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gentilmente por:

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�V Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação.
8 a 15 be janeiro de 1967.

São Paulo -

Patrocinado pelo Instituto Nacional do Li-

vro,

TEMÀ 3. - BIBLIOTECaS GERAIS

PESQUISA ENTP.E OS LEITORES DA BIBLIOTECA PÜBLICA DA BAHIA
por
Lícia Frazão Rodrigues
Haria de Fátima Freitas de Carvalho
Maria Lúcia de Góes Americano da Costa
Maryvonne Ribeiro Palma
Moema Figueiredo Brasileiro

027.4098I40I8

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CDD - 17a»

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�SINCPSE

Breve histórico da Biblioteca PÚtlica da Bahia.
Pesquj-sa realizada na Biblioteca durante 7 anos
pelos alunos da Escola de Biblioteconomia e Docomenta‘^.ao da Universidade Federal da Bahia.
sultc^dos colhidos. Beinonstração através os gráficos. Referência bibliográfica.

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�SU^iÁRIO

1,

Apresentação

2.

Breve histórico da Biblioteca Publica da Bahia

3»

Comentário das respostas

Zi.

Gráficos

5.

Conclusão

6,

Referencia bibliográfica

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1

�APí^GfU^VAgilü

H Idéia dc3 questionários surgiu em 1960, na Cadeira de Seis
çáo de Livrosj ministrada pela Profâ Felisbela Literato de Matos Carva
llic.

Teve como objetivo agrupo.r opinioes dos leitores sobre todas

as

.-.'Virá=s ..;rereeidas pela Dj.blioteca Pública da Bahia à coriruiidadc

a

que servst
C propósito deste questionário é estudar um centro de culvU-ra viva de reflexões acentuadas na vida de uma comunidade ou quej pelo
menos,

teria a obr.1gagao de sé-lo,

Todas as pesquisas, inquéritos so-

ciais ^ surgiram da necessidiiáe de enirsntar problemas reais..

Partindo

deles podc--se ter a pos3lbi,].iaads de 't?,o.ntrclar as forças sociais-’0
efeito prático desse contiole resulta na possibilidade do ser

humano

planejar co.noclente e deliberadamente o spm futuro^ •
■Sc se pcdc planejar una modificação de uma Biblioteca
cendo as necessidades da populaçâ^o a que serve.
cil

conhn

E como não seria

obter aqui e a.li opinioes a respeito da Biblioteca PÚblíci;)

fá-

sur,-""

1 idéia -de formular perguntas c obter respostas que contribuíssem para
•&gt;...■ V

t?:mada de posição por parte d-os órgãos competentes para

m;Xí 1 ficar

a estrutura e o funcionamento daquela Instituição, levandc-sc

-.m conta

UsS opinioes justas dos seus frequentadores.
Então seria mais •laturc.l que o questionário surg-isse da própria direção da Biblioteca J.iiteressada '^m ouvir os leitores nas
maiores necessidades.

Ma.s isso nunca se lez e,

suas

como foi do,to, .x idéia

partiu da Escoi.a de BiblioteconoirJa e Documentação da Universidade ?nA
deral da Bahia, que sempre teve as vistas voltadas para as
defi.Ci encias da Bil)liütcca Pública da Bahia, embora não fosse atribuição
operar modificações

’yOnto d.e torná-ia um órgão merecedor da

ça do público que a frequenta.

E mesmo ciente desta

pelas-info:rma.çc6s que a Escolr fornece acs seus alunos e

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Sc a n
st em
CiereacUmento

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coiifiari-

impüSOibiiid.-dc

o desejo de torná-la compatível com as suas funções ó sempre

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cons-cante

iá neá.as

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�-2SGU verdadeiro sentido, poder-se-ia fazer das respostas e sugestões um
ponto de partida para se construir algo novo.

