooperação entre bibliotecas, tende a evoluir para um Serviço de integração e centralização de processos técnicos no campo da especialidade. O projeto inclui vários aspectos ético, profissional, econômico-financeiro e técnico. Propõe-se a criação de centros biomédicos regionais, implantação de novas técnicas de automação, recuperação da informação e divulgação. bem como a inclusão do Curso de Pós-graduação para Bibliotecários Biomédicos nos Cursos de Biblioteconomia.</text>
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