Embora não seja respon-

dido por todos os leitores de maneira eficiente, o formulário

servi-

ria para que se conduzisse uma modificação total ou, pelo menos parcial, tendo-se em vista as respostas dadas pelos consulentes

de

compreensão e amadurecimento.

repetição

Entretanto,

o que ocorre é a

maior

durante sete anos consecutivos destas perguntas sem que elas

tenham

conseguido o mínimo de melhoria desejada o que profundamente lamentável, uma vez que muitos leitores,

frequentadores assíduos da Bibliote-

ca, recusam-se a responder ao formulário afirmando não ver nisso
nhum resultado positivo.

ne-

Diante desta situação seria interessante que

a Escola de Biblioteconomia e Documentação entrasse em contato com

a

direção da Biblioteca Pública, apresentando o resultado desta pesquisa
e inteirando-a acerca dos problemas que mais afligem os frequentadores
de tão importante Instituição social e educativa.
Iniclalmente as perguntas do questionário foram formuladas pelos alunos e este primeiro resultado não consta do estudo ora realizado uma vez que foge ao modelo estabelecido pelo professor orientador.
Dez leitores resporderam às perguntas assim distribuídasj
1.

Que I que voce pensa que seja uma Biblioteca Pública?

2.

Que tipos de livros deseja consultar nela?

3.

Que outro material, além de livros deseja encontrar (re-

vistas, jornais, rádio, televisão, microfilmes, cinema, discos e

ma-

pas)?
Ú»

Que dificuldade voce encontra em uma Biblioteca Pública?

5.

De sugestões.

0 segundo formulário está assim elaborados
1.

Que procura na Biblioteca?

2.

Por que procura a Biblioteca?

3.

Que livros desejaria encontrar?

Ú»

Faça a sua sugestão.

Finaliza com uma pesquisa sobre idade,

sexo, grau de instru-

ção e bairro em que reside.
Comparando os formulários nota-se que o primeiro é mais aces-

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�-3sível, mais amplo5 dando margem a respostas mais claras por conter pe^
guntas mais objetivas e de melhor compreensão.
zoes da substituição pelo segundoj
ção,

Desconhecem-se as

ra-

considerado de difícil interpreta-

sucinto, não favorecendo respostas satisfatórias.

Pelos dados ob

tidos observa-se uma interpretação ambígua o que dificulta o resultado
do que se propôs alcançar.

Seria mais prudente a elaboração

de

um

questionário mais fechado que alcançasse os diversos níveis intelectuais dos frequentadores da Biblioteca.
As respostas, as mais diversas,

trouxeram dificuldade

para

um julgamento uniforme das verdadeiras necessidades da Biblioteca.

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�BREVE HISTÓRICO DA BIBLIOTECA PÚBLICA DA BAHIA

Segundo Varnhagem,

foi dura.nte o governo do Conde dos Arcos

que a Bethia teve a sua primeira oficina tipográfica e o primeiro

jor-

nal e a primeira biblioteca pública5 além de muitos empreendimentos
com que se enobreceu a cidade.
teca pública brasileira,

A Bahia teve, assim, a segunda biblio-

fundada em 13 de maio de I8II,

Para princí-

pio da fundação, diz Rodolfo Garcia "Pedro Gomes ofereceu os livros de
sua livraria particular, no que foi imitado por outros cidadãos, incitados pelo governador, e em poucos dias se achou 0 estabelecimento com
o fundo de 3s26l$00 em dinheiro e 3«000 volumes entre os quais oitenta
de escolhidos autores, pertencentes ao Conde "conquanto pelo tempo adi
ante ele os tornasse a haver a sij

em consequência de ter sido meramen

to a sua prestação um meio dc adquirir a doação de outras das pessoas
particulares",

Foi aborta ao público no dia 13 de maio de I8II.

suia U»000 livros sendo 3.000 em língua francesa.
pio na Catedral,

antigo Colégio dos Jesuítas,

Funcionou a princí-

Vivia a Biblioteca

Subscrições de sessenta provincianos, seus primeiros sócios,
primeiro bibliotecário Lúcio Jose de Matos,
lumes de obras completas e Í4.26 truncadas,

Pos-

de

Foi

seu

Em I818 possuia 5«38l vo-

conforme consta do "Catálogo

dos Livros que se achão na Biblioteca Pública da Cidade da Bahia,

que

foi o primeiro catálogo de biblioteca que se imprimiu no Brasil",
Sabe-se também que coube a Santos Marrocos a idéia de remeter para a Biblioteca da Bahia, então recém-fundada e tão

desprovida

a ponto do exigir pequenos artifícios como o do Conde dos arcos,

todos

os livros de que a Biblioteca Real dispusesse em exemplares dobrados,
á o que se le na sua carta de 11 de julho de l8l8j

"Veio a verificar-

se o meu projeto lembrado a princípio;, pois S, Magestade ordenou

que

dos Livros dobrados de Sua Real Biblioteca se fizesse fornecimento
um exemplar de cade obra

para a Biblioteca Pública da Bahia, combinan

do-se estes com os do Catálogo,

que dali veio, de sorte que não

sem a duplicar-se, porém consistindo a remessa dos que ali não

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vieshouve_s

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�-5scm.

Já para lá foram 20 caixot©s^,.qu.e aònent6. compreendem o ramo

de

Teologia e vai-se-continuando"«
De 1811 a 1820 ficou a Biblioteca Pública totalmente abandonada 5

em 23 anos de fundada, possuia 7.957 volumes, muito pouco

para

tantos anos e pela condição de simples depósito a instituição era apenas vítima do vagaroso processo educacional.
livros e com 60 anos de existência seu acervo
volumes.

Em I8/4.6 possuia
era composto de

11,575
18,285

Seu décimo diretor foi o Bacharel José de Oliveira Campos

que dedicou à Biblioteca 28 anos de sua existência.
Da Catedral passou a Biblioteca para a Piedade em prédio onde funcionava o Senado Estadual,

sendo transferida para o Palácio

Branco ocupando uma sala do lOm

Rio

do largura por 15 de comprimento.

No governo do dr. João Ferreira de Araújo Pinho pensou-sc em dar à Biblioteca um prédio condigno.
dio onde atualmente funciona,

Mas somente em 1919 foi inaugurado o pre
Na ocasião do seu centenário^^^^ibliot^

ca Pública contava. ÚB^OOO volumes.

Em 12 de janeiro de 1912 o incên-

dio, resultado do bombardeio da cidade,
300 volumes.

üeu acervo ficou reduzido

Atingida pelos obuzes, incendiou-se perdendo-se

parte das suas coleções,

a

grande

seja no incêndio, seja na pilhagem de que foi

vítima a pretexto de salvamento.
Aos poucos foi se reorganizando para em 1939 Jorge Calmon
dar-lhe nova vida integrando-a nas modernas tendências do pensamento contemporânoo,

0 apoio do então Secretário de Educação favoreceu

maior desenvolvimento.

De 19U3 a 1955? num espaço de 13 anos

a Biblioteca Pública da Bahia o dr.

um

dirigiu

Oswaldo Imbassahy fazendo grandes

realizações,
Atualmente o acervo da Biblioteca,
dos pelo Guia das Bibliotecas Brasileiras

segundo os dados forneci-

(2^ edição)

consta de 85.783

volumes e Ú6.31Ú- avulsos.

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�CO^ÍENTÁRIO DaS I&lt;ESPOSTaS

ÁtravGs o Gstudo das respostas dadas pelos leitores, pode-se
chegar a inia conclusão a respeito das necessidades da Biblioteca Pública, necessida,des estas que poderian ser sanadas se se levasse em
o resultado desta pesquisa.

conta

E como esta não partiu da direção da Bibli.

oteca, mas de um grande grupo das alunas da Escola de Biblioteconomia e
Documentação da Universidade Federal da Bahia, é bem provável que não
se de a este esforço a respectividade devida,
A variedade das respostas e a semelhança entre as duas primei
ras perguntas tornam quase impossível um comentário específico de
uma, xmna vez que os próprios leitores confundiram-nas,

cada

0 que se obser-

va é que o leitor procura livros quer para ampliar os conhecimentos,
quer para distrair-se.

0 livro didático e o motivo que leva a

maioria dos consulentes à Biblioteca embora não seja esta a
finalidade de uma Biblioteca Pública.

grande

verdadeira

Carecendo as escolas baianas

de

bibliotecas capazes de servir ao aluno a Biblioteca Pública, sem que
ta seja a sua função primordial, procurou suprir esta necessidade,
procura de outros materiais tais como discos, filmes,

A

"slides", micro-

filmes, etc é quase nula provando com isso a falta de conhecimento

da-

quilo que uma Biblioteca pode proporcionar.

que

Conclui-se que mesmo

o material exista ele permanece sem utilidade dada à falta de publicid^
de por parte dos profissionais responsáveis.
Outros leitores menos exigentes ou imaturos afirmam que a Biblioteca "satisfaz plenamente ã suas necessidades" e isso comprova
falta de uma verdadeira noção do que soja uma Biblioteca porque

a
dizer

que a Biblioteca Pública da Bahia "satisfaz plenamente" e fugir à
realidade atual.

Afirmativa como esta só pode partir de

adolescentes,

ginasiaiios que não compreendem o verdadeiro sentido e objetivo
centro de cultura que é uma Biblioteca.

sua

de

lom

Há, todavia, leitores que pro-

curam obras de cultura geral, livros de especialidades diversas, demon^
trando um nível intelectual mais elevado.

0 que se observa ó um número

reduzido destes frequentadores desde a data inicial da pesquisa, ou seja em 1960, até o presente,

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entretanto, o seu número vem aumentando gr^

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�-7dativamcnte,
Considerando a idade e o gráu de instrução nota-se que a ma^
sa predominante e constituida de estudantes secundaristas que, por fal
ta de recursos e de bibliotecas em suas unidades escolares, procuram
aquela Instituição.

Também há um grande número de leitores que se uti

lizam dos serviços da Biblioteca principalmcnte da Seção de periódicos
que não sendo completa, satisfaz àqueles que se tornaram frequentadores habituais daquela Seção.
"Por que procura a Biblioteca"?

Esta e a segunda pergunta -

constante do questionário apresentado à Biblioteca Pública da Bahia.As
respostas dadas a esta pergunta são as mais diversas pela interpretação individual que cada entrevistado deu à mesma.
maioria dos interpelados confunde

De um modo geral', a

a primeira com a segunda pergunta,

surgindo daí respostas semelhantes quando o ideal seria uma
para determinada pergunta.

resposta

Uma constante nas respostas dadas c a pro-

cura do livro didático talvez justificada não só pela falta de

recur-

sos do estudante como pela carência de bibliotecas escolares nos estabelecimentos de ensino da comunidade.

Êste é um problema que merece a

atenção dos poderes públicos encarregados de prover a manutenção de to
das as escolas públicas de nível primário e médio às quais deveria dar
bibliotecas escolares que suprissem as necessidades dos alunos.

Assim,

a Biblioteca Pública da Bahia continuaria servindo à juventude,mas não
com o caráter de biblioteca escolar.
Sabe-se que a Biblioteca não oferece as condiçoes mínimas exigidas para o atendimento ao leitor, mesmo assim, muitos entre os inquiridos afirmaram procurá-la "porque ela é o mabiente adequado para o
estudo por ser calma e silenciosa e sobretudo convidativa".

Isso foge

à verdade e esta afirmativa repousa na falta absoluta da noção do míni
mo que uma Biblioteca deve ter para servir bem.

Outros apelam para

melhoria das instalações e de um ambiente mais propício ao estudo
zendo críticas severas à ausência dêstes requesitos.

a
fa-

A percentagem

-

dos leitores que procuram a Biblioteca visando complementar estudos,am
pliar conhecimentos, reercar-se, ler,
certa maneira,

etc, não e tão elevada, mas

de

é algo promissor dentro de uma cidade onde o nível int^

lectual eleva-se gradativamente.

Segundo as informações prestadas pe-

los leitores a Biblioteca favorece a pesquisa e
das pela variedade de assunto e material.
criticam a sua localização,

esclarecimento de dúvi

Enquanto isso, outros ainda

comentário que não caberia nesta pergunta

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�-8o quG prova, raais una vgz, ou a incapacidade do infornantc,

ou a anpli.

tude da pergunta que deu nargen a toda espécie de interpretação.

Ao

nesno tenpo nuitos afirnan que "procuram a Biblioteca por ser mais cen
trai".

,
As entrevistas com os leitores da Biblioteca Pública da Ba-

hia começaram em 196O,

com os dois primeiros alunos da Escola de Biblj,

oteconomia e Documentação.

0 que se verifica, examinando a Tabela

I,

é una porcentagem crescente de ano para ano devida também à matrícula
cada vez maior dos alunos da Escola,

distribuição por AKO dos ENTREVISTiiDOS
BIBLIOTECA PÜBLICA Da BAHIA DURANTE 0 PERÍODO
1960-1966

TaBELa

I

Procurou-se taj.:ibém averiguar o sexo, a idade
trução dos entrevistados.
^

e o grau de ins-

Predomina, o sexo masculino, mas a

diferen-

wxitre um e outro não é digna de menção desde quando ambos frequentam

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�-9O np-griQ nmb;i
tua^

rmr.i,'!.. cl£.Tnan.s4yret9-ão de--p&amp;r#^tar--cC!lIl]3r6-eilSa^O' -^--aÒUdfiL-IilU-—-•

A Tabela II demonstra ben o resultado obtido.

distribuição pelo sexo dos entrevistados
DURaNTE 0 PERlODO
1960-1966

TABELA II

entrevistados

SEXO
MASCULINO

2.070

FEMININO

1.760

N. ESPECIFICOU
TOTAL

Lih^lk
2^6Zi.

lOlí
lálk.

100.00

São os Jovens entre I5 e 24 anos que nais frequentam a Biblioteca.

A Tabela III mostra esta incidência.

os secundaristas e os Jovens universitários.

Dentro deste limite estão
Os adultos que

deveriam

apresentar um total elevado pouco frequentam a Biblioteca ou porque

a

Instituição não oferece o essencial ou pela falta de hábito de frequentar centros de estudo.

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DISTRIBUIÇSO PELAS IDADES DOS ENTREVISTADOS
DURANTE 0 PERlODO
1960-1966

TABELA

ID/J)ES

III

a
/o

INTREVISTT-DCS
H.

15-19

1&gt;757

MM.

Jut^.0ML

35-39

^12*58.

167

Í1.-25.

101

Z:ãL

3P_

O.Ú.L

/i5-ii9

3L

0,81

50-5Zi

13.

55 E MAIS

20

N, ESPECIFICOU
TOTAL

P-?31-

102
3.»m.

100^00

A Tabela IV mostra que o leitor de instrução média predomina
entre os frequentadores da Biblioteca,
dantes de universidade e os já formados,

Em segundo plano estão os estu
É reduzido o consulente adul

to de instrução primária e poucas são as crianças que procuram a Bibli
oteca.

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DISTRIDUIçr.O PELO GRAU DE INSTRUÇilO DOS ERlRBVISTiJDOS
DURaLTE 0 PERlODO
1960-1966

TaBSLa IV

INSTRUÇÃO

íNTREVISTiiDOS
35^

%
Â.M..
■7.3.J.4..

SUPERIOR

822

ZQ-^g.

N.ESPECIFICOU

116

. .2. &gt;9.5

TOTaL

Ax331l

100«00

Numa tentativa ele traduzir todo o trabalho desta pesquisa em
núneros, decidiu-se representar todo o trabalho en gráficos.

Sabe-se

que a estatística visa coligir e classificar os fatos de acordo com
seu núncro relativo e ocorrência^
tos gerais,

o

como base para indução de conhecimen

0 questionário aborto, dando margem a respostas nao padr^

nizadasj não permitiu se fizesse uma tabulação uniforme o que daria, um
resultado verdadeiramente estatístico.

0 que se ve e \im arranjo den-

tro do que foi possivel agrupar.

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�CONCLUSÃO

Pelas sugestões cadas poder-se-la fazer un estudo das nccessi,
daüGS prenentes e inadiáveis da BiUlicteca Pública da Bahia.
SG CD ccnsideraçac a opinião dos frequentadores 3

Levande-

conclui-se estar a ne^

LiO, eu cendiçoes as d,:.1s desfavoráveis, nao oferecendo o nenor

conforto

nas suas instalações alér.: dos serviços técnicos 0 adninistrativos

que

sáo sobrenaneira deficientes, não favorecendo o andamento dos trabalhos,
Considerando as sugestões dadas foram cias as mais diversas/
muitas motivadas pela ig.noro.ncia dos vordacloiros objetivos de uma Elbli
o teca Publicc
serviços

y-». X oí-j- wi.il

conhecimento acerca de bibliotecas e

seus

ben cono a carência de outras instituições de idêntiea finali

• r1
dade,
impedem que cs frequent.edores façam vem jvnlzo a.certado sobre a Eibliotccá .Pública ac ponto de muito.s considerá-la un modelo.,

Seus assí-

duos frequenta-doros, como já foi dito, são estudantes cue vão sempre em
ousca daquilo que o prefessor solicitcu,
nos exigentes consicIer,am-na boa,
qualquer tipo de leitor»

estes e outros consulentes me-

capaz de satisfazer as necc-ssida.des de

has quem a conhece bem sente que careca de re

.:..n;ação motai cie seu acervo e então, seria o caso de perg'intar se um acervo sclecicviadc viria satisfazer às exigências dos consulentes se
maioria procura, livros didáticos?
cGssld.adc de fiscallzaçac de

a

E atualizado o acervo surgiría a ne-

todo o material adquirido desde a verifica

çao no ato dc recebimento, ate o seu uso polo leitor que não tendo con^s
A.
ts/
.
ciência social nao se interessa pela conservação daquilo quo é seu e de
todos.

Ate

certo ponto tudo isso c problemático constituindo um

caso

•," r-,
Alguns leitores sugerem o sistema de permuta com centros
pesquisa c ‘'convênio com editoras"
-Livros,

como meio de auj.nentar a coleção

de
do

outros aí.nda desejam ui:-; maior número de exemplares de uma mesma

obra, naa.s traduções de autores estrangeiros famosos e elevar para tres
o numero de livros emprestados o quo motivaria mais a frequência. Ás su
gestões aliam-sG a várias outras o assim nultiplican-se.

Examinando

wpinj-ão ae cana um sen-^c-se o desejo de favorecer o leitor naquilo
-...-oessnT.; -

a
ciue

Dem-GSLarj m,as tmibem de esclarece-lo qus noa

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�-13senpre poderão ser aceitas todas as sugestões dadas,
Há faltas que o público não viu conoj por exemplo, a necessj.
dade dc aumentar o número de bibliotecas escolares e prover a Bibliot^
ca Pública de serviços de extensão capazes de ir aos bairros mais distantes proporcionando os meios de dar continuidade à obra educativa
cultural.

Mas sc os entrevistados não sentiram esta deficiência,

beram, no entanto, admitir o pauco caso dos poderes públicos, a

e

soufalta

de uma direção dinâmica e a necessidade de treinamento dos funcionários que informam ao

também a falta de mecanização e moderniza

ção dos serviços faz com o atendimento se processe moresanente,
firmam os leitores.

como ^

Uma sugestão interessante é a extensão do horário

ate às 23 horas o o funcionamento aos sábados o que viria solucionar o
problema dos mais ocupados,

acham ainda os mais interessados que du-

rante os feriados a Biblioteca deveria funcionar em um s6 turno,
ão que desagradaria seriamente aos funcionários...

opinj,

Para muitos a

Se-

ção Circulante deveria funcionar em tempo integral para que fossem satisfeitos todos os pedidos,
Muito se poderia dizer e fazer se se partisse para a reforma
da Biblioteca Pública da Bahia baseada nas sugestões dos leitores, aproveitáveis e dignas de atenção, na sua maioria.

Mas a nova direção

ainda não tomou conhecimento desta pesquisa e sc o fizesse poderia par
tir para um apelo veemente ao Governo no sentido de dar uma nova Bibli
oteca à Bahia mais afastada do borborinho da cidade

(o ponto e o

mais

movimentado e barulhento), e bem de acordo com as novas tendenclas biblicteconõmicas5 atualizaria o acervo sendo esta talvez a tarofa

mais

importante pois dela resultaria a verdadeira finalidade de uma biblioteca - servir ao público frequentador dando um livro para cada

leitor

e para cada leitor um livro', os serviços técnicos ampliados e mecaniz^
dos dariam à Biblioteca maiores possibilidades de servir;

a instala-

ção de um serviço de relações públicas facilitaria o intercâmbio e pro
jetaria a Biblioteca ante a adLiinistração pública, benfeitores e

pes-

soas outras interessadas no desenvolvimento cultural da comunidade.
Os recursos audiovisuais no mundo moderno sao fatores importantes na educação mas a leitura continua presente e ambos reunidos
são aliados valiosos na divulgação da cultura.

0 livro, instrumento

imprescindível ao aprimoramento intelectual, está firme na elevação do
progresso humano e e nele que se apoia basicamente todo o desenvolvimento da humanidade.

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E a Biblioteca em seu moderno conceito passou

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�-14scr un investimento prioritário da mesma forma que a educação popular e
encarada como fator indispensável ao desenvolvimento economico e ao pro
gresso tecnológico de todos os países.

A moderna biblioteca não

pode

ser un "museu de livros", um "ossuário do pensamento humano através dos
tempos" se bem que o passado tom os seus direitos e nao pode ser esquecido pelo progresso.

Mas no mundo moderno o fator primordial c. a infe^

mação que e dada aqui e ali, independente de raça, religião e ideologia.
Para un país como o Brasil já existe um acervo grande de informações,do
domínio do publico,
cios à cultura*

que devidamente disseminado, traria grandes benefí-

A Biblioteca, no miindo atual, deve ser uma fonte

cultura contemporânea capaz

de

de dar qualquer informação científica

e

tecnológica por isso não deve ser um depósito de livros, esquecido, superado, distanciado da realidade atual.

Consome-se papel escrito

pela

necessidade que se tem de conhecer, pela ânsia de ampliar a cultura.

A

importância das bibliotecas nos centros modernos é resultado das

horas

de lazer, em consequência da automação e pela presença cada vez

maior

dos instrumentos audiovisuais na vida contemporânea.

A informação audi.

ovisual estimula *a consulta aos olementos de caráter permanente - o livro, a revista,

o jorna.1 - quando se pode encontrar bibliotecas capazes

de atender a um público fortemente motivado.
A biblioteca, em verdade, desempenha nos dias atuais a função
do "escola continuada" para o profissional que sente a necessidade
prosseguir sua fornação pós-escolar ou pós-universitária pelo
constante com a bibliografia de sua especialidade.

de

contato

Diante disso será

interessante disseminar bibliotecas voltadas para o estudante e o públi
CO em geral dando a todos os elementos essenciais para o aperfeiçoamento intelectual.
No momento em que este trabalho está sendo concluído a Biblio
teca pública da Bahia, numa ocasião bastante oportuna, está sofrendo
grandes reparos nas suas instalações.

Resta saber se haverá modifica-

ções nos serviços internos o que traria um grande benefício à comunidade a que serve.
A crítica construtiva beneficia, ajuda, estimula^
provocar mudanças e melhorias.

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e capaz

de

Esta pesquisa nasceu desta afirmativa.

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�referência bibliográfica

1. GOODE, Wlllian J. &amp; HiiIT, K - Métodos en pesquisa social?
tradução de Carolina Çlartuscelli Bori.

São Pauloj Ed,

Nacional, 1960. Á94p*il^s,

Zm Hi.^G00D&gt; Wlllian Converse — Who uses the Public Ljbrary*
Chicago, Universlty of Chicago, c,1938. 137Pt llus,

3, SELLTIZj Clairo et alii - Research methods _in soclgl rola^
tions« S, 1, p,, Holt, Rinehart and Winston, c.1999#
6Z2p, ilus.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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              <text> Carvalho, Maria de Fática Freitas de </text>
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              <text> Costa, Maria Lúcia de Góes Americano da </text>
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              <text> Palma, Maryvonne Ribeiro </text>
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              <text>Breve histórico da Biblioteca Pública da Bahia. Pesquisa realizada na Biblioteca durante 7 anos pelos alunos da Escola de Biblioteconomia e Documentação da Universidade Federal da Bahia. Resultados colhidos. Demonstração através os gráficos. Referência bibliográfica.</text>
